domingo, março 31, 2019

Mantenhas para quem luta! – A nova poesia da Guiné-Bissau


aa.vv.
capa de José Barros

Bissau, 1977
Conselho Nacional de Cultura – República da Guiné-Bissau
1.ª edição
17,5 cm x 11,7 cm
104 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Sublinha Manuel Ferreira a importância deste livro, na sua obra de referência Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa (vol. I, Instituto de Cultura Portuguesa – Biblioteca Breve, Lisboa, 1977):
«[...] Com um índice altíssimo de analfabetismo, até há cerca de duas décadas sem ensino secundário, e só nos últimos anos abrangendo o sétimo ano dos liceus, [...] as suas infra-estruturas não possibilitaram o aparecimento de gerações letradas de onde poderiam ter saído vocações capazes de se responsabilizarem pelo surto de uma literatura guineense de expressão portuguesa num país de cerca de meio milhão de habitantes.
[...] Embora durante a guerra colonial, nas áreas libertadas pelo P.A.I.G.C., se tivesse procedido a uma profunda alfabetização, compreende-se que a sua juventude, essencialmente empenhada na luta da libertação nacional [...] só agora encontre os meios necessários para se revelar no plano da criação e construir a autêntica literatura do seu país.
O primeiro sinal é dado em Janeiro de 1977, com Mantenhas para quem luta! – A nova poesia da Guiné-Bissau. [...]»
Temos, portanto, o início de uma expressão poética finalmente liberta dos condicionalismos impostos pela administração colonial. Expressão ainda de cariz muito subserviente de um programa de partido, um ditado ingénuo mais virado para a pedagogia política do que para a libertação do imaginário tropical. Colige versos de Agnelo Augusto Regalla, Morés Djassy, Tony Davyes, António Soares Lopes Jr., Armando Salvaterra, Carlos de Almada, Helder Proença, Jorge Ampa Cumelerbo, José Carlos Schwartz, José Pedro Sequeira, Justen, Nagib Said, Kôte e Tomás Paquete.

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telemóvel: 919 746 089


Tratado Breve dos Rios de Guiné do Cabo-Verde



ANDRÉ ALVARES D’ALMADA
pref. e notas de Diogo Köpke

Porto, 1841
Typographia Cpmmercial Portuense [ed. Diogo Köpke]
[2.ª edição]
23 cm x 15 cm [24 cm x 16,3 cm (estojo)]
4 págs. + XIV págs. + 2 págs. + 116 págs. + 1 desdobrável em extra-texto (mapa)
subtítulo: Desde o rio do Sanagá até aos Baixos de Sant’Anna &.ª &.ª
brochura cosida com linha laçada à antiga
exemplar muito estimado; miolo limpo
encontra-se no estado em que circulou, agora acondiconado num estojo de fabrico recente revestido a tela
PEÇA DE COLECÇÃO
600,00 eur (IVA e portes incluídos)

«André Alvares D’Almada, natural de S. Tiago de Cabo Verde, – E. no anno de 1594 e dedicou aos Governadores do Reino a [referida] obra […]. Este escripto tinha sido já publicado por industria do P. Victorino José da Costa, porém differindo consideravelmente no estylo, e na ordem que lhe dera seu auctor como adverte Barbosa: o titulo dessa antiga e transtornada edição é como se segue: Relação e descripção de Guiné, na qual se tracta de varias nações de negros que a povoam, dos seus costumes, leis, ritos, ceremonias, guerras, armas, trajos; da qualidade dos portos, e do commercio que n’elles se faz: que escreveu o capitão André Gonçalves de Almada. Lisboa, por Miguel Rodrigues 1733. […]» (Inocêncio, tomo I, Na Imprensa Nacional, Lisboa, 1858)

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Poemas




FELÍCIA CALDEIRA
pref. Maria Archer

capa do pintor e escultor Martins Correia

Lisboa, 1950
[ed. da Autora ?]
1.ª edição [única]
19,8 cm x 13,3 cm
84 págs. + 1 extra-texto com o retrato da Autora
encadernação em meia-inglesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
não aparado
conserva a capa anterior da brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA AO JORNALISTA SEBASTIÃO DE ALMEIDA CARDOSO
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboradora do antigo semanário Sol (aquele que se publicou durante os anos 40 do século passado), que desabridamente se opunha ao regime ditatorial, estreia-se nos versos com este singelo e íntimo livrinho, embora de pouca monta para as lides poéticas nacionais então dominadas, por um lado, pelo declínio dos presencistas ante os poetas do Cancioneiro Geral, e, por último, pelos surrealistas contra todos os outros.

