domingo, março 31, 2019

Mantenhas para quem luta! – A nova poesia da Guiné-Bissau


aa.vv.
capa de José Barros

Bissau, 1977
Conselho Nacional de Cultura – República da Guiné-Bissau
1.ª edição
17,5 cm x 11,7 cm
104 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Sublinha Manuel Ferreira a importância deste livro, na sua obra de referência Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa (vol. I, Instituto de Cultura Portuguesa – Biblioteca Breve, Lisboa, 1977):
«[...] Com um índice altíssimo de analfabetismo, até há cerca de duas décadas sem ensino secundário, e só nos últimos anos abrangendo o sétimo ano dos liceus, [...] as suas infra-estruturas não possibilitaram o aparecimento de gerações letradas de onde poderiam ter saído vocações capazes de se responsabilizarem pelo surto de uma literatura guineense de expressão portuguesa num país de cerca de meio milhão de habitantes.
[...] Embora durante a guerra colonial, nas áreas libertadas pelo P.A.I.G.C., se tivesse procedido a uma profunda alfabetização, compreende-se que a sua juventude, essencialmente empenhada na luta da libertação nacional [...] só agora encontre os meios necessários para se revelar no plano da criação e construir a autêntica literatura do seu país.
O primeiro sinal é dado em Janeiro de 1977, com Mantenhas para quem luta! – A nova poesia da Guiné-Bissau. [...]»
Temos, portanto, o início de uma expressão poética finalmente liberta dos condicionalismos impostos pela administração colonial. Expressão ainda de cariz muito subserviente de um programa de partido, um ditado ingénuo mais virado para a pedagogia política do que para a libertação do imaginário tropical. Colige versos de Agnelo Augusto Regalla, Morés Djassy, Tony Davyes, António Soares Lopes Jr., Armando Salvaterra, Carlos de Almada, Helder Proença, Jorge Ampa Cumelerbo, José Carlos Schwartz, José Pedro Sequeira, Justen, Nagib Said, Kôte e Tomás Paquete.

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Tratado Breve dos Rios de Guiné do Cabo-Verde



ANDRÉ ALVARES D’ALMADA
pref. e notas de Diogo Köpke

Porto, 1841
Typographia Cpmmercial Portuense [ed. Diogo Köpke]
[2.ª edição]
23 cm x 15 cm [24 cm x 16,3 cm (estojo)]
4 págs. + XIV págs. + 2 págs. + 116 págs. + 1 desdobrável em extra-texto (mapa)
subtítulo: Desde o rio do Sanagá até aos Baixos de Sant’Anna &.ª &.ª
brochura cosida com linha laçada à antiga
exemplar muito estimado; miolo limpo
encontra-se no estado em que circulou, agora acondiconado num estojo de fabrico recente revestido a tela
PEÇA DE COLECÇÃO
600,00 eur (IVA e portes incluídos)

«André Alvares D’Almada, natural de S. Tiago de Cabo Verde, – E. no anno de 1594 e dedicou aos Governadores do Reino a [referida] obra […]. Este escripto tinha sido já publicado por industria do P. Victorino José da Costa, porém differindo consideravelmente no estylo, e na ordem que lhe dera seu auctor como adverte Barbosa: o titulo dessa antiga e transtornada edição é como se segue: Relação e descripção de Guiné, na qual se tracta de varias nações de negros que a povoam, dos seus costumes, leis, ritos, ceremonias, guerras, armas, trajos; da qualidade dos portos, e do commercio que n’elles se faz: que escreveu o capitão André Gonçalves de Almada. Lisboa, por Miguel Rodrigues 1733. […]» (Inocêncio, tomo I, Na Imprensa Nacional, Lisboa, 1858)

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França a Emigração Dolorosa


NUNO ROCHA
capa de Rocha de Sousa

Lisboa, 1965
Editora Ulisseia
1.ª edição
18,1 cm x 11,5 cm
172 págs. + 34 págs. em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do n.º 4 da Colecção Vária, criada por Vitor Silva Tavares durante a sua permanência como editor-programador da Ulisseia. Vária, porque ali cabiam, dentro do mesmo formato físico, vários géneros literários estendendo-se pelo ensaio sócio-político, a crónica de viagem, o teatro ou a novela, tanto de autores nacionais como estrangeiros. Foi esta colecção, para VST, um balão de ensaio do que virá a ser, na década seguinte, o catálogo da sua editora & etc.
O vertente trabalho jornalístico tocava todas as cordas sensíveis ao regime ditatorial de Salazar, que preferiu a criminosa sangria das forças produtivas, em busca de uma vida condigna em terras estranhas, ao dever de investir na respectiva alfabetização e educação profissional, e captação das mesmas para o desenvolvimento do país.

