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terça-feira, setembro 19, 2017

Tratado | da | Sciencia Cabala, | ou Noticia da Arte | Cabalistica



D. FRANCISCO MANOEL DE MELLO

Lisboa Occidental, 1724
Na Officina de Bernardo da Costa de Carvalho, Impreffor do Sereniffimo Senhor Infante
1.ª edição
20,8 cm x 15,7 cm (in 4.º)
12 págs. + 216 págs.
encadernação coeva em pergaminho
exemplar perfeito, em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, boas margens de papel
PEÇA DE COLECÇÃO
3.600,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Nascido em Lisboa no mesmo ano que António Vieira, D. Francisco Manuel de Melo (1608-1666) é em Portugal a personificação mais acabada da cultura aristocrática peninsular na época da Restauração.
[...] o seu legado literário permite classificá-lo como um dos polígrafos peninsulares que mais variadas facetas apresentam a exame. Aliás, pelo bilinguismo como pela sua biografia, D. Francisco pertence a ambos os principais patrimónios da Península. [...]
O seu Tratado da Ciência Cabala, aliás “corrigido” pela censura do Ordinário, mostra-o interessado [...] nas ciências ocultas [...].» (António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto 1989)

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telemóvel: 919 746 089


Carta de Guia de Casados


D. FRANCISCO MANUEL DE MELLO
pref., notas e glossário de Edgar Prestage

Lisboa, 1954
“Ocidente”
«nova edição de Álvaro Pinto»
25 cm x 18,7 cm
140 págs. + 2 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado, vagos sinais de foxing na capa; miolo irrepreensível, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Feira dos Anexins


D. FRANCISCO MANUEL DE MELLO
org. e pref. Innocencio Francisco da Silva

Lisboa, 1875
Livraria de A. M. Pereira – Editor
1.ª edição
18,2 cm x 12,4 cm
L págs. + 2 págs. + 224 págs.
bonita encadernação recente em meia-inglesa gravada a ouro na pasta anterior
aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, ocasionais furos periféricos de caruncho sem afectar o texto
assinatura de posse no frontispício
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Alexandre Herculano, na revista O Panorama (vol. IV, Lisboa, 1840):
«[...] a Feira dos Anexins, livro curioso, em que estão lançados methodicamente as metaphoras e locuções populares da lingua portugueza, e que seria quasi um manual para os escriptores dramaticos, principalmente do genero comico, que quizessem fazer falar as suas personagens com phrase conveniente [...].»

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Carta de Guia de Casados



D. FRANCISCO MANUEL [DE MELO]
org. e pref. Camillo Castello Branco

Porto, 1873
Typ. Pereira da Silva
«nova edição, com um prefacio biographico enriquecido de documentos ineditos»
16,2 cm x 11,3 cm
204 págs.
encadernação coeva inteira de pele com gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, com sinais periféricos de caruncho sem afectar o texto, ténues sublinhados a lápis em palavras isoladas no prefácio
assinatura de posse no frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma curiosidade: um anterior proprietário do vertente volume sublinhou obsessivamente grande número de verbos conjugados, ao longo do prefácio de Camilo, pondo em relevo aquilo que ele (o anterior proprietário) pensaria tratar-se de discrepâncias, talvez mesmo erros, nas respectivas conjugações verbais. Acontece que Camilo escrevia seguindo o desenho mental do raciocínio, quase sempre (este raciocínio) muito solto da lei gramatical, o que espelha uma liberdade expressiva nada aplaudida por leitores canhestros.