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sexta-feira, março 29, 2019

O Empecido



TEIXEIRA DE PASCOAES

Porto, 1950
Edição da «Gazeta do Bibliófilo»
1.ª edição
19,4 cm x 13,1 cm
316 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
é o n.º 69 de uma tiragem autenticada pelo carimbo do Autor
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vida Etherea



TEIXEIRA DE PASCOAES

Coimbra, 1906
F. França Amado – Editor
1.ª edição
22,6 cm x 16,5 cm
192 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR (NÃO ASSINADA, CALIGRAFIA CONFRONTADA) AO CONSELHEIRO FERREIRA D’[ALMEIDA ?]
75,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Teixeira de Pascoais


ALFREDO MARGARIDO

Lisboa, 1961
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18,9 cm x 11,5 cm
332 págs. + 28 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
extra-textos impressos em rotogravura
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, março 28, 2019

Olhar Sobre Olhar




JOSÉ FRANCISCO AZEVEDO
ANTÓNIO CABRITA
CARLOS POÇAS FALCÃO
JOÃO VICENTE
RAQUEL SEREJO MARTINS
grafismo e paginação binária de pcd

Lisboa, 2019
ed. Emanuel Cameira
1.ª edição
26 cm x 19 cm
16 págs.
ilustrado a cor
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
12,00 eur (IVA e portes incluídos)

1 fotógrafo, 4 fotografias, 4 poetas, 2 editores inquietos com o gosto gráfico e a certeza editorial imprescindíveis para levar uma criação colectiva a bom porto, 1 tipografia que prima pelo rigor – eis quanto basta, e o vertente objecto artístico comprova-o.

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José Francisco Azevedo



EMANUEL CAMEIRA
MANUEL DE FREITAS
PAULO DA COSTA DOMINGOS

paginação e arranjo gráfico de Inês Mateus

Lisboa, 2011
ed. dos intervenientes
1.ª edição [única]
22,8 cm x 16,9 cm
36 págs. (sendo desdobráveis as págs. 12-13 e 18-19)
ilustrado
impresso em duotone e verniz sobre papel superior
exemplar novo
n.º 28 de uma tiragem declarada de 200 + 50 exemplares
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião de 17 reproduções fotográficas do acervo do fotógrafo José Francisco Azevedo, que António Sena revelou, na galeria Ether / Vale Tudo Menos Tirar Olhos, em 1990. A sua cuidada escolha editorial completa-se com a intervenção escrita dos autores em epígrafe.

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Carmes



PAULO DA COSTA DOMINGOS
capa de Margarida Lagarto

Lajes do Pico (Açores), 2019
Companhia das Ilhas
1.ª edição
17,5 cm x 15,5 cm
576 págs.
subtítulo: 1971-2018
exemplar novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunir num volume a parte substancial de versos escritos entre 1971 e 2018 é como lançar uma nova desordem no que muitos leitores tinham dado por arrumado na estante. Reunir é quebrar, entre outros, esse alheamento.
Paulo da Costa Domingos (Lisboa, nasc. 1953) – escritor que à semelhança de Herculano vem disputando palmo a palmo a sua vida intelectual – assume agora, em Carmes, o compromisso antológico de uma obra poética ímpar, que se estende por quase seis centenas de páginas de poemas, revistos e redistribuídos, uma significativa parte deles ainda inéditos.

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quarta-feira, março 27, 2019

Esta Cidade!


IRENE LISBOA
(João Falco)
capa de Ilda Moreira

Lisboa, 1942
ed. Autora
1.ª edição
17,6 cm x 12,5 cm
432 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
INCLUI A FOLHA-VOLANTE DESTINADA A CAPTAR NOMES E ENDEREÇOS DE COMPRADORES PARA O VERTENTE LIVRO, EM QUE SE LÊ À CABEÇA, DO PUNHO DA AUTORA: «É GRANDE FAVOR E GENTILEZA INDICAR NOVOS LEITORES À AUTORA»
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Exemplo literário do domínio do motivo: a vida trivial do povo na cidade de Lisboa. É, por outro lado, o primeiro livro em que Irene Lisboa está a fazer a transição definitiva para o seu nome como autora.

