domingo, setembro 30, 2018

Roteiro da Ribeira Lima



CONDE D’AURORA

Porto, 1939
Domingos Barreira - Editor | Livraria Simões Lopes
2.ª edição («revista e muito aumentada»)
18,5 cm x 12,5 cm
264 págs. + 2 desdobráveis em extra-texto
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de D. Diogo da Casa Marialva
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da «Sinfonia de Abertura» tecida por José de Sá Coutinho da Costa de Sousa de Macedo Sottomayor Barreto, 2.º conde de Aurora, nacionalista e juiz nortenho, tal como figura na 1.ª edição da vertente obra:
«[...] Não me lembro agora onde é que o grande pensador latino Leon Daudet descreve a influencia dos rios na população de suas ribeiras. Mas que importa, se é facto bem demonstrado e sabido que os grandes cursos de agua são directrizes gerais de civilizações. E como é profunda a influencia da beleza e encanto particular de certos rios nas populações de seus vales! Ora de poucos no mundo se póde gabar tanto a formosura como a do Lima, mitologico e lendario.
Nas paginas que vão seguir tentei traçar a ementa do erudito passeio de um dilettanti na Ribeira Lima, peregrinando-a garreteanamente, como dizia Sardinha, o nosso grande emotivo da neo-renascença. [...]»

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Mal Notadas Letras


CONDE D’AURORA

Porto, s.d. [1951]
Livraria Simões Lopes
1.ª edição
19,7 cm x 13,2 cm
224 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«[...] A sua obra, que abrange vários géneros literários, obedece formalmente aos cânones do realismo, ao mesmo tempo que denota a intenção do autor de defender os valores do tradicionalismo cultural, nomeadamente os do regionalismo. [...]»

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O Douro Litoral


CONDE D’AURORA, org., pref. e notas

Lisboa, s.d.
Livraria Bertrand
1.ª edição
17,5 cm x 12 cm
208 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
discreta assinatura de posse no canto superior direito do ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

É vasta a montra de escritores escolhidos pelo conde, a fim de figurarem na presente antologia regional. Desde D. Francisco de Sá e Meneses ao abade de Jazente, de Garrett a Camilo e a Eça, de Leite de Vasconcelos a Raul Brandão, de Aquilino a Abel Salazar, ou a José Régio, e muitos outros, todos de algum modo se referiram nas suas obras à região em título.

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Aguarelas de Lisboa


JOSÉ DIAS SANCHES

Lisboa, 1942
Grupo «Amigos de Lisboa»
1.ª edição
26,6 cm x 20,1 cm
24 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o próprio autor, trata-se aqui de «[...] uma despretenciosa palestra sôbre alguns motivos do passado [...]». Começa, pois, a sua intervenção pública com a descrição de uma caçada real setecentista na Tapada da Ajuda, passando logo à notícia de várias procissões, porque as «[...] procissões efectuadas em Lisboa desde a conquista da cidade aos mouros até fins do século XVIII, são preciosos motivos para uma reconstitüição do passado. || Nas procissões estudamos os trajos, os usos, os costumes, os ritos, as pragmáticas, em suma, comparamos as épocas. [...]» E sempre tendo em vista essa busca do passado que fez de nós o que somos no presente, Dias Sanches segue descrevendo a vida nos mercados locais: «[...] É nas ruas da cidade que continuamos a pintar as aguarelas de lisboetas. || É nas ruas que copiamos a vida regional, vida popular, aquela vida que se agita como nervos duma terra que trabalha de sol a sol. || As feiras de Lisboa são belos modelos, são óptimos motivos para hoje reconstituirmos, como admiráveis quadros bairristas, a-pesar dos escassos informes da sua história nos impedirem uma visibilidade lucida e definida. [...]»