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Apologos Dialogaes


D. FRANCISCO MANOEL DE MELLO

Lisboa Occidental, 1721
Na Officina de Mathias Pereyra da Sylva; & Joam Antunes Pedrozo
1.ª edição
20,1 cm x 15,9 cm
20 págs. + 464 págs.
subtítulo: Obra posthuma, & a mais Politica, Civil & Gallante, que fez feu Author. Offerecida ao preclarissimo Senhor D. Antonio Estevam da Costa, Armador mór de S. Mageftade, &c.
encadernação recente, inteira em pele marmoreada com gravação de cariz romântico a ouro na lombada
muito pouco aparado
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta três gerações de ex-libris: JDP [?], no frontispício; Joaquim Pessoa, numa das folhas-de-guarda; e D. Diogo de Bragança, VIII marquês de Marialva, no verso da pasta anterior
PEÇA DE COLECÇÃO
970,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Nascido em Lisboa no mesmo ano que António Vieira, D. Francisco Manuel de Melo (1608-1666) é em Portugal a personificação mais acabada da cultura aristocrática peninsular na época da Restauração. [...]
[...] o seu legado literário permite classificá-lo como um dos polígrafos peninsulares que mais variadas facetas apresentam a exame. Aliás, pelo bilinguismo como pela sua biografia, D. Francisco pertence a ambos os principais patrimónios da Península.
[...] Em português redigiu os Apólogos Dialogais, que, entre três textos de crítica de costumes (Relógios Falantes, Escritório Avarento, Visita das Fontes), contém o Hospital das Letras, a primeira revisão crítica geral de autores literários antigos e modernos que se conhece na nossa língua. [...]
[...] Os apólogos supõem uma enorme reserva estilística de analogias metafóricas em torno de relógios, moedas e fontes. E assim, por exemplo, na Visita das Fontes veste de alegoria barroca o velho diálogo de Luciano de Samósata, para visar sobretudon a engrenagem administrativa e judicial do tempo. [...]
Quanto aos dois restantes apólogos (Escritório Avarento e Relógios Falantes), trata-se de uma evolução da novela picaresca segundo o modelo a que também pertence o Coloquio de los Perros de Cervantes: os relógios ou as moedas contam as suas acidentadas autobiografias, de dono em dono, através das mais diversas classes sociais e ocupações humanas, dando-nos uma vivissecção da sociedade contemporânea. São duas obras-primas da observação avulsa de costumes. [...]» (Fonte: António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989)

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Cartas Familiares



D. FRANCISCO MANOEL [DE MELO]

Lisboa, 1752
Na Offic. dos Herd. de Antonio Pedrozo Galram
2.ª edição
20 cm x 14,8 cm
22 págs. (não numeradas); 560 págs.
subtítulo: Escritas a varias pessoas | fobre affumptos diverfos; | Recolhidas, e publicadas em cinco Centurias | Por Antonio Luiz | de Azevedo, | Profeβor de Humanidades; | offerecidas | ao Illust. e Rev. Senhor | Joaõ de Mello | Pereira de Sampayo, [...]
encadernação da época inteira em pele com rótulo e entre-nervuras impressos a ouro
aparado
exemplar estimado, pequenos restauros na lombada; miolo limpo, por vezes com o papel bastante acidulado, aparentemente reconstituído pelo cruzamento com outro exemplar
peça de colecção
400,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inocêncio Francisco da Silva, no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo II, n.º 1270, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859), referindo-se à edição original das Cartas Familiares, impressa em Roma no ano de 1664, diz-nos que «[...] de ordinario falta a ultima carta da centuria 5.ª, por ter sido arrancada por ordem do sancto Officio de todos os que então deram entrada no reino. Alguns rarissimos exemplares tenho visto, nos quaes apparece incorporada no fim a dita carta manuscripta, e outros, mais raros ainda, em que ella apparece impressa; mas facilmente se conhece pelas differenças do papel e typo, que foi estampada em Lisboa, e introduzida depois no volume respectivo. – O preço dos exemplares mutilados tem sido em tempos recentes de 960 a 1:600 réis; os que trazem a carta final impressa valem necessariamente mais.
Ha segunda edição das Cartas, feita em Lisboa 1752, 4.º – N’ella se fez substituir a carta ultima por outra mui curta, e destituida de todo interesse, com a qual se completou a centuria 5.ª. Esta edição é feita em mau papel, e inferior em tudo á de Roma. Todavia, no mercado corre quasi pelos mesmos preços, e eu paguei ha annos por um exemplar 1:200 réis.»

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