terça-feira, abril 30, 2019

“J’ Accuse…”



EMILE ZOLA
pref. Eugène Fasquelle

s.l. [Paris], 1948
Fasquelle Éditeurs
1.ª edição fac-similada
texto em francês
19,5 cm x 14,4 cm
12 págs. + 40 págs. + 4 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Lettre ouverte au Président de la République – 13 Janvier 1898 – reproduite en fac-similé avec un portrait d’ Émile Zola à l’époque de “J’ Accuse…”
exemplar envelhecido, restauro na lombada, mas aceitável; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição do cinquentenário da tomada de posição de Zola perante a condenação, em 1894, do oficial de artilharia francês judeu Alfred Dreyfus como traidor, baseada em documentos falsos que o davam como espião ao serviço da Alemanha. Embora tendo razão, será ele, Zola, quem acaba condenado por injúrias e difamação das altas patentes do exército francês, o que o obrigará a exilar-se em Inglaterra.

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«Acuso!...»



EMÍLIO ZOLA
trad. e pref. Jaime Brasil

Lisboa, 1949
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
160 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA SIGNIFICATIVA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE JAIME BRASIL A FERREIRA DE CASTRO
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além do texto-matriz de Zola, temos aqui uma interessante compilação de vários documentos que o mesmo, à época, originou.

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segunda-feira, abril 29, 2019

Arte de Ganhar á Roleta



CUSTODIO RODRIGUES

s.l., s.d. [Paris (?), circa 1906]
s.e. [Typ. Aillaud & Cie. – Paris]
4.ª edição («muito augmentada»)
21 cm x 13,8 cm
280 págs.
exemplar estimado, pequeno furo na capa; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Teoria Fundamental do Metodo Dolivaes


RICARDO BARATA

Lisboa, 1915
Gremio do Metodo Dolivaes / Livraria de João Carneiro & C.ta (deposit.)
1.ª edição
18,6 cm x 12,5 cm
176 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo, por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Refere-se a Joaquim Dolivaes Nunes, curioso inventor de um modelo para ganhar no jogo da roleta, conhecido “método” que fez sucesso no início do século XX.

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quarta-feira, abril 24, 2019

Cravo Rubro Revolução


CÉSAR DE LA LAMA
trad. Ana Margarida
pref. Manuel Aznar
capa de Paiva

s.l., s.d. [Lisboa, 1974]
Edições Sedmay
1.ª edição
19,8 cm x 14,7 cm
240 págs
subtítulo: Golpe de Estado em Portugal
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reportagem levada a cabo por um jornalista espanhol, em cima do acontecimento, atento apenas ao encadeamento dos factos históricos e à palpitação social circundante.

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terça-feira, abril 23, 2019

Em Busca de um Ponto de Vista Crítico para a Cultura



ALBERTO PIMENTA

Braga, 1943
Editorial Nós
1.ª edição
19,5 cm x 13 cm
148 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Êste livro foi escrito em cumprimento da obrigação que os estatutos universitários impoem a todos os licenciados de apresentar uma tese. […]» – Assim começa o preâmbulo que o autor* faz à sua tese em ciências jurídicas, estudo que ele mesmo, desde logo, considera imaturo e muito imperfeito, mas que tem por necessário à compreensão do Estado Novo.

* Não confundir com o poeta e performer José Alberto Resende de Figueiredo Pimenta, nascido em 1937, erro grosseiramente cometido pela Biblioteca Nacional no correspondente verbete exibido na PORBASE.

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quinta-feira, abril 18, 2019

Garçonnices



A. MANSOS RIBEIRO
capa de Lima

Lisboa, s.d.
J. Rodrigues & C.ª (depositários)
2.ª edição
18,2 cm x 12,9 cm
112 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Povo e os Poetas Portugueses


AFFONSO LOPES VIEIRA

Lisboa, 1910
[ed. Autor]
Associação de Escolas Moveis (depositária)
1.ª edição
19,4 cm x 13,3 cm
2 págs. + 66 págs.
subtítulo: Conferência lida pelo autor no Teatro D. Maria II em 12 de Janeiro de 1910
ilustrado
composto manualmente em Elzevir
impresso sobre papel avergoado
exemplar com a capa manchada e sinais de traça à superfície; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Onde a Terra Se Acaba e o Mar Começa



AFONSO LOPES VIEIRA
capa de João Carlos [Celestino Gomes]
ilust. (retrato) Eduardo Malta

Lisboa, s.d. [circa 1940]
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
17,6 cm x 12,1 cm
128 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas de posse na capa e no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Exposição Bibliográfica de Afonso Lopes Vieira [catálogo]



[JÚLIO EDUARDO DOS SANTOS, pref.]
grafismo de Luís Moita

Lisboa, Primavera de 1962
Grupo «Amigos de Lisboa»
1.ª edição
25,7 cm x 18 cm
58 págs. + 4 folhas em extra-texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do catálogo do acervo de «originais do poeta e escritos sobre a sua vida e obra» pertencentes à colecção do engenheiro agrónomo, mas também ensaísta, Júlio Eduardo dos Santos.

