quarta-feira, junho 30, 2021

Branco e Negro – Semanario Illustrado



Lisboa, 5 de Abril de 1896 a 27 de Março de 1898
Livraria de Antonio Maria Pereira – Editor
[s.i. de dir.]
IV tomos com 104 fascículos (completo)
298 mm x 220 mm
[8 págs. (rosto e índices) + 520 págs. (26 x 20 págs.)] + 3 x [8 págs. (rosto e índices) + 420 págs. (num. contínua) + 104 págs. (capas e contracapas)]
encadernações editoriais inteiras em tela encerada gravada a negro e ouro nas pastas e nas lombadas
conservam as capas de brochura
exemplares muito estimados; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto do tomo II
410,00 eur (IVA e portes incluídos)

Periódico surgido num momento alto da casa de António Maria Pereira (o segundo na condução dos destinos da livraria-editora), em que outros se publicavam, como a luxuosa Revista Illustrada, a Revista Nova e A Estação de Paris.
«Pertença, também, de José Sarmento – é um semanario illustrado cobrindo diversos temas da actualidade, poemas, folhetins; vem a lume em Abril de 1896 e dura até cerca da morte do editor (Março de 1898); é esteticamente mais modesta que a Revista Illustrada, mas tem como colaboradores dos maiores nomes das letras portuguesas: Eça publica um conto, O Milhafre, ilustrado por Casanova, Adão e Eva no Paraízo, prefácio do Almanaque Encyclopedico de 1897, e um artigo sobre Antero de Quental; Ramalho Ortigão excertos do seu livro O Culto da Arte em Portugal, edição da Livraria, e artigos tais como As Praias, Paris, Obidos; Wenceslau de Morais, Das=Nippon O grande Japão. Ao folhear a revista deparam-se, ainda, nomes como Guerra Junqueiro, Gervásio Lobato, Teixeira de Queiroz, Trindade Coelno, Marcelino Mesquita, Fialho de Almeida, e reproduções de artistas consagrados como Sousa Pinto, Teixeira Lopes, Vellozo Salgado, Silva Porto, e de fotografias de Carlos Relvas e A. Bobone; o seu preço de capa é de 40 rs. No catálogo da casa é descrita como explendida publicação illustrada com enorme profusão de photogravuras, gravuras em madeira, photozincogravuras; anualmente é publicado, também, um almanaque da revista.» (Antónia Maria Pereira, Parceria A. M. Pereira – Crónica de uma Dinastia Livreira, Pandora, Lisboa, 1998)

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terça-feira, junho 29, 2021

Pequena Crónica do Século XIX

 

LUIZ TEIXEIRA
capa de Júlio Gil


Lisboa, 1965
Editorial Notícias
1.ª edição
190 mm x 130 mm
54 págs.
ilustrado
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
ostenta no ante-rosto o ex-libris de Jorge de Almeida Segurado
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ARQUITECTO JORGE SEGURADO
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, junho 28, 2021

Projecto de Declaração Universal dos Direitos do Homem


Lisboa, 1949
Seara Nova
s.i.
18,6 cm x 12,1 cm
8 págs.
capa impressa retro e verso
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Direitos do Homem em Portugal

 

aa.vv.
pref. Francisco de Sá Carneiro
grafismo de João Machado


Porto, Fevereiro de 1974
Livraria Telos Editora
1.ª edição
186 mm x 124 mm
200 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Chamada de atenção para as colaborações de Armando Castro e Francisco Pinto Balsemão, entre outros.

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sábado, junho 26, 2021

Giovanna

TOMAZ RIBAS
nota de badana por Armando Ventura Ferreira
capa de José Roby

Lisboa, 1965
Início
1.ª edição
193 mm x 141 mm
268 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Caliban


