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quinta-feira, junho 11, 2020

As Gatas [junto com] Liga Portuguesa de Profilaxia Social [junto com] Joias Camilianas [junto com] Azeite Escaldado...





FREI GIL D’ALCOBAÇA
Camilo Castelo Branco

Lisboa, Agosto de 1945 a [Junho (?) de] 1946
Livraria Central de Gomes de Carvalho, Editor
1.ª edição [e 2.ª edição, o último opúsculo]
11 opúsculos, ou «consertos mensais» (completo)
20 cm x 13 cm (caixa)
[8 x 32 págs.] + 16 págs. + 24 págs. + 32 págs. + 1 folha-prospecto (4 págs.)
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
inclui prospecto publicitário com «referencias e criticas da imprensa»
VALORIZADOS PELAS DEDICATÓRIAS MANUSCRITAS DO EDITOR GOMES DE CARVALHO EM QUASE TODOS OS OPÚSCULOS
acondicionados em estojo próprio de fábrica recente
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de João Paulo Veneno Freire (vd. Dicionário de Pseudónimos de Albino Lapa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1980), frei Gil segue a veia satírica d’As Farpas (Ramalho / Eça) e d’Os Gatos (Fialho). São preciosas as notas que acerca de tudo e nada este jornalista vai traçando para a sua época; ao acaso um exemplo do seu estilo:
«[...] Perquemos algumas linhas, que mais bem empregadas seriam a tratar de coisas sérias, zargunchando, uma vez sem exemplo, certo biltre que, como cachôrro vàdio, passou pelas “Gatas” e alçou a perna para o esguicho do seu atavismo de lebreu que usa coleira e tem dono. Para que o pontapé no focinho lhe seja mais contundente, ponhamos em confronto com a sua prosa de lacaio [...]», etc., e segue verberando o “animal”... Da leitura, e por analogia com os tempos actuais, se pressente que isto pouco mudou.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


sexta-feira, junho 05, 2020

Seroens de S. Miguel de Seide



CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto, 1885-1886
Livraria Civilisação de Eduardo da Costa Santos – Editor
1.ª edição
6 volumes (completo)
177 mm x 119 mm (estojo)
80 págs. + 72 págs. + 96 págs. + 78 págs. + 100 págs. + 80 págs.
subtítulo: Chronica Mensal de Litteratura Amena – Novellas, polemica mansa, critica suave dos máos livros e dos máos costumes
volumes em brochura acondicionados num estojo próprio de fabrico recente
exemplares manuseados mas aceitáveis; miolo limpo, papel acidulado
vol. IV com o número de ordem escrito a tinta na capa
260,00 eur (IVA e portes incluídos)

Constituem estes voluminhos uma das mais singelas publicações em série de Camilo. Lá dava a conhecer capítulos então ainda inéditos de romances seus, como Memórias de Além Túmulo ou Vulcões de Lama, do mesmo modo que ia publicando notas de apreciação literária como a que redige em defesa de Velhice do Padre Eterno de Guerra Junqueiro.

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Volcoens de Lama



CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto, 1886
Livraria Civilisação de Eduardo da Costa Santos – Editor
1.ª edição
186 mm x 121 mm
272 págs.
modesta encadernação inteira em tela encerada, gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota introdutória do autor:
«[…] ha ahi na casca do planeta paixoens humanas cujo simile não o dá o Vesuvio, o Hecla nem o Etna. É de Java que elle vem – de Java onde estuam convulsionados uns volcoens de lama que expluem o seu lôdo sobre as coisas e as pessoas, primeiro emporcalhando-as, depois asphixiando-as na sua esterqueira espapaçada.
N’este romance estão em actividade permanente, sempre accesas, as cratéras das paixoens da aldeia, tambem volcanicas, exterminadoras; mas sujas de uma porcaria nauseabunda – volcoens de lama, em fim.
Tal é a rasão do titulo.»

