segunda-feira, dezembro 30, 2013

Adolescente Agrilhoado


JOSÉ MARMELO E SILVA
capa de Victor Palla

Lisboa, 1958
Editora Arcádia Limitada
nova versão [de Adolescente, 1948]
17,6 cm x 10,8 cm
128 págs.
é o n.º 5 dos livros de bolso Colecção Autores Portugueses
exemplar em bom estado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fala-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998) do «choque provocado por Adolescente Agrilhoado (denúncia vigorosa da crueldade disciplinar nos seminários), [...] testemunhos exemplares da repressão sexual exercida pelas estruturas de poder – familiar, eclesiástico – sobre os adolescentes dos anos 30-40. Um estilo brilhante acabaria por justificar o apreço geral pela sua obra [...].»

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Sedução


JOSÉ MARMELO E SILVA
capa de Luís Filipe de Abreu

Lisboa, 1960
Editorial Estúdios Cor, Lda.
3.ª edição («edição definitiva»)
19,5 cm x 14,2 cm
184 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, algumas folhas dos dois primeiros cadernos foram mal abertas apresentando faltas de papel periférico mas sem afectar o texto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Sonho e a Aventura


JOSÉ MARMELO E SILVA

Coimbra, 1943
ed. Autor [Atlântida]
1.ª edição
19,3 cm x 13,3 cm
112 págs.
subtítulo: Narrativas, vol. I (nunca foi editado qualquer outro volume sob o vertente título)
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja e gasta; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra que inclui o notável texto «Depoimento», acerca do qual afirmam António José Saraiva / Óscar Lopes: «grande e tensa sobriedade, sem prejuízo de certa força poética» (História da Literatura Portuguesa, Porto Editora, 15.ª ed., Porto, 1989).

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sexta-feira, dezembro 27, 2013

Gente Rustica


BRITO CAMACHO

Lisboa, 1921
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
236 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinaturas de posse na capa e na pág. 5
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entre as tendências do realismo social, a que geracionalmente pertenceram Raul Brandão, Aquilino e Ferreira de Castro, situa-se o naturalismo mordaz de Manuel Brito Camacho, predominantemente rural alentejano. O vertente livro será dos mais saborosos de leitura, que nos legou.

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Terra de Nod


JUDITH NAVARRO
capa de António Domingues

Lisboa, 1961
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,5 cm x 14,5 cm
318 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Azinhaga dos Besouros


JUDITH NAVARRO

Lisboa, s.d. [1948]
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
244 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Esta É a Minha História


JUDITH NAVARRO

Lisboa, s.d.
Livraria Editora Guimarães & C.ª
2.ª edição
191 mm x 122 mm
264 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] A sua obra, não muito extensa e publicada com grande irregularidade, integra-se na corrente existencialista, e é-lhe atribuído o mérito de datar o início de um surto de romance feminino pioneiro nas nossas Letras. É uma ficção que se move em torno do desejo de emancipação económica e sentimental, sem descurar a vertente social, conquanto esta última seja apenas um afluente das verdadeiras prioridades temáticas naquela expressas. [...]» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998)

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quinta-feira, dezembro 26, 2013

O Mistério das Pernas Trocadas


HARRY STEPHEN KEELER
HAZEL GOODWIN [KEELER]
trad. Berta Mendes

Lisboa, s.d.
Editorial Seculo
s.i.
19 cm x 12,5 cm
216 págs.
exemplar estimado, contracapa e lombada com vagos sinais de lepisma; miolo limpo, parcialmente por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance de dedução e mistério, com um interessante motivo escheriano, em que o autor se torna personagem de um outro romance (Gatos Que Conheci) dentro do romance, provavelmente aproveitando a repartição das tarefas literárias pelos dois escritores titulares, Harry e a sua companheira Hazel. Autores, ambos, prolíficos e basto reconhecidos nos meios da ficção pulp, apesar de colaborarem na vertente obra, assinaram obras em separado. Uma última curiosidade: a tradutora, Berta Mendes, também algumas vezes traduziu livros em colaboração com Manuel Mendes, o marido, como por exemplo O Príncipe de Maquiavel.

