vergílio ferreira
ilust. Júlio Resende
grafismo de Armando Alves
s.l. [Porto], 1993
Edições ASA
edição monumental
295 mm x 232 mm (estojo)
224 págs. (12 das quais com cromos colados)
profusamente ilustrado a cor
impresso a cinza sobre papel Marina
encadernação editorial inteira em tela gravada a seco na pasta anterior e na
lombada, cromo impresso a cor colado na pasta anterior, sobrecapa polícroma
volume protegido por estojo editorial em tela gravada a seco
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
120,00 eur (IVA e portes incluídos)
De
uma entrevista concedida pelo Autor ao jornalista Francisco José Viegas para a
revista Ler (Primavera de 1988):
«[...] P.
— Que significado dá à expressão “para sempre”?
R. — Não sei. Você faz-me uma pergunta agora, e agora é que eu tenho de
pensar...
P. — Claro...
R. — Não sei... é uma certa dose de nostalgia, de fim de vida que se realizou
completamente. É isso. Completamente. É a historia de um homem que fechou o
ciclo da vida e que rememora, procurando cortar um pouco o mel e a doçura desse
prazer da evocação com acidez e ironia.
P. — Por que
razão insistiu nessa versão da vida com este novo título, Até ao Fim?
R. — Porque eu queria dizer, de algum modo, que a destruição dos valores (que é
o que marca de um modo geral, os actos que hoje dominam certas áreas da juventude)
é uma coisa terrível. E queria, por uma razão de amizade para com o António
Ramos Rosa, encontrar um verso dele que significasse isso, que dissesse isso. E
foi: “perseguido até ao fim, acho o mar”. Este verso resume o meu objectivo.
Achar o mar como um símbolo, como uma metáfora dessa alegria, que é a alegria
da pacificação, da eternidade, da plenitude, da juventude plena. Depois há
outra coisa, evidentemente: eu quis sempre que os títulos dos meus livros
tivessem alguma coisa de si próprios, um certo valor estético. Não me
interessam os títulos puramente designativos, como o rótulo de um frasco. Quero
que o título seja em si mesmo um sinal e um valor estético e poético. Que fosse
uma abertura, um começo de um poema. [...]»
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telemóvel: 919 746 089 [chamada para rede móvel nacional]
sábado, abril 25, 2026
Para Sempre
terça-feira, março 10, 2026
Estudos sobre Vergílio Ferreira
HELDER GODINHO, org. e pref.
capa e grafismo de Armando Alves
Lisboa, 1982
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª edição
240 mm x 150 mm
582 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)
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terça-feira, janeiro 06, 2026
Cântico Final
VERGÍLIO FERREIRA
Manuel Guimarães
sobrecapa e grafismo de Luiz Duran
Lisboa, 1975
Editora Arcádia, S.A.R.L.
4.ª edição («revista incluindo documentos sobre o filme de Manuel Guimarães,
textos de Lauro António e Vergílio Ferreira, fotografias, guião»)
211 mm x 140 mm
342 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado
encadernação editorial gravada a branco na lombada, sobrecapa impressa a duas
cores directas
exemplar estimado, sobrecapa ligeiramente gasta ao longo dos bordos superior e
inferior; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
Romance de reflexão fortemente existencialista, a que a adapção cinematográfica
de Manuel Guimarães (com montagem final do seu filho Dórdio Guimarães, por
morte do realizador) não fez justiça. Não por acaso Vergílio referiu, no seu Conta-Corrente, que de um filme assim
«difícil» só poderia sair algo «Ou [...] bom ou péssimo. Deste livro não se
pode extrair um filme simplesmente “razoável”. Só um Ingmar Bergman estaria à
altura de Bom. [...]»