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Vida e Arte do Povo Português






FRANCISCO LAGE
LUÍS CHAVES
et alii
pref. António Ferro
desenhos de Paulo Ferreira
fotografias de Mário Novais

Lisboa, 1940
Secretariado da Propaganda Nacional – Secção de Propaganda e Recepção da Comissão Nacional dos Centenários
1.ª edição [única]
32,5 cm x 25,7 cm
6 págs. + 266 págs.
capa de brochura impressa a cinco cores directas e gravação a seco imitando o rendilhado de um napperon
impresso a cor sobre papel superior creme
soberba encadernação coeva em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada e nos remates da pele em ambas as pastas
não aparado, conserva as capas de brochura e a respectiva lombada
carminado à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta colado no verso da primeira folha-de-guarda o ex-libris de Pinto Soares
PEÇA DE COLECÇÃO
395,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de culto, publicada no contexto da Exposição do Mundo Português, é um dos mais notáveis exemplos da exuberância das artes gráficas estatais nessa época. Entre outros, colaboram no volume Rocha Madahil, Luís de Pina, Vergílio Correia, Tude de Sousa, Cardoso Marta, o padre Moreira das Neves, etc.

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sábado, setembro 29, 2018

Helena Almeida [catálogo]



DELFIM SARDO

Lisboa, 2004
Bial / Centro Cultural de Belém
1.ª edição
26,4 cm x 21,3 cm
220 págs.
bilingue (português / inglês)
subtítulo: Pés no chão, cabeça no céu / Feet on the ground, head in the sky
cartonagem editorial com folhas de guarda impressas
exemplar como novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Desta peculiar artista diz-nos o ensaísta:
«[...] será que o importante é o gesto, a atitude, a performance que as imagens registam e estas não são mais do que documentação, ou, pelo contrário, é no plano da fotografia que se passa a intensidade da sua proposta? Ou a fotografia surge como um avatar, um duplo da pintura e do desenho – embora por formas e através de dispositivos completamente diversos – multiplicando uma trama irónica a propósito dos problemas e das questões de representação? Imagino sempre o trabalho da artista na mesma instância que o estatuto dos desenhos de Trisha Brown, que a coreógrafa e bailarina produz em resultado de uma movimentação sobre um suporte colocado no chão, que testemunha e deixa ver as marcas deixadas pelos gestos. É de tal forma próximo – ou assim imagino – que me parece quase tocarem-se na indecisão que provocam no espectador quando os observa. Estou a ver desenhos ou meras marcas de um momento mais importante, mais profundo, mais denso, mais primevo? [...]»

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sexta-feira, setembro 28, 2018

Paulo e Virginia


BERNARDIN DE SAINT-PIERRE
trad. Alfredo Alves e Bulhão Pato

Lisboa, 1903
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
s.i.
27,3 cm x 20 cm
XXX págs. + 2 págs. + 232 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
impresso sobre papel superior
luxuosa encadernação editorial inteira em tela gravada a ouro, negro, vermelho, azul e dois verdes na pasta anterior, gravada somente a ouro na lombada e na pasta posterior
corte das folhas dourado
exemplar muito estimado, contracapa suja; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Com esta obra de grande êxito nos finais do século XVIII, indo ao encontro dos ensinamentos filosóficos de Jean-Jacques Rousseau, Bernardin de Saint-Pierre (1737-1814) viu-se traduzido por quase toda a Europa de então.

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Terra Fria [junto com cartaz da adaptação cinematográfica]



