quinta-feira, maio 17, 2018

Hot e Etc.


VITOR SILVA TAVARES
capa de Fernando Marques


Sá da Bandeira (Angola), 1964
Publicações Imbondeiro
1.ª edição [única]
17 cm x 12,1 cm
42 págs.
acabamento com dois pontos em arame
é o n.º 60 da preciosa Colecção Imbondeiro, fundada e dirigida pelos escritores Leonel Cosme e Garibaldino de Andrade
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

VST, que fez temporada em Angola – diz-se que com especial relevo cineclubista destabilizador – até a polícia política apertar o cerco, já no Continente, indocumentado e “vadio”, vê-se na contingência de pôr em letra impressa este breve mostruário das suas primeiras potencialidades narrativas, a fim de, junto das entidades oficiais, fazer prova de ter um “modo de vida”: escritor!
É ele o mesmo VST mentor e editor de várias gerações de novos poetas, quer mediante a sua direcção literária na Editora Ulisseia dos anos 65 a 67 do século XX, quer como coordenador de suplementos literários no Diário de Lisboa e no Jornal do Fundão, quer como ariete da aventura da editora & etc, nome este que, desde sempre, serviu para marcar a sua presença no tempo, no lugar e no modo.

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telemóvel: 919 746 089

Arar


VITOR SILVA TAVARES
Manuel João Vieira, ilust.
Nunes da Rocha, ilust.
grafismo de Ana Biscaia

Lisboa, 2017
Edição Postas de Pescada
1.ª edição [ilustrada]
22,5 cm x 15 cm
16 págs. + 4 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado a cor
impressão em serigrafia
exemplar novo
tiragem declarada de apenas 170 exemplares
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto originalmente publicado no volume colectivo ARA, incluindo também textos de Rui Baião e de Paulo da Costa Domingos. Assinalava-se, então, o ano de 1984, em que, sendo já bem visível como o Mundo é governado por animais ao serviço do Grande Irmão, o editor da frenesi teve a obra produzida pela cadela Guanita Calafate. Com o manuscrito, agora em fac-símile, e esta reedição do texto então publicado assinala-se, por seu turno, os 80 anos decorridos desde 17-7-1937, data em que faria anos o malogrado Vitor Silva Tavares. As divergências ocasionais entre a versão manuscrita e a que ficou em letra de imprensa são, naturalmente, fruto da intervenção do autor, na altura, à boca da máquina de imprimir.
Manuel João Vieira e Nunes da Rocha enriquecem a vertente reedição com as suas ilustrações.

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Ara


RUI BAIÃO
VITOR SILVA TAVARES
PAULO DA COSTA DOMINGOS

Lisboa, 1984
frenesi
1.ª edição
19 cm x 13 cm
28 págs.
acabamento com dois pontos em arame
corte carminado
exemplar novo
PEÇA DE COLECÇÃO
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de três intervenções literárias que pretendiam assinalar a entrada no ano do big brother, a saber, respectivamente para cada autor: Teatro An-atómico; Arar; e Desertos.

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sexta-feira, maio 11, 2018

Musa Cerula


AUGUSTO GIL

Coimbra, 1894
Livraria Portugueza e Estrangeira do editor Manuel d’Almeida Cabral
1.ª edição
17,3 cm x 10,9 cm
104 págs.
encadernação inteira em tecido de fantasia com rótulos da pele gravados a ouro na pasta anterior e na lombada, autenticada pelo selo de Fausto Fernandes Encadernador
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Viriato Barbosa
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto César Ferreira Gil, o poeta do lirismo terno e brando apropriado para as selectas escolares de uma época de brandos costumes...