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Cântico Final
VERGÍLIO FERREIRA
sobrecapa do pintor surrealista [Marcelino] Vespeira
Lisboa, s.d. [1959]
Editora Ulisseia
1.ª edição
204 mm x 137 mm
2 págs. + 224 págs.
capa impressa a negro e relevo seco, sobrecapa polícroma
exemplar estimado, pequenas raspadelas na sobrecapa; miolo irrepreensível
95,00 eur (IVA e portes incluídos)
Romance de reflexão fortemente existencialista, a que a adaptação cinematográfica de Manuel Guimarães (com montagem final do seu filho Dórdio Guimarães, por morte do realizador) não fez justiça. Não por acaso Vergílio referiu, no seu Conta-Corrente, que de um filme assim «difícil» só poderia sair algo «Ou [...] bom ou péssimo. Deste livro não se pode extrair um filme simplesmente “razoável”. Só um Ingmar Bergman estaria à altura de. Bom. [...]»
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sábado, novembro 08, 2025
Aparição

VERGÍLIO FERREIRA
capa do pintor António Charrua
Lisboa, s.d. [1959]
Portugália Editora
1.º edição
193 mm x 131 mm
260 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
carimbo de Oferta dos Editores no ante-rosto
150,00 eur (IVA e portes incluídos)
É o livro mais conhecido do Autor, que não o mais importante. Mas foi Prémio Literário Camilo Castelo Branco. E é o livro em que Vergílio mais consistentemente se afasta do neo-realismo.
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domingo, agosto 24, 2025
Signo Sinal

VERGÍLIO FERREIRA
capa de Luís Duran
Amadora, 1979
Livraria Bertrand, SARL
1.ª edição
212 mm x 140 mm
244 págs.
exemplar como novo, sem qualquer marca de quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)
Da contracapa, uma passagem do livro:
«[...] E, com efeito, as obras recomeçaram. Outra vez os operários regressavam dos subsídios de desemprego e dos retroactivos salariais, o comércio reanimou, havia putas novas vindas de fora. E imediatamente pás, picaretas e escavadoras, os cilindros de terraplanagem, uma grande rede de trincheiras foi-se abrindo para os alicerces. [...] Então olhava com terror e maravilha os construtores do destino, delegados visíveis de uma ordem antiquíssima, mandatários de um império oculto, realizadores magníficos dos sinais tangíveis do signo que nos marcou. [...]»
sexta-feira, junho 27, 2025
Pena de Morte
Coimbra, 1967
Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
1.ª edição
3 volumes (completo)
multilingue português – francês – inglês – alemão – castelhano – italiano
242 mm x 170 mm
[12 págs. + 412 págs.] + [8 págs. + 562 págs.] + [8 págs. + 5 folhas em extra-texto + 152 págs.]
subtítulos: Colóquio Internacional Comemorativo do Centenário da Abolição da Pena de Morte em Portugal: I e II – Comunicações; III – Relato das sessões e conclusões do Colóquio
ilustrado (III vol.)
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
carimbos de posse nas primeiras páginas
130,00 eur (IVA e portes incluídos)
Nas intervenções, figuram os nomes, entre muitos outros, nomeadamente estrangeiros, de Miguel Torga, Vergílio Ferreira, Boaventura de Sousa Santos, e Guilherme Braga da Cruz.
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sábado, janeiro 18, 2025
Manhã Submersa
pref. A. Lopes
capa de Paulo-Guilherme
Lisboa, s.d.
Portugália Editora
2.ª edição
201 mm x 139 mm
224 págs.
encadernação inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar estimado, capa de brochura com pequenos defeitos; miolo limpo
carimbo de posse no frontispício
60,00 eur (IVA e portes incluídos)
Trata-se do livro mítico deste prosador, que esteve na origem do filme homónimo realizado por Lauro António, em que o próprio Vergílio Ferreira surge como actor a protagonizar a figura do reitor de seminário. A ferocidade autobiográfica, de ambos – livro
e filme –, transporta-nos ao tempo em que imperou no país uma tirania “pedagógica” de internato sob a mão da Igreja. Para quem frequentou o Liceu Camões em Lisboa nos últimos anos da ditadura fascista, essa figura evoca de imediato aquele Dr. Joaquim Sérvulo Correia que, sob laicos puxões de orelhas, punha na ordem nova alguns futuros líderes da nação. Vergílio Ferreira, aí leccionando na altura, bem lhe decalcou os tiques e a indisfarçável hipocrisia, na composição do seu personagem cinematográfico.
