NUNO DE SAMPAYO
badanas de Ruy Belo
Lisboa, s.d. [1960]
Editorial Aster
1.ª edição
234 mm x 164 mm
72 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
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sexta-feira, outubro 24, 2025
A Condição Angélica
domingo, setembro 21, 2025
Boca Bilingue
RUY BELO
[capa de Almada Negreiros]
Lisboa, 1966
Edições Ática
1.ª edição
196 mm x 143 mm
120 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)
Esclarece-nos Ruy Belo (1933-1978), in Na Senda da Poesia (2.ª ed.,
Assírio & Alvim, Lisboa 2002):
«[…] O título é um pouco estranho. Eu mesmo vi um dia que bilingue é um
termo que o povo não utilizaria. Mas eu fui buscá-lo ao Livro da Sabedoria,
onde a certa altura se diz: “A sabedoria detesta a boca bilingue.”
[…] Bilingue é toda a poesia, não só na sua natureza de desvio em relação à
norma que é a linguagem falada, como no particular aspecto que assume hoje em
dia quanto ao problema da sinceridade. […]»
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segunda-feira, agosto 04, 2025
Esfera
FERNANDO GUEDES
desenho (retrato do Autor) de Fernando Lanhas
Porto, 1948
Livraria Portugália
1.ª edição
217 mm x 165 mm
50 págs. + 1 folha em extra-texto
composto manualmente e impresso sobre papel avergoado
exemplar algo envelhecido e com fortes sinais da presença continuada da luz sobre a capa; miolo em estado aceitável
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO POETA RUY BELO QUE, POR SUA VEZ, ANOTOU PROFUSAMENTE OS POEMAS COM COMENTÁRIOS MARGINAIS
160,00 eur (IVA e portes incluídos)
Fernando Guedes – que terá talvez descuidado os seus dotes de poeta em proveito de uma actividade comercial de editor-livreiro, enquanto dono da conhecida Verbo, ou como presidente, de facto ou honorário, simpatizante ou sócio, de sucessivas associações da classe, nacionais e internacionais, grémios, academias e confrarias – motivou, nesta sua ingénua oferta de um conjunto de versos ao ainda não editado em livro Ruy Belo, um vasto rol de agudos e azedos comentários. Assim, por exemplo: «Com sede nunca morta, / com fome sempre viva,» mereceu de Ruy Belo a nota «mau»; à cabeça da pág. 13 a nota é «não chegam a ser poemas»; aos versos de Guedes «atirar-lhe com os calhaus da minha Poesia / até o rebentar pela cabeça», Belo sublinha os calhaus e conclui «definição da s/ poesia»; etc., etc.
Interessante, entre dois intelectuais na travessia dos trinta anos de idade.
sábado, fevereiro 15, 2025
Um Europeu no País dos Dólares
RAYMOND CARTIER
trad. Ruy Belo
Lisboa, s.d. [1963, seg. BNP]
Editorial Aster
2.ª edição
217 mm x 138 mm
432 págs.
ilustrado
exemplar estimado, contracapa suja; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)
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terça-feira, novembro 23, 2021
País Possível
RUY BELO
capa de Dorindo Carvalho
Lisboa, 1973
Assírio & Alvim, Sociedade Editorial e Distribuidora, Lda.
1.ª edição
20,5 cm x 12,3 cm
80 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)
Tirado da Nota do Autor:
«Este livro, que aparentemente poderia não passar de uma antologia visto que o integram um poema inédito e poemas extraídos dos meus últimos livros publicados, tem realmente uma unidade e é afinal um livro novo. E não o é apenas por eu publicar pela primeira vez na íntegra composições anteriormente truncadas por razões várias ou por eliminar ou emendar versos, por voltar a tentar suprimir o mais possível a pontuação, por resolver de vez “a guerra maiúsculas-minúsculas” a favor do lado mais fraco.
