terça-feira, outubro 27, 2020

Três Cliques à Esquerda seguido de Cancro

 

KATERINA GÓGOU
SEAN BONNEY
trad. José Luís Costa e Miguel Cardoso
ilust. Gonçalo Pena
grafismo de Paulo da Costa Domingos

Lisboa, 2020
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
160 págs.
profusamente ilustrado
exemplar novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Perderá o seu tempo quem procurar Katerina Gógou nas histórias da literatura grega (foi, pelo menos, o meu caso). Ainda assim, conta a poeta Eftykhina Panaiótou que, mesmo antes do suicídio de Gógou em 1993, os seus livros eram tão vendidos quanto os do prémio Nobel Odysseas Elytis. O facto surpreende, já que a poesia de Gógou é tudo menos dada a mercados: radical e violentamente política (os três cliques à esquerda do título do seu primeiro e mais marcante livro referem-se ao modo de melhor ajustar a pontaria de uma metralhadora), desesperada e ácida, despudoradamente pessoal. […]» Assim abre este livro, no prefácio do tradutor José Luís Costa ao fulgurante livro da autora grega. Juntou-lhe o editor um outro livro, do poeta inglês Sean Bonney (1969-2019), que, no seu Cancro, se apropria das influências de Gógou, resultando daí um raivoso núcleo poético.

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Pena Capital



MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS

Lisboa, 1957
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
195 mm x 143 mm
144 págs.
composto manualmente em Elzevir e impresso na mítica Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco em Lisboa
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Juntamente com Manual de Prestidigitação, do ano anterior e também publicado na editora de Luiz Pacheco, este Pena Capital vem – vieram – revelar um poeta que fez da cidadania a sua estética, e da estética fez gato-sapato, e todos do lado da ordem ficaram muito consternados. Émulo do papa do surrealismo André Breton, o seu jogo determinou o curso do rio imparável de pelo menos três gerações de guerrilheiros da palavra.

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Manual de Prestidigitação

 

MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS

Lisboa, 1956
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
189 mm x 125 mm
40 págs.
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo manchado perifericamente
é o n.º 187 de uma tiragem de apenas 250 exemplares numerados e assinados pelo editor Luiz Pacheco
PEÇA DE COLECÇÃO

220,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Écrits Politiques suivis de Oxtiern

 

SADE
grafismo de Paul Gibelin


Paris, 1957
Jean-Jacques Pauvert, éditeur
[1.ª edição]
texto em francês
164 mm x 128 mm
12 págs. + 180 págs.
impresso sobre papel superior Bellegarde
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além uma importante compilação de intervenções políticas directas do escritor libertino Donatien-Alphonse-François, marquês de Sade (1740-1814), juntou-lhe o arrojado editor Jean-Jacques Pauvert (1926-2014) a peça teatral Oxtiern, ou Les Malheurs du Libertinage, representada por duas vezes em Paris no final do século XVIII. Trata-se, a dita peça, de uma versão dramática de Crimes de l’Amour: Ernestine, e foi escrita sob prisão nas masmorras da Bastilha, onde o marquês passou grande parte da sua vida. É de sublinhar que à data de 1957 constituía um acto de coragem contra a censura e os “bons” costumes fazer imprimir os livros de Sade. Hoje em dia, é um autor integrado na colecção dos grandes clássicos da língua francesa, a Bibliothèque de la Plêiade, debaixo da bandeira publicitária «l’enfer sur papier bible»!

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La Littérature et le Mal

 

GEORGES BATAILLE

Paris, 1957
Gallimard
1.ª edição
texto em francês
185 mm x 120 mm
232 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DO ESCRITOR SURREALISTA RICARTE DÁCIO
peça de colecção

60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Éponine


GEORGES BATAILLE

Paris, 1949
Les Éditions de Minuit
1.ª edição
texto em francês
16,5 cm x 10,2 cm
48 págs.
impresso sobre papel de gramagem superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
é o n.º 583 de uma tiragem declarada de apenas 1.000 exempares
peça de colecção
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Novela eivada de um erotismo libertino, com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo.