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Monsanto



CARDOSO MARTHA
ADOLFO SIMÕES MÜLLER
EURICO SALES VIANA
THOMAZ DE MELLO (TOM)
CARLOS BOTELHO
prólogo de António Ferro

Lisboa, 1947
Edições SNI [Secretariado Nacional da Informação]
1.ª edição
14,3 cm x 14,6 cm
16 págs. + 112 págs. + 24 págs. + 1 desdobrável + 26 págs.
profusamente ilustrado por Tom e por Carlos Botelho
cartonagem editorial com guardas impressas retro e verso
impresso a rotogravura em papel superior a duas cores, mapa impresso em tricromia
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Quando as aldeias são o último reduto da “importância” de um regime, que os centros cosmopolitas abominam, surge uma inusitada atenção oficial às ditas. Mas não para as dotar de conforto e equipamentos – como escolas ou hospitais –, apenas no sentido de lhes estimular um nacionalismo folclórico, de as sossegar menos com pão do que com circo. Por isso esse mesmo regime chegou ao podre fim da sua dominação rodeado de miséria nos meios rurais... Um tal regime, além de virado para o interior, atreveu-se ir mostrar lá fora os seus “conseguimentos” de pacificação e obediência, os seus triunfos sobre o derrotado ideal republicano. Despudoradamente. E até expondo-se ao ridículo. Leia-se não mais que uma passagem do que disse António Ferro, na qualidade de ministro de Estado, no seu discurso aquando da entrega do prémio Galo de Prata, então atribuído à aldeia de Monsanto da Beira:
«[...] Dentro desta orientação, no nosso programa de valorização do folclore português, principiámos por enviar a Genebra, em 1935, uma grande embaixada das nossas bonecas regionais, não bonecas estúpidas, a dizer papá, mamã, mas bonecas de rostos expressivos e diferentes, paisagens das nossas províncias. Um grande e vistoso séquito de pequenas coisas – jugos floridos, rocas vistosas, pequenas obras-primas de olaria rústica, mantas, tapetes, ex-votos – acompanhavam essas bonecas e faziam-lhes moldura. [...]»
O vertente livrinho, ilustrativo da circunstância social e política da atribuição do tal prémio a uma aldeia fronteiriça, constitui incontornável testemunho de toda uma época – a sua edição pode considerar-se até um facto histórico.

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Poemas




FELÍCIA CALDEIRA
pref. Maria Archer

capa do pintor e escultor Martins Correia

Lisboa, 1950
[ed. da Autora ?]
1.ª edição [única]
19,8 cm x 13,3 cm
84 págs. + 1 extra-texto com o retrato da Autora
encadernação em meia-inglesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
não aparado
conserva a capa anterior da brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA AO JORNALISTA SEBASTIÃO DE ALMEIDA CARDOSO
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboradora do antigo semanário Sol (aquele que se publicou durante os anos 40 do século passado), que desabridamente se opunha ao regime ditatorial, estreia-se nos versos com este singelo e íntimo livrinho, embora de pouca monta para as lides poéticas nacionais então dominadas, por um lado, pelo declínio dos presencistas ante os poetas do Cancioneiro Geral, e, por último, pelos surrealistas contra todos os outros.

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sexta-feira, março 29, 2019

O Empecido



TEIXEIRA DE PASCOAES

Porto, 1950
Edição da «Gazeta do Bibliófilo»
1.ª edição
19,4 cm x 13,1 cm
316 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível, por abrir
é o n.º 69 de uma tiragem autenticada pelo carimbo do Autor
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vida Etherea



TEIXEIRA DE PASCOAES

Coimbra, 1906
F. França Amado – Editor
1.ª edição
22,6 cm x 16,5 cm
192 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR (NÃO ASSINADA, CALIGRAFIA CONFRONTADA) AO CONSELHEIRO FERREIRA D’[ALMEIDA ?]
75,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Arte de Ser Português



TEIXEIRA DE PASCOAES

Lisboa, 1978
Edições Roger Delraux
3.ª edição [emendada pelo Autor*]
20,5 cm x 14 cm
156 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de teor pedagógico destinada aos jovens, tendo em vista o enaltecimento de valores como a pátria e alma portuguesa.

