segunda-feira, dezembro 30, 2013

Adolescente Agrilhoado


JOSÉ MARMELO E SILVA
capa de Victor Palla

Lisboa, 1958
Editora Arcádia Limitada
nova versão [de Adolescente, 1948]
17,6 cm x 10,8 cm
128 págs.
é o n.º 5 dos livros de bolso Colecção Autores Portugueses
exemplar em bom estado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fala-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998) do «choque provocado por Adolescente Agrilhoado (denúncia vigorosa da crueldade disciplinar nos seminários), [...] testemunhos exemplares da repressão sexual exercida pelas estruturas de poder – familiar, eclesiástico – sobre os adolescentes dos anos 30-40. Um estilo brilhante acabaria por justificar o apreço geral pela sua obra [...].»

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Sedução


JOSÉ MARMELO E SILVA
pref. Arnaldo Saraiva
capa de Aurélia Rosa da Silva

Lisboa, 1972
Editora Ulisseia
4.ª edição [1.ª edição do ensaio de Arnaldo Saraiva]
20,2 cm x 15,2 cm
168 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao escritor António Alçada Baptista
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Das notas editoriais na badana:
«[...] Escrita em 1936-37, aos 23 anos, foi em Dezembro deste ano que José Marmelo e Silva se estreou com a novela Sedução. Era exactamente quando e onde as doutrinas dos dois grupos literários se digladiavam.
Na Coimbra de então, enquanto baqueava a Presença, agrupavam-se esses jovens para lançarem os seus primeiros livros de cariz neo-realista. Sedução foi mesmo a primeira obra desse movimento literário que sucedeu aos presencistas. – Álvaro Manuel Machado. [...]
Realmente Sedução, impressa num papel rosa-velho, com uma capa onde esvoaçava uma borboleta e no lançamento que lhe fez Augusto dos Santos Abranches, na velha e já inexistente Portugália (de Coimbra), ao cimo do Quebra-Costas – parecia um livro a indicar uma apostasia aos valores convencionais. (...) E não apenas isto. Mas ainda e acima de tudo: um tema novo, escandaloso, bem dissecado e extraordinàriamente bem escrito. – Amândio Cásar. [...]»

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Sedução


JOSÉ MARMELO E SILVA
capa de Luís Filipe de Abreu

Lisboa, 1960
Editorial Estúdios Cor, Lda.
3.ª edição («edição definitiva»)
19,5 cm x 14,2 cm
184 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, algumas folhas dos dois primeiros cadernos foram mal abertas apresentando faltas de papel periférico mas sem afectar o texto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Sonho e a Aventura


JOSÉ MARMELO E SILVA

Coimbra, 1943
ed. Autor [Atlântida]
1.ª edição
19,3 cm x 13,3 cm
112 págs.
subtítulo: Narrativas, vol. I (nunca foi editado qualquer outro volume sob o vertente título)
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja e gasta; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra que inclui o notável texto «Depoimento», acerca do qual afirmam António José Saraiva / Óscar Lopes: «grande e tensa sobriedade, sem prejuízo de certa força poética» (História da Literatura Portuguesa, Porto Editora, 15.ª ed., Porto, 1989).

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sexta-feira, dezembro 27, 2013

Gente Vária


BRITO CAMACHO

Lisboa, 1928
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição (2.º milhar)
19 cm x 12,4 cm
268 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Longe da Vista



BRITO CAMACHO

Lisboa, 1926
Livraria Editora Guimarães & C.ª
2.ª edição
19 cm x 12,4 cm
202 págs.
exemplar envelhecido pelo tempo, com pequeno restauro na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de comentários de uma viagem a Espanha, França e Itália, datado de 1918, altura em que o médico militar republicano e activista político fundador dos jornais de combate O Intrasigente e a A Lucta, e líder do Partido Unionista, começava a afastar-se da vida política. Tendo tido, durante o 5 de Outubro de 1910, um papel crucial na ligação entre os civis armados e o exército, e constando o seu nome, no ano seguinte, entre os signatários da importante Lei da Separação da Igreja do Estado, a crescente discordância quanto ao radicalismo presidencial de António José de Almeida leva-o ao progressivo abandono da militância.

