domingo, novembro 24, 2019

A Abelheira e o Fabrico de Papel em Portugal






GUSTAVO DE MATOS SEQUEIRA

s.l. [Tojal (Loures)], 1935
Casa Guilherme Graham Junior & Companhia
1.ª edição
29,1 cm x 22,9 cm
102 págs. (não numeradas) + 21 folhas em extra-texto + 2 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: História de uma Propriedade e de uma Fábrica
profusamente ilustrado
impresso a rotogravura sobre papel superior creme fabricado na Abelheira
encadernação de amador inteira em sintético gravado a ouro na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo para a História da arqueologia industrial, em que se relata a origem da propriedade e os episódios de uma vida que levaram à instalação aí de uma fábrica.

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telemóvel: 919 746 089


quinta-feira, novembro 21, 2019

Reforma Agrária



GONÇALO RIBEIRO TELES

Lisboa, 1976
Edições P.P.M.
1.ª edição
18,8 cm x 11,6 cm
112 págs.
subtítulo: O Homem e a Terra
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, novembro 19, 2019

Arquivo Grafico da Vida Portuguesa[,] 1903[-]1918




JOSHUA BENOLIEL
pref. Rocha Martins

Lisboa, s.d. [circa 1933]
Arquivo Gráfico | Bertrand – Irmãos – Lda
1.ª edição [única]
fascículos 1 a 6 + specimen + encarte/postal [tudo quanto se publicou]
36 cm x 26,5 cm (estojo)
[192 págs. + 10 folhas em extra-texto (reprod. preto e branco) + 6 folhas em extra-texto (policromias)] + [specimen: 16 págs. + 2 folhas em extra-texto (reprod. preto e branco) + 1 folha em extra-texto (policromia) + 1 encarte]
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
fascículos acondicionados em estojo próprio de fabrico recente forrado a tela*
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
300,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação iniciada logo após o falecimento do fotógrafo Joshua Benoliel (1873-1932), mas nunca levada até ao fim, aqui se reúne tudo quanto foi dado à estampa.

* Os exemplares que chegaram até nós assim preservados não devem ser aparados, cosidos ou encadernados, dada a importância do seu testemunho físico, enquanto peças para a história das artes tipográficas e editoriais; a sua conservação dentro de estojos, de que o vertente exemplar constitui modelo, é a mais correcta.

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segunda-feira, novembro 18, 2019

Contemporanea 4 [inclui «Mar Portuguez»]





[FERNANDO PESSOA
JOSÉ D’ALMADA-NEGREIROS
AUGUSTO DE SANTA-RITA
et alii]

Lisboa, Outubro de 1922
dir. José Pacheco
apenas o fascículo n.º 4
29,3 cm x 21,5 cm
4 págs. (portada geral do vol. II [n.os 4, 5 e 6]) + 36 págs. + 3 folhas em extra-texto + 8 págs. (publicidade e comunicados da redacção) + 8 págs. (separata de Augusto de Santa-Rita impressa a roxo) + 4 págs. (Contemporanea Jornal 1922 – Ano 1.º - vol. 2.º)
profusamente ilustrado
impressão a duas cores directas
apresenta-se em cadernos soltos envoltos por cobertura de papel-kraft com dobras de reforço à cabeça e ao pé e uma aba na contracapa
exemplar estimado, cobertura com restauros nas dobras, falha de papel no canto superior esquerdo das costas; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

O vertente fascículo, para além da inclusão de «Mar Portguez», importante inédito de Fernando Pessoa, e do notável cartaz publicitário desenhado por Almada-Negreiros, apresenta colaborações, entre outros, de Martinho Nobre de Mello, Mily Possoz, Diogo de Macedo, etc., assim como os «Excerptos do Poema Lyrico Etherea em 1 prologo 3 actos e 9 quadros para quando houver Opera Portuguêsa» de Augusto de Santa-Rita.