* Nota do editor no verso do frontispício: «[…] A presente edição reproduz o texto da segunda (1920) com anotações e correcções inéditas do próprio autor. […]»

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Teixeira de Pascoais


ALFREDO MARGARIDO

Lisboa, 1961
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18,9 cm x 11,5 cm
332 págs. + 28 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
extra-textos impressos em rotogravura
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Húmus


RAÚL BRANDÃO
capa de [Alfredo] Moraes

Paris – Lisboa, s.d.
Livrarias Aillaud & Bertrand
2.ª edição
18,8 cm x 12,2 cm
264 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo, ocasionais picos de acidez
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esta 2.ª edição é aquela em que o escritor deu o texto como revisto e estável. Foi preciso esperar pela data de entrada da obra de Brandão no domínio público (5 de Dezembro de 2000, edição frenesi) para ter sido possível dar a conhecer, a um mais vasto público leitor, a excelência da rara edição original de 1917.

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Humus


RAUL BRANDÃO
capa de Julio Vaz

Rio de Janeiro / Porto, 1921
Annuario do Brasil / Renascença Portuguesa
2.ª edição
18,2 cm x 12,5 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca de autor e obra escreveu um dia o poeta Mário Cesariny:
«[...] Sem dúvida porque em primeiro e quase único lugar o [merece, precursor que é] do abater de fronteiras, formais e outras, com que passa hoje o que tenho por melhor na literatura contemporânea. E que mui significativamente liga ao que de melhor nos ficou da literatura “antiga”. E porque pelo menos uma vez – mas vez decisiva e plena de consequências, creio – o levaram a mutilar obra tão importante para ele e para nós como o Húmus. Como Gomes Leal, que após a primeira edição do Anti-Cristo lhe retira numerosas páginas de génio poético ímpar, Brandão corta da força primeira do Húmus os capítulos finais da obra, terríveis e também únicos como letra profética do que depois viria aos imperativos da revolução social: a clausura das massas, o poder militar, o terrorismo institucional nas suas duas formas de Europa, o massacre em nome da revolução e em vez dela.»
É esta segunda edição que aqui temos, “espurgada” de um raro fulgor literário, mas, mesmo assim, mantendo-se como mais importante obra de prosa da primeira metade do século XX. Neste sentido, vale o que vale a que lhe deu origem.

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Húmus



RAUL BRANDÃO
edição crítica de Maria João Reynaud
grafismo de José Brandão / Paulo Falardo

Porto, 2000
Campo das Letras – Editores, S.A.
1.ª edição conjunta
3 volumes (completo)
23,9 cm x 15,5 cm
[8 págs. + 340 págs.] + [8 págs. + 240 págs.] + 268 págs.
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
acondicionados no estojo editorial
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Como é sabido, existem diferenças radicais entre as três primeiras edições da vertente obra de Raul Brandão (1867-1930), nomeadamente na revisão da primeira para a segunda. Reynaud justifica o vertente aparato da edição:
«[...] O facto de o livro ter conhecido três versões em menos de dez anos é um dos seus aspectos mais fascinantes, na medida em que um tão extenso trabalho de refundição nos revela uma inquietação fundamental do escritor, relacionada com a experiência íntima da criação e com a problemática da escrita.
A presente edição crítica, que restitui a última edição revista por Raul Brandão (Livs. Aillaud & Bertrand, Paris-Lisboa, s/d), é acompanhada das reproduções fac-similadas da edição princeps (Renascença Portuguesa, Porto, 1917) e da segunda edição, amplamente refundida (Renascença Portuguesa – Porto; Annuario do Brasil – Rio de Janeiro, 1921).
O leitor pode agora dispor de todos os elementos que lhe permitem comparar as diferentes versões da obra e seguir esse work in progress: da escrita ao texto, do texto à obra – uma obra suspensa do gesto que eternamente a recomeça. [...]»