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A Caveira da Martyr



CAMILLO CASTELLO BRANCO

Lisboa, 1875-1876
Livraria Editora de Mattos Moreira & Comp.ª
1.ª edição
3 tomos enc. em 1 volume (completo)
195 mm x 130 mm
224 págs. + 208 págs. + 158 págs.
encadernação de amador em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel sonante
ténue assinatura de posse à cabeça do frontispício
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Camilo poderia subtitular este romance «de historia de uma familia no tempo da Restauração», diz-nos Sérgio de Castro (vd. Camillo Castello Branco: Typos e Episodios da Sua Galeria, vol. III, Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1914), «por que de facto ali se encontram retratados, ao vivo, os homens e os costumes d’esse tempo, embora muito mais no vasto dominio dos seus vicios do que no campo restricto das suas virtudes»... E assim vai de sublinhar a sua figadal má catadura para com a Casa de Bragança.

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Vaidades Irritadas e Irritantes


CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto, 1866
Em Casa de Viuva Moré
1.ª edição
193 mm x 125 mm
48 págs.
subtítulo: Opusculo Ácerca d’uns que se Dizem Offendidos em Sua Liberdade de Consciencia Litteraria
encadernação coeva em meia-inglesa elegantemente gravada a ouro na lombada, folhas-de-guarda com motivos herbários
aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Folheto com a intervenção de Camilo em defesa de António Feliciano de Castilho na dita “questão coimbrã”, ou do «Bom-Senso e Bom-Gosto».

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Scenas da Hora Final


[CAMILLO CASTELLO BRANCO, trad.]

Porto, 1878
Livraria Portuense – Editora
1.ª edição [única]
164 mm x 115 mm
104 págs.
subtítulo: Traduzidas do inglez e prefaciadas por [...]
exemplar como novo; miolo irrepreensível, por abrir
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo José dos Santos (Descrição Bibliográfica da Mais Importante e Valiosa Camiliana..., Tipografia de Eugenio Viana, Lisboa, 1939): «Tradução apreciada. Edição primeira, há muito esgotada.»
«Edição única, já muito pouco frequente», segundo Manuel Ferreira (Catálogo de uma... Importantíssima e Muito Completa Camiliana..., Soares & Mendonça, Lda., Lisboa, 1968).

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O General Carlos Ribeiro



CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto, 1884
Livraria Civilisação de Eduardo da Costa Santos – Editor
1.ª edição
204 mm x 146 mm
72 págs.
subtítulo: Recordações da Mocidade
exemplar estimado; miolo limpo, papel com vagos sinais de foxing
assinatura de posse no frontispício
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos Ribeiro, «sabio geologo, que fôra das suas [de Camilo] relações, como seu contemporaneo de estudos na cidade do Porto» – diz-nos o camilianista Sérgio de Castro (vd. Camillo Castello Branco: Typos e Episodios da Sua Galeria, vol. III, Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1914) –, «primeiro geologo que se affirmou em Portugal para os dominios das modernas applicações da respectiva sciencia», a ele se deve ainda o «registo anthropologico e prehistorico da existencia do anthropopitecus» nacional. «Mas o principal da brochura consiste em Camillo contar outro caso mais trovadoresco – um episodio da vida amorosa do general, que se deixara tomar de amores por uma heroina, que bem nascida em Lisboa, atraiçoando o marido e fugindo com o amante para o Porto, cahiu nos braços caritativos do futuro sabio [...]»
O estilo é vivaz, como sempre. As mundanas são tratadas como tais; os generais, nem por isso.