Este livro é um livro novo porque um livro de poesia é afinal um lugar de convívio, um local onde os poemas reagem uns contra os outros, se criticam mutuamente, se transformam uns nos outros. É um livro novo, em suma, porque a ele, como a nenhum outro livro meu, preside indubitavelmente uma unidade temática: a do mal-estar de um homem que, ao longo da vida, tem pagado caro o preço por haver nascido em Portugal; a problemática de uma consciência que sofre as contradições próprias da sociedade em que vive e de um homem que tem atrás de si vários passados e vive várias vidas simultaneamente e que intensamente se autodestrói; que se vai suicidando lentamente porque essa sociedade o destrói e assassina e o censura e a censura se instala na sua própria consciência. [...]»
quarta-feira, novembro 17, 2021
Moravagine
trad. e prefácio do poeta Ruy Belo
capa do pintor Espiga Pinto
Lisboa, s.d.
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
191 mm x 123 mm
376 págs.
exemplar bem conservado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
Capa absolutamente notável para um romance assombroso numa tradução apaixonada.
Do Prefácio do Tradutor:
«[...] Moravagine, ainda que possa ser mais alguma coisa, é fundamentalmente a personagem com esse nome. [...] “Não há ciência do homem, o homem é essencialmente portador de um ritmo”. Ora a chave do ser de Moravagine é precisamente um ritmo original; tudo, para ele, era ritmo, era voz; possuía uma sensibilidade extraordinária. Não importa que seja “parto de um ser humano”. Afinal de contas, é um “soberbo indivíduo”, constitui um “espectáculo admirável”. É uma grande fera humana, um extraviado, um desequilibrado, um amoral, um fora-de-lei, um doente dos nervos. Entusiasma-se com o aspecto da Alemanha industrial, sente uma violenta paixão pelos objectos, simpatiza com o barulho das máquinas. Viaja pelo mundo fora, ensaia utensílios que, como o avião, transformam a visão do homem, assiste e participa da desagregação do mundo velho e colabora no desencadeamento das novas forças, sente a curiosidade do homem moderno pela origem da vida, pelas civilizações desaparecidas e até tem doenças novas, tratadas nos estabelecimentos hospitalares da moda pelos médicos célebres. [...]
E se Moravagine, na sua qualidade de original, de excêntrico, de pessoa que não é como toda a gente, é um ser particular e único e portanto insusceptível de conhecimento científico, o autor alarga-se neste livro pelos domínios da psiquiatria, da economia, da sociologia, da paleontologia e desenvolve até bastante a “lei da utilidade” por que passaram as sociedades primitivas e por que passa o homem moderno, esse novo primitivo. E o nosso autor, além de nos apresentar outros seres curiosos como Lathuille, Mascha ou o macaco Olympo, não deixa de formular princípios gerais, tais como: “tudo é actividade, actividade concentrada, forma”; “são desordem os vegetais... é desordem a vida dos homens”; “o que é vergonhoso é matar em grupo, a tal hora, em tal dia, em homenagem a certos princípios, à sombra de uma bandeira”. [...]»
quinta-feira, julho 06, 2017
Pelo Sonho É Que Vamos
quinta-feira, junho 23, 2016
Dona Rosinha, a Solteira ou A Linguagem das Flores
FEDERICO GARCÍA LORCA
tradução de Ruy Belo
capa de Soares Rocha
Lisboa, 1973
Editorial Estampa / Seara Nova
1.ª edição
17,9 cm x 11 cm
152 págs.
subtítulo: Poema granadino do século vinte, dividido em vários jardins, com cenas de canto e dança
colecção Teatro, dirigida por Luís Miguel Cintra, J. A. Osório Mateus e Jorge Silva Melo
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)
Do Prefácio editorial:
«[...] Se Dona Rosinha fosse um romance popular era um romance popular moderno.
Com elementos tradicionais e elementos modernos, com pregões, juras, maldições, alegorias, paralelismos, rimas, imagens, Lorca teria construído aqui o que tantas vezes construiu na sua poesia (sobretudo no Romanceiro Cigano): estaria a olhar para a actualidade com os olhos ingénuos e sábios da sabedoria popular, estaria a olhar para a sabedoria popular com os olhos complexos e artísticos da modernidade. [...]»










