terça-feira, julho 31, 2018

Absalom, Absalom!


WILLIAM FAULKNER
pref. Harvey Breit

Nova Iorque, 1951
The Modern Library (Random House)
s.i.
texto em inglês
18,4 cm x 12,7 cm
XII págs. + 394 págs. [aliás, 388 págs. (erro de num.)]
encadernação editorial inteira em tela com gravação a vermelho e ouro na pasta anterior e na lombada, sobrecapa polícroma impressa retro e verso
exemplar muito estimado, discretas falhas de papel na sobrecapa; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


O Som e a Fúria


WILLIAM FAULKNER
trad. de Mário Henrique Leiria e H. Santos Carvalho
prefácio e revisão de Luís de Sousa Rebelo
capa de Infante do Carmo

Lisboa, s.d. [1960]
Portugália Editora
1.ª edição
21,7 cm x 15,1 cm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

William Faulkner, norte-americano, fez da sua arte literária um processo de salvaguarda do caos e da ruína ética que vinha apoderando-se do seu país. Interessou-o, acima de tudo, um certo passado não muito distante, o dos pais, o dos avós. A própria fragmentação das suas narrativas configura um testemunho de grande violência, desenraizante do indivíduo em vésperas de se tornar multidão, antes mesmo de podermos considerá-la esteticamente moderna.
Terá algum dos personagens criados por ele o direito de reclamar para si o estatuto de vítima? Vítima do esboroamento das relações humanas no seio da família e, portanto, no caso deste romance (de 1928), microcosmos de um esclavagismo primário de grilheta e chicote.
Numa corrosiva transferência de saberes e actos vindos do topo (a figura colonial do pai branco ausentando-se no alcoolismo) para a base, são os filhos e os netos os protagonistas de todas as formas de contra-tradição, de degenerescência, dos primeiros indícios de miséria e refinamento da desordem nos costumes. Ódio, idiotia, roubo, incesto, prostituição, crueldade gratuita, neurose suicida, surgem a preencher o declínio do exercício do poder dos mais velhos e ocupam, qual totalitarismo alternativo, o vazio permitido nessa vacilante crise da autoridade. Ainda que isto seja exemplo do país fratricida, realmente ninguém pode arrogar-se vítima do tempo ou da hora, pois são os homens concretos que liquidam a oportunidade e os meios disponíveis.
Finalmente, é o universo doméstico da preta Dilsey que se faz ouvir, inspirado de uma consciência e de uma força moral imprevisíveis, diante dos patrões brancos a comportarem-se uns com os outros como verdadeiros selvagens.

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Poèmes et Proses


WALT WHITMAN
trad. Jules Laforgue, Louis Fabulet, André Gide, Valery Larbaud, Jean Schlumberger, Francis Viélé-Griffin
pref. Valery Larbaud

Paris, 1960
Gallimard
s.i.
texto em francês
18,6 cm x 12 cm
320 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Dicionário de Rimas



COSTA LIMA
pref. Theophilo Braga

Lisboa, 1914
Editores - Santos & Vieira | Empreza Litteraria Fluminense
2.ª edição («revista e muito ampliada»)
19,8 cm x 12,8 cm
448 págs.
subtítulo: Para uso de portugueses e brasileiros
título do prefácio: Poetica Histórica Portuguesa
encadernação modesta de amador com gravação a ouro na lombada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
carimbos de posse no frontispício
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se (seg. BNP) de João Pereira da Costa Lima (1836-1897) que «Tendo sido mais um temperamento artístico que um verdadeiro criador, volúvel, inventivo, irrequieto, a sua vida foi uma constante aventura: aprendiz de ferreiro, marçano, saltimbanco, fotógrafo, comerciante, hoteleiro, proprietário de uma empresa funerária, director do Asilo Maria Pia e pagador da Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro, empresário teatral e actor. Com estudos pouco aprofundados, mostrou sempre uma acentuada tendência para a poesia e para o teatro [...].
Das poucas obras que publicou salienta-se A Lusa Bambochata – Poema Triste em Verso Alegre por Joanico Mila, satirizando violentamente os vícios da Administração Pública e da política portuguesa em geral.» (vd. Dicionário Cronólogico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990; verbete obviamente fundamentado na longa nota biográfica que consta do dicionário de Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, editado por João Romano Torres & C.ª em 1909)