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sábado, dezembro 21, 2013

Cobra [catálogo]


[PIERRE] ALECHINSKY
[KAREL] APPEL
[ASGER] JORN
texto de Edouard Jaguer
trad. e nota prévia de Mário Cesariny

Lisboa, 1973
Galeria S. Mamede
1.ª edição [única]
25 cm x 20,2 cm
44 págs. (não numeradas) + 16 págs. (caderno com o texto em francês)
profusamente ilustrado a preto e a cor
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O movimento de artistas plásticos radicais, maioritariamente surrealistas, que se autodenominou Cobra – nome inspirado na fusão das cidades de onde eram oriundos: Copenhaga, Bruxelas, Amsterdão –, esteve no cerne do que veio a ser o grupo de acção directa mais importante na Europa após a Segunda Guerra Mundial.

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quarta-feira, dezembro 11, 2013

Portugal Perante a Guerra


JOÃO CHAGAS

Porto, 1915
ed. Autor (Typographia a Vapor da Empreza Guedes)
1.ª edição
21,5 cm x 14 cm
32 págs.
subtítulo: Subsidios para uma pagina da Historia Nacional
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto do ex-ministro plenipotenciário em França, João Chagas:
«[...] Já em outubro de 1914 eu fazia saber ao então ministro dos Negocios Estrangeiros, sr. Freire d’Andrade, que me contrariava profundamente ser um dos interpretes officiaes no estrangeiro, da politica de relações externas que eu via estar-se fazendo em Portugal, no caso da guerra europeia, e lhe formulava por esse motivo o meu pedido de demissão [refere-se Chagas à política indecisa e ambígua de Portugal no que diz à participação no conflito bélico, sendo ele próprio inequívoco defensor do envio de soldados portugueses]. O sr. Freire d’Andrade não o acceitou [...]. O governo de que o sr. Freire d’Andrade fazia parte declarou-se entretanto demissionario e o que se lhe seguiu, o do sr. Azevedo Coutinho, ia talvez definir uma politica mais clara do que aquella que tinha sido feita até então, quando sobreveio o sr. Pimenta de Castro. Este facto poz termo ao conflicto que se levantara entre os meus deveres de cidadão e as minhas funcções officiaes, precipitando a minha resolução de as resignar, na impossibilidade em que me encontrava de justificar uma dictadura de reaccionarios perante mim mesmo e perante o Governo de cidadãos livres junto do qual tive a honra de representar o meu paiz. [...]» Só em Março de 1916 Portugal iniciará, formalmente, a sua participação na Primeira Guerra Mundial.

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Bom-Humor


JOÃO CHAGAS

Lisboa, 1905
Ferreira & Oliveira, Limitada, Editores
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
8 págs. + 312 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com manchas na capa; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pendor diarístico, de grande importância para a compreensão das palpitações sociais e intelectuais de toda uma época decisiva para a República que se avizinha.

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Posta-restante



JOÃO CHAGAS

Lisboa, 1906
Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
276 págs.
subtítulo: Cartas a toda a gente
exemplar muito manuseado mas aceitável; miolo limpo, com as págs. 23 a 26 muito oxidadas e pequeno golpes ocasionais sem nunca afectar o texto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro diversificado nos assuntos, pode ser tido como uma reunião de crónicas dispersas, que o autor redigiu num estilo de cartas aos leitores. A pertinência destas advirá mais do vínculo revolucionário de Chagas aos ideais republicanos, não só como teórico mas também como activista contra a ditadura de João Franco. Consequentemente, virá a assumir o cargo de primeiro-ministro do primeiro governo da República.

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Sylva de Conceitos


JOÃO CHAGAS

Lisboa, 1937
Parceria A. M. Pereira
1.ª edição
16 cm x 12 cm
68 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Singelo livro de aforismos acerca de tudo e acerca de nada.

