quarta-feira, março 30, 2016

Inventário do casco, aparelhos, e mais utensilios assim de uso como de sobrecellentes da Real Escuna de Sua Magestade [o Senhor D. Miguel I. Rei de Portugal e dos Algarves, &c.] a qual o mesmo Augusto Senhor mandou riscar [...] [junto com] Descripção historica das figuras allegoricas mithologicas de que se compõe o baixo relevo que orna o exterior do Real e naval vaso denominado Real Escuna o qual [Sua Magestade Fidelissima o Senhor D. Miguel I. Rei de Portugal e dos Algarves, &c.] mandou riscar [...]




MANUEL LUIZ DOS SANTOS

Lisboa, 1832
Na Impressão Regia
1.ª edição (ambos)
2 folhetos enc. em 1 volume
18,7 cm x 13,9 cm
72 págs. + 14 págs.
encadernação recente inteira em tela com rótulo colado na pasta anterior
aparado somente à cabeça
sem capas de brochura (?)
exemplares estimados; miolo no geral limpo
ambas as folhas-de-rosto foram censuradas tendo na época sido rasgado o nome de D. Miguel e mais tarde acrescentado de novo em remendos redigidos a tinta
peça de colecção dada a sua raridade
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o Portugal – Diccionario Historico, Chorographico, Biographico, Bibliographico, Heraldico Numismatico e Artistico, de Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues (vol. VI, João Romano Torres & C.ª – Editores, Lisboa, 1912), Manuel Luís dos Santos foi «Engenheiro constructor do Arsenal de Marinha. Era homem de merecimento, e foi quem construiu a nau Rainha. Tendo, porém, seguido o partido de D. Miguel, foi exonerado em 1833. [...] Parece que Manuel Luiz dos Santos foi readmittido no Arsenal, ou pelo menos continuou a occupar-se de construcções navaes [...]. Fal. em 1870, pouco mais ou menos.»

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telemóvel: 919 746 089


segunda-feira, março 28, 2016

A Doceira Familiar


CLARA T. COSTA

Lisboa, s.d.
Emprêsa Literária Universal
6.ª edição («revista e aumentada»)
19,5 cm x 13,7 cm
96 págs.
subtítulo: Metodo pratico de fazer dôces, pudins, sorvetes, compotas, etc., etc.
exemplar estimado; miolo um pouco manchado nas primeiras seis folhas
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Esteio dos Fracos


Porto, 1902
Pilulas Pink
1.ª edição
19,3 cm x 13,7 cm
16 págs.
ilustrado
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um breve almanaque editado pelo fabricante James Cassels do Porto, que representava em Portugal as referidas pílulas Pink, “medicamento” risível então vendido nas farmácias, e que se destinava a curar maleitas tão diversas como a anemia, a «debilidade infantil» (?), o linfatismo, o raquitismo, as escrófulas, a neurastenia, a senilidade precoce, a impotência, a paralisia, etc. É de crer, a esta distância temporal, que também servisse para polir metais e desentupir as sanitas...

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Dálias, Cravos, Rosas e Crisântemos


JÚLIO DE VASCONCELOS

Lisboa, s.d.
Henrique Torres – Editor
[1.ª edição]
18,8 cm x 13,5 cm
48 págs.
subtítulo: Sementeira – Reprodução, plantação, multiplicação e transplantação – Adubos – Doenças e tratamentos e Conselhos úteis
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da capa: «Guia prático e útil a todos os profissionais e amadores».

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As Hortas


[ANÓNIMO]

Porto, 1914
Livraria do «Lavrador»
[1.ª edição]
18,4 cm x 11,3 cm
144 págs.
subtítulo: Sua Cultura Racional
ilustrado
exemplar estimado, pequenas falhas de papel na capa; miolo limpo, papel oxidado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, março 27, 2016

Combate de Ruas


ROQUE D’AGUIAR, cap.

Lisboa, 1943
Ed. Autor
1.ª edição
21,6 cm x 16,1 cm
VIII págs. + 184 págs. + 2 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Algumas Notas
ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
é o n.º 32 de uma tiragem limitada a 500 exemplares
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO GENERAL FERNANDO PEREIRA COUTINHO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de estudo sobre movimentações militares no terreno.