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Uma Mão Cheia de Nada Outra de Coisa Nenhuma


IRENE LISBOA
capa e ilust. Pitum Keil do Amaral

Porto, 1973
Livraria Figueirinhas
1.ª edição
18 cm x 12,8 cm
204 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Voltar Atrás para Quê?



IRENE LISBOA

Lisboa, s.d. [1956]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,1 cm x 12,6 cm
208 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA AO ESCRITOR JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
50,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Escritora de confidência de uma dor dilacerante, num olhar minuciosamente atento e crítico ao viver pequeno-burguês. A sua arte irá contaminar a melhor poesia de José Gomes Ferreira.

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IRENE LISBOA

Lisboa, s.d. [1956 (miolo)] [circa anos 60 (capa)]
Livraria Bertrand
2.ª edição [miolo da 1.ª edição]
19 cm x 12,5 cm
208 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Trata-se de facto da edição original encapada de novo ao gosto dos estultos anos 60. A autora havia falecido há pouco (em Novembro de 1958), o editor achou oportuno relembrá-la, acrescentando nas orelhas da capa os justos elogios que este livro havia anteriormente colhido.

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Queres Ouvir? Eu Conto


IRENE LISBOA
capa e desenhos de Figueiredo Sobral

Lisboa, 1958
Portugália Editora
1.ª edição
17,9 cm x 13 cm
168 págs.
composto manualmente na desaparecida Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco em Lisboa
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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O Pouco e o Muito


IRENE LISBOA

Lisboa, s.d. [1956]
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
292 págs.
subtítulo: Crónica Urbana
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Irene do Céu Vieira Lisboa (ou Manuel Soares, ou João Falco) exprimiu o seu invulgar isolamento, o seu abandono, num tom literário ímpar, mesmo num contexto português de amesquinhamento da escrita feminina. Jacinto do Prado Coelho sublinha este aspecto no Dicionário de Literatura (Figueirinhas, Porto, 1976): «[...] a propósito dos seus livros, diz-se que tudo o que produziu reage a uma desolada situação de mulher alta e livre num mundo atrasado meio pequeno-burguês, conseguindo vencer a solidão, graças a uma convivência aberta à gente simples da rua, da escada de serviço, com quem se integra no seu próprio linguajar [...]».

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13 Contarelos



IRENE [LISBOA]
ilust. Ilda

Lisboa, s.d. [1926]
Livraria Sá da Costa
1.ª edição
16,5 cm x 11,9 cm
10 págs. + 178 págs.
capa impressa a duas cores sobre papel Kraft
encadernação recente inteira em tela com rótulo gravado a ouro colado na pasta anterior
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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13 Contarelos


IRENE [LISBOA]
ilust. Ilda

Lisboa, s.d. [1926]
Livraria Sá da Costa
1.ª edição
16,2 cm x 11,7 cm
10 págs. + 178 págs.
capa impressa a duas cores sobre papel Kraft
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Primeira obra literária de Irene Lisboa.

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Apontamentos

IRENE LISBOA

Lisboa, 1943
[ed. Autora ?]
Gráfica Lisbonense
1.ª edição
19,3 cm x 13,1 cm
288 págs.
capa impressa sobre cartolina marmoreada
exemplar manuseado mas muito aceitável, miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Livro de reflexão acerca de tudo e de nada, em que o exercício intelectual da própria escrita é constantemente interrogado nos seus meios e fins.

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Crónicas da Serra


IRENE LISBOA
capa de Alice Jorge

Lisboa, s.d. [1958, conf. Isabel Allegro de Magalhães, in Colóquio / Letras, n.º 131]
Livraria Bertrand, S. A. R. L.
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
232 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com pequena falha de papel no bordo inferior da lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Das notas de badana, assim caracteriza Mário Dionísio essa escritora, que foi Irene do Céu Vieira Lisboa:
«Todo esse mundo de gente anónima que ela soube ver, não de fora nem de dentro, mas lado a lado, todo “o cansaço e a pobreza disto de viver” que ela deixou vivo em centos de páginas revelam a elaboração secreta e paciente duma técnica em que mais e mais atentaremos. A força da construção sob a desordem aparente, como o profundo amor sob o azedume da superfície, é que lhe deram o lugar inconfundível – e insubstituível – que para sempre cabe na nossa literatura.»