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Liquidações Politicas – Vermelhos e Azues



AUGUSTO FUSCHINI

Lisboa, 1896
Companhia Typographica
1.ª edição
24 cm x 16,3 cm
XVI págs. + 352 págs. + 84 págs.
subtítulo: Fragmentos de Memorias
exemplar manuseado mas aceitável, restauro e falhas de papel na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Luís Augusto Leitão [tenente do Estado Maior de Engenharia]
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos a dado passo Fuschini:
«[...] Considerando os problemas economicos como bases das modernas sociedades, pertenço á eschola socialista, que, em beneficio do maior numero, ao menos, pretende resolvel-os pela evolução serena e scientifica.
Assim, é meu dever explicar as circumstancias da politica nacional, que poderam, no curto ministerio de 1893, approximar-me de homens, cujas doutrinas se haviam manifestado, e se patenteiam ainda hoje, radicalmente oppostas ás minhas opiniões.
Depois, contra a minha pessoa moral commetteu-se, com aleivosia e premeditação, uma tentativa de assassinio politico, tanto mais aggravante, quanto pretende encerrar bruscamente dezenas d’annos de trabalhos parlamentares, em que sacrifiquei o tempo e, talvez, os interesses sagrados dos que me são caros, em serviços desinteressados ao meu paiz. [...]»
No que se refere aos «vermelhos», Fuschini dá-nos notícia da reorganização do Partido Republicano em torno de José Falcão, que será autor do respectivo manifesto de 1892. Ele, por seu turno, apesar do confesso “socialismo” utópico, está com os monárquicos do Partido Regenerador num momento em que João Franco e Hintze Ribeiro tentavam encobrir a bancarrota.

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A Architectura Religiosa na Edade-Média



AUGUSTO FUSCHINI

Lisboa, 1904
Imprensa Nacional
1.ª edição
25,1 cm x 16,4 cm
XXII págs. + 292 págs. + 25 folhas em extra-texto + 1 dupla folha em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo, por abrir
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante ensaio para a História da Arte em geral e, em particular, para o conhecimento da recepção dos diversos estilos ocidentais, sobretudo aquitectónicos, em Portugal. Engenheiro civil responsável pela reconstrução da Sé de Lisboa e vogal no Conselho dos Monumentos Nacionais, quando chamado por Hintze Ribeiro ao exercício governamental, a sua rápida passagem por essas lides acabou devidamente documentada num livro de memórias, publicado em 1896, Liquidações Políticas – Vermelhos e Azuis.

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terça-feira, dezembro 10, 2013

Corpo e Alma [junto com] O Meu Presépio de Barro



CARDOSO MARTHA
carta-prefácio de Eugénio de Castro

Figueira da Foz, 1957
ed. José de Lemos [Tip. Figueirense]
1.ª edição [única]
[17,4 cm x 14,5 cm] + [13,9 cm x 10,6 cm (encarte)]
116 págs. + 4 págs.
subtítulo: Sonetos
tiragem declarada de 1.002 exemplares
composto manualmente
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela extensa dedicatória manuscrita do Autor
incluído encarte de circulação muito restrita, mera lembrança natalícia
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cardoso Martha terá ficado conhecido nomeadamente pela publicação do periódico de crónica social e curiosidades Feira da Ladra, de que foi director. Camilianista, queirosiano, mas também autor do ensaio Desenhadores Portugueses de Ex-Libris e, em colaboração com Augusto Pinto, reúne em livro O Folclore da Figueira da Foz.

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quarta-feira, dezembro 04, 2013

Architectura Christã


GOMES DOS SANTOS

Póvoa de Varzim, s.d. [1908]
Livraria Povoense – Editora de José Pereira de Castro
1.ª edição
19 cm x 12,1 cm
100 págs.
exemplar estimado, contracapa e últimas três folhas vagamente manchadas de antiga humidade; miolo limpo, parcialmente por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Confessa o próprio autor, em nota de abertura, que se trata, esta sua obrinha, apenas de um resumo do extenso volume Historia de la Arquitectura Cristiana do arquitecto madrileno e historiador de arte Vicente Lampérez y Romea.