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quinta-feira, março 28, 2019

Olhar Sobre Olhar




JOSÉ FRANCISCO AZEVEDO
ANTÓNIO CABRITA
CARLOS POÇAS FALCÃO
JOÃO VICENTE
RAQUEL SEREJO MARTINS
grafismo e paginação binária de pcd

Lisboa, 2019
ed. Emanuel Cameira
1.ª edição
26 cm x 19 cm
16 págs.
ilustrado a cor
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
12,00 eur (IVA e portes incluídos)

1 fotógrafo, 4 fotografias, 4 poetas, 2 editores inquietos com o gosto gráfico e a certeza editorial imprescindíveis para levar uma criação colectiva a bom porto, 1 tipografia que prima pelo rigor – eis quanto basta, e o vertente objecto artístico comprova-o.

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José Francisco Azevedo



EMANUEL CAMEIRA
MANUEL DE FREITAS
PAULO DA COSTA DOMINGOS

paginação e arranjo gráfico de Inês Mateus

Lisboa, 2011
ed. dos intervenientes
1.ª edição [única]
22,8 cm x 16,9 cm
36 págs. (sendo desdobráveis as págs. 12-13 e 18-19)
ilustrado
impresso em duotone e verniz sobre papel superior
exemplar novo
n.º 28 de uma tiragem declarada de 200 + 50 exemplares
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião de 17 reproduções fotográficas do acervo do fotógrafo José Francisco Azevedo, que António Sena revelou, na galeria Ether / Vale Tudo Menos Tirar Olhos, em 1990. A sua cuidada escolha editorial completa-se com a intervenção escrita dos autores em epígrafe.

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Carmes



PAULO DA COSTA DOMINGOS
capa de Margarida Lagarto

Lajes do Pico (Açores), 2019
Companhia das Ilhas
1.ª edição
17,5 cm x 15,5 cm
576 págs.
subtítulo: 1971-2018
exemplar novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunir num volume a parte substancial de versos escritos entre 1971 e 2018 é como lançar uma nova desordem no que muitos leitores tinham dado por arrumado na estante. Reunir é quebrar, entre outros, esse alheamento.
Paulo da Costa Domingos (Lisboa, nasc. 1953) – escritor que à semelhança de Herculano vem disputando palmo a palmo a sua vida intelectual – assume agora, em Carmes, o compromisso antológico de uma obra poética ímpar, que se estende por quase seis centenas de páginas de poemas, revistos e redistribuídos, uma significativa parte deles ainda inéditos.

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quarta-feira, março 27, 2019

Esta Cidade!


IRENE LISBOA
(João Falco)
capa de Ilda Moreira

Lisboa, 1942
ed. Autora
1.ª edição
17,6 cm x 12,5 cm
432 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
INCLUI A FOLHA-VOLANTE DESTINADA A CAPTAR NOMES E ENDEREÇOS DE COMPRADORES PARA O VERTENTE LIVRO, EM QUE SE LÊ À CABEÇA, DO PUNHO DA AUTORA: «É GRANDE FAVOR E GENTILEZA INDICAR NOVOS LEITORES À AUTORA»
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Exemplo literário do domínio do motivo: a vida trivial do povo na cidade de Lisboa. É, por outro lado, o primeiro livro em que Irene Lisboa está a fazer a transição definitiva para o seu nome como autora.

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Uma Mão Cheia de Nada Outra de Coisa Nenhuma


IRENE LISBOA
capa e ilust. Pitum Keil do Amaral

Porto, 1973
Livraria Figueirinhas
1.ª edição
18 cm x 12,8 cm
204 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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IRENE LISBOA

Lisboa, s.d. [1956]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,1 cm x 12,6 cm
208 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA AO ESCRITOR JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
50,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Escritora de confidência de uma dor dilacerante, num olhar minuciosamente atento e crítico ao viver pequeno-burguês. A sua arte irá contaminar a melhor poesia de José Gomes Ferreira.