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quarta-feira, abril 17, 2019

Crónica dos Tempos Idos


LUIZ TEIXEIRA

Lisboa, 1954
Câmara Municipal das Caldas da Rainha (patroc.)
1.ª edição
18,8 cm x 13 cm
40 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve memória cultural da Caldas da Rainha, sob a forma de conferência proferida pelo autor no Rotary Clube da localidade.

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Lisboa e os Seus Cronistas


LUIZ TEIXEIRA

Lisboa, 1943
Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
19,3 cm x 13,2 cm
66 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além da palestra proferida por Luís Teixeira no acto de entrega de um prémio literário ao escritor Luís Pastor de Macedo, é de crucial importância a longa resenha bibliográfica de «Algumas obras dos cronistas, dos estudiosos e dos poetas de Lisboa», que completa a vertente brochura, e cujas espécies nos são apresentadas distribuindo-se pelos séculos, com início no século XII.

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Memoria Sobre os Combates da Travanca



MANUEL JOSÉ DA CUNHA BRANDÃO

Viana, 1910
Typ. d’André J. Pereira & Filho
1.ª edição
22,1 cm x 13,9 cm
24 págs.
exemplar estimado, mancha na capa; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Estava-se em 1662, os anos finais da guerra da Restauração, lutava-se ainda contra Castela na consolidação da autonomia nacional. Resume o vertente folheto os confrontos em Travanca e Terras de Coura.

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terça-feira, abril 16, 2019

Ofício Cantante



HERBERTO HELDER
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1967
Portugália Editora
1.ª edição
19,6 cm x 14,5 cm
264 págs.
impresso sobre papel avergoado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
320,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da primeira vez que Herberto Helder (1930-2015) reúne a sua obra completa, não sem efectuar uma profunda revisão nos seus poemas, fazendo de livros passados um livro presente.

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Poesia Toda 1 e 2



HERBERTO HELDER
capa de Alda Rosa – Práxis

Lisboa, 1973
Plátano Editora, SARL
1.ª edição
2 volumes (completo)
[20,1 cm x 13,8 cm] + [20,3 cm x 14,4 cm]
300 págs. + 232 págs.
exemplares estimados; miolo limpo, à excepção das primeira e última folhas de cada volume e do verso das capas de ambos devido a repasse de fita-gomada, última folha do vol. 1 com sinais periféricos de traça
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tratava-se da segunda vez que o poeta Herberto Helder (1930-2015) reunia a sua obra poética, conservado para o primeiro volume (ou Primeira Parte) o título «Ofício Cantante», recuperado da sua anterior obra reunida, a que juntava agora, num segundo volume, «Movimentação Errática», abrangendo um período linguístico de óbvia errância estilística.

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Tempo de Orfeu


ALFREDO GUISADO
pref. Urbano Tavares Rodrigues
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1969
Portugália Editora
1.ª edição
20,2 cm x 14 cm
XX págs. + 2 págs. + 182 págs.
subtítulo: 1915-1918
ilustrado com o fac-símile do manuscrito do poema «Arabescos»
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lisboeta, apesar dos ascendentes na Galiza, Alfredo Pedro Guisado viveu entre 1891 e 1975. Fez um percurso cívico assinalável, sucessivamente como deputado republicano pelo Partido Democrático, vereador da Câmara Municipal de Lisboa e presidente do Conselho-Geral das Juntas de Freguesia de Lisboa e da Federação das Juntas de Freguesia de Portugal. Após a implantação do Estado Novo iremos vê-lo como opositor, também no meio jornalístico, tendo mesmo chegado a desempenhar o cargo de director-adjunto do jornal República. Ao longo da sua carreira artística – com reconhecidas participações nos periódicos literários de referência à época, a saber: A Renascença (dir. Carvalho Mourão), Orpheu 1 (dir. Fernando Pessoa), Exílio (dir. Augusto de Santa-Rita) e Sudoeste (dir. Almada Negreiros) –, para além do seu nome de baptismo conhecem-se-lhe, emulando por certo uma heteronimia pessoana, três pseudónimos: Filomeno Dias, Pedro de Menezes e João Lobeira. Enquanto poeta, a sua criação pode genericamente ser enquadrada num consciente afastamento estilístico do neo-garrettismo romântico e do saudosismo portuense promovido pel’A Águia – que ele praticou em livros anteriores à sua participação no primeiro número de Orpheu. Colara-se Guisado, por essa altura de 1914-1915, ao tom poético e à visão negativista de um Mário de Sá-Carneiro, o que, de passagem, o leva a acolher em convívio esse grupo de escritores e artistas plásticos nacionalistas que virão a estar entre os responsáveis pela verbalização do ressurgimento do poder autoritário e, em parte, pelo soçobrar dos ideais republicanos. Num outro plano, mais propriamente logístico, sendo a família dele proprietária do restaurante na Baixa lisboeta Os Irmãos Unidos, o poeta convinha ao grupo, pela sala-de-estar a cujas mesas muito debate intelectual se deu.

