segunda-feira, setembro 30, 2019

Poemas




NELLY SACHS
org., trad. e pref. Paulo Quintela

Lisboa, 1967
Portugália Editora
1.ª edição
20,1 cm x 14,3 cm
XXX págs. + 258 págs. + 1 folha em extra-texto
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
inclui a cinta promocional
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, setembro 29, 2019

A Guide to Birds of Southern Portugal



RANDOLPH CARY
ilust. Patrick Swift

Lisboa, 1973
s.i. [ed. autor ?]
1.ª edição
21,3 cm x 15,2 cm
260 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, setembro 27, 2019

Filologia Barranquenha


J. LEITE DE VASCONCELLOS
nota de Gaspar Machado

Lisboa, 1955
Imprensa Nacional
1.ª edição
22,6 cm x 16,7 cm
XVIII págs. + 218 págs.
subtítulo: Apontamentos para o seu estudo
exemplar estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial de Gaspar Machado:
«Representa este volume o último trabalho preparado directamente pelo saudoso professor, que o deixara já entregue ao prelo após uma primeira revisão. [...]»

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Miscelânea Scientífica e Literária Dedicada ao Doutor J. Leite de Vasconcellos


aa.vv.

Coimbra, 1934
Imprensa da Universidade
1.ª edição
27 cm x 19 cm
VI págs. + 1 folha em extra-texto (retrato do homenageado) + 532 págs.
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição encabeçada por um título oportunista, sob o qual não se vislumbra que os doutos textos antologiados – nenhum de Leite de Vasconcelos – necessitassem do chapéu do mestre arqueólogo para se abrigarem... Entre muitos, de investigadores nacionais e estrangeiros, apenas alguns nomes ainda agora sobreviventes em terra própria: Mosés Bensabat Amzalak, Edgar Prestage, Afrânio Peixoto, J. A. Pires de Lima, Fortunato de Almeida, etc.

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Catalogo das Obras de J. Leite de Vasconcellos



[JOSÉ LEITE DE VASCONCELOS]

s.l. [Lisboa], 1898
Typ. do Dia
1.ª edição
23 cm x 16,5 cm
16 págs.
subtítulo: Livros – Folhetos – Revistas (1879-1897)
acabamento com um ponto em arame
sem capas
acondicionado numa elegante pasta em cartolina
exemplar envelhecido mas aceitável; papel acidulado, limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

São catalogadas 108 espécies, entre «poesia», «ethnologia portugueza», «philologia», «assumptos diversos» e «publicações periodicas»… e nem é tudo, como mais tarde, em 1924, se verá por um Indículo elaborado por Moses Bensabat Amzalak.

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domingo, setembro 22, 2019

Historia Universal dos Terremotos, […]




JOACHIM JOSEPH MOREIRA DE MENDONÇA

Lisboa, 1758
Na Offic. de Antonio Vicente da Silva
1.ª edição
20,7 cm x 15 cm
12 págs. (não num.) + 272 págs.
subtítulo: […] que tem havido no mundo, | de que ha noticia, defde a fua creaçaõ até | o feculo prefente. | Com huma | narraçam individual | do Terremoto do primeiro de Novembro de 1755., e noticia | verdadeira dos feus effeitos em Lisboa, todo Portugal, Al- | garves, e mais partes da Europa, Africa, e América, | aonde fe eftendeu: | e huma | Dissertaçaõ phisica | sobre as caufas geraes dos Terremotos, feus | effeitos, differenças, e Prognofticos; e as | particulares do ultimo
ilustrado com duas vinhetas alusivas à cabeça das págs. 1 e 169
encadernação antiga coeva inteira em pele com nervuras na lombada, casas gravadas a ouro com motivo floral, perdeu o rótulo de título
aparado e marmoreado da época
exemplar muito estimado, pele das pastas um pouco esfolada; miolo limpo, papel sonante
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
800,00 eur (IVA e portes incluídos)