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Contemporanea 5



[EUGÉNIO DE CASTRO
AQUILINO RIBEIRO
et alii]

Lisboa, Novembro de 1922
dir. José Pacheco
apenas o fascículo n.º 5
29,4 cm x 21,6 cm
48 págs. + 2 folhas em extra-texto + 8 págs. (Contemporanea Jornal 1922 – Ano 1.º - vol. 2.º)
profusamente ilustrado
impressão a duas cores directas
apresenta-se em cadernos soltos envoltos por cobertura de papel-kraft com dobras de reforço à cabeça e ao pé e uma aba na contracapa
exemplar estimado, cobertura com restauros nas dobras; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

No vertente fascículo sobressai a inclusão de «S. Gonçalo», inédito de Aquilino Ribeiro, assim como desenhos de Mily Possoz e de Almada Negreiros.

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Contemporanea 6 [inclui «Soneto Já Antigo»]





[EUGENIO DE CASTRO
FERNANDO PESSOA
AQUILINO RIBEIRO
AMERICO DURÃO
ANTONIO CORRÊA D’OLIVEIRA
AFFONSO LOPES VIEIRA
ANTONIO BOTTO
ALVARO DE CAMPOS
TEIXEIRA DE PASCOAES
JUDITH TEIXEIRA
ANTONIO SARDINHA
MARIO SAA
ALMADA NEGREIROS
MILY POSSOZ
AMADEU DE SOUZA CARDOSO
JORGE BARRADAS
et alii]

Lisboa, Dezembro de 1922
dir. José Pacheco
apenas o fascículo n.º 6
29,1 cm x 22 cm
80 págs. + 2 págs. (índice dos n.os 4, 5 e 6) + 11 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado
impressão a duas cores directas
apresenta-se em cadernos soltos envoltos por cobertura de papel-kraft com dobras de reforço à cabeça e ao pé e uma aba na contracapa
exemplar estimado, cobertura com restauros nas dobras; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

No vertente fascículo sobressai a inclusão de «Soneto Já Antigo», inédito de Álvaro de Campos, de «Triunfal», inédito de Aquilino Ribeiro, de «Palavras dum Avestruz Todo Gris», inédito de António Botto, de «Gesta da Raça», inédito de António Sardinha, assim como desenhos de Mily Possoz, Almada Negreiros, Jorge Barradas, etc.

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Contemporanea 8 [inclui «Lisbon Revisited»]





[LEONARDO COIMBRA
AMADEU DE SOUSA CARDOSO
AFONSO DUARTE
AQUILINO RIBEIRO
MÁRIO SAA
ALMADA NEGREIROS
ALVARO DE CAMPOS
FERNANDO PESSOA
et alii]

Lisboa, 1923
dir. José Pacheco
apenas o fascículo n.º 8
29,7 cm x 21,8 cm
64 págs. + 7 folhas em extra-texto + 1 encarte («sumario»)
profusamente ilustrado
impressão a duas cores
apresenta-se em cadernos soltos envoltos por cobertura de papel-kraft com dobras de reforço à cabeça e ao pé e uma aba na contracapa
exemplar estimado, cobertura com restauros nas dobras; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

O vertente fascículo inclui o inédito de referência «Lisbon Revisited», de Álvaro de Campos, e a «Carta ao Author de “Sáchá”», de Fernando Pessoa.

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domingo, novembro 17, 2019

Hidrologia Portuguesa


LUIZ DE MENEZES CORRÊA ACCIAIUOLI

Lisboa, 1947
Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos
1.ª edição
22,5 cm x 15,8 cm
288 págs. + 3 desdobráveis em extra-texto
subtitulo: 1943-1946
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante estudo científico acerca da geologia do território nacional e enquadramento das instalações termais destinadas à utilização das águas na crenoterapia.