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segunda-feira, abril 15, 2019

Sexo / Espionagem


DAVID LEWIS
trad. Maria Guilhermina Ramalho
capa adaptada da edição original por Nuno Amorim

Lisboa, 1977
Fernando Ribeiro de Mello – Edições Afrodite
1.ª edição
20,9 cm x 14,7 cm
216 págs. + 8 págs.
subtítulo: A Exploração do Sexo pelos Serviços Secretos Soviéticos
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um livro acerca dos métodos utilizados no terreno pelo KGB para enlamear reputações e extorquir segredos sob chantagem – segredos políticos, industriais, militares e outros. Escrito para, ao diabolizar os outros, esconder culpas em casa própria, no caso os métodos das polícias de investigação ocidentais... que eram – e são – farinha do mesmo saco. O editor português, na sua cegueira anticomunista primária, embarca no logro...

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Secreto – Último Relatório Sobre a Situação Geral do País do ex-Ministério do Interior para a ex-PIDE/DGS


GOVERNO FASCISTA PORTUGUÊS
pref. Fernando Madureira

Lisboa, Maio de 1974
Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite
1.ª edição
20,8 cm x 14,9 cm
72 págs. [não numeradas]
ilustrado
exemplar como novo
conserva a cinta promocional
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição impressa na tipografia Casa Portuguesa, empresa umbilicalmente ligada à Editora Ulisseia, ambas propriedade da Abel Pereira da Fonseca (mercearias e vinhos).
Por vezes – quando o poder vigente cai na rua – a imprensa assume a sua melhor função: a denúncia da iniquidade e do horror. O vertente livro regista para a História da liberdade o fac-símile relativo aos derradeiros dias de vigilância diária levada a cabo por um regime político que só pôde sobreviver, por quase meio século, acantonado na superstição religiosa e no estado policial.

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Conceitos Económicos e Sociais da Nova Constituição


ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR

Lisboa, 1933
«Cadernos Corporativos» (separata)
1.ª edição
22,8 cm x 15 cm
16 págs.
subtítulo: Conferência realizada na Séde da Comissão Central da União Nacional em 16 de Março de 1933
acabamento com um ponto em arame
exemplar envelhecido mas aceitável, roído sem afectar o texto; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, abril 14, 2019

Problemas da Habitação


MANUEL VICENTE MOREIRA

Lisboa, 1950
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
24 cm x 16,5 cm
XVI págs. + 526 págs. + XXXII págs. + 3 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Ensaios Sociais
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A JOÃO ORTIGÃO RAMOS, EMPRESÁRIO DE CINEMA NETO DE RAMALHO ORTIGÃO
100,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante tratado acerca das insuficiências na habitação em Lisboa, no imediato pós-guerra, redigido por um médico para quem as questões sociais e sanitárias ligadas à maternidade nortearam o seu trabalho.

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Lisboa Oriental



MANUEL VICENTE MOREIRA

Lisboa, 1934
Livraria Morais
1.ª edição [em livro]
24,4 cm x 17,4 cm
48 págs.
ilustrado
encadernação artística inteira em estopa com rótulo gravado a ouro e colado na pasta
não aparado, conserva a capa anterior da brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim abre o autor a sua exposição:
«A maioria dos factos e fotografias reùnidas agora nestas páginas, foram publicadas durante o ano de 1930, no jornal A Voz.
Por êles documenta-se o estado sanitário deplorável da zona oriental da capital portuguesa, nêsse tempo.
Quem por aí passar hoje, encontrará alguns progressos, nomeadamente duas largas avenidas em construção (Jacinto Nunes, D. Afonso III) e muitos outros arruamentos com a respectiva rêde de esgôtos e abastecimento de água canalizada.
Destruiram-se, portanto, casebres e barracas velhas e imundas, afastaram-se estrumeiras, taparam-se fóssas, efectuaram-se terraplanagens, levantaram-se muralhas. [...]»