Relativamente à vertente obra, de autor de que nada se sabe, diz-nos Inocêncio Francisco da Silva no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo IV, n.º 1739, Imprensa Nacional, Lisboa 1860):
«[…] N’este livro […] tracta especialmente dos effeitos do terremoto do 1.º de Novembro de 1755, que presenceára ocularmente em Lisboa: pelo que é tido em conta de veridico. […]»

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Camilliana, n.º 1



Porto, 1 de Janeiro, 1916
dir. Alfredo de Faria
único número publicado
25,3 cm x 18,5 cm
2 págs. + 64 págs. + 2 págs. + 1 folha em extra-texto (retrato de Camilo)
impressão sobre papel superior, ornado com frisos, vinhetas e capitulares artísticos
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entre os artigos sumarizados, um há de crucial importância, longo e minucioso, da autoria de Eduardo Sequeira – «A Infanta Capellista» – que nos conta das razões e circunstância determinantes para Camilo haver encarregado o impressor do sobredito mítico romance de «deitar tudo para as barricas do papel velho», e posteriormente o haver revisto (e feito publicar) noutra forma e com novo título (O Carrasco de Victor Hugo José Alves).

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«A Sereia» de Camilo



JÚLIO DIAS DA COSTA

Lisboa, 1930
s.i. [ed. autor ?]
1.ª edição
22,9 cm x 16,3 cm
40 págs.
subtítulo: História da protagonista, segundo um manuscrito do século XVIII
exemplar estimado; miolo extensamente anotado a lápis pelo professor Lopes de Oliveira
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DE LOPES D’OLIVEIRA
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui transcrita e prefaciada a Carta de um amigo a outro escrita do Porto ou Istória da vida de D. Joachina Antonia, chamada a Sereia, manuscrito que, em 1865, terá inspirado Camilo Castelo Branco na construção da sua obra A Sereia.

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Portugal de Relance



MARIA RATTAZZI
[trad. Guiomar Torrezão*]

Lisboa, 1882 [aliás, 1881]
Livraria Editora de Henrique Zeferino
1.ª edição
2 volumes brochados em 1 volume (completo)
20,3 cm x 13,6 cm
[6 págs. + LXXVI págs. + 194 págs.] + [2 págs. + 218 págs.]
título original: Le Portugal á Vol d’Oiseau
exemplar estimado, restauros pontuais na capa, pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo, por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de apontamentos de viagem, um dos aspectos graves de Portugal de Relance, desta princesa sobrinha-neta de Napoleão I, incide, por exemplo (mau exemplo), na denúncia à polícia portuguesa da localização de algumas casas de jogo clandestino, o que seria suficiente para fixar o seu mau carácter no desprezível intuito. Mas isso pouco seria, não fôra o chorrilho continuado de afirmações de baixo calibre para o país e as gentes que a receberam entre 1876 e 1879. Antero reagiu de imediato, Rafael Bordalo Pinheiro estampou-lhe num magnífico desenho o ar atrevido. Mas é a controvérsia com Camilo Castelo Branco – que veio a público responder-lhe munido de uma linguagem como “duas pedras na mão” – o que fez deste livro um ícone do racismo que os países ricos nutrem pelos países pobres. Precisamente, no longo prefácio a esta tradução portuguesa, Rattazzi lhe responde, dando azo a nova vasa da fina pena literária camiliana, assim como a folhetos assinados por outros figurantes da época.

* Tradutor não identificado, mas que Brito Aranha, no Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo XVIII, Imprensa Nacional, Lisboa 1906), refere assim: «[…] A traductora foi D. Guiomar Torrezão, que passava por ser amiga dedicada da Rattazzi. […]»

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sábado, setembro 21, 2019

A Revolução Portugueza, 1907-1910



MACHADO SANTOS

Lisboa, 1911
Papelaria e Typographia Liberty de Lamas & Franklin
1.ª edição
24,3 cm x 15,7 cm
174 págs. + 1 desdobrável em extra-texto [intercalado nas págs. 104-105]
subtítulo: Relatório
profusamente ilustrado no corpo do texto
encadernação inteira em tela encerada, com gravação a ouro na lombada e relevo seco nas pastas
pouco aparado, conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da portada:
«[...] Depois da proclamação da Republica, os heroes e os organisadores da revolução cahiram sobre o Paiz como nuvem de gafanhotos. O Governo Provisorio tomou-os a serio e os verdadeiros foram postos de banda.
Seria caso virgem na historia não succeder assim.
O nosso relatorio desmascara-os, porque, no momento da acção, ninguem sabe onde se esconderam.»

