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terça-feira, julho 14, 2026

A Senhora Rattazzi



CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto e Braga, 1880
Livraria Internacional de Ernesto Chardron, Editor
«nova edição mais incorrecta e augmentada»
210 mm x 140 mm
X págs. + 38 págs.
encadernação coeva em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, lombada envelhecida; miolo limpo no geral limpo, alguma sujidade na última página
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Princesa Rattazzi (ou seja: Marie Studolmire Wyse, princesa de Solms, e depois condessa) foi mulher de letras francesa, embora nascida em Inglaterra, em 1833. Apesar de ser neta de Lucian Bonaparte (irmão de Napoleão I) e filha de Letice Bonaparte e de sir Thomas Wyse, membro do parlamento inglês e ministro plenipotenciário da Grã-Bretanha em Atenas, nada disto obstou a que o escritor Camilo Castelo Branco, vendo-se referido pejorativamente num livro da princesa, Le Portugal à Vol d’Oiseau (1879), viesse a terreiro enxovalhar (literariamente!), pela mofa, essa turista de visita ao nosso país. O texto de Camilo, para além das razões aduzidas, é magnífico de mordacidade e correcção linguística; como elogiou Fialho de Almeida, no seu livro Figuras de Destaque, «Um dos predicados admiráveis desta língua é não cheirar ela nunca a literatura, ser uma língua de acção, embora às vezes bizarra, e com efeitos orquestrais, que tanto lhe vêm dos assuntos, como da combinação rítmica das sílabas. Também raros escritores possuem, como Camilo, a intuição da língua em que convém tratar o assunto, e o poder de inventar, para cada género de tema, o vocabulário, o estilo e a fantasmagoria interior que lhe são próprios.»

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terça-feira, fevereiro 17, 2026

Narrador, Tempo e Leitor na Novela Camiliana


ANÍBAL PINTO DE CASTRO

Vila Nova de Famalicão, 1976 [aliás, 1977]
Edição da «Casa de Camilo»
1.ª edição
227 mm x 145 mm
152 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA AFÁVEL DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO DIPLOMATA ANTÓNIO COIMBRA MARTINS
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, janeiro 03, 2026

O Regicida

 


CAMILLO CASTELLO BRANCO

Lisboa, 1916
Parceria Antonio Maria Pereira
5.ª edição
181 mm x 123 mm
222 págs.
subtítulo: Romance historico
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a negro e ouro nas pastas e na lombada, folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DO ESCRITOR FAURE DA ROSA
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, novembro 07, 2025

Dispersos de Camilo



[CAMILO CASTELO BRANCO]
JÚLIO DIAS DA COSTA, comp. e notas

Coimbra, 1924 a 1929
Imprensa da Universidade
1.ª edição (todos os volumes)
5 volumes (completo)
228 mm x 168 mm
[XVI págs. + 592 págs. + 13 folhas em extra-texto] + [4 págs. + 656 págs. + 12 folhas em extra-texto] + [VIII págs. + 530 págs. + 10 folhas em extra-texto] + [4 págs. + 610 págs. + 6 folhas em extra-texto] + [2 págs. + XIV págs. + 314 págs. + 5 folhas em extra-texto]
subtítulos:
vol. I – Crónicas (1848-1852)
vol. II – Crónicas (1853-1856)
vol. III – Crónicas (1857-1885)
vol. IV – Artigos (1846-1889)
vol. V – Romances (1848-1863)
exemplares estimados, algum desgaste na capa e na lombada do vol. V; miolo limpo, vols. I, III e IV por abrir
rubrica de posse na capa do vol. V
210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Notável trabalho de reunião daquela miuçalha que também faz de um escritor um extraordinário escritor. Também aquilo que um escritor vai deixando pelo caminho ao sabor da circunstância é crucial para a compreensão de uma personalidade o mais das vezes complexa, e mesmo retorcida. Apenas um exemplo das pérolas aqui juntas, assinada pelo maior cultor da língua portuguesa, a propósito de um dos nossos maiores dicionaristas:
«Candido de Figueiredo –
Parece que se retirou da milicia activa das lettras amenas quando levava a semana em meio.
Vê-se que o sr. Candido de Figueiredo não tinha a vocação litteraria bem pronunciada até ao martyrio.
Eu queria ver o seu talento bem premiado, ou que elle sahisse d’esta cafraria com a chave que Gilbert inguliu.
Dizem-me que elle advoga no Alemtejo. Faz bem. A suprema vingança que um poeta pode tirar d’esta sociedade é provar a candura dos ladroens que a roubam e dos assassinos que lhe anavalham a barriga.
Vingue-se o illustre auctor do Tasso, e membro da sociedade aziatica.»