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O Craveiro da Janela


AUGUSTO GIL

Paris – Lisboa – Porto – Rio de Janeiro, 1920
Livrarias Aillaud e Bertrand – Livraria Chardron – Livraria Francisco Alves
1.ª edição
13 cm x 10 cm
104 págs.
encadernação inteira em tecido de fantasia com rótulos da pele gravados a ouro na pasta anterior e na lombada, autenticada pelo selo de Fausto Fernandes Encadernador
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
ostenta colados no verso da pasta anterior e no verso da capa de brochura duas versões distintas do ex-libris de Viriato Barbosa
PEÇA DE COLECÇÃO
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sombra de Fumo


AUGUSTO GIL

Coimbra, 1915
Moura Marques, Livreiro Editor
1.ª edição
21 cm x 16,1 cm
28 págs. + 116 págs.
encadernação luxuosa inteira em pele com gravação decorativa a ouro em ambas as pastas, utilizando um arranjo com vinhetas tipográficas, lombada com nervuras igualmente decorada, folhas de guarda em papel de fantasia e seixas gravadas a ouro
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação
aparado e brunido a ouro à cabeça
assinatura de posse na pág. 7 do primeiro caderno
PEÇA DE COLECÇÃO
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro conscientemente dedicado «Á memória piedosa e doce de João de Deus», no qual assume Augusto Gil essa influência poética. Eugénio de Castro e António Correia de Oliveira seriam poetas do mesmo modo citáveis numa leitura comparada.

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O Canto da Cigarra


AUGUSTO GIL
capa e ilust. Stuart Carvalhais

Lisboa, s.d. [circa 1956]
Portugália Editora
5.ª edição [1.ª edição ilust. Stuart]
19,6 cm x 13,1 cm
156 págs.
subtítulo: Sátiras às Mulheres
profusamente ilustrado
impresso a duas cores sobre papel superior
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior esquerdo do ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Interessante “actualização” gráfica de um livro do início do século XX, «o melhor de Augusto Gil» (segundo a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira), e também das melhores intervenções do desenhador.

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terça-feira, maio 08, 2018

Nostalgia


J. [JOAQUIM] PAÇO D’ARCOS
trad. e pref. Roy Campbell (1901-1957)

Londres, 1960
Sylvan Press London
1.ª edição
texto em inglês
19,2 cm x 13 cm
52 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas Imperfeitos



JOAQUIM PAÇO D’ARCOS

Lisboa, 1952
Edições SIT [Sociedade Industrial de Tipografia, Lda.]
1.ª edição
19,5 cm x 13,7 cm
2 págs. + 148 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR À POETISA MERÍCIA [DE LEMOS] E AO MARIDO, O ANTIQUÁRIO PARISIENSE JACQUES KUGEL... que nem abriram o livro para ler
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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A Obra Artística de El-Rei D. Carlos




MARIA DE LOURDES BARTHOLO
pref. João Couto
capa de João Paulo de Abreu e Lima
fotografias de Mário Novais e Artur Gomes da Cruz

Lisboa, 1963 [aliás, 1967 segundo o cólofon]
Fundação da Casa de Bragança
1.ª edição
33 cm x 24,5 cm (álbum)
294 págs. + 11 folhas em extra-texto, duas das quais desdobráveis
profusamente ilustrado a negro e a cor
impresso em rotogravura sobre papel superior creme
capa impressa a dourado e relevo seco, sobrecapa policromada
luxuosa encadernação (autenticada pela Fundação Ricardo Espírito Santo Silva) inteira em pele gravada a ouro nas pastas, na lombada e nas seixas; guardas em seda verde-água
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
670,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Obra Artística de El-Rei D. Carlos




MARIA DE LOURDES BARTHOLO
pref. João Couto
capa de João Paulo de Abreu e Lima
fotografias de Mário Novais e Artur Gomes da Cruz

Lisboa, 1963 [aliás, 1967 segundo o cólofon]
Fundação da Casa de Bragança
1.ª edição
33,1 cm x 24,3 cm (álbum)
294 págs. + 11 folhas em extra-texto, 2 das quais desdobráveis
profusamente ilustrado a negro e a cor
impresso em rotogravura sobre papel superior creme
capa impressa a dourado e relevo seco, sobrecapa polícroma
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do presidente da Fundação da Casa de Bragança, António Luiz Gomes
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

João Couto, na qualidade de ex-conservador do Museu de Cascais, releva no seu prefácio a importância «[...] [d]esse Rei, que não pôde superar as circunstâncias de uma época infeliz, dedicou uma grande parte da sua vida aos estudos oceanográficos e factura de um escolhido número de obras de arte, entre as quais se destacam as paisagens alentejanas e a vida do mar. [...]»