FERREIRA DE CASTRO
António Campos, realizador

Lisboa, 1934 (livro) e 1991 (filme)
Editorial «Seculo» | Inforfilmes
1.ª edição
[18,4 cm x 11,9 cm (livro)] + [99 cm x 68 cm (cartaz)]
352 págs. + 1 cartaz
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a relevo seco e ouro nas pastas e na lombada, autenticada Santos Encadernador na pasta posterior
conserva a capa anterior da brochura
cartaz impresso em serigrafia
exemplares estimados; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do Pórtico, redigido pelo autor:
«[...] É, especialmente, nas gentes que vivem entre cadeias de montanhas que vamos encontrar, de novo, o homem metido em si proprio, o homem que reduziu o enigma do infinito a uma simples crença, e a colocou ao canto da alma como um bordão, para se servir dela nos momentos de vicissitude ou quando a morte lhe bate á porta. Tradicionalista, página viva de antropologia, a sua atitude ante o mundo de hoje dir-se-á igual á dos seus maiores perante o mundo de ontem e de todos os dias que já se perderam no cinerario do tempo. Mas não é assim. Agora e logo, nêste raciocinio, naquela fala, no desenrolar das ambições e dos intentos, descobre-se a força da evolução que o vai penetrando, hoje um pouco,  amanhã mais, num trabalho lento de pua furando granito.
[...] Dir-se-á que encontramos, nesses homens, farrapos da vida de todos nós, que foram abandonados ao longo da inermina jornada, de geração para geração, de século para século, porque todos nós, um dia, teriamos sido assim. E surge, então, como que um sentimento de preterita fraternidade, que se projecta no presente, abrindo-se em compreensão e em amôr. [...]»

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A Jangada de Pedra [junto com cartaz da adaptação cinematográfica]



JOSÉ SARAMAGO
George Sluizer, realizador

Lisboa – Portugal | Índia, 1986 (livro) e 2002 (filme)
Editorial Caminho | MGS Film
1.ª edição
[21 cm x 13,5 cm (livro)] + [97 cm x 68 cm (cartaz)]
332 págs. + 1 cartaz
cartaz impresso em offset
exemplares estimados; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do discurso pronunciado na Academia Sueca por altura da atribuição do Prémio Nobel:
«[...] Fruto imediato do ressentimento colectivo português pelos desdéns históricos da Europa (mais exacto seria dizer fruto de um meu ressentimento pessoal...), o romance que então escrevi – A Jangada de Pedra – separou do continente europeu toda a Península Ibérica para a transformar numa grande ilha flutuante, movendo-se sem remos, nem velas, nem hélices[,] em direcção ao Sul do mundo, “massa de pedra e terra, coberta de cidades, aldeias, rios, bosques, fábricas, matos bravios, campos cultivados, com a sua gente e os seus animais”, a caminho de uma utopia nova: o encontro cultural dos povos peninsulares com os povos do outro lado do Atlântico, desafiando assim, a tanto a minha estratégia se atreveu, o domínio sufocante que os Estados Unidos da América do Norte vêm exercendo naquelas paragens... [...]»
A versão cinematográfica, entregue ao realizador alemão George Sluizer (1932-2014), foi produzida pela MGS Film, uma fábrica desses filmes indianos que inundam o mercado oriental (e por todo o mundo onde aterrem hindus), esse género xaroposo cor-de-rosa conhecido por bollywood.

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Shakespeare Never Did This [junto com] Bukowski: Born Into This




CHARLES BUKOWSSKI
ilust. Michael Monfort (fotografias)
John Dullaghan (realizador)

São Francisco (Califórnia), 1979 (livro)
USA, 2003 (dvds)
City Lights Books (livro)
Pretty Pictures | Wild Side Video (dvds)
1.ª edição
texto e som em inglês
[20,3 cm x 25,4 cm (livro oblongo)] + [19 cm x 13,5 cm (dvds)]
[120 págs. (não num.)] + [2 dvds dolby digital região 2]
profusamente ilustrado (livro)
exemplar estimado; miolo limpo
dvds como novos
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Resultado de uma digressão poética de Charles Bukowski pela Europa, com leituras, entrevistas e mesas redondas, um pouco por todas as suas principais cidades, o livro, escrito em tom sardónico na primeira pessoa, à maneira de um diário de viagem, ou de uma meditação em trânsito, vem enriquecido com fotografias captadas, ora ao correr do tempo, ora no calor dos acontecimentos. O duplo-dvd, aqui junto, ilustra, num excelente documentário e vários extras, a natureza desse escritor norte-americano, sempre e quando a alcoolémia o inclina para a partilha da sua criação literária. Grotesco muitas vezes, num lirismo desesperado quase sempre, a pontos de poder ser expulso de um programa televisivo parisiense, que, supostamente, consagraria a sua reputação no Velho Continente, o que aconteceu no Apostrophe em 1978 (documento incluído nos dvds).