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O Medico-Peçonha



CAMPOS MONTEIRO

Porto, 1926
Offic. de O Commercio do Porto
1.ª edição
18,1 cm x 11,6 cm
132 págs.
subtítulo: Análise da diatribe antigereziana “A Água-Veneno”
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um livro de teor médico-termal em defesa da qualidade terapêutica das águas do Gerês, que um tal doutor Rita Martins havia denegrido numa obra intitulada A Água-Veneno. Abílio Adriano de Campos Monteiro (1876-1933), monárquico com funções governativas durante o sidonismo, também médico militar, escritor e jornalista, deixou vastíssima escrita distribuída por prosa, poesia, teatro e polémica.

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Saude e Fraternidade [junto com] Deus Guarde a V. Ex.ª...



CAMPOS MONTEIRO
ROQUETE DE SEQUEIRA E COSTA


a) Porto, s.d. [1924 ?]
Livraria Civilização – Editora de Americo Fraga Lamares & C.ª, Limitada
b) Lisboa, 1924
Livraria Pacheco – Depositaria
1.ª edição (ambos)
[19,2 cm x 12,3 cm] + [17,2 cm x 12,9 cm]
260 págs. + 208 págs.
subtítulos:
a) História dos acontecimentos politicos em Portugal desde agosto de 1924 a novembro de 1926
b) História dos acontecimentos politicos em Portugal, que se seguiram aos relatados no livro “Saude e Fraternidade (1926-1928)”
a) brochado; assinatura de posse na folha de rosto
b) encadernação antiga de amador, em tela e papel de fantasia; pouco aparado, sem capas de brochura
exemplares estimados; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Género literário jocoso, de antecipação dos eventos históricos, que havia feito escola com Lisboa no Ano Três Mil de Cândido de Figueiredo (1892), aqui – ironizando sob a divisa maçónica «saúde e fraternidade» – se antevêem dias em que o mesmo povo que desejou a «república radical» acaba por restaurar a monarquia...
De Campos Monteiro diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994): «[...] Romancista e contista de inspiração transmontana, muito influenciado por Camilo, os seus livros foram êxito de livraria, com edições sucessivas. O enredo folhetinesco, as situações patéticas, o exagero das paixões, misturam-se a um catolicismo retrógrado e a uma intenção satírica. [...]»
Quanto ao livro de Roquete, o caso fia mais fino. A crítica, também satírica, ao reaccionarismo emergente aponta nomes e situações que conduzem ao baquear da casa real, «sem combate nem grandeza, ante a onda de indignação e do desprezo de todo um Povo», e à fuga do rei.

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Saude e Fraternidade


CAMPOS MONTEIRO
capa e ilust. Amarelhe

Porto, 1925
Livraria e Imprensa Civilização – Editora | Americo Fraga Lamares & C.ª, L.da
9.ª edição («definitiva, com caricaturas de Amarelhe»)
19 cm x 12 cm
320 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: História dos acontecimentos politicos em Portugal nos primeiros anos do segundo quartel do século XX
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Gerez


MATIAS LIMA
capa de Álvaro Guimarães

Famalicão, 1939
Edição do Autor
1.ª edição
19,5 cm x 12,6 cm
136 págs.
subtítulo: Quadros e Canções
exemplar estimado, pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do autor
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, novembro 15, 2019

As Vacas Leiteiras



MÁRIO VIEIRA DE SÁ
FERNANDO VIEIRA DE SÁ

Lisboa, 1946
Livraria Clássica Editora – A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
3.ª edição
19,1 cm x 12,7 cm
484 págs. + 9 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Breves Apontamentos sobre Macau



CARLOS A. G. ESTORNINHO

Lisboa | Figueira da Foz, 1952
Edição dos Rotary Clubes de Lisboa e Figueira da Foz
1.ª edição
16,2 cm x 11,8 cm
24 págs.
subtítulo: Palestra proferida nos Rotary Clubes da Figueira da Foz e de Lisboa, respectivamente, em 6 de Janeiro e 12 de Fevereiro de 1952
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado, discreto restauro na contracapa; miolo limpo, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Nihil