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Bela do Senhor




ALBERT COHEN
trad. António Pescada

Lisboa, 1994
Círculo de Leitores
1.ª edição (ed. simultânea com a da Contexto)
213 mm x 150 mm
900 págs.
encadernação editorial inteira em tela gravada a negro na lombada, com falta da sobrecapa
exemplar estimado; miolo limpo
discreta rubrica de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Bela do Senhor, a obra-prima de Cohen, o mais acabado, o mais denso, o mais louco dos seus livros, é o campo de batalha, sem saída, onde os Judeus – povo da antinatura – defrontam os Gentios, criaturas da Natureza, adeptos da beleza e das misérias da sedução. Embora só aflorado de quando em quando no entrecho (nas referências à ascensão hitleriana, à cave de Berlim...), o judaísmo encontra-se, de facto, no centro da problemática amorosa deste grande romance. E caracteriza-se por uma condenação categórica do sexo. [...]»

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Circo

 



LEÃO PENEDO
capa de Rudy


Lisboa, 1945
Editorial «Gleba», L.da
1.ª edição
198 mm x 130 mm
472 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo, papel acidulado
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR À ESCRITORA MARIA LAMAS
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Poltrona e outras novelas



ANTÓNIO GEDEÃO
capa de [Augusto] Cid

Coimbra, 1973
Atlântida Editora, S.A.R.L.
1.ª edição
195 mm x 136 mm
218 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo de posse rasurado no frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo literário do pedagogo-ensaísta Rómulo de Carvalho. António Gedeão, além de popularíssimo poeta, deixou-nos este pequeno conjunto de novelas, que, apesar do seu interesse literário, ficou sem a mínima referência por parte dos envolvidos no volume monográfico em sua homenagem, «António é o meu nome», da lavra da Biblioteca Nacional... O dramaturgo que havia nele, também não merece aí atenção...

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O Homem, a Ladeira e o Calhau


AGOSTINHO DE CAMPOS
capa de Antonio Carneiro

Paris – Lisboa | Porto | Rio de Janeiro, 1924
Livrarias Aillaud e Bertrand | Livraria Chardron | Livr. Francisco Alves
1.ª edição
19,3 cm x 12,2 cm
320 págs.
subtítulo: Breviário de Desencanto Político
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Desencanto por uma República cujas políticas Campos nunca partilhou.
«[...] As correntes tradicionalistas têm um dos seus pontos de partida na fase descendente e final do ímpeto crítico e reformador da geração realista. Por isso houve entre eles tão grandes admiradores de Eça e de Ramalho, embora ambos estes ironizassem o ar livresco de tais correntes. [...] O tradicionalismo reflecte-se, por vezes, no gosto literário sob a forma de zelo purista e de culto quase meramente formal dos clássicos do idioma, em que particularmente se distinguiu Agostinho de Campos [...].» (António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989)

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Jardim da Europa


AGOSTINHO DE CAMPOS

Lisboa / Rio de Janeiro, 1918
Livrarias Aillaud, Bertrand / Francisco Alves
1.ª edição
182 mm x 124 mm
356 págs.
subtítulo: Casos, Tipos, Aspectos de Portugal. Meditações e Heresias de um Português
encadernação editorial em tela encerada e gravação a ouro nas lombada e pasta anterior
exemplar estimado, mancha na pasta anterior; miolo limpo
carimbo do Autor na pág. 4
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante conjunto de pequenos artigos acerca de tudo e por nada, mas que nos vão mostrando o varandim indiscreto de uma época, escritos por um professor liceal (mais tarde também director-geral da Instrução Pública), ou, como diria David Mourão-Ferreira: «o paladino mais actuante na defesa de uma literatura de “tradição”».

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Perda de Angola




DIARIO ILLUSTRADO
[Pedro Gaivão
Agostinho de Campos
J. F. (?)
Mello e Souza
Luiz de Magalhães]

Lisboa, 1903
Typographia do Diario Illustrado
1.ª edição
192 mm x 136 mm
VIII págs. + 80 págs.
subtítulo: A Concessão Williams
encadernação recente inteira em tela com rótulo gravado a ouro colado na pasta anterior
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar estimado, pequena falha de papel no canto superior direito da capa da brochura e da primeira folha; miolo limpo
ASSINATURA DE POSSE DE AGOSTINHO DE CAMPOS NA CAPA DA BROCHURA, NO VERSO DA CONTRACAPA O MESMO IDENTIFICA EM ÍNDICE MANUSCRITO A AUTORIA DE TODOS OS CAPÍTULOS (AGOSTINHO DE CAMPOS ERA, À ÉPOCA, REDACTOR-PRINCIPAL DO DIÁRIO ILUSTRADO, ÓRGÃO DE IMPRENSA DO PARTIDO REGENERADOR-LIBERAL)
peça de colecção
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Perda de Angola



