CAMILLO CASTELLO BRANCO
Porto e Braga, 1880
Livraria Internacional de Ernesto Chardron, Editor
«nova edição mais incorrecta e augmentada»
210 mm x 140 mm
X págs. + 38 págs.
encadernação coeva em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, lombada envelhecida; miolo limpo no geral limpo, alguma sujidade na última página
37,00 eur (IVA e portes incluídos)
Princesa Rattazzi (ou seja: Marie Studolmire Wyse, princesa de Solms, e depois condessa)
foi mulher de letras francesa, embora nascida em Inglaterra, em 1833. Apesar de
ser neta de Lucian Bonaparte (irmão de Napoleão I) e filha de Letice Bonaparte
e de sir Thomas Wyse, membro do parlamento inglês e ministro plenipotenciário
da Grã-Bretanha em Atenas, nada disto obstou a que o escritor Camilo Castelo
Branco, vendo-se referido pejorativamente num livro da princesa, Le Portugal
à Vol d’Oiseau (1879), viesse a terreiro enxovalhar (literariamente!), pela
mofa, essa turista de visita ao nosso país. O texto de Camilo, para além das
razões aduzidas, é magnífico de mordacidade e correcção linguística; como elogiou
Fialho de Almeida, no seu livro Figuras de Destaque, «Um dos predicados
admiráveis desta língua é não cheirar ela nunca a literatura, ser uma língua de
acção, embora às vezes bizarra, e com efeitos orquestrais, que tanto lhe vêm
dos assuntos, como da combinação rítmica das sílabas. Também raros escritores
possuem, como Camilo, a intuição da língua em que convém tratar o assunto, e o
poder de inventar, para cada género de tema, o vocabulário, o estilo e a
fantasmagoria interior que lhe são próprios.»
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terça-feira, julho 14, 2026
A Senhora Rattazzi
terça-feira, fevereiro 17, 2026
Narrador, Tempo e Leitor na Novela Camiliana
Vila Nova de Famalicão, 1976 [aliás, 1977]
Edição da «Casa de Camilo»
1.ª edição
227 mm x 145 mm
152 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA AFÁVEL DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO DIPLOMATA ANTÓNIO COIMBRA MARTINS
35,00 eur (IVA e portes incluídos)
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sábado, janeiro 03, 2026
O Regicida
Lisboa, 1916
Parceria Antonio Maria Pereira
5.ª edição
181 mm x 123 mm
222 págs.
subtítulo: Romance historico
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a negro e ouro nas pastas e na lombada, folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DO ESCRITOR FAURE DA ROSA
17,00 eur (IVA e portes incluídos)
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sexta-feira, novembro 07, 2025
Dispersos de Camilo
terça-feira, fevereiro 25, 2025
A Provocação
ANGELINA VIDAL
Lisboa, s.d. [1887]
Biblioteca da Mocidade
1.ª edição
185 mm x 128 mm (estojo)
16 págs.
subtítulo: Carta ao Rei a proposito do conflicto parlamentar entre o
ex-ministro da Marinha e o deputado Ferreira d’ Almeida
brochura de versos protegida por uma pasta-estojo forrada a tela
exemplar envelhecido mas coleccionável; miolo limpo
assinatura e carimbos de posse do escritor Mário Portocarrero Casimiro
PEÇA DE COLECÇÃO
corre pelo rodapé de todas as páginas uma linha de texto cuja caligrafia pode
ser atribuída a Camilo Castelo Branco, a quem a autora dedicou pelo menos um
dos seus livrinhos: O Marquês de Pombal à Luz da Filosofia
480,00 eur (IVA e portes incluídos)
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A Espada de Alexandre
Questão da Sebenta
segunda-feira, setembro 09, 2024
A Neta do Arcediago
CAMILLO CASTELLO BRANCO
Porto, 1874
Em Casa de A. R. da Cruz Coutinho – Editor
3.ª edição
206 mm x 133 mm
180 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida com restauros periférico e na lombada;
miolo limpo, por abrir
37,00 eur (IVA e portes incluídos)
Trata Camilo da «[…] romantisação da descendencia do Arcediago de Barroso,
Leonardo Taveira, na pessoa de sua neta, Açucena, que sua filha tivera do primeiro
matrimonio.