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Estudos Sobre a Monarquia



JORGE BORGES DE MACEDO
AFONSO BOTELHO
ANTÓNIO DE SOUSA LARA
MÁRIO RAPOSO
JOAQUIM VERÍSSIMO SERRÃO
pref. António Assis Teixeira, Benedita Ameal, e Gonçalo de Sampaio e Mello

Lisboa, 1984
[Conferências no Grémio Literário]
1.ª edição
24 cm x 17,2 cm
236 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Estado Actual da Causa Monarchica


C. [CARLOS] MALHEIRO DIAS

Lisboa, 1912-1913
Typographia Editora José Bastos
1.ª edição
25,8 cm x 19,6 cm
4 págs. + 324 págs.
ilustrado
encadernação coeva em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, setembro 18, 2019

Motivos de Teatro



AUGUSTO RICARDO
pref. Araújo Pereira
capa de Sousa Mendes

Lisboa, 1934
Casa Editora Nunes de Carvalho
1.ª edição
19,2 cm x 13,2 cm
280 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, setembro 16, 2019

Alguns Documentos Inéditos sôbre Uriel da Costa



A. DE MAGALHÃES BASTO

Coimbra, 1930
Imprensa da Universidade
1.ª edição
24 cm x 15,7 cm
26 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A JOÃO DE OLIVEIRA RAMOS
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, setembro 15, 2019

A Francesa


NITA CLÍMACO

Lisboa | Paris, 1968
Edição da Autora / Editorial Organizações, Lda. (dist.)
1.ª edição
18,4 cm x 11,4 cm
204 págs.
título completo: A Francesa – Encontros (dois mini-romances)
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Mãe do pintor e escritor Michel Horta e Costa, Nita Clímaco foi correspondente em Paris para a revista Eva, além de ter publicado cinco livros, entre os quais merece destaque um livro – A Salto (1967) – acerca da emigração durante a vigência do Estado Novo.

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Falsos Preconceitos



NITA CLÍMACO
capa de Enrique Ribó

Paris – Lisboa, 1964
Edição da Autora
1.ª edição
17,6 cm x 10,8 cm
160 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nota editorial na contracapa:
«Nita Clímaco é conhecida pelos seus muitos artigos espalhados periòdicamente pela imprensa portuguesa, artigos enviados de Paris na sua qualidade de correspondente de jornais e revistas portuguesas. “Falsos Preconceitos” é o seu primeiro romance, um romance que confunde as fronteiras existentes entre a reportagem e a novelização. Como não podia deixar de ser, Nita Clímaco escolheu Paris como cenário deste seu livro, movendo as suas personagens no mais famoso dos bairros da capital francesa: em St. Germain-des-Prés.
Esta situação do conflito também não nasceu do acaso. Ao chegar a Paris, onde já festejou o seu vigésimo primeiro aniversário, Nita Clímaco instalou-se no bairro existencialista, bairro que habitou durante nove anos, escrevendo as suas primeiras impressões de Paris em cadernos gatafunhados à tarde na sombra poética das árvores seculares do Jardim do Luxemburgo.
Outras tardes passou-as Nita Clímaco no ‘seu bairro’ sentada nas esplanadas dos cafés mais em voga como o ‘Mabillon’, o ‘Deux Magots’, o ‘Flore’. Assim, a pouco e pouco, conseguiu descobrir e, mais ainda, compreender (compreender nem sempre é sinónimo de assentimento…) o comportamento de uma juventude marcada pelos anos da guerra e pelas doutrinas discutidas do existencialismo e, mais tarde, da nova vaga.
Elsa Maxwel, a célebre ‘comadre’ desaparecida ainda em 1963, que convidava frequentemente Nita Clímaco para os seus ‘cocktails’ e jantares, e Carmen Tessier, influenciaram extraordinàriamente a autora de “Falsos Preconceitos”, quer no estilo mordaz e inconfidente, quer nos processos jornalísticos utilizados. À força de correr para os estúdios, de passar aí horas seguidas, buscando uma indiscrição, uma entrevista, Nita Clímaco ganhou uma maneira de ver cinematográfica. E este contacto permanente com o cinema não deixou, também, de influenciar o seu estilo literário. Este seu livro “Falsos Preconceitos” é a prova flagrante da influência exercida em Nita Clímaco pelo Cinema, influência de que resultou a utilização literária duma linguagem cinematográfica posta ao serviço dum romance que vem trazer ao público português uma nota inédita de compreensão de Paris, de St. Germain-des-Prés e… da sua ‘fauna’…»