DIARIO ILLUSTRADO
[Pedro Gaivão
Agostinho de Campos
J. F. (?)
Mello e Souza
Luiz de Magalhães]

Lisboa, 1903
Typographia do Diario Illustrado
1.ª edição
186 mm x 130 mm
VIII págs. + 80 págs.
subtítulo: A Concessão Williams
exemplar envelhecido, restauros na capa e na lombada; miolo limpo, papel acidulado, parcialmente por abrir
acondicionado numa modesta capa de cartolina
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, outubro 25, 2020

Olhar Sobre Olhar




JOSÉ FRANCISCO AZEVEDO
ANTÓNIO CABRITA
CARLOS POÇAS FALCÃO
JOÃO VICENTE
RAQUEL SEREJO MARTINS
grafismo e paginação binária de pcd

Lisboa, 2019
ed. Emanuel Cameira
1.ª edição
260 mm x 190 mm
16 págs.
ilustrado a cor
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
12,00 eur (IVA e portes incluídos)

1 fotógrafo (José Francisco Azevedo, 1944-2020), 4 fotografias, 4 poetas, 2 editores inquietos com o gosto gráfico e a certeza editorial imprescindíveis para levar uma criação colectiva a bom porto, 1 tipografia que prima pelo rigor – eis quanto basta, e o vertente objecto artístico comprova-o.

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José Francisco Azevedo



EMANUEL CAMEIRA
MANUEL DE FREITAS
PAULO DA COSTA DOMINGOS

paginação e arranjo gráfico de Inês Mateus

Lisboa, 2011
ed. dos intervenientes
1.ª edição [única]
228 mm x 169 mm
36 págs. (sendo desdobráveis as págs. 12-13 e 18-19)
ilustrado
impresso em duotone e verniz sobre papel superior
exemplar novo
n.º 28 de uma tiragem declarada de 200 + 50 exemplares
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião de 17 reproduções fotográficas do acervo do fotógrafo José Francisco Azevedo (1944-2020), que António Sena revelou, na galeria Ether / Vale Tudo Menos Tirar Olhos, em 1990. A sua cuidada escolha editorial completa-se com a intervenção escrita dos autores em epígrafe.

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quarta-feira, outubro 21, 2020

Em Defesa do Pôrto

 

ALFREDO DE MAGALHÃES

Porto, 1937
s.i. [ed. autor ?]
1.ª edição
240 mm x 165 mm
XXVIII págs. + 204 págs. + 4 folhas em extra-texto + 3 dactiloescritos colados no fim do volume
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA LONGA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um feroz ataque às políticas urbanas e de saneamento oportunistas, de que a cidade do Porto padecia, e, apesar da abrangência de alvos no extenso prefácio do autor, por razão maior são centro da querela os problemas de que enfermavam os serviços municipais com a tutela do gás e da electricidade.

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A Terra Foi-lhe Negada


MARIA DA GRAÇA FREIRE
capa do pintor Figueiredo Sobral

Lisboa, 1958
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 13,3 cm
300 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da notícia editorial na contracapa:
«[...] Este livro não é um panfleto: é uma história arrancada à vida, que narra a união e os desencontros de dois seres que tudo parecia separar: a raça e os preconceitos; uma grande força ligou o homem de cor e a mulher branca, a encruzilhada de tendências e impulsos e o espírito sequioso de verdade para além das limitações comuns. [...]»

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A Primeira Viagem

 

MARIA DA GRAÇA AZAMBUJA

Lisboa, 1952
Parceria António Maria Pereira
2.ª edição
190 mm x 121 mm
308 págs.
exemplar estimado, lombada oxidada; miolo limpo
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de António Sousa Falcão
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de Maria da Graça Freire (1916-1993), estamos perante uma escritora de afirmação da esfera feminina, que, no vertente romance, dá testemunho da sua vivência em Angola.