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IRENE LISBOA

Lisboa, s.d. [1956 (miolo)] [circa anos 60 (capa)]
Livraria Bertrand
2.ª edição [miolo da 1.ª edição]
19 cm x 12,5 cm
208 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Trata-se de facto da edição original encapada de novo ao gosto dos estultos anos 60. A autora havia falecido há pouco (em Novembro de 1958), o editor achou oportuno relembrá-la, acrescentando nas orelhas da capa os justos elogios que este livro havia anteriormente colhido.

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Queres Ouvir? Eu Conto


IRENE LISBOA
capa e desenhos de Figueiredo Sobral

Lisboa, 1958
Portugália Editora
1.ª edição
17,9 cm x 13 cm
168 págs.
composto manualmente na desaparecida Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco em Lisboa
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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O Pouco e o Muito


IRENE LISBOA

Lisboa, s.d. [1956]
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
292 págs.
subtítulo: Crónica Urbana
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Irene do Céu Vieira Lisboa (ou Manuel Soares, ou João Falco) exprimiu o seu invulgar isolamento, o seu abandono, num tom literário ímpar, mesmo num contexto português de amesquinhamento da escrita feminina. Jacinto do Prado Coelho sublinha este aspecto no Dicionário de Literatura (Figueirinhas, Porto, 1976): «[...] a propósito dos seus livros, diz-se que tudo o que produziu reage a uma desolada situação de mulher alta e livre num mundo atrasado meio pequeno-burguês, conseguindo vencer a solidão, graças a uma convivência aberta à gente simples da rua, da escada de serviço, com quem se integra no seu próprio linguajar [...]».

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13 Contarelos



IRENE [LISBOA]
ilust. Ilda

Lisboa, s.d. [1926]
Livraria Sá da Costa
1.ª edição
16,5 cm x 11,9 cm
10 págs. + 178 págs.
capa impressa a duas cores sobre papel Kraft
encadernação recente inteira em tela com rótulo gravado a ouro colado na pasta anterior
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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13 Contarelos


IRENE [LISBOA]
ilust. Ilda

Lisboa, s.d. [1926]
Livraria Sá da Costa
1.ª edição
16,2 cm x 11,7 cm
10 págs. + 178 págs.
capa impressa a duas cores sobre papel Kraft
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Primeira obra literária de Irene Lisboa.

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Apontamentos

IRENE LISBOA

Lisboa, 1943
[ed. Autora ?]
Gráfica Lisbonense
1.ª edição
19,3 cm x 13,1 cm
288 págs.
capa impressa sobre cartolina marmoreada
exemplar manuseado mas muito aceitável, miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Livro de reflexão acerca de tudo e de nada, em que o exercício intelectual da própria escrita é constantemente interrogado nos seus meios e fins.

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Crónicas da Serra


IRENE LISBOA
capa de Alice Jorge

Lisboa, s.d. [1958, conf. Isabel Allegro de Magalhães, in Colóquio / Letras, n.º 131]
Livraria Bertrand, S. A. R. L.
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
232 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com pequena falha de papel no bordo inferior da lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Das notas de badana, assim caracteriza Mário Dionísio essa escritora, que foi Irene do Céu Vieira Lisboa:
«Todo esse mundo de gente anónima que ela soube ver, não de fora nem de dentro, mas lado a lado, todo “o cansaço e a pobreza disto de viver” que ela deixou vivo em centos de páginas revelam a elaboração secreta e paciente duma técnica em que mais e mais atentaremos. A força da construção sob a desordem aparente, como o profundo amor sob o azedume da superfície, é que lhe deram o lugar inconfundível – e insubstituível – que para sempre cabe na nossa literatura.»

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Título Qualquer Serve


IRENE LISBOA

Lisboa, 1958
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
276 págs.
subtítulo: Para novelas e noveletas
exemplar estimado, capa suja e acidulada; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Solidão


IRENE LISBOA

Lisboa, 1965
Portugália Editora
2.ª edição
19,5 cm x 13,1 cm
216 págs.
exemplar estimado, lombada e contracapa manchadas; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome inteiro Irene do Céu Vieira Lisboa, que usou como pseudónimos tanto Manuel Soares como João Falco («pela cautela que então lhe impunha a condição de mulher e de professora»), o «[...] essencial da sua obra constituem-no apontamentos e observações directas de episódios e tipos da vida popular lisboeta ou serrana. Tudo o que produziu reage a uma desolada situação de mulher culta e livre num atrasado meio provinciano; e consegue vencer a solidão graças a uma convivência aberta a gente simples de rua, escada de serviço, oficina, construção civil, etc., cujos problemas, filosofia, afectividade e pitoresco apreende fielmente, num estilo transparente em que se integra o próprio linguajar do povo. [...]» (ver António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989)