RUI BAIÃO
caligrafia de Paulo Nozolino

Lisboa, 1986
frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
20 págs.
impressão a prata sobre cartolina goufrada negra
acabamento com dois pontos em arame
exemplar como novo
tiragem declarada de apenas 250 exemplares
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Phala







dir. Manuel Hermínio Monteiro
Lisboa, Abril / Maio / Junho de 1986 a Maio de 2003
Assírio & Alvim
n.os 1 a 100 + 15 suplementos (completo) acondicionados e 5 volumes (3 estojos + 2 encadernações editoriais)
43,5 cm x 15,5 cm
[(19 x 8 págs.) + (2 x 12 págs.) + IV págs. (núm. extra)] + [8 págs. + 188 págs. + IV págs. (exposição) + VIII págs. (exposição) + VIII págs. (exposição) + VIII págs. (destaque / exposição) + VIII págs. (destaque) + XIV págs. (índices)] + [8 págs. + 276 págs. + XVI págs. (exposição) + VIII págs. (suplemento) + VIII págs. (índices)] + [276 págs. + IV págs. (suplemento / exposição)] + [242 págs. + 8 págs. (Hermínio) + VIII págs. (suplemento) + VIII págs. (suplemento) + VIII págs. (suplemento) + VIII págs. (suplemento) + XVI págs. (suplemento)]
profusamente ilustrados
duas encadernações editoriais (vols. 2 e 3) e três estojos (vols. 1, 4 e 5) a acondicionar os fascículos soltos
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
620,00 eur (IVA e portes incluídos)

Duas editoras comerciais, de forte implantação intelectual nos anos 80 do século XX, vão ficar para a história definitiva de uma idade da prata na cultura portuguesa: a Cotovia e a vertente Assírio & Alvim. Uma Assírio & Alvim já fora da alçada dos seus patrões fundadores, com o apaziguador Manuel Hermínio Monteiro (1952-2001) a direccioná-la na publicação dos poetas da sua estima. Folheando as ricas páginas dos press-releases (A Phala) da editora, temos invulgar registo de uma actividade que foi muito para além do mero fabrico de livros para pôr no mercado, e que se estendeu a diversos e regulares eventos culturais, como encontros entre escritores, lançamentos e leituras de livros, concertos, ou exposições plásticas na galeria improvisada dentro das suas livrarias.

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Direcção Única


JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS

Lisboa, 1932
Oficinas Graficas UP
1.ª edição
18,7 cm x 13,5 cm
56 págs.
subtítulo: Conferencia realisada em Lisboa no Teatro Nacional de Almeida Garrett, a convite de Amelia Rey-Colaço, repetida em Coimbra no salão nobre da Associação Academica, a convite da revista «presença» [...]
impresso sobre papel superior
acondicionado em elegante estojo próprio de fabrico recente
exemplar estimado; miolo limpo
inclui o cartaz indicativo do local da conferência
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
720,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata o autor de explicar no seu discurso como e com que desígnios foi o Homem criado pela divindade, para, logo de seguida, tecer o elogio do poeta alemão Gœthe e, menos entusiasta, do filósofo Nietzsche – um pelo seu génio, outro pela sua loucura, ambos por serem alemães. Exemplo que um Portugal – coeso e empreendedor durante as suas duas primeiras dinastias, e depois perdido – deveria tomar para si, nessa hora de reconstrução em 1932 – cujos responsáveis Almada não menciona, mas que são o escol salazarista do Estado Novo, a mocidade portuguesa, etc., para quem ele colaborou.

