PAULO EMILIO
Lisboa, 1909-1910 [1 de Julho a 29 de Maio]
Empreza d’ A Lanterna
1.ª edição
2 volumes
207 mm x 147 mm
324 págs. + 320 págs.
encadernações editoriais inteiras em tela encerada gravadas a negro na pasta
anterior
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
200,00 eur (IVA e portes incluídos)
Periódico anticlerical redigido pelo jornalista Avelino de Almeida Pereira
(1873-1932), aqui sob pseudónimo.
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domingo, setembro 06, 2026
A Lanterna – Opusculo Semanal de Inquerito á Vida Religiosa e Ecclesiastica Portugueza
A Republica nas Circunstancias Actuaes da Nação Portugueza e a Carta do Sr. Gomes Leal Dirigida a El-Rei o Senhor D. Luiz I
MANUEL MARTINIANO MARRECAS
Lisboa, 1881
Empreza Litteraria Luso-Brazileira, Editora [de] A. de Souza Pinto
1.ª edição
151 mm x 111 mm
36 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)
Resposta do militar monárquico Manuel Martiniano de Oliveira Marrecas a um
poema panfletário satírico de Gomes Leal intitulado A Traição – Carta
a El-Rei D. Luiz sobre a venda de Lourenço Marques. Erguia-se
aí Leal contra a ratificação do Tratado Luso-Britânico de Lourenço Marques,
assinado em 1879, em que Portugal se comprometia suspender a venda de armas aos
zulus, o que iria permitir aos ingleses a construção e exploração da via férrea
entre o Transval e o porto moçambicano. Acordava-se igualmente, no referido
tratado, a permissão de patrulhamento da costa e desembarque de tropas
britânicas em Moçambique sempre que o beneficiário achasse ter que defender os
seus interesses mercantis. O tratado só será ratificado pelo parlamento em
1881, e é no calor dos confrontos parlamentares que os republicanos se
evidenciam como frontais opositores a tais cedências, e, por maioria de razão revolucionária, Gomes Leal.
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A Irresponsabilidade Governativa e as Duas Reacções: Monárquica e Republicana
Lisboa, 1924
Imprensa Nacional
1.ª edição
250 mm x 163 mm
16 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
rubrica de posse na capa
27,00 eur (IVA e portes incluídos)
Panfleto dos últimos combates entre a República e os realistas, ou como lhes chama Bernardino Machado: os «fósseis integralistas». Na sua justificação em negar o poder a qualquer rei, avulta uma exemplar passagem das Cortes de 1641 lembrada por ele, que na altura já fôra “presidente de todos os portugueses”, para voltar a sê-lo de novo no ano a seguir à publicação do vertente texto:
«[...] o poder dos reis provém originàriamente da nação, à qual por isso compete velar pela execução das leis e até recusar-se à obediência, quando o rei, pelo seu modo de governar, se torne tirano e indigno».
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Uma Pendencia Celebre
Alfredo Pimenta
Lisboa, 1914
Livraria Ventura Abrantes
2.º milheiro
234 mm x 157 mm
32 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na capa
27,00 eur (IVA e portes incluídos)
Trata-se de um debate crítico entre republicanos, no vertente caso Afonso Costa e António José de Almeida, a propósito de um artigo de jornal assinado pelo futuro integralista Alfredo Pimenta.
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O Marquez da Bacalhôa
Lisboa, 1912
Editor – O Auctor (deposit. Livraria Brazileira de Monteiro & C.ª)
5.ª edição
207 mm x 140 mm
352 págs.
encadernação recente inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA PROIBIDA DE COLECÇÃO
60,00 eur (IVA e portes incluídos)
«Grosso escândalo com o livro do Albuquerque – O Marquês da Bacalhoa. Este Albuquerque, conhecido pelo Lêndea, é o último descendente, pelo pai, do grande Afonso de Albuquerque, e, pela mãe, do grave, do douto João de Barros. Ainda aqui há anos, quando o rei visitou uma terra de província e se hospedou na casa dele, saíram das lojas caixotes de louça da Índia, que nunca tinham sido abertos. Ele tem tido uma vida de aventuras: bateu-se em duelo em Madrid, caçou no Cabo com lordes, tocou guitarra em Trouville e teve uma loja de instalações eléctricas na Itália. Agora é jornalista, escritor, poeta, e publica este livro de escândalo, em que a rainha, senhora na mais alta acepção da palavra, é posta de rasto… Mas faça-se-lhe justiça: tudo aquilo – e pior – anda por aí de boca em boca há muito tempo. E não vem de baixo – vem de cima…» (Fonte: Raul Brandão, Memórias, I)
Gomes Leal, o fino poeta e panfletário, ao longo de três fascículos do seu Verdades Cruas, foi um dos arautos de Albuquerque. Começando por indignar-se com a ínvia apreensão do livro – «infeliz reputação régia que precisa de tais expedientes de confisco, mordaça e repressão, para encobrir e tapar as suas malhas podres, se acaso as tem, ou as há» (Fonte: Verdades Cruas, n.º 15) –, acaba, em troca de correspondência pública com o autor, por tecer-lhe o necessário elogio:
«Reconheço a necessidade da severa História, da Sátira, do Panfleto, da Crítica dos costumes. A crápula do império romano, sem o desabafo dos historiadores e dos satíricos, seria uma vergonha hedionda e eterna da consciência Humana.
