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segunda-feira, janeiro 20, 2020

Walt ou o Frio e o Quente



FERNANDO ASSIS PACHECO
capa de Manuel Dias

Amadora, Outubro de 1978
Livraria Bertrand, S. A. R. L.
1.ª edição
21 cm x 14 cm
124 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de Fernando Assis Pacheco (1937-1995) na contracapa:
«Este livro é uma prosa acerca dos malefícios da guerra entendidos no tempo do inefável Marcial Caneta […]. Eu queria apenas dizer “Gare Marítima de Alcântara”, “Lisboa”, num ano qualquer entre 1961 e 1974. […]»

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telemóvel: 919 746 089

Catalabanza, Quilolo e Volta


FERNANDO ASSIS PACHECO
capa de Júlio

Coimbra, 1976
Centelha
[1.ª edição]
18 cm x 11,7 cm
78 págs.
exemplar estimado; miolo muito limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se, de facto, da actualização aumentada do livro Câu Kiên: um Resumo, que havia saído em edição do Autor durante a vigência da ditadura (1972), o que o fez optar então por topónimos que remetiam a acção algures para a Indochina, onde uma outra guerra colonial igualmente bárbara e sem escrúpulos se desenrolava. A linguagem, essa, qualquer seja a versão que leiamos, é acusatória e desesperada. Um exemplo, o poema «O Garrote»:

«Ribeiras limpas acudi-me.
Vou ficar vivo encostado
a esta memória de trampa.
Os meus olhos já foram brilhantes.
Sei fazer alguns versos mas nem sempre.
Eu narrador me confesso.
A guerra lixou tudo.

É curioso como se bebia
água podre.
Não falando no vinho, muito.
Durante os ataques doía-me um joelho.
Estou pronto, pensei.
Ninguém me conhece.
Os ratos são felizes.

Vocês não sabem como se perde a tusa.
De resto não serve para nada.
A melhor noite que eu tive
em Nambuangongo foi com uma garrafa de whisky.
Sei fazer versos mas doem.
Ninguém me conhecia dentro do arame.
[...]
Suponho que a violência tem os dias contados.
Se não é assim é parecido.
Eu vi-os sair do quartel
com as alpergatas nas últimas.
Vai ali o Ocidente, escrevi.
Vai beber água podre.

E depois há um que pisa uma armadilha.
Houve um que pisou uma armadilha!
Sei fazer versos. Ou seja: nada.
O coto em sangue.
Neste ponto o narrador sofreia a imaginação.
Ninguém disse que me conhecia.
Conheço um rato, está em cima duma viga.
Serve para a gente olhar.»

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Memórias do Contencioso



FERNANDO ASSIS PACHECO

Lisboa, 1976
Heptágono [ed. Autor]
1.ª edição
20,5 cm x 14,5 cm
8 págs.
acabamento com um ponto em arame
impressão mimeografada
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
rara tiragem de apenas «500 exemplares destinados a ofertas»
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Deste singelo núcleo poético, e num elogio rasgado que atira sobre muita poesia dessa época que estava mesmo “a pedi-las”, diz-nos o poeta e perspicaz ensaísta Joaquim Manuel Magalhães (in Os Dois Crepúsculos, A Regra do Jogo, Lisboa-Porto 1981):
«[…] Memórias do Contencioso […] o tema é o do amor matrimonial. […] A raridade da paixão, a perturbação por ela introduzida numa ordem do mundo de que é o contraponto, o “amor louco” mais dominante do lirismo do nosso tempo, são substituídos com uma veemência notável na ligação ao dia a dia, à vida, à vida comum. De um certo modo, à tradição petrarquista da mulher idealizada e desligada dos conflitos quotidianos pelo imaginário pessoal, a qual surge na epígrafe escolhida para primeiro sinal desses poemas, é antagonizada pela mulher não simbólica, não ao contrário do mundo, junto da qual a velhice ameaça começar a chegar. […]»