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Título Qualquer Serve


IRENE LISBOA

Lisboa, 1958
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
276 págs.
subtítulo: Para novelas e noveletas
exemplar estimado, capa suja e acidulada; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Solidão


IRENE LISBOA

Lisboa, 1965
Portugália Editora
2.ª edição
19,5 cm x 13,1 cm
216 págs.
exemplar estimado, lombada e contracapa manchadas; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome inteiro Irene do Céu Vieira Lisboa, que usou como pseudónimos tanto Manuel Soares como João Falco («pela cautela que então lhe impunha a condição de mulher e de professora»), o «[...] essencial da sua obra constituem-no apontamentos e observações directas de episódios e tipos da vida popular lisboeta ou serrana. Tudo o que produziu reage a uma desolada situação de mulher culta e livre num atrasado meio provinciano; e consegue vencer a solidão graças a uma convivência aberta a gente simples de rua, escada de serviço, oficina, construção civil, etc., cujos problemas, filosofia, afectividade e pitoresco apreende fielmente, num estilo transparente em que se integra o próprio linguajar do povo. [...]» (ver António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989)

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Modernas Tendências da Educação



IRENE LISBOA
ilustrações de Ilda Moreira

Lisboa, 1942
Edições Cosmos
1.ª edição
18,9 cm x 13 cm
116 págs.
ilustrado no corpo do texto
composto manualmente em Elzevir
cartonagem editorial, com folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Da Introdução da autora:
«[...] Os próprios jornais e as pessoas ilustradas apenas se preocupam com o analfabetismo, como se aí estivesse a mola de tôda a educação.
Não é, porém, de analfabetismo que aqui vamos tratar. A ler, tôda a escola hoje ensina, em mais ou menos tempo. Qualquer criança que cumpra o quatriénio das nossas escolas primárias fica apta a percorrer um jornal e a escrever uma carta. Não é, portanto, contra o analfabetismo que iremos travar peleja. Não é êsse o único benefício (o de o debelar) que os verdadeiros pedagogos atribuem à escola, ao seu espírito e à sua função. Consideram-na capaz de ajudar à educação integral da criança: de lhe fornecer meios de a desenvolver em todos os sentidos, mentalmente, física e moralmente.
O intuito dêste livrinho é, pois, o de apresentar uma porção de quadros de escolas em que as crianças são postas em condições de aprender muita coisa alegremente e com actividade. Descrever-se-á nêle a vida de algumas escolas novas, dando-se o relêvo preciso aos fins que elas teem em vista. [...]»

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Belém e Arredores Através dos Tempos


JOSÉ DIAS SANCHES

Lisboa, 1940
Livraria Universal – Editora
1.ª edição
22,2 cm x 15,3 cm
240 págs. + 24 folhas em extra-texto
ilustrado em separado com monocromias impressas a sépia sobre papel creme
exemplar estimado; miolo limpo
rubricado pelos Autor e Editor na pág. 2
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO FILÓLOGO E GERMANISTA GUSTAVO CORDEIRO RAMOS
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicado na sequência da Exposição do Mundo Português, que ainda documenta, constitui a mais importante memória histórica da zona de Belém.

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Recordações de África



CARLOS ROMA MACHADO DE FARIA E MAIA
pref. Ernesto de Vasconcellos

Lisboa, 1930
Tipogr. e Papel. Carmona
2.ª edição
21,1 cm x 15,4 cm
400 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, março 20, 2019

Le Mozambique




[ANTÓNIO LOBO DE] ALMADA NEGREIROS

Paris, 1904
Augustin Challamel Éditeur, Librairie Maritime et Coloniale
1.ª edição
texto em francês
18,8 cm x 13,1 cm
206 págs. + 12 folhas em extra-texto + 1 desdobrável
subtítulo: Avec cartes et gravures hors texte (clichés extraits de la Dépêche Coloniale Illustrée)
ilustrado
encadernação em meia-inglesa gravada a ouro na lombada, relevo seco na pasta posterior identificando o encadernador Fausto Fernandes
pouco aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de D. Diogo de Marialva
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
peça de colecção
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um livro de versos do pai (1868-1939) de José de Almada Negreiros (1893-1970). António Lobo, para além de alto funcionário do Estado na colónia de São Tomé e Príncipe, foi reconhecido jornalista, prosador e poeta. Republicano activista e maçon, será ainda notado como coordenador da organização da Exposição Universal de Paris em 1900.