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segunda-feira, outubro 21, 2024
Sobre o Rosto da Terra [livro impresso e dactiloescrito]
posfácio de Vergílio Ferreira
Covilhã, 1961
Livraria Nacional
1.ª edição
211 mm x 143 mm (estojo)
32 págs. + 2 extra-textos de Manuel Baptista
é o n.º 1 da colecção Pedras Brancas
exemplar bem conservado
[junto com 1 pasta de arquivo com o respectivo dactiloescrito]
31 cm x 24,5 cm
13 folhas A4 apenas escritas de um lado
alguns poemas apresentam emendas a tinta que são do punho do poeta; verificámos alterações da versão dactiloescrita para o livro impresso, quer de pormenor, quer de cortes de versos, quer do alinhamento dos poemas – a mais importante das quais reside na mudança do título do livro
exemplar em bom estado de conservação
lote acondicionado num magnífico estojo artístico em tela negra impressa a vinil
500,00 eur (IVA e portes incluídos)
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domingo, setembro 01, 2024
Estrela Polar

VERGÍLIO FERREIRA
capa de João da Câmara Leme
Lisboa, s.d. [1962]
Portugália Editora
1.ª edição
193 mm x 132 mm
320 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
Segundo declaração do próprio autor, na página biográfica, este livro continua um seu romance anterior, Aparição. Cite-se: «[...] Com efeito, à revelação da “pessoa” humana (não a física, nem a psíquica, mas a metafísica) sucede agora a obsessão de transmiti-la a outrem e de aceder à desse outrem. [...]»
Carta ao Futuro
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quarta-feira, junho 14, 2023
Apenas Homens
Lisboa, 1972
Editorial Inova Limitada
1.ª edição
22,5 cm x 14,5 cm
104 págs.
capa e direcção gráfica de Armando Alves
subtítulo: E Outros Contos
exemplar muito estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)
Reunião de contos inéditos daquele que representou, relativamente ao dogma neo-realista, a fuga para a frente, sob os auspícios do existencialismo francês.
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domingo, outubro 02, 2022
Nítido Nulo
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quinta-feira, fevereiro 24, 2022
Do Mundo Original
VERGÍLIO FERREIRA
capa de Carlos de Almeida
Coimbra, 1957
Vértice
1.ª edição
188 mm x 120 mm
180 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo, papel acidulado
27,00 eur (IVA e portes incluídos)
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quinta-feira, novembro 14, 2019
Critério – Revista Mensal de Cultura

Lisboa, Novembro de 1975 a Novembro de 1976
dir. João Palma-Ferreira e Alexandre O’Neill (até ao n.º 6)
dir. Cardoso Ferreira (n.º 7 e n.º 8)
8 números (colecção completa)
29,3 cm x 22 cm (estojo)
8 x 64 págs.
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
acondicionados em elegante estojo próprio de fabrico recente
160,00 eur (IVA e portes incluídos)
Colaboração, entre outros, de Vitorino Magalhães Godinho, Miguel Torga, António José Saraiva, Vergílio Ferreira, José Martins Garcia, Antonio Tabucchi, Jorge de Sena, Eduardo Lourenço, José-Augusto França, Vaclav Havel, Ruy Cinatti, Fraústo da Silva, David Mourão-Ferreira, Álvaro Guerra, Mário Cesariny, Orlando Ribeiro, João Gaspar Simões, Iva Delgado, Sophia de Mello Breyner Andresen, J. S. da Silva Dias, Helder Godinho, Carlo Vittorino Cattaneo, Nora Mitrani, etc.