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Coração do Dia



EUGÉNIO DE ANDRADE

Lisboa, 1958
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
18,1 cm x 13 cm
32 págs.
composto manualmente na mítica Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco em Lisboa
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de António Sousa Falcão
67,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Jardim das Tormentas



AQUILINO RIBEIRO
pref. Carlos Malheiro Dias

Paris – Lisboa | Rio de Janeiro – S. Paulo – Belo Horizonte, 1913
Aillaud, Alves & Cia – Livraria Bertrand | Francisco Alves & Cia
1.ª edição
17,7 cm x 12 cm
XX págs. + 322 págs. [aliás, 316 págs. (num. errada)]
encadernação editorial inteira em tela encerada, gravação a branco na pasta anterior e na lombada, relevo seco na pasta posterior
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse de J. P. Chaves Ferreira no frontispício
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro de Aquilino Ribeiro (1885-1963).

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El Hombre Que Mató al Diablo


AQUILINO RIBEIRO
trad. A. González-Blanco

Madrid, 20 de Setembro de 1924
Publicaciones Prensa Gráfica
1.ª edição
14,8 cm x 11,3 cm
64 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado, capa com vagos sinais de lepisma; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da absoluta edição original de uma novela a que, mais tarde, em 1930, Aquilino veio a dar uma forma literária diversa, expandindo-a para um romance com umas boas três centenas e meia de páginas.

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A Traição


AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1922]
Editorial, Ld.ª
1.ª edição
14,4 cm x 10 cm
32 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jovem autor, nesses anos 20, à semelhança de Ferreira de Castro também Aquilino preferiu que certas tentativas literárias ficassem perdidas sem reedição, hoje apenas alvo do apreço e busca continuada dos bibliófilos.

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Obra Poética



RUY BELO
org. e posf. Joaquim Manuel Magalhães e Maria Jorge Vilar de Figueiredo (vol. 3)
capas de Saldanha Coutinho

Lisboa, 1981 e 1984 (vol. 3)
Editorial Presença, Lda.
1.ª edição
3 volumes (completo)
20,8 cm x 14 cm
248 págs. + 348 págs. + 496 págs.
exemplares muito estimados; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

O poeta (e ensaísta) Joaquim Manuel Magalhães evoca, em duas citações, a lúcida posição de Ruy Belo (1933-1978) perante a matéria comezinha, de pouca sabedoria, de quem julga um texto literário por padrões de legalidade linguística:
«E, na escola, o professor falará aos seus alunos [a propósito do poema] de sinónimos e fá-los-á construir orações e analisar regras gramaticais. Nessa altura, a palavra foi deslocada da sua missão original. Resta-lhe a possibilidade de ser purificada através da parábola ou da metáfora, ou da imagem, ou do símbolo. […]
A arte é precisamente passagem da quotidiana matéria da natureza, de afectos e ideias, a um estado poético de símbolo e de sonho.»