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terça-feira, fevereiro 25, 2025

A Provocação

 

ANGELINA VIDAL

Lisboa, s.d. [1887]
Biblioteca da Mocidade
1.ª edição
185 mm x 128 mm (estojo)
16 págs.
subtítulo: Carta ao Rei a proposito do conflicto parlamentar entre o ex-ministro da Marinha e o deputado Ferreira d’ Almeida
brochura de versos protegida por uma pasta-estojo forrada a tela
exemplar envelhecido mas coleccionável; miolo limpo
assinatura e carimbos de posse do escritor Mário Portocarrero Casimiro
PEÇA DE COLECÇÃO
corre pelo rodapé de todas as páginas uma linha de texto cuja caligrafia pode ser atribuída a Camilo Castelo Branco, a quem a autora dedicou pelo menos um dos seus livrinhos: O Marquês de Pombal à Luz da Filosofia

480,00 eur (IVA e portes incluídos)



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A Espada de Alexandre


[CAMILO CASTELO BRANCO]

Porto, 1872
Typographia da Casa Real
1.ª edição
226 mm x 145 mm
50 págs.
subtítulo: Corte profundo na questão do homem-mulher e mulher-homem por Um Socio Prendado de Varias Philarmonicas
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo, papel manchado no canto superior direito da capa e nas primeiras folhas
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicada sem o nome do autor, mas posteriormente incluída no livro de Camilo Boémia do Espírito, trata-se da sua intervenção num tema da actualidade, em que acabara de ser vertida para português a «[…] obrinha de Alexandre Dumas Filho sobre o adultério feminino, intitulada Homme-Femme, [que] levantara em França acalorada celeuma, que se repercutiu em Portugal. […] Trata-se de uma conversa picaresca sobre o tema em voga[,] entre o autor (o pseudo “sócio prendado de várias filarmónicas”) e o seu vizinho Raimundo (“poeta laureado no Águia de Ouro”). Na opinião de Dumas Filho, a solução para o marido desonrado pelo crime de sua mulher é matá-la. […]» Para Camilo, a questão põe-se de outra maneira «[…] questionando o vizinho Raimundo: “Que é o adultério? / É a razão insurgida contra o absurdo do vínculo indissolúvel. / A mulher que morre no acto da sua rebelião, que é? Hoje, é uma criminosa que uns deploram, e outros improperam na sepultura. Daqui a cem anos será celebrada como holocausto da emancipação.” […]» (Fonte: Alexandre Cabral, Dicionário de Camilo Castelo Branco, Editorial Caminho, Lisboa, 1988)

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Questão da Sebenta



CAMILLO CASTELLO BRANCO
Avelino Cesar Augusto Callisto [II]
José Maria Rodrigues [III, VI e VIII]

Porto, 1883-1891
Livraria de Ernesto Chardron
1.as [VI, VII e IX], 2.as [II-III, IV e V] e 3.as [I e VIII] edições
8 brochuras acondicionadas num estojo (completo)
258 mm x 176 mm (estojo)
16 págs. + 16 págs. + 16 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 36 págs. + 16 págs. + 32 págs.
títulos individuais: I – Notas á Sebenta do Dr. Avelino Cesar Callisto, lente cathedratico de Historia Ecclesiastica Portuguesa; [II – Ao publico: O Snr. Camillo Castello Branco e as suas Notas á Sebenta; III – Duas palavras ao Snr. Camillo Castello Branco]; IV – Notas ao folheto do Snr. Dr. Avelino Cesar Callisto, lente cathedratico de Historia Ecclesiastica Portuguesa; V – A cavallaria da Sebenta (Resposta ao theologo); VI – As evasivas do Snr. Camillo Castello Branco; VII – Segunda carga da cavallaria (Réplica ao padre); VIII – A réplica do Snr. Camillo Castello Branco; IX – Carga terceira (Tréplica ao padre)
folhetos por aparar acondicionados num estojo próprio de fabrico recente
exemplares estimados, ocasionais restauros periféricos em dois deles; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Camilo republicará mais tarde, corrigindo aqui e acolá, a sua parte desta controvérsia, no seu livro Boémia do Espírito, dando-lhe o saboroso título: «Sebenta, Bolas e Bulas».