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Cuidar dos Vivos


FERNANDO ASSIS PACHECO

Coimbra, 1963
Cancioneiro Vértice [Ed. Autor]
1.ª edição
22,1 cm x 15,2 cm
84 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas de posse no ante-rosto e no frontispício
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

A melhor homenagem que se pode aqui fazer ao poeta e jornalista é recordar palavras, ainda actuais, do poeta e crítico literário Joaquim Manuel Magalhães: «O Fernando Assis Pacheco de que eu gosto tem a obra publicada bem longe dos empórios editoriais cuja distância do poder económico é um acto cultural defender (Centelha, Inova); ou então entregues a esse prazer da auto-publicação lateral, através de opúsculos passados a stencil e quase que difundidos de mão em mão; ou mesmo em ignorados jornais de província [...].
[...] Há editoras onde publicar é um acto de compromisso inaceitável com uma série de situações aberrantes do nosso mercado livreiro. [...]»

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Variações em Sousa


FERNANDO ASSIS PACHECO
capa de Augusto T. Dias


Lisboa, 1987
Hiena Editora
2.ª edição
20,5 cm x 14,5 cm
48 págs.
exemplar novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne aqui o Autor duas plaquettes impressas a expensas do mesmo, em stencyl electrónico, que inicialmente circularam, uma em 1984 e a outra em 1986, sob os títulos Variações em Sousa e A Bela do Bairro e Outros Poemas. E é, de facto, o poema que dá título a esta segunda aquele por nós escolhido como ilustração da verve de Assis Pacheco:

«Ela era muito bonita e benza-a Deus
muito puta que era sempre à espera
dos pagantes à janela do rés-do-chão
mas eu teso e pior que isso néscio desses amores
tenho o quê? quinze anos
tenho o quê uns olhos com que a vejo
que se debruçava mostrando os peitos
que a amei como se ama unicamente
uma vez um colo branco e até as jóias
que ela punha eram luzentes semelhando estrelas
eu bato o passeio à hora certa e amo-a
de cabelo solto e tudo não parece
senão o céu afinal um pechisbeque

ainda agora as minhas narinas fremem
turva-se o coração desmantelado
amando-a amei-a tanto e sem vergonha
oh pecar assim de jaquetão sport e um cigarro
nos queixos a admiração que eu fazia
entre a malta não é para esquecer nem lá ao fundo
como então puxo as abas da farpela
lentamente caminho para ela
a chuva cai miúda
e benza-a Deus que bonita e que puta
e que desvelos a gente
gastava em frente do amor»

Há ainda uma questão que deve ser aqui lembrada: Em finais dos anos 70 e início de 80 do século passado, o falecido Assis Pacheco, ao serviço de O Jornal, alimentava uma coluna jornalística que ainda hoje poderia servir de modelo a muito noticiário de publicação de livros. Chamava-se «Bookcionário», e perdeu-se-lhe o rasto como se perde tudo neste mundo quando os interessados se desinteressam, ou morrem, ou mudam de ramo. Nós, não esquecemos. Nem essa simpática coluna, nem o seu intuito, nem o estilo. – Os presentes verbetes de leitura, na nossa loja, em apoio das respectivas fichas técnicas, tomaram daí a antiga inspiração.

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sexta-feira, agosto 03, 2018

Antologia Breve


PABLO NERUDA
trad. e pref. Fernando Assis Pacheco
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1971
Publicações Dom  Quixote
2.ª edição
18,1 cm x 11,1 cm
156 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reedição de um livro de Fevereiro de 1969, levada a cabo por ocasião da candidatura do poeta chileno Pablo Neruda ao Prémio Nobel.

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Antologia Breve



PABLO NERUDA
org. e trad. Fernando Assis Pacheco
capa e grafismo de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1975
Publicações Dom Quixote
4.ª edição
21 cm x 13,5 cm
124 págs.
exemplar estimado, contracapa com vinco de prensa tipográfica; miolo limpo
VALORIZADO PELA EXTENSA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA ESCRITORA MATILDE ROSA ARAÚJO
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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