terça-feira, setembro 29, 2015

Bibliografia da Literatura Clássica Luso-Brasílica



JOSÉ DOS SANTOS

Lisboa, 1917 [aliás, 1916]
Livraria Lusitana
1.ª edição
8 cadernetas (ou fascículos) (é tudo quanto se publicou*)
27,8 cm x 20,3 cm
272 págs. (num. cont.) [(7 x 32 págs.) + 48 págs.] + 1 folha em extra-texto + 1 encarte (boletim de assinatura)
subtítulo: Elementos Subsidiários para a Bibliografia Portuguesa
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior creme
exemplares muito estimados, capilhas com restauros; miolo irrepreensível, por abrir
acondicionados em estojo próprio de fabrico recente
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Brito Aranha refere-se ao «bibliógrafo consciencioso», que foi José dos Santos, no Dicionário Bibliográfico Português (Inocêncio Francisco da Silva / B.A., vol. XXII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1923), nos seguintes termos:
«[...] O Sr. José dos Santos, filho de outro de igual nome e de Joaquina Júlia, é natural do Rochoso, distrito da Guarda, onde nasceu a 15 de agosto de 1881. Veio muito novo para Lisboa, e aqui se dedicou ao ofício de marceneiro, chegando a ser um bom artista e de gôsto aprimorado, como tivemos ensejo de verificar. Em 1909 abriu loja de alfarrabista na Calçada do Combro. Pouco tempo depois dava sociedade a seu irmão Manuel dos Santos, a qual foi dissolvida em 1913. [...]»

* Segundo Álvaro Neves, no seu Raridades Biblíacas – Edições Incompletas (Biblioteca da Universidade, Coimbra, 1945): «[...] A obra suspendeu devido à carestia do papel, motivada pela guerra de 1914-1918.»

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domingo, setembro 27, 2015

Notícias do Livro


Lisboa, Novembro de 1978 a Maio de 1979
dir. Maximino Gonçalves
Edição da Editorial Notícias
7 números (completo)
22,1 cm x 14,5 cm (estojo)
88 págs. + 80 págs. + 80 págs. + 88 págs. + 108 págs. + 80 págs. + 80 págs.
profusamente ilustrados
exemplares muito estimados; miolo limpo
sublinhados a tinta no n.º 7
acondicionados num estojo de fabrico recente
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Periódico infelizmente de curta duração, para além de regular informação relevante para os agentes culturais no sector livreiro, deu voz, em entrevistas mensais, a editores então de referência.

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quinta-feira, setembro 24, 2015

Uma Fenda na Muralha


ALVES REDOL
capa de Octávio Clérigo

Lisboa, s.d. [1959]
Portugália Editora
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
316 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
pequeno rótulo colado ao baixo na lombada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Testemunho do drama quotidiano dos pescadores da Nazaré. Alves Redol pode servir de exemplo de autodidatismo conseguido pela experiência, pela observação, pelo estudo, pela cultura, pela actividade sócio-política – que sempre procura transmitir aos outros transpondo-a para os seus livros.
Capa referenciada no catálogo Ilustração & Literatura Neo-Realista (Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2008).

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terça-feira, setembro 08, 2015

Cabo Verde – Contribuição para o Estudo do Dialecto Falado no Seu Arquipélago


MARIA DULCE DE OLIVEIRA ALMADA

Lisboa, 1961
Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
25,6 cm x 18,3 cm
168 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poesia de Cabo Verde


JOSÉ OSÓRIO DE OLIVEIRA

Lisboa, 1944
Agência Geral das Colónias
1.ª edição
22,2 cm x 16,4 cm
48 págs. (não numeradas)
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, algum foxing na capa; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve conjunto de poemas de Jorge Barrosa, Manuel Lopes, Baltasar Lopes, Pedro Corsino Azevedo e Nuno Miranda, precedido de interessante ensaio de Osório de Oliveira.

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Coração Insone


ANTÓNIO DE NAVARRO
pref. Franco Nogueira e João Gaspar Simões

Lisboa, 1971
Agência-Geral do Ultramar
1.ª edição
21,5 cm x 15,7 cm
232 págs.
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Volume onde se reúne toda a poesia de cariz africano da obra do escritor (1902-1980), que foi sempre considerado dos mais representativos da geração ligada à revista presença. Ser-lhe-á, todavia, atribuído nos derradeiros dias antes da queda do regime fascista, o patriótico Prémio Camilo Pessanha, criado pela primitiva Agência-Geral das Colónias.

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Poema do Mar



ANTÓNIO DE NAVARRO
retrato do autor por João Hogan
carta-prefácio de Jorge de Sena


[Porto], 1957
Portugália
1.ª edição
20,7 cm x 14,9 cm
196 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar muito estimado, miolo limpo, apresenta pequenas manchas de antiga humidade no verso do extra-texto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante poeta no contexto das folhas literárias da presença, sendo, segundo José Régio, dos «mais permanentes ou mais representativos» [fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998]. Para Jorge de Sena, «[...] a sua poesia se me afigura muito fácil e muito difícil, feita daquela trama subtil e um pouco solta que enfeitiça e ilude o leitor jovem e entusiasta.
Muito fácil, pois parecia, e parece felizmente ainda, uma das mais perfeitas vitórias do modernismo na expressão poética, através apenas de um total abandono à imaginação sensível que por si mesma e a si mesma se sugestiona [...].»
O autor é pai do escritor António Rebordão Navarro, e juntos dirigiram a revista literária portuense Bandarra.