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Gente Rustica


BRITO CAMACHO

Lisboa, 1921
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
236 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinaturas de posse na capa e na pág. 5
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entre as tendências do realismo social, a que geracionalmente pertenceram Raul Brandão, Aquilino e Ferreira de Castro, situa-se o naturalismo mordaz de Manuel Brito Camacho, predominantemente rural alentejano. O vertente livro será dos mais saborosos de leitura, que nos legou.

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Por Ahi Fóra


BRITO CAMACHO

Lisboa, 1916
Guimarães & C.ª – Editores
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
200 págs.
subtítulo: Notas de Viagem
composto manualmente
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, com pequenos restauros na lombada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Terra de Nod


JUDITH NAVARRO
capa de António Domingues

Lisboa, 1961
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,5 cm x 14,5 cm
318 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Terra de Nod é um livro violento.
Numa prosa intensa, pungente, ácida, Judith Navarro fala-nos do amor, da contraditória relatividade dos conceitos de justo e injusto, de culpa e de inocência, de bem e de mal, de sentido e não-sentido da existência através da história de um homem e de uma mulher que se encontram, e se desencontram, e se perdem, nos caminhos da vida.»

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Os Dias Selvagens



JUDITH NAVARRO
capa de Jorge Marcel

s.l., 1964
Publicações Europa-América
1.ª edição
18,7 cm x 13,4 cm
284 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance centrado no conflito de gerações, tema muito em voga nos anos 60 do século passado.

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A Azinhaga dos Besouros


JUDITH NAVARRO

Lisboa, s.d. [1948]
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
244 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Esta É a Minha História


JUDITH NAVARRO

Lisboa, s.d.
Livraria Editora Guimarães & C.ª
2.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
264 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, sinais de foxing na última folha
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] A sua obra, não muito extensa e publicada com grande irregularidade, integra-se na corrente existencialista, e é-lhe atribuído o mérito de datar o início de um surto de romance feminino pioneiro nas nossas Letras. É uma ficção que se move em torno do desejo de emancipação económica e sentimental, sem descurar a vertente social, conquanto esta última seja apenas um afluente das verdadeiras prioridades temáticas naquela expressas. [...]» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998)

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quinta-feira, dezembro 26, 2013

O Mistério das Pernas Trocadas


HARRY STEPHEN KEELER
HAZEL GOODWIN [KEELER]
trad. Berta Mendes

Lisboa, s.d.
Editorial Seculo
s.i.
19 cm x 12,5 cm
216 págs.
exemplar estimado, contracapa e lombada com vagos sinais de lepisma; miolo limpo, parcialmente por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance de dedução e mistério, com um interessante motivo escheriano, em que o autor se torna personagem de um outro romance (Gatos Que Conheci) dentro do romance, provavelmente aproveitando a repartição das tarefas literárias pelos dois escritores titulares, Harry e a sua companheira Hazel. Autores, ambos, prolíficos e basto reconhecidos nos meios da ficção pulp, apesar de colaborarem na vertente obra, assinaram obras em separado. Uma última curiosidade: a tradutora, Berta Mendes, também algumas vezes traduziu livros em colaboração com Manuel Mendes, o marido, como por exemplo O Príncipe de Maquiavel.

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sábado, dezembro 21, 2013

Cobra [catálogo]


[PIERRE] ALECHINSKY
[KAREL] APPEL
[ASGER] JORN
texto de Edouard Jaguer
trad. e nota prévia de Mário Cesariny

Lisboa, 1973
Galeria S. Mamede
1.ª edição [única]
25 cm x 20,2 cm
44 págs. (não numeradas) + 16 págs. (caderno com o texto em francês)
profusamente ilustrado a preto e a cor
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O movimento de artistas plásticos radicais, maioritariamente surrealistas, que se autodenominou Cobra – nome inspirado na fusão das cidades de onde eram oriundos: Copenhaga, Bruxelas, Amsterdão –, esteve no cerne do que veio a ser o grupo de acção directa mais importante na Europa após a Segunda Guerra Mundial.