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domingo, julho 29, 2018

A Imprensa


NUNO ROSADO
capa de J. M. Soares

Lisboa, 1966
Ministério da Educação Nacional – Direcção-Geral do Ensino Primário
1.ª edição
16,9 cm x 11,6 cm
136 págs. + 8 págs. em extra-texto + 1 encarte (corrigenda)
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Breviário da Dona de Casa



BARONESA X [ADELAIDE BRAMÃO]
capa de Roberto Nobre*

Lisboa, 1937
Editorial “O Século” (Sociedade Nacional de Tipografia)
1.ª edição
19 cm x 12,7 cm
280 págs. + 8 págs. (papel verde [anunciantes])
subtítulo: Livro indispensável em todos os lares
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA IMPORTANTE DEDICATÓRIA MANUSCRITA QUE PERMITE CONFIRMAR A AUTORA ESCONDIDA NO PSEUDÓNIMO**
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

* Autoria da capa segundo José Bártolo, Roberto Nobre (Imprensa Nacional / Casa da Moeda, Lisboa, 2015).
** Já identificada por Adriano da Guerra Andrade, in Dicionário de Pseudónimos e Iniciais de Escritores Portugueses (Biblioteca Nacional, Lisboa, 1999).

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Saber Viver



BARONEZA X [ADELAIDE BRAMÃO]
capa e contracapa de Júlio [de Sousa]

Lisboa, 1933
s.i. [ed. Autora]
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
312 págs.
subtítulo: Regras de etiqueta – Opiniões e conselhos
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Estação


NUNO BRAGANÇA
capa de Manuel Rosa

Lisboa, 1984
Assírio e Alvim
1.ª edição
21 cm x 13,4 cm
104 págs.
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Square Tolstoi


NUNO BRAGANÇA
capa de Manuel Rosa e Ilda David sobre fotog. Henri Cartier-Bresson

Lisboa, 1981
Assírio e Alvim
1.ª edição
19,1 cm x 16,1 cm
216 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, primeira e última folhas vagamente oxidadas
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, julho 27, 2018

A Menina do Mar


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
ilust. Fernando de Azevedo

Lisboa, 1961
Editorial Aster, Lda
2.ª edição [1.ª edição c/ cit. ilust.]
24 cm x 18 cm
32 págs. + 4 folhas em extra-texto
ilustrado a cor em separado
cartonagem editorial
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas do Meu Tempo


J. [JOSÉ DOS] SANTOS STOCKLER
pref. Álvaro Salema
capa de Rocha de Sousa

Rio Maior, 1967
Edição do «Jornal do Oeste»
1.ª edição
22,3 cm x 14 cm
74 págs.
exemplar muito estimado, contracapa suja; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR EM AGRADECIMENTO AO PREFACIADOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

José dos Santos Stockler (1910-1989), poeta e jornalista algarvio, resistente antifascista reconhecido como tal, e como tal assíduo frequentador das cadeias do Aljube e de Caxias, que é aquilo que os regimes autoritários têm para oferecer aos artistas e pensadores, e a todos os cidadãos em geral que discordem do ditado oficial.

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Contos Proibidos – Memórias de um PS Desconhecido


RUI MATEUS

Lisboa, Janeiro de 1996
Publicações Dom Quixote, Lda.
1.ª edição
23,5 cm x 15,5 cm
458 págs. + 32 págs. em extra-texto (fotografias)
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar como novo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos mais desbragados nacos de prosa de um arrependido político profissional, ex-figura de proa do partido de cuja roupa suja vem o ex-militante Rui Mateus aqui tentar lavar-se em público. Num outro plano, menos comezinho, é um documento importante para a mais recente História de Portugal.
Da nota na contracapa:
«Para além da ausência de regras que permitam, pela via individual, o acesso do cidadão à actividade política, não existem regras idóneas de financiamento dos partidos nem de transparência para os políticos. Um pouco à semelhança dos “pilares morais” do regime, a Maçonaria e a Opus Dei, tudo se decide às escondidas, como se o direito dos cidadãos à informação completa e rigorosa de como são financiadas as suas instituições e dos rendimentos dos seus governantes e dos seus magistrados se tratasse de algo suspeito, de algo subversivo.»

