domingo, dezembro 30, 2018

Maria-É-Rei


FERNANDO LOPES
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1961
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18 cm x 10,8 cm
148 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fernando Lopes (1929-1994) – não confundir com o cineasta homónimo – teve desde muito novo uma estreita relação com a literatura, nascida na Companhia Editora do Minho, onde começou a trabalhar. O seu livro de estreia, Conflitos, data de 1957, seguindo-se-lhe, em 1961, este outro conjunto de contos Maria-É-Rei, um livro que – pode ler-se na nota editorial na contracapa – «[...] reflecte um mundo de cidadezinha provinciana e de aldeia de arrabalde, com personagens que lutam encarniçadamente pelo pão de cada dia, gente para quem noções tais como “dignidade humana” têm um sentido nada literário. [...]»

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Redacções da Guidinha


[LUÍS DE STTAU MONTEIRO]
ilust. Luís Osório

Lisboa, 1971
Edições Ática, S. A. R. L.
1.ª edição (em livro)
19,5 cm x 18,2 cm
136 págs.
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entre 1969 e 1980, primeiro no suplemento «A Mosca» (Diário de Lisboa) e, depois do 25 de Abril, n’O Jornal, este alterego traquina e desbocado de Sttau Monteiro não deu tréguas ao Portugal sensaborão e reaccionário, em crónicas fingidamente pueris, curtas e demolidoras dos poderes vigentes. Aqui reunidas, temos apenas uma amostra dentre elas, publicadas durante os anos 1969-1970; uma segunda série virá a lume, nas edições em livro do semanário O Independente, por mão de Vasco Rosa / Helena de Gubernatis, somente em 2004.

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Angústia Para o Jantar



LUÍS DE STTAU MONTEIRO
capa de Paulo-Guilherme

Lisboa, 1961
Ática Limitada
1.ª edição
19,1 cm x 14 cm
244 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

João Gaspar Simões achava que Sttau Monteiro não passaria de um «jornalista-anotador de circunstâncias reais da vida», e portanto tudo menos prosador sério. E compara-o a Erskine Caldwell... por acaso um dos mais excelentes prosadores norte-americanos! Sttau muito provavelmente terá achado caricato um homem das letras, tido por sério, querer impor o seu próprio gosto balzaquiano a um real cujas circunstâncias de coacção da liberdade de imprensa – e de vida! – davam pouca margem de resposta à letra. Disso, não desta inquisiçãozinha de trazer por casa, mas da outra, da que pregava com os costados das pessoas na choça, foi Sttau vítima... por assumir-se como um genuíno jornalista-anotador de circunstâncias reais da vida. À porta de Gaspar Simões nunca bateu a polícia.

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sábado, dezembro 15, 2018

Peças Em Um Acto


LUÍS DE STTAU MONTEIRO
capa do pintor João Vieira

Lisboa, Novembro de 1966
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição
199 mm x 136 mm
144 págs. + 1 extra-texto que reproduz uma litografia de Daumier
inclui 2 peças: A Guerra Santa e A Estátua, e uma Nota Explicativa
exemplar estimado, vinco vertical na capa; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro apreendido pela polícia política do Estado Novo em circunstâncias particularmente vergonhosas, dando origem ao encerramento da casa editora, que, depois de ver as instalações seladas, acabou com as caves-armazém criminosamente inundadas. Sttau Monteiro será preso, paga do regime pela sátira à ditadura e à guerra colonial. O recorte de imprensa, datado de 7 de Dezembro de 1966, colado no ante-rosto do vertente exemplar, transcreve o comunicado do governo com a versão oficial para o referido “encerramento”:
«Do S. N. I. recebemos a seguinte informação:
“Foi mandada aplicar á Editorial Minotauro a pena de encerramento definitivo, prevista no art.º 3.º do Decreto-Lei n.º 33015, de 30 de Agosto de 1943.
Esta pena foi aplicada áquela empresa por ter editado um volume com graves implicações prejudiciais á defesa dos fins superiores do Estado e nomeadamente ofensivo do prestígio das Forças Armadas, que neste momento se batem, numa guerra que nos é imposta, em defesa da integridade nacional.”»