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terça-feira, setembro 25, 2018

O Mistério do Graal


JULIUS EVOLA
trad. Maria Luísa Rodrigues de Freitas

Lisboa, 1978
Editorial Vega
1.ª edição
20,3 cm x 14,5 cm
260 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Barão Giulio Cesare Andrea Evola (1898-1974), filósofo esotérico italiano, ficou também conhecido como mentor do neofascismo europeu.

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domingo, setembro 23, 2018

Júlio Pomar


HELENA VAZ DA SILVA
grafismo de José Cândido

Lisboa, 1980
Edições António Ramos
1.ª edição
22,1 cm x 20,5 cm
112 págs.
profusamente ilustrado
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entrevista com o pintor, em torno das suas vida e obra, conduzida pela jornalista Helena Vaz da Silva.

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Emigrantes



FERREIRA DE CASTRO
posfácio inédito do Autor
capa e ilustrações de Júlio Pomar
orientação gráfica de Câmara Leme

Lisboa, Dezembro de 1966
Portugália Editora
1.ª tiragem da presente edição, que surge entre a 13.ª e a 14.ª edições da Guimarães Editores
27,3 cm x 20,2 cm
308 págs. + 12 folhas em extra-texto (ilustrações) cobertas por folha de cristal
ilustrado no corpo do texto e em separado; impressão sobre papel superior; exemplar muito estimado, acondicionado em estojo editorial um pouco gasto
VALORIZADO PELA ASSINATURA MANUSCRITA DO AUTOR NA PORTADA
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição de luxo comemorativa dos cinquenta anos de vida literária do Autor.

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O Barão



BRANQUINHO DA FONSECA
ilust. Júlio Pomar

Lisboa, 1959
Portugália Editora
3.ª edição [1.ª edição ilustrada]
23,8 cm x 17,5 cm
70 págs. + 20 folhas em extra-texto (10 gravuras + 10 folhas-de-guarda legendadas)
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 70 da tiragem comum declarada de 650 exemplares impressos sobre papel offset creme de 120 g
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inicialmente publicada sob o pseudónimo António Madeira, esta basto conhecida novela (também teve versão teatral), que caracteriza a matriz literária dos prosadores do grupo da Presença, no seu realismo introspectivo, surge aqui em edição de luxo magistralmente ilustrada por Pomar num estilo fechado, soturno, à maneira dos Caprichos de Goya.

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Mar Santo




BRANQUINHO DA FONSECA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1964
Portugália Editora
3.ª edição
19,4 cm x 13,1 cm
196 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO EDITOR AGOSTINHO FERNANDES
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Mar Santo


BRANQUINHO DA FONSECA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1964
Portugália Editora
3.ª edição
19 cm x 13,5 cm
196 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana da edição original:
«Mar Santo é uma expressão da gente da Nazaré. É na Nazaré que a acção decorre. Da sua estadia naquela praia, nos anos 1937 a 1940, onde se demorou no exercício de funções públicas que exigiam um contacto frequente com a classe piscatória, trouxe Branquinho da Fonseca uma vasta documentação etnográfica e filológica que lhe serviu agora de base para este romance. [...]
Ao escritor interessou a humanidade e a poesia do drama da gente da Nazaré, diverso e de cores cortadas como os seus trajes de escossês [...].»

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Malta Brava



ALEXANDRE CABRAL
ilust. Júlio Pomar

Lisboa, 1955
ed. Autor / Centro Bibliográfico – Distribuidores
1.ª edição
19,4 cm x 14 cm
200 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alexandre Cabral, e por vezes Z. Larbak, foram pseudónimos de José dos Santos Cabral (1917-1996), que não apenas se destacou como camilianista, tendo sido também um nome tido em conta nos meios estéticos e políticos neo-realistas.