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Linguagem e Ideologia


FERNANDO GUIMARÃES
nota de Óscar Lopes (badanas)
grafismo de Armando Alves

Porto, 1972
Editorial Inova
1.ª edição
19,5 cm x 13,8 cm
204 págs.
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de Óscar Lopes:
«[...] a linguagem não é absolutamente uma, e muito menos uma coisa ao lado das coisas. [...] Qualquer fala se situa como resposta, qualquer frase funciona como paráfrase de outra frase: quem fala localiza sempre uma ilha, que se diz eu, ou nós, ou isto, ou aqui, ou assim, ou agora, no centro provisório de um horizonte que, na sua máxima objectividade científica actual, nos aparece balizado por um espaço métrico a 4 dimensões e por uma dada interdependência histórica, e sujeita a crises, de forças produtivas e de relações de produção. Cada texto, ou estilo, poético irrompe como uma das tais ilhas, constitui-se como unidade de um sujeito que se não identifica como pura individualidade biológica, psicológica, civil ou idiomática, porque tanto se diz eu como agora, tanto se diz aqui como o nós implícito de dada classe social em dado momento. E a crítica, ou hermenêutica, literária, para ser isso e não poesia passada ao coador, é a paráfrase dialéctica [...] de um texto poético resultante da tensão permanente entre as evidências dessa subjectividade (as dos respectivos objectos intencionais) e as evidências da objectividade científica, e ainda as da prática ideològicamente articulada, a que também ninguém foge. [...]»

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Três Poemas


FERNANDO GUIMARÃES 

Lisboa, 1975
Iniciativas Editoriais
1.ª edição (reunida)
17,8 cm x 13,2 cm
72 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de dois livros anteriores, há muito esgotados, do poeta e ensaísta Fernando Guimarães, e de um vasto núcleo de dispersos por jornais ou antologias.

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segunda-feira, maio 07, 2018

Cascais Menino




PEDRO FALCÃO
pref. Yan Rub

Cascais, 1981
Edição da Câmara Municipal de Cascais
2.ª edição (aumentada) [do vol. I]
1.ª edição [vols. II e III]
25,5 cm x 19 cm
136 págs. + 212 págs. + [272 págs. + 3 folhas em extra-texto]
subtítulos: vol. II - Personagens da Nossa Terra; vol. III, primeira parte - Personagens da Nossa Terra; vol. III, segunda parte - Algumas das Mais Importantes Casas de Cascais
profusamente ilustrados no corpo do texto e em separado
exemplares muito estimados; miolo limpo
valorizado pelo autógrafo do Autor no vol. III e pela dedicatória manuscrita do presidente da Câmara Municipal de Cascais em 1986 (Georges Alphonse Silveira Dargent) no vol. II
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

De nome completo Simão do Santíssimo Sacramento Pedro Cotta Falcão Aranha de Sousa e Menezes, a sua ligação à aristocracia local dá-lhe, da vila de Cascais, uma consciência ora de encanto pelos seus aspectos mais populares – os lugares, as gentes –, ora de perda dos tempos idos. Livro de crónica, mas também de história regional. Apresenta-o sua esposa, Yan Rub, assim:
«[...] Aprendeu no campo a conhecer as plantas, as árvores, e todos os pássaros. Como caçador percorreu todos os arredores de Cascais e quantas vezes em dia de abertura trouxe o melhor cinto.
Como pescador conhece todas as pedras das arribas e todos os pesqueiros, sabe iscar, acenar e ver nas ondas os robalos.
Conhece os barcos pelos seus nomes e pelas suas velas e linhas. Sabe desde pequeno nadar, saltar e mergulhar. Sabe içar uma vela, navegar à vela ou a motor e marcar um rumo.
Aprendeu a pilotar, foi aviador, fez serviços de guerra, foi derrubado e viu a morte de perto. Voltou, montou a escola de Voo e Vela de que foi director.
Teve barcos, teve cavalos, escreveu livros [...]», etc., etc.
Esta nova edição – a segunda do primeiro volume e primeira dos outros dois – expande a crónica das figuras notáveis, e daqueles que trabalham para descanso desses notáveis, de um lugar e uma época, no estilo “terra-a-terra” de Pedro Falcão. Excelente acervo de pequenos detalhes quotidianos.