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quarta-feira, dezembro 18, 2013

Os Idolos de Barro II – Julio Dantas


JOSÉ DIAS SANCHO
capa de Bernardo Marques

Lisboa, 1922
Editora Olhanense Limitada
1.ª edição
21,4 cm x 15,9 cm
72 págs.
exemplar estimado, capa vagamente esfolada; miolo limpo
ostenta no frontispício carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Jornalista, ficcionista, crítico e poeta de grande precocidade, escreveu toda a obra entre os 16 e os 31 anos, idade com que faleceu.
Foi conservador do Registo Civil em São Brás e um dos fundadores do jornal Correio do Sul (Faro), onde, a propósito da representação do Algarve no Guia de Portugal, polemicou mais tarde (1928) com Raul Proença, sendo esses os seus últimos artigos. Em Lisboa, dirigiu o jornal A Situação. Tem colaboração poética na revista Contemporânea (n.º 7).
Crítico impiedoso, teve como principais vítimas Júlio Dantas e Albino Forjaz de Sampaio. [...]
Além de poeta e prosador de cunho regionalista e ruralista, quase pagão, foi desenhador e caricaturista. [...]» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994)

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quarta-feira, dezembro 11, 2013

Portugal Perante a Guerra


JOÃO CHAGAS

Porto, 1915
ed. Autor (Typographia a Vapor da Empreza Guedes)
1.ª edição
21,5 cm x 14 cm
32 págs.
subtítulo: Subsidios para uma pagina da Historia Nacional
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto do ex-ministro plenipotenciário em França, João Chagas:
«[...] Já em outubro de 1914 eu fazia saber ao então ministro dos Negocios Estrangeiros, sr. Freire d’Andrade, que me contrariava profundamente ser um dos interpretes officiaes no estrangeiro, da politica de relações externas que eu via estar-se fazendo em Portugal, no caso da guerra europeia, e lhe formulava por esse motivo o meu pedido de demissão [refere-se Chagas à política indecisa e ambígua de Portugal no que diz à participação no conflito bélico, sendo ele próprio inequívoco defensor do envio de soldados portugueses]. O sr. Freire d’Andrade não o acceitou [...]. O governo de que o sr. Freire d’Andrade fazia parte declarou-se entretanto demissionario e o que se lhe seguiu, o do sr. Azevedo Coutinho, ia talvez definir uma politica mais clara do que aquella que tinha sido feita até então, quando sobreveio o sr. Pimenta de Castro. Este facto poz termo ao conflicto que se levantara entre os meus deveres de cidadão e as minhas funcções officiaes, precipitando a minha resolução de as resignar, na impossibilidade em que me encontrava de justificar uma dictadura de reaccionarios perante mim mesmo e perante o Governo de cidadãos livres junto do qual tive a honra de representar o meu paiz. [...]» Só em Março de 1916 Portugal iniciará, formalmente, a sua participação na Primeira Guerra Mundial.

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Bom-Humor


JOÃO CHAGAS

Lisboa, 1905
Ferreira & Oliveira, Limitada, Editores
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
8 págs. + 312 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com manchas na capa; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pendor diarístico, de grande importância para a compreensão das palpitações sociais e intelectuais de toda uma época decisiva para a República que se avizinha.

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Posta-restante



JOÃO CHAGAS

Lisboa, 1906
Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
276 págs.
subtítulo: Cartas a toda a gente
exemplar muito manuseado mas aceitável; miolo limpo, com as págs. 23 a 26 muito oxidadas e pequeno golpes ocasionais sem nunca afectar o texto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro diversificado nos assuntos, pode ser tido como uma reunião de crónicas dispersas, que o autor redigiu num estilo de cartas aos leitores. A pertinência destas advirá mais do vínculo revolucionário de Chagas aos ideais republicanos, não só como teórico mas também como activista contra a ditadura de João Franco. Consequentemente, virá a assumir o cargo de primeiro-ministro do primeiro governo da República.

