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quarta-feira, junho 19, 2019

Vida Contemporânea – Revista mensal de estudos económicos, financeiros, sociais e literários



Lisboa, Maio de 1934 a Abril de 1936
dir. Cunha Leal
redactor principal Vasco da Gama Fernandes
colecção completa (24 números)
24,9 cm x 19,2 cm
710 págs. (distrib. por 8 fascículos, numeração contínua) + 1.182 págs. (distrib. por 16 fascículos, numeração contínua) + 1 encarte («Aviso aos srs. assinantes»* incluso no n.º 14) + 198 págs. em extratexto (anunciantes, distrib. por todos os fascículos)
impresso sobre papel avergoado
exemplares manuseados mas aceitáveis, alguns com sujidade e pequenas falhas de papel apenas nas capas; miolo limpo no geral
alguns exemplares ostentam o carimbo do Centro Republicano Académico de Coimbra
225,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreve Daniel Pires no Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1900-1940) (Grifo, Lisboa, 1996):
«[...] Revista que por diversas vezes exaltou os ideais da República, evo­cando acontecimentos fulcrais como o 5 de Outubro ou o 31 de Janeiro, apresentou alguma colaboração que não pode deixar de ser referida: Almada Negreiros insurge-se contra a situação caótica da arte em Portugal; Abel Salazar relaciona ciência e direito ao longo de vários números e faz crítica de arte; José Lopes faz o balanço da poesia de Cabo-Verde; Aquilino Ribeiro debruça-se sobre o fenómeno da guerra; Vasco da Gama Fernandes e Cunha Leal escrevem artigos doutrinários [...]»
Colaboração, entre outros, de Pimenta de Castro, Lobo Vilela, Almerindo Lessa, Hipólito Raposo, Henrique Vilhena, Armando Cortesão, André Brun, Severo Portela, Campos Lima, Carlos Amaro, Fidelino de Figueiredo, etc.

* O conteúdo deste Aviso é de crucial importância para se perceber como funcionavam, já então, os contra-informadores. Sic: «Como se propalasse sem qualquer fundamento que a Vida Contemporânea iria interromper a sua publicação, em virtude do seu director se encontrar residindo fóra do país, vem esta administração [António Casanovas Augustine] afirmar que tal não é verdade e que esta revista, à semelhança do que tem acontecido, continuará a sair nos princípios de cada mês e como até agora sob a direcção do sr. engenheiro Francisco Pinto da Cunha Leal. – Lisboa, 1 de Junho de 1935 – A Administração

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telemóvel: 919 746 089

sábado, fevereiro 02, 2019

A Obra Intangível do Dr. Oliveira Salazar


CUNHA LEAL

Lisboa, 1930
Editor: O Auctor
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
144 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma concisa desmontagem da “contabilidade criativa” do responsável pela pasta das Finanças, contra cuja actuação Cunha Leal assumirá pela vida fora um combate sem trégua:
«[...] Teve o dr. Oliveira Salazar a boa sorte de subir ao Poder em condições excepcionalmente favoráveis para desenvolver uma acção proveitosa para o país. A ditadura levara êste à ruína; e o exército, vendo nesta ruína a sua derrota, entregou-se-lhe, como disse, confiadamente, de corpo e alma. Por outro lado, os monárquicos, vendo no seu advento o raiar duma nova aurora, souberam rodeá-lo duma atmosfera de esperanças e de simpatia.
O dr. Oliveira Salazar, que no fundo não passa dum manobrador político, resolveu não tocar nos interêsses imediatos das fôrças activas que o apoiavam, e preferiu sacrificar a nação. Solucionou o problema – é certo, mas solucionou-o mal, e sabe Deus por quanto tempo! [...]
Antes, porém, de atacar, directamente, o assunto, chamarei a atenção dos leitores para uma circunstânciaa digna de relêvo. O dr. Oliveira Salazar contacta com os fiéis por meio de encíclicas financeiras em que vai estabelecendo, periòdicamente, o confronto entre os milagres que êle tem feito e os desastres que os outros tinham ocasionado. Ora, quem tiver lido êsses documentos, deve ter observado que o dr. Oliveira Salazar toma sempre, como têrmo das suas comparações, o ano económico de 1927-1928.
Mas a ditadura teve o seu início em 28 de maio de 1926 e, daí até ao comêço do ano económico de 1928-1929, vão 2 anos e 33 dias. Esta scisão da ditadura em dois anos de boa e dois anos de péssima administração pode aceitar-se para o efeito da separação das responsabilidades dos homens que, dentro dela, as vagas do acaso arrojaram ao Terreiro do Paço. Mas, quando se examinam os benefícios ou malefícios que, para o país, resultaram dêste período de anormalidade, é preciso fazer o somatório das responsabilidades dos bons e dos maus administradores.
O dr. Oliveira Salazar integrou-se tanto dentro da ditadura que hoje está transformado no expoente do seu mais puro e intransigente espírito. [...]»