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A Arquitectura Religiosa Pré-Islâmica


ARLINDO RIBEIRO DA CUNHA, padre

Braga, 1957
Escola Tip. da Oficina de S. José
1.ª edição
23,4 cm x 15,8 cm
16 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Sé de Lisboa

 


MANUEL RIBEIRO
fotog. Marques Abreu


Porto, 1931
Editor: Marques Abreu
1.ª edição
bilingue português / francês
154 mm x 110 mm
34 págs. + 1 desdobrável em extra-texto + 40 págs. em extra-texto (reprod. fotog.)
profusamente ilustrado
é o n.º 13 da colecção A Arte em Portugal
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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pcd.frenesi@gmail.com
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Mosteiro da Batalha


PEDRO VITORINO
fotog. Marques Abreu e Augusto Soucasaux

Porto, 1930
Edição Marques Abreu
s.i. [1.ª edição]
bilingue português / francês
15,5 cm x 10,8 cm
38 págs. + 1 desdobrável em extra-texto + 52 págs. em extra-texto
é o n.º 12 da colecção A Arte em Portugal
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinaturas de posse no bordo superior da capa e no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vila Viçosa


LUÍS CARDIM
fotog. Marques Abreu

Porto, 1957
Edição Marques Abreu
s.i. [2.ª edição ?]
bilingue português / francês
15,5 cm x 11 cm
42 págs. + 40 págs. em extra-texto
é o n.º 17 da colecção A Arte em Portugal
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tradições de Séculos numa Realização Actual



A. [ANTÓNIO] LUIZ GOMES
prefácio de D. Manuel de Bragança

Lisboa, 1954
Fundação da Casa de Bragança
1.ª edição
22,6 cm x 17,4 cm
52 págs. + 8 págs. em extra-texto
subtítulo: Conferência proferida no Salão Nobre do Ateneu Comercial do Porto em 26 de Novembro de 1953
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao então secretário de Estado das Obras Públicas, o eng. Saraiva e Sousa
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Exposição histórica objectiva do que é e quais os objectivos da Fundação da Casa de Bragança e do seu museu-biblioteca no Paço Ducal de Vila Viçosa.

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sexta-feira, novembro 15, 2013

Fumos de Ópio


CLAUDE FARRÈRE
trad. e pref. de Teixeira Leite

capa de João Carlos [Celestino Gomes]

Lisboa, 1949
Editorial Enciclopédia, Lda.
[1.ª edição]
19 cm x 12,5 cm
216 págs.
exemplar em muito bom estado
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Pseudónimo de Frédéric-Charles Bargone. Trata-se do segundo livro do autor, que, por um outro título seu, veio a receber o Prémio Goncourt no ano seguinte (1905).
Uma passagem:
«[...] O pesadelo. Ninguém, a não ser o fumador de ópio, sabe o que é o pesadelo.
Sei de pessoas que dizem: Esta noite tive um sonho terrível: as paredes aproximavam-se uma da outra e esmagavam-me. Ou, então: caía num precipício. Ou, ainda: via minha mulher e meus filhos torturados, sem que eu os pudesse socorrer. – E essas pessoas põem as mãos diante dos olhos, e exclamam horrorizadas: Que pesadelo!
No meu pesadelo, não há precipício, nem paredes, nem mulher, nem filhos. Não há nada. Há o vácuo, o nada e a escuridão. Há a assustadora realidade da morte – tão próxima, tão próxima, que o condenado que espera a guilhotina, não vê a eternidade tão próxima como eu. [...]»

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segunda-feira, novembro 11, 2013

Chão de Oferta


RUY [DUARTE] DE CARVALHO
capa de Víctor Silva

Luanda, 1972
Culturang – Centro Cultural de Angola, Limitada
1.ª edição
19,5 cm x 18 cm
2 págs. + 80 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta rubrica de posse no frontispício
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos grandes poetas angolanos contemporâneo. Já aqui, na sua estreia em livro, se mostrava o que aí vinha. Por exemplo: «Olha-me este país [a] esboroar-se / em chagas de salitre / e os muros, negros, dos fortes / roídos pelo vegetar / da urina e do suor / da carne virgem mandada / cavar glórias e grandeza / do outro lado do mar. // Olha-me a história de um país perdido: / marés vazantes de gente amordaçada, / a ingénua tolerância aproveitada / em carne. [...]» Mas o que aí vinha, verdadeiramente, era o soberbo Exercícos de Crueldade, publicado pela casa editora & etc em 1978...