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Tauromagia


ALBERTO DE LACERDA
ilust. Júlio Pomar

Lisboa, 1981
Contexto, Editora, Lda.
1.ª edição
22,1 cm x 15,5 cm
40 págs.
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Aforismos Mágicos | D. Quixote e os Touros


ANTÓNIO OSÓRIO
JÚLIO POMAR

Mafra, 1998
Edições ELO
2.ª edição [1.ª edição conjunta ilustrada]
24 cm x 17 cm
152 págs.
ilustrado
exemplar como novo
VALORIZADO PELAS ASSINATURAS DOS DOIS AUTORES
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reedição conjunta dos livros Aforismos Mágicos, originalmente publicado no Porto pela Gota de Água, em 1985, e Ofício dos Touros, antes publicado em Lisboa pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda, em 1991.

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Aforismos Mágicos | D. Quixote e os Touros


ANTÓNIO OSÓRIO
JÚLIO POMAR

Mafra, 1998
Edições ELO
2.ª edição [1.ª edição conjunta ilustrada]
24 cm x 17 cm
152 págs.
ilustrado
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Burro-em-pé


JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Sebastião Rodrigues
ilust. Júlio Pomar

Lisboa, 1979
Moraes Editores
1.ª edição
24 págs. + 15,7 cm
176 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Diálogo em Setembro


FERNANDO NAMORA

Mem Martins, 1966
Publicações Europa-América
1.ª edição (exemplar amostra)
20,8 cm x 14,2 cm
548 págs.
subtítulo: Crónica romanceada
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo no geral limpo, um ou outro traço a tinta à margem assinalando passagens relevantes do texto
PEÇA DE COLECÇÃO
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma da poucas cópias de pré-impressão do livro, destinadas à imprensa literária, eventualmente também à captação de encomendas no circuito livreiro, e como tal é assumida na capa: «Este exemplar, que não tem a apresentação definitiva da edição, é apenas destinado à crítica. | Esta obra ainda não foi posta à venda.» Sabe-se, entretanto, que o envio destes exemplares para os jornais era acrescido de fotografia do escritor e de um resumo laudatório de livro e autor, que, dada a preguiça (ou a cobardia) intelectual da imprensa estipendiada, acabava por ser aí integrado como, quiçá insuspeita, opinião crítica.

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Marketing


FERNANDO NAMORA

Mem Martins, 1969
Publicações Europa-América
1.ª edição
21,1 cm x 14,2 cm
192 págs.
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Incursão poética do prosador Fernando Namora (1919-1989), a segunda, que, segundo a nota editorial nas badanas, «[...] é, portanto, um livro sibilino, sarcástico e magoado, onde, em súbitos relâmpagos, a imagem do poeta adquire as proporções admiráveis de um espectador atento mas nauseado com o triste espectáculo de um tão triste viver que da vida colhe apenas os louros da derrota. [...]»

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Cidade Solitária


FERNANDO NAMORA
capa e sobrecapa de V. Palla

Lisboa, 1959
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
19,9 cm x 12,3 cm
300 págs.
encadernação editorial impressa com sobrecapa polícroma
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, setembro 21, 2018

Voyage Autour de Ma Chambre, suivi du Lépreux de la Cité d’Aoste



[XAVIER DE MAISTRE]