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Les Manifestes du Surréalisme suivis de Prolégomènes à un Troisième Manifeste du Surréalisme ou Non


ANDRÉ BRETON

Paris, 1947
Éditions du Sagittaire
1.ª edição (reunida)
texto em francês
18,8 cm x 12 cm
216 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
PEÇA DE COLECÇÃO
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne pela primeira vez, num único volume, os documentos fulcrais à compreensão da passagem e contaminação revolucionárias do surrealismo francês.

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La Situation du Surréalisme entre les Deux Guerres




ANDRÉ BRETON

s.l. [Yale], s.d. [1942]
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
27 cm x 21 cm
34 págs. [17 folhas impressas apenas de um dos lados]
subtítulo: Discours aux Etudiants Français de l’Université de Yale (10 Décembre 1942)
impressão a mimeógrafo sobre papel avergoado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado; miolo limpo
tiragem de 250 exemplares, autenticada pelo Autor [«tirage limité à 250 ex. |  B [André Breton]»]
PEÇA DE COLECÇÃO
850,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da edição original desta rara conferência proferida por André Breton nos Estados Unidos, anterior, portanto, à sua reimpressão quer na revista nova-iorquina VVV (1943), quer em brochura nas edições Fontaine (1945) que Max Pol Fouchet, a partir da Argélia, fazia circular pela França ocupada.

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Le Surréalisme et la Peinture



ANDRÉ BRETON
pref. do editor Robert Tenger

Paris / Nova Iorque, 1945
Brentano’s, Inc.
1.ª edição [do vertente conjunto; «Achevé d’imprimer le deux avril mil neuf cent quarante cinq sur les presses de l’Imprimerie Albert Martin, Inc., New York»]
26 cm x 18 cm
208 págs. + 76 págs.
subtítulo: Suivi de Genèse et Perspective Artistiques du Surréalisme et de Fragments Inédits
profusamente ilustrado a preto e a cor
encadernação editorial em tela impressa a prata, com cromo colado na pasta anterior
exemplar como novo
225,00 eur (IVA e portes incluídos)

A II Guerra Mundial levou inúmeros intelectuais e artistas a abandonar a Europa rumo ao novo continente, numa sangria do espírito e da imaginação. Entre os resultados de uma acção revolucionária ininterrupta, apesar da dispersão dos grupos, veio a beneficiar um público nova-iorquino até aí meio atordoado com o decorativismo de Norman Rockwell. O surrealismo de André Breton – e mesmo o dadaísmo cínico de Marcel Duchamp – deixaram rasto (a pop art, por exemplo, não passa de um neo-dadaismo tornado industrial, de linha-de-montagem). É neste contexto, por assim dizer de “emigração”, que surgem nos Estados Unidos várias publicações, artigos, filmes, conferências, mostras, etc., das correntes poéticas e outras, protagonizadas pelos seus pioneiros e mentores da primeira hora. O vertente livro encaixa-se nesse perfil.

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Ode à Charles Fourier



ANDRÉ BRETON

Paris, 1947
Aux Éditons de la Rue Fontaine
1.ª edição
28,5 cm x 17 cm
4 págs. + 52 págs.
encadernação recente em meia-francesa com cantos em pele e gravação a ouro na lombada
corte dourado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta no verso da primeira folha-de-guarda o ex-libris do neo-realista Joaquim Pessoa
é o n.º 460 da parte da tiragem impressa sobre velino
PEÇA DE COLECÇÃO
650,00 eur (IVA e portes incluídos)

Longo poema escrito numa inequívoca celebração do rompimento do grupo surrealista francês com o Partido Comunista local. Fourier representa, no contexto das ideias políticas, a vanguarda do comunismo libertário.

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Les Pas Perdus [junto com] Point du Jour



ANDRÉ BRETON
capas de H. Cohen

Paris, 1970
Éditions Gallimard
s.i. («nouvelle édition revue et corrigée», ambos)
16,5 cm x 11 cm
2 x 192 págs.
da prestigiada colecção Idées NRF [Nouvelle Revue Française]
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de dois títulos do mentor do movimento surrealista francês, que reúnem artigos estendendo-se no tempo entre 1917 a 1933, e cujo ensinamento estético-filosófico, mas sobretudo o ensinamento cívico, constituíram a pedra de arremesso da liberdade – e das liberdades – que as gerações do pós-II Guerra Mundial melhor ou pior souberam chamar a si. Terá sido o “movimento” dadá em Zurique o real desencadeador anárquico de uma modernidade consequente; terá sido o movimento surrealista parisiense o seu disciplinador teórico; do mesmo modo, terá sido a geração da Internacional Situacionista e levar à rua, à praxis revolucionária urbana, essa bandeira de que, não somente a poesia tem que ser feita por todos, como há que transformar o mundo, mudar de vida.

