quinta-feira, agosto 31, 2017

Chronica Certa e Muito Verdadeira de Maria da Fonte [...]


[ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO]

Lisboa, 1846
Typographia Lusitana
1.ª edição
20,6 cm x 13,5 cm
60 págs.
subtítulo: [...] Escrevida por mim que sou seo tio, o Mestre Manoel da Fonte, sapateiro no Peso da Regua, dada á luz por um cidadão demittido que tem tempo para tudo
exemplar estimado, restauros na capa; miolo limpo
identificação do autor manuscrita a tinta em caligrafia antiga no frontispício
PEÇA DE COLECÇÃO
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor identificado por Inocêncio Francisco da Silva, no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo primeiro, Imprensa Nacional, Lisboa, 1858).

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Crónica Certa e Muito Verdadeira de Maria da Fonte


ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO
pref. e aparato de Fernando António Almeida

Lisboa, 1984
A Regra do Jogo, Edições
2.ª edição
20,6 cm x 13,9 cm
96 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

A esta reedição acrescentou o editor importantes auxiliares de leitura: um Glossário e um Índice Onomástico.

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A Maria da Fonte – Episódio da política romântica



ROCHA MARTINS

s.l. [Porto], 1937
O Primeiro de Janeiro
[1.ª edição (em livro)]
21,6 cm x 13,1 cm
132 págs.
subtítulo: Novela Popular da História
ilustrado
encadernação modesta de amador em tela e papel de fantasia
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta rubrica de posse e número de entrada em estante
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)

História romanesca do episódio sedicioso que, no século XIX, ficou conhecido pelo nome de uma das suas mais destacadas protagonistas. Terá sido, todavia, Camilo Castelo Branco quem melhor descreveu esses acontecimentos, e que Rocha Martins usa como fonte e inspiração menor.

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Projecto e Instrucções para o Estabelecimento de Pombaes Militares no Continente de Portugal



AUGUSTO C. [CÉSAR] BON DE SOUSA

Lisboa, 1888
Imprensa Nacional
1.ª edição
22,5 cm x 14,7 cm
VIII págs. + 158 págs. + 2 desdobráveis (grande formato)
encadernação modesta em meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
exemplar estimado, sinais de traça na base do fêsto; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de João Paulo de Abreu e Lima
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto César Bon de Sousa (1832-1905), militar de carreira, atingiu o posto de general. Especialista em transmissões militares, foi pelo então Ministério da Guerra incumbido de dar destino a alguns casais de pombos de raça apropriada, oferecidos a Portugal, o qual, tratando logo de se instruir nas muitas publicações que sobre o assunto se haviam feito no estrangeiro, reconhecendo que se tornava preciso ensinar também o pessoal inerente à instituição na forma de proceder durante as diferentes fases por que passam os pombos-correios, resolveu-se a escrever o vertente livro, não só para haver uma maior uniformidade no ensino, mas para lhes servir de guia por onde se pudessem regular sem auxílio estranho. A estação dos pombos-correios foi, na altura, instalada no antigo convento da Penha de França. (Fonte: Esteves Pereira / Guilherme Rodrigues, Portugal – Diccionario Historico, Biographico, Bibliographico, Heraldico, Chorographico, Numismatico e Artistico, vol. II, João Romano Torres – Editor, Lisboa, 1906)

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Pretidão de Amor



XAVIER DA CUNHA
[Luís de Camões]

Lisboa, 1893 e 1894
Imprensa Nacional
1.ª edição
29,5 cm x 22,2 cm
12 págs. + 860 págs. + [4 págs + 16 págs (trad. grega)]
subtítulo: Endechas de Camões a Barbara Escrava seguidas da respectiva traducção em varias linguas e antecedidas de um Preambulo
cartonagem editorial
não aparado
da tiragem especial de 300 exemplares fora do mercado é o n.º 82, em papel de linho azul, atribuído pelo Autor a Francisco de Salles Lencastre
inclui apensa a separata com a tradução para grego levada a cabo por Pedro Augusto de Mello de Carvalho Monteiro
exemplar muito estimado, pastas um pouco gastas, lombada e folhas-de-guarda restauradas; miolo limpo, parcialmente por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
470,00 eur (IVA e portes incluídos)

Xavier da Cunha «[...] nasceu em Evora aos 14 de fevereiro 1840, quando seu pae Estevam Xavier da Cunha, um dos nossos mais distinctos jornalistas, ali exercia o logar de secretario da administração geral do districto. Aos nove annos de edade veiu para Lisboa frequentar disciplinas de instrucção secundaria; e em 1865 terminou o curso da Escola medico-cirurgica, recebendo no “acto grande” a classificação de “approvado plenamente com louvor”. Em 1886 foi provido, precedendo concurso de provas publicas, no logar de segundo conservador da Bibliotheca nacional de Lisboa, e em 1902 houve por bem sua majestade a rainha regente nomea‑lo director da mesma bibliotheca. [...]»
«[...] a impressão d'este livro começou a 10 de junho de 1893, commemorando o 313.º anniversario do passamento de Luiz de Camões, e finalisou em 31 de dezembro de 1895, commemorando-se tambem por esta fórma a empreza do livreiro-editor Estevam Lopes em mandar imprimir no prelo de Manuel de Lyra, em 1595, pela primeira vez, as Rhytmas de Lvis de Camões. [...]»
(Fonte: Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomos XX e XVIII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1911 e 1906)