São Petersburgo, 1812 e 1811
Imprimerie de Pluchard et Comp.
[1.ª edição conjunta dos dois livros, sendo 1.ª edição absoluta do segundo livro]
2 livros em 1 volume (ambos publicados sem nome de autor)
15,1 cm x 10,3 cm
194 págs. + 66 págs.
encadernação inteira em pele com nervuras muito pronunciadas e ferros a ouro na lombada, folhas de guarda em papel de fantasia debruadas com filete a ouro; assinada Invicta Livro no bordo inferior do verso da pasta dianteira
pouco aparado
exemplar muito estimado, com discreto restauro nas primeiras folhas
ex-libris do escritor Joaquim Pessoa colado no verso da primeira folha de guarda
peça de colecção
300,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o prefaciador [Vitor Silva Tavares] da moderna tradução portuguesa (& etc, Lisboa, 2002) ao pô-lo de par com Laurence Sterne:
«[...] Um pouco adiantado ao espírito da época, que em breve seria já decididamente “romântico” até por imperativos “revolucionários”, não é de espantar que Xavier de Maistre e, sobretudo, a sua Viagem à Roda do Meu Quarto viessem a influenciar o nosso Almeida Garrett: visite-se as Viagens na Minha Terra (de 1846, isto é, cinquenta e um anos depois da Viagem do outro) e lá veremos em epígrafe e depois comentada logo no início do primeiro capítulo a obra de De Maistre, entretanto largamente difundida por toda a Europa culta.
Novo e mais amplo salto no tempo: numa linha que parece outra já distante do romantismo enquanto movimento literário e artístico, também José Cardoso Pires vem a estabelecer, n’O Delfim, uma (tornada óbvia) comparação com a viagem do diletante aristocrata: o parto narrativo do romance tem lugar, em boa medida, no quarto de pensão onde se aloja o narrador-escritor, posto este se distancie do “onanismo literário” atribuível àquele – ou àqueles que vieram a glosar em sequelas o modelo narrativo elaborado por De Maistre no seu texto inaugural.
O Leproso, esse, quer pelo “décor” (uma torre semi-arruinada), quer pelo estigma que pesa sobre o protagonista e o marginaliza socialmente, é já um texto marcadamente “romântico”, até pelo excesso. O seu sabor especial acentua, de certo modo, o espírito que já estava enunciado, com outra frescura, na Viagem

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Viagens na Minha Terra


ALMEIDA GARRETT
pref. Júlio Dantas

Porto, s.d. [circa 1930]
Lello & Irmão – Editores (Proprietários da Livraria Chardron)
s.i. [edição muito avançada no tempo, dado, por exemplo, a 6.ª edição datar de 1899]
2 volumes (completo)
16 cm x 10,8 cm
[XII págs. + 200 págs. + 1 folha em extra-texto] + [168 págs. + 1 folha em extra-texto]
encadernações editoriais em tela encerada com gravação a vermelho e ouro revestidas com sobrecapas impressas a cor
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição popular desta obra, da autoria de um liberal bem intencionado.

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Viagens na Minha Terra


ALMEIDA GARRETT
pref. e notas de José Pereira Tavares

Porto, 1974
Livraria Sá da Costa Editora
3.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
XXXIV págs. + 334 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
carimbo de oferta da Secretaria de Estado da Cultura no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de referência, da autoria de um liberal bem intencionado. Uma passagem de um dos primeiros capítulos:
«[...] Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. – No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas de dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico? [...]»
É pacífico concluir que a eficácia narrativa das Viagens consiste tanto no novo modelo verbal, inspirado na coloquialidade da fala «vulgar e corriqueira» (disse Aquilino Ribeiro), como no impressionismo pictórico que caracteriza o esboço de locais e horizontes. De facto, ele provou que a relação física do escritor com o espaço, com um ver deambulatório, com um trabalho de campo quase etnográfico e arqueológico, traz resultados positivos, sobremaneira naqueles períodos em que a escrita se converteu num estendal de truques retóricos e chavões estilísticos.