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Assuntos Ribatejanos


JOSÉ ESTEVAM

Lisboa, 1957
Edição de Couto Martins
1.ª edição
19,9 cm x 13,2 cm
116 págs.
subtítulo: Dados e comentários sobre lezírias, lavoura, latifúndio, indústria, colonização e regionalismo
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, março 25, 2016

A Garrana


MATILDE ROSA ARAUJO

s.l. [Lisboa], 1943
Seculo Ilustrado
1.ª edição
18,2 cm x 11,7 cm
16 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA ASSINATURA DA AUTORA
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da estreia literária de Matilde Rosa Araújo (1921-2010), uma breve novela que ganhou o primeiro prémio no concurso «Procura-se um novelista!», promovido pela revista Século Ilustrado e pelo Rádio Clube Português.

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Estrada Sem Nome


MATILDE ROSA ARAÚJO
capa de António Sampaio

Lisboa, 1947
Portugália
1.ª edição
19,6 cm x 14,5 cm
152 págs.
subtítulo: Pequenas Histórias
exemplar estimado com alguma sujidade na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita da Autora
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Canticos Sadinos



ANUPLIO D’OLIVEIRA
ilust. Julião Machado

Lisboa, 1888
Typographia Mattos Moreira
1.ª edição
22,6 cm x 15,7 cm
158 págs.
subtítulo: Primeiros Versos
encadernação de amador em tela e papel de fantasia, sem rótulos, somente para preservação da obra
por aparar, conserva a capa anterior da brochura
exemplar oxidado mas aceitável, capa com falhas de papel; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA (NÃO ASSINADA) DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do pseudónimo em anagrama de Paulino de Oliveira, marido de Ana de Castro Osório.
O ilustrador Julião Machado (1863-1930), discípulo de Malhoa e de Rafael Bordalo Pinheiro, criador do periódico humorístico A Comédia Portuguesa, ficou conhecido também pelas suas belas gravuras para o livro O País das Uvas de Fialho de Almeida.

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Da Nobreza do Sexo Feminino, e Sua Preeminência sobre o Outro Sexo


HENRICUS CORNELIUS AGRIPPA VON NETTESHEIM
trad. e pref. Jorge Pereirinha Pires
capa de pcd

Lisboa, 2007
frenesi
1.ª edição
19 cm x 13 cm
96 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar novo
13,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do livro:
«Não se pode censurar às mulheres que hajam perseguido os ortodoxos, que hajam inventado heresias, que hajam errado na fé: o contrário do que sucede com os homens.»
Cornélio Agrippa nasceu na cidade de Colónia em 1486, o que só por si é indicativo do avanço do seu espírito livre... mesmo em relação aos dias correntes. Na altura em que a editora frenesi publicou esta magnífica tradução, o livro passou completamente ao lado das feministas portuguesas.

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Ramalho Ortigão e Eça de Queiroz


JÚLIO D’OLIVEIRA

Porto, 1945
[ed. Autor] / Delegação de «O Primeiro de Janeiro» – Coimbra, deposit.
1.ª edição
23,5 cm x 15,7 cm
208 págs.
subtítulo: Rememoração e Esclarecimento de Factos de Ordem Literária e Jornalística
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante obra, que o jornalista Júlio de Oliveira (1863-1947), responsável pelo seu enquadramento editorial, define assim:
«[...] Êste modesto trabalho obedece ao compromisso tomado, em artigo recentemente publicado, de tornar conhecidas do grande público as interessantes cartas inéditas do escritor insigne [Ramalho Ortigão], que um acaso feliz me trouxe à mão, antes de serem lançadas, com outros escritos, ao vazadouro das coisas inúteis. Trata-se, como é evidente, de correspondência particular trocada entre dois amigos e antigos camaradas, mas tão acentuadamente prêsa a assuntos literários e jornalísticos. [...]»
Mas o vertente livro é muito mais que a mera transcrição das referidas cartas. O autor aproveita para contextualizar esses tempos áureos do jornalismo nalgumas redacções dos jornais portuenses.

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Flores do Frio


CLÁUDIO BASTO
capa de [António] Manuel Couto Viana

Viana do Castelo, 1922
«Lusa»
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
4 págs. + 196 págs.
exemplar envelhecido, lombada com pequenas falhas; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cláudio Basto (1886-1945), médico e redactor de jornais de província, a sua fina sensibilidade literária e conhecimentos científicos notabilizaram-no quer como etnólogo e filólogo, quer como co-director de publicações várias, de que se destacam a Límia e a Portucale.