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Deseja-se Mulher



JOSÉ DE ALMADA-NEGREIROS

Lisboa, Maio, Junho e Julho de 1959
Tempo Presente – Revista Portuguesa de Cultura (ed. José Maria Alves)
1.ª edição
apenas os 3 fascículos da revista que incluem a peça teatral de Almada
230 mm x 161 mm (fascículos) / 241 mm x 165 mm (estojo)
116 págs. + 100 págs. + 100 págs.
subtítulo: Espectáculo em 3 actos e 7 quadros
ilustrado
exemplares estimados; miolo irrepreensível
acondicionados em estojo artístico de manufactura recente
peça de colecção
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

O texto de Almada encontra-se impresso sobre papel azul, situando-se entre as págs. 65-80 do n.º 1, as págs. 61-72 do n.º 2, e as págs. 57-68 do n.º 3. Vítor Pavão dos Santos alude às circunstâncias que envolveram a criação e, muito mais tarde, a edição da vertente obra teatral (ver Almada [catálogo], Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1984):
«[...] foi lá [em Madrid], estimulado talvez por um clima de intensa criatividade, que escreveu o seu melhor teatro, e em espanhol, segundo conta, para ali ser levado à cena. Trata-se fundamentalmente do tríptico El uno, tragedia de la unidad, constituído por Deseja-se mulher (1927-1928), em que procura apresentar “o indivíduo separado da colectividade, a pessoa humana diante de um caso pessoal”, e S.O.S. (1928-1929), que mostra “a colectividade sofrendo o inevitável atrito de cada um dos seus indivíduos”.
Teatro dito de comunicação imediata, Deseja-se mulher, que Almada viria a considerar “o meu melhor exemplo”, “onde toda a acção está constantemente negada”, é o seu melhor texto teatral, fluindo numa linguagem viva e nova, poética e misteriosa, coloquial e apaixonante, onde solidão e amor, simbolizados na fórmula 1 + 1 = 1, se rodeiam de certo humor, por vezes pitoresco, criando um clima moderno, modernista até, mas sempre forte e nunca gratuito.
Publicada em 1959, com belos e depurados apontamentos para a cenografia, a peça só foi representada em 1963, numa encenação de Fernando Amado, com os elementos cénicos de Almada transpostos pesadamente para o palco por Vitor Silva Tavares, na Casa da Comédia, onde a peça voltaria, em 1972, em encenação imaginativa de Fernanda Lapa – que fora a “Vampa” na criação – desenhada por Carlos Amado. [...]»

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quinta-feira, novembro 14, 2019

Critério – Revista Mensal de Cultura



Lisboa, Novembro de 1975 a Novembro de 1976
dir. João Palma-Ferreira e Alexandre O’Neill (até ao n.º 6)
dir. Cardoso Ferreira (n.º 7 e n.º 8)
8 números (colecção completa)
29,3 cm x 22 cm (estojo)
8 x 64 págs.
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
acondicionados em elegante estojo próprio de fabrico recente
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração, entre outros, de Vitorino Magalhães Godinho, Miguel Torga, António José Saraiva, Vergílio Ferreira, José Martins Garcia, Antonio Tabucchi, Jorge de Sena, Eduardo Lourenço, José-Augusto França, Vaclav Havel, Ruy Cinatti, Fraústo da Silva, David Mourão-Ferreira, Álvaro Guerra, Mário Cesariny, Orlando Ribeiro, João Gaspar Simões, Iva Delgado, Sophia de Mello Breyner Andresen, J. S. da Silva Dias, Helder Godinho, Carlo Vittorino Cattaneo, Nora Mitrani, etc.

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Sebastião Rodrigues: Designer [catálogo]


aa.vv.
grafismo de Robin Fior

Lisboa, 1995
Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição [única]
28,2 cm x 25,2 cm
280 págs.
profusamente ilustrado a cor
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Artista gráfico de grande prestígio, criador de muitas das capas emblemáticas do seu tempo (concebidas com a precisão de autênticos logótipos), mas também de planos de página ainda hoje de uma limpidez e de uma eficácia mediática insuperáveis, admirado quer por aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo em vida, e algo com ele aprender, quer por quem apenas vê hoje o resultado do seu bom gosto, Sebastião Rodrigues (1929-1997) tem no vertente catálogo a generosa e justa homenagem dalguns companheiros e do seu principal empregador, que foi a Fundação Calouste Gulbenkian. Dos nomes que selam aqui a sua reputação, sublinhem-se: José Cardoso Pires, o arquitecto Sena da Silva, Henrique Cayatte, Pilo da Silva, etc. Sublinhe-se também a altíssima qualidade gráfica que o seu amigo Robin Fior pôs na execução da vertente homenagem.