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Sylva de Conceitos


JOÃO CHAGAS

Lisboa, 1937
Parceria A. M. Pereira
1.ª edição
16 cm x 12 cm
68 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Singelo livro de aforismos acerca de tudo e acerca de nada.

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Liquidações Politicas – Vermelhos e Azues



AUGUSTO FUSCHINI

Lisboa, 1896
Companhia Typographica
1.ª edição
24 cm x 16,3 cm
XVI págs. + 352 págs. + 84 págs.
subtítulo: Fragmentos de Memorias
exemplar manuseado mas aceitável, restauro e falhas de papel na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Luís Augusto Leitão [tenente do Estado Maior de Engenharia]
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos a dado passo Fuschini:
«[...] Considerando os problemas economicos como bases das modernas sociedades, pertenço á eschola socialista, que, em beneficio do maior numero, ao menos, pretende resolvel-os pela evolução serena e scientifica.
Assim, é meu dever explicar as circumstancias da politica nacional, que poderam, no curto ministerio de 1893, approximar-me de homens, cujas doutrinas se haviam manifestado, e se patenteiam ainda hoje, radicalmente oppostas ás minhas opiniões.
Depois, contra a minha pessoa moral commetteu-se, com aleivosia e premeditação, uma tentativa de assassinio politico, tanto mais aggravante, quanto pretende encerrar bruscamente dezenas d’annos de trabalhos parlamentares, em que sacrifiquei o tempo e, talvez, os interesses sagrados dos que me são caros, em serviços desinteressados ao meu paiz. [...]»
No que se refere aos «vermelhos», Fuschini dá-nos notícia da reorganização do Partido Republicano em torno de José Falcão, que será autor do respectivo manifesto de 1892. Ele, por seu turno, apesar do confesso “socialismo” utópico, está com os monárquicos do Partido Regenerador num momento em que João Franco e Hintze Ribeiro tentavam encobrir a bancarrota.

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A Architectura Religiosa na Edade-Média



AUGUSTO FUSCHINI

Lisboa, 1904
Imprensa Nacional
1.ª edição
25,1 cm x 16,4 cm
XXII págs. + 292 págs. + 25 folhas em extra-texto + 1 dupla folha em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo, por abrir
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante ensaio para a História da Arte em geral e, em particular, para o conhecimento da recepção dos diversos estilos ocidentais, sobretudo aquitectónicos, em Portugal. Engenheiro civil responsável pela reconstrução da Sé de Lisboa e vogal no Conselho dos Monumentos Nacionais, quando chamado por Hintze Ribeiro ao exercício governamental, a sua rápida passagem por essas lides acabou devidamente documentada num livro de memórias, publicado em 1896, Liquidações Políticas – Vermelhos e Azuis.

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terça-feira, dezembro 10, 2013

Corpo e Alma [junto com] O Meu Presépio de Barro



CARDOSO MARTHA
carta-prefácio de Eugénio de Castro

Figueira da Foz, 1957
ed. José de Lemos [Tip. Figueirense]
1.ª edição [única]
[17,4 cm x 14,5 cm] + [13,9 cm x 10,6 cm (encarte)]
116 págs. + 4 págs.
subtítulo: Sonetos
tiragem declarada de 1.002 exemplares
composto manualmente
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela extensa dedicatória manuscrita do Autor
incluído encarte de circulação muito restrita, mera lembrança natalícia
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cardoso Martha terá ficado conhecido nomeadamente pela publicação do periódico de crónica social e curiosidades Feira da Ladra, de que foi director. Camilianista, queirosiano, mas também autor do ensaio Desenhadores Portugueses de Ex-Libris e, em colaboração com Augusto Pinto, reúne em livro O Folclore da Figueira da Foz.

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quarta-feira, dezembro 04, 2013

Architectura Christã


GOMES DOS SANTOS

Póvoa de Varzim, s.d. [1908]
Livraria Povoense – Editora de José Pereira de Castro
1.ª edição
19 cm x 12,1 cm
100 págs.
exemplar estimado, contracapa e últimas três folhas vagamente manchadas de antiga humidade; miolo limpo, parcialmente por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Confessa o próprio autor, em nota de abertura, que se trata, esta sua obrinha, apenas de um resumo do extenso volume Historia de la Arquitectura Cristiana do arquitecto madrileno e historiador de arte Vicente Lampérez y Romea.