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terça-feira, julho 19, 2016

O Emprestimo Externo


CUNHA LEAL

Lisboa, 1927
«Edição de um grupo de amigos e admiradores do ilustre homem publico sr. Cunha Leal» / Tipografia Formosa
1.ª edição
18,9 cm x 12,9 cm
88 págs. + 1 folha em extra-texto (retrato do Autor)
subtítulo: Alguns Documentos
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na qualidade de dirigente da União Liberal Republicana, mas começando já a demarcar-se do apoio que dera ao golpe de Estado que derrubara a República a 28 de Maio de 1926, Cunha Leal, também então governador do Banco de Angola, põe aqui em causa a política de recurso a um auxílio financeiro externo, levada a cabo pelo ministro das Finanças, Sinel de Cordes. O vertente volume reúne toda a documentação relativa ao referido episódio, cuja controvérsia se estendeu à imprensa periódica da época.

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As Minhas Memórias – Coisas de Tempos Idos



CUNHA LEAL

Lisboa, 1966, 1967 e 1968
Edição do autor
Livraria Petrony [depositário]
3 volumes (completo)
21,8 cm x 15,8 cm
372 págs. + 480 págs. + 432 págs.
subtítulos: vol. I – Romance duma época, duma família e duma vida de 1888 a 1917; vol. II – Na periferia do tufão. De 1 de Janeiro de 1917 a 28 de Maio de 1926; vol. III – Arrastado pela fúria do tufão. De 28 de Maio de 1926 a 4 de Dezembro de 1930
exemplares estimados; miolo limpo
LOTE VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA NO VOL. I
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Minhas Memórias – Coisas de Tempos Idos



CUNHA LEAL

Lisboa, 1966, 1967 e 1968
Edição do autor
Livraria Petrony [depositário]
1.ª edição
3 volumes (completo)
vol. I – Romance duma época, duma família e duma vida de 1888 a 1917
vol. II – Na periferia do tufão. De 1 de Janeiro de 1917 a 28 de Maio de 1926
vol. III – Arrastado pela fúria do tufão. De 28 de Maio de 1926 a 4 de Dezembro de 1930
21,8 cm x 15,8 cm
372 págs. + 480 págs. + 432 págs.
exemplares muito estimados; miolo limpo, vols. 1 e 3 por abrir
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

É toda a História nacional de uma época de grandes convulsões o que temos aqui patente, pela mão de um dos seus protagonistas. Há que sublinhar à cabeça a limpidez literária de exposição com que o Autor nos reporta o que, sendo ele governador do Banco de Angola, o tornou um dos mais notáveis e recalcitrantes opositores à ditadura salazarista. Obra de crucial importância para se perceber como essa oposição à política posta em marcha por Salazar / Quirino de Jesus teve raízes muito para além do conveniente “papão comunista”, e como os ajustes de contas eram distribuídos a torto e a direito por quem quer que, mesmo com razoabilidade, fizesse frente à “direcção única”. E foi nessa qualidade de governador que Cunha Leal, ao recomendar políticas económicas diversas – numa conferência pública proferida na Associação Comercial de Lisboa em 1930, expondo a degradante situação financeiro-produtiva de Angola – acabou por vir a conhecer, sob pretextos vários, «em fases sucessivas, o cárcere e a deportação, com o seu cortejo de violências».
Algumas passagens genéricas:
«[...] estamos sendo arrastados pelo ciclone que teve a longínqua origem em 28 de Maio de 1926. Na sua fase hodierna, os nossos Poderes Públicos já se não limitam a subordinar os graus de liberdade da pessoa humana e os seus correlativos movimentos físicos às determinações dum ditador que a si próprio e talvez – quem sabe? – com sinceridade se alcunhe de paternal, por isso que pretendem impor-nos obediência à fórmula tradicional do misticismo jesuítico – faz o que eu mande, pensa o que eu pense, quer o que eu queira. Irromper pela interioridade deste tufão a expressar desacordos e oposição venho-o fazendo ao longo de quarenta anos e ainda perduram no meu corpo e na minha alma as mataduras desse inconformismo. [...]
A minha presente tentativa explica-se, pura e simplesmente, pela ânsia de concorrer para a salvação duma nau preciosa prestes a naufragar, ou seja Portugal, já sem tripulação susceptível de grandes e oportunas reacções, num alheamento duma mística salutar.
Como é que se conseguiu efectivar esta descomunal constrição duma grei inteira, de modo a convertê-la em rebanho pávido, sorumbàticamente submisso, incapacitado, pelo menos na aparência, para os movimentos das gentes, que, em todas as emergências, sabem preservar a noção de dignidade? Em boa verdade, não havia, de início, um plano metódico de domesticação colectiva. Havia apenas – isso, sim – o firme intuito do reaccionarismo indígena de suscitar, com o apoio extorquido ao Exército por meios capciosos, um vendaval à custa de cuja força crescente se lhe tornasse possível varrer da superfície de Portugal os mais ligeiros resquícios de democracia, sempre com os olhos fitos, avidamente, na ressurreição, embora longínqua, da Monarquia de estirpe miguelista. [...]
Em que é que consistiu, por conseguinte, o mais valioso trunfo do seu sucesso? Em ter às suas omnipotentes ordens um Exército passivamente obediente para impor o seu receituário financeiro, acertado ou desacertado, sem prévia audiência do País e sem vislumbres de respeito pelos interesses colectivos, ainda quando absolutamente legítimos. A regra de conduta social passou a ser a seguinte: manda quem pode, obedece quem deve. [...]
Quem, neste ano já distante de 1967, meditar, porém, na tragédia angolana desencadeada em princípios de 1961, se for desprovido de cegueira partidarista, haverá de chegar, por certo, à conclusão de que a longínqua génesis desse fenómeno deva ser retrotraída aos erros iniciais de visão do Ditador português no tocante às directrizes da nossa política ultramarina, erros que, em 1930, me afoitei a obstaculizar, sem – ai de mim e ai do País! – ter força bastante para isso... [...]»