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Nós Matámos o Cão-Tinhoso!


LUÍS BERNARDO HONWANA
desenhos de Bertina

Lourenço Marques, 1964
s.i.
1.ª edição
18 cm x 12,2 cm
136 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
95,00 eur (IVA e portes já incluídos)

É um dos grandes livros da resistência cultural moçambicana. Honwana é o Luandino da “contra-costa”, ou, como muito bem sublinha Manuel Ferreira (ver Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, Instituto de Cultura Portuguesa, vol. II, Lisboa, 1977):
«[...] A grande revelação [...]. Pode dizer-se que, com ele, se retoma a estrada real da narrativa moçambicana [...]. Excelente narrador, experiência pessoal vivida na sua própria condição de negro, Luís Bernardo Honwana, apesar da sua juventude (as narrativas foram redigidas algumas, cremos, por volta de 18 anos de idade) faz do universo moçambicano o centro da análise das suas narrativas. A relação dialética colonizado / colonizador é dada, pelas formas mais subtis, através de várias personagens e situações. Situações de exploração, de incompreensão, de injustiça, de alienação, desalienação, e do sonho e da esperança. [...]»

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Nós Matámos o Cão Tinhoso



LUIS BERNARDO HONWANA
capa de Eugénio Lemos

Lourenço Marques, 1975
Académica, Lda.
3.ª edição (revista)
21,2 cm x 14,2 cm
128 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Nós Matámos o Cão-Tinhoso!


LUIS BERNARDO HONWANA
grafismo de João Machado

Porto, 1972
Afrontamento
2.ª edição (revista)
18,2 cm x 10,4 cm
152 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Estranha Aventura



GUILHERME DE MELO
capa e ilust. Garizo do Carmo

Beira (Moçambique), 1961
edição do «Notícias da Beira»
1.ª edição
18,8 cm x 13,7 cm
252 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
140,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Raízes do Ódio


GUILHERME DE MELO

Lisboa, 1965
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
17,9 cm x 10,6 cm
308 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da obra de consulta Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, de Manuel Ferreira (vol. 2, Instituto de Cultura Portuguesa, Lisboa, 1977):
«[...] Guilherme de Melo, sobretudo no romance As raízes do ódio experimenta o registo do mecanismo da mentalidade de certos estratos laurentinos, os da pequena e média burguesia europeias, instalada na cidade, como contraponto a uma personagem (ou mais) de cor. Aparentemente o narrador dir-se-ia combater o racismo e as incompreensões e injustiças ao nível dos homens e da máquina oficial, mas o que subjaz, julgamos, é uma coisa diferente: a visão do narrador em salvar o que possa ser salvo. Noutros termos, à superfície drena-se o intento de serem encontradas formas sociais, políticas, culturais que possibilitem o reajustamento de uma sociedade em desequilíbrio e célere mutação, mas sob o signo da filosofia emblematicamente inscrita na “multicontinentalidade” e na “multirracialidade”. O sentido, afinal, seria este: um novo país (colónia) em velhas estruturas “reactualizadas”.
Falou-se, então, a propósito de algumas destas obras, de “paisagem africana”, como sendo uma das suas virtudes. Que paisagem africana? Hoje só pode ser entendido como um equívoco. [...] Estas obras [Manuel Ferreira refere-se também a escritores como Nuno Bermudes e Ascêncio de Freitas] não poderão ser postas de lado, até, como se disse, o seu nível estético as defende, mas a verdade é que se pretendermos ver nelas a África, o homem negro, o homem moçambicano, pouco nos dizem a esse respeito.
A grande revelação, porém, viria em 1964 com Nós matámos o cão tinhoso de Luís Bernardo Honwana. [...]»