Lourenço Marques (Moçambique), 1971
dir. J. P. [João Pedro] Grabato Dias e Rui Knopfli
2 números (de 4 números em 3 brochuras)
217 mm x 152 mm
68 págs. [num. contínua (32 págs. + 36 págs.)]
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista ultramarina – cujo nome é de inspiração shakespeareana – «fechada pela PIDE, em 1972» (segundo Daniel Pires, Dicionário das Revistas Literárias Portuguesas do Século XX, Contexto Editora, Lisboa, 1986), a sua raridade pauta-se até pela ausência nos ficheiros da Biblioteca Nacional, que apenas conseguiu obter um exemplar completo em 2006 (leilão de 26 e 27 de Abril, na Livaria Antiquária do Calhariz, Lisboa).
Dentre os colaboradores, nota-se o alto gabarito das escolhas obtidas pelos coordenadores, a saber: Eugénio Lisboa, Jorge de Sena, José Craveirinha, Rui Nogar, Sebastião Alba, Herberto Helder, António Ramos Rosa, [João da] Fonseca Amaral, Luís Amaro, João Rui de Sousa, Fernando Assis Pacheco, etc. Além dos inéditos – alguns são-no ainda hoje –, a tradução teve o mérito de nos dar a conhecer uma integral do longo poema de T. S. Eliot, Quarta-feira de Cinzas, e poemas de Marianne Moore.
A participação de Herberto Helder, essa, pode ser considerada única, porque «Movimentação Errática» virá a ser revista e fraccionada entre a sua “prosa” introdutória e o poema que a ilustra, seguindo este último, já baptizado «Texto 1», para o núcleo «Antropofagias» de Poesia Toda (vol. 2, Plátano Editora, Lisboa, 1973) e, a referida “prosa”, para o livro Photomaton & Vox (Assírio & Alvim, Lisboa, 1979).

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Elles

 

ALBERTO PIMENTA
ANA HATHERLY
na capa escultura de João Fragoso


Lisboa, 1999
Editorial Escritor, Lda. (Leonardo Freitas)
1.ª edição
209 mm x 150 mm
86 págs.
subtítulo: Um epistolado
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Discurso Sobre o Filho-de-Deus

 

ALBERTO PIMENTA
grafismo de A. Óscar Morado


Porto, 1995
Edições Mortas
1.ª edição
187 mm x 137 mm
68 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Discurso Sobre o Filho-da-Puta

 

ALBERTO PIMENTA
pref. Carmen M. Radulet
notas de Telles Capêlo
capa de Teresa Ferrand


Lisboa – Porto, 1981
A Regra do Jogo, Edições, Lda.
3.ª edição
184 mm x 111 mm
80 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Musa Anti-pombalina


ALBERTO PIMENTA, org. e pref.

Lisboa / Porto, 1982
A Regra do Jogo
1.ª edição
184 mm x 111 mm
88 págs. + 4 págs. em extra-texto
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do texto introdutório do compilador:
«[...] como entender o acto estético senão como a asserção duma individualidade e das suas imagens do mundo contra as imagens colectivas, ou totalitárias, desse mesmo mundo? [...]
A questão com Pombal não é apenas a do seu despotismo, nem só a da sua tentativa de alterar certos hábitos de classe, o que já não seria pouco; é sobretudo o facto de Pombal não ser o rei e agir como se o fosse, o que em si mesmo simbolizava (ou prenunciava) já a mudança social em curso.
[...] À semelhança das vidas dos santos (ou das dos bandidos célebres), que raras vezes apresentam uma imagem de conjunto coerente, mas são feitas de retalhos (uma visão, um milagre, uma tentação, ou um assalto, uma perseguição, etc.), assim se foi criando um mosaico mítico da vida e obra do Marquês: o Marquês do terramoto, o Marquês da expulsão dos Jesuítas, o Marquês do atentado e respectivo processo, etc., etc.
[...] as sátiras que surjiram em enorme quantidade logo após a sua queda (e anónimas na quase totalidade, datáveis porém de 1777/78, de qualquer modo sempre antes da morte do Marquês em 1782) incidem sempre nos mesmos pontos: a brutalidade despótica e caprichosa e a corrupção por peculato e nepotismo. [...]
Aqui se apresentam pois os exemplos considerados mais interessantes deste género de monumento imperecível ao déspota: a sátira. [...]»

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Maomé e o Islamismo


SULEIMAN VALY MAMEDE

Braga, 1967
Editora Pax
1.ª edição
209 mm x 149 mm
80 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante resumo da autoria do fundador e presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, que, apesar de reconhecida pelo Estado em 1968, nem por isso o moçambicano Suleiman Valy Mamede deixou de estar sob constante vigilância da PIDE, face ao seu posicionamento, desde a primeira hora, relativamente ao colonialismo. Diz-nos Mário Artur Machaqueiro (investigador antropólogo na Universidade Nova de Lisboa):
«[...] A reinvenção da Comunidade Islâmica de Lisboa é, pois, a da ruptura com o colonialismo e da adopção de um figurino pós-colonial em que o muçulmano deixa de ser percepcionado como “português ultramarino” para passar a assumir, numa primeira fase, o simples estatuto de “cidadão português” com uma religião distinta da dominante [a vertente brochura é muito clara neste aspecto]. Posteriormente, e dada a intensificação das migrações provenientes das ex-colónias, esse estatuto sofrerá ainda uma última revisão simbólica, num contexto em que o anterior “espaço português” de “aquém e de além-mar” se transforma em “espaço lusófono”. [...]»