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segunda-feira, maio 11, 2020

Narcoticos


CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto, 1882
Livraria de Clavel & C.ª – Editores
1.ª edição
2 tomos (completo)
186 mm x 124 mm
304 págs. + [4 págs. + 340 págs. + 32 págs. (Catalogo dos Livros á venda na Livraria Portuense de Clavel & C.ª)]
subtítulos: I – Traços de D. João 3.º (Historia) – O Snr. Ministro (Romance); II – Notas Bibliographicas, Hiustoricas, Criticas e Humoristicas
encadernações homogéneas antigas em meias-inglesas modestamente gravadas a ouro nas lombadas,
aparados, sem capas de brochura
exemplares estimados; miolo limpo
130,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Questão da Sebenta




CAMILLO CASTELLO BRANCO
Avelino Cesar Augusto Callisto [II]
José Maria Rodrigues [III, VI e VIII]

Porto, 1883-1891
Livraria de Ernesto Chardron
1.as [VI, VII e IX], 2.as [II-III, IV e V] e 3.as [I e VIII] edições
8 brochuras acondicionadas num estojo (completo)
258 mm x 176 mm (estojo)
16 págs. + 16 págs. + 16 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 36 págs. + 16 págs. + 32 págs.
títulos individuais: I – Notas á Sebenta do Dr. Avelino Cesar Callisto, lente cathedratico de Historia Ecclesiastica Portuguesa; [II – Ao publico: O Snr. Camillo Castello Branco e as suas Notas á Sebenta; III – Duas palavras ao Snr. Camillo Castello Branco]; IV – Notas ao folheto do Snr. Dr. Avelino Cesar Callisto, lente cathedratico de Historia Ecclesiastica Portuguesa; V – A cavallaria da Sebenta (Resposta ao theologo); VI – As evasivas do Snr. Camillo Castello Branco; VII – Segunda carga da cavallaria (Réplica ao padre); VIII – A réplica do Snr. Camillo Castello Branco; IX – Carga terceira (Tréplica ao padre)
folhetos por aparar acondicionados num estojo próprio de fabrico recente
exemplares estimados, ocasionais restauros periféricos em dois deles; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Camilo republicará mais tarde, corrigindo aqui e acolá, a sua parte desta controvérsia, no seu livro Boémia do Espírito, dando-lhe o saboroso título: «Sebenta, Bolas e Bulas».

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Questão da Sebenta



CAMILLO CASTELLO BRANCO
Avelino Cesar Augusto Callisto [II]
José Maria Rodrigues [III, VI e VIII]

Porto, 1883-1891
Livraria de Ernesto Chardron
1.as [VI, VII e IX], 2.as [II-III], 3.as [IV, V e VIII] e 4.ª [I] edições
8 brochuras enc. 1 volume (completo)
225 mm x 150 mm
16 págs. + 16 págs. + 16 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 36 págs. + 16 págs. + 32 págs.
títulos individuais: I – Notas á Sebenta do Dr. Avelino Cesar Callisto, lente cathedratico de Historia Ecclesiastica Portuguesa; [II – Ao publico: O Snr. Camillo Castello Branco e as suas Notas á Sebenta; III – Duas palavras ao Snr. Camillo Castello Branco]; IV – Notas ao folheto do Snr. Dr. Avelino Cesar Callisto, lente cathedratico de Historia Ecclesiastica Portuguesa; V – A cavallaria da Sebenta (Resposta ao theologo); VI – As evasivas do Snr. Camillo Castello Branco; VII – Segunda carga da cavallaria (Réplica ao padre); VIII – A réplica do Snr. Camillo Castello Branco; IX – Carga terceira (Tréplica ao padre)
encadernação recente de amador inteira em papel gofrado, gravação a negro na pasta anterior
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, março 21, 2020

Camilo Contra-Revolucionário



FERNANDO CAMPOS, org. e pref.
et alii

Lisboa, 1925
Portugália Editora
1.ª edição
194 mm x 130 mm
168 págs.
subtítulo: Depoimentos
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, fevereiro 27, 2020

Alguns Homens de Letras



MARCIANO NICANOR DA SILVA
pref. Branca de Gonta Colaço

Lourenço Marques, 1919
Tipografia Popular de Roque Ferreira
1.ª edição
190 mm x 124 mm
8 págs. + 36 págs.
exemplar com a capa envelhecida; miolo preservado e limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR (NÃO ASSINADA)
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão, Tomás Ribeiro são aqui referidos em artigos apropriados.