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quinta-feira, julho 26, 2018

Os Meus Amores


TRINDADE COELHO

Paris - Lisboa, 1901
Livraria Aillaud & C.ª
3.ª edição («muito augmentada»)
18,8 cm x 12,9 cm
424 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Contos e balladas
encadernação editorial em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no verso do extra-texto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Francisco Trindade Coelho (1861-1908), «[...] interessou-se pela pedagogia, pelo folclore e pelos estudos etnográficos, pela jurisprudência e pela política, além da produção literária.
[...] As suas histórias simples e comoventes [...] têm por cenário o seu torrão natal – a paisagem é a do planalto transmontano com as suas árvores, os seus bichos, as suas gentes. O seu contar é ainda e essencialmente uma evocação do paraíso perdido da infância, de um lugar de certa maneira idealizado e utópico (em Os Meus Amores, que é a sua obra principal, confessa formalmente que as suas narrativas são talvez saudades). [...]» (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990)

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Cartas de Trindade Coelho



TRINDADE COELHO
pref. e notas de Paulo Osório

Porto, 1908
Emprêsa Litteraria e Typographica (ed. Paulo Osório)
1.ª edição
18,9 cm x 12,1 cm
48 págs.
exemplar estimado, parcialmente por abrir; miolo rasurado na primeira carta, estamos em crer que por [Sebastião] Magalhães Lima, para quem Paulo Osório inscreveu dedicatória manuscrita no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio de Osório:
«[...] D’entre as muitas cartas que possuo de Trindade Coelho, eu separo para dar a publico doze, que sobretudo valem como um precioso documento psycologico. Essas cartas contêm os elementos essenciaes a um retrato perfeito. E tanto e tão bem dizem o que o meu pobre amigo era como artista, como critico, como educadôr e como pae, que eu não hesito em publicá-las, certo de que ellas valem, ao mesmo tempo, como um subsidio biographico e como uma homenagem.»

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Perfil Trasmontano de Trindade Coelho


JOÃO DE ARAÚJO CORREIA

Lisboa, 1961
Portugália Editora
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
36 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

A propósito do centenário do nascimento de Trindade Coelho, o médico escritor Araújo Correia – também homem do Norte – recorda do autor de In Illo Tempore as suas virtudes literárias, pedagógicas e políticas, numa interessante conferência pronunciada em Lisboa na Casa de Trás-os-Montes.

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quarta-feira, julho 25, 2018

La Véritable Scission dans l’Internationale


INTERNATIONALE SITUATIONISTE
[Guy Debord
Gianfranco Sanguinetti]

Paris, 1972
Éditions Champ Libre
1.ª edição
texto em francês
21,5 cm x 12,5 cm
148 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim abre o documento (aqui vertido em português, sem compromisso):
«1. A Internacional Situacionista impôs-se num momento da história universal [1968] como sendo o pensamento do colapso de um mundo; colapso hoje óbvio sob os nossos olhos.
2. Quer o ministro do Interior em França quer os anarquistas federados em Itália sentem idêntica cólera: nunca um projecto tão extremista, surgido numa época que lhe é aparentemente tão hostil, afirmou em tão pouco tempo a sua hegemonia no seio da luta das ideias, fruto da história da luta de classes. A teoria, o estilo, o exemplo da I.S. são hoje em dia adoptados por milhares de revolucionários nos principais países avançados, mas, ainda mais fundo, é a moderna sociedade no seu todo que parece estar convencida da verdade das perspectivas situacionistas, seja para concretizá-las, seja para combatê-las. Por toda a parte encontram-se livros e textos da I.S. traduzidos e comentados. As suas exigências são afixadas das fábricas de Milão à universidade de Coimbra. As suas teses principais, da Califórnia à Calábria, da Escócia à Espanha, de Belfast a Leninegrado, infiltram-se na clandestinidade ou são proclamadas nas lutas alto e bom som. Os intelectuais desde logo submissos aos interesses das suas carreiras vêem-se por seu turno obrigados a mascarar-se de situacionistas moderados ou meios-situacionistas, somente a fim de mostrar que se encontram aptos para compreender o derradeiro instante do sistema que lhes dá emprego. [...]»