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Figuras Gradas de A Voz do Operário


RAUL ESTEVES DOS SANTOS

Lisboa, 1936
Edição da Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário
1.ª edição [única]
fora do mercado
216 mm x 135 mm
68 págs.
subtítulo: Palavras pronunciadas no Salão de Festas de «A Voz do Operário», no dia 19 de Abril de 1936, na solene inauguração de duas lápidas evocativas das individualidades que á Sociedade e ao jornal prestaram assinalados serviços
exemplar estimado; miolo limpo, acentuados sinais de foxing na capa
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alocução pública em que o ensaísta tece breves apontamentos panegíricos, entre outros, de Oliveira Martins, Augusto Fuschini, Dantas Baracho, João Franco, F. J. Ferreira do Amaral, João de Freitas Branco, Sidónio Pais, António Granjo, Costa Godolfim, Adolfo Coelho, Sebastião Magalhães Lima, Angelina Vidal, Fernão Boto Machado, etc.

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quarta-feira, junho 23, 2021

Romances Velhos em Portugal – Estudos Sôbre o Romanceiro Peninsular


CAROLINA MICHAËLIS DE VASCONCELOS

Coimbra, 1934
Imprensa da Universidade
2.ª edição
[266 mm x 175 mm] + [210 mm x 146 mm]
[12 págs. + 322 págs.] + [6 págs. (desdobrável)]
subtítulo: Publicados na revista «Cultura Española» (Madrid, 1907-1909)
encadernação em meia-francesa elegantemente gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
encadernado junto 1 folha desdobrável da «Exposição Comemorativa da sua vinda de Berlim para Portugal há 80 anos por motivo do seu casamento com o Dr. Joaquim de Vasconcellos» levada a cabo pelo Instituto Alemão em Lisboa
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, junho 22, 2021

Poesias (1945-1960)


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1962
Portugália Editora
1.ª edição [única]
20,3 cm x 14 cm
180 págs.
composto manualmente e impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação, lombada oxidada pela contínua presença da luz; miolo irrepreensível
peça de colecção
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião revista dos primeiros livros de versos do escritor, cobrindo um período de década e meia. Para além da invulgar excelência do trabalho o poeta – a quem se deve a mais radical revisão de um neo-realismo que, em português, foi sempre óbvio –, temos na vertente peça tipográfica o sóbrio e modelar exemplo de como deve ser paginado um livro de poemas. A Tipografia Ideal, sita à Calçada de São Francisco em Lisboa, teve no seu operário compositor tipográfico João Apolinário Ramos a mão-de-obra justa e perfeita para a sua realização.

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Uma Abelha na Chuva




CARLOS DE OLIVEIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1963
Portugália Editora
3.ª edição (revista)
19,2 cm x 13,2 cm
224 págs.
exemplar bem conservado; miolo limpo
visto de leitura datado por Agostinho Fernandes na pág. 215
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO EDITOR AGOSTINHO FERNANDES
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance que está na origem de um dos raros notáveis filmes do cinema português, realizado por Fernando Lopes em 1971. Notável pela fixação fantasmal do seu «[...] conflito social feito de silêncio, de frustrações reprimidas, de subjacentes rancores, de pequenos gestos logo reprimidos, de breves exteriorizações logo lamentadas. [...]» (Vitor Silva Tavares, in Suplemento Literário, Diário de Lisboa, 7 de Abril de 1972)

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Cinzareia

 

CARLOS FERREIRO, ilust.
FERNANDO CABRAL MARTINS, texto


Lisboa, 2021
Barco Bêbado
1.ª edição
220 mm x 165 mm
56 págs.
profusamente ilustrado
capa impressa a relevo seco
exemplar novo
15,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma magnífica homenagem pictórica e ensaística ao poeta e romancista Carlos de Oliveira (1921-1981), assinalando o centenário do seu nascimento.