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Cavalos, Heróis e Lunáticos


ARTUR ROCKZANE
capa de Todas Manas sobre fotog. Fernando Zeferino Ferreira

Coimbra, 1983
Fenda Edições
1.ª edição
21,5 cm x 12,7 cm
80 págs.
texto impresso a violeta
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca de Artur Rockzane pode ler-se na antologia poética Sião (frenesi, Lisboa, 1987):
«Criador do asfalto que faltava à pequena cidade do Porto, Cavalos, Heróis e Lunáticos faz o tour do triângulo doirado Porto-Amsterdão-Tetuan, com passagem por Londres (Portobello Rd.) e estágio em Stuttgart. Nasce em 1953 [...].»
Não seria isto uma grande apreciação estético-literária – era, porém, uma bandeira negra a assinalar o ponto de encontro desses que vinham de fora juntar-se aos que haviam ficado por cá.

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Deus Tem Caspa



JÚLIO HENRIQUES

Lisboa, 1988
Fenda Edições
1.ª edição
20,6 cm x 14,2 cm
32 págs.
exemplar como novo
peça de colecção
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nada tem a ver com qualquer tipo de crítica à teologia. Tudo neste conjunto narrativo de Júlio Henriques – escritor e tradutor bem conhecido nos meios acratas – visa a sociedade capitalista... à portuguesa, ou seja: em provinciano. Vem disfarçado de ficção, mas depressa o leitor apercebe-se do truque ideológico que encena algumas máximas do niilismo radical. O cenário é um pasto humano recoberto pelos velhos estigmas e micro-totalitarismos dominantes, que a geração do Maio de 68 identificou. Assim, o corte com o trabalho alienante, com a família tradicional, a negação do poder... Ao que a mole, alheia nas suas procissões ao deus da segurança e do luxo, pode considerar-se visada à toa por um franco-atirador oculto no campanário do seu próprio templo solitário. Trata-se, pois, de um “divertimento” consequente; possuindo até, comprovadamente, uma tradição de rir às escâncaras e demolição à bruta, que remonta às cantigas de escárnio e maldizer medievais.

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quarta-feira, agosto 30, 2017

Mercurio – Antologia Viva do Conto Mundial



Lisboa, s.d. [circa anos 1950]
Agência Jornalística e Editorial, Lda.
colecção supostamente completa (8 números)
16,8 cm x 13,3 cm
7 x 96 págs. + 100 págs. [n.º 3]
ilustrados no texto, a duas colunas
traduções de José Vacondeus, José Villaret, Santino Siragusa e Armanda F. Silva
ilustrações de Otelo Azinhais e Henrique Brito
exemplares pouco manuseados; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação em série de vários ficcionistas reconhecidos. Para além de autores estrangeiros como Cervantes, Maupassant, Dickens, Hemingway, Roald Dahl, Lermontov, Balzac, Strindberg, Sartre, James Joyce, Poe ou Dostoiewski – onde se destacam ainda mestres do policial como Frank Gruber, Conan Doyle ou Simenon –, também os autores portugueses, entre vivos e mortos, estão amplamente representados, a saber: Trindade Coelho, Manuela Porto, Fialho de Almeida, Guedes de Amorim, Garrett, Branquinho da Fonseca, Rodrigues Miguéis, Manuel da Fonseca, Camilo, etc.

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terça-feira, agosto 29, 2017

Vinte e Nove Poemas


JOÃO MIGUEL FERNANDES JORGE
capa e ilust. João B. [Botelho]

s.l., 1978
A Regra do Jogo, Edições
1.ª edição
20,9 cm x 13,3 cm
52 págs. + 1 cromo colado na portada
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Nem Vencedor Nem Vencido


JOÃO MIGUEL FERNANDES JORGE
capa de José Sousa Gomes (fotog.)

Lisboa, 1988
Editorial Presença, Lda.
1.ª edição
20,9 cm x 13,7 cm
96 págs.
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Um Quarto Cheio de Espelhos


JOÃO MIGUEL FERNANDES JORGE
grafismo de Rogério Petinga
ilust. Jorge Martins

Lisboa, 1987
Quetzal Editores
1.ª edição
21 cm x 13 cm
184 págs.
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Cortina Negra


WILLIAM IRISH
trad. Eduardo Saló
capa de Edmundo Muge

Lisboa, 1962
Editorial Minerva
1.ª edição
16,1 cm x 10,8 cm
218 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu verdadeiro nome Cornell George Hopley-Woolrich (1903-1968), de par com Dashiell Hammett e Raymond Chandler, figura entre os melhores escritores de romance criminal, ou de mistério, ou pulp, que estiveram na base de adaptações cinematográficas de um género designado por film noir. Cineastas como Alfred Hitchcock, François Truffaut, Roy William Neill ou Jules Dassin constam entre os seus cultores.

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O Trompete


SERAFIM FERREIRA
capa de Alfredo Martins

Porto, 1962
Edição do Autor / Edições Saturno
1.ª edição
16,3 cm x 11 cm
148 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO POETA MÁXIMO LISBOA
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Crítico literário, ficcionista, tradutor e programador editorial, Serafim Ferreