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quarta-feira, setembro 18, 2024

Apologos Dialogaes


D. FRANCISCO MANOEL DE MELLO

Lisboa Occidental, 1721
Na Officina de Mathias Pereyra da Sylva; & Joam Antunes Pedrozo
1.ª edição
201 mm x 159 mm
20 págs. + 464 págs.
subtítulo: Obra posthuma, & a mais Politica, Civil & Gallante, que fez feu Author. Offerecida ao preclarissimo Senhor D. Antonio Estevam da Costa, Armador mór de S. Mageftade, &c.
encadernação recente, inteira em pele marmoreada com gravação de cariz romântico a ouro na lombada
muito pouco aparado
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta três gerações de ex-libris: JDP [?], no frontispício; Joaquim Pessoa, numa das folhas-de-guarda; e D. Diogo de Bragança, VIII marquês de Marialva, no verso da pasta anterior
PEÇA DE COLECÇÃO
970,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Nascido em Lisboa no mesmo ano que António Vieira, D. Francisco Manuel de Melo (1608-1666) é em Portugal a personificação mais acabada da cultura aristocrática peninsular na época da Restauração. [...]
[...] o seu legado literário permite classificá-lo como um dos polígrafos peninsulares que mais variadas facetas apresentam a exame. Aliás, pelo bilinguismo como pela sua biografia, D. Francisco pertence a ambos os principais patrimónios da Península.
[...] Em português redigiu os Apólogos Dialogais, que, entre três textos de crítica de costumes (Relógios Falantes, Escritório Avarento, Visita das Fontes), contém o Hospital das Letras, a primeira revisão crítica geral de autores literários antigos e modernos que se conhece na nossa língua. [...]
[...] Os apólogos supõem uma enorme reserva estilística de analogias metafóricas em torno de relógios, moedas e fontes. E assim, por exemplo, na Visita das Fontes veste de alegoria barroca o velho diálogo de Luciano de Samósata, para visar sobretudon a engrenagem administrativa e judicial do tempo. [...]
Quanto aos dois restantes apólogos (Escritório Avarento e Relógios Falantes), trata-se de uma evolução da novela picaresca segundo o modelo a que também pertence o Coloquio de los Perros de Cervantes: os relógios ou as moedas contam as suas acidentadas autobiografias, de dono em dono, através das mais diversas classes sociais e ocupações humanas, dando-nos uma vivissecção da sociedade contemporânea. São duas obras-primas da observação avulsa de costumes. [...]» (Fonte: António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989)

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pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

quinta-feira, dezembro 03, 2020

Rimas Portuguesas e Orações Académicas

 

FRANCISCO MANUEL DE MELO (O POETA MELODINO)
org., pref. e notas de José Pereira Tavares


Porto, 1921
Companhia Portuguesa Editora
s.i.
184 mm x 124 mm
304 págs.
subtítulo: Extraídas das «Segundas Três Musas do Melodino»
exemplar estimado, falhas de papel na lombada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, setembro 19, 2017

Carta de Guia de Casados



D. FRANCISCO MANUEL [DE MELO]
org. e pref. Camillo Castello Branco

Porto, 1873
Typ. Pereira da Silva
«nova edição, com um prefacio biographico enriquecido de documentos ineditos»
16,2 cm x 11,3 cm
204 págs.
encadernação coeva inteira de pele com gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, com sinais periféricos de caruncho sem afectar o texto, ténues sublinhados a lápis em palavras isoladas no prefácio
assinatura de posse no frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma curiosidade: um anterior proprietário do vertente volume sublinhou obsessivamente grande número de verbos conjugados, ao longo do prefácio de Camilo, pondo em relevo aquilo que ele (o anterior proprietário) pensaria tratar-se de discrepâncias, talvez mesmo erros, nas respectivas conjugações verbais. Acontece que Camilo escrevia seguindo o desenho mental do raciocínio, quase sempre (este raciocínio) muito solto da lei gramatical, o que espelha uma liberdade expressiva nada aplaudida por leitores canhestros.

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Cartas Familiares



D. FRANCISCO MANOEL [DE MELO]

Lisboa, 1752
Na Offic. dos Herd. de Antonio Pedrozo Galram
2.ª edição
20 cm x 14,8 cm
22 págs. (não numeradas); 560 págs.
subtítulo: Escritas a varias pessoas | fobre affumptos diverfos; | Recolhidas, e publicadas em cinco Centurias | Por Antonio Luiz | de Azevedo, | Profeβor de Humanidades; | offerecidas | ao Illust. e Rev. Senhor | Joaõ de Mello | Pereira de Sampayo, [...]
encadernação da época inteira em pele com rótulo e entre-nervuras impressos a ouro
aparado
exemplar estimado, pequenos restauros na lombada; miolo limpo, por vezes com o papel bastante acidulado, aparentemente reconstituído pelo cruzamento com outro exemplar
peça de colecção
400,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inocêncio Francisco da Silva, no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo II, n.º 1270, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859), referindo-se à edição original das Cartas Familiares, impressa em Roma no ano de 1664, diz-nos que «[...] de ordinario falta a ultima carta da centuria 5.ª, por ter sido arrancada por ordem do sancto Officio de todos os que então deram entrada no reino. Alguns rarissimos exemplares tenho visto, nos quaes apparece incorporada no fim a dita carta manuscripta, e outros, mais raros ainda, em que ella apparece impressa; mas facilmente se conhece pelas differenças do papel e typo, que foi estampada em Lisboa, e introduzida depois no volume respectivo. – O preço dos exemplares mutilados tem sido em tempos recentes de 960 a 1:600 réis; os que trazem a carta final impressa valem necessariamente mais.
Ha segunda edição das Cartas, feita em Lisboa 1752, 4.º – N’ella se fez substituir a carta ultima por outra mui curta, e destituida de todo interesse, com a qual se completou a centuria 5.ª. Esta edição é feita em mau papel, e inferior em tudo á de Roma. Todavia, no mercado corre quasi pelos mesmos preços, e eu paguei ha annos por um exemplar 1:200 réis.»

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