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Fazer Amor Com Música

 

D. H. LAWRENCE
trad. Aníbal Fernandes
capa e ilust. Filipe Marques
grafismo de Paulo da Costa Domingos


Lisboa, 2021
Barco Bêbado
1.ª edição
190 mm x 130 mm
24 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado a cor
exemplar novo
10,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem da reflexão de D. H. Lawrence (1885-1930):
«[…] O homem deve fazer amor com música, e a mulher deve com música fazê-lo, acompanhada a cordas e saxofone. É uma interna necessidade nossa. Como os nossos avós, e em especial os nossos bisavós, com a maior das severidades baniram das suas cópulas a música, agora banimos com a maior das severidades a cópula do nosso namoro musical. […]»

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A Intervenção Surrealista


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS
capa e arranjo gráfico de Cruzeiro Seixas

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
209 mm x 141 mm
300 págs. + 16 folhas em extra-texto (impressas a cor e a preto e branco)
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da mais incisiva história antológica do surrealismo em Portugal, por mão do seu mentor, o que é saudável garantia de tendência. Convém ainda sublinhar que, à época, o editor da Ulisseia era o mesmo Vitor Silva Tavares que levará por diante, na década seguinte, a aventura da casa & etc, editora que ostentará no seu catálogo surrealistas portugueses de referência como, por exemplo, António José Forte ou Pedro Oom.

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Surreal-Abjeccion(ismo)


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS, org.

Lisboa, 1963
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição
220 mm x 212 mm
168 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia que regista o tom intelectual (nada abjecto) no chamado período surrealista do Café Gelo, reunindo-se aqui não somente obra escrita e gráfica dos intervenientes directos (António José Forte, Ernesto Sampaio, João Rodrigues, José Sebag, Luiz Pacheco, Manuel de Castro, Manuel Lima, Mário Henrique Leiria, Natália Correia, Pedro Oom, Virgílio Martinho), mas também de autores do grupo do Café Royal (Alexandre O’Neill, Carlos Eurico da Costa, Vespeira) e de uns outros que, por assim dizer, “decoravam a paisagem”, tais como: Rosa Ramalho, Luís Veiga Leitão, Joaquim Namorado, Irene Lisboa, Almada Negreiros... O próprio Cesariny, orquestrador de uma tal cegarrega – que se faz representar apenas como artista plástico –, dirá mais tarde no texto «Para uma Cronologia do Surrealismo em Português» (incluído em as mãos na água a cabeça no mar, Assírio e Alvim, 2.ª ed., Lisboa, 1985):
«[...] Em 1956-59 outra geração surgirá constituindo os chamados grupos do Café Royal e do Café Gelo. Estes grupos, com excepção do poeta Ernesto Sampaio, e de João Rodrigues, “surrealista em nós todos” como Vaché o poderá ter sido para Breton, votar-se-ão mais a um “abjeccionismo” conjuntural do que à proposta surrealista, e, por exaltantes que tivessem sido para mim a adesão e a companhia, recuso continuar a experiência, algo fútil do primeiro grupo e a, algo trágica, do segundo [...].»

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Desapareceram Dois Homens


SYLVAIN DOHERTY
trad. Catarino Tavares
[capa de Victor Palla]

Lisboa, s.d. [circa 1947]
Editorial «Gleba», Limitada
[1.ª edição]
183 mm x 131 mm
200 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance policial sob a forma de reportagem no México. O Século Ilustrado de finais de Agosto de 1947 deu breve notícia da publicação, o que nos permite datá-la.

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domingo, junho 20, 2021

Mémoires


[PAUL DE GONDI], cardinal de Retz

Lausana, 1947
Guilde du Livre
2.ª edição
texto em francês
155 mm x 111 mm
304 págs.
subtítulo: Préalables de la guerre civile
encadernação editorial inteira em sintético gravada a ouro na pasta anterior e na lombada, folhas-de-guarda impressas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
«Edition hors commerce, réservée aux membres de la Guilde du Livre»
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cobrindo um período histórico da França, que se estende nas Memórias até ao ano de 1655, o clérigo Paul de Gondi (1613-1679), descendente dos Medici, notabilizou-se como instigador subversivo e conspirador da Fronda contra o rei Luís XIV. Para os poucos actuais homens livres, que a tomaram como dístico, define-lhe o carácter a seguinte afirmação: «O mal atinge o auge quando os que mandam perderam a vergonha, porque, justamente, é nesse momento que os que obedecem perdem o respeito».