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segunda-feira, outubro 19, 2020




ARMANDO MARTINS JANEIRO

Tóquio, 1954
Livraria Maruzen
1.ª edição
bilingue português – japonês
22,6 cm x 16,4 cm
2 págs. + 58 págs. (português) + 8 págs. (com 4 cromos polícromos colados) + 28 págs. (japonês)
impresso sobre papel de arroz
acabamento com laçada de fio
exemplar em bom estado de conservação, pequena falha de papel na contracapa; miolo irrepreensível
é o n.º 196 de uma tiragem de apenas 250 exemplares
acondicionado num elegante estojo de fabrico recente
PEÇA DE COLECÇÃO
500,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, outubro 18, 2020

Scenas de Lisboa




D. THOMAZ DE MELLO
ilust. Rafael Bordalo Pinheiro

Lisboa, 1874
Typographia Lisbonense / Imprensa Commercial
1.ª edição
2 volumes (completo)
[202 mm x 130 mm] + [193 mm x 137 mm]
[4 págs. + IV págs. + 276 págs. + 2 folhas em extra-texto] + [4 págs. + 256 págs.]
ilustrado apenas o vol. I
encadernações dissemelhantes em meia-inglesa gravadas a ouro na lombada
aparados, sem capas de brochura
exemplares muito estimados; miolo limpo
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de Tomás José Fletcher de Melo Homem (1836-1905), oriundo da família dos condes de Murça, destacou-se como fidalgo boémio e escritor, mas também como empresário teatral. E foi nesta qualidade que se tornou o pioneiro de uma Agência Universal de Anúncios, que, mediante contrato, mandava afixar pelas esquinas os cartazes dos espectáculos a decorrer em Lisboa. (Fonte: Portugal: Diccionario Historico, Chorographico, Biographico, Bibliographico, Heraldico, Numismatico e Artistico, de Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, vol. IV, João Romano Torres & C.ª, Lisboa, 1909).

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Galatéa

 


ANTONIO JOAQUIM DE CARVALHO

Lisboa, 1801
Na Offic. de Simão Thaddeo Ferreira
3.ª edição [em duas partes]
229 mm x 166 mm (estojo)
56 págs.
subtítulo: Ecloga. Primeira, e Segunda parte
acabamento em cadernos alceados apenas com laçada de fio
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
acondicionado num elegante estojo próprio revestido a tela
PEÇA DE COLECÇÃO
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos Inocêncio Francisco da Silva, de António Joaquim de Carvalho, no Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo I, Imprensa Nacional, Lisboa 1858):
«Presumo que fosse natural de Lisboa; porém não o affirmo por falta de noticias certas. Parece que exercera em principio a arte de cabelleireiro, a qual deixou depois pela profissão de mestre de dança. Morreu octogenario, quasi cego e pobrissimo a 16 de Novembro de 1817. Do assento do seu obito que existe a fol. 112 do livro XV da egreja parochial de N. S. da Conceição, apenas consta que falecera com os sacramentos da penitencia e extrema unção; que era viuvo de Anna Joaquina, e morador na rua do Crucifixo; e que fora sepultado na ermida da Victoria. Não declara porém a sua naturalidade, nem os annos que tinha quando morreu.
Galatéa, Ecloga. Lisboa, na Off. de Domingos Gonçalves 1786. 4.º de 22 pag. – Se não foi esta a sua primeira estreia poetica, ao menos não me consta até agora de alguma outra producção impressa em seu nome com mais antiga data. O genero bucolico andava então mui valido em Portugal, e por isso a Galatéa teve tão bom acolhimento […].»


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Barca do Desengano

 

BALTHASAR TEIXEIRA DE SOUSA DA CUNHA

Lisboa, 1758
Na Officina Patriarcal de Francifco Luiz Ameno
1.ª edição
229 mm x 168 mm (estojo)
50 págs.
subtítulo: Retiro do mar da culpa
acabamento em cadernos alceados apenas com luas laçadas de fio
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
acondicionado num elegante estojo próprio revestido a tela
PEÇA DE COLECÇÃO
75,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Restauração de Portugal


L.[UÍS] A.[UGUSTO] PALMEIRIM, dir.
et alli
desenhos e gravuras de Caetano Alberto e Manuel de Macedo

Lisboa, 1885 [aliás 1889]
Empresa do Occidente («Publicado sob os auspicios da Commissão Central Primeiro de Dezembro de 1640»)
1.ª edição [única]
37,4 cm x 26,2 cm
36 págs.
subtítulo: Opusculo Historico
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui colaborações literárias de, entre outros, Alberto Pimentel, Cunha Belém, Brito Aranha, Vilhena Barbosa, Júlio César Machado, Luciano Cordeiro, Bulhão Pato, visconde de Benalcanfor, Júlio de Castilho, Sanches Baena, etc. No geral, o contributo de todos os autores trata de divulgar episódios históricos que de algum modo levaram à restauração da independência do país e às derradeiras lutas contra a dominação da vizinha Espanha.

