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sexta-feira, maio 22, 2026

Focus


ARTHUR MILLER
trad. e prefácio do poeta Mário Henrique Leiria
capa de A.[ntónio] Garcia

Lisboa, 1957
Editora Ulisseia
1.ª edição
189 mm x 132 mm
328 págs.
exemplar como novo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que figurou na lista negra das polícias anticomunistas norte-americanas. Diz-nos o surrealista Mário-Henrique Leiria no seu agreste Prefácio: «[...] em Focus é o problema do racismo que está em jogo; um racismo cuja existência é quase ignorada na Europa, pois se trata do obsessivo receio do americano médio ao judeu. No meio dos grandes trusts comandados pelo judeu do dinheiro desliza o judeu comum, o judeu-homem-de-todos-os-dias, que, por não possuir capital que o defenda nem poder que o apoie, se vê condenado a um ostracismo [...]. E a tragédia íntima desse racismo está na contradição dum povo que se batia na Europa para acabar com uma tirania odiosa que tinha como um dos objectivos a exterminação da raça judaica, enquanto dentro do seu próprio país essa mesma raça era perseguida desde que não pertencesse à classe dirigente. [...]»
Nota: A modernidade gráfica do designer António Garcia pode, a partir de agora, ser apreciada num significativo e diversificado conjunto de obras suas expostas no Mude - Museu do Design e da Moda, em Lisboa, da qual se publicou catálogo.

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telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

segunda-feira, dezembro 15, 2025

Conto do Natal para Crianças


MÁRIO HENRIQUE LEIRIA

Lisboa, 1975
Forja Editora SARL
1.ª edição
236 mm x 163 mm
24 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Peça-colagem na boa tradição dadaísta do ready made, denotando um sarcasmo agreste, em que o motivo do Natal serve ao autor como pretexto de denúncia política – pela evidência das imagens – do horror que sempre afectou o mundo: a guerra, o governo, a mentira oficial, a agressão e o abandono dos mais desprotegidos.

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sábado, março 15, 2025

Contos do Gin-Tonic [junto com] Novos Contos do Gin, seguido de Fábulas do Próximo Futuro


MÁRIO-HENRIQUE LEIRIA
capas do Autor

Lisboa, 1976 e 1978
Editorial Estampa
2.ª edição (ambos *)
185 mm x 134 mm
184 págs. + 224 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
o segundo volume inclui uma folha-volante «O Que Aconteceria Se o Arcebispo de Beja Fosse ao Porto e Dissesse Que Era Napoleão», habitualmente desviada por alguns livreiros e destinada ao seu comércio em separado
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

De uma carta de Leiria a Mário Cesariny (ver Três Poetas do Surrealismo: António Maria Lisboa, Pedro Oom, Mário Henrique Leiria, Biblioteca Nacional, Lisboa, 1981):
«[...] Continuo lucidamente bêbedo, como de costume. Sabes que a felicidade é, afinal, uma coisa simples? Resume-se em conseguir não ter dores durante cinco minutos... só cinco, já bastam... [...]»

* Sublinhe-se o facto de o segundo volume ser, nesta 2.ª edição, substancialmente mais extenso que na edição anterior.

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segunda-feira, maio 23, 2022

O Som e a Fúria


WILLIAM FAULKNER
trad. de Mário Henrique Leiria e H. Santos Carvalho
prefácio e revisão de Luís de Sousa Rebelo
capa de Infante do Carmo

Lisboa, s.d. [1960]
Portugália Editora
1.ª edição
21,7 cm x 15,1 cm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

William Faulkner, norte-americano, fez da sua arte literária um processo de salvaguarda do caos e da ruína ética que vinha apoderando-se do seu país. Interessou-o, acima de tudo, um certo passado não muito distante, o dos pais, o dos avós. A própria fragmentação das suas narrativas configura um testemunho de grande violência, desenraizante do indivíduo em vésperas de se tornar multidão, antes mesmo de podermos considerá-la esteticamente moderna.
Terá algum dos personagens criados por ele o direito de reclamar para si o estatuto de vítima? Vítima do esboroamento das relações humanas no seio da família e, portanto, no caso deste romance (de 1928), microcosmos de um esclavagismo primário de grilheta e chicote.
Numa corrosiva transferência de saberes e actos vindos do topo (a figura colonial do pai branco ausentando-se no alcoolismo) para a base, são os filhos e os netos os protagonistas de todas as formas de contra-tradição, de degenerescência, dos primeiros indícios de miséria e refinamento da desordem nos costumes. Ódio, idiotia, roubo, incesto, prostituição, crueldade gratuita, neurose suicida, surgem a preencher o declínio do exercício do poder dos mais velhos e ocupam, qual totalitarismo alternativo, o vazio permitido nessa vacilante crise da autoridade. Ainda que isto seja exemplo do país fratricida, realmente ninguém pode arrogar-se vítima do tempo ou da hora, pois são os homens concretos que liquidam a oportunidade e os meios disponíveis.
Finalmente, é o universo doméstico da preta Dilsey que se faz ouvir, inspirado de uma consciência e de uma força moral imprevisíveis, diante dos patrões brancos a comportarem-se uns com os outros como verdadeiros selvagens.