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sábado, junho 19, 2021

África – A Vitória Traída

 

JOAQUIM DA LUZ CUNHA
KAÚLZA DE ARRIAGA
BETHENCOURT RODRIGUES
SILVINO SILVÉRIO MARQUES


Lisboa, 1977
Editorial Intervenção, Lda.
1.ª edição
205 mm x 149 mm
282 págs. + 3 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Quatro generais escrevem
ilustrado com mapas
exemplar em muito bom estado de conservação, sem quebras na lombada; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Opinião transcrita da contracapa:
«Este é o importante documento dos quatro generais. A vitória era possível. Em Angola estava à vista. A estratégia soviética, porém, atacou em Lisboa. E aqui ganhou o que estava a perder em África. Eis a tese dramática de “A Vitória Traída”.»

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L’Afrique Trahie

 

JACQUES PLONCARD D’ASSAC

Lisboa | Paris, s.d. [1963-1964]
La Voix de l’Occident [impresso no Anuário Comercial de Portugal]
1.ª edição
texto em francês
190 mm x 140 mm
210 págs
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da transcrição das emissões radiofónicas de Ploncard d’Assac (1910-2005), figura da extrema-direita europeia, que, vivendo em Portugal como fugitivo de Vichy desde 1945, foi conselheiro de Salazar.

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Duas Crises

 

VIANA DE LEMOS, coronel

Lisboa, 1977
Edições Nova Gente, Limitada
1.ª edição
200 mm x 145 mm
164 págs.
subtítulo: 1961 e 1974
exemplar estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Estratégia Global

 

KAÚLZA DE ARRIAGA

Lisboa, 1988
Edições Referendo, Lda. – editor W. Paradela de Abreu
1.ª edição
240 mm x 169 mm
136 págs.
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cartas às Madrinhas de Guerra

 

AFONSO DO PAÇO

Porto, 1929
Edição de Maranus
1.ª edição
200 mm x 130 mm
184 págs.
encadernação inteira em tela crua com as capas de brochura espelhadas
não aparado
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Herói

 

José da Câmara Leme
capa de José Cândido
*

Amadora, 1970
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
190 mm x 122 mm
152 págs.
exemplar estimado, ligeira quebra no topo da lombada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura, palavras do autor:
«[…] A guerra referida neste livro, embora seja legítimo localizá-la em determinado palco, não é essa guerra: trata-se da Guerra que polvilha o mundo, da Guerra que fui encontrar na Argélia, em Angola, no Vietname; da Guerra dos nossos dias, enfim. Aliás, utilizei, fundindo-os, elementos característicos, exclusivos, dessas três versões dessa mesma tragédia de que Ela é genial autora e magistral encenadora, com a colaboração, indispensável e preciosa, de milhares e milhares de criaturas humanas – de ambos os sexos, de todas as idades e, sobretudo, das mais variadas raças… […]»

* É com surpresa que pode ler-se, na nota de badana do livro, uma acutilante chamada de atenção para a simbologia escolhida pelo capista José Cândido. O que, sendo raro em geral, por parte dos editores (referirem-se ao trabalho gráfico), muito mais o é no caso da Bertrand, que não raras vezes nem a autoria lhes consignava.

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Quando Nasci da Minha Morte

 

JOSÉ DA CÂMARA LEME
capa de Rogério Petinga


Amadora, 1971
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
191 mm x 122 mm
248 págs.
exemplar muito estimado, contracapa vagamente manchada; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos inúmeros escritores que os intelectuais deste país resolveram ignorar ou esquecer. Notícia editorial na contracapa:
«José da Câmara Leme. Nasceu na Beira em 1927. Estudos em Lisboa. Um viver na condição militar: em Macau no Outono de 1949, na Argélia de 1955, em Angola de 1962, cronista no Vietname de 1968. Publicou “Chegar é já em si bastante” (1966), “O Herói” (1970), “Repórter no Vietname” (1970) […]. Agreste de riso e pesado de ironia, “Quando Nasci da Minha Morte” percorre numa escrita contrastada e ácida os temas do vazio, da obsessão , do isolamento e da loucura, marginados pela experiência fundamental da guerra em que se formaram as obras anteriores do romancista.»