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Esthetica Naturalista



JULIO LOURENÇO PINTO

Porto, 1885 [aliás, 1884]
Livraria Portuense
1.ª edição
19,1 cm x 12,1 cm
356 págs.
subtítulo: Estudos Criticos
exemplar estimado, falhas de papel na capa; miolo limpo, por abrir
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cem Anos Depois



ASSOCIAÇÃO DE SOCORROS MÚTUOS DE EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE LISBOA

Lisboa, 1972
Associação de Socorros Mútuos de Empregados no Comércio de Lisboa
1.ª edição
26,5 cm x 20,3 cm
220 págs. + 24 folhas em extra-texto (reproduções fotográficas)
subtítulo: 1872-1972
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Setenta Anos de Vida Activa



ASSOCIAÇÃO DE SOCORROS MÚTUOS DE EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE LISBOA

Lisboa, 1942
Associação de Socorros Mútuos de Empregados no Comércio de Lisboa
1.ª edição
25 cm x 18,6 cm
160 págs. + 26 págs. em extra-texto (reproduções fotográficas)
subtítulo: Monografia comemorativa do 70.º aniversário desta Associação
ilustrado
exemplar estimado, capa empoeirada e pequenos defeitos na lombada; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, novembro 13, 2019

Canto Submerso



JOSÉ TERRA
pseud. de José Fernandes da Silva

Lisboa, 1956
1.ª edição [única]
Portugália Editora
21,1 cm x 14,6 cm
68 págs.
capa do pintor Fernando Azevedo
realizado na mítica Tipografia Ideal, à Calçada de São Francisco, composto manualmente em Elzevir, muito provavelmente pelo artista tipógrafo José Apolinário Ramos
folha de rosto impressa a duas cores
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
conserva a cinta editorial: «Prémio "Teixeira de Pascoaes"»
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

O poeta também foi co-director das revistas Árvore e Cassiopeia; devem-se-lhe igualmente algumas traduções de referência, para obras de Albert Camus (A Queda), T. S. Eliot (Quatro Quartetos), ou Elio Vittorini (Consideram-se Mortos e Morrem), isto só para dar três exemplos; a obra vertente foi prémio literário em 1955.

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La Rage de Vivre



MILTON “MEZZ” MEZZROW
BERNARD WOLFE
trad. Marcel Duhamel e Madeleine Gautier
pref. Henry Miller

Paris, 1964
Éditions Buchet-Chastel (Livre de Poche)
s.i.
texto em francês
16,6 cm x 11 cm
512 págs.
exemplar estimado, vinco na capa; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nota de Henry Miller na contracapa:
«Je voudrais que des millions d’hommes lisent ce livre et reçoivent le message qu’il porte.»
Milton Mesirow (1899-1972), além de clarinetista e saxofonista, mas também fundador da King Jazz Records, e de ter sido um dos mais insistentes divulgadores do jazz norte-americano na Europa branca, tem neste livro autobiográfico um dos mais pungentes testemunhos do pântano de miséria, drogas e abandono social dos negros numa América racista, mergulhada na depressão após a queda da bolsa, e como daí brotou uma voz à escala do planeta, numa fina arte musical herética.