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Ordures et Décombres Déballés à la Sortie du Film «in girum imus nocte et consumimur igni» par Différentes Sources Autorisées


[GUY DEBORD, org.
et alii]

Paris, 1982
Editions Champ Libre
1.ª edição
texto em francês
21,5 cm x 12,5 cm
64 págs.
exemplar como novo
peça de colecção
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião do entulho jornalístico despejado sobre o filme in girum imus nocte et consumimur igni de Guy Debord.

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Œuvres Cinématographiques Complètes 1952-1978


GUY DEBORD

Paris, 1978
Editions Champ Libre
1.ª edição
texto em francês
25 cm x 15,5 cm
292 págs.
ilustrado
encadernação editorial em tela negra gravada a cobre na pasta anterior e na lombada, sobrecapa polícroma
exemplar em bom estado de conservação, discretos restauros no verso da sobrecapa; miolo irrepreensível
PEÇA DE ESTUDO
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião integral dos guiões dos seis filmes que realizou, e que aí podem ser ouvidos em voz-off. Acerca da respectiva recepção crítica escreveu Guy Debord (1931-1994):
«Disseram os especialistas do cinema que nisto residia uma funesta política revolucionária; e os políticos de todas as esquerdas ilusionistas que se tratava de um funesto cinema. Mas quando simultaneamente se é revolucionário e cineasta, facilmente se pode demonstrar que o genérico azedume dessas pessoas decorre duma evidência: que o filme em questão constitui a crítica exacta da sociedade que não sabem combater, e um primeiro exemplo de cinema que não sabem conceber.»

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Panégyrique


GUY DEBORD

Paris, 1993
Éditions Gallimard / Jean-Jacques Pauvert
2.ª edição
texto em francês
18,6 cm x 11,9 cm
96 págs.
subtítulo: Tome Premier *
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que situa o género autobiográfico no ponto altivo do orgulho solitário, mas exemplar; o que é o oposto do autoritarismo dos consensos diplomáticos. Na língua francesa, talvez só encontremos em Montaigne estilo e tom equiparáveis.

* O tomo segundo é quase exclusivamente constituído por imagens legendadas.

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Introduction a une Nouvelle Poésie et a une Nouvelle Musique



ISIDORE ISOU

Paris, 1947
Librairie Gallimard
3.ª edição
texto em francês
18,8 cm x 12,1 cm
416 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DO ESCRITOR SURREALISTA RICARTE-DÁCIO
77,00 eur (IVA e portes incluídos)

O volume abre com o «Manifeste de la Poésie Lettriste», que todo o livro desenvolve amplamente numa análise filosófica, estética e cultural da história da poesia francesa. No fundo, todo o livro se organiza doutrinariamente contra os poetas amáveis de todas as épocas, que fazem a delícia de senhoras e cavalheiros, nos salões, e causam o orgasmo da crítica assalariada, nas latrinas; organiza-se também contra uma certa escrita a prémio, mais fingidamente elaborada, mas de idêntico modo destinando-se à delícia dos mesmos tais, que, por acaso, costumam ser, eles mesmos, os júris destes ditos certames... certames circularmente destinados à pulsão académica da crítica.
Impulsionador da acção letrista, desde esta sua obra inaugural, Isidore Isou (1925-2007) vinha colmatar o esmorecimento revolucionário de dadá e do surrealismo no imediato pós-guerra. O grupo de poetas e artistas de vanguarda que reuniu à sua volta, mais não fosse, esteve na origem nuclear da Internacional Situacionista fundada por Guy Debord.