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Anthologie de l’Humour Noir


ANDRÉ BRETON [org.]

Paris, s.d.
Jean-Jacques Pauvert / Le Livre de Poche
3.ª edição [1.ª edição em livro de bolso]
16,5 cm x 11 cm
446 págs.
corte das folhas carminado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, abril 13, 2019

Novelas Escogidas




FERREIRA DE CASTRO
trad. Eugenia Serrano e Jose Ares
pref. Jose Ares

Madrid, 1959
Aguilar, S. A. de Ediciones
1.ª edição
texto em castelhano
18,5 cm x 13 cm
XXXII págs. + 1.288 págs. + 1 folha em extra-texto
inclui: Emigrantes; La Selva; Eternidad; Tierra Fría; La Lana y la Nieve; e La Misión
ilustrado
impresso sobre papel-bíblia
encadernação editorial inteira em sintético gravado a ouro na lombada e relevo seco nas pastas e na lombada
folhas-de-guarda impressas, corte carminado à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, abril 12, 2019

Manual do Passarinheiro



UMA SOCIEDADE D’AMADORES

Lisboa, 1872
Typographia do Futuro [de Francisco Gonçalves Lopes]
1.ª edição
16,5 cm x 11,6 cm (livro) [17,8 cm x 12,4 cm (estojo)]
200 págs. + 6 folhas em extra-texto (gravuras)
subtítulo: Passarinhos cantores, uteis ou nocivos, seu tratamento e conservação
ilustrado
brochura cosida à linha à maneira oriental acondicionada num estojo próprio em tela crua
exemplar estimado, capa gasta e suja; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
150,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Arte da Guerra de Mestre Sun



SUN DE WU
trad. e posf. Jorge Pereirinha Pires

Lisboa, 2019
viúva frenesi
1.ª edição (5.ª tiragem)
19 cm x 13 cm
56 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
tiragem de 250 exemplares
9,00 eur (IVA e portes incluídos)