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L’Arrache-Cœur [junto com] Chansons Possibles, ou Impossibles


BORIS VIAN
pref. R.[Raymond] Queneau

Paris, 1971 e 1968
Jean-Jacques Pauvert éditeur
Philips
livro: 38.º milhar [neste editor, a edição original é de 1953 nas Éditions Pro Francia-Vrille]
disco: prensagem original
[21 cm x 13,4 cm] + [31,4 cm x 31,4 cm]
228 págs. + 1 disco LP estereofónico (vinil)
exemplar do livro bem conservado, miolo limpo; disco como novo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Vian, engenheiro, músico de jazz, tradutor, boémio crítico do existencialismo sartreano, como escritor será um sucesso de vendas livreiras póstumo, apesar de ter até aberto as hostilidades sob o heterónimo Vernon Sullivan com um livro logo apreendido e interditado em tribunal por “ultraje aos bons costumes”. Via-se ele, a si mesmo, como alguém nascido «[...] à porta de uma maternidade fechada por uma greve com ocupação. Grávida das obras de Paul Claudel (desde aí é que o não gramo), a minha mãe já ia no 13.º mês e não podia esperar mais pela Concordata. [...] Em força e juízo cresci, mas sempre feio apesar de enfeitado com um sistema piloso descontínuo embora muito farto. No que respeita à cara, era igual à da Vitória de Samotrácia. De repente, porém, a minha fisionomia transformou-se e comecei a parecer-me com o Boris Vian. Daí o meu nome.» (Fonte: Aníbal Fernandes, «A Espuma de Bison Ravi: Uma Cronologia», in As Formigas, Assírio e Alvim, Lisboa, 1984)
Para não variar, ao vertente romance ninguém prestou qualquer atenção até o editor Pauvert, em 1962, o haver restituído a uma geração de leitores predispostos a transformar o seu autor em objecto de culto. E é neste contexto que também as empresas discográficas se dão conta do irónico filão musical contido em canções como «La Java des Bombes Atomiques», «Fais-Moi Mal Johnny», «Le Déserteur» ou «Complainte du Progrès», algumas delas vocalizadas pelo próprio Vian.

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O Outono em Pequim


BORIS VIAN
trad. Luiza Neto Jorge
capa de José Cândido

Lisboa, 1965
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
18,9 cm x 13,4 cm
320 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance traduzido por uma poetisa de 61 a caminho do surrealismo artaudiano, Luiza Neto Jorge (1939-1989), a pedido de Vitor Silva Tavares (1937-2015), então responsável editorial na Ulisseia do dono das adegas e mercearias Abel Pereira da Fonseca. Nenhum outro enquadramento teria servido melhor a esse escritor mago do absurdo, mestre do romance policial negro, músico de jazz, mas também engenheiro, Boris Vian (1920-1959). Uma pérola literária, devida à sagacidade cultural de VST, a primeira – a segunda será, logo em 1966, A Espuma dos Dias, em português de Aníbal Fernandes.

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sábado, novembro 09, 2019

Donald Duck Days




WALT DISNEY

Londres, s.d. [circa 1937]
Birn Brothers, Ltd.
1.ª edição
texto em inglês
23,5 cm x 18 cm
30 págs.
[subtítulo: Donald Duck Poet]
profusamente ilustrado
cartonagem editorial
exemplar estimado, restauro na lombada, pequenas esfoladelas na capa; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Gulliver no País dos Gigantes



J. [JONATHAN] SWIFT

Lisboa, s.d.
Secção de Edições Ricardo Falcão
s.i.
14,8 cm x 10 cm
112 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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História de «Manel Tontinho»



SALOMÉ DE ALMEIDA
capa e ilust. Alfredo Moraes

Lisboa, s.d.
Empresa Literária Universal
s.i. [1.ª edição]
13,7 cm x 9,9 cm
48 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Voluminho da Colecção Céu Azul, complementado com a história «O Caçador Fanfarrão».

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Feminismo em Portugal na Voz das Mulheres Escritoras do Início do Séc. XX


REGINA TAVARES DA SILVA

Lisboa, 1982
Edição da Comissão da Condição Feminina – Presidência do Conselho de Ministros
1.ª edição
29,6 cm x 20,9 cm
44 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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