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A Arquitectura Religiosa Pré-Islâmica


ARLINDO RIBEIRO DA CUNHA, padre

Braga, 1957
Escola Tip. da Oficina de S. José
1.ª edição
23,4 cm x 15,8 cm
16 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Mosteiro da Batalha


PEDRO VITORINO
fotog. Marques Abreu e Augusto Soucasaux

Porto, 1930
Edição Marques Abreu
s.i. [1.ª edição]
bilingue português / francês
15,5 cm x 10,8 cm
38 págs. + 1 desdobrável em extra-texto + 52 págs. em extra-texto
é o n.º 12 da colecção A Arte em Portugal
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinaturas de posse no bordo superior da capa e no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vila Viçosa


LUÍS CARDIM
fotog. Marques Abreu

Porto, 1957
Edição Marques Abreu
s.i. [2.ª edição ?]
bilingue português / francês
15,5 cm x 11 cm
42 págs. + 40 págs. em extra-texto
é o n.º 17 da colecção A Arte em Portugal
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tradições de Séculos numa Realização Actual



A. [ANTÓNIO] LUIZ GOMES
prefácio de D. Manuel de Bragança

Lisboa, 1954
Fundação da Casa de Bragança
1.ª edição
22,6 cm x 17,4 cm
52 págs. + 8 págs. em extra-texto
subtítulo: Conferência proferida no Salão Nobre do Ateneu Comercial do Porto em 26 de Novembro de 1953
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao então secretário de Estado das Obras Públicas, o eng. Saraiva e Sousa
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Exposição histórica objectiva do que é e quais os objectivos da Fundação da Casa de Bragança e do seu museu-biblioteca no Paço Ducal de Vila Viçosa.

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domingo, novembro 24, 2013

Memórias de Chaby



TOMAZ RIBEIRO COLAÇO
RAÚL DOS SANTOS BRAGA
vinheta de Fernando Bento

Lisboa, 1938
Editora Gráfica Portuguesa, Limitada
1.ª edição
24,6 cm x 19,8 cm
228 págs. + 24 folhas em extra-texto
ilustrado
sóbria encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro em rótulo na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
é o n.º 1.479 de uma tiragem declarada de 2.000 exemplares chancelados por Raul dos Santos Braga
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

António Augusto de Chaby Pinheiro (1873-1933) notabilizou-se como actor teatral, nomeadamente como cómico.

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terça-feira, novembro 19, 2013

Os Que Se Divertem


LUZIA
capa e ilust. Bernardo Marques

Lisboa, 1929
s.i. [ed. Autora]
3.ª edição [1.ª edição ilustrada]
22 cm x 16,5 cm
308 págs.
subtítulo: A Comedia da Vida
ilustrado no corpo do texto
exemplar muito estimado, com discretos restauros periféricos na capa; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de Luísa Grande, autora madeirense com algum relevo epocal no domínio da crónica literária. (Fonte: Anuário dos Escritores, 2, Portvcale, Porto, 1942)

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Casas da Câmara de Lisboa



LUÍS PASTOR DE MACEDO
NORBERTO DE ARAÚJO
pref. Álvaro Salvação Barreto
capa e grafismo de José Espinho

Lisboa, 1951
Edição da Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
29,5 cm x 23 cm
222 págs. + 6 págs. + 52 folhas em extra-texto (algumas impressas nas duas faces) + 14 desbobráveis em extra-texto
subtítulo: Do Século XII à Actualidade
profusamente ilustrado
impresso a duas cores sobre papel superior creme
exemplar como novo, sem qualquer quebra na lombada e por abrir
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, novembro 15, 2013

Fumos de Ópio


CLAUDE FARRÈRE
trad. e pref. de Teixeira Leite

capa de João Carlos [Celestino Gomes]