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A Tentação de São Macário


EUGENIO DE CASTRO

Lisboa – Porto – Coimbra, 1922
«Lvmen» - Empresa Internacional Editora
1.ª edição
17,5 cm x 13,1 cm
64 págs.
encadernação inteira em pergaminho gravado a ouro nas pastas e na lombada
aparado, dourado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
apontamento a lápis no rodapé da pág. 12, caligrafia do poeta Silva Tavares
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Silva Tavares
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Saudades do Céo


EUGENIO DE CASTRO

Coimbra, 1899
F. França Amado – Editor
1.ª edição
18,8 cm x 12,4 cm
64 págs.
encadernação inteira em pergaminho gravado a ouro nas pastas e na lombada
aparado, dourado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris do poeta Silva Tavares
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


A Caixinha das Cem Conchas


EUGENIO DE CASTRO

Lisboa – Porto – Coimbra, 1923
«Lvmen» – Empresa Internacional Editora
1.ª edição
17,5 cm x 12,2 cm
40 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Camafeus Romanos


EUGENIO DE CASTRO

Lisboa-Porto-Coimbra, 1921
«Lumen» – Empreza Internacional Editora
1.ª edição
18 cm x 12,2 cm
96 págs.
elegantemente impresso sobre papel de linho não aparado
exemplar estimado, capa com resíduos de antiga cola; miolo limpo, fortemente impregnado de transpiração ácida de um outro papel que terá permanecido intercalado nas págs. 48-49
carimbos de entrada na biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa no frontispício
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Agostinho de Campos
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Eugénio de Castro e Almeida (1869-1944) «[...], incapaz de uma inovação radical na poesia e mesmo de criar símbolos com uma ressonância poética que transcenda o maravilhoso sumptuário, contribuiu, todavia, para a reabilitação da intencionalidade artística, contra o preceito romântico da improvisação inspirada, que os parnasianos não tinham entre nós vencido; contribuiu deste modo para um orgulhoso culto da “arte pela arte” ou “esteticismo” [...]» (António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989)

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O Filho Prodigo



EUGENIO DE CASTRO

Porto, 1910
Magalhães & Moniz, L.da – Editores
1.ª edição
17,5 cm x 12 cm
40 págs.
subtítulo: Poema Biblico
elegantemente impresso sobre papel de linho não aparado
exemplar estimado, capa com resíduos de antiga cola; miolo limpo, duas gralhas tipográficas corrigidas à mão pelo Autor
carimbos de entrada na biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa no frontispício
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Agostinho de Campos
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Constança



EUGENIO DE CASTRO

Coimbra, 1900
Livraria França Amado
1.ª edição
17,5 cm x 12,8 cm
16 págs. + 84 págs.
impresso sobre papel de linho
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a D. Constança Manuel, filha de D. Juan Manuel de Castela, que se refere o longo poema histórico, e que casou com o infante D. Pedro futuro rei de Portugal. Todavia, é de uma das açafatas de Constança, a galega Inês de Castro, que D. Pedro terá quatro bastardos, contra apenas três legítimos da rainha. Eugénio de Castro trata este momento, que ficou conhecido por lenda de Pedro e Inês, do ponto de vista da rejeitada, retratando-a como esposa tolerante, não ofendida (apesar dos «açoites de ciume»)... o que pode liricamente resultar, mas, para a História, é basto duvidoso. Leia-se um passo:
«[...] E Constança fingia ignorar tudo!
Quasi feliz se os via venturosos,
E triste se os achava entristecidos,
Tão cega se mostrava, com tal arte
Inventava pretextos p’ra sumir-se,
Para os deixar a sós, que se não fôra
O pallido frescor de mocidade,
Que em seu pallido rosto transluzia
Sob um véo de suavissima tristeza,
Ninguem deixára de a tomar p’la doce
Benigna mãe d’aquelles namorados... [...]»