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sexta-feira, novembro 08, 2013

Memórias Para o Ano 2000


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, 2000
Livros Horizonte, Lda.
1.ª edição
24 cm x 17,1 cm
388 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Da nota do Autor na contracapa, demarcando-se da muita banalidade que vê à sua volta:
«[...] Trata-se de cinquenta ou mesmo setenta anos de memórias pouco usuais. Pois não é verdade que os Portugueses não têm memórias, têm saudades? A um desenho firme que os separe das coisas, preferem eles uma pintura vaga que a elas os colem... [...]»

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Natureza Morta


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
capa de Victor Palla

Lisboa, 1961
Editora Arcádia Limitada
2.ª edição
18,1 cm x 10,4 cm
222 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
é o n.º 2.054 da tiragem comprovada pela Sociedade Portuguesa de Escritores
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Primeiro romance do então conhecido ensaísta, datado de 1949, obra conforme ao neo-realismo vigente, de antes do surrealismo ter tomado meia geração à sua conta. Dois anos volvidos, e já França dominará o meio intelectual lisboeta com as suas edições Córnio (Uni-, Bi-, Tri-, Tetra- e Penta-) de teor mais vanguardista, já França redigirá o seu Balanço das Actividades Surrealistas e o mais que se lhe seguiu...

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Despedida Breve


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, 1958
Publicações Europa-América
1.ª edição
16,2 cm x 11 cm
240 págs.
subtítulo: E Outros Contos
é o n.º 18 da colecção Os Livros das Três Abelhas
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior direito do ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Escreveu Urbano Tavares Rodrigues em 2010, em recensão para a Fundação Calouste Gulbenkian:
«Alguns destes contos [...] são verdadeiras obras-primas. É, por exemplo, o caso de Despedida Breve que tão bem descreve a atmosfera provinciana da casa de duas irmãs solitárias, uma muito doente e a outra apaixonada pelo médico que a vai ver, de quem se tornou amante e que vai casar com uma herdeira rica.
Belíssimos são os três contos enigmáticos e poéticos de atmosfera colonial africana, que alternam um realismo inicial chocarreiro e muito costumbrista com cenas grandiosas e mágicas. [...]»

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quarta-feira, novembro 06, 2013

Cães da Mesma Ninhada


ASCÊNCIO DE FREITAS
capa de Jorge Garizo do Carmo

Beira (Moçambique), 1960
Notícias da Beira
1.ª edição
18,8 cm x 13,8 cm
192 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinaturas de posse no frontispício e nas págs. 15, 67, 85, 99 e 145
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de estreia de Ascêncio Gomes de Freitas, escritor e jornalista nascido na Gafanha da Nazaré, mas radicado em Moçambique desde 1948, onde viveu até 1978. Irá destacar-se a sua escrita, cujo reconhecimento está expresso na merecida atribuição de prémios literários como o do PEN Club...

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Taúlo


CONDE CHIOCO
pref. Ovídio Cordeiro
capa e ilust. José Pádua

Beira (Moçambique), s.d. [circa 1973]
M. Salema & Carvalho, Lda.
1.ª edição
21,5 cm x 16,3 cm
136 págs.
subtítulo: Crónica da Vida no Mato
ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Relatam-se aqui acontecimentos datados de 1939 a 1941, ocorridos em Tete, época ainda distante da desgraça que trouxeram as lutas anticoloniais e a vontade do branco em construir a mega-barragem de Cabora Bassa. «É um relato simples e despretencioso dos problemas[,] das dificuldades e dos riscos que os funcionários administrativos tinham de enfrentar naquela época, da dedicação dos cipais e, de uma maneira geral, das populações nativas para com aqueles mesmos funcionários que eram tidos como chefes, conselheiros e amigos.» (Nota na badana)