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Africa de Sonho


MAURÍCIO DE OLIVEIRA

Lisboa, 1932
Oficina Grafica, L.da
1.ª edição
18 cm x 11,7 cm
216 págs.
ilustrado com a reportagem fotográfica no corpo do texto
exemplar com sinais de foxing na capa, restauros na lombada; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do prefácio:
«[...] Não se fará politica nestas paginas. Quem as escreve é republicano tolerante [...].
Aqui se fará justiça a republicanos e a monarquicos, a catolicos e a livre-pensadores, porque todos tem a sua quota parte no que está feito em Angola.
A missão que me levou ali – enviado especial do “Diario de Lisboa”, acompanhando o ministro das Colonias Dr. Armindo Monteiro – era um cargo que exigia a isenção e o espirito de justiça que sempre cultivei e procuro respeitar em todos os actos da minha vida.
Com este livro, ao qual servirão de base algumas das cronicas que de Angola enviei, pretendo apenas dar publicidade áquilo que por observação directa apreendi sobre o esforço colonisador dos portugueses por aquela nossa rica provincia ultramarina. [...]»

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Contos Populares de Angola



HÉLI CHATELAIN
trad. M. Garcia da Silva
pref. A. A. Mendes Corrêa e Fernando de Castro Pires de Lima

Lisboa, 1964
Agência-Geral do Ultramar
1.ª edição
23 cm x 16,2 cm
574 págs. + 18 págs. em extra-texto + 2 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Cinquenta contos em quimbundo coligidos e anotados por […]
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado, fotografias impressas sobre couché
exemplar estimado; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Héli Chatelain (1859-1908) foi missionário, linguista e folclorista suíço, lutador incansável anti-esclavagista, viveu em Angola vários anos, tendo ali chegado no início de 1885 encarregue de preparar gramáticas, vocabulários e outros livros acerca das línguas locais.

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terça-feira, março 19, 2019

Regulamento de Tiro da Infanteria



[JOÃO GUALBERTO RIBEIRO DE ALMEIDA, general]

Lisboa, 1902
Imprensa Nacional
[1.ª edição]
«1.ª e 2.ª partes»
16,3 cm x 11,7 cm
VIII págs. + 96 págs. + 10 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Instrucção sobre o armamento, munições, campos de tiro e seu material
exemplar estimado, capa gasta no bordo inferior; miolo limpo, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, março 18, 2019

A Lezíria e o Equador



FERNANDO REIS
pref. José Galeno
capa do pintor Costa Pinheiro

Lisboa, 1954
Editorial “Adastra”
1.ª edição
19,7 cm x 13,6 cm
204 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Noite Sem Lua


JOHN STEINBECK
trad. e pref. Pedro M. Figueiredo
capa de Querubim [Lapa]
ilust. Costa Pinheiro

Lisboa, 1955
Editora Ulisseia, Limitada
1.ª edição
18,7 cm x 12,5 cm
180 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Novela escrita e publicada em sucessivas traduções por toda a Europa (1942), durante a ocupação nazi, alude ao drama de uma pequena cidade nórdica tomada de assalto de surpresa, e cujos pacíficos habitantes têm que construir uma rede de luta armada.

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Nocturno



AUGUSTO BARREIROS
capa do pintor Costa Pinheiro

Lisboa, 1954
Editorial Adastra (de Alberto Baroeth)
1.ª edição
19,9 cm x 13,7 cm
64 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto Manuel Serrão de Faria do Souto Barreiros (1922-2012), figura proeminente e grande proprietário na Golegã, onde o cavalo e os toiros são a essência cultural da lezíria. Deixou vasta obra literária, em que a monografia etnográfica abunda, tendo mesmo recebido o diplomas e medalhas de mérito «pela sua acção no fomento e expansão do folclore ribatejano». (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. V, Publicações Europa-América, Mem Martins, 2000)

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A Velhice do Padre Eterno



GUERRA JUNQUEIRO
ilustrações de Leal da Camara

Porto, 1945
Livraria Lello & Irmão, editores proprietários da Livraria Chardron
s.i.
19,7 cm x 13,1 cm
XXVI págs. + 268 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, março 15, 2019

Serenidade


OLIVA GUERRA
capa de Raquel Roque Gameiro

Lisboa, 1933
[ed. Autora]
1.ª edição
20,8 cm x 17,5 cm
112 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DA AUTORA AO ESCRITOR FERREIRA DE CASTRO
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Oliva Correia de Almada Meneses Guerra (1898-1982), tendo sido aluna de Costa Reis, Alexandre Rey Colaço e Viana da Mota, no Conservatório Nacional de Lisboa, onde veio a ser também professora, ficou conhecida como poetisa, cronista e novelista.

