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domingo, julho 12, 2026

Hair [junto com] Vocal Album Hair [partitura]



GEROME RAGNI
JAMES RADO
Galt MacDermot (composição musical)

Nova Iorque | Londres, 1970 e 1968
Pocket Books (Simon & Schuster, Inc.) | United Artists Music Ltd.
6.ª edição | [1.ª edição ?]
texto em inglês
[177 mm x 105 mm (a)] + [280 mm x 215 mm (b)]
[XIV págs. + 2 págs. + 208 págs. + 16 págs. em extra-texto] + 36 págs.
subtítulo: The American Tribal Love-Rock Musical
(a) ilustrado, corte das folhas carminado
(b) acabamento com dois pontos em arame
exemplares estimados, capa envelhecida (a) e como novo (b); miolo limpo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Começou por ser, em 1967, uma dramaturgia musical quase de teatro de bairro nova-iorquino, uma espécie de nova West Side Story experimental, mas surgida no advento do pacífico movimento hippie e inspirada pela visionária «aldeia global» teorizada por Marshall McLuhan, onde imperaria o amor livre e a experimentação psicadélica proposta pelo guru Timothy Leary. Menos de um ano depois, re-estreia-se na Broadway, descoberta por empresários à míngua de novidades que satisfizessem o habitual público conservador, também este sequioso de chafurdar na maluqueira de uns guedelhudos despidos em cima dum palco. Aquilo que começara por ser uma emanação directa da palpitação de uma época e do espírito das ruas da grande cidade, acabou, assim, recuperado como negócio artístico, dando origem, não só ao vertente livro-guião da peça, mas a uma profusão de merchandising: discos, filmes, digressão pela América, etc., e o próprio licenciamento (autêntico franchising) do evento musical exportado para a Austrália (Sidney) e Europa, com destaque para Londres, Munique e Belgrado.
Permanecem, todavia, alguns momentos musicais ainda hoje imaculáveis e de grande limpidez de raciocínio, como o pungente hino The Flesh Failures (Let the Sunshine In):

«We starve-look at one another short of breath
Walking proudly in our winter coats
Wearing smells from laboratories
Facing a dying nation of moving paper fantasy
Listening for the new told lies
With supreme visions of lonely tunes

Somewhere inside something there is a rush of greatness
Who knows what stands in front of our lives

I fashion my future on films in space
Silence tells me secretly… everything […]»

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telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

domingo, maio 24, 2026

Para uma Contracultura


THEODORE ROSZAK
trad. Jorge Rosa
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1971
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
209 mm x 136 mm
352 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
carimbo de oferta do editor no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para aqueles que se preocuparam, nos anos 60 do século XX, com mudar de vida e transformar o mundo foi este um dos ensaios de referência na reflexão e síntese das inquietações político-revolucionárias então em jogo. Theodore Roszak (1933-2011), tendo-se notabilizado pelo vertente livro, em rigor nunca deixou de expandir e aprofundar a história recente da América.

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segunda-feira, setembro 22, 2025

A Arte de Viver para a Geração Nova


RAOUL VANEIGEM
trad. José Carlos Marques

capa de João B. [Botelho]

Porto, 1975
Afrontamento
1.ª edição
210 mm x 125 mm
308 págs.
é o n.º 3 da colecção O Saco de Lacraus
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos mais notáveis livros na origem dos acontecimentos pré-revolucionários centro-europeus em Maio de 1968. Co-fundador da Internacional Situacionista e companheiro próximo de Guy Debord e de Asger Jorn, o seu posterior afastamento só foi alargar o âmbito e a geografia de uma acção directa sobre a esfera do capitalismo. Esta arte de viver é, por excelência, o Hino da Eterna Juventude da Idade Contemporânea, num mundo minado pela ordem dos idosos.

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Do It


JERRY RUBIN
pref. Eldridge Cleaver
[trad. anónima]
grafismo de Quentin Fiore

Paris, 1971
Éditions du Seuil
1.ª edição
texto em francês
206 mm x 140 mm
272 págs.
subtítulo: Scénarios de la Révolution
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no rodapé do frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nota editorial na contracapa:
«Dans une vie antérieure, Jerry Rubin [1938-1994] était un jeune Américain sage aux cheveux courts. Il fit 20000 kilomètres pour rencontrer le Che à Cuba, qui lui dit quelle chance était la sienne de vivre et pouvoir se battre au cœur de “la Bête”: les U.S.A. A travers les luttes de ces dernières années, sur les campus, contre le Pentagone, à Chicago en 1968, Rubin est à l’origine de cette synthèse entre le courant hippie et le gauchisme des jeunes révolutionnaires blancs américains: le mouvement “yippie” dont ces pages sont à la fois le Manifeste, l’épopée, le manuel et la bande dessinée.
Préfacé par le leader des Panthéres noires Eldridge Cleaver [1935-1998], mis en page par Quentin Fiore (le “designer” de McLuhan) [...].»
É de assinalar que Rubin, após o apodrecimento da sua juventude, e como accionista numa conhecida marca de computadores, veio a tornar-se um modelo de virtude capitalista e homem de negócios multimilionário.