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domingo, maio 06, 2018

O Último Dia da PIDE (26 de Abril no Porto)


ANTÓNIO AMORIM, fotog.
et alii (poemas)
pref. Raul Castro

Porto, Outubro de 1974
Edição do Movimento Democrático do Porto (distr. Editorial Inova)
1.ª edição
20,6 cm x 13 cm
84 págs.
profusamente ilustrado
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Além do incontornável documento fotográfico do assalto, no Porto, às instalações da polícia política da ditadura, a edição está enriquecida por significativos poemas de escritores da resistência, a saber: Orlando da Costa, Luís Veiga Leitão, Egito Gonçalves, Fernando J. B. Martinho, Fernando Assis Pacheco, João Rui de Sousa, Daniel Filipe, Papiniano Carlos e Luísa Ducla Soares.

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As Forças Armadas e as Crises Nacionais – A Abrilada de 1961


FERNANDO VALENÇA, coronel

Mem Martins, s.d. [circa 1977]
Publicações Europa-América, Lda. (Editor: Francisco Lyon de Castro)
1.ª edição
20,9 cm x 14 cm
276 págs.
exemplar como novo
carimbo de Oferta do Editor no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«Estão ainda na memória de muitos os acontecimentos político-militares que, em Abril de 1961, culminaram na remodelação quase total dos ministérios e comandos militares e na demissão do general Botelho Moniz, substituído na pasta da Defesa pelo Dr. Oliveira Salazar.
A propaganda do regime conseguiu falsear os factos perante a opinião pública, apresentando a remodelação que então se verificou como exigida pela defesa da soberania portuguesa em Angola. Na realidade, essa remodelação mais não foi do que o despoletar pelo regime da ameaça mais grave que até então enfrentara e que vinha da oposição concertada dos altos responsáveis militares à presença de Salazar na chefia do Governo.
O coronel Fernando Valença, que testemunhou de muito perto os acontecimentos, traça nesta obra a história real do movimento fracassado de Abril de 1961. O conhecimento de causa manifestado pelo autor e a copiosa documentação aduzida fazem deste livro uma peça indispensável para o conhecimento da nossa história recente.»

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Sidónio na Lenda


ANTÓNIO DE ALBUQUERQUE
apêndices de Manuel Ribeiro e Bourbon e Menezes

Lisboa – Porto – Coimbra, 1922
Lvmen, Empresa Internacional Editora
1.ª edição
22,5 cm x 14,7 cm
104 págs.
exemplar estimado, pequenos restauros na capa; miolo limpo, papel no geral oxidado
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante estudo crítico da ditadura de Sidónio Pais.

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A Egreja Catholica e Sidonio Paes



CUNHA E COSTA

Coimbra, 1921
Coimbra Editora, Ld.ª (antiga casa França & Arménio)
1.ª edição
20,1 cm x 13,3 cm
160 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sendo um opositor à participação militar de Portugal na Primeira Grande Guerra Mundial, menos pelo desgaste das reservas do país num esforço inglório do que para favorecer as hostes germanófilas, Sidónio acaba assassinado em pleno Rossio, às mãos do republicano José Júlio da Costa, quer consequência do seu presidencialismo autoritário e retrógado – abrindo as portas ao regresso da Igreja ao poder –, quer devido à incúria no apoio às tropas no terreno, antes e depois da derrota em La Lys. A sua ditadura, sufragiada maioritariamente pelo povo rural católico, representa a segunda grande ingerência do Exército na política da época.
O autor desta crónica histórica, José Soares da Cunha e Costa, far-se-á notar, mais tarde, como advogado defensor de Alves dos Reis no processo do Banco Angola e Metrópole; no mais, foi jornalista e escritor superficial menoríssimo.