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quarta-feira, março 23, 2016

O Palhaço Francês





MARIA HELENA
ilust. Eduardo Malta

Lisboa, 1927
Edição da Emprêsa Diário de Notícias
1.ª edição
20 cm x 14,5 cm
64 págs.
profusamente ilustrado a preto no corpo do texto
é o n.º 7 da Biblioteca dos Pequeninos
exemplar estimado, com restauro na lombada; miolo limpo
os desenhos das págs. 7, 9 e 11 encontram-se coloridos a lápis
valorizado pela dedicatória da Autora ao «[...] Senhor Doutôr Joaquim Manso, ilustrissimo directôr do “Diario de Lisbôa” com a mais alta consideração e respeito [...]»
assinaturas de posse, no frontispício e na capa, de Maria Teresa Bordalo Pinheiro (Mitu), sobrinha-neta de Rafael Bordalo Pinheiro
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Maria Helena Vaquinhas de Carvalho notabilizou-se discretamente com, pelo menos, dois prémios literários atribuídos pelo Estado Novo, a saber: Emissora Nacional, 1948 (concurso de poesia lírica); Secretariado Nacional da Informação, 1958 (concurso de conto).

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Arte de Beber o Vinho do Pôrto



J. C. VALENTE-PERFEITO
pref. Ricardo Spratley
ilust. Eduardo Malta

s.l. [Porto], 1935
Instituto do Vinho do Pôrto
1.ª edição
22,6 cm x 15,3 cm
4 págs. + 66 págs. + 2 folhas em extra-texto
impresso a duas cores e ilustrado com capitulares e vinhetas de fecho de capítulo e em cabeçalho, cromo em policromia colado na pág. 51, ilustrações de Malta em separado
corte das folhas do miolo serrilhado
exemplar estimado, capa um pouco suja; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma elegante peça tipográfica, que Richard Spratley, então presidente do Instituto, define como necessária à promoção nacional e internacional «[...] do precioso néctar esforçadamente produzido nas abruptas encostas da Região demarcada dos vinhos generosos do Douro [...]».

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terça-feira, março 22, 2016

Nós, os Hespanhoes...



MARIO SAA

Lisboa, 1930
[ed. do Autor]
Imprensa Lucas & C.ª
1.ª edição
21,4 cm x 15 cm
40 págs.
composto manualmente
exemplar envelhecido pelo tempo mas estimado; miolo limpo por abrir
conserva a cinta promocional
ostenta uma interessante dedicatória do Autor ao liberal Carlos Augusto Portugal Ribeiro: «Antes da Républica Espanhola este livrinho escrevi, e tu o lerás, meu velho Portugal.... Ribeiro!»
PEÇA DE COLECÇÃO

210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«[...] Nessa diversidade de trânsitos expressivos [entre o cosmopolitismo da Orpheu e o regresso do espírito agrário na Presença] afirma-se uma criatividade que, embora de vincado recorte modernista, não enjeita as raízes da tradição e até um certo gosto da sugestão arcaizante. [...]» Refere ainda o mesmo dicionário: a «[...] incursão, aliás pouco convincente, por um sociologismo de pretensa fundamentação rácica [...]».
A vertente brochura radicaliza, com muito fundamento histórico, o fosso cavado ao longo da raia portuguesa:
«[...] Pois bem! Os Portugueses e os hespanhoes não vieram duma mesma origem; nem os Portugueses estiveram nunca sob o dominio dos hespanhoes, nem se uniram a estes senão no Estado federado do Reino de Leão.
E embora viessem duma mesma origem nem assim poderiamos considerar os Portugueses uns filhos rebeldes dos hespanhoes mas, quando muito, os seus irmãos mais velhos.
Na verdade o reino de Leão, de que vieram Portugueses e castelhanos, era uma confederação luso-hespanhola na defeza contra o inimigo comum – o mouro [...]»

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Augusto dos Santos Abranches [manuscrito]




As Várias Faces
[junto com] carta do autor enviada de Lourenço Marques para Luanda a acompanhar o livro


Coimbra, 1943
Portugália
1.ª edição
23,5 cm x 17,2 cm
24 págs.
desenho da capa: Augusto dos Santos Abranches
composto manualmente em Elzevir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DO AUTOR AO DESTINATÁRIO DA CARTA
exemplar manuseado; miolo muito limpo
peça de colecção
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição da «Portugália, livraria e papelaria», fundada nos anos 30 do século XX pelo próprio Santos Abranches (financiado por José Marmelo e Silva), que, embora ligado a autores como Fernando Namora, Carlos de Oliveira ou João José Cochofel, depressa foi ostracizado pelos neo-realistas ortodoxos dado não cumprir, por meio da sua obra, o exercício de propaganda literária que então lhe era imposto. Em 1945 já se encontra imigrado em Moçambique, e é aí que dirigirá no Notícias o suplemento cultural «Sulco», página que revelou, entre outros, Rui Knopfli, José Craveirinha, Alberto de Lacerda.
A longa carta de 4 páginas que aqui se junta – datada de 30 de Julho de 1945 – constitui o comprovativo desta sua última actividade. Lá se pede ao poeta Tomaz Vieira da Cruz, a trabalhar então no jornal A Província de Angola, intercâmbio de colaborações entre os dois espaços de língua portuguesa. Mais ele projecta: estabelecer uma rede de troca extensível ao Brasil, Guiné, Cabo Verde e Índia... Está, pois, à vista a importância de um tal documento.