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quinta-feira, agosto 01, 2019
Alegria Breve
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Cartas a Sandra
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terça-feira, janeiro 15, 2019
Aparição
VERGÍLIO FERREIRA
capa de Sebastião Rodrigues
Lisboa, 1960 (Junho)
Portugália Editora
2.ª edição
194 mm x 130 mm
292 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
inclui caderno-encarte promocional da editora
27,00 eur (IVA e portes incluídos)
Segundo João Gaspar Simões, em palavras suas que o editor puxou para a badana, este romance é um caso «[...] tão extraordinário que vale a pena compará-lo com o desse outro romance a que a nossa literatura deve a implantação do realismo em Portugal. De facto, na minha opinião, a “réussite” de Vergílio Ferreira só é comparável com a de Eça de Queirós ao escrever a primeira versão de O Crime do Padre Amaro.»
Do livro, uma passagem:
«[...] Acendo um cigarro, fico-me a olhar o incêndio. Lembra-me imagens da guerra, de cidades bombardeadas. Alguém deve ir pegando o fogo por sectores, estabelecendo linhas de chamas que o vento vai impelindo. O campo arde vastamente, como numa destruição universal. Quase ouço o crepitar das chamas como o fervor final de uma inundação. Sinto-me só e nu, escapado ao desastre. Mas esta nudez que eu algum dia julguei possivelmente coberta pela compreensão dos outros, esta redução extrema às minhas raízes, esta solidão inicial de quem não pode esquecer a sua pobre condição é o sinal humilde e amigo de que à vida que me deram a não repudiei, de que cuidei dela, a não perdi, a levo comigo nesta viagem breve, a aceito ao meu olhar de fraternidade e perdão... A noite avança, a minha cidade arde sempre. Vou fundar outra noutro lado. Mas não sabia eu que ela devia arder? Acaso será possível construir uma cidade como a imagino, a Cidade do Homem? Acaso não dura ela em mim, no meu sonho, apenas porque a penso sem consequências, a imagino, a não vivo, lhe não exijo responsabilidades? Não o sei, não o sei...»
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sexta-feira, julho 28, 2017
O Existencialismo É um Humanismo
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sábado, janeiro 16, 2016
Apelo da Noite

VERGÍLIO FERREIRA
capa de João da Câmara Leme
Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 13,4 cm
280 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
55,00 eur (IVA e portes incluídos)
Do notável Posfácio do autor:
«[...] E eis que a arte conquista assim, no mundo de hoje, uma necessidade imprevista, uma virulência única. Por sobre todos os terrorismos, no silêncio final de cada hora que nos espera a todos, se nos não esquecemos, ela ergue a sua voz da vitória de nós próprios, da vitória da verdade que os “astros” para nós “conjugaram”, da iluminação da certeza que nenhuma estratégia pode disfarçar. Mundo da liberdade, porque da criação, da autenticidade, mundo da evidência, porque da convicção, mundo da conquista, porque da invenção das origens – ela revela-se ainda, quantas vezes na dor, o mundo da moralidade, ou da santidade, porque da assunção iluminada de nós próprios, e dos graves riscos disso. Que a arte seja para o artista um “ponto de chegada” [...], e um “ponto de partida” quando muito para os outros – é uma questão que fica à margem da própria arte. Que um homem actue depois de ver, é um problema do homem, não um impedimento da arte. E no entanto, sim, alguma coisa na arte se transcende do imediato para lhe descobrir a verdade primeira e para assumir esse imediato no que lhe é humano. Um crime em arte não é menos crime. Somente pode acontecer, sim, que deixe aí de nos falar ao ódio, para nos falar ao remorso e à piedade; somente pode acontecer que em vez de odiarmos aí os homens, tenhamos pena do Homem. Mas será então longa a distância que vai da arte à justiça, ao amor, à fraternidade? Se o fosse, seria fácil construir uma grande obra de arte sobre a injustiça. Mas ninguém a construiu ainda – alguém já no-lo lembrou...»
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