domingo, dezembro 30, 2018

Maria-É-Rei


FERNANDO LOPES
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1961
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18 cm x 10,8 cm
148 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fernando Lopes (1929-1994) – não confundir com o cineasta homónimo – teve desde muito novo uma estreita relação com a literatura, nascida na Companhia Editora do Minho, onde começou a trabalhar. O seu livro de estreia, Conflitos, data de 1957, seguindo-se-lhe, em 1961, este outro conjunto de contos Maria-É-Rei, um livro que – pode ler-se na nota editorial na contracapa – «[...] reflecte um mundo de cidadezinha provinciana e de aldeia de arrabalde, com personagens que lutam encarniçadamente pelo pão de cada dia, gente para quem noções tais como “dignidade humana” têm um sentido nada literário. [...]»

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1817 – A Conspiração de Gomes Freire


RAUL BRANDÃO

Porto / Rio de Janeiro, 1922
Editores Renascença Portuguesa / Annuario do Brasil
3.ª edição
18,2 cm x 12 cm
344 págs.
subtítulo: Quem matou Gomes Freire – Beresford, D. Miguel Forjaz, o principal Souza – Mathilde de Faria e Mello
ilustrado
modesta encadernação recente em sintético, gravação a ouro na lombada
pouco aparado
conserva a capa anterior de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ainda hoje constitui este livro uma das mais sérias avaliações do momento em referência na História nacional.

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A Traição de Gomes Freire



A. [ALBINO] NEVES DA COSTA
capa de Antonio Lima

Lisboa, 1935 [aliás, 1936]
Sociedade Astória, Limitada
1.ª edição
1.º volume (único publicado)
22,3 cm x 14,3 cm
XVI págs. + 528 págs. + 8 folhas em extra-texto
exemplar estimado, com no bordo superior da lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura que Neves da Costa dirige a «amigos e adversários»:
«[...] Trata-se de uma figura escolhida [refere-se ao general Gomes Freire de Andrade (1757-1817)] para símbolo duma ideologia e tomado como referência de um método.
A ideologia é o liberalismo, a doutrina de todas as correntes anarquizantes; o método é o sigilo mentiroso e desleal de todas as seitas. [...]»
Neves da Costa estriba-se no exemplo intelectual e na «intuição histórica» de anti-semitas como António Sardinha e Rodrigues Cavalheiro, e vai mais longe: para si, Gomes Freire, arregimentador da Legião Portuguesa que se bateu ao lado do expansionismo bélico de Napoleão Bonaparte, Gomes Freire, inspirado e ao serviço da maçonaria judaica, «fica definitiva, embora duramente classificado de – traidor, incompetente e cobarde. [...]»

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Felizmente Há Luar!


LUÍS DE STTAU MONTEIRO

Lisboa, 1962
Jornal do Fôro
2.ª edição
17,8 cm x 21,2 cm (oblongo)
160 págs.
exemplar estimado, pequenos restauros na capa; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Influências abertamente brechtianas, num texto para teatro desde logo proibido de ser levado à cena. O escritor António Quadros, ao classificá-lo para as Bibliotecas Itinerantes da Gulbenkian como «apenas para adultos de sólida formação moral e intelectual», acrescenta: «Excelente peça de teatro, que no entanto aborda um tema melindroso: a execução de Gomes Freire, pela Junta do Reino. Faz-se na peça a crítica às figuras representativas de um espírito de estagnação, figuras movidas por interesses materiais e mundanos, que não hesitaram em sacrificar o Coronel Gomes Freire, apresentado como um modelo de virtudes patrióticas. [...] tese [que] ainda hoje proporciona grande controvérsia política. [...]»

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Redacções da Guidinha


[LUÍS DE STTAU MONTEIRO]
ilust. Luís Osório

Lisboa, 1971
Edições Ática, S. A. R. L.
1.ª edição (em livro)
19,5 cm x 18,2 cm
136 págs.
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entre 1969 e 1980, primeiro no suplemento «A Mosca» (Diário de Lisboa) e, depois do 25 de Abril, n’O Jornal, este alterego traquina e desbocado de Sttau Monteiro não deu tréguas ao Portugal sensaborão e reaccionário, em crónicas fingidamente pueris, curtas e demolidoras dos poderes vigentes. Aqui reunidas, temos apenas uma amostra dentre elas, publicadas durante os anos 1969-1970; uma segunda série virá a lume, nas edições em livro do semanário O Independente, por mão de Vasco Rosa / Helena de Gubernatis, somente em 2004.

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sábado, dezembro 15, 2018

A Guerra Santa / A Estátua


LUÍS DE STTAU MONTEIRO

s.l. [Lisboa], s.d. [1966 ou 1967 ?]
s.i. [Editorial Minotauro]
sem indicação de nome de tipografia
edição clandestina do livro Peças Em Um Acto (após apreensão deste)
18,8 cm x 12,7 cm
144 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Um Auto para Jerusalém


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS

Lisboa, s.d. [1964]
Editorial Minotauro
1.ª edição
19,8 cm x 13,6 cm
76 págs.
exemplar como novo; miolo por abrir
junto com o bilhete de ingresso para a sua primeira representação pública, no Teatro Municipal de São Luiz a 18 de Março de 1975
PEÇA DE COLECÇÃO
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra proibida no tempo de Salazar (vd. Livros Proibidos no Regime Fascista, Presidência do Conselho de Ministros – Comissão do Livro Negro Sobre o Regime Fascista, Lisboa, 1981), por indicação do censor José Brandão Pereira de Mello. Somente em 1975, sob o triunfo do gonçalvismo, será levada à cena pelo grupo Teatro dos Sete.