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País Possível


RUY BELO
capa de Dorindo Carvalho

Lisboa, 1973
Assírio & Alvim, Sociedade Editorial e Distribuidora, Lda.
1.ª edição
20,5 cm x 12,3 cm
80 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tirado da Nota do Autor:
«Este livro, que aparentemente poderia não passar de uma antologia visto que o integram um poema inédito e poemas extraídos dos meus últimos livros publicados, tem realmente uma unidade e é afinal um livro novo. E não o é apenas por eu publicar pela primeira vez na íntegra composições anteriormente truncadas por razões várias ou por eliminar ou emendar versos, por voltar a tentar suprimir o mais possível a pontuação, por resolver de vez “a guerra maiúsculas-minúsculas” a favor do lado mais fraco.
Este livro é um livro novo porque um livro de poesia é afinal um lugar de convívio, um local onde os poemas reagem uns contra os outros, se criticam mutuamente, se transformam uns nos outros. É um livro novo, em suma, porque a ele, como a nenhum outro livro meu, preside indubitavelmente uma unidade temática: a do mal-estar de um homem que, ao longo da vida, tem pagado caro o preço por haver nascido em Portugal; a problemática de uma consciência que sofre as contradições próprias da sociedade em que vive e de um homem que tem atrás de si vários passados e vive várias vidas simultaneamente e que intensamente se autodestrói; que se vai suicidando lentamente porque essa sociedade o destrói e assassina e o censura e a censura se instala na sua própria consciência. [...]»

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Despeço-me da Terra da Alegria


RUY BELO
pref. João Miguel Fernandes Jorge
capa de F. C.

Lisboa, 1978
Editorial Presença Lda.
2.ª edição (com dois poemas inéditos)
18 cm x 11,8 cm
80 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

São inéditos, relativamente à edição primitiva na colecção portuense O Oiro do Dia da editora Inova, os longos poemas «Enganos e desencontros» e «Poema para a Catarina».

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Na Senda da Poesia

RUY BELO
capa de Manuel Vieira

Lisboa, 1969
União Gráfica
1.ª edição
18,5 cm x 13,3 cm
344 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Reunião de artigos, prefácios, justificações de tradução, etc. E uma grande lucidez acerca do meio literário circundante: «[...] Compram-se, muitas vezes com a amizade, moeda mais forte do que o dólar, críticos que digam bem. Leva-se a este domínio íntimo o velho princípio dos contratos: do ut des. Louvamos os outros para que nos louvem a nós. Fazemos-lhes favores para que, no momento oportuno, no-lo façam a nós. O leitor raramente repara. Chama-lhe a atenção, na página literária, o anúncio de um livro, volta a encontrar uma referência ao mesmo na secção de crítica, solicita-o uma entrevista que talvez o próprio autor tenha redigido e, mal se descuida, entra-lhe pelos olhos dentro a fotografia que aparece não se sabe bem a propósito de quê. Negociam-se comercialmente valores humanos que até aqui o pudor velava. A publicidade instala-se na própria consciência. Há o perigo de que o escritor, ao ouvir e ver tudo aquilo, se convença, tão longe foi a cadeia, de que não é ele que se está a adular a si próprio. Tomará como crítica válida para a delimitação da sua capacidade aquilo que, iludido, diz aos seus próprios ouvidos, como quem não quer a coisa. [...]»

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Hannibal e Napoleão




J. M. [JOSÉ MARIA] PEREIRA DE LIMA

Lisboa, 1905
Viuva Tavares Cardoso, Livraria Editora
2.ª edição
21,1 cm x 14 cm
332 págs. + 1 folha em extra-texto («Plano do Campo de Batalha de Waterloo»)
profusamente ilustrado no corpo do texto
encadernação inteira em tela crua com cromo estampado na pasta anterior e lombada estampada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Maria Pereira de Lima (1853-1925), para além de historiador, professor catedrático e, como político, várias vezes eleito deputado monárquico, foi o criador do primitivo Mercado Geral do Gado, em Entrecampos (Lisboa), lugar onde mais tarde nasceu a Feira Popular.

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Leitmotiv


Lisboa, Maio de 1980
dir. P. Azevedo [Paulo Nozolino]
número único
40,8 cm x 29,8 cm
20 págs.
profusamente ilustrado
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da primeira intervenção cultural do reconhecido fotógrafo Paulo Nozolino, após o seu regresso do Reino Unido, onde estudou, tendo aí testemunhado – e fotografado – as arruaças londrinas do movimento punk. Conta aqui com colaborações, entre outras, da fotógrafa Paula Ferreira, do cineasta Pedro Costa e do radialista António Sérgio.