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segunda-feira, setembro 09, 2024

A Neta do Arcediago


CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto, 1874
Em Casa de A. R. da Cruz Coutinho – Editor
3.ª edição
206 mm x 133 mm
180 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida com restauros periférico e na lombada; miolo limpo, por abrir
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata Camilo da «[…] romantisação da descendencia do Arcediago de Barroso, Leonardo Taveira, na pessoa de sua neta, Açucena, que sua filha tivera do primeiro matrimonio.
Açucena, pelo titulo do romance, é a protagonista d’ elle, mas pelos factos não o devia ser. O heroe – heroe de perversão humana – é Luiz da Cunha, que o fidalgo João da Cunha houvera de uma mulata dengue, que em Coimbra roubara a um seu contemporaneo brazileiro, que da America viera com ella, cheio de amor e de muitos cabedaes. […]
O verdadeiro heroe é, de facto, Luiz da Cunha: mau filho, mau marido, mau amigo, amante mau; jogador, rufião, pirata, escrivão do juizo ordinario, contrabandista e ladrão de estrada…
Toda a escala, sendo na qualidade de ladrão, morto n’ um assalto, que elle pela ultima vez se aproxima de Açucena, no intento de lhe roubar a casa, arregimentado na quadrilha de José do Telhado. […]»
(Fonte: Sérgio de Castro, Camillo Castello Branco – Typos e Episodios da Sua Galeria, vol. I, Parceria António Maria Pereira, Lisboa 1914)

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quarta-feira, agosto 28, 2024

O Assassino de Macario

CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto, 1903
Livraria Chardron
2.ª edição
189 mm x 123 mm
176 págs.
subtítulo: Comedia em tres actos – Versão livre – Expressamente coordenada para a festa artistica do actor Dias
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo irrepreensível, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da tradução da
comédia francesa Le Meurtre de Théodore de Clairville, de Alphonse Brot e Victor Bernard, cuja acção decorre no Porto.

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segunda-feira, junho 10, 2024

O General Carlos Ribeiro


CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto, 1884
Livraria Civilisação de Eduardo da Costa Santos – Editor
1.ª edição
204 mm x 146 mm
72 págs.
subtítulo: Recordações da Mocidade
exemplar estimado; miolo limpo, papel com vagos sinais de foxing
assinatura de posse no frontispício
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos Ribeiro, «sabio geologo, que fôra das suas [de Camilo] relações, como seu contemporaneo de estudos na cidade do Porto» – diz-nos o camilianista Sérgio de Castro (vd. Camillo Castello Branco: Typos e Episodios da Sua Galeria, vol. III, Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1914) –, «primeiro geologo que se affirmou em Portugal para os dominios das modernas applicações da respectiva sciencia», a ele se deve ainda o «registo anthropologico e prehistorico da existencia do anthropopitecus» nacional. «Mas o principal da brochura consiste em Camillo contar outro caso mais trovadoresco – um episodio da vida amorosa do general, que se deixara tomar de amores por uma heroina, que bem nascida em Lisboa, atraiçoando o marido e fugindo com o amante para o Porto, cahiu nos braços caritativos do futuro sabio [...]»
O estilo é vivaz, como sempre. As mundanas são tratadas como tais; os generais, nem por isso.

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terça-feira, fevereiro 20, 2024

Vingança

 

CAMILLO CASTELLO-BRANCO

Porto, 1863
Em Casa de Cruz Coutinho – Editor
2.ª edição
199 mm x 130 mm
240 págs.
encadernação recente inteira em tela com rótulo gravado a ouro na pasta anterior
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, fevereiro 01, 2024

As Gatas [junto com] Liga Portuguesa de Profilaxia Social [junto com] Joias Camilianas [junto com] Azeite Escaldado...





FREI GIL D’ALCOBAÇA
Camilo Castelo Branco

Lisboa, Agosto de 1945 a [Junho (?) de] 1946
Livraria Central de Gomes de Carvalho, Editor
1.ª edição [e 2.ª edição, o último opúsculo]
11 opúsculos, ou «consertos mensais» (completo)
20 cm x 13 cm (caixa)
[8 x 32 págs.] + 16 págs. + 24 págs. + 32 págs. + 1 folha-prospecto (4 págs.)
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
inclui prospecto publicitário com «referencias e criticas da imprensa»
VALORIZADOS PELAS DEDICATÓRIAS MANUSCRITAS DO EDITOR GOMES DE CARVALHO EM QUASE TODOS OS OPÚSCULOS
acondicionados em estojo próprio de fábrica recente
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de João Paulo Veneno Freire (vd. Dicionário de Pseudónimos de Albino Lapa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1980), frei Gil segue a veia satírica d’As Farpas (Ramalho / Eça) e d’Os Gatos (Fialho). São preciosas as notas que acerca de tudo e nada este jornalista vai traçando para a sua época; ao acaso um exemplo do seu estilo:
«[...] Perquemos algumas linhas, que mais bem empregadas seriam a tratar de coisas sérias, zargunchando, uma vez sem exemplo, certo biltre que, como cachôrro vàdio, passou pelas “Gatas” e alçou a perna para o esguicho do seu atavismo de lebreu que usa coleira e tem dono. Para que o pontapé no focinho lhe seja mais contundente, ponhamos em confronto com a sua prosa de lacaio [...]», etc., e segue verberando o “animal”... Da leitura, e por analogia com os tempos actuais, se pressente que isto pouco mudou.