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Modernas Tendências da Educação



IRENE LISBOA
ilustrações de Ilda Moreira

Lisboa, 1942
Edições Cosmos
1.ª edição
18,9 cm x 13 cm
116 págs.
ilustrado no corpo do texto
composto manualmente em Elzevir
cartonagem editorial, com folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Da Introdução da autora:
«[...] Os próprios jornais e as pessoas ilustradas apenas se preocupam com o analfabetismo, como se aí estivesse a mola de tôda a educação.
Não é, porém, de analfabetismo que aqui vamos tratar. A ler, tôda a escola hoje ensina, em mais ou menos tempo. Qualquer criança que cumpra o quatriénio das nossas escolas primárias fica apta a percorrer um jornal e a escrever uma carta. Não é, portanto, contra o analfabetismo que iremos travar peleja. Não é êsse o único benefício (o de o debelar) que os verdadeiros pedagogos atribuem à escola, ao seu espírito e à sua função. Consideram-na capaz de ajudar à educação integral da criança: de lhe fornecer meios de a desenvolver em todos os sentidos, mentalmente, física e moralmente.
O intuito dêste livrinho é, pois, o de apresentar uma porção de quadros de escolas em que as crianças são postas em condições de aprender muita coisa alegremente e com actividade. Descrever-se-á nêle a vida de algumas escolas novas, dando-se o relêvo preciso aos fins que elas teem em vista. [...]»

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Belém e Arredores Através dos Tempos


JOSÉ DIAS SANCHES

Lisboa, 1940
Livraria Universal – Editora
1.ª edição
22,2 cm x 15,3 cm
240 págs. + 24 folhas em extra-texto
ilustrado em separado com monocromias impressas a sépia sobre papel creme
exemplar estimado; miolo limpo
rubricado pelos Autor e Editor na pág. 2
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO FILÓLOGO E GERMANISTA GUSTAVO CORDEIRO RAMOS
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicado na sequência da Exposição do Mundo Português, que ainda documenta, constitui a mais importante memória histórica da zona de Belém.

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Deuses da Lusitania



J. LEITE DE VASCONCELLOS

Lisboa, 1913
Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira
1.ª edição
25,1 cm x 16,9 cm
24 págs.
subtítulo: Resposta ás fantasias de um censor
exemplar estimado, discretos e ocasionais restauros; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Resposta do honesto investigador José Leite de Vasconcelos a um tal heráldico G. L. Sanctos Ferreira, que lhe denegrira a obra Religiões da Lusitânia, dado o tal, «cheio como está de dogmatismo», e cujo «trabalho d’elle não se [basear] em principios scientificos» mas «apenas na imaginação», de crível nada se lhe poder aproveitar.

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Filologia Barranquenha


J. LEITE DE VASCONCELLOS
nota de Gaspar Machado

Lisboa, 1955
Imprensa Nacional
1.ª edição
22,6 cm x 16,7 cm
XVIII págs. + 218 págs.
subtítulo: Apontamentos para o seu estudo
exemplar estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial de Gaspar Machado:
«Representa este volume o último trabalho preparado directamente pelo saudoso professor, que o deixara já entregue ao prelo após uma primeira revisão. [...]»

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Miscelânea Scientífica e Literária Dedicada ao Doutor J. Leite de Vasconcellos


aa.vv.

Coimbra, 1934
Imprensa da Universidade
1.ª edição
27 cm x 19 cm
VI págs. + 1 folha em extra-texto (retrato do homenageado) + 532 págs.
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição encabeçada por um título oportunista, sob o qual não se vislumbra que os doutos textos antologiados – nenhum de Leite de Vasconcelos – necessitassem do chapéu do mestre arqueólogo para se abrigarem... Entre muitos, de investigadores nacionais e estrangeiros, apenas alguns nomes ainda agora sobreviventes em terra própria: Mosés Bensabat Amzalak, Edgar Prestage, Afrânio Peixoto, J. A. Pires de Lima, Fortunato de Almeida, etc.