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Um Ano de Ditadura


SIDONIO PAES
capa do escultor Martins Barata

Lisboa, 1924
Lusitania Editora, Limitada (depositarios)
colec. Biblioteca de Acção Nacionalista
[1.ª edição]
18,3 cm x 12,4 cm
104 págs.
subtítulo: Discursos e Alocuções, coligidos e ordenados por Feleciano de Carvalho com um estudo politico de João de Castro
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O longo ensaio de João de Castro Osório, que considera Sidónio como «o Messias», constitui exemplo de exortação reaccionária.

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Sete Annos Depois... A Republica Nova


[ANÓNIMO]

Lisboa, Janeiro de 1918
Lamas, Motta & C.ª Editores
[1.ª edição]
19,5 cm x 13,9 cm
94 págs.
subtítulo: Carta ao sr. Sidonio Paes, inclito e invicto restaurador da ordem
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo, parcialmente por abrir
ocasionais carimbos da biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim começa a dita carta:
«Ex.mo Snr. Doutor Sidonio Paes
Presidente da Republica
Ex.mo Snr., da maior consideração do paiz.
Se V. Ex.ª na sua honesta e honrosa faina de tentar levantar este decahido paiz do enxurro em que ia tem um momento de descanço, consinta que dêmos um rapido e util balanço aos acontecimentos, examinando-lhes o conteúdo e neste as esperanças que elle nos pode deixar de se não tratar, em tudo quanto nestes ultimos 30 dias o paiz tem saudado na imprevista e valorosa acção de V. Ex.ª, de um simples fogo de vista, brilhante e desafogante, mas, no fundo, fogo de vista, fugaz, ephemero, esteril.
O que está feito já por si vale, e muito, não só por ter proporcionado um alto espectaculo de decisão humana, a que o paiz não estava costumado, mas tambem porque, todos o sentem e proclamam, arejou saudavel e agradavelmente a plumbea e viscosa atmosphera em que se estava vivendo. [...]» Etc., etc., etc...
Aplaude o anónimo autor a acção (que foi nefasta) da ditadura militar encabeçada por Sidónio, um regime político – diz-nos a História de Portugal em Datas (Círculo de Leitores, Lisboa, 1995) – «[...] assente na figura de Sidónio Pais, [que se caracterizou] pelo terror imposto aos adversários e por uma prática governativa autoritária, desenvolvendo e estimulando a adesão popular à figura do chefe. [...]»
Sidónio Pais virá a ser assassinado na praça pública, mal havia decorrido um ano sobre o seu golpe de Estado.

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O Sorriso aos Pés da Escada



HENRY MILLER
trad. Célia Henriques e Vitor Silva Tavares

prefácio de Vitor Silva Tavares
capa de Rocha de Sousa

Lisboa, 1966
Editora Ulisseia
1.ª edição
15,6 cm x 9,6 cm
128 págs.
impresso sobre papel superior
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto que Miller escreveu a pedido do pintor Fernand Léger, que depois o rejeitou – sinónimo de que o estalinismo não casa com o anarquismo...
Diz-nos o tradutor e prefaciador:
«[...] Contràriamente a Hemingway, seu (transitório) companheiro de geração perdida, contràriamente, também, a muitos da geração beat que em causa extrema se refugiam nos “paraísos artificiais”, Miller, entregue a si próprio e em si próprio sentindo pulsar o coração do mundo, encontra os fundamentos de um equilíbrio optimista para além do optimismo: abreviando razões, canta, com e como Whitman, que “é bom estar vivo e também é bom morrer” – afirmação, não de passividade ou indiferentismo, mas de uma plenitude só alcançada por quem, bebendo o fel da vida, possui “uma generosidade inesgotável”, uma fé indestrutível na grandeza cósmica do homem.
Não espantará, pois, que sob a máscara do palhaço brilhe a face de um anjo apocalíptico. [...]»