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As Várias Faces



AUGUSTO DOS SANTOS ABRANCHES

Coimbra, 1943
Portugália
1.ª edição
23,5 cm x 17,1 cm
24 págs.
composto manualmente em Elzevir

exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas de Hoje


AUGUSTO DOS SANTOS ABRANCHES
capa do Autor

Coimbra, 1942
Portugália
1.ª edição
23,1 cm x 17,7 cm
90 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, março 19, 2016

A Ciência Hermética


RÓMULO DE CARVALHO
[António Gedeão]


Lisboa, 1947
Cosmos [colecção Biblioteca Cosmos]
1.ª edição
18,7 cm x 12,9 cm
144 págs.
capa impressa retro e verso
ilustrado no texto com 10 figuras
cartonagem editorial
composto manualmente em Elzevir (e outros)
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta no ante-rosto o carimbo da Biblioteca do Sindicato dos Trabalhadores das Telecomunicações
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, que na qualidade de poeta é bem conhecido pelo pseudónimo António Gedeão, surge-nos aqui como pedagogo e historiador de uma parte da química por muitos tida na conta de charlatanismo... o que não é bem assim. A simplicidade da sua exposição fez deste breve livro um repositório, apesar disso, de conhecimentos consideráveis.

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O Embalsamamento Egípcio


RÓMULO DE CARVALHO
[António Gedeão]

Lisboa, 1948
Edições Cosmos [colecção Biblioteca Cosmos]
1.ª edição (versão cartonada pelo editor)
18,7 cm x 12,8 cm
224 págs. + 2 guardas impressas
ilustrado no corpo do texto
composto manualmente em Elzevir (e outros)
cartonagem editorial
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Cavaleiro das Sete Ilusões



JOÃO AMARAL JÚNIOR

Lisboa, 1967
Edição da Livraria Romano Torres – João Romano Torres & C.ª
s.i.
19,2 cm x 12,3 cm
224 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, março 15, 2016

Os Inéditos de Fernando Pessoa e os Critérios do Dr. Gaspar Simões


JORGE NEMÉSIO

[Lisboa], 1957
Edições Eros [ed. Autor]
1.ª edição
22,7 cm x 16,9 cm
80 págs.
subtítulo: Com seis poemas inéditos de Fernando Pessoa e seus heterónimos: Ricardo Reis e Vicente Guedes
composto manualmente em Elzevir na mítica Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco
exemplar estimado, com alguma sujidade na capa; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assente, nesses avançados anos 50, que o trabalho de decifração da caligrafia de Pessoa e os critérios de compilação dos versos, por parte de João Gaspar Simões, enfermavam dalgum rigor, Jorge Nemésio – filho de Vitorino – propõe a metodologia de investigação pessoana a aplicar no futuro.

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Quinto Império


AUGUSTO FERREIRA GOMES
pref. Fernando Pessoa

Lisboa, 1934
Parceria António Maria Pereira
1.ª edição
25,4 cm x 16,7 cm
XXX págs. + 34 págs. (não numeradas)
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
97,00 eur (IVA e portes incluídos)

A importância profética e ocultista do prefácio de Fernando Pessoa supera em muito os versos do seu “discípulo” Augusto Ferreira Gomes (1892-1953), cujo Quinto Império devera ter sido publicado na revista Orpheu 3. Ferreira Gomes irá ser notado, sobretudo, pela sua brilhante direcção gráfica das edições do Secretariado de Propaganda Nacional.