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Discurso proferido em Sessão Solemne na Sala da Commissão Central [:] 1.º de Dezembro de 1640 […]

 

VISCONDE DE TRANCOSO *

Lisboa, 1872
Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes
1.ª edição
210 mm x 137 mm
16 págs.
subtítulo: […] Em a noite do 1.º de Dezembro de 1871
brochura protegida por capa em papel grosseiro
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Percebe-se o conteúdo exacerbadamente patriótico do vertente discurso quando inserido no contexto histórico que lhe é próprio:
«[…] Uma das primeiras iniciativas da Comissão 1º de Dezembro consistiu na publicação de um manifesto anti-iberista. Exprimia-se neste documento uma revolta “unânime do povo português” contra alguns órgãos da imprensa espanhola e francesa que tinham promovido a união ibérica. Em 1868, com a queda de Isabel II em Espanha, a Comissão voltou a empenhar-se no combate contra renovadas campanhas iberistas. Tal como acontecera em 1861, multiplicaram-se as reacções contra o iberismo. O visconde de Fonte Arcada dizia que a nação portuguesa não admitia ser espanhola. Freitas Júnior publicou uma carta de protesto contra as ideias iberistas divulgadas pelo federalista espanhol Emilio Castelar, observando que Portugal não poderia de modo nenhum arriscar perder a sua independência. Em A Revolução em Hespanha e a Independência de Portugal (1868), afirmava-se que seguir ideias iberistas equivalia a renegar séculos de tradição e a consentir que se pisassem os “ossos dos soldados de Aljubarrota”. O padre Morais Leal ia mais longe, insurgindo-se contra as “infiltrações” iberistas de figuras públicas como Carlos José Caldeira, então inspector-geral das alfândegas, que alegadamente tentara passar vários objectos contrabandeados de modo clandestino na alfândega de Lisboa. Em 1870, o visconde de Trancoso* afirmava que o desgosto de ser espanhol era superior ao medo de ser escravo. […]»
[Fonte: Paulo Bruno Rodrigues Ferreira, Iberismo, hispanismo e os seus contrários: Portugal e Espanha (1908-1931), Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2016]

* Trata-se de Bartolomeu da Costa Macedo Giraldes Barba de Menezes, 2º visconde de Trancoso.

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Rosas de Santa-Maria

 


JAIME DE FIGUEIREDO

Lisboa, 1940
Parceria António Maria Pereira
1.ª edição
212 mm x 149 mm
160 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, outubro 17, 2020

Poésies



ISIDORE DUCASSE, COMTE DE LAUTRÉAMONT
Georges Goldfayn
Gérard Legrand

Paris, 1960 [aliás 1962]
Le Terrain Vague
1.ª edição comentada
19,1 cm x 14,3 cm
224 págs. + 2 folhas em extra-texto + 48 págs. (não numeradas)
impresso sobre papel superior Alfa-Mousse de Navarra
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
assinatura de posse do escritor surrealista Ricarte Dácio
PEÇA DE COLECÇÃO
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da mais profunda edição crítica alguma vez levada a cabo em torno do poeta luciferino francês, do mesmo modo que dava, finalmente, a conhecer este controverso livro, e de muito restrita circulação, à generalidade dos leitores. Goldfayn surge para as letras surrealistas em 1951 na designada, por André Breton, «segunda geração». Podemos encontrá-lo, episodicamente, também como actor da dupla de realizadores Danièlle Huillet / Jean-Marie Straub, mas ainda como empregado de um famoso bar de jazz parisiense, o Storyville. Legrand, igualmente colaborador próximo de Breton, destacou-se, por seu turno, como crítico de cinema.