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quinta-feira, outubro 31, 2013

Novos Contos da Montanha



MIGUEL TORGA
capa de Victor Palla

Coimbra, 1945
Coimbra Editora
2.ª edição
19,3 cm x 13,9 cm
2 págs. + 206 págs.
exemplar n.º 919 de uma tiragem não declarada, autenticado com o carimbo do Autor
exemplar muito estimado; miolo limpo
importa sublinhar que a vertente edição acrescenta à anterior, não somente uma capa distinta, mas ainda um incontornável texto dedicado ao «Querido Leitor»
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui o conto «O Alma-Grande», que recentemente os herdeiros de Torga inviabilizaram de ser republicado na antologia O Festim da Aranha – Histórias em Estado de Crueldade... (Assírio & Alvim, Lisboa, 2008) da autoria do conhecido tradutor Aníbal Fernandes, que, a propósito do habitual minimalismo gráfico nas primeiras edições do escritor, nos diz: «[...] Um dos conceitos férreos de Torga teve a ver com exigências fulcrais que lhe prolongavam a justa medida das palavras até ao seu invólucro físico: capas de elegância ultrapurista. O seu êxito foi todo feito dentro de uma austeridade branca, só com o título, o nome do autor e a palavra Coimbra no habitual lugar do editor, anunciados numa recusa a todos os maneirismos e a todas as soluções gráficas do grande consumo. [...]» Nesta perspectiva, a capa desta segunda edição, assinada por Victor Palla, constitui inconfundível e saudável excepção.
Num outro plano, Torga é também aí apontado pelo seu anti-semitismo primário, à leitura atenta dessa história de «olho por olho», de «vendetta pura e simples entre judeus»:
«[...] Torga tinha escrito Contos da Montanha em 1941, que deixou de circular em Portugal porque a polícia política o retirou do mercado. Como resposta, deu a outro livro o título Novos Contos da Montanha, onde o “novos” mantinha viva a memória do anterior. As pessoas compravam-no e faziam a pergunta: “novos” porquê? E não ficava assim esquecido aquele acto de censura. Este Novos... é de 1944 e tinha a abri-lo «O Alma-Grande». Quem viveu nessa época pode compreender melhor a coragem de alguém completamente surdo ao horror dos noticiários radiofónicos, que em pleno Holocausto efectuado pelos nazis, e num Portugal invadido por judeus em desespero e em fuga para a América, tantos deles ajudados (sabe-se agora) pelo humanista Aristides de Sousa Mendes, publicava uma história com tão negra e desumana visão de uma comunidade daquela raça; de alguns judeus, de facto, que no país cristão Portugal se regiam da pior maneira pelo Pentateuco, avessos ao Cristo filósofo e reformador das durezas do Velho Testamento. [...]»

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Orfeu Rebelde


MIGUEL TORGA

Coimbra, 1958
ed. Autor
1.ª edição
19,6 cm x 13,9 cm
88 págs.
exemplar estimado mas com a capa oxidada; miolo limpo, por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da sua poesia diz-nos Cabral do Nascimento (ver Líricas Portuguesas, 2.ª série, Portugália Editora, Lisboa, s.d. [circa 1945]):
«[...] Expressão forte, directa, violenta por vezes. Preocupação do problema religioso, para cuja solução, no entanto, o poeta não abranda o ímpeto da revolta – instintiva e permanente. Isto não invalida a circunstância de a sua poesia poder ser, nalguns casos, amável e sensível como a de qualquer poeta português.»

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Pensão Central


MIGUEL TORGA
capa de Paulo-Guilherme

Lisboa, s.d. [circa 1955]
Fomento de Publicações, L.da
1.ª edição (neste formato)
16,5 cm x 11,5 cm
48 págs.
é o n.º 3 da Colecção “Novela”
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui contos colhidos nas obras Rua e Pedras Lavradas.