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segunda-feira, março 07, 2016

Europa – Jornal de Cultura

Lisboa, Janeiro a Abril de 1957
dir. Urbano Tavares Rodrigues e Virgílio Pereira Ramos
chefe de redacção Artur Portela (Filho)
colecção completa (4 números)
49,5 cm x 39,5 cm (fólio grande)
4 x 12 págs.
exemplares com alguma oxidação generalizada, restaurados, sem nunca afectar os conteúdos; acondicionados em sóbria pasta-estojo de confecção recente, da autoria de Vasco Antunes (não assinada)
PEÇA DE COLECÇÃO DE EXTREMA RARIDADE
600,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Este jornal pode ser considerado um modelo de cosmopolitismo e de abertura a todas as correntes intelectuais em voga, numa ampla frente da resistência culta ao fascismo serôdio dos anos de Salazar. Durou pouco, e por isso mesmo.
Ainda hoje aquilo que regista – do ballet às artes plásticas, ou à música, à poesia, ao teatro, ao cinema, e até à novidade científica e técnica – lê-se com um agrado para lá do espírito museológico ou do coleccionismo. As primeiras palavras do editorial-programa, assinadas por Urbano, davam a medida do que esse punhado de empreendedores se propunham:
«É a consciência que dá um sentido ao mundo ou que lho nega. [...]»
Foram seus colaboradores, entre muitos outros, Alexandre O’Neill, Almada Negreiros, António Dacosta, António Quadros, António Ramos Rosa, António Vaz Pereira, Artur Ramos, Bernardo Marques, Carlos Botelho, David Mourão-Ferreira, Eduardo Lourenço, Fernanda Botelho, Helena Cidade Moura, Ilse Losa, Isabel da Nóbrega, João de Freitas Branco, João Gaspar Simões, José-Augusto França, José Gomes Ferreira, José Palla e Carmo, José Ribeiro dos Santos, Jorge de Sena, Luís Forjaz Trigueiros, Luís de Sttau Monteiro, Manuela de Azevedo, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Judite de Carvalho, Mário Cesariny de Vasconcelos, Mário Henrique Leiria, Mário Sacramento, Martins Correia, Merícia de Lemos, Natália Correia, Orlando Neves, Otelo Azinhais, Paulo Guilherme, Roby Amorim, Ruben A., Sofia de Mello Breyner Andresen, Tomaz Ribas, Vespeira, Virgílio Ferreira, Vitorino Nemésio, etc. Vasto e impressionante é o conjunto de colaborações reunido, se se levar em conta a fugaz duração do jornal!...

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Mundo Literário – Semanário de Crítica e Informação Literária, Científica e Artística




Lisboa, 11 de Maio de 1946 a 3 de Maio de 1947 (52 números); 1 de Maio de 1948 (último número)
dir. Jaime Cortesão Casimiro e Adolfo Casais Monteiro
ed. Luís de Sousa Rebelo
propriedade da Editorial Confluência, Lda.
53 números (colecção completa)
29,7 cm x 21,4 cm
51 x 16 págs. + 2 x 20 págs. + 1 folha-volante
profusamente ilustrados, texto distribuído por três colunas
acabamento com um ponto em arame
exemplares muito estimados; miolo limpo
apresentam-se na forma original de comercialização *, fascículos soltos acondicionados num elegante estojo de confecção manual recente
380,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista literária a que a censura salazarista pôs termo. Passou-se assim, tal como evoca Jaime Cortesão Casimiro (ver Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX – 1941-1974, vol. II, 1.º tomo, Grifo, Lisboa, 1999):
«[...] A escolha dos colaboradores norteava-se por um critério obviamente não declarado, mas que não era difícil de inferir: o de não apoiarem ou colaborarem com o Estado Novo, tendo a maioria deles subscrito as famigeradas listas do MUD contra o Governo.
Não faltaram problemas com a Censura, que me cabia contactar nessas situações e, para evitar uma primeira suspensão, fomos forçados por ela a “Declaração” publicada no n.° 6.
A colaboração era remunerada e, em Maio de 1947, as dificuldades financeiras e dívidas acumuladas impuseram a suspensão, que anunciámos no n.° 52, de 3 de Maio de 1947. Consegui, ao fim de quase um ano, o apoio da Editorial Cosmos, gerida por Manuel Rodrigues de Oliveira, após contacto com o Prof. Bento de Jesus Caraça, e o n.° 53 surgiu em 1 de Maio de 1948, no qual se assinalava que Casais Monteiro abandonara o Corpo Directivo, continuando a dar-nos a sua colaboração. Foi o pretexto para a Censura decidir acabar com o semanário, invocando o que considerava uma intolerável guinada para a esquerda e denunciando em especial a sua falta de confiança no novo corpo directivo e na reportagem “Alfambras, Terras Perdidas” de Maia de Jesus [acerca da miséria da população algarvia]. Desde então, a Censura recusava-se a devolver, visadas ou cortadas, as provas dos textos a publicar. E quando insistíamos por carta para saber as razões da sua atitude, era-nos respondido apenas que confirmavam o que sobre o assunto haviam dito ao director Jaime Casimiro.
Ainda cheguei a procurar António Ferro que me remeteu para Luís Forjaz Trigueiros, salvo erro ao tempo Director do Diário Popular. Ao contactar este último, tornou-se claro que se pretendia tutelar por este meio o Mundo Literário. Desistimos então. [...]»