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A Guerra Santa / A Estátua


LUÍS DE STTAU MONTEIRO

s.l. [Lisboa], s.d. [1966 ou 1967 ?]
s.i. [Editorial Minotauro]
sem indicação de nome de tipografia
edição clandestina do livro Peças Em Um Acto (após apreensão deste)
19,5 cm x 13,2 cm
144 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Um Auto para Jerusalém


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS

Lisboa, s.d. [1964]
Editorial Minotauro
1.ª edição
19,8 cm x 13,6 cm
76 págs.
exemplar como novo; miolo por abrir
junto com o bilhete de ingresso para a sua primeira representação pública, no Teatro Municipal de São Luiz a 18 de Março de 1975
PEÇA DE COLECÇÃO
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra proibida no tempo de Salazar (vd. Livros Proibidos no Regime Fascista, Presidência do Conselho de Ministros – Comissão do Livro Negro Sobre o Regime Fascista, Lisboa, 1981), por indicação do censor José Brandão Pereira de Mello. Somente em 1975, sob o triunfo do gonçalvismo, será levada à cena pelo grupo Teatro dos Sete.

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Surreal-Abjeccion(ismo)


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS, org.

Lisboa, 1963
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição
22 cm x 21,2 cm
168 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia que regista o tom intelectual (nada abjecto) no chamado período surrealista do Café Gelo, reunindo-se aqui não somente obra escrita e gráfica dos intervenientes directos (António José Forte, Ernesto Sampaio, João Rodrigues, José Sebag, Luiz Pacheco, Manuel de Castro, Manuel Lima, Mário Henrique Leiria, Natália Correia, Pedro Oom, Virgílio Martinho), mas também de autores do grupo do Café Royal (Alexandre O’Neill, Carlos Eurico da Costa, Vespeira) e de uns outros que, por assim dizer, “decoravam a paisagem”, tais como: Rosa Ramalho, Luís Veiga Leitão, Joaquim Namorado, Irene Lisboa, Almada Negreiros... O próprio Cesariny, orquestrador de uma tal cegarrega – que se faz representar apenas como artista plástico –, dirá mais tarde no texto «Para uma Cronologia do Surrealismo em Português» (incluído em as mãos na água a cabeça no mar, Assírio e Alvim, 2.ª ed., Lisboa, 1985):
«[...] Em 1956-59 outra geração surgirá constituindo os chamados grupos do Café Royal e do Café Gelo. Estes grupos, com excepção do poeta Ernesto Sampaio, e de João Rodrigues, “surrealista em nós todos” como Vaché o poderá ter sido para Breton, votar-se-ão mais a um “abjeccionismo” conjuntural do que à proposta surrealista, e, por exaltantes que tivessem sido para mim a adesão e a companhia, recuso continuar a experiência, algo fútil do primeiro grupo e a, algo trágica, do segundo [...].»

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O Teatro e o Seu Duplo


ANTONIN ARTAUD
trad. Fiama Hasse Pais Brandão
pref. Urbano Tavares Rodrigues

Lisboa, s.d. [circa 1962]
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição
19,1 cm x 12,6 cm
212 págs.
exemplar estimado, restauro na capa; miolo limpo
assinatura de posse do ex-ministro Carlos Mascarenhas de Macedo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante tradução deste livro de referência do poeta francês Antonin Artaud (1896-1948). Trata-se de um escritor – mas também encenador e actor de teatro e de cinema – que imaginou a arte dramática ocidental como um ritual de iniciação primitivo, algo que o prefaciador português Urbano Tavares Rodrigues nem percebeu.

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Sinais


MAURICE MERLEAU-PONTY
trad. Fernando Gil

Lisboa, 1962
Editora Minotauro, Lda.
1.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
520 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Desta obra de reflexão de Maurice Merlaeu-Ponty (1908-1961) diz-nos a nota editorial na contracapa:
«[...] Em Sinais, Merlaeu-Ponty debruça-se sobre os mais variados temas, da filosofia da linguagem à sociologia, passando pela análise de certos eventos determinantes da vida contemporânea [...].»
De vez em quando convém recordar que existiram outras editoras da resistência antifascista não enfeudadas a partidos políticos, para além da Contraponto, da & etc ou da Afrodite. A Minotauro, dirigida por Bruno da Ponte, constituiu, por motivos vários de sofrimento e humilhação política, uma das vanguardas culturais de uma modernidade abrangente e multidisciplinar. Catálogo perseguido pela polícia política estado-novista, de forma raivosa e culminante na destruição de todo o fundo editorial em 1966.

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terça-feira, dezembro 04, 2018

Trovas em Louvor de Nova Lisboa


aa.vv.
capa de J. Mangericão
fotog. António de Sousa e A. Corte-Real

Nova Lisboa, 1962
Edição do Departamento Cultural da Camara Municipal de Nova Lisboa
1.ª edição
20,3 cm x 14 cm
112 págs. [não num.]
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
carimbo de oferta do editor no ante-rosto
ostenta colado no verso da capa o ex-libris da Biblioteca do Conservatório Nacional
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial:
«Pareceu oportuno dar a público, neste ano em que se comemora o cinquentenário da fundação de Nova Lisboa, o contributo dos poetas que, desde 1949, a têm cantado, em quadras soltas, através dos vários concursos literários neste lapso de tempo realizados.
São apenas 50 composições, escolhidas entre as mais expressivas [...].»