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O Filho Pródigo ou o Amor Difícil



ISABEL DA NÓBREGA
capa de Martins Correia

Lisboa, 1954
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,4 cm x 14,2 cm
132 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)
 

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Viver Com os Outros


ISABEL DA NÓBREGA

Lisboa, 1964
Editora Lux, Lda.
1.ª edição
17,8 cm x 12,5 cm
226 págs.
exemplar muito estimado, sinais de continuada exposição à luz na lombada; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

De seu verdadeiro nome Maria Isabel Bastos Gonçalves, foi com este livro “proustiano” que, ao ser-lhe atribuído o Prémio Camilo Castelo Branco, começou a ter dos leitores em geral a merecida atenção. É, por outro lado, uma sobrevivente a dois casamentos que poderiam tê-la tolhido no acto criativo – com João Gaspar Simões e José Saramago –, mas não. Apesar da quantidade de escrita (algo como uns três milhares de crónicas espalhadas pela imprensa periódica), a sua observação de mulher num mundo que os homens quereriam somente seu, nem nunca caiu na vulgaridade de um feminismo irritadiço, nem mostrou quebras de virtuosismo literário.

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Viver Com os Outros


ISABEL DA NÓBREGA

Lisboa, 1965
Portugália Editora
2.ª edição
19,2 cm x 13,2 cm
248 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, maio 01, 2018

Lourenço Marques, Xilunguíne


ALEXANDRE LOBATO
grafismo de Seabra Leiria

Lisboa, 1970
Agência-Geral do Ultramar
1.ª edição
22,9 cm x 19,9 cm
312 págs. + 10 págs. em extra-texto (policromias) + 2 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Biografia da Cidade: I – A Parte Antiga *
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no frontispício
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Posfácio do autor:
«Este livro é a primeira parte de um estudo em que se pretende dar uma explicação humana e realista da formação da cidade de Lourenço Marques, através de panoramas essenciais da sua vida social, económica e política, nos diversos tempos.
Não é portanto uma história de Lourenço Marques, nem um documentário urbanístico. É um livro de tese, numa síntese de perspectivas estruturais, que se procurou manter vivo através de uma ilustração necessariamente densa, por vezes minuciosa. [...]»

* Único volume publicado.

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Aspectos de Moçambique no Antigo Regime Colonial


ALEXANDRE LOBATO

Lisboa, 1953
Livraria Portugal
1.ª edição
22,7 cm x 17,2 cm
58 págs.
exemplar novo; miolo por abrir
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Polémica de carácter histórico-ideológico que Marques Lobato sustentou contra o escritor e jornalista mação José Rodrigues Júnior, conhecido como “o patriarca das letras moçambicanas”, e que na altura ia já a caminho da sua completa rendição ao catolicismo e ao obscurantismo do Estado Novo. Lobato, esse, com razão de historiador ou sem ela, marca pontos:
«[...] Parece que Rodrigues Júnior está convencido de que os Portugueses entraram em Moçambique a tocar tambor pelo mato dentro com a mania da ocupação, da ordem e da lei. Nada disso. Os homens de armas, que eram vulgares civis assentados na matrícula para a defesa das fortalezas, ficaram em Sofala e em Moçambique, dentro dos muros. Os homens do sertão, os muitos portugueses que andavam pelo mato, transviados a mercadejar no Monomotapa, eram desertores, homens que fugiam das naus e das fortalezas e iam servir os régulos e governar a vida. [...]»

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Breve História do Disco


LUÍS CAJÃO

Lisboa, 1968
Editorial Minerva
1.ª edição
18,7 cm x 12,8 cm
112 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além da crónica histórica do aparecimento da tecnologia destinada ao registo e leitura de voz ou de música, Luís Cajão (1920-2008), que sendo romancista também foi assistente de programação musical na RDP, acrescentou a esta breve obra «[...] em adenda uma discografia consagrada à música erudita, à música regional e à poesia portuguesas. Com ela infelizmente se demonstra como entre nós ainda é modesta – modestíssima – a contribuição cultural do disco. Seja porém como for, e diga-se o que se disser, nem tudo em Portugal é fado.»

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