segunda-feira, março 23, 2026
Rosas de Itália [junto com] recorte de artigo de Afonso Serra [junto com] carta de Artur Portela em agradecimento do artigo de Afonso Serra
ARTUR PORTELA
Lisboa, s.d. [1953]
Livraria Bertrand
1.ª edição
[191 mm x 127 mm (livro)] + [270 mm x 55 mm (recorte)] + [277 mm x 212 mm (carta)] + [125 mm x 150 mm (sobrescrito)]
330 págs.
exemplares estimados; miolo (do livro) limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao crítico do Novidades, o jornalista Afonso Serra
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
Interessante livro de crónicas de viagem, cuja feitura Afonso Serra, ao recenseá-lo, define como uma «[...] prosa viva e cintilante, de harmoniosa orquestração literária, que faz aquecer a alma, nos embala e imaniza os sentidos. [...]» Palavras que terão sensibilizado o também jornalista Artur Portela (pai), que devolve em dobro numa carta de cortesia e gratidão: «[...] a sua prosa de oiro rutilante, a sua prodiga sensibilidade, a sua indefectivel camaradagem tornam-me seu eterno devedor. [...]» – Uma pepineira extra-literária, em suma.
sexta-feira, fevereiro 27, 2026
Clepsydra [junto com] manuscrito do soneto «Tatuagens opulentas do meu peito»
Lisboa, 1920
Edições Lusitania [secção da Casa Editora «Para as Crianças»*]
1.ª edição
302 mm x 232 mm (estojo)
78 págs. [não numeradas] (livro) + 1 folha manuscrita sobre papel de carta
livro composto manualmente e impresso sobre papel avergoado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
conjunto acondicionado num luxuoso estojo de fabrico recente forrado a tela
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA EDITORA [ANA DE CASTRO OSÓRIO] AO JORNALISTA [ALBINO] FORJAZ DE SAMPAIO
5.000,00 eur (IVA e portes incluídos)
É o nosso mais requintado poeta simbolista. Tanto esta como as subsequentes edições da obra estiveram a cargo, primeiro de Ana de Castro Osório e, posteriormente, do filho da mesma. Pode mesmo afirmar-se que Pessanha nem terá alguma vez exercido qualquer vigilância sobre o acto editorial, distante que se encontrava lá em Macau, lá no seu ópio.
O manuscrito do soneto junto, que apresenta no primeiro verso «tatuagens opulentas», surge editado no livro na variante «tatuagens complicadas». Segundo o Boletim Bibliográfico da Universidade de Coimbra (2018) teve esse soneto, na versão junto, primeira publicação no jornal Notícias de Bragança a 15 de Maio de 1913.
* Faz parte deste lote o Segundo Catálogo da Casa Editora «Para as Crianças» [ed. Ana de Castro Osório], datado de 1919, ainda apenas com referência ao livro de Camilo Pessanha num modesto encarte escrito à máquina de escritório e passado a papel químico.
domingo, novembro 23, 2025
Salão Comico
s.l., 1920
brochura de 24 páginas, cosida à linha e forrada com papel vegetal, no formato 355 mm x 255 mm
inclui: 35 + 1 desenhos originais distribuídos por 6 pranchas, cinco delas no formato 285 mm x 195 mm e uma delas no formato 325 mm x 225 mm, acrescidas de um desenho isolado no formato 140 mm x 100 mm
subtítulo: Critica á Exposição da Sociedade Nacional de Bellas-Artes
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
1.500,00 eur (IVA e portes incluídos)
Trata-se das pranchas originais de caricaturas, por legendar, publicadas no periódico Ilustração Portuguesa, n.os 743, 744 e 745, respectivamente, a 17, 24 e 31 de Maio de 1920.
pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089 [chamada para rede móvel nacional]
sábado, novembro 08, 2025
Ocupação do Espaço [livro impresso e dactiloescrito autenticado]


ANTÓNIO RAMOS ROSA
prefácio de E. M. de Melo e Castro
Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
202 mm x 142 mm (estojo)
LII págs. + 104 págs.