Disse-lhe que o seu romance era bem escrito, verdadeiro, mas cruel, e não me desdigo. A isto pode retorquir-me: Dura lex, sed lex!
Disse-lhe também que o seu romance fora mal revisto e continha muitos erros de imprensa que o apoucavam, e a isto retorquiu-me bem que ele fora impresso com imensas dificuldades, atabalhoadamente composto por tipógrafos inábeis, e em locais acanhados e secretos, para evitar as pesquisas e perseguições políticas. Compreendi então todos os defeitos que o maculavam, e que fizeram dizer à crítica injusta que o romance era mal feito, mal escrito, mal posto em acção e num péssimo português mascavado.
Console-se porém de todas as contrariedades e anátemas que lhe acarretaram o seu livro. Lembre-se que vai em camaradagem com muitos outros espíritos superiores excomungados pelos anátemas dos injustos contemporâneos, por perpetrarem também livros chamados revolucionários, hereges e malditos.» (Fonte: Verdades Cruas, n.º 17)
Figuras gradas da época podem, então, aí ser identificadas sob a máscara ridícula do seu nome romanesco. Sabendo-se que a família real é dada pelos Bacalhoas, torna-se fácil decifrar, por exemplo, o ditador João Franco num João Nunes dos Santos, Mouzinho de Albuquerque num coronel Luna, o marquês de Soveral num Álvaro Negrão, o próprio autor em José Gusman, etc., etc., numa girândola implacável que, ao semear a saudável risada, colheu o ódio da polícia.
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sábado, setembro 05, 2026
Impressões Várias
et alii
ilust. Varela Aldemira
Lisboa, 1923
Livraria Portugalia
1.ª edição
180 mm x 123 mm
144 págs.
subtítulo: Subsidios para a historia do 19 de Outubro de 1921
ilustrado
encadernação recente inteira em imitação de tela gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)
«[…] No dia 19 de outubro de 1921, eclode uma revolta militar sob o comando do coronel Manuel Maria Coelho, antigo revolucionário do Movimento Republicano de 31 de Janeiro de 1891. O chefe do Governo, António Granjo, apresenta a demissão, mas o Presidente da República, António José de Almeida, não nomeia um novo executivo.
Neste ambiente de impasse, na noite de 19 para 20 de outubro, um grupo de civis e militares, liderado pelo cabo marinheiro Abel Olímpio, conhecido por O Dente de Ouro, conduz os acontecimentos da designada Noite Sangrenta.
Uma camioneta – a "camioneta-fantasma" – percorre Lisboa em busca de diversas figuras do regime republicano, que, forçadas a entrar no veículo, são posteriormente executadas. Na Noite Sangrenta são assassinados, entre outros, o Primeiro-Ministro, António Granjo, e dois protagonistas da Revolução de 5 de Outubro de 1910, Machado Santos e Carlos da Maia. […]»
(Fonte: pág. electr. Assembleia da República)
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terça-feira, julho 21, 2026
Os Cem Dias Funestos
JOAQUIM LEITÃO
Porto, 1912
Edição do Autor
1.ª edição
199 mm x 130 mm
XXII págs. + 546 págs.
subtítulo: Processo e condemnação do ultimo Presidente do Conselho de 1910,
Antonio Teixeira de Sousa, e do seu livro «Para a Historia da Revolução»
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado
encadernação recente inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)
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domingo, julho 05, 2026
A Revolução em Portugal
quarta-feira, junho 17, 2026
A Ditadura e a Revolução
pref. José de Castro
capa de [Alfredo] Moraes
Lisboa, 1915
Imprensa Nacional de Lisboa
1.ª edição
186 mm x 126 mm
XIV págs. + 30 págs.
subtítulo: História dum crime punido pelo povo
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
Refere-se o folheto à ditadura de Joaquim Pimenta de Castro, que reinou entre 28 de Janeiro e 14 de Maio de 1915, arrastando consigo, para a lama reaccionária, o próprio presidente Manuel de Arriaga, que veio a ser substituído por Teófilo Braga.