Posfácio do tradutor Jorge Pereirinha Pires:
Apesar de a obra ser há muito reconhecida, a oriente e a ocidente, como um dos tratados militares clássicos, nem sempre sucedeu o mesmo com Sun de Wu. Foram vários os académicos que, ao longo dos anos, puseram mesmo em questão a própria existência do autor enquanto figura histórica.
No entanto, os primeiros anais da história da China, que foram terminados no ano 91 a.C., identificam-no como tendo de facto nascido em Wu, no estado de Chi (actual província de Shantung) e sendo contemporâneo de Confúcio no final do Período da Primavera e do Outono (722-481 a.C.), com o qual se iniciou a chamada dinastia Zhou oriental. Nessa época, no que é o actual território chinês, coexistiam uma multiplicidade de estados semiautónomos, que durante alguns séculos se guerrearam de forma constante e foram assim constrangidos a sofisticarem o seu pensamento, actuação e métodos militares, face ao permanente dilema de triunfarem ou perecerem.
Tal como fizeram os sofistas da Grécia clássica, diversos filósofos, pensadores e professores itineravam entre os diversos estados, vendendo os seus serviços e conselhos. Sun de Wu (544-496 a.C.), que ficou conhecido para a posteridade com o título honorífico de Sun Tzu, ou «Mestre Sun», distinguiu-se como comandante e estratego militar ao serviço do rei Ho-lu de Wu (514-496 a.C.), a ele se devendo sucessos como o da campanha contra o estado de Chu – nesta, observando os conselhos de Sun, o rei de Wu conseguiu conquistar a capital do seu rival em meros seis anos.
O texto de A Arte da Guerra só deverá porém ter sido fixado após a morte do autor, provavelmente já durante o Período das Guerras Entre os Estados, quando de arte de cavalheiros a guerra passou a assunto para profissionais – fazendo crescer exponencialmente o número dos mercenários e o dos mortos nos campos de batalha. Este período concluiu-se em 221 a.C, quando o estado de Chin dominou o último dos seus rivais, reclamando para o seu soberano o título de Shi Huangdi – «Primeiro Imperador» – e dando a conhecer o território pelo nome que ainda hoje conserva: China, ou terra dos Chins.
Em suma, e na melhor das hipóteses, estaremos pois diante de um relato em segunda mão sobre aquilo que Sun de Wu teria realmente a dizer acerca da guerra. O facto de, ao longo deste tratado, ele ser sempre referido como «Mestre Sun» parece indicar que o texto haja sido compilado e fixado por terceiros, pessoas que o tinham em alta estima, como normalmente sucede entre os discípulos. Um manual feito pelos seus alunos? Não exactamente – existem razões para supor que o percurso da obra seja bem mais sinuoso.
Por exemplo, o tratado de Sun de Wu teve de sobreviver à Queima dos Livros, decreto promulgado pela corte Chin em 213 a.C., ordenando que toda a literatura representativa das diversas escolas filosóficas – e muito especialmente a literatura confuciana – fosse recolhida pelos administradores regionais e lançada à fogueira. Teve também de sobreviver às vicissitudes da transmissão oral – note-se que em vários trechos (e pese embora a rima ausente) a rítmica do texto parece adequada a uma mnemónica. E, em terceiro lugar, não podemos esquecer que o texto terá sido copiado, recopiado, organizado e reeditado por diversas gerações de estudantes.
Foi apesar destes e outros obstáculos que chegaram até nós os treze capítulos tão referenciados nas literaturas do oriente e do ocidente. Até há pouco tempo, o texto canónico era uma edição datada da dinastia Sung (960-1279) que serviu de base para todas as traduções entretanto efectuadas – sendo a edição de referência uma versão inglesa bilingue publicada em 1910 por Lionel Giles, conservador adjunto do Museu Britânico.
Mas quando, após a Revolução Cultural, a China retomou as prospecções arqueológicas, foi descoberto em 1972, em Yin Chue Shan, na actual província de Shantung, um exemplar da obra de Sun que, para além dos treze capítulos clássicos (aliás acrescentados em cerca de 2.700 caracteres), continha ainda fragmentos de cinco outros entretanto perdidos. Tendo sido encontrada entre diversos artefactos funerários datados de entre 140 e 118 a.C., esta versão será pois cerca de mil anos mais antiga do que aquela que até aqui se conhecia. Estes e muitos outros textos recuperados em Yin Chue Shan só começaram a chegar ao conhecimento dos estudiosos ocidentais quando as instituições arqueológicas chinesas retomaram a publicação periódica dos seus boletins. Dada a morosidade das operações necessárias à catalogação e decifração das numerosas tiras de bambu, o primeiro relatório mencionando a descoberta de A Arte da Guerra apenas foi publicado em 1974, tendo sofrido diversas actualizações posteriores, a última das quais em 1985.
Finalmente, em 1993 foram publicadas duas novas traduções para a língua inglesa que incorporam essas descobertas recentes. Na transposição para português, acompanhámos preferencialmente a de Roger T. Ames, também pela visão compreensiva que propõe: efectivamente, revela-se fútil investigar o sentido deste texto sem entender o contexto que o originou, e um período histórico em que, para serem bem sucedidas, as campanhas militares exigiam a utilização de todos os recursos disponíveis – incluindo os recursos filosóficos. Como escreve Ames, «a guerra, na medida em que seja filosófica, é uma filosofia aplicada». Para compreendermos os seus mecanismos, passemos pois em breve revista o universo em que ela opera.
Na cosmogonia chinesa, a ideia de ordem é imanente ao mundo e às coisas, e não algo ou alguém que veio triunfar sobre o caos primordial. E, tal como a ideia de ordem, as ideias de Bem, de Belo ou de Verdade – digamos, as essências da filosofia ocidental – não são entendidas como modelos imutáveis ou formas apriorísticas da razão, mas antes como produções (culturais, portanto), que estão eternamente sujeitas a renovações e actualizações. Porque o mundo é um campo de energia (chi) que se dispõe em várias concentrações e configurações, segundo os diferentes pontos de vista e as circunstâncias por eles determinadas. E é a configuração sempre alterada destas condições específicas que determina o nosso lugar em qualquer ponto do tempo, e nos atribui assim uma disposição e uma «forma».
O tao – a «via» – é aquilo que a cada momento se torna discernível e que torna transitoriamente coerente o lugar e o seu contexto. É o padrão de continuidades que nos conduz de um acontecimento a outros. «Conhecer» é portanto um acto performativo: é ser capaz de determinar e manipular as condições que afectem, em qualquer prazo, a configuração do nosso lugar. E o objectivo da existência humana consiste em coordenar os elementos que, neste ponto do tempo e do espaço, constituem o nosso mundo particular, gerando a partir deles a harmonia mais produtiva possível – aquela que possa maximizar as diferenças, e portanto as configurações. Como se vê, trata-se de uma função predominantemente estética, e centrípeta, uma vez que irradia de nós para o mundo.
Por isso, para os contemporâneos de Sun, uma pessoa de carácter superior, alguém com a capacidade de estabelecer a «harmonia», de identificar a «via», era alguém que revelaria essa qualidade em qualquer posição ou função social, incluindo portanto a de comandante militar. Porque aquele que detém a «via» cultiva o shih, ou «vantagem estratégica»: sabe antecipar o padrão de alteração das condições que definem a sua situação, e manipulá-lo para sua própria vantagem.
Eis porque a sua primeira prioridade é sempre a de evitar a guerra a todo o custo. Caso contrário, há que garantir a integridade das nossas forças; mover o inimigo, e não ser movido por ele; e actuar onde a vitória é certa. Sem esquecer que toda a vitória militar é sempre uma derrota. O luminoso Yang equilibra o sombrio Yin.