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Encantamento



OLIVA GUERRA

Lisboa, 1926
Tipografia da «Portugalia» [ed. autora]
1.ª edição
17,1 cm x 13 cm
2 págs. + 140 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA AFECTUOSA DEDICATÓRIA DA AUTORA AO ESCRITOR FERREIRA DE CASTRO
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Deseja-se Mulher



JOSÉ DE ALMADA-NEGREIROS

Lisboa, Maio, Junho e Julho de 1959
Tempo Presente – Revista Portuguesa de Cultura (ed. José Maria Alves)
1.ª edição
apenas os 3 fascículos da revista que incluem a peça teatral de Almada
23 cm x 16 cm (fascículos) / 24,1 cm x 16,6 cm (estojo)
116 págs. + 100 págs. + 100 págs.
subtítulo: Espectáculo em 3 actos e 7 quadros
ilustrado
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
acondicionados em estojo artístico de manufactura recente
peça de colecção
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

O texto de Almada encontra-se impresso sobre papel azul, situando-se entre as págs. 65-80 do n.º 1, as págs. 61-72 do n.º 2, e as págs. 57-68 do n.º 3. Vítor Pavão dos Santos alude às circunstâncias que envolveram a criação e, muito mais tarde, a edição da vertente obra teatral (ver Almada [catálogo], Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1984):
«[...] foi lá [em Madrid], estimulado talvez por um clima de intensa criatividade, que escreveu o seu melhor teatro, e em espanhol, segundo conta, para ali ser levado à cena. Trata-se fundamentalmente do tríptico El uno, tragedia de la unidad, constituído por Deseja-se mulher (1927-1928), em que procura apresentar “o indivíduo separado da colectividade, a pessoa humana diante de um caso pessoal”, e S.O.S. (1928-1929), que mostra “a colectividade sofrendo o inevitável atrito de cada um dos seus indivíduos”.
Teatro dito de comunicação imediata, Deseja-se mulher, que Almada viria a considerar “o meu melhor exemplo”, “onde toda a acção está constantemente negada”, é o seu melhor texto teatral, fluindo numa linguagem viva e nova, poética e misteriosa, coloquial e apaixonante, onde solidão e amor, simbolizados na fórmula 1 + 1 = 1, se rodeiam de certo humor, por vezes pitoresco, criando um clima moderno, modernista até, mas sempre forte e nunca gratuito.
Publicada em 1959, com belos e depurados apontamentos para a cenografia, a peça só foi representada em 1963, numa encenação de Fernando Amado, com os elementos cénicos de Almada transpostos pesadamente para o palco por Vitor Silva Tavares, na Casa da Comédia, onde a peça voltaria, em 1972, em encenação imaginativa de Fernanda Lapa – que fora a “Vampa” na criação – desenhada por Carlos Amado. [...]»

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Paisajes y Mujeres



JOSÉ MARÍA SALINAS
capa e ilust. Almada Negreiros
pref. e posf. Wenceslao Fernández-Flórez, Roman Escohotado, Eugenio Montes e Álvaro Cunqueiro

Lisboa, 1941
Editorial Ática
1.ª edição
15,8 cm x 12,2 cm
436 págs. + 5 folhas em extra-texto e respectivos vegetais de protecção das imagens
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado creme
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nada se sabe deste autor de «crónicas periodísticas», para além do facto de ser activo franquista fugido da «zona roja» espanhola durante a Guerra Civil (vd. Epílogo do académico Eugenio Montes), e muito apreciado por Almada Negreiros, o que não é de admirar num intelectual orgânico do Estado Novo e ilustrador de manuais da organização paramilitar Mocidade Portuguesa.

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