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Alda Lara – A Mulher e a Poetisa


ORLANDO DE ALBUQUERQUE

Sá da Bandeira, 1966 [aliás, 1967]
Imbondeiro
1.ª edição
20,3 cm x 14,8 cm
52 págs. + 6 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja; miolo limpo, restauro na primeira folha
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Volume constituído por notas biográficas, um breve mas esclarecedor estudo da obra e, finalmente, uma pequena antologia dos poemas preferidos pela autora. Uma passagem de uma carta da poetisa, palavras bem significativas:
«[...] Vivi bem perto dos problemas ultramarinos e dos problemas sociais do meu tempo. Pertenci a todas as organizações católicas do meio universitário.
[...] Fiz poemas, proferi conferências e participei em mais de uma reunião ao lado dos mais variados credos políticos e religiosos. Fui amiga de protestantes e comunistas. E até numa festa judaica estive um dia. Passei como uma luz sobre os caminhos mais escuros. E se alguém se lembra de mim é como uma pessoa de boa vontade e de coração puro, desejando um mundo impossível de existir.»

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Poemas


ALDA LARA
nota de Orlando de Albuquerque

Sá da Bandeira, 1966
Imbondeiro
2.ª edição
20,4 cm x 15 cm
200 págs.
subtítulo: Obra Completa de Alda Lara
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Médica angolana notável e poeta exímia, Alda Pires Barreto de Lara e Albuquerque (1930-1962) não chegou a viver para ver assim a sua poesia reunida, que Manuel Ferreira (ver Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. 2, Instituto de Cultura Portuguesa, Lisboa, 1977) reconhece como poesia «[...] de motivação europeia, mas a da inserção angolana emerge de uma serena visão humanística.»

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A Vida Privada de Helena de Tróia


JOHN ERSKINE
trad. Alcide Abalada

Lisboa, s.d.
Portugália Editora
[1.ª edição]
19,5 cm x 12,5 cm
356 págs.
exemplar muito estimado, lombada suja; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

John Erskine (1879-1951), para além de fino novelista norte-americano, foi pianista e compositor. O vertente romance satírico teve, em 1927, adaptação cinematográfica do realizador Alexander Korda.

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A Organização Scientífica do Trabalho


FREDERIC TAYLOR
trad. Braga Paixão

Angra do Heroismo, 1922
Livraria Editora Andrade
1.ª edição
19 cm x 13,4 cm
92 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO EDITOR MANUEL JOAQUIM DE ANDRADE À ACADEMIA PORTUGUESA DE EX-LIBRIS
ostenta colado no verso da capa o ex-libris da referida Academia
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Frederick Taylor (1856-1915), engenheiro de máquinas norte-americano, deve-lhe o patronato industrial a ideia de racionalização “militar” dos locais de trabalho, a chamada linha de produção, ou serialização, com os operários sob a vigilância de capatazes, o chamado controlo de qualidade. Portanto, um adversário do direito à preguiça, que é exactamente o oposto do taylorismo.

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Guia Prático do Trabalhador Português