é o n.º 12 da Colecção Poetas de Hoje
composto manualmente em Elzevir na mítica Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco; com um poema manuscrito reproduzido em zincogravura na cortina a seguir ao frontispício
impresso sobre papel avergoado, com as folhas de rosto e ante-rosto a duas cores
exemplar em bom estado de conservação
[junto com 1 pasta de arquivo contendo o respectivo dactiloescrito integral]
35 cm x 24 cm
89 folhas maioritariamente A4 escritas quase todas apenas de um lado, figurando a assinatura de António Ramos Rosa em 6 delas
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; por sua vez, da versão dactiloescrita para o livro impresso verificámos bastantes alterações (a começar pelo título primitivo), quer de pormenor quer de exclusão ou de acrescento de estâncias inteiras
todo o dactiloescrito se encontra abundantemente anotado a lápis por E. M. de Melo e Castro, que escreveu o longuíssimo estudo de abertura para o livro – julgamos tratar-se da cópia de trabalho do prefaciador, cuja grafia fica comprovadamente identificada por confronto com O Texto Manuscrito – Reproduções de Autógrafos de Poetas e Ficcionistas Portugueses Contemporâneos, Cooperativa Gráfica Espírito Santo, SCARL, s.l., Abril de 1977
4 dos poemas apresentam duas cópias em alguns aspectos distintas e com datação nas suas primeiras versões
exemplar em bom estado de conservação
lote acondicionado num magnífico estojo artístico em tela negra impressa a vinil
1.500,00 eur (IVA e portes incluídos)
segunda-feira, agosto 04, 2025
Esfera
FERNANDO GUEDES
desenho (retrato do Autor) de Fernando Lanhas
Porto, 1948
Livraria Portugália
1.ª edição
217 mm x 165 mm
50 págs. + 1 folha em extra-texto
composto manualmente e impresso sobre papel avergoado
exemplar algo envelhecido e com fortes sinais da presença continuada da luz sobre a capa; miolo em estado aceitável
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO POETA RUY BELO QUE, POR SUA VEZ, ANOTOU PROFUSAMENTE OS POEMAS COM COMENTÁRIOS MARGINAIS
160,00 eur (IVA e portes incluídos)
Fernando Guedes – que terá talvez descuidado os seus dotes de poeta em proveito de uma actividade comercial de editor-livreiro, enquanto dono da conhecida Verbo, ou como presidente, de facto ou honorário, simpatizante ou sócio, de sucessivas associações da classe, nacionais e internacionais, grémios, academias e confrarias – motivou, nesta sua ingénua oferta de um conjunto de versos ao ainda não editado em livro Ruy Belo, um vasto rol de agudos e azedos comentários. Assim, por exemplo: «Com sede nunca morta, / com fome sempre viva,» mereceu de Ruy Belo a nota «mau»; à cabeça da pág. 13 a nota é «não chegam a ser poemas»; aos versos de Guedes «atirar-lhe com os calhaus da minha Poesia / até o rebentar pela cabeça», Belo sublinha os calhaus e conclui «definição da s/ poesia»; etc., etc.
Interessante, entre dois intelectuais na travessia dos trinta anos de idade.
quarta-feira, janeiro 08, 2025
Os Maias [dactiloescrito]
EÇA DE QUEIROZ
JOSÉ BRUNO CARREIRO, adaptação teatral
Lisboa, s.d. [1962, seg. UC]
Ministério da Educação Nacional – Teatro Nacional D. Maria II
[tiragem única]
306 mm x 215 mm
4 folhas + 92 folhas
subtítulo: Peça em 5 actos (7 quadros) extraida do romance de Eça de Queiroz,
por […]
luxuosa encadernação em meia-francesa com cantos em pele
cópia de máquina redigida somente de um lado do papel
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo, anotação a lápis do
elenco primitivo aquando da representação original em 1945
PEÇA DE COLECÇÃO
140,00 eur (IVA e portes incluídos)
Destinava-se, o vertente exemplar, aos ensaios levados a cabo pelos
actores envolvidos na representação.
pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089 [chamada para rede móvel nacional]
segunda-feira, outubro 21, 2024
Sobre o Rosto da Terra [livro impresso e dactiloescrito]
posfácio de Vergílio Ferreira
Covilhã, 1961
Livraria Nacional
1.ª edição
211 mm x 143 mm (estojo)
32 págs. + 2 extra-textos de Manuel Baptista
é o n.º 1 da colecção Pedras Brancas
exemplar bem conservado
[junto com 1 pasta de arquivo com o respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
13 folhas A4 apenas escritas de um lado
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor, quer de cortes de versos, quer do alinhamento dos poemas – a mais importante das quais reside na mudança do título do livro
exemplar em bom estado de conservação
lote acondicionado num magnífico estojo artístico em tela negra impressa a vinil
500,00 eur (IVA e portes incluídos)
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089 [chamada para rede móvel nacional]
Terrear [livro impresso e dactiloescrito]


ANTÓNIO RAMOS ROSA
pinturas de [Marcelino] Vespeira
Lisboa, 1964
Minotauro
1.ª edição
333 mm x 250 mm (estojo)
28 págs.