Açucena, pelo titulo do romance, é a protagonista d’ elle, mas pelos factos não
o devia ser. O heroe – heroe de perversão humana – é Luiz da Cunha, que o
fidalgo João da Cunha houvera de uma mulata dengue, que em Coimbra roubara a um
seu contemporaneo brazileiro, que da America viera com ella, cheio de amor e de
muitos cabedaes. […]
O verdadeiro heroe é, de facto, Luiz da Cunha: mau filho, mau marido, mau
amigo, amante mau; jogador, rufião, pirata, escrivão do juizo ordinario,
contrabandista e ladrão de estrada…
Toda a escala, sendo na qualidade de ladrão, morto n’ um assalto, que elle pela
ultima vez se aproxima de Açucena, no intento de lhe roubar a casa,
arregimentado na quadrilha de José do Telhado. […]»
(Fonte: Sérgio de Castro, Camillo Castello Branco – Typos e Episodios da Sua
Galeria, vol. I, Parceria António Maria Pereira, Lisboa 1914)
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quarta-feira, agosto 28, 2024
O Assassino de Macario
CAMILLO CASTELLO BRANCO
Porto, 1903
Livraria Chardron
2.ª edição
189 mm x 123 mm
176 págs.
subtítulo: Comedia em tres actos – Versão livre – Expressamente coordenada
para a festa artistica do actor Dias
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo irrepreensível, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)
Trata-se da tradução da comédia francesa Le Meurtre de Théodore de
Clairville, de Alphonse Brot e Victor Bernard, cuja acção decorre no Porto.
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segunda-feira, junho 10, 2024
O General Carlos Ribeiro
CAMILLO CASTELLO BRANCO
Porto, 1884
Livraria Civilisação de Eduardo da Costa Santos – Editor
1.ª edição
204 mm x 146 mm
72 págs.
subtítulo: Recordações da Mocidade
exemplar estimado; miolo limpo, papel com vagos sinais de foxing
assinatura de posse no frontispício
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
Carlos Ribeiro, «sabio geologo, que fôra das suas [de Camilo] relações, como seu contemporaneo de estudos na cidade do Porto» – diz-nos o camilianista Sérgio de Castro (vd. Camillo Castello Branco: Typos e Episodios da Sua Galeria, vol. III, Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1914) –, «primeiro geologo que se affirmou em Portugal para os dominios das modernas applicações da respectiva sciencia», a ele se deve ainda o «registo anthropologico e prehistorico da existencia do anthropopitecus» nacional. «Mas o principal da brochura consiste em Camillo contar outro caso mais trovadoresco – um episodio da vida amorosa do general, que se deixara tomar de amores por uma heroina, que bem nascida em Lisboa, atraiçoando o marido e fugindo com o amante para o Porto, cahiu nos braços caritativos do futuro sabio [...]»
O estilo é vivaz, como sempre. As mundanas são tratadas como tais; os generais, nem por isso.
terça-feira, fevereiro 20, 2024
Vingança
CAMILLO CASTELLO-BRANCO
Porto, 1863
Em Casa de Cruz Coutinho – Editor
2.ª edição
199 mm x 130 mm
240 págs.
encadernação recente inteira em tela com rótulo gravado a ouro na pasta
anterior
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)
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quinta-feira, fevereiro 01, 2024
As Gatas [junto com] Liga Portuguesa de Profilaxia Social [junto com] Joias Camilianas [junto com] Azeite Escaldado...
quinta-feira, outubro 19, 2023
«A Sereia» de Camilo
quarta-feira, setembro 13, 2023
A Filha do Arcediago
CAMILLO CASTELLO-BRANCO
Porto, 1858
Em Casa de Cruz Coutinho – Editor
2.ª edição («emendada»)
195 mm x 122 mm
264 págs.
modesta encadernação de amador inteira em imitação de pele gravada a ouro na
lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, ocasionais notas à margem
carimbo de posse no ante-rosto
80,00 eur (IVA e portes incluídos)
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segunda-feira, agosto 21, 2023
Maria! Não Me Mates, Que Sou Tua Mãe!