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Chegar É Já em Si Bastante

 

JOSÉ DA CÂMARA LEME
capa de José Cândido


Lisboa, 1966
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
185 mm x 118 mm
200 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nascido na cidade da Beira, Moçambique, em Novembro de 1927, José da Câmara Leme pertence a uma família de forte influência colonial (entre os seus ascendentes conta-se o fundador da cidade de Sá da Bandeira). Vendo na actividade militar a mais imediata possibilidade de alargar os seus horizontes, voluntariou-se como miliciano, em de Macau, onde assistiu à chegada das tropas de Mao Tsé-Tung às fronteiras da província. Mais tarde, de 1955 a 1960, fez parte da Legião Estrangeira, durante a guerra da Argélia, e, pela sua acção, foi-lhe atribuída a Cruz de Guerra. O vertente livro refere-se a esta última experiência.

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A Comedia de Lisboa


GERVASIO LOBATO
pref. Pinheiro Chagas

Porto, 1911
Livraria Chardron de Lello & Irmão, editores
2.ª edição
18,2 cm x 12,6 cm
XXVI págs. + 310 págs.
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada, folhas-de-guarda impressas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Lisboa em Camisa

 

GERVASIO LOBATO
ilust. Pedro Guedes


Lisboa, 1917
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
9.ª edição
190 mm x 130 mm
4 págs. + 312 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação polícroma nas pastas e na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089

Lisboa em Camisa


GERVASIO LOBATO
ilust. Pedro Guedes

Lisboa, 1931
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
12.ª edição
19,1 cm x 13,8 cm
256 págs. + 1 folha em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
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A União Iberica e a Candidatura d’El-Rei D. Fernando


ANTONIO RODRIGUES SAMPAIO
EDUARDO COELHO
LUCIANO CORDEIRO
PINHEIRO CHAGAS

Lisboa, s.d. [1877, seg. BNP]
Empreza Litteraria de Lisboa (Officina Tipographica de J. A. de Mattos)
1.ª edição
17,6 cm x 12,3 cm
206 págs.
subtítulo: Resposta ao livro do sr. Fernandez de los Rios «Mi Mission en Portugal»
encadernação modesta de amador inteira em tela encerada com gravação a ouro na lombada
um pouco aparado
com capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Anthero Carreiro de Freitas
PEÇA DE COLECÇÃO
120,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Descoberta da India

 

PINHEIRO CHAGAS

Lisboa, 1898
Livraria de Antonio Maria Pereira – Editor
2.ª edição
223 mm x 156 mm
4 págs. + 166 págs. + 8 folhas em extra-texto
subtítulo: Contada por um marinheiro
ilustrado
encadernação editorial inteira em seda com impressão polícroma nas pastas e na lombada
exemplar estimado, lombada envelhecida; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Navios Que Descobriram o Mundo

 

AMADEU CARVALHO DE ANDRADE
capa de José Amaro Júnior
ilust. João Martins


Lisboa, 1970
Ministério da Educação Nacional – Direcção-Geral do Ensino Primário
1.ª edição
160 mm x 111 mm
100 págs. + 32 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089

Da Vida dos Homens



AFONSO RIBEIRO
capa e desenhos de Jorge Garizo do Carmo

Beira (Moçambique), 1963
Notícias da Beira
1.ª edição
187 mm x 137 mm
276 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

É de notar a colecção em que se insere o vertente livro: Prosadores de Moçambique, dirigida pelo escritor Nuno Bermudes, que considera Afonso Ribeiro já um «escritor de Moçambique», aí radicado há alguns anos e com provas literárias dadas.

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A Rua do Oiro



ALFREDO MESQUITA

Lisboa, 1905
Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso
1.ª edição
18,7 cm x 12,1 cm
304 págs.
subtítulo: Romance Lisboeta
encadernação recente em meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jornalista açoriano, os ideais da República e o seu amigo João Chagas levaram Alfredo Mesquita (1871-1931) à carreira diplomática. Como escritor, o seu estilo fluente de crónica de costumes deve muito, menos a Ramalho Ortigão – mais a Júlio César Machado.

pedidos para:
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De Cara Alegre

 

ALFREDO MESQUITA

Porto, 1897
Livraria Chardron de Lello & Irmão, Editores
1.ª edição
189 mm x 122 mm
8 págs. + 260 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, capa gasta e com pequenos restauros; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, junho 17, 2021

A Peregrina do Mundo Novo

 