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telemóvel: 919 746 089

domingo, outubro 27, 2013

Noções Geraes Sobre a Construção de Minas Militares e Sapas



ANTONIO GONÇALVES DOS SANTOS

Lisboa, 1913
Papelaria Fernandes & C.ª
[1.ª edição]
16,3 cm x 10,6 cm
92 págs. + 2 págs. (erratas)
subtítulo: Para os concursos aos postos de primeiros e segundos sargentos de sapadores-mineiros
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
discreta rubrica no canto superior direito da capa
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Quartel do Regimento de Lippe



ALFREDO FERREIRA DO NASCIMENTO

Lisboa, 1955
Câmara Municipal de Lisboa (separata da «Revista Municipal»)
[1.ª edição]
28,9 cm x 22,4 cm
12 págs. + 4 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sem prova documental, contradiz o autor informações vagas de que o quartel sito à Calçada da Ajuda, onde está instalado o Regimento de Infantaria n.º 1, teria sido mandado edificar, em 1763, pelo conde de Lippe.

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sábado, outubro 05, 2013

Nós Portugueses Somos Castos


PEDRO HOMEM DE MELLO
na capa vinheta de Almada Negreiros

Lisboa, 1967
Edições Ática
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
96 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que reflecte um grande desalento por parte do escritor. Uma passagem do poema «Jardim Pesado»:
«Jardim pesado a abarrotar dinheiro.
Amor? Não há. Apenas ordenado...
Nada é claro, ali dentro, e verdadeiro
Sincero, imaculado. [...]»

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domingo, setembro 29, 2013

Vida de Campo


M. [MATIAS] FERREIRA DE MIRA

Lisboa, 1939
Emprêsa Nacional de Publicidade
1.ª edição
19 cm x 13,2 cm
218 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Matias Boleto Ferreira de Mira (1875-1953), o médico “fundador” do Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral foi também jornalista republicano activo. A sua colaboração literária estende-se pelos jornais A Luta, de Brito Camacho, e Diário de Notícias, e pela revista Seara Nova. Chamaram as atenções os seus textos didácticos de vulgarização, de que o vertente livro constitui exemplo.

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sábado, setembro 28, 2013

Le Prince, suivi du Traité des Conspirations et du Régicide



NICOLAS MACCHIAVELLI
trad. Charles Guiraudet
pref. R. Christian
ilust. Louis-William Graux e Achille Devéria

Paris, 1935
A l’Enseigne du Pot Cassé
[1.ª edição (da vertente tradução francesa)]
texto em francês
19,4 cm x 12,8 cm
200 págs.
ilustrado
luxuosamente impresso sobre papel avergoado de Bornéo
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 1.719 de uma tiragem limitada de 2.500 ex. + CXXV ex. + 25 ex. (A a Z)
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esta edição de O Príncipe, para além do notável cuidado tipográfico, foi complementada com o menos conhecido Tratado das Conspirações e do Regicídio.

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terça-feira, setembro 24, 2013

A Construção do Corpo


ANTÓNIO RAMOS ROSA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1969
Portugália Editora
1.ª edição
20,3 cm x 14,2 cm
108 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

«A Construção do Corpo representa o ponto de saturação de um estilo que dificilmente suportaria o prosseguimento da repetição das mesmas imagens e da sua organização segundo uma estrita linearidade. [...]
Sem renegar o fundamento da sua poética, [...] Ramos Rosa introduz elementos dinamizadores do discurso [...]. E, assim, a poesia de António Ramos Rosa, [...] sem deixar de ser uma poesia de austeridade e de silêncio, soube reacender o poder de surpresa e reforçar o peso significativo das palavras. [...]» (Gastão Cruz, A Poesia Portuguesa Hoje, Plátano Editora, Lisboa, 1973)

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Animal Olhar


ANTÓNIO RAMOS ROSA
capa de Raul da Vaza

Lisboa, 1975
Plátano Editora, S. A. R. L.
1.ª edição (livros reunidos)
20,6 cm x 14,7 cm
4 págs. + 208 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

São aqui reunidos e revistos pelo poeta os seus anteriores livros Ocupação do Espaço, Terrear e Estou Vivo e Escrevo Sol.