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Isidore Ducasse e o Conde de Lautréamont nas Poesias

 

RAOUL VANEIGEM
trad. Silva de Viseu (pseud. Torcato Sepúlveda)


Lisboa, 1980
Edições Antígona
1.ª edição
210 mm x 110 mm
40 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

A avaliar pela «Advertência dos Editores», a edição deveu-se, sobretudo, à vontade de enxovalhar Jorge de Sena, cujo prefácio à edição portuguesa dos Cantos de Maldoror na Moraes Editores é tido por «uma idiotice e um escarro». Enxovalho, este, mediante a tradução de um texto de Raoul Vaneigem, datado de 1956, que os ditos advertentes editores, do alto da sua cátedra, consideravam «conceptualmente incipiente». (Claro que a magna obra do conde de Lautréamont nada tem a ver com o assunto.) Que Jorge de Sena nunca deveria ter sido convidado a botar faladura, nem a abrir nem a fechar, acerca do livro de Isidore Ducasse, estamos de acordo; que Vaneigem evoluiu da teoria para a prática do que Lautréamont propunha, idem; mas não havia necessidade de pôr alcatrão e penas coloridas no fraque do autor de 40 Anos de Servidão – porque desvia os leitores do paradoxo central à obra de um escritor luciferino.

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Lautréamont


GASTON BACHELARD

Paris, 1939
Librairie José Corti
1.ª edição
18,7 cm x 12,1 cm
6 págs. + 202 págs.
exemplar estimado, com oxidação generalizada do papel; miolo limpo
peça de colecção
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Isidore Ducasse, conde de Lautréamont, constitui o maior enigma da literatura francesa moderna. Franco-uruguaio, que a morte levou aos 24 anos de idade, a violência dos seus Cantos de Maldoror e a cínica blandícia das Poesias (ou Prefácio a um Livro Futuro) configuram a maior agressão desde sempre feita à cultura ocidental centro-europeia, e às suas pretensões de modelo e exemplo a seguir pelos autóctones das áfricas além-eixo. (Note-se que foram precisamente os países do eixo – França incluída – que instauraram a barbárie no século da modernidade!...).
No vertente ensaio, o notável filósofo Gaston Bachelard socorre-se do método psicanalítico na abordagem literária. Investigação, na altura, pioneira, e que consiste no primado, ou na suspeita, de que o objecto em estudo não funciona bem. Todavia – podemos hoje sublinhar –, pondo nos pratos da balança de um lado Maldoror e no outro extremo, por exemplo, o gueto de Varsóvia, lá se vai então a operatividade de um método a braços com a falta de demarcação entre o bem e o mal...

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Horas Mortas




JOÃO DE ARAÚJO CORREIA
capa de Tòssan

Régua, 1968
Imprensa do Douro Editora
1.ª edição
192 mm x 128 mm
304 págs.
exemplar estimado, vinco na capa; miolo limpo, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO CAPISTA TÓSSAN
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

«Terá perdido de moda, nas cidades, o pão e o azeite. Até o vinho terá perdido de moda em meios chiques, mas, tão chilros, que até em ágapes alegres o substituem por melancólicos sumos de banana e outros frutos anódinos.
Em região vinícola, o próprio camponês, querendo botar figura, substitui o vinho por cerveja. Lembra o novo-rico da última guerra, volframista de bolso quente, que substituía o pão de milho e de trigo por bolacha-maria e pão-de-ló. [...]» – Assim abre as “hostilidades” o médico-escritor, neste seu conjunto de crónicas, ou breves narrativas pessoais apoiadas na memória do quotidiano, despretenciosas, redigidas a rigor, patenteando uma sensibilidade invulgar, cristalina. Leia-se, à meditação, como encerra o livro, «Porque Deixei de Caçar»:
«[...] Levantou-me, no Monte Calvelo, um bando de perdizes. Apontei, mas, não matei. Feri. Com um grão apenas, tolhi no voo uma ave. Caiu e pôs-se a caminhar para mim, e eu a caminhar para ela. Pediu-me, com olhos admirados, espantados, próprios de quem vê o mal pela primeira vez, que a não matasse. Disse-me não sei que mais, que era irmã ou mãe daquele bando... Não ouvi bem. Peguei-lhe pelas pernas e dei-lhe com a cabeça numa pedra. Matei-a... Mas, que covarde que eu fui! Tenho remorsos dessa covardia. Nunca mais cacei, sou incapaz de pegar numa arma para sair ao monte. [...]»