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sábado, setembro 14, 2019

Cidades Indefesas


FÁTIMA MALDONADO
capa do cineasta J.[oão] Botelho

Coimbra, 1980
Centelha – Promoção do Livro, SARL
1.ª edição
17,7 cm x 11,7 cm
72 págs.
exemplar estimado, embora a capa apresente sinais de antiga humidade; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o poeta e crítico literário Joaquim Manuel Magalhães (in Os Dois Crepúsculos, A Regra do Jogo, Lisboa / Porto, 1981):
«É um primeiro livro, e desde logo renovante na nossa mais recente poesia. Uma tentativa de organizar o discurso confessional (desligado do lirismo intimista), que não perca de fito a recusa de ser um mero ofício de autenticidade: escolhe uma pose onde se busca tão-só organizar uma verosímil sinceridade. [...]
É importante, porém, não perder de vista que não é fundamental que se trate de uma mulher, mas sim que sejamos confrontados com histórias de uma pessoa que tem o sexo feminino. Não há primarismos feministas: há feminilidade. Que pode ser tão-só aquilo que também atinge outro sexo qualquer: a complexa mágoa de quando temos de reencontrar o corpo que pedimos que tomassem de nós. Numa naturalidade das referências ao sexo, à sua moral, às suas dominações interiores, enquanto se cospe a audácia de uma difícil despedida.
A mulher não é uma palavra de ordem: é um modo de ver e de ser. Não é uma fuga ao homem (por muito que possa assistir essa legitimidade a outras mulheres), para a penumbra do ódio e do racismo sexual: é um taco a taco com as taras masculinas dominantes e com esse mundo da pequena-burguesia sexual onde o homem se julga homem por se reprimir aos códigos que lhe convencionaram ser de homem, e que ninguém sabe particularmente quais são na fragilidade do ser. Sem perder nenhum tempo com missionarismos, Fátima Maldonado sarcastiza essas taras maioritárias que desfecundam o caminho entre muitos homens e muitas mulheres. [...]»

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Cadeias de Transmissão



FÁTIMA MALDONADO
capa de Aldina Costa

Lisboa, 1999
frenesi
1.ª edição
19 cm x 13 cm
228 págs.
exemplar novo
15,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião, revista, dos seguintes livros da autora: Cidades Indefesas, Os Presságios, Selo Selvagem, A Urna no Deserto, Caça e Persuasões e O Rumo das Coisas.

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Todo o Alfabeto Dessa Alegria



JOSÉ AMARO DIONÍSIO
capa de Carlos Ferreiro

Lisboa, 1985
Edições Salamandra, Lda.
1.ª edição
20,4 cm x 14,6 cm
112 págs.
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Amaro Dionísio nasceu em Faro, em 1947. Repórter numa vintena de países, foi sendo sucessivamente expulso da imprensa periódica por onde passou ao longo de 40 anos. Desta “alegria” – observador do mundo – deu-nos livros de jornalismo importantes, mas principalmente uma prosa poética que se estende por obras inesquecíveis como Bardo (& etc, Lisboa 1981) e, principalmente, este Alfabeto.

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sexta-feira, setembro 13, 2019

Contracto Celebrado com o Governo de Sua Magestade e Sanccionado por Alvará de 25 d’Abril de 1844 seguido da Escriptura de Associação Relativa á Canalisação da Valla d’Azumbuja




Companhia dos Canaes d’Azambuja

Lisboa, 1844
Na Imprensa Nacional
1.ª edição
21 cm x 15,1 cm
38 págs.
encapamento de amador com rótulo dactiloescrito e colado na pasta anterior
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas de posse do agrónomo António R. [Rodrigues] Passos* no frontispício e na pág. 27
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui – para além do alvará, da escritura e do contrato – um interessantíssimo quadro final com a «Relação dos Senhores que até ao dia 23 de Julho de 1844, subscreveram com Acções para a Companhia dos Canaes d’Azambuja». São relevar, entre muitos outros, nomes como os de «Suas Magestades Fidelissimas», o duque de Palmela, o conde do Farrobo, Policarpo José Machado, José Ferreira Pinto Basto, Anselmo José Braamcamp, ou Domingos Correia Arouca.