FERREIRA DE CASTRO

Lisboa, 1926
Edição do “ABC”
1.ª edição
197 mm x 128 mm
2 págs. + 152 págs. + 2 págs.
encadernação recente inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA SIGNIFICATIVA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESCRITOR MÁRIO DOMINGUES
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089

quarta-feira, junho 16, 2021

Cinco Mil Francos por Mês


REYNALDO FERREIRA [Repórter X]
capa de Jorge Barradas

Lisboa, [1926]
Empresa Diario de Noticias
1.ª edição
193 mm x 129 mm
96 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


domingo, junho 13, 2021

O Cavalinho de Pau do Menino Jesus



MANUEL ANTÓNIO PINA
ilust. Danuta Wojciechowska

Lisboa, 2004
Jornal Expresso (separata)
1.ª edição
17,2 cm x 13 cm
16 págs.
ilustrado a cor
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

O falecido escritor portuense Manuel António Pina não se ficou apenas por versos e crónica jornalística; também a pedagogia vertida em conto e em teatro infantil lhe ocupou as preocupações criativas. Aqui, um desses exemplos: nada mouro – basto cristão.

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telemóvel: 919 746 089

Salazar


ANTÓNIO FERRO
pref. Oliveira Salazar

Lisboa, 1933
Emprêsa Nacional de Publicidade
1.ª edição
201 mm x 138 mm
XLVI págs. + 234 págs. + 4 págs. em extra-texto com reproduções fotográficas
subtítulo: O Homem e a Obra
ilustrado
encadernação recente inteira em imitação de pele elegantemente gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Lisboa, 1933.
Frente a frente, dois homens. Salazar, o jovem ditador. António Ferro, o jornalista moderno. É no gabinete de trabalho do chefe do Governo. Entre ambos, a larga secretária com tampo de vidro que o jornalista acha ter “o arrumo e a limpidez de um orçamento geral do Estado, de um dos seus (dele, Salazar) orçamentos...” É uma entrevista de Ferro para o Diário de Notícias.
O jornalista permite-se dizer a Salazar:
“... alguns dos seus admiradores gostariam de o ver aproveitar mais a lição da Itália, a lição do Duce...”
Isto porque Salazar lhe parece frio, distante, a pique. [...]»
Assim começa o capítulo II do livro de Artur Portela, filho, Salazarismo e Artes Plásticas (ICLP – Biblioteca Breve, Lisboa, 1982), definindo o espírito optimista de Ferro nessa época.

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Carta-Testamento



MÁRIO SACRAMENTO
direcção gráfica de Armando Alves

Lisboa, 1973
Editorial Inova, sarl
1.ª edição
264 mm x 188 mm
32 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A ALBERTO VAZ DA SILVA
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui ainda intervenções de Óscar Lopes («Palavras de Óscar Lopes no Enterro de Mário Sacramento»), Álvaro Salema, Fernando Namora, Ilídio Sardoeira, Mário Castrim, Urbano Tavares Rodrigues e Vergílio Ferreira.
Uma passagem da carta-testamento:
«[...] Não que eu faça grande questão do meu bom nome: estou-me nas tintas para ele, depois de morto. Mas, além dele pertencer, também, aos filhos dos Filhos e a estes, pertence aos meus companheiros de jornada. E, que diabo, se passei tantos maus bocados por eles, em vida, é porque considerei que era esse o meu destino. E um homem tem o direito de o defender, mesmo depois de morto!
Fica portanto entendido que sou ateu e como ateu devo ser enterrado. Em vez dum pano preto, ponham um paninho vermelho no caixote, se puderem. E usem luto vermelho, se algum quiserem usar... [...]
Nasci e vivi num mundo de inferno. Há dezenas de anos que sofro, na minha carne e no meu espírito o fascismo. Recebi dele perseguições de toda a ordem – físicas, económicas, profissionais, intelectuais, morais. Mas, que não tivesse sofrido, o meu dever era combatê-lo. O fascismo é o fim da pré-história do homem. E procede, por isso, como um gangster encurralado. [...]»

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Há uma Estética Neo-Realista?


MÁRIO SACRAMENTO

Lisboa, 1968
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18 cm x 11,1 cm
96 págs.
exemplar em bom estado de conservação; capa empoeirada, miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve embora, é das mais significativas obras de reflexão acerca do neo-realismo em Portugal e do contexto sócio-político em que surgiu e se desenvolveu. E curiosamente é um prosador nada ortodoxo, José Cardoso Pires, quem surge referido como uma preferência, sem rebuço.

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