CAMILLO CASTELLO BRANCO
Lisboa, s.d. [conforme a edição princeps, de 1848*]
Casa Ventura Abrantes – Livraria Editora
s.i.
240 mm x 175 mm
16 págs.
subtítulo: Meditação sobre o espantoso crime acontecido em Lisboa: | Uma
filha que mata e despedaça sua mãe | Mandada imprimir por um mendigo,
que foi lançado fora | do seu convento, e anda pedindo esmola pelas
portas. | Offerecida | Aos paes de familias, e áquelles que
acreditam em Deus […]
exemplar estimado, discretos restauros nas dobras; miolo limpo
é o n.º 55 de uma tiragem de apenas 150 exemplares numerados
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
60,00 eur (IVA e portes incluídos)
* A vertente edição data de 1924, segundo catálogo da Livraria de Manuel
dos Santos, Revista Bibliografica Camiliana, III vol., pref. Teófilo Braga,
Lisboa 1926.
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sábado, junho 03, 2023
O Penitente
TEIXEIRA DE PASCOAES
Porto, 1942
Livraria Latina Editora
1.ª edição
193 mm x 133 mm
324 págs.
subtítulo: Camilo Castelo Branco
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
60,00 eur (IVA e portes incluídos)
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sábado, dezembro 31, 2022
Ex.mo Sr. Dr. Arnaldo Dantas da Gama – Carta inédita de Camilo Castelo Branco a propósito de «A Caldeira de Pero Botelho»
Lisboa, 2006
frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
16 págs. + 4 págs. em extra-texto
exemplar novo
19,00 eur (IVA e portes incluídos)
A edição reúne a carta em fac-símile e a sua transcrição, juntas com uma carta do mesmo dirigida a António Feliciano de Castilho, segundo compilação e prefácio de Paulo da Costa Domingos e Telma Rodrigues. Do Exórdio:
«Os leilões são uma torrente de conhecimento e aventura pela nossa humanidade passada. Ao invés do que, ciúme ou ganância, afirmam certos colegas editores, são, actualmente, os antiquários e os alfarrabistas os únicos negociantes de livros com interesse iniludível e feliz surpresa… Já que os mais, editores e livreiros de novidades estabelecidos, fraca mercadoria exibem nas suas quitandas. Dizíamos dos leilões: que das gavetas de algum cuidado coleccionador trouxeram à luz, no caso, a carta manuscrita inédita de Camilo Castelo Branco motivo da vertente publicação. Foi numa tarde do Outono de 2005, em amena sessão no Palácio do Correio Velho, com o número de lote 366, a uma sexta-feira sem história nem sobressalto, 7 de Outubro, que, por uns irrisórios cem contos (moeda antiga), ficámos na posse de maior riqueza para o domínio público das ideias. E do que se trata, afinal, no preciso capítulo destas?
Conhecia-se já, comunicada por João Costa em 1924, no seu trabalho Castilho e Camilo, Correspondência Trocada entre os Dois Escritores, carta escrita à data de 26 de Março de 1867 por Camilo ao poeta António Feliciano de Castilho, e que, entre assunto vário, expressa a sua total indisponibilidade para ler um romance de Arnaldo Gama, então novidade livreira no Porto. A dúvida, porém – dúvida, claro, para quem se interessa pelos detalhes do quotidiano dos nossos antepassados –, surge quanto ao título da tal obra de Arnaldo Gama, pois que duas haviam saído dos prelos, por essa altura, a curto intervalo entre si.