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quinta-feira, outubro 19, 2023

«A Sereia» de Camilo



JÚLIO DIAS DA COSTA

Lisboa, 1930
s.i. [ed. autor ?]
1.ª edição
22,9 cm x 16,3 cm
40 págs.
subtítulo: História da protagonista, segundo um manuscrito do século XVIII
exemplar estimado; miolo extensamente anotado a lápis pelo professor Lopes de Oliveira
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DE LOPES D’OLIVEIRA
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui transcrita e prefaciada a Carta de um amigo a outro escrita do Porto ou Istória da vida de D. Joachina Antonia, chamada a Sereia, manuscrito que, em 1865, terá inspirado Camilo Castelo Branco na construção da sua obra A Sereia.

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quarta-feira, setembro 13, 2023

A Filha do Arcediago

 

CAMILLO CASTELLO-BRANCO

Porto, 1858
Em Casa de Cruz Coutinho – Editor
2.ª edição («emendada»)
195 mm x 122 mm
264 págs.
modesta encadernação de amador inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, ocasionais notas à margem
carimbo de posse no ante-rosto
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, agosto 21, 2023

Maria! Não Me Mates, Que Sou Tua Mãe!

 

CAMILLO CASTELLO BRANCO

Lisboa, s.d. [conforme a edição princeps, de 1848*]
Casa Ventura Abrantes – Livraria Editora
s.i.
240 mm x 175 mm
16 págs.
subtítulo: Meditação sobre o espantoso crime acontecido em Lisboa: | Uma filha que mata e despedaça sua mãe | Mandada imprimir por um mendigo, que foi lançado fora | do seu convento, e anda pedindo esmola pelas portas. | Offerecida | Aos paes de familias, e áquelles que acreditam em Deus […]
exemplar estimado, discretos restauros nas dobras; miolo limpo
é o n.º 55 de uma tiragem de apenas 150 exemplares numerados
RARA PEÇA DE COLECÇÃO

60,00 eur (IVA e portes incluídos)

* A vertente edição data de 1924, segundo catálogo da Livraria de Manuel dos Santos, Revista Bibliografica Camiliana, III vol., pref. Teófilo Braga, Lisboa 1926.

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sábado, junho 03, 2023

O Penitente

 

TEIXEIRA DE PASCOAES

Porto, 1942
Livraria Latina Editora
1.ª edição
193 mm x 133 mm
324 págs.
subtítulo: Camilo Castelo Branco
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, dezembro 31, 2022

Ex.mo Sr. Dr. Arnaldo Dantas da Gama – Carta inédita de Camilo Castelo Branco a propósito de «A Caldeira de Pero Botelho»

CAMILO CASTELO BRANCO

Lisboa, 2006
frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
16 págs. + 4 págs. em extra-texto
exemplar novo
19,00 eur (IVA e portes incluídos)