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domingo, setembro 22, 2019

Camilliana, n.º 1



Porto, 1 de Janeiro, 1916
dir. Alfredo de Faria
único número publicado
25,3 cm x 18,5 cm
2 págs. + 64 págs. + 2 págs. + 1 folha em extra-texto (retrato de Camilo)
impressão sobre papel superior, ornado com frisos, vinhetas e capitulares artísticos
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entre os artigos sumarizados, um há de crucial importância, longo e minucioso, da autoria de Eduardo Sequeira – «A Infanta Capellista» – que nos conta das razões e circunstância determinantes para Camilo haver encarregado o impressor do sobredito mítico romance de «deitar tudo para as barricas do papel velho», e posteriormente o haver revisto (e feito publicar) noutra forma e com novo título (O Carrasco de Victor Hugo José Alves).

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A Sereia



CAMILLO CASTELLO BRANCO
ilust. Manuel de Macedo e Roque Gameiro

Lisboa, 1900
Empreza da Historia de Portugal – Sociedade Editora
3.ª edição [1.ª edição ilustrada*]
22,8 cm x 17 cm
8 págs. + 328 págs.
ilustrado
encadernação editorial de luxo inteira em tela encerada com gravação polícroma na pasta anterior, a ouro na lombada e a negro na pasta posterior, identificada com a marca de Alf. [Alfredo] David – Enc.
elegantes folhas-de-guarda em papel de fantasia com motivos de florália
impresso sobre papel superior
exemplar estimado com algum desgaste nos bordos das pastas e na charneira; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto de Camilo, datado de 1865!!!!, notável pela sua aguda interpretação das alterações, já então sentidas, no meio ambiente:
«[…] dia 15 de maio de 1762.
[…] O globo, n’aquelle tempo, movia-se em volta do sol com a regularidade assignada pelos astronomos. A gente ditosa, que então viveu, podia confiar-se nos entendidos em rotação dos planetas; e os sabios podiam sem receio responsabilisar-se pela pontualidade das estações. […]
Depois, porém, d’aquella epoca, desconcertaram-se os systemas das regiões altas. As pessoas muito espirituaes receiam que este desconcerto venha a desfechar em acabamento do mundo; outras, mais racionalistas, pretendem que a desordem das estações proceda de causas que, volvido um indeterminado periodo, cessem de existir. Ninguem se lembrou ainda de conjecturar que as vaporações constantes das fornalhas e o fluido electrico de que o ambiente está saturado, possam ter influido na substancia dos solidos e fluidos componentes do machinismo celeste, alterando-lhes o modo de actuarem sobre a terra. Se algum sabio estivesse de pachôrra para demonstrar a profundeza d’esta minha hypothese original, ficavamos convencidos nós de que a civilisação do fumo e a dos arames electricos, a final, acabariam de todo com a primavera. […]»

* «[…] A titulo de simples informação, diremos que no leilão de uma Camiliana,… por José dos Santos, 1916, e a pedido do Sr. Henrique Marques, foram postos em praça os desenhos originaes (40) que serviram para a reprodução das estampas que illustram esta edição, com a avaliação previa de 400$00. Não teve licitantes, apesar de na praça se encontrar então gente que dispunha de bastantes meios de fortuna. Estamos certos de que, lá fóra, um caso identico não teria a mesma solução. No nosso paiz o gosto pelas obras d’arte ainda não está bem apurado; e só parece apreciarem-se devidamente as que, já sem remedio, o estrangeiro nos leva muito contente e ufano da sua aquisição.» (Manoel dos Santos, Revista Bibliografica Camiliana, Livraria de Manoel dos Santos, Lisboa 1917)