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Exposição Feira de Nova Lisboa – Roteiro


Nova Lisboa, 1965
Instituto de Investigação Médica de Angola | Repartição Distrital de Saúde e Assistência do Huambo | Provedoria Distrital do Huambo do Instituto de Assistência Social de Angola
1.ª edição
21 cm x 14,8 cm
28 págs.
impressão a mimeógrafo
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do caderno de apoio à referida exposição.

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Um Toldo Vermelho [junto com] Galopam



JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES
grafismo de Vera Velez

s.l., 2014
s.i. [ed. Autor]
2.ª e 1.ª edições [edições privadas]
ilustrados
exemplares como novos
tiragens declaradas de 100 exemplares cada
RARO LOTE DE COLECÇÃO E ESTUDO
600,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de duas obras poéticas que o Autor não quis dar a conhecer através do mercado livreiro. Ambas resultado da depuração dos seus versos, num minimalismo rés ao osso frásico. Ou, como diz na nota final a Galopam: «[...] Nos mais recentes dois volumes, estabeleci um critério linguístico e apliquei-o em ambos de modo inteiramente igual. A vantagem reside em que todos os versos destes livros estão sujeitos a uma constrição fonética e morfológica absolutamente idêntica. A desvantagem talvez resulte num efeito de eco ou reiteração formal que comparece, de vez em quando, em ambos os livros. [...]»
Muitos fãs da escrita de Magalhães ficaram em estado de choque quando, em 2010, a 1.ª edição de Um Toldo Vermelho foi publicada. Ouviram-se e leram-se, então, as maiores iniquidades acerca do legítimo trabalho deste poeta, num coro passadista pela “obra perdida”, ou cuja antiga significação lhes fugia agora entre os dedos. Em 2014 (a vertente edição), somente para os escassos destinatários a quem Magalhães quis dirigir-se, esclarecia, também em nota de encerramento: «[...] Todos os volumes de poesia e suas sucessivas re-edições e alterações, desde Envelope (com António Palolo), 1974, até Um Toldo Vermelho, 1.ª ed., 2010, existem editorialmente. Sobre eles, a minha vontade, que os exclui e substitui, não conta senão como uma amostra do meu gosto pessoal em 2014. É provável que esse gosto venha a mudar com o tempo, embora isso pouco possa influir sobre o já publicado, a não ser como tema da minha relação com a minha obra. [...]»
Recentemente o poeta reuniu estes dois livros axiais, sob o título Para Comigo (Lisboa, 2018), após nova revisão, para o público consumidor em geral, mas sem as respectivas notas aqui brevemente citadas, o que lhes confere, afinal, um carácter de recado com destinatário.

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António Palolo


JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES
[capa e ilust. João B. (Botelho)]

s.l., 1978
A Regra do Jogo, Edições
1.ª edição
20,8 cm x 13,3 cm
4 págs. + 56 págs. + 1 cromo colado na portada
exemplar estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO POETA MANUEL CINTRA
rara peça de colecção
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, dezembro 03, 2018

Poesia e Tempo 1


ANTÓNIO RAMOS ROSA
FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO
DÓRDIO GUIMARÃES, org.
MARIA TERESA HORTA
MÁRIO DIAS RAMOS, org.
TERESA RITA
OLÍMPIO NEVES
JOÃO APOLINÁRIO

Lisboa, 1962
Edição dos Organizadores
1.ª edição
único número publicado
19,4 cm x 13 cm
64 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma das várias publicações que deram continuidade ao grupo de Poesia 61.

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sábado, dezembro 01, 2018

História de Maria Flôr



ANTÓNIO HOMEM DE MELLO (TOY)

Águeda, 1943
«O autor o editou»
1.ª edição
20 cm x 13,3 cm
328 págs.
encadernação recente em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pai do poeta Pedro Homem de Mello, companheiro de juventude de António Nobre nas lides académicas coimbrãs, que o ensaísta Guilherme de Castilho caracterizou como «valente e corajoso, [estava] sempre pronto a acudir com o argumento dos seus punhos de atleta a qualquer situação embaraçosa para os amigos», veio a ser procurador régio em Braga e secretário do Tribunal do Comércio no Porto. Alguma prosa, alguma poesia e algum teatro foi o que legou às Letras, «de sabor lírico-popular». (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994.)

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