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sábado, março 06, 2021

Lisboa ao Voo do Pássaro

 

MÁRIO-HENRIQUE LEIRIA, texto
JOÃO FREIRE
, fotog.
grafismo de Artur Henriques


Lisboa, 1979
Forja Editora SARL
1.ª edição
260 mm x 206 mm
108 págs.
profusamente ilustrado com reproduções fotográficas a negro
exemplar estimado, capa suja; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Depoimentos Escritos



MÁRIO-HENRIQUE LEIRIA
pref. Leonor Correia de Matos
capa de Carlos António de Oliveira e Sousa
ilust. José Antunes

Lisboa, 1997
Editorial Estampa, Lda.
1.ª edição
21 cm x 14,5 cm
344 págs.
subtítulo: Contos, poemas e cartas de amor
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de contracapa, um excerto do prefácio de Leonor Correia de Matos:
«Alguns poemas, contos e muitas cartas constituem o livro agora publicado. Os primeiros serão de amor ou ódio, revolucionários, naquele entendimento do autor de que a paz e o amor se conquistam pela luta, que não pode ser sempre bela porque contradiz os desígnios de outros homens.
As cartas, essas, são sempre de amor – inquieto, muitas vezes oposto ao mundo, como é timbre do autor. Dirigem-se a uma misteriosa Isabel que irá ocupando na sua vida lugar de crescente preponderância até lhe preencher aquela quota de esperança numa felicidade pessoal de que ele, revolucionário sempre e homem de partido, nem por isso prescinde.»

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sábado, setembro 05, 2020

O Imenso Adeus


RAYMOND CHANDLER
trad. Mário Henrique Leiria
capa de Cândido Costa Pinto

Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil»
[1.ª edição]
16,2 cm x 10,7 cm
334 págs. + VIII págs.
é o n.º 101 da popular Colecção Vampiro
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O realizador de cinema Robert Altman tentou levar mais longe o êxito deste romance policial. Mas um certo sarcasmo cínico que perpassa pelo texto acabou transformado, pelo actor Elliott Gould, numa palhaçada burlesca. É necessário regressar ao texto – agora de Mário-Henrique Leiria – para reencontrar o estilo e o enfoque... Ou, como diz Ernest Mandel no seu muito estimável ensaio Cadáveres Esquisitos – Uma História Social do Romance Policial (Edições Cotovia, Lisboa, 1993):
«[...] A corrupção da sociedade, principalmente entre os ricos, tornou-se o assunto dominante das intrigas, acompanhada de brutalidade e reflectindo, simultaneamente, a transformação dos valores burgueses desencadeada pela Primeira Guerra Mundial e o impacto do gangsterismo organizado. [...]»

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quinta-feira, junho 28, 2018

Ida e Volta


ILSE LOSA
capa de Mário Henrique [Leiria]

s.l. [Lisboa], s.d. [1958]
Portugália Editora
1.ª edição
16,5 cm x 11,2 cm
300 págs.
subtítulo: À Procura de Babbitt
corte das folhas carminado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Ilse Lieblich Losa, «[...] O facto de ter sido submetida a um esgotante interrogatório, em 1934, deve ter condicionado a decisão de se exilar porque, nesse mesmo ano (recorde-se, o ano em que Hitler tomou conta do poder), chega a Portugal “num barco miserável e superlotado de escorraçados” [...]», tendo-se radicado no Porto, onde casou com o arquitecto Arménio Losa. O vertente livro de crónicas de viagem pela América, que a leva até à costa do Pacífico, é sobretudo um livro de reflexão e descoberta dos múltiplos estilos de vida e da cultura multifacetada de um continente que, há que não esquecer, alicerçado sobre uma colonização radical.

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terça-feira, janeiro 20, 2015

Depois da Cicuta


ANGUS WILSON, sir
trad. de Mário-Henrique Leiria

pref. de Luís de Sousa Rebelo
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1961
Portugália Editora
1.ª edição
19 cm x 13,3 cm
340 págs.
exemplar em bom estado, com sinais de arrastamento das pinças da máquina de dobragem nas margens dos dois primeiros cadernos; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance pioneiro (data de 1952) da literatura explicitamente homossexual, constitui também um atento retrato da hipocrisia inglesa:
«[...] Angus Wilson compraz-se em alfinetar as ideias reaccionárias e filo-fascistas de alguns desses seus compatriotas, ao mesmo tempo que nos dá a comédia dos pequenos funcionários na rotina burocrática e na aposentação, ou a ruína de uma família, ou ainda esse outro mundo esquecido das velhas virgens. Tão-pouco lhe escapam os meios intelectuais, onde o talento anda de mistura com a vaidade pretensiosa. [...]» (do Prefácio)

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