FRANCISCO MARCELO CURTO
capa de Boavida de Carvalho

Lisboa, Abril de 1974
Edições Afrodite – Fernando Ribeiro de Mello*
1.ª edição
16,4 cm x 10,9 cm
168 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Numa editora perseguida pelo regime fascista de Salazar / Marcello, cujo catálogo se caracterizava pela demolição dos brandos costumes, demolição levada a cabo por correntes intelectuais na esfera de um surrealismo libertino e libertário, tínhamos agora, com a queda do regime, um tactear avulso à pesca do próximo furo editorial. Ou, como diz Pedro Piedade Marques no seu magnífico estudo Editor Contra (Montag, s.l., 2015):
«[...] Com o outro pé firmemente fincado no presente, a Afrodite lança livros que se justificam pela efervescência e o calor das horas, mas também pela natureza das novas circunstâncias sócio-políticas: ainda em Abril é lançado, na nova colecção “Guias”, o Guia Prático do Trabalhador Português de Francisco Marcelo Curto (“um pequeno manual prático, para consulta fácil e imediata, dos pontos principais de regulamentação legal das relações do trabalho”) [...].»
Quanto ao autor, colhemos lição de Helena Pato, na página electrónica Antifascistas da Resistência (14 de Julho, 2015):
«Francisco Marcelo Curto (1937-2001) – Cidadão antifascista e sindicalista militante, advogado dedicado a questões do trabalho, Marcelo Curto teve um papel de destaque nos combates contra o regime fascista. Defendeu presos políticos nos tribunais plenários, foi um dos fundadores da CGTP (1970) e foi candidato da CDE nas eleições legislativas de 1969. Depois do 25 de Abril foi deputado do PS e ministro. [...]»

* Da ficha técnica do livro: «Para efeitos legais esta edição é da responsabilidade de Publicações Culturais Engrenagem, Limitada» (ditas, aliás, & etc).

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terça-feira, julho 24, 2018

Almanach Illustrado do Jornal O Seculo para 1902



aa.vv.
capa de Alonso

Lisboa, 1901
Empreza do Jornal «O Seculo»
1.ª edição
20,6 cm x 14,7 cm
112 págs.
profusamente ilustrado
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na primeira folha-de-guarda
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Monarchicos e Republicanos

HOMEM CHRISTO
capa de Octavio Sergio

Porto, 1928
Livraria Escolar Progrédior
1.ª edição
18,6 cm x 12,2 cm
412 págs.
subtítulo: Apontamentos para a Historia Contemporanea
composto manualmente
exemplar no geral muito limpo; capa com subtil restauro no pé da lombada, que apresenta sinais da presença continuada da luz
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante livro de memória política de uma época. «Abrangem o periodo decorrido desde a morte de D. Luiz até o 31 de Janeiro», diz o autor na sua Advertência. «O que se vae ler é extrahido em grande parte do Banditismo Politico, publicado em 1912, em Hespanha, volume que não chegou a circular em Portugal. [...]»
Já nesse Banditismo Politico – A Anarchia em Portugal (Madrid, Imp. de Gabriel López del Horno) expressara Homem Christo o seu descontentamento, quer pela sua realização tipográfica quer pela feitura literária propriamente dita: «[...] é um livro escripto á pressa, muito á pressa, como, de resto, tudo quanto tenho escripto na minha vida. D’isso se ha de resentir na forma, sob todos os pontos de vista, e na essencia. Comtudo, creio bem que, já como obra de pamphletario já como obra de doutrinario, alguma coisa haverá n’elle de aproveitavel.» E para colmatar tal desgosto, na vertente obra ele revê e resume.

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Cartas de Longe


HOMEM CHRISTO

Aveiro, 1915
Typographia de Antonio Conceição Rocha – Editor (Antiga typographia do Povo de Aveiro)
1.ª edição
18,6 cm x 13,8 cm
572 págs.
subtítulo: A Instrucção Secundaria em Portugal e em França
exemplar manuseado mas aceitável, restauro tosco na lombada; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Homem Cristo no Parlamento


EDUARDO CERQUEIRA
ilust. Octávio Sérgio

Aveiro, 1969
«Aveiro e o Seu Distrito» (separata da revista)
1.ª edição
15 cm x 10,7 cm
56 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A RAÚL REGO
inclui cartão-de-visita do autor
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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És Tu o Veneno


FRÉDÉRIC DARD
trad. e capa de António-Pedro Vasconcelos

Coimbra, 1960
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
16 cm x 11 cm
136 págs.
capa impressa retro e verso
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Quem diria! Quando há uns anos o cineasta António-Pedro de Vasconcelos (APV para os amigos... dele), a propósito da publicação de Pantagruel de François Rabelais, escreveu no jornal O Independente que a frenesi não era merecedora de ter tão grandiosa obra no seu catálogo, mal nós pressentíamos como António-Pedro de Vasconcelos era, ele, merecedor de ter tido que traduzir literatura menor.
Frédéric Dard (1921-2000), fabricante francês de novelas policiais, viu alguns dos seus mais de trezentos livros serem transpostos para o cinema, à semelhança do vertente.

