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terça-feira, maio 27, 2025

O Marquez de Pombal á Luz da Philosophia


ANGELINA VIDAL

Lisboa, 1882
Imprensa da Viuva Sousa Neves
1.ª edição
205 mm x 143 mm
32 págs.
exemplar estimado, restauros na capa; miolo limpo, parcialmente por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poema dedicado a Camilo Castelo Branco, perante quem Angelina Vidal (1853-1917) se justifica assim nas páginas de abertura:
«[...] No meio d’este anemico paiz vibra ainda uma corda vocal, a ultima – é a maledicencia. [...]
Insultar é uma necessidade tão inherente ao organismo patrio, que se o indigena não houvera a quem fazel-o, insultar-se-hia a si mesmo.
[...] Democrata convicta, e evangelisadora do livre exame – em ethica, sciencia, e politica, manifesto amplamente as opiniões do meu espirito, com a altiva independencia de quem se habituou a superar os diques verminosos da sórdida mesquinhez.
Por isso estendo fraternamente a mão ao glorioso mestre da patria lingua, e saúdando o fecundo engenho do athleta da litteratura portugueza, offereço-lhe despretenciosamente estes humildes versos.»
E seguem versos notáveis, de louvor ao marquês – a cumprir-se então o centenário da sua morte –, entre os quais avultam estes:
«[...] Cantae, Democracia, o espirito do bravo,
Que o nivel fez rolar por sobre a Sociedade,
Prostrando o jesuitismo, ou libertando o escravo,
Quebrando á inquisição as garras da maldade. [...]»

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

terça-feira, fevereiro 25, 2025

A Provocação

 

ANGELINA VIDAL

Lisboa, s.d. [1887]
Biblioteca da Mocidade
1.ª edição
185 mm x 128 mm (estojo)
16 págs.
subtítulo: Carta ao Rei a proposito do conflicto parlamentar entre o ex-ministro da Marinha e o deputado Ferreira d’ Almeida
brochura de versos protegida por uma pasta-estojo forrada a tela
exemplar envelhecido mas coleccionável; miolo limpo
assinatura e carimbos de posse do escritor Mário Portocarrero Casimiro
PEÇA DE COLECÇÃO
corre pelo rodapé de todas as páginas uma linha de texto cuja caligrafia pode ser atribuída a Camilo Castelo Branco, a quem a autora dedicou pelo menos um dos seus livrinhos: O Marquês de Pombal à Luz da Filosofia

480,00 eur (IVA e portes incluídos)



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pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

segunda-feira, março 15, 2021

Lisboa Antiga e Lisboa Moderna


ANGELINA VIDAL
[desenho do brasão por Jorge Boaventura]

Lisboa, 1900 [a 1903]
Livraria Moraes | Typographia da Gazeta de Lisboa
1.ª edição
28,5 cm x 21,5 cm
176 págs.
subtítulo no frontispício: Elementos historicos da sua evolução
subtítulo na capa: Historia desde a sua fundação até aos nossos dias – Acontecimentos historicos – Lendas e tradições – Monumentos – Cercos e pestes que tem soffrido, etc., etc.
composto manualmente a duas colunas
exemplar estimado, capa com sinais de foxing; miolo limpo, acidulado
peça de colecção
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

Angelina Casimira do Carmo e Silva Vidal (1853-1917) – poetisa, conferencista libertária, professora, jornalista, «proletária intelectual» – foi, de facto, diz-nos o seu biógrafo Raul Esteves dos Santos, «[...] a primeira mulher que, fugindo aos grandes salões onde se exibiam os melhores valores femininos da época, foi pôr ao serviço do povo e dos mais tocados pela desigualdade social todas as modalidades do seu peregrino talento e generoso coração. [...]» (ver Génio e Desventura de Angelina Vidal, Cooperativa do Povo Portuense, Porto, 1954).
Informa-nos ainda Esteves dos Santos (idem, ibidem) que «Era desejo de Angelina Vidal que a edição de Lisboa Antiga e Moderna fosse luxuosa, profusamente ilustrada, em tipo elzevir e papel especial, a qual, anunciada em prospectos, colheria prèviamente o maior número de assinantes, que garantissem ao editor uma receita, a qual fosse fazendo face às despesas inerentes à maneira que a obra fosse saindo do prelo. Dentro do seu plano a parte gráfica seria em tudo muito meticulosa e apurada, e a artística a mais requintada que fosse possível, pelo que todos os trabalhos se confiariam a técnicos, que cabalmente deles se desempenhassem. Com tais projectos era de calcular que a obra tornar-se-ia não só interessante pelo texto, como deleitosa pelas ilustrações.
Segundo Jorge Boaventura, a quem Angelina confidenciou os seus planos e os desaires sofridos nesta idealização, nessa obra figurariam frontarias de monumentos cívicos e religiosos, antigos palácios com os seus pórticos arquitectónicos, brasões de velhas nobrezas, torreões históricos, inscrições, chafarizes, túmulos e enfim reproduções de estampas de épocas passadas, que os modernos processos de gravura reproduziriam a atestar a fidelidade de todos esses elementos.
Mas, ao tentar a sua publicação deparou com imensas dificuldades para encontrar um editor, até que em 1900 a Empresa Editora da Biblioteca Popular de Legislação aceitou o encargo da edição, mas toda ela sujeita à mais económica confecção, a fim de poder ser vendida ao alcance de todas as bolsas.
Aceitou Angelina todas as condições que lhe foram impostas, sendo o 1.º e o 2.º tomos publicados em 1900 e 1901. E para poder sair o 3.º houve que remover novas dificuldades, só se fazendo em 1903, e que totaliza 176 páginas. Somente um emblema ilustra o frontispício e as capas dos três tomos, o Brasão de Lisboa, desenho e gravura em madeira, de Jorge Boaventura, que anotou este passo da vida de Angelina Vidal, bem digno de figurar na galeria de honra dos “Amigos de Lisboa”».

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