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Ave de Silêncio



ANTÓNIO DE NAVARRO
capa de Roberto de Araújo
grafismo de Luís Amaro

Lisboa, 1942
Portugália
1.ª edição
21,2 cm x 14,1 cm
120 págs.
capa serigrafada
exemplar envelhecido, com falhas de cartolina na lombada; miolo limpo
é o n.º 363 de uma tiragem chancelada pelo Autor
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ARQUITECTO JORGE SEGURADO
ostenta colado no verso da capa o ex-libris deste último
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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História do Movimento da “Presença”


JOÃO GASPAR SIMÕES
Coimbra, 1958
Atlântida, Livraria Editora
1.ª edição
21,3 cm x 15,4 cm
296 págs.
subtítulo: Seguida de uma Antologia
exemplar muito estimado, apenas as primeira e última folhas mostram picos de antiga humidade
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Embora Gaspar Simões declare na Nota de abertura a sua pretensão de não ter feito História com H maiúsculo, mas apenas um livro de memórias circunstanciais do que foram as actividades culturais do grupo que, em seu redor, agitou a pasmaceira ignara do pós-primeiro modernismo português (quanto a nós, o segundo modernismo português foi o movimento surrealista...), a verdade é que ninguém melhor que ele soube relatar-nos o clima desses tempos. E assim inicia:
«Fez trinta anos em Março deste ano que apareceu em Coimbra o primeiro número de um pequeno jornal, impresso em papel rosado, um pouco lustroso, no gosto dos papéis em que por essa altura se embrulhavam os remédios nas farmácias da província.
O cabeçalho desse caderno de oito páginas, de pequeno formato, continha poucas palavras: três linhas apenas, a primeira das quais, em velho tipo normando, era o título da publicação. Este, desobedecendo à praxe das publicações congéneres – Trovador, A Folha, Via Latina, Porta Férrea –, inculcava-se apenas por aquilo que de facto era: uma presença. PRESENÇA, em capitais, e não ainda em minúsculas, como aconteceu a partir do quarto número, depois de desdenhado o velho normando, que se trocou por caracteres de madeira. PRESENÇA, eis, pois, o título desse jornal de estudantes que a si próprio se considerava, na segunda linha do cabeçalho, Folha de Arte e Crítica, dando-se como sendo publicado em Coimbra, a 10 de Março de 1927. Composto a duas largas colunas, divididas por um filete, que por sua vez se enquadravam dentro de dois outros filetes paralelos, um formando a cabeça, com a palavra – Presença –, e o outro o pé, o novo jornal apresentava-se como quinzenário e dizia-se dirigido e editado por Branquinho da Fonseca, João Gaspar Simões e José Régio. [...]»

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presença – fôlha de arte e crítica


JOÃO GASPAR SIMÕES
FERNANDO GUIMARÃES
LUÍS AMARO

prefácio de David Mourão-Ferreira


Lisboa, 1977
Secretaria de Estado e da Cultura
1.ª edição
24,4 cm x 18,3 cm
subtítulo: Publicação comemorativa do cinquentenário da fundação da «presença»
profusamente ilustrado com documentos alusivos à publicação e fotografias dos seus autores
exemplar novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, setembro 07, 2015

Riscos & Ligações


XAVIER DA CUNHA

Lisboa, 1907
Na Livraria Antonio Rodrigues & C.ª – Editores
1.ª edição
19,7 cm x 13,4 cm
8 págs. + 336 págs.
encadernação editorial em tela encerada com gravação a branco e negro
conserva a capa anterior de brochura
impresso sobre papel superior
não aparado
exemplar estimado, mancha na pasta anterior, pequeno restauro na lombada; miolo limpo
carimbo e assinatura de posse na folha de cortina que lhe está reservada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Invulgar livro de crónicas e memórias pessoais, cuja importância reside na vasta incidência de recordações acerca dos lugares e das gentes, usos e costumes de um país hoje desaparecido. Tendo sido Xavier da Cunha (1840-1920) personagem particularmente culto na sua época – além de cirurgião, desempenhou com brio os cargos de conservador e, depois, director da Biblioteca Nacional –, natural será que isso transpire na leitura das suas obras.

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quinta-feira, setembro 03, 2015

Corsários Célebres


JOSÉ MOREIRA CAMPOS, comandante

Lisboa, 1946
Editorial de Marinha
1.ª edição
20,4 cm x 13,7 cm
XIV págs. + 176 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, falhas de cartolina na lombada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de «[...] vários quadros de história naval que exerceram grande influência na marcha da Humanidade [...]» (do Prefácio do autor), contados em jeito de aventura, tendo em vista animar o espírito dos jovens para ingressarem na Marinha. «[...] O corso veio da pirataria, como as guerras justas sobre a terra resultaram da necessidade de defesa contra os ladrões [...]», diz-nos o comandante Moreira Campos, e é neste sentido que inclui o nosso Afonso de Albuquerque (ainda hoje temido e odiado entre alguma população etíope) num rol de bandidos natos, que ele tenta ressalvar dos actos sanguinários de que foram instigadores e protagonistas. Enfim, temos pois um estranho ponto de vista da “marcha da Humanidade”, que deverá ser lido sempre tendo em mente, não a gloriosa embófia do invasor, mas a humilhação dos povos conquistados, violados, saqueados, etc., etc.
O comandante da Marinha José Moreira Campos (1898-1967), republicano histórico, mais tarde opositor ao salazarismo, sempre defendeu a integridade do património ultramarino.

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O Corsario Portuguez


CARLOS PINTO D’ALMEIDA
pref. Eduardo Coelho

Lisboa, 1876
Empreza Editora, Carvalho & C.ª – Director, Castilho e Mello
1.ª edição
18,2 cm x 12,2 cm
288 págs.
subtítulo: Romance Maritimo
exemplar envelhecido, restauros na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos Pinto d’Almeida (1831-1899), autor anticlerical e orientalista, pioneiro do género “romance de aventuras”.

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