* Os exemplares que chegaram até nós assim preservados não devem ser aparados, cosidos ou encadernados, dada a importância do seu testemunho físico, enquanto peças para a história das artes tipográficas e editoriais; a sua conservação dentro de estojos, de que o vertente exemplar constitui modelo, é a mais correcta.

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Lvsitania – Revista de Estvdos Portvgveses



Lisboa, Janeiro de 1924 a Outubro de 1927
dir. Carolina Michaëlis de Vasconcelos
10 fascículos em 9 volumes (colecção completa)
25 cm x 18 cm
[492 págs. (3 primeiros fascículos, numeração contínua) + 10 folhas em extra-texto] + [378 págs. (4.º fascículo, imprecisamente designado «Fasc. I (vol. II)», e o fascículo duplo V e VII, ou «Fascículo Camoniano», numeração contínua) + 6 folhas e 1 desdobrável em extra-textos] + [500 págs. (3 fascículos, numeração contínua) + 23 folhas em extra-texto] + [208 págs. (10.º fascículo, designado «In Memoriam de D. Carolina Michaëlis de Vasconcelos») + 14 folhas em extra-texto]
exemplares em brochura com as respectivas capas, ilustrados no corpo do texto e em separado
bom estado de conservação, miolo limpo em parte por abrir
210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além da alta importância que têm, ainda hoje, artigos eruditos como, logo na abertura da revista, o da directora acerca do judeu Uriel da Costa; ou os dois volumes temáticos – o camoniano e o in memoriam da, entretanto, falecida mentora da revista –; é de chamar a atenção para a polémica aí fervilhante entre António Sérgio e António Sardinha e que se estendeu às páginas da Seara Nova e da Nação Portuguesa.
Contam-se entre os colaboradores da Lvsitania, por exemplo, Jaime Cortesão, Ricardo Jorge, Afonso Lopes Vieira, Jaime de Magalhães Lima, Reinaldo dos Santos, Joaquim de Vasconcelos, Pedro de Azevedo, Wenceslau de Morais, Manuel da Silva Gaio, J. Leite de Vasconcelos, etc.

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Canal – Revista de Literatura



Abrantes, Março de 1998 a Verão de 1999
dir. Augusto Oliveira Mendes
ed. Palha de Abrantes / Editorial Renascimiento (Sevilha)
6 números (colecção completa)
29,5 cm x 18 cm
6 x 64 págs.
exemplares como novos
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração ibérica, entre muitos outros, de José Colaço Barreiros, Vergílio Alberto Vieira, António Cabrita, Manuel Gusmão, Mário Cláudio, Adília Lopes, Paulo Teixeira, João Manuel Bretes, Gastão Cruz, Lídia Jorge, José Miguel Silva, Gil de Carvalho, etc., e, pelo lado espanhol, Francisco Brines, Fernando Ortiz, Juan Luis Panero...

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Ver e Crer – Cada assunto vale um livro