A edição reúne a carta em fac-símile e a sua transcrição, juntas com uma carta do mesmo dirigida a António Feliciano de Castilho, segundo compilação e prefácio de Paulo da Costa Domingos e Telma Rodrigues. Do Exórdio:
«Os leilões são uma torrente de conhecimento e aventura pela nossa humanidade passada. Ao invés do que, ciúme ou ganância, afirmam certos colegas editores, são, actualmente, os antiquários e os alfarrabistas os únicos negociantes de livros com interesse iniludível e feliz surpresa… Já que os mais, editores e livreiros de novidades estabelecidos, fraca mercadoria exibem nas suas quitandas. Dizíamos dos leilões: que das gavetas de algum cuidado coleccionador trouxeram à luz, no caso, a carta manuscrita inédita de Camilo Castelo Branco motivo da vertente publicação. Foi numa tarde do Outono de 2005, em amena sessão no Palácio do Correio Velho, com o número de lote 366, a uma sexta-feira sem história nem sobressalto, 7 de Outubro, que, por uns irrisórios cem contos (moeda antiga), ficámos na posse de maior riqueza para o domínio público das ideias. E do que se trata, afinal, no preciso capítulo destas?
Conhecia-se já, comunicada por João Costa em 1924, no seu trabalho Castilho e Camilo, Correspondência Trocada entre os Dois Escritores, carta escrita à data de 26 de Março de 1867 por Camilo ao poeta António Feliciano de Castilho, e que, entre assunto vário, expressa a sua total indisponibilidade para ler um romance de Arnaldo Gama, então novidade livreira no Porto. A dúvida, porém – dúvida, claro, para quem se interessa pelos detalhes do quotidiano dos nossos antepassados –, surge quanto ao título da tal obra de Arnaldo Gama, pois que duas haviam saído dos prelos, por essa altura, a curto intervalo entre si.
O camilianista Alexandre Cabral, editando novamente essa carta, nos anos oitenta, em obra sua profusamente anotada, Correspondência de Camilo Castelo Branco com António Feliciano de Castilho – I, continuava a ignorar que romance teria desgostado Camilo: “O romance de Arnaldo Gama, que Camilo afirma peremptoriamente que nunca lerá, deve ser um destes dois títulos: O Filho do Baldaia ou A Caldeira de Pero Botelho, editados ambos em 1866, o primeiro pela Viúva Moré; e o segundo, pelo Cruz Coutinho.” Ora, dado o conhecimento de hoje, do que inédito estava, fica assim desfeita a dúvida… Outras razões faltassem a justificar a presente edição do saboroso naco epistolográfico.
Mas não: o próprio conteúdo [...] fac-similado e transcrito até pode agradar-nos.
Com razão, acerca da carta autógrafa, alguém escreveu na ficha descritiva no catálogo da leiloeira: “muito valiosa pela sua graça e chiste” – o que é justo apreço literário ao arrepio do preço a licitar. E nem aí se suspeitava a maior graça que a coisa passa a ter logo que, juntando duas missivas, verificamos quão contrárias são as opiniões de Camilo sobre o mesmo objecto, com dois dias de intervalo e dirigindo-se a dois distintos interlocutores: um, o autor da Caldeira, talvez à míngua de aprovação do reconhecido mestre… sendo que se desconhece em que termos se dirigiu ele a Camilo no acto de enviar-lhe o livro; o outro, poeta que o prosador sempre teve em alta consideração (quando sobre ele não emitia, junto de terceiros, ditos biliosos), com quem desabafa os horrores que vai lendo, ou evitando. [...]»

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sexta-feira, julho 22, 2022

Agulha em Palheiro

 

CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto, 1865
Em Casa de Viuva Moré – Editora
2.ª edição (1.ª edição em Portugal, «revista pelo author»)
181 mm x 118 mm
264 págs.
encadernação de amador inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz Camilo numa breve nota de apresentação:
«A primeira edição d’este romance sahiu d’uma typographia do Rio de Janeiro. Parece que houve proposito em desdourar os prelos brasileiros! Poderá parecer tambem que se intentou desdourar o author; mas semelhante suspeita não vingaria, attendendo a que não é coisa verosimil alguem escrever assim. O que mais depressa poderia crêr-se seria que o escriptor mais fleumatico morresse de fulminante desgosto, vendo a sua obra tão damnificada, e suja de todas as nodoas, para lavagem das quaes se crearam as quatro partes constitutivas da grammatica.
Imprime-se o livro, como o author escreveu o manuscripto, e chama-se segunda edição, porque o titulo e substancia da obra está no livro publicado no Brazil.»

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Fanny

 

ERNESTO FEYDEAU
trad. Camillo Castello-Branco
pref. Francisco Gomes da Fonseca (editor)

Porto, 1862
Em Casa de F. G. da Fonseca – Editor
2.ª edição
216 mm x 139 mm
4 págs. + IV págs. + 144 págs.
subtítulo: Estudo
encadernação inteira em tela com rótulo gravado a ouro na pasta anterior
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado, capas de brochura sujas e com pequenos restauros; miolo limpo, primeiras duas folhas e última folha manchadas à cabeça
65,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, fevereiro 13, 2022

Amor de Perdição

 

ANTÓNIO LOPES RIBEIRO

Lisboa, s.d.
s.i. [ed. autor ?]
1.ª edição
240 mm x 182 mm
72 págs. + 20 págs. em extra-texto (reprod. fotográficas)
subtítulo: O filme português
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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