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segunda-feira, julho 23, 2018

O Verbo e a Morte


VITORINO NEMÉSIO
capa de José Escada

Lisboa, 1959
Livraria Morais Editora
1.ª edição
19,9 cm x 15,4 cm
96 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ode ao Rio



VITORINO NEMÉSIO

Rio de Janeiro (Brasil), 1965
Fundação Infante Dom Henrique
1.ª edição
26,1 cm x 18,7 cm
50 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: ABC do Rio de Janeiro
exemplar muito estimado, capa com alguma sujidade; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição original do mais belo conjunto poemas do ciclo brasileiro de Nemésio. Inesquecível o seu começo: «Dêem-me tipo e tinta, que a palavra eu sonhei [...]».

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Limite de Idade



VITORINO NEMÉSIO

Lisboa, 1972
Editorial Estúdios Cor, S.A.R.L.
[2.ª tiragem (reimpressão da 1.ª edição, mas sem o disco de vinyl incluído)]
18,1 cm x 20,2 cm (oblongo)
132 págs.
capa impressa a três cores directas
exemplar estimado; miolo limpo
inclui o encarte-aviso editorial com o preçário para as diferentes tiragens da obra, com ou sem disco
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Viagens ao Pé da Porta


VITORINO NEMÉSIO
ilustrações de Júlio Gil

Lisboa, s.d. [1967]
Editorial Pórtico
1.ª edição
20,6 cm x 14,5 cm
212 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o próprio, «[...] Este livro é fraca coisa: Viagens ao pé da porta – confissões de um pequeno filósofo [...] emparedado numa aldeola das abas da Cumeada de Coimbra. É um livro feito dos papéis avulsos de uma longa colaboração na Rádio e na Imprensa periódica, em cujo impressionismo pude contudo guardar a liberdade interior da reflexão e da poesia. [...]»

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Procissões da Semana Santa e de Domingo de Páscoa Não Contidas no Missal Romano




JOSÉ MANUEL SEMEDO AZEVEDO, padre

Faro, 1960
s.i. [ed. Autor ?]
[1.ª edição]
18 cm x 12,1 cm
2 págs. + 138 págs. + 2 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Guia Litúrgico segundo costumes centenários de Portugal
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR À ACADEMIA PORTUGUESA DE EX-LIBRIS
ostenta no ante-rosto o carimbo da referida Academia
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, julho 22, 2018

Fins e Organização da Sociedade das Nações


Lisboa, 1931
Publicado pela Secretaria Portuguesa da Sociedade das Nações | Imprensa Nacional
s.i. [1.ª edição ?]
21,2 cm x 13,6 cm
2 págs. + 98 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada e pequenas falhas de papel na capa; miolo limpo
ocasionais carimbos de biblioteca
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nota editorial:
«Esta publicação, que foi redigida segundo as instruções da Assemblea e que é comunicada aos Governos, destina-se ao pessoal docente. Contém uma exposição geral dos fins e da organização da Sociedade, formando um todo completo. Todavia, esta publicação foi concebida de forma a ser utilizada como um capítulo fundamental susceptível de ser incorporado, tal e qual como se nos apresenta, em todas as obras de carácter escolar que os diferentes países decidirem publicar acerca da obra da Sociedade das Nações.»