Lisboa, Maio de 1945 a Abril de 1950
direcção de José Ribeiro dos Santos e Mário Neves
colecção completa (57 números em 10 volumes)
9 x [18,3 cm x 13,5 cm] + 1 [19,2 cm x 14 cm]
[7 x 128 págs.] + 136 págs. + [4 x 128 págs.] + 132 págs. + [40 x 128 págs.] + [2 x 130 págs.] + 128 págs. + 126 págs.
nove volumes com encadernação editorial em linho cru impresso a uma cor e relevo seco nas pasta anterior e lombada reunindo cinquenta e quatro revistas, e um estojo igualmente em linho cru sem qualquer impressão acondicionando os três últimos números da revista
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo limpo
com discretas assinaturas de posse
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista muito popular, de uma cultura abrangente, em que artes visuais e a escrita criativa vão de braço dado com a divulgação técnica, o direito, a medicina, etc. O modelo é as Selecções do Reader’s Digest, embora abertamente progressista. São de notar, entre a confortável centena de colaboradores, nomes de pintores e desenhadores como Abel Manta, António Lino, António Pedro, Barata Feyo, os incontornáveis Bernardo Marques e Manuel Ribeiro de Pavia, Carlos Botelho, Dórdio Gomes, Eduardo Anahory, Fernando Azevedo, Fred Kradolfer, Jorge Barradas, Leal da Câmara, Marcelino Vespeira, Maria Keil, Roberto Nobre, Stuart Carvalhais, e muitos outros. Nem o fotógrafo Horácio Novais está esquecido, sendo de sua autoria a capa do n.º 36.
Quanto aos escritores, então, os seus nomes brilham entre os maiores do pós-guerra: Adolfo Casais Monteiro, Alves Redol, António Sérgio, Aquilino Ribeiro, Armando de Castro, Armando Ferreira, Assis Esperança, Bourbon e Meneses, Branquinho da Fonseca, Cabral do Nascimento, Carlos Amaro, Carlos de Oliveira, Carlos Queiroz, Cassiano Branco, Castro Soromenho, Daniel Filipe, Diogo de Macedo, Faure da Rosa, Fernando Lopes Graça, Fernando Namora, Flausino Torres, Francisco Keil do Amaral, João Gaspar Simões, Gago Coutinho, Garibaldino de Andrade, Graciliano Ramos, Guilherme de Castilho, Henrique Galvão, Hernâni Cidade, João de Barros, João de Freitas Branco, João Pedro de Andrade, José Cutileiro, Ernesto de Sousa, José Gomes Ferreira, José-Augusto França, José Pedro Machado, José Rodrigues Miguéis, Manuel da Fonseca, Manuel Ferreira, Manuel Mendes, Manuela de Azevedo, Manuela Porto, Maria Lamas, Gustavo Matos Sequeira, Moses Amzalak, Norberto de Araújo, Norberto Lopes, Rocha Martins, Rómulo de Carvalho, Sebastião da Gama, Tomás Ribas, Urbano Rodrigues, Vergílio Ferreira, Vieira de Almeida, Vitorino Nemésio, etc.
Uma chamada de atenção para o número especial comemorativo do centenário do nascimento de Eça de Queirós (n.º 7) e para o n.º 19, que traz a lume «Um Trecho Inedito» do mesmo, suprimido à versão final do seu texto «Almanachs» no Almanach Encyclopedico para 1896.

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Cidadela – Cultura Viva


Viana do Castelo / Queluz, Outono e Inverno 1959
dir. Artur Anselmo, José Valle de Figueiredo e Rui de Abreu
grafismo de Helder Pacheco
colecção completa (2 números)
24 cm x 16,4 cm
[2 págs. + 38 págs.] + 36 págs. + 1 cartão (recolha de fundos)
acabamento dissemelhante, sendo o segundo caderno com dois pontos em arame
exemplares estimados, restauros subtis no primeiro caderno; miolo limpo
175,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessantíssimas colaborações, entre outros, de Artur Anselmo, Helder Pacheco e Armando Alves. Recorda, muito mais tarde, Artur Anselmo (ver Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX – 1941-1974, vol. II, 1.º tomo, Grifo, Lisboa, 1999):
«[...] A redacção do 1.° número, embora isso não esteja indicado na publicação, localizou-se em Viana do Castelo; a do 2.° em Queluz. Os colaboradores literários residiam nestas localidades e em Coimbra, enquanto os artistas [gráficos] eram todos do Porto. Vem a propósito salientar que a excelente qualidade da colaboração artística da Cidadela passou despercebida neste país de literatos empedernidos.
O inconformismo vagamente anárquico do 1.° número [...] não agradou à crítica encartada, cujo principal representante – João Gaspar Simões – se confessou incapaz de entender “esta geração”, por não saber “lá muito bem onde pô-la”. Posição semelhante veio dos sectores conservadores, como a revista Rumo, que fulminou a Cidadela numa crítica truculenta de Fernando Barros. Os dois ataques (o de Simões e o de Barros) aparecem alegremente transcritos na contracapa do 2.° número, sob o título de “Deu-la-Deu ressuscitada no tempo das vacas gordas”.»

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