Lisboa, 1949
Editorial Enciclopédia, Lda.
[1.ª edição]
19 cm x 12,5 cm
216 págs.
exemplar em muito bom estado
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Pseudónimo de Frédéric-Charles Bargone. Trata-se do segundo livro do autor, que, por um outro título seu, veio a receber o Prémio Goncourt no ano seguinte (1905).
Uma passagem:
«[...] O pesadelo. Ninguém, a não ser o fumador de ópio, sabe o que é o pesadelo.
Sei de pessoas que dizem: Esta noite tive um sonho terrível: as paredes aproximavam-se uma da outra e esmagavam-me. Ou, então: caía num precipício. Ou, ainda: via minha mulher e meus filhos torturados, sem que eu os pudesse socorrer. – E essas pessoas põem as mãos diante dos olhos, e exclamam horrorizadas: Que pesadelo!
No meu pesadelo, não há precipício, nem paredes, nem mulher, nem filhos. Não há nada. Há o vácuo, o nada e a escuridão. Há a assustadora realidade da morte – tão próxima, tão próxima, que o condenado que espera a guilhotina, não vê a eternidade tão próxima como eu. [...]»

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quarta-feira, novembro 13, 2013

Principios de Hygiene




[ANÓNIMO]

Paris, 1924
Cruz Vermelha Portugueza (Imp. E. Pigelet)
s.i.
17,9 cm x 9,9 cm
32 págs.
subtítulo: Reprodução da brochura da comissão americana de preservação contra a tuberculose (fundação Rockefeller)
impresso a cor
acabamento com dois pontos em arame
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
peça de colecção
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante manual de aconselhamento prático de saúde pública. O tema central é a tuberculose. Algumas das recomendações poderão ser hoje consideradas obsoletas, mas no essencial constitui um bom auxiliar.

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segunda-feira, novembro 11, 2013

Chão de Oferta


RUY [DUARTE] DE CARVALHO
capa de Víctor Silva

Luanda, 1972
Culturang – Centro Cultural de Angola, Limitada
1.ª edição
19,5 cm x 18 cm
2 págs. + 80 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta rubrica de posse no frontispício
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos grandes poetas angolanos contemporâneo. Já aqui, na sua estreia em livro, se mostrava o que aí vinha. Por exemplo: «Olha-me este país [a] esboroar-se / em chagas de salitre / e os muros, negros, dos fortes / roídos pelo vegetar / da urina e do suor / da carne virgem mandada / cavar glórias e grandeza / do outro lado do mar. // Olha-me a história de um país perdido: / marés vazantes de gente amordaçada, / a ingénua tolerância aproveitada / em carne. [...]» Mas o que aí vinha, verdadeiramente, era o soberbo Exercícos de Crueldade, publicado pela casa editora & etc em 1978...

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sexta-feira, novembro 08, 2013

Chronica | delrey | D. Pedro I [...]



FERNAÕ LOPES

Lisboa, 1760 [igual à edição de 1735, ed. Francisco da Costa]
Na Officina de Pedro Ferreira
2.ª edição
19,8 cm x 14,5 cm
12 págs. + 292 págs.
subtítulo: Defte nome, e dos de Portugal o oitavo | cognominado O Justiceiro. | Na forma em que a efcreveo Fernaõ Lopes, pri- | meiro Chronifta Mòr defte Reyno. | Copiada fielmente do feu original antigo, dada à luz, e | accrefcentada de novo defde o feu nafcimento até | fer Rey; e outras acçoens, e noticias de | que feu Author naõ trata. | E offerecida | ao Serenissimo Senhor Infante | D. Pedro | pelo padre | Jozé Pereira Abayam. | Presbytero do Habito de São Pedro.
encadernação da época inteira em pele mosqueada, com nervuras, rótulo gravado e colado na lombada
pouco aparado, resíduos de antigo carminado no corte, primeira e última folhas de protecção recentes
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
360,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Para Quando Festivais de Arte em Portugal? [junto com] Primeiro Diálogo Sobre Arte Moderna