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terça-feira, junho 16, 2026
Memórias de um Operário
JOSÉ SILVA
pref. Victor de Sá
Porto, 1971
ed. Manuel Duarte | dist. Livraria Júlio Brandão
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
190 mm x 130 mm
220 págs. + 432 págs.
subtítulo (do 2.º vol.): Após o 28 de Maio e a Oposição Democrática
exemplares em bom estado de conservação, sem quebras nas lombadas; miolo
irrepreensível, 1.º vol. por abrir
o 2.º vol. conserva a cinta promocional
45,00 eur (IVA e portes incluídos)
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sexta-feira, maio 15, 2026
História Política da Primeira República Portuguesa
DAVID FERREIRA
capa de Moura-George
Lisboa, 1973
Livros Horizonte, Lda.
1.ª edição
180 mm x 119 mm
2 volumes (tudo quanto se publicou)
220 págs. + 240 págs.
subtítulo: I volume (1910-1915) I parte; e II parte
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
VALORIZADOS PELA ASSINATURA DE POSSE DE V.
[VICTOR] SÁ MACHADO NO PRIMEIRO VOLUME
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
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segunda-feira, maio 04, 2026
Annaes Politicos da Republica Portuguêsa
Porto, 1916
Magalhães & Moniz, L.da – Editores
1.ª edição
234 mm x 171 mm
308 págs.
subtítulo: Da proclamação da Republica ás primeiras tentativas de restauração (Outubro de 1910 – Março de 1911)
modesta encadernação recente inteira em pano cru com as capas da brochura espelhadas
não aparado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
55,00 eur (IVA e portes incluídos)
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quarta-feira, março 18, 2026
A Revolução Portugueza
JORGE D’ ABREU
Lisboa, 1912
Edição da Casa Alfredo David Encadernador
1.ª edição
2 volumes (completo)
195 mm x 129 mm
[2 págs. + 182 págs.] + 208 págs.
subtítulo: [a] O 31 de Janeiro (Porto 1891); [b] O 5 de Outubro
(Lisboa 1910)
ilustrados
encadernações editoriais inteiras em tela encerada com gravação a ouro e relevo
seco nas pastas e nas lombadas
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo de ambos irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)
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quarta-feira, março 11, 2026
A Reforma Monetária e as Finanças em Portugal
ALBINO VIEIRA DA ROCHA
Coimbra, 1913
França & Armenio – Livreiros Editores
1.ª edição
200 mm x 129 mm
296 págs.
encadernação recente inteira em tela com rótulo gravado a ouro na pasta anterior
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)
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terça-feira, março 03, 2026
Um Escritor Confessa-se
pref. José Gomes Ferreira (dat. Março de 1974)
Amadora, Junho de 1974
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
201 mm x 153 mm
408 págs.
subtítulo: Memórias
exemplar estimado, sem a sobrecapa; miolo irrepreensível
autenticado com o sinete do autor
35,00 eur (IVA e portes incluídos)
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quinta-feira, fevereiro 19, 2026
A Neta do Gama: no Aljube
ASTRIGILDO CHAVES
Lisboa, s.d. [circa 1912]
Editor: A. Almeida e Costa
1.ª edição
244 mm x 188 mm
36 págs.
subtítulo: D. Constança Telles da Gama
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)
Episódio ocorrido durante a vigência da Primeira República, em que esta
descendente de Vasco da Gama se viu acusada e presa, como subversiva, dado o
seu apoio aos presos políticos monárquicos e às respectivas famílias. Foi
ilibada em Abril de 1913 num estrondoso julgamento no Tribunal de Santa Clara.
Astrigildo Chaves (1886-1926) era proprietário e director do periódico A
Monarchia (1916), assim como dos dois números únicos do panfleto
contra-revolucionário O Espectro (1915).
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Amostras Sem Valôr
AFONSO DE BRAGANÇA
Figueira da Foz, 1921 [aliás, 1922]
Edição do Autor | Tipografia Peninsular
1.ª edição
130 mm x 96 mm
96 págs. (in 8.º não num.)
subtítulo: Ecos e “sueltos” politicos
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)
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quarta-feira, fevereiro 18, 2026
A Situação Politica
ALFREDO PIMENTA
Lisboa, 1918
Livraria Ferreira – Ferreira L.da Editores
1.ª edição
192 mm x 125 mm
48 págs.
subtítulo: Conferência realisada no Salão Nobre da Liga Naval Portugueza na
noite de 26 Fevereiro de 1918
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel com acidez
27,00 eur (IVA e portes incluídos)
Intervenção pública de apoio a Sidónio Pais, na sequência do funesto golpe
militar a 5 de Dezembro de 1917, contra o governo republicano de Bernardino
Machado. Durou, se tanto, um ano esse movimento contra-revolucionário e
ditatorial: Sidónio viria a ser assassinado a tiro, em plena rua, a 14 de
Dezembro de 1918.
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