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Respirar a Sombra Viva


ANTÓNIO RAMOS ROSA
capa de Raul da Vaza

Lisboa, 1975
Plátano Editora, S. A. R. L.
1.ª edição (livros reunidos)
20,5 cm x 14,7 cm
240 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

São aqui reunidos e revistos pelo poeta os seus anteriores livros A Construção do Corpo, Nos Seus Olhos de Silêncio e A Pedra Nua.

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Entre o Pavor e a Esperança


LOYS MASSON
trad. do poeta António Ramos Rosa

Lisboa, 1959
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,3 cm x 14 cm
2 págs. + 280 págs.
capa de Carlos Rafael
exemplar muito estimado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O cenário é o da II Guerra Mundial, já nem monarquias havia por força do esmagamento levado a cabo pelo Eixo militarista da Europa central, com a conivência, senão com o declarado apoio, precisamente de prosélitos de reis e cavaleiros – dos autênticos e dos da indústria. Mas os aliados também não foram melhor, e este romance de Masson disso nos fala, situando um grupo de prisioneiros numa ilha do Pacífico onde irão sofrer, a título experimental, os efeitos das poeiras radioactivas libertadas nos testes da bomba atómica.

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sexta-feira, setembro 20, 2013

Floradas na Serra

DINAH SILVEIRA DE QUEIROZ
capa de [Marcelino] Vespeira

Lisboa, 1958
Editora Ulisseia Limitada
[1.ª edição (em Portugal)]
20,2 cm x 13,6 cm
240 págs.
capa impressa a uma cor (preto) e relevo seco, revestida com sobrecapa
apresenta manchas periféricas nas dobras de ambas as badanas, mas no geral o miolo está limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o romance de estreia da Autora, que foi casada em segundas núpcias com o escritor diplomata Dário de Castro Alves. Publicado por cá quando sucessivas edições brasileiras e uma transposição cinematográfica já lhe haviam cimentado uma reputação cultural.

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A Moura Saluquia


VICTOR MENDES

Lisboa, s.d.
Livraria Editora J. Rodrigues & C.ª
3.ª edição
20,3 cm x 13,6 cm
16 págs.
subtítulo: Lenda Arabe
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do autor
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lenda que inspira o nome da vila alentejana de Moura.

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quinta-feira, setembro 19, 2013

Um Homem na Rua


LEONEL COSME
capa de Fernando Marques

Lisboa, 1958 [aliás, 1959]
Orion
1.ª edição
18 cm x 11,8 cm
168 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Foi o principal fundador e animador das publicações Imbondeiro (Sá da Bandeira – Angola), actividade que partilhou com Garibaldino de Andrade. Este é o seu primeiro livro, escritor que, embora nascido em Guimarães, por haver vivido três décadas em Angola, daí colhe o testemunho da formação da revolta contra o racismo do colonizador. Para além da sua influência junto dos intelectuais da escrita, também o cineclubismo e a rádio tiveram nele um cultor.

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A Dúvida


LEONEL COSME
capa de Fernando Marques

Sá da Bandeira (Angola), 1961
Imbondeiro
1.ª edição
16,8 cm x 12,4 cm
104 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca deste livro escreveu, à época, Vitor Silva Tavares, no jornal O Intransigente [fonte: contracapa do n.º 29 da mesma Colecção Imbondeiro]:
«[...] Tem-se observado no escritor um alargamento da sua visão criadora que prenuncia o romancista já não muito distante. “A Dúvida” é prova cabal do enriquecimento e amadurecimento de Leonel Cosme, perdidas as hesitações iniciais e já confiante o seu fluxo narrativo. [...]»

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Graciano



LEONEL COSME
capa e desenhos de Fernando Marques

Sá da Bandeira (Angola), s.d. [1960]
Publicações Imbondeiro
2.ª edição
16,8 cm x 12,1 cm
32 págs.
é o n.º 2 da prestigiada Colecção Imbondeiro (sendo o n.º 1 de Garibaldino de Andrade, o co-fundador da editora)
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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