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Surreal-Abjeccion(ismo)


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS, org.

Lisboa, 1963
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição
22 cm x 21,2 cm
168 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia que regista o tom intelectual (nada abjecto) no chamado período surrealista do Café Gelo, reunindo-se aqui não somente obra escrita e gráfica dos intervenientes directos (António José Forte, Ernesto Sampaio, João Rodrigues, José Sebag, Luiz Pacheco, Manuel de Castro, Manuel Lima, Mário Henrique Leiria, Natália Correia, Pedro Oom, Virgílio Martinho), mas também de autores do grupo do Café Royal (Alexandre O’Neill, Carlos Eurico da Costa, Vespeira) e de uns outros que, por assim dizer, “decoravam a paisagem”, tais como: Rosa Ramalho, Luís Veiga Leitão, Joaquim Namorado, Irene Lisboa, Almada Negreiros... O próprio Cesariny, orquestrador de uma tal cegarrega – que se faz representar apenas como artista plástico –, dirá mais tarde no texto «Para uma Cronologia do Surrealismo em Português» (incluído em as mãos na água a cabeça no mar, Assírio e Alvim, 2.ª ed., Lisboa, 1985):
«[...] Em 1956-59 outra geração surgirá constituindo os chamados grupos do Café Royal e do Café Gelo. Estes grupos, com excepção do poeta Ernesto Sampaio, e de João Rodrigues, “surrealista em nós todos” como Vaché o poderá ter sido para Breton, votar-se-ão mais a um “abjeccionismo” conjuntural do que à proposta surrealista, e, por exaltantes que tivessem sido para mim a adesão e a companhia, recuso continuar a experiência, algo fútil do primeiro grupo e a, algo trágica, do segundo [...].»

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Terrear [livro impresso e dactiloescrito]





ANTÓNIO RAMOS ROSA
pinturas de [Marcelino] Vespeira


Lisboa, 1964
Minotauro
1.ª edição
33,3 cm x 25 cm
28 págs.
inclui a reprodução de 3 pinturas
impresso sobre papel superior «fabricado especialmente para a edição» (meia-cartolina em algodão)
exemplar muito estimado; miolo no geral limpo, sinais de foxing na primeira e na última folhas
dedicatória de posse no ante-rosto
tiragem comum de 350 exemplares

[junto com 1 pasta de arquivo com o respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
14 folhas A4 apenas escritas de um lado
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor, quer de cortes de versos, quer do alinhamento dos poemas – a mais importante das quais reside na mudança do título do livro
o livro impresso apresenta mais 1 poema do que o dactiloescrito
exemplar em bom estado de conservação
lote acondicionado num magnífico estojo artístico em tela negra impressa a vinil
PEÇA DE COLECÇÃO
750,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Teatro e o Seu Duplo


ANTONIN ARTAUD
trad. Fiama Hasse Pais Brandão
pref. Urbano Tavares Rodrigues

Lisboa, s.d. [circa 1962]
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição
19,1 cm x 12,6 cm
212 págs.
exemplar estimado, restauro na capa; miolo limpo
assinatura de posse do ex-ministro Carlos Mascarenhas de Macedo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante tradução deste livro de referência do poeta francês Antonin Artaud (1896-1948). Trata-se de um escritor – mas também encenador e actor de teatro e de cinema – que imaginou a arte dramática ocidental como um ritual de iniciação primitivo, algo que o prefaciador português Urbano Tavares Rodrigues nem percebeu.

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Sinais


MAURICE MERLEAU-PONTY
trad. Fernando Gil

Lisboa, 1962
Editora Minotauro, Lda.
1.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
520 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Desta obra de reflexão de Maurice Merlaeu-Ponty (1908-1961) diz-nos a nota editorial na contracapa:
«[...] Em Sinais, Merlaeu-Ponty debruça-se sobre os mais variados temas, da filosofia da linguagem à sociologia, passando pela análise de certos eventos determinantes da vida contemporânea [...].»
De vez em quando convém recordar que existiram outras editoras da resistência antifascista não enfeudadas a partidos políticos, para além da Contraponto, da & etc ou da Afrodite. A Minotauro, dirigida por Bruno da Ponte, constituiu, por motivos vários de sofrimento e humilhação política, uma das vanguardas culturais de uma modernidade abrangente e multidisciplinar. Catálogo perseguido pela polícia política estado-novista, de forma raivosa e culminante na destruição de todo o fundo editorial em 1966.

