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sexta-feira, outubro 31, 2025

Fernão Lopes

 

JOÃO FALCATO
capa de Oskar

Lisboa, 1966
Empresa Nacional de Publicidade – Editorial Noticias
1.ª edição
180 mm x 124 mm
132 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

domingo, dezembro 03, 2023

Coimbra dos Doutores


JOÃO FALCATO
capa de p. [Victor Palla]

Coimbra, 1957
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
195 mm x 139 mm
8 págs. + 208 págs. + 2 folhas em extra-texto
exemplar estimado, capa e lombada com pequenos restauros; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma memória local que extrapola o estilo e o método amáveis de In Illo Tempore, de Trindade Coelho, para uma compreensão muito mais sarcástica dessa “vilória universitária” que Coimbra era. Reitor, lentes, estudantes e cultura coimbrãs são postos a nu, mas como que atirados à lama da estupidez institucionalizada.
Uma passagem, a título de exemplo:
«[...] Coimbra, o nosso primeiro centro universitário, é verdadeiramente um centro intelectual?
[...] Eis-me, pois, perante um Director que nos chama propositadamente para nos impor como programa de vida o afastamento total das nossas colegas e me suspeita de nudista e partidário do amor livre por descordar de tal regime pedagógico. Este primeiro choque foi anulado em parte pelo regozijo de saber entre os meus Mestres um Joaquim de Carvalho, um Damião Peres, um Lopes de Almeida, um Sílvio Lima. Assisti às aulas desses homens com verdadeiro embevecimento. Em breve, porém, sofri a profunda decepção de ver a sua acção sobre a formação intelectual dos alunos reduzida a uns breves cinquenta minutos de peroração “ex cathedra”. E certo que, a quando de acontecimentos notáveis, a sua palavra se fazia ouvir no Salão Nobre por mais tempo e com a liberdade que um sumário de aula não permitia. Mas difìcilmente essa palavra chegava até nós, estudantes, porque, sendo a ocasião de festa, primeiro estavam as visitas as quais nunca deixavam de encher tudo até aos corredores. [...] Nós, estudantes para quem aquele homem guardara a sua lição lá desde paragens remotas, liamos no outro dia num jornal noticioso um relato muito resumido, muito elogioso e muito gralhado das palavras do “ilustre conferente”.
[...] Outras compensações viriam. Havia a música, as artes plásticas, o avanço da Ciência... O avanço da Ciência. Passei anos em Coimbra, e agora, já a boa distância desses, pergunto-me: estará a Universidade a par desse avanço? Estão todos a pensar nos nomes de dois ou três Mestres, mas torno a fazer a pergunta. É que a Universidade não é dois ou três Mestres, a Universidade é o estudante e para o estudante. E eu lembro-me de que aquele pequenino grupo que fugia da taberna, do lupanar ou das noites perdidas em “troupes”, para fazer as suas leituras ou para escrever, era apelidado, com sorriso desdenhoso, de “intelectual”. [...]»
O livro foi soez e reaccionariamente esmagado no Correio de Coimbra, ao que Falcato respondeu, em folheto próprio e redobrado furor.

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domingo, julho 23, 2023

A Alemanha Actual


JOÃO FALCATO
capa de Victor Palla

Coimbra, 1957
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
197 mm x 143 mm
8 págs. + 320 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A [ANTÓNIO JÚDICE] BUSTORFF SILVA, ACÉRRIMO DEFENSOR DO ESTADO NOVO E AMIGO PESSOAL DE SALAZAR
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fogo no Mar

 


JOÃO FALCATO
capa de Victor Palla

Coimbra, 1945
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
194 mm x 139 mm
180 págs.
exemplar estimado, dobras da lombada frágeis; miolo limpo
ostenta no ante-rosto a recomendação manuscrita de uma mãe tentando que a leitura do vertente livro oferecido ao filho o faça perder «a vontade de ir para o mar»
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, maio 21, 2023

Palácios Confusos

 

JOÃO FALCATO
capa e ilust. José Amaro Júnior


s.l. [Lisboa], s.d.
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
180 mm x 122 mm
212 págs.
ilustrado
exemplar estimado, lombada descorada; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Memórias do tempo em que o autor esteve em Coimbra.

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segunda-feira, janeiro 16, 2023

Fogo no Mar


JOÃO FALCATO
capa de Victor Palla

Coimbra, 1945
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
198 mm x 143 mm
180 págs.
encadernação recente de amador inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Os factos relatados no presente livro referem-se à trágica experiência do naufrágio do cargueiro Mello vivida pelo próprio autor. É o que pode classificar-se como um romance-reportagem, de um (neo-)realismo depurado.

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domingo, outubro 23, 2022

Angola do Meu Coração


JOÃO FALCATO

Lisboa, 1961
Editorial Notícias – Empresa Nacional de Publicidade
2.ª edição
211 mm x 156 mm
268 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Partindo de uma epígrafe de Adriano Moreira (de antes do branqueamento daquilo que Adriano Moreira representou para o antigo regime) – «Portugal não cabe em menos território do que aquele que é seu» –, Falcato começa por dedicar esta sua obra de crónicas de sociedade à «sementeira eterna de portuguesismo» dos colonos e termina, entre outros, com Marcello Caetano. A guerra colonial estava a começar nesse preciso ano, para acabar de vez com o idílico quadrinho aqui assinado pelo escritor; a geração seguinte iria conhecer Angola mais como terreiro de morte do que como terra de mulatas aluadas.

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quinta-feira, outubro 11, 2018

A Baleeira


JOÃO FALCATO
capa de Figueiredo Sobral

Lisboa, 1958
Publicações Europa-América
1.ª edição
16,1 cm x 11 cm
188 págs.
é o n.º 12 da colecção Os Livros das Três Abelhas
exemplar em bom estado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da contracapa original:
«No rasto da baleeira o mar é uma estrada vermelha de sangue. Ao longo de três longas noites e três longos dias as mãos em chaga do 3.º piloto estiveram ocupadas na tarefa macabra de deitar companheiros ao mar. Quando, horrorizado, desviava os olhos do espectáculo atroz dos tubarões rasgando as carnes do último cadáver lançado às águas, a sua atenção ia cair sobre os restos dos companheiros moribundos. Os que a sua coragem aniquilada não teve de deitar ao mar teve de os prender às tábuas da baleeira como animais enfurecidos. Estavam loucos. Três longos dias e três longas noites a lutarem com a morte, com o medo e com a loucura nas tábuas duma baleeira perdida na imensidade do mar, marcam para sempre quem os viveu.
João Falcato trouxe para as páginas deste livro a história trágica desses dias e dessas noites.»

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