inclui a reprodução de 3 pinturas
impresso sobre papel superior «fabricado especialmente para a edição» (meia-cartolina em algodão)
exemplar muito estimado; miolo no geral limpo, sinais de foxing na primeira e na última folhas
dedicatória de posse no ante-rosto
tiragem comum de 350 exemplares
[junto com 1 pasta de arquivo com o respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
14 folhas A4 apenas escritas de um lado
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor, quer de cortes de versos, quer do alinhamento dos poemas – a mais importante das quais reside na mudança do título do livro
o livro impresso apresenta mais 1 poema do que o dactiloescrito
exemplar em bom estado de conservação
lote acondicionado num magnífico estojo artístico em tela negra impressa a vinil
PEÇA DE COLECÇÃO
750,00 eur (IVA e portes incluídos)
quarta-feira, maio 08, 2024
Canções de Entre Ceu e Terra
encadernação muito elegante e sólida em meia-inglesa com cantos em pele e gravação a ouro na lombada e nos remates da pele
domingo, outubro 15, 2023
Talamungongo [dactiloescrito e manuscrito]
A Maluquinha de Arroios [dactiloescrito]
ANDRÉ BRUN, farsa original
ALICE OGANDO, adaptação cinematográfica
HENRIQUE CAMPOS, realizador
Lisboa, 1969
General Filmes
[exemplar único]
350 mm x 235 mm
2 folhas + 269 folhas
dossier com cópia de máquina redigida somente de um lado do papel
exemplar muito estimado; miolo limpo, ocasionais anotações de trabalho
VALORIZADO PELA CARTA MANUSCRITA DE HENRIQUE CAMPOS
peça de colecção
250,00 eur (IVA e portes incluídos)
Trata-se do exemplar do guião cinematográfico destinado ao
acompanhamento das filmagens pelo director de produção Manuel Marques,
identificado, pelo realizador Henrique Campos, na carta que o antecede.
pedidos para:
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telemóvel: 919 746 089 [chamada para rede móvel nacional]
quinta-feira, outubro 12, 2023
Ary dos Santos [manuscrito inédito]
segunda-feira, janeiro 02, 2023
Caixa – Deve | Haver [manuscrito]
quinta-feira, dezembro 08, 2022
Augusto dos Santos Abranches [manuscrito]
As Várias Faces
[junto com] carta do autor enviada de Lourenço Marques para Luanda a acompanhar o livro
Coimbra, 1943
Portugália
1.ª edição
23,5 cm x 17,2 cm
24 págs.
desenho da capa: Augusto dos Santos Abranches
composto manualmente em Elzevir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DO AUTOR AO DESTINATÁRIO DA CARTA
exemplar manuseado; miolo muito limpo
peça de colecção
200,00 eur (IVA e portes incluídos)
Edição da «Portugália, livraria e papelaria», fundada nos anos 30 do século XX pelo próprio Santos Abranches (financiado por José Marmelo e Silva), que, embora ligado a autores como Fernando Namora, Carlos de Oliveira ou João José Cochofel, depressa foi ostracizado pelos neo-realistas ortodoxos dado não cumprir, por meio da sua obra, o exercício de propaganda literária que então lhe era imposto. Em 1945 já se encontra imigrado em Moçambique, e é aí que dirigirá no Notícias o suplemento cultural «Sulco», página que revelou, entre outros, Rui Knopfli, José Craveirinha, Alberto de Lacerda.
A longa carta de 4 páginas que aqui se junta – datada de 30 de Julho de 1945 – constitui o comprovativo desta sua última actividade. Lá se pede ao poeta Tomaz Vieira da Cruz, a trabalhar então no jornal A Província de Angola, intercâmbio de colaborações entre os dois espaços de língua portuguesa. Mais ele projecta: estabelecer uma rede de troca extensível ao Brasil, Guiné, Cabo Verde e Índia... Está, pois, à vista a importância de um tal documento.












