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terça-feira, dezembro 04, 2018

Trovas em Louvor de Nova Lisboa


aa.vv.
capa de J. Mangericão
fotog. António de Sousa e A. Corte-Real

Nova Lisboa, 1962
Edição do Departamento Cultural da Camara Municipal de Nova Lisboa
1.ª edição
20,3 cm x 14 cm
112 págs. [não num.]
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
carimbo de oferta do editor no ante-rosto
ostenta colado no verso da capa o ex-libris da Biblioteca do Conservatório Nacional
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial:
«Pareceu oportuno dar a público, neste ano em que se comemora o cinquentenário da fundação de Nova Lisboa, o contributo dos poetas que, desde 1949, a têm cantado, em quadras soltas, através dos vários concursos literários neste lapso de tempo realizados.
São apenas 50 composições, escolhidas entre as mais expressivas [...].»

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Exposição Feira de Nova Lisboa – Roteiro


Nova Lisboa, 1965
Instituto de Investigação Médica de Angola | Repartição Distrital de Saúde e Assistência do Huambo | Provedoria Distrital do Huambo do Instituto de Assistência Social de Angola
1.ª edição
21 cm x 14,8 cm
28 págs.
impressão a mimeógrafo
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do caderno de apoio à referida exposição.

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Um Toldo Vermelho [junto com] Galopam



JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES
grafismo de Vera Velez

s.l., 2014
s.i. [ed. Autor]
2.ª e 1.ª edições [edições privadas]
ilustrados
exemplares como novos
tiragens declaradas de 100 exemplares cada
RARO LOTE DE COLECÇÃO E ESTUDO
600,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de duas obras poéticas que o Autor não quis dar a conhecer através do mercado livreiro. Ambas resultado da depuração dos seus versos, num minimalismo rés ao osso frásico. Ou, como diz na nota final a Galopam: «[...] Nos mais recentes dois volumes, estabeleci um critério linguístico e apliquei-o em ambos de modo inteiramente igual. A vantagem reside em que todos os versos destes livros estão sujeitos a uma constrição fonética e morfológica absolutamente idêntica. A desvantagem talvez resulte num efeito de eco ou reiteração formal que comparece, de vez em quando, em ambos os livros. [...]»
Muitos fãs da escrita de Magalhães ficaram em estado de choque quando, em 2010, a 1.ª edição de Um Toldo Vermelho foi publicada. Ouviram-se e leram-se, então, as maiores iniquidades acerca do legítimo trabalho deste poeta, num coro passadista pela “obra perdida”, ou cuja antiga significação lhes fugia agora entre os dedos. Em 2014 (a vertente edição), somente para os escassos destinatários a quem Magalhães quis dirigir-se, esclarecia, também em nota de encerramento: «[...] Todos os volumes de poesia e suas sucessivas re-edições e alterações, desde Envelope (com António Palolo), 1974, até Um Toldo Vermelho, 1.ª ed., 2010, existem editorialmente. Sobre eles, a minha vontade, que os exclui e substitui, não conta senão como uma amostra do meu gosto pessoal em 2014. É provável que esse gosto venha a mudar com o tempo, embora isso pouco possa influir sobre o já publicado, a não ser como tema da minha relação com a minha obra. [...]»
Recentemente o poeta reuniu estes dois livros axiais, sob o título Para Comigo (Lisboa, 2018), após nova revisão, para o público consumidor em geral, mas sem as respectivas notas aqui brevemente citadas, o que lhes confere, afinal, um carácter de recado com destinatário.

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António Palolo


JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES
[capa e ilust. João B. (Botelho)]

s.l., 1978
A Regra do Jogo, Edições
1.ª edição
20,8 cm x 13,3 cm
4 págs. + 56 págs. + 1 cromo colado na portada
exemplar estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO POETA MANUEL CINTRA
rara peça de colecção
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, dezembro 03, 2018

Poesia e Tempo 1


ANTÓNIO RAMOS ROSA
FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO
DÓRDIO GUIMARÃES, org.
MARIA TERESA HORTA
MÁRIO DIAS RAMOS, org.
TERESA RITA
OLÍMPIO NEVES
JOÃO APOLINÁRIO

Lisboa, 1962
Edição dos Organizadores
1.ª edição
único número publicado
19,4 cm x 13 cm
64 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma das várias publicações que deram continuidade ao grupo de Poesia 61.

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sábado, dezembro 01, 2018

História de Maria Flôr



ANTÓNIO HOMEM DE MELLO (TOY)

Águeda, 1943
«O autor o editou»
1.ª edição
20 cm x 13,3 cm
328 págs.
encadernação recente em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pai do poeta Pedro Homem de Mello, companheiro de juventude de António Nobre nas lides académicas coimbrãs, que o ensaísta Guilherme de Castilho caracterizou como «valente e corajoso, [estava] sempre pronto a acudir com o argumento dos seus punhos de atleta a qualquer situação embaraçosa para os amigos», veio a ser procurador régio em Braga e secretário do Tribunal do Comércio no Porto. Alguma prosa, alguma poesia e algum teatro foi o que legou às Letras, «de sabor lírico-popular». (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994.)

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