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Romanceiro


ALMEIDA GARRETT, visconde de

Lisboa, 1875
Imprensa Nacional
5.ª edição + 3.ª edição (I e II-III)
3 volumes (completo)
16,3 cm x 11,3 cm
[XXVI págs. + 272 págs.] + [L págs. + 314 págs.] + 312 págs.
subtítulos: I – Romances da Renascença; II e III – Romances Cavalherescos Antigos
encadernações editoriais em tela encerada, luxuosa gravação a ouro, negro e relevo seco nas pastas e lombadas
corte das folhas dourado
exemplares muito estimados; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Frei Luís de Sousa



ALMEIDA GARRETT
pref. Pedro Calmon
ilust. Antonio Valverde

Porto, 1965
Livraria Tavares Martins
[1.ª edição ?]
15,4 cm x 10,7 cm
2 págs. + 246 págs. + 7 folhas em extra-texto (policromias)
ilustrado
impresso sobre papel superior a duas cores
encadernação editorial em plástico relevado e gravado a ouro nas pastas e na lombada, folhas-de-guarda impressas
conserva as capas de brochura
capa anterior de brochura impressa a cor e relevo seco
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na contracapa da brochura
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Se a corrente literária designada por romantismo chegou a Portugal, em finais do século XVIII, principalmente por intermédio da marquesa de Alorna, é com o Catão de Garrett e, sobretudo, com a sua obra-prima Frei Luís de Sousa que, não só ele “inventa” o moderno teatro português, um género pedagógico eivado de nacionalismo, como firma a sua visão de homem político derrotado por um país cabralista de barões. «[...] Porque no Frei Luís de Sousa, e isto é muito importante, Garrett [...] faz também o processo do “sebastianismo”, demonstrando pelo absurdo os seus efeitos catastróficos. [...] Nenhum clarão de esperança brilha no fim solene do Frei Luís de Sousa: o mundo antigo esmaga o mundo novo quando este se constrói sobre um equívoco – quer dizer, quando não chega a criar as suas próprias estruturas. [...]» (José-Augusto França, O Romantismo em Portugal, vol. 1, Livros Horizonte, Lisboa, 1974)

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Morte di Camoens


ALMEIDA-GARRETT
trad. Domenico Perrero
pref. Joaquim de Araújo

Parma, 1898
Tipographia L. Battei
s.i. [1.ª edição em livro]
texto em italiano
18,3 cm x 12 cm
16 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO PREFACIADOR «AO DISTINCTO BIBLIOGRAPHO MARTINHO DA FONSECA»
ostenta no rosto o selo-branco de José Caetano Mazziotti Salema Garção
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Domenico Perrero (1820-1899), conhecido historiador italiano, foi também um admirador da cultura portuguesa, embora haja vertido para italiano esta obrinha de Garrett (que a publicou sob anonimato) no puro desconhecimento da respectiva autoria. Joaquim de Araújo (1858-1917) esclarece num sucinto prefácio a circunstância e elogiando-lhe o estilo.

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quinta-feira, setembro 20, 2018

História Secreta de Portugal


ANTÓNIO TELMO
pref. António Carlos Carvalho

Lisboa, 1977
Editorial Vega
1.ª edição
20,3 cm x 14,4 cm
168 págs. + 10 págs. em extra-texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Arte Poética



ANTÓNIO TELMO

Lisboa, 1963 [aliás, 1964]
Ed. Autor / Teoremas de Teatro
1.ª edição
19,2 cm x 14 cm
80 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A LOPO DE LAFÕES (1921-2008), 6.º DUQUE DE LAFÕES
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da introdução do próprio António Telmo (1927-2010):
«[...] este livro não obedece ao esquema construtivo habitual, não caminha das teses para as provas pelos argumentos: – é um livro mal escrito. Cremos, porém, que esse será o destino de todos os escritos que vierem a ser elaborados sobre Bergson e que pretendam interrogar para além do que foi definido pelos intérpretes. Não procurámos integrar o pensamento de Bergson dentro da história da filosofia; fizemos sempre por ver esse pensamento à luz da actualidade [...].»

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sábado, setembro 15, 2018

Ao Menos um Hipopótamo


NATÁLIA NUNES
pref. José Saramago
ilust. Lima de Freitas

Lisboa, 1967
Editorial Estúdios Cor
1.ª edição
18,7 cm x 12 cm
32 págs.
ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conto inédito especialmente destinado, por Natália Nunes (1921-2018), a brinde natalício da casa editora Estúdios Cor.

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