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quinta-feira, abril 11, 2019

Contemporanea – Grande revista mensal




Lisboa, 1984-1992 [fac-símiles de Maio de 1922 a Março de 1924]
dir. José Pacheco
ed. Agostinho Fernandes
pref. José-Augusto França (vol. IV)
Contexto, editora
2.ª edição [1.ª edição fac-similada]
10 fascículos que constituem os vols. I, II, III e IV (completos)
este conjunto – que é tudo quanto foi publicado pela Contexto – não inclui os fascículos 11 a 13 (1926), o n.º espécime (Maio de 1915) e o n.º suplemento (Março de 1925)
29,8 cm x 20,5 cm
[6 págs. + 10 págs. + 154 págs. + 38 págs. em extra-texto + 16 págs.] + [10 págs. + 6 págs. + 168 págs. + 64 págs. em extra-texto] + [8 págs. + 170 págs. + 56 págs. em extra-texto] + [30 págs. + 42 págs. + 8 págs. em extra-texto + 32 págs.]
profusamente ilustrados, impressão a cor
exemplares como novos
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da vasta lista de colaboradores que, repetidamente, fizeram esta publicação moderna, assinalem-se, entre escritores e artistas plásticos, os nomes de Almada, Fernando Pessoa, António Botto, Mário de Sá Carneiro, Diogo de Macedo, António Sardinha, Judith Teixeira, Raul Leal, Mário Saa, Columbano, António Soares, Américo Durão, Vergílio Correia, Eduardo Viana, Jorge Barradas, Martinho Nobre de Mello, Mily Possoz, Augusto Santa-Ritta, Eugénio de Castro, Aquilino Ribeiro, Virgínia Victorino, Manuel Ribeiro, Teixeira de Pascoaes, António Arroio, Leonardo Coimbra, Afonso Duarte, Dordio Gomes, Carlos Malheiro Dias, etc. Especial destaque para a inclusão de Cena do Ódio de Almada, Banqueiro Anarquista de Fernando Pessoa (mas também Mar Português e Soneto Já Antigo) e Arte de Bem Morrer de António Ferro.
Logo à partida, o responsável pela publicação, que bem sabia de que estofo eram feitos os consumidores portugueses de cultura, comentou em entrevista ao Diário de Lisboa (15 de Junho, 1922): «Eu não tenho grande confiança nem consideração pelo público de arte português. Além disso cá não está criado público de revistas, a não ser das outras que metem pernas. Um insucesso, artisticamente, não me feria nada.»
Bem se recordava José Pacheco como Lisboa-Portugal tinha sido hostil ao aparecimento de uma outra revista de vanguarda muito similar, a Orpheu! Acompanhando o curso de fechamento do país às alegrias trazidas pela República e a abertura ao autoritarismo totalitário, «A Contemporânea insinuou-se no espaço cultural português no início de Maio de 1915, com um número espécimen que se caracterizava pelo seu ecletismo: a arte, a literatura, o teatro, o desporto, a moda e a sociedade preenchiam as suas páginas. Valorizava, muito ao gosto da época, a imagem, entre reportagens fotográficas de sabor fim de século e algum grafismo “moderno” em que se ensaiavam Almada, Barradas, Eduardo Viana, Carlos Franco e José Pacheco. Acenava à ditadura de Pimenta de Castro com uma mão, com a outra saudava a Igreja, que passava por dificuldades várias, fragilizada pelas incursões jacobinas.
A Contemporânea propunha-se ser um lugar de agitação e de convergência de todos os que se interessavam pela arte em Portugal e que não dispunham de uma tribuna onde pudessem aferir opiniões, apresentar sugestões, trilhar novas sendas. Tinha os olhos postos nos movimentos vanguardistas da Europa, recusando dialecticamente a claustrofobia e a anemia que secularmente nos tolhiam. Preconizava no seu programa que os seus colaboradores seriam “as figuras mais brilhantes e variadamente individuais das nossas modernas correntes artísticas, desde as mais simples às mais complexas – todos quantos, desde o verso até à linha, sabem servir as curiosidades cultas e os interesses aristocratizados”. Pretendia ser uma “revista para gente civilizada, uma revista expressamente para civilizar gente”, terminologia e programa que, na opinião circunstanciada de António Braz de Oliveira, poderá ter muito bem a dedada eterna e “excessivamente lúcida” de Fernando Pessoa, nas margens de Orpheu.
Por razões políticas – o consulado de Pimenta de Castro foi derrubado poucos dias depois do aparecimento da Contemporânea – ou por motivos menos “públicos”, o projecto teve, então, uma falsa partida e só foi retomado sete anos mais tarde. Com efeito, em 1921, os jovens que tiveram o privilégio de viver na cidade de Paris – laboratório onde fertilizavam as experiências mais ousadas no domínio das letras e das artes – insurgiram-se contra a apatia e a inércia que eram lugar comum na Sociedade Nacional de Belas-Artes, cuja actividade estava circunscrita à organização de uma exposição anual. [...]» (Fonte: Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1900-1940), vol. I, Grifo, Lisboa, 1996)