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«A Sereia» de Camilo



JÚLIO DIAS DA COSTA

Lisboa, 1930
s.i. [ed. autor ?]
1.ª edição
22,9 cm x 16,3 cm
40 págs.
subtítulo: História da protagonista, segundo um manuscrito do século XVIII
exemplar estimado; miolo extensamente anotado a lápis pelo professor Lopes de Oliveira
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DE LOPES D’OLIVEIRA
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui transcrita e prefaciada a Carta de um amigo a outro escrita do Porto ou Istória da vida de D. Joachina Antonia, chamada a Sereia, manuscrito que, em 1865, terá inspirado Camilo Castelo Branco na construção da sua obra A Sereia.

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Portugal de Relance



MARIA RATTAZZI
[trad. Guiomar Torrezão*]

Lisboa, 1882 [aliás, 1881]
Livraria Editora de Henrique Zeferino
1.ª edição
2 volumes brochados em 1 volume (completo)
20,3 cm x 13,6 cm
[6 págs. + LXXVI págs. + 194 págs.] + [2 págs. + 218 págs.]
título original: Le Portugal á Vol d’Oiseau
exemplar estimado, restauros pontuais na capa, pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo, por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de apontamentos de viagem, um dos aspectos graves de Portugal de Relance, desta princesa sobrinha-neta de Napoleão I, incide, por exemplo (mau exemplo), na denúncia à polícia portuguesa da localização de algumas casas de jogo clandestino, o que seria suficiente para fixar o seu mau carácter no desprezível intuito. Mas isso pouco seria, não fôra o chorrilho continuado de afirmações de baixo calibre para o país e as gentes que a receberam entre 1876 e 1879. Antero reagiu de imediato, Rafael Bordalo Pinheiro estampou-lhe num magnífico desenho o ar atrevido. Mas é a controvérsia com Camilo Castelo Branco – que veio a público responder-lhe munido de uma linguagem como “duas pedras na mão” – o que fez deste livro um ícone do racismo que os países ricos nutrem pelos países pobres. Precisamente, no longo prefácio a esta tradução portuguesa, Rattazzi lhe responde, dando azo a nova vasa da fina pena literária camiliana, assim como a folhetos assinados por outros figurantes da época.

* Tradutor não identificado, mas que Brito Aranha, no Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo XVIII, Imprensa Nacional, Lisboa 1906), refere assim: «[…] A traductora foi D. Guiomar Torrezão, que passava por ser amiga dedicada da Rattazzi. […]»

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terça-feira, setembro 10, 2019

Nas Trevas



CAMILLO CASTELLO BRANCO

Lisboa, 1890
Livraria Editora, Tavares Cardoso & Irmão
1.ª edição
17 cm x 11,5 cm
92 págs.
subtítulo: Sonetos sentimentaes e humoristicos
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da última obra publicada em vida de Camilo Castelo Branco (1825-1890), que se suicidará a 1 de Junho deste mesmo ano, após desolada confirmação médica da sua irreversível cegueira. O próprio título desta obra final alude a tal condição.

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Ex.mo Sr. Dr. Arnaldo Dantas da Gama – Carta inédita de Camilo Castelo Branco a propósito de «A Caldeira de Pero Botelho»

CAMILO CASTELO BRANCO

Lisboa, 2006
frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
16 págs. + 4 págs. em extra-texto
exemplar novo
19,00 eur (IVA e portes incluídos)