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Hippies – Quem os Conhece?

 

EDGAR MORIN
MICHEL LANCELOT
BERNARD DUROU
SARA DAVIDSON
JULES MASSERMAN
ANDRI RIMALHO
et alii
trad. António José Massano, António Pescada, Guilherme Valente, Luísa Lemos, e Manuel Dias Duarte
capa e grafismo de Fernando Felgueiras


Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
180 mm x 111 mm
216 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, agosto 24, 2025

Maio e a Crise da Civilização Burguesa

 

ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA

s.l., 1970
Publicações Europa-América
2.ª edição
185 cm x 133 cm
208 págs.
exemplar estimado, capa gasta; miolo irrepreensível
autenticado com o carimbo da assinatura do autor
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na altura a viver em Paris, onde leccionava, António José Saraiva (1917-1993) foi um testemunho vivo da Primavera Estudantil, em 1968. Para além de uma reflexão de fundo que o escritor faz acerca da classe social a que, inequivocamente, pertence e dos becos sem saída onde o capitalismo consumista, em ascensão no pós-Segunda Guerra Mundial, vinha desembocando, o capítulo «“Diário” de João Cândido» acompanha a par e passo os dias de insurreição e barricadas em Paris.

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quinta-feira, maio 01, 2025

Banalidades de Base



RAOUL VANEIGEM
trad. Paulo da Costa Domingos
pref. Júlio Henriques
capa de pcd

Lisboa, 1998
frenesi
3.ª ed.
190 mm x 130 mm
64 págs.
exemplar novo
inclui a cinta alusiva «Nos 40 anos da I.S.» e o encarte publicitário à edição abreviada dos boletins da Internacional Situacionista, publicada pelas edições Antígona em consonância com esta publicação na frenesi
10,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«[...] o campo de batalha onde se trava o combate entre a totalidade e o poder, que emprega todas as energias a controlá-la, é a vida quotidiana. O que reivindicamos ao exigir o poder da vida quotidiana contra o poder hierarquizado: TUDO. Situamo-nos no conflito generalizado que vai da querela doméstica à guerra revolucionária, e apostamos na vontade de viver. Significa isto que devemos sobreviver como anti-sobreviventes. Interessamo-nos fundamentalmente pelos instantes em que a vida brota através da glaciação da sobrevivência (sejam tais instantes inconscientes ou teorizados, históricos – como a revolução – ou pessoais). [...]»

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Cobra [catálogo]


[PIERRE] ALECHINSKY
[KAREL] APPEL
[ASGER] JORN
texto de Edouard Jaguer
trad. e nota prévia de Mário Cesariny

Lisboa, 1973
Galeria S. Mamede
1.ª edição [única]
250 mm x 202 mm
44 págs. (não numeradas) + 16 págs. (caderno com o texto em francês)
profusamente ilustrado a preto e a cor
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O movimento de artistas plásticos radicais, maioritariamente surrealistas, que se autodenominou Cobra – nome inspirado na fusão das cidades de onde eram oriundos: Copenhaga, Bruxelas, Amsterdão –, esteve no cerne do que veio a ser o grupo de acção directa mais importante na Europa após a Segunda Guerra Mundial.

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domingo, junho 19, 2022

Œuvres Cinématographiques Complètes 1952-1978


GUY DEBORD

Paris, 1978
Editions Champ Libre
1.ª edição
texto em francês
25 cm x 15,5 cm
292 págs.
ilustrado
encadernação editorial em tela negra gravada a cobre na pasta anterior e na lombada, sobrecapa polícroma
exemplar em bom estado de conservação, discretos restauros no verso da sobrecapa; miolo irrepreensível
PEÇA DE ESTUDO
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião integral dos guiões dos seis filmes que realizou, e que aí podem ser ouvidos em voz-off. Acerca da respectiva recepção crítica escreveu Guy Debord (1931-1994):
«Disseram os especialistas do cinema que nisto residia uma funesta política revolucionária; e os políticos de todas as esquerdas ilusionistas que se tratava de um funesto cinema. Mas quando simultaneamente se é revolucionário e cineasta, facilmente se pode demonstrar que o genérico azedume dessas pessoas decorre duma evidência: que o filme em questão constitui a crítica exacta da sociedade que não sabem combater, e um primeiro exemplo de cinema que não sabem conceber.»

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