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terça-feira, abril 09, 2019

Lisboa Antiga e Lisboa Moderna


ANGELINA VIDAL
[desenho do brasão por Jorge Boaventura]

Lisboa, 1900 [a 1903]
Livraria Moraes | Typographia da Gazeta de Lisboa
1.ª edição
28,5 cm x 21,5 cm
176 págs.
subtítulo no frontispício: Elementos historicos da sua evolução
subtítulo na capa: Historia desde a sua fundação até aos nossos dias – Acontecimentos historicos – Lendas e tradições – Monumentos – Cercos e pestes que tem soffrido, etc., etc.
composto manualmente a duas colunas
exemplar estimado, capa com sinais de foxing; miolo limpo, acidulado
peça de colecção
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

Angelina Casimira do Carmo e Silva Vidal (1853-1917) – poetisa, conferencista libertária, professora, jornalista, «proletária intelectual» – foi, de facto, diz-nos o seu biógrafo Raul Esteves dos Santos, «[...] a primeira mulher que, fugindo aos grandes salões onde se exibiam os melhores valores femininos da época, foi pôr ao serviço do povo e dos mais tocados pela desigualdade social todas as modalidades do seu peregrino talento e generoso coração. [...]» (ver Génio e Desventura de Angelina Vidal, Cooperativa do Povo Portuense, Porto, 1954).
Informa-nos ainda Esteves dos Santos (idem, ibidem) que «Era desejo de Angelina Vidal que a edição de Lisboa Antiga e Moderna fosse luxuosa, profusamente ilustrada, em tipo elzevir e papel especial, a qual, anunciada em prospectos, colheria prèviamente o maior número de assinantes, que garantissem ao editor uma receita, a qual fosse fazendo face às despesas inerentes à maneira que a obra fosse saindo do prelo. Dentro do seu plano a parte gráfica seria em tudo muito meticulosa e apurada, e a artística a mais requintada que fosse possível, pelo que todos os trabalhos se confiariam a técnicos, que cabalmente deles se desempenhassem. Com tais projectos era de calcular que a obra tornar-se-ia não só interessante pelo texto, como deleitosa pelas ilustrações.
Segundo Jorge Boaventura, a quem Angelina confidenciou os seus planos e os desaires sofridos nesta idealização, nessa obra figurariam frontarias de monumentos cívicos e religiosos, antigos palácios com os seus pórticos arquitectónicos, brasões de velhas nobrezas, torreões históricos, inscrições, chafarizes, túmulos e enfim reproduções de estampas de épocas passadas, que os modernos processos de gravura reproduziriam a atestar a fidelidade de todos esses elementos.
Mas, ao tentar a sua publicação deparou com imensas dificuldades para encontrar um editor, até que em 1900 a Empresa Editora da Biblioteca Popular de Legislação aceitou o encargo da edição, mas toda ela sujeita à mais económica confecção, a fim de poder ser vendida ao alcance de todas as bolsas.
Aceitou Angelina todas as condições que lhe foram impostas, sendo o 1.º e o 2.º tomos publicados em 1900 e 1901. E para poder sair o 3.º houve que remover novas dificuldades, só se fazendo em 1903, e que totaliza 176 páginas. Somente um emblema ilustra o frontispício e as capas dos três tomos, o Brasão de Lisboa, desenho e gravura em madeira, de Jorge Boaventura, que anotou este passo da vida de Angelina Vidal, bem digno de figurar na galeria de honra dos “Amigos de Lisboa”».

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