A edição reúne a carta em fac-símile e a sua transcrição, juntas com uma carta do mesmo dirigida a António Feliciano de Castilho, segundo compilação e prefácio de Paulo da Costa Domingos e Telma Rodrigues. Do Exórdio:
«Os leilões são uma torrente de conhecimento e aventura pela nossa humanidade passada. Ao invés do que, ciúme ou ganância, afirmam certos colegas editores, são, actualmente, os antiquários e os alfarrabistas os únicos negociantes de livros com interesse iniludível e feliz surpresa… Já que os mais, editores e livreiros de novidades estabelecidos, fraca mercadoria exibem nas suas quitandas. Dizíamos dos leilões: que das gavetas de algum cuidado coleccionador trouxeram à luz, no caso, a carta manuscrita inédita de Camilo Castelo Branco motivo da vertente publicação. Foi numa tarde do Outono de 2005, em amena sessão no Palácio do Correio Velho, com o número de lote 366, a uma sexta-feira sem história nem sobressalto, 7 de Outubro, que, por uns irrisórios cem contos (moeda antiga), ficámos na posse de maior riqueza para o domínio público das ideias. E do que se trata, afinal, no preciso capítulo destas?
Conhecia-se já, comunicada por João Costa em 1924, no seu trabalho Castilho e Camilo, Correspondência Trocada entre os Dois Escritores, carta escrita à data de 26 de Março de 1867 por Camilo ao poeta António Feliciano de Castilho, e que, entre assunto vário, expressa a sua total indisponibilidade para ler um romance de Arnaldo Gama, então novidade livreira no Porto. A dúvida, porém – dúvida, claro, para quem se interessa pelos detalhes do quotidiano dos nossos antepassados –, surge quanto ao título da tal obra de Arnaldo Gama, pois que duas haviam saído dos prelos, por essa altura, a curto intervalo entre si.
O camilianista Alexandre Cabral, editando novamente essa carta, nos anos oitenta, em obra sua profusamente anotada, Correspondência de Camilo Castelo Branco com António Feliciano de Castilho – I, continuava a ignorar que romance teria desgostado Camilo: “O romance de Arnaldo Gama, que Camilo afirma peremptoriamente que nunca lerá, deve ser um destes dois títulos: O Filho do Baldaia ou A Caldeira de Pero Botelho, editados ambos em 1866, o primeiro pela Viúva Moré; e o segundo, pelo Cruz Coutinho.” Ora, dado o conhecimento de hoje, do que inédito estava, fica assim desfeita a dúvida… Outras razões faltassem a justificar a presente edição do saboroso naco epistolográfico.
Mas não: o próprio conteúdo [...] fac-similado e transcrito até pode agradar-nos.
Com razão, acerca da carta autógrafa, alguém escreveu na ficha descritiva no catálogo da leiloeira: “muito valiosa pela sua graça e chiste” – o que é justo apreço literário ao arrepio do preço a licitar. E nem aí se suspeitava a maior graça que a coisa passa a ter logo que, juntando duas missivas, verificamos quão contrárias são as opiniões de Camilo sobre o mesmo objecto, com dois dias de intervalo e dirigindo-se a dois distintos interlocutores: um, o autor da Caldeira, talvez à míngua de aprovação do reconhecido mestre… sendo que se desconhece em que termos se dirigiu ele a Camilo no acto de enviar-lhe o livro; o outro, poeta que o prosador sempre teve em alta consideração (quando sobre ele não emitia, junto de terceiros, ditos biliosos), com quem desabafa os horrores que vai lendo, ou evitando. [...]»

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segunda-feira, fevereiro 18, 2019

Imagens de Actualidade


JULIÃO QUINTINHA
capa de Bernardo Marques
ilust. António Lopes

Lisboa, 1933
Casa Editora: Nunes de Carvalho
2.ª edição (variante de capa)
19,5 cm x 13 cm
328 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Imagens de Actualidade



JULIÃO QUINTINHA
capa de Bernardo Marques
ilust. António Lopes

Lisboa, 1933
Casa Editora: Nunes de Carvalho
2.ª edição
19 cm x 12 cm
328 págs.
encadernação inteira em sintético com gravação a ouro na lombada
aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de breves estudos literários em torno de Guerra Junqueiro, Teófilo Braga, Gomes Leal, Wenceslau de Morais, Antero de Quental, Raúl Brandão, Camilo Castelo Branco, Fialho de Almeida e Eça de Queirós.

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