* Diz-nos o livreiro-antiquário Richard C. Ramer, no seu catálogo
n.º 278 (10 de Outubro, 2017): «We have not been able to discover anything about António R. Passos (fl. late ninteenth- and / or early twentieth-century), but over the years have seen many books bearing his signature. They are invariably interesting volumes, in above average condition, dealing mainly with agricultural products or minerals and their application in commerce. He must have been an astute and discerning book buyer and bibliophile.»

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Companhia das Lezirias do Tejo e Sado. Relatorio e Contas apresentadas na Assembleia Geral dos Accionistas, em 12 de Janeiro de 1839



ILDEFONSO LEOPOLDO BAYARD
FERNANDO DE MAGALHÃES E AVELAR
ANTONIO IZIDRO DA COSTA
MANUEL GONÇALVES FERREIRA

Lisboa, 1839
Na Typographia Patriotica
1.ª edição
22 cm x 15,5 cm (estojo)
60 págs.
acabamento em cadernos cosidos com laçada simples
acondicionados num estojo próprio de fábrica recente inteiro em tela
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante
PEÇA DE COLECÇÃO
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Meu Amigo Barroso



FERNANDO AMADO
capa e ilust. Herlânder Peyroteo

Lisboa, s.d. [1947]
Teatro Universitário de Lisboa
1.ª edição
20,6 cm x 14,3 cm
8 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, contracapa empoeirada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Peça (ou “debuxo teatral”) levada à cena no Teatro do Ginásio pela companhia primitiva da Casa da Comédia, de que Fernando Amado (1899-1968) foi fundador.

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A Velhice do Padre Eterno



GUERRA JUNQUEIRO

Porto, 1885
Editores Alvarim Pimenta e Joaquim Antunes Leitão
1.ª edição
23,3 cm x 15,5 cm
216 págs.
impresso sobre papel superior
encadernação antiga meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, charneira frágil; miolo limpo, papel fresco
carimbo na folha de ante-rosto e assinatura de posse no frontispício
peça de colecção
155,00 eur (IVA e portes incluídos)

Libelo anticlerical, ainda hoje, na esfera da Igreja, tido por um insulto.

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A Velhice do Padre Eterno


GUERRA JUNQUEIRO
ilustrações de Leal da Camara

Porto, s.d. [1912 ?]
Livraria Chardron, de Lélo & Irmão, editores
[1.ª edição ilustrada]
19,7 cm x 13,4 cm
8 págs. + 272 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial em tela encerada com a pasta anterior e a lombada gravadas a ouro, e relevo seco na pasta posterior, cromo polícromo colado
folhas-de-guarda impressas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

As ilustrações que o caricaturista Leal da Câmara concebeu, em 1912, para esta edição da célebre Velhice, acompanham, em tom maior, a sátira e o anticlericalismo do poeta.

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A Velhice do Padre Eterno



GUERRA JUNQUEIRO
ilust. Leal da Câmara

Porto | Lisboa, 1950
Livraria Lello & Irmão – editores proprietários da Livraria Chardron | Aillaud & Lellos, Limitada
s.i.
19,8 cm x 13 cm
XXVIII págs. + 268 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

As ilustrações que o caricaturista Leal da Câmara concebeu, em 1912, para esta edição da célebre Velhice, acompanham, em tom maior, a sátira e o anticlericalismo do poeta.

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quinta-feira, setembro 12, 2019

O Pensamento do Trabalhador



HERLANDÉR RIBEIRO

s.l., 1950 [aliás, 1949]
s.i. [ed. autor]
1.ª edição
23,3 cm x 17 cm
328 págs.
subtítulo: Edições em português e francês
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
peça de colecção
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra proibida e apreendida pela polícia política do Estado Novo.

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Pássaro Azul




ANTÓNIO SILVA PINTO
capa e ilust. José Escada

Lisboa, 1957
Edição do Autor
1.ª edição
22 cm x 12,2 cm
68 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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