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A Carta das Nações Unidas


PEREIRA DA SILVA

Lisboa, 1945
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,5 cm x 13,7 cm
288 págs.
subtítulo: Comentário às disposições da Carta de S. Francisco, em confronto com o Pacto da Sociedade das Nações
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Estatuto dos Povos


BAZILIO TELLES

Porto, 1920
Livraria Moderna de João Gonçalves
1.ª edição
20,1 cm x 13 cm
144 págs.
subtítulo: Contra-projecto ao Pacto da Liga das Nações
exemplar envelhecido mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo
carimbo de posse na capa e no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Convenções de Haya


CONDE DE PENHA GARCIA

Lisboa, Dezembro de 1901
Liga Portugueza da Paz
1.ª edição
19,4 cm x 12,7 cm
128 págs.
subtítulo: Conferencia realisada na Associação Commercial dos Lojistas de Lisboa em 22 de Fevereiro de 1901
exemplar envelhecido mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além do discurso do conde de Penha Garcia [ref. José Capelo Franco Frazão (1872-1940)] dando fé aos portugueses dos sucessos de Haia, inclui um conjunto de documentação indispensável, nomeadamente o Acto Final da Conferência Internacional de Paz e a legislação daí resultante para a solução pacífica dos conflitos internacionais.

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Cidade Nova – Revista de Cultura Portuguesa





Coimbra, Setembro de 1949 a Abril de 1961
dir. Carlos Amado, Afonso Botelho (somente a III série)
1.ª edição [única]
33 números (três dos quais são duplos) repartidos por VI séries + 1 separata (colecção completa)
[23,3 cm x 18,3 cm] + [18,3 cm x 12,3 cm (separata)]
{384 págs. (seis números, numeração contínua) + 394 págs. (seis n.os, num. cont.) + 1 folha em extra-texto} + {382 págs. (seis n.os, num. cont.) + 1 cromo colado [no n.º 2, III série] + 1 encarte [no n.º 6, III série] + 402 págs. (seis n.os, num. cont.)} + {(120 págs. [dois n.os (duplo)]  + 2 folhas em extra-texto) + (242 págs. [quatro n.os, num. cont.] + 2 folhas em extra-texto + 1 folha e 1 encarte em extra-textos + 1 folha em extra-texto) + (128 págs. [dois n.os, num. cont.] + 1 folha e 1 encarte em extra-textos) + 32 págs. + 32 págs. (separata)}
exemplares no geral muito estimados; miolo limpo
acondicionados em três estojos artísticos de fabrico recente com gravação do título em vinil
370,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dizendo-se não afecto à Causa Monárquica, trata-se de um órgão literário programático de mais um grupo integralista, que esteve na origem e fundação do Centro Nacional de Cultura, ou como diz Carlos Amado na separata Perspectivas Portuguesas, havia a «[...] necessidade de continuar um pensamento português, de raiz católica e tradicional [...]», pelo que «[...] bastaria ter dado consciência, coesão e toque a uma geração que sem ela [a revista Cidade Nova] se ignoraria e se teria perdido para uma obra colectiva de serviço nacional – a geração dos que receberam o facho acendido na nossa terra pelo Integralismo Lusitano [...]».
São de referir as colaborações, para além do próprio Carlos Amado, dos seguintes autores, entre muitos outros: Henrique Barrilaro Ruas, Afonso Botelho, Hipólito Raposo, Guilherme Braga da Cruz, Fernando Amado, Pequito Rebelo, Rui Medina, Rivera Martins de Carvalho, José de Almada Negreiros, Hein Semke, Costa Pimpão, António Sardinha, Alberto de Monsaraz, Luís Almeida Braga, Nuno Teotónio Pereira, António Quadros, Sophia de Mello Breyner Andresen, Francisco de Sousa Tavares, Azinhal Abelho, Álvaro Ribeiro, Ruy Cinatti, Gonçalo Ribeiro Teles, Jorge de Sena, Dom António Ferreira Gomes, Amândio César, Luís Forjaz Trigueiros, Tomaz Kim, Hernâni Cidade, Escada, José-Augusto França, Helena Cidade Moura, etc.
Os dois últimos fascículos da revista exibem, pela primeira vez, nas respectivas contracapas, publicidade (no caso, à empresa Gazcidla, com desenho de Gabriel Ferrão), o que confirma as crescentes dificuldades financeiras dos seus mentores.

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