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terça-feira, maio 20, 2014

Internacionalismo – Trotsky e Staline


CUNHA LEAL

Lisboa, 1928
Tipografia Formosa [ed. Autor]
1.ª edição
18,8 cm x 13,3 cm
42 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Conferencia realisada no Teatro de São Luiz no dia 6 de Dezembro
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma breve passagem do texto:
«[...] Cada um destes homens tem um temperamento particular que torna impossivel o poderem comprehender-se. Staline tem uma mentalidade de burocrata metodico, Trotsky tem uma mentalidade de aventureiro ousado. [...]»
Resta acrescentar que o ódio do “burocrata metódico” Staline aos seus adversários políticos fez dele um dos mais óbvios criminosos do século XX, tendo, por exemplo, sido ele mesmo o mandante do assassinato de Trotsky no México em Agosto de 1940.

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domingo, abril 13, 2014

Ditadura, Democracia ou Comunismo?



CUNHA LEAL

La Coruña, 1931
Imprenta Moret
1.ª edição
19,1 cm x 12,7 cm
188 págs.
subtítulo: O Problema Português
encadernação modesta de amador, aparado, conserva a capa de brochura dianteira
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao «ilustre republicano» [António Vicente Fer]reira (1874-1953, sucessivamente ministro das Finanças e ministro das Colónias, tendo também elaborado a legislação que permitiu fundar o Banco de Angola)
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sob a égide da União Liberal Republicana, partido de que Cunha Leal era dirigente, analisa no vertente livro, em detalhe, a questão política portuguesa e a nefasta falta de desenvolvimento económico, que ele atribui, não só aos débeis recursos da Natureza no território nacional, mas sobretudo à estupidez dos governantes da ditadura. Cunha Leal, embora encontrando-se, na altura, no exílio – após haver fugido da cadeia –, redige o programa de acção transformadora urgente, destinado a manter aceso, à distância, o espírito combativo dos ideiais republicanos... ou, pelo menos, de um certo republicanismo feito de recomendações e apelos à boa consciência dos chefes da ditadura. Só depois de 1934-1935 (e daí por diante) ele radicalizará a sua posição, a pontos de voltar a ser, uma vez mais, preso e deportado.

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Ilusões Macabras


CUNHA LEAL

Lisboa, 1964
Edição do Autor [distribuição Livraria Petrony]
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
280 págs.
exemplar em bom estado; miolo limpo
por tratar-se de um ataque frontal à governação de Salazar, o livro foi desde logo proibido e apreendido pela polícia, o que o tornou desde logo raro [vd. Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa, 2005]
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do capítulo A Inanidade do Silogismo Fundamental Salazariano:
«[...] Verifica-se, pois, que a actual doutrina ultramarina do Dr. Oliveira Salazar não representa aquela verdade, por assim dizer, axiomática que ele se espanta de não ser compreendida e respeitada pela totalidade dos seus compatriotas e pela universalidade das gentes civilizadas. Só passante dos quarenta anos, após muitas incertezas, tateamentos e debates íntimos, é que o Condutor da Situação vigente entre nós a conseguiu impor ao seu próprio espírito, deixando-se então, ingènuamente, enamorar pelo conceito ousado da Pátria plurirracial e multicontinental portuguesa e batendo-se por ele com repúdio de negociações, que houvessem de desembocar em devido tempo, em Estados birraciais aonde fosse respeitado, se não acarinhado, o quase meio milhão de colonos metropolitanos espalhados a esmo pela vasta extensão dos nossos actuais domínios coloniais. [...]»

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