HUMBERTO D’ÁVILA
JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, Março [e Abril ?] de 1957
Tempo Presente (ed. Autores)
1.ª edição
2 números (completo)
19 cm x 13,3 cm
[40 págs. + 4 págs. em extra-texto] + [36 págs. + 4 págs. em extra-texto]
colecção Cadernos do Tempo Presente, dirigida por José Neves Águas
ilustrados em separado
exemplares estimados; miolo no geral limpo, apresentando os extra-textos sinais de oxidação com especial incidência no n.º 2
50,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Convém não confundir este Tempo Presente com a revista Tempo Presente, que teve início em Maio de 1959, dirigida por Fernando Guedes, e que deu voz ao que de mais reaccionário pululava nas letras pátrias de então. Os vertentes cadernos vinham desenvolver, num modelo graficamente menos luxuoso mas com idêntica proposta cultural, os magníficos Uni-, Bi-, Tri-, Tetra- e Pentacórnio, cujo último número datava de Dezembro de 1956.

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Memórias Para o Ano 2000


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, 2000
Livros Horizonte, Lda.
1.ª edição
24 cm x 17,1 cm
388 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Da nota do Autor na contracapa, demarcando-se da muita banalidade que vê à sua volta:
«[...] Trata-se de cinquenta ou mesmo setenta anos de memórias pouco usuais. Pois não é verdade que os Portugueses não têm memórias, têm saudades? A um desenho firme que os separe das coisas, preferem eles uma pintura vaga que a elas os colem... [...]»

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Natureza Morta


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
capa de Victor Palla

Lisboa, 1961
Editora Arcádia Limitada
2.ª edição
18,1 cm x 10,4 cm
222 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
é o n.º 2.054 da tiragem comprovada pela Sociedade Portuguesa de Escritores
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Primeiro romance do então conhecido ensaísta, datado de 1949, obra conforme ao neo-realismo vigente, de antes do surrealismo ter tomado meia geração à sua conta. Dois anos volvidos, e já França dominará o meio intelectual lisboeta com as suas edições Córnio (Uni-, Bi-, Tri-, Tetra- e Penta-) de teor mais vanguardista, já França redigirá o seu Balanço das Actividades Surrealistas e o mais que se lhe seguiu...

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Despedida Breve


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, 1958
Publicações Europa-América
1.ª edição
16,2 cm x 11 cm
240 págs.
subtítulo: E Outros Contos
é o n.º 18 da colecção Os Livros das Três Abelhas
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior direito do ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Escreveu Urbano Tavares Rodrigues em 2010, em recensão para a Fundação Calouste Gulbenkian:
«Alguns destes contos [...] são verdadeiras obras-primas. É, por exemplo, o caso de Despedida Breve que tão bem descreve a atmosfera provinciana da casa de duas irmãs solitárias, uma muito doente e a outra apaixonada pelo médico que a vai ver, de quem se tornou amante e que vai casar com uma herdeira rica.
Belíssimos são os três contos enigmáticos e poéticos de atmosfera colonial africana, que alternam um realismo inicial chocarreiro e muito costumbrista com cenas grandiosas e mágicas. [...]»

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quarta-feira, novembro 06, 2013

Cães da Mesma Ninhada


ASCÊNCIO DE FREITAS
capa de Jorge Garizo do Carmo

Beira (Moçambique), 1960
Notícias da Beira
1.ª edição
18,8 cm x 13,8 cm
192 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinaturas de posse no frontispício e nas págs. 15, 67, 85, 99 e 145
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de estreia de Ascêncio Gomes de Freitas, escritor e jornalista nascido na Gafanha da Nazaré, mas radicado em Moçambique desde 1948, onde viveu até 1978. Irá destacar-se a sua escrita, cujo reconhecimento está expresso na merecida atribuição de prémios literários como o do PEN Club...