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Recordações de África



CARLOS ROMA MACHADO DE FARIA E MAIA
pref. Ernesto de Vasconcellos

Lisboa, 1930
Tipogr. e Papel. Carmona
2.ª edição
21,1 cm x 15,4 cm
400 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Gramática de Xironga (Landim)



JOSÉ LUÍS QUINTÃO

Lisboa, 1951
Agência Geral das Colónias
1.ª edição
23,4 cm x 16,7 cm
344 págs. + 1 desdobrável (mapa linguístico)
subtítulo: Contendo um grande número de exercícios, colecção de trechos para tradução, alguns contos do seu folclore e dois vocabulários: Português – Xironga e Xironga – Português
encadernação recente inteira em sintético com gravação a ouro na lombada
não aparado
conserva a capa anterior da brochura
exemplar estimado, capa da brochura manchada; miolo limpo, carta linguística e folhas confinantes aciduladas
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, março 20, 2019

Le Mozambique




[ANTÓNIO LOBO DE] ALMADA NEGREIROS

Paris, 1904
Augustin Challamel Éditeur, Librairie Maritime et Coloniale
1.ª edição
texto em francês
18,8 cm x 13,1 cm
206 págs. + 12 folhas em extra-texto + 1 desdobrável
subtítulo: Avec cartes et gravures hors texte (clichés extraits de la Dépêche Coloniale Illustrée)
ilustrado
encadernação em meia-inglesa gravada a ouro na lombada, relevo seco na pasta posterior identificando o encadernador Fausto Fernandes
pouco aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de D. Diogo de Marialva
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
peça de colecção
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um livro de versos do pai (1868-1939) de José de Almada Negreiros (1893-1970). António Lobo, para além de alto funcionário do Estado na colónia de São Tomé e Príncipe, foi reconhecido jornalista, prosador e poeta. Republicano activista e maçon, será ainda notado como coordenador da organização da Exposição Universal de Paris em 1900.

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Nós Matámos o Cão-Tinhoso!


LUÍS BERNARDO HONWANA
desenhos de Bertina

Lourenço Marques, 1964
s.i.
1.ª edição
18 cm x 12,2 cm
136 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
95,00 eur (IVA e portes já incluídos)

É um dos grandes livros da resistência cultural moçambicana. Honwana é o Luandino da “contra-costa”, ou, como muito bem sublinha Manuel Ferreira (ver Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, Instituto de Cultura Portuguesa, vol. II, Lisboa, 1977):
«[...] A grande revelação [...]. Pode dizer-se que, com ele, se retoma a estrada real da narrativa moçambicana [...]. Excelente narrador, experiência pessoal vivida na sua própria condição de negro, Luís Bernardo Honwana, apesar da sua juventude (as narrativas foram redigidas algumas, cremos, por volta de 18 anos de idade) faz do universo moçambicano o centro da análise das suas narrativas. A relação dialética colonizado / colonizador é dada, pelas formas mais subtis, através de várias personagens e situações. Situações de exploração, de incompreensão, de injustiça, de alienação, desalienação, e do sonho e da esperança. [...]»

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Nós Matámos o Cão Tinhoso



LUIS BERNARDO HONWANA
capa de Eugénio Lemos

Lourenço Marques, 1975
Académica, Lda.
3.ª edição (revista)
21,2 cm x 14,2 cm
128 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Nós Matámos o Cão-Tinhoso!


LUIS BERNARDO HONWANA
grafismo de João Machado

Porto, 1972
Afrontamento
2.ª edição (revista)
18,2 cm x 10,4 cm
152 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Papá, Cobra e Eu


LUÍS BERNARDO HONWANA

Lobito, 1975
Cadernos Capricórnio
1.ª edição
20,9 cm x 15,1 cm
20 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Estranha Aventura



GUILHERME DE MELO
capa e ilust. Garizo do Carmo

Beira (Moçambique), 1961
edição do «Notícias da Beira»
1.ª edição
18,8 cm x 13,7 cm
252 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
140,00 eur (IVA e portes incluídos)


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