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Um Negro Que Quis Viver



RICHARD WRIGHT
trad. Luísa Sampaio
capa de Alfredo Martins

Lisboa, 1968
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
185 mm x 132 mm
424 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Azulejaria Portuguesa

 

JOSÉ MECO
grafismo de Luís Serpa


Lisboa, 1985
Bertrand Editora, Lda.
1.ª edição
269 mm x 238 mm
96 págs.
profusamente ilustrado a negro e a cor
encadernação editorial inteira em sintético gravado a ouro na lombada, sobrecapa polícroma, folhas-de-guarda impressas
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
85,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, outubro 15, 2020

A Questão Sexual



JAIME BRASIL

Lisboa, 1932
Casa Editora Nunes de Carvalho
1.ª edição
21,2 cm x 14,3 cm
480 págs. + 10 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Artur Jaime Brasil Luquet Neto (1896-1966) foi escritor e jornalista de afirmação libertária e anarquista, nomeadamente no jornal A Batalha. Depois de uma curta carreira como oficial do Exército, foi um dos fundadores e o primeiro secretário-geral do Sindicato dos Profissionais de Imprensa de Lisboa, antecessor do Sindicato dos Jornalistas. Destacou-se pelas suas obras revolucionárias acerca da sexualidade humana e do controlo da natalidade, numa época em que a tomada do poder pelo autoritarismo fascista transformava o tema numa autêntica heresia. Publicou, entre outros, os livros O Problema Sexual (1931) e o vertente A Questão Sexual (1932), considerados ofensivos da moral pública e, como tal, proibidos de circular e em boa parte apreendidos. A publicação destas obras, bem como as suas posições políticas, de cariz anti-autoritário, valeram-lhe polémicas com a imprensa católica, acabando exilado, primeiro em Espanha, onde participou na respectiva guerra civil, e depois em França. Após ter regressado foi redactor de O Primeiro de Janeiro, no Porto, onde trabalhou até 1959, transitando depois para Lisboa como chefe da delegação daquele diário, cargo que exerceu até ao fim da vida. Jaime Brasil criou páginas literárias nos jornais A República e O Primeiro de Janeiro, em cuja página «Das Artes, das Letras» colaboraram alguns dos mais conhecidos autores nas décadas de 1940 a 1960, entre os quais Eduardo Lourenço, José Régio, Adolfo Casais Monteiro, João Gaspar Simões ou Jorge de Sena. Mas foi Vitorino Nemésio a sua mais duradoura amizade. [Fonte: Centro Nacional de Cultura, página electrónica]

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segunda-feira, outubro 12, 2020

Tradução Integral da Memoria do Principe Lichnowsky

 

PRINCIPE LICHNOWSKY [KARL MARX]

Paris, s.d.
Imprimerie I. Rirachovsky
s.i. [1.ª edição]
207 mm x 134 mm
48 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nota editorial:
«[…] Esta tradução do Memorandum Lichnowski [
Karl Marx, príncipe Lichnowsky (1860-1928)] foi feita segundo o texto publicado na “Münchner Post” de 26 de Março a 5 de Abril 1918. […]»

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domingo, outubro 11, 2020

Atlas de Portugal e Colonias

 

JULIO GASPAR FERREIRA DA COSTA

Lisboa, 1906
Empresa Editora do “Atlas de Geographia Universal”
1.ª edição
303 mm x 207 mm
4 págs. + (17 x 4 págs.) + 15 mapas (policromias) de dupla pág. em extra-texto
subtítulo: Descriptivo e illustrado – Chorographia physica, politica, economica e estatistica
profusamente ilustrado a negro no corpo do texto e a cor em separado
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a negro e ouro nas pastas e na lombada
exemplar estimado, pastas manchadas; miolo limpo, discretos apontamentos a lápis
90,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Três Seios de Novélia

 

MANUEL DA SILVA RAMOS
capa e grafismo de Armando Alves


Porto, Maio de 1969
Editorial Inova Limitada
1.ª edição
192 mm x 138 mm
124 págs.
exemplar como novo
conserva a cinta promocional «Prémio de Novelística Almeida Garrett 1968»
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de estreia do autor, que irá notabilizar-se mais tarde, no ano de 1977, de parceria com o escritor Alface (João Alfacinha da Silva, 1949-2007), com o sururu nos meios literários nacionais gerado pela publicação do seu (deles) romance experimental os lusíadas.

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Terras Sombrias

 

GUILHERME RUBIM
capa e ilust. do autor
desenho do retrato por Henrique dos Santos Júnior


Lisboa, 1951
Edição do Autor
1.ª edição
190 mm x 127 mm
298 págs.
subtítulo: Tragédias rurais
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, outubro 10, 2020

Maneira de Pensar o Urbanismo

LE CORBUSIER
trad. José Borrego


s.l., 1969
Publicações Europa-América
1.ª edição
182 mm x 115 mm
220 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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