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Taúlo


CONDE CHIOCO
pref. Ovídio Cordeiro
capa e ilust. José Pádua

Beira (Moçambique), s.d. [circa 1973]
M. Salema & Carvalho, Lda.
1.ª edição
21,5 cm x 16,3 cm
136 págs.
subtítulo: Crónica da Vida no Mato
ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Relatam-se aqui acontecimentos datados de 1939 a 1941, ocorridos em Tete, época ainda distante da desgraça que trouxeram as lutas anticoloniais e a vontade do branco em construir a mega-barragem de Cabora Bassa. «É um relato simples e despretencioso dos problemas[,] das dificuldades e dos riscos que os funcionários administrativos tinham de enfrentar naquela época, da dedicação dos cipais e, de uma maneira geral, das populações nativas para com aqueles mesmos funcionários que eram tidos como chefes, conselheiros e amigos.» (Nota na badana)

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quinta-feira, outubro 31, 2013

Novos Contos da Montanha



MIGUEL TORGA
capa de Victor Palla

Coimbra, 1945
Coimbra Editora
2.ª edição
19,3 cm x 13,9 cm
2 págs. + 206 págs.
exemplar n.º 919 de uma tiragem não declarada, autenticado com o carimbo do Autor
exemplar muito estimado; miolo limpo
importa sublinhar que a vertente edição acrescenta à anterior, não somente uma capa distinta, mas ainda um incontornável texto dedicado ao «Querido Leitor»
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui o conto «O Alma-Grande», que recentemente os herdeiros de Torga inviabilizaram de ser republicado na antologia O Festim da Aranha – Histórias em Estado de Crueldade... (Assírio & Alvim, Lisboa, 2008) da autoria do conhecido tradutor Aníbal Fernandes, que, a propósito do habitual minimalismo gráfico nas primeiras edições do escritor, nos diz: «[...] Um dos conceitos férreos de Torga teve a ver com exigências fulcrais que lhe prolongavam a justa medida das palavras até ao seu invólucro físico: capas de elegância ultrapurista. O seu êxito foi todo feito dentro de uma austeridade branca, só com o título, o nome do autor e a palavra Coimbra no habitual lugar do editor, anunciados numa recusa a todos os maneirismos e a todas as soluções gráficas do grande consumo. [...]» Nesta perspectiva, a capa desta segunda edição, assinada por Victor Palla, constitui inconfundível e saudável excepção.
Num outro plano, Torga é também aí apontado pelo seu anti-semitismo primário, à leitura atenta dessa história de «olho por olho», de «vendetta pura e simples entre judeus»:
«[...] Torga tinha escrito Contos da Montanha em 1941, que deixou de circular em Portugal porque a polícia política o retirou do mercado. Como resposta, deu a outro livro o título Novos Contos da Montanha, onde o “novos” mantinha viva a memória do anterior. As pessoas compravam-no e faziam a pergunta: “novos” porquê? E não ficava assim esquecido aquele acto de censura. Este Novos... é de 1944 e tinha a abri-lo «O Alma-Grande». Quem viveu nessa época pode compreender melhor a coragem de alguém completamente surdo ao horror dos noticiários radiofónicos, que em pleno Holocausto efectuado pelos nazis, e num Portugal invadido por judeus em desespero e em fuga para a América, tantos deles ajudados (sabe-se agora) pelo humanista Aristides de Sousa Mendes, publicava uma história com tão negra e desumana visão de uma comunidade daquela raça; de alguns judeus, de facto, que no país cristão Portugal se regiam da pior maneira pelo Pentateuco, avessos ao Cristo filósofo e reformador das durezas do Velho Testamento. [...]»

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Orfeu Rebelde


MIGUEL TORGA

Coimbra, 1958
ed. Autor
1.ª edição
19,6 cm x 13,9 cm
88 págs.
exemplar estimado mas com a capa oxidada; miolo limpo, por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da sua poesia diz-nos Cabral do Nascimento (ver Líricas Portuguesas, 2.ª série, Portugália Editora, Lisboa, s.d. [circa 1945]):
«[...] Expressão forte, directa, violenta por vezes. Preocupação do problema religioso, para cuja solução, no entanto, o poeta não abranda o ímpeto da revolta – instintiva e permanente. Isto não invalida a circunstância de a sua poesia poder ser, nalguns casos, amável e sensível como a de qualquer poeta português.»

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