O camilianista Alexandre Cabral, editando novamente essa carta, nos anos oitenta, em obra sua profusamente anotada, Correspondência de Camilo Castelo Branco com António Feliciano de Castilho – I, continuava a ignorar que romance teria desgostado Camilo: “O romance de Arnaldo Gama, que Camilo afirma peremptoriamente que nunca lerá, deve ser um destes dois títulos: O Filho do Baldaia ou A Caldeira de Pero Botelho, editados ambos em 1866, o primeiro pela Viúva Moré; e o segundo, pelo Cruz Coutinho.” Ora, dado o conhecimento de hoje, do que inédito estava, fica assim desfeita a dúvida… Outras razões faltassem a justificar a presente edição do saboroso naco epistolográfico.
Mas não: o próprio conteúdo [...] fac-similado e transcrito até pode agradar-nos.
Com razão, acerca da carta autógrafa, alguém escreveu na ficha descritiva no catálogo da leiloeira: “muito valiosa pela sua graça e chiste” – o que é justo apreço literário ao arrepio do preço a licitar. E nem aí se suspeitava a maior graça que a coisa passa a ter logo que, juntando duas missivas, verificamos quão contrárias são as opiniões de Camilo sobre o mesmo objecto, com dois dias de intervalo e dirigindo-se a dois distintos interlocutores: um, o autor da Caldeira, talvez à míngua de aprovação do reconhecido mestre… sendo que se desconhece em que termos se dirigiu ele a Camilo no acto de enviar-lhe o livro; o outro, poeta que o prosador sempre teve em alta consideração (quando sobre ele não emitia, junto de terceiros, ditos biliosos), com quem desabafa os horrores que vai lendo, ou evitando. [...]»
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sexta-feira, julho 22, 2022
Agulha em Palheiro
CAMILLO CASTELLO BRANCO
Porto, 1865
Em Casa de Viuva Moré – Editora
2.ª edição (1.ª edição em Portugal, «revista pelo author»)
181 mm x 118 mm
264 págs.
encadernação de amador inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
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130,00 eur (IVA e portes incluídos)
Diz Camilo numa breve nota de apresentação:
«A primeira edição d’este romance sahiu d’uma typographia do Rio de Janeiro. Parece
que houve proposito em desdourar os prelos brasileiros! Poderá parecer tambem
que se intentou desdourar o author; mas semelhante suspeita não vingaria,
attendendo a que não é coisa verosimil alguem escrever assim. O que mais
depressa poderia crêr-se seria que o escriptor mais fleumatico morresse de
fulminante desgosto, vendo a sua obra tão damnificada, e suja de todas as
nodoas, para lavagem das quaes se crearam as quatro partes constitutivas da
grammatica.
Imprime-se o livro, como o author escreveu o manuscripto, e chama-se segunda
edição, porque o titulo e substancia da obra está no livro publicado no
Brazil.»
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Fanny
ERNESTO FEYDEAU
trad. Camillo Castello-Branco
pref. Francisco Gomes da Fonseca (editor)
Porto, 1862
Em Casa de F. G. da Fonseca – Editor
2.ª edição
216 mm x 139 mm
4 págs. + IV págs. + 144 págs.
subtítulo: Estudo
encadernação inteira em tela com rótulo gravado a ouro na pasta anterior
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado, capas de brochura sujas e com pequenos restauros;
miolo limpo, primeiras duas folhas e última folha manchadas à cabeça
65,00 eur (IVA e portes incluídos)
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domingo, fevereiro 13, 2022
Amor de Perdição
ANTÓNIO LOPES RIBEIRO
Lisboa, s.d.
s.i. [ed. autor ?]
1.ª edição
240 mm x 182 mm
72 págs. + 20 págs. em extra-texto (reprod. fotográficas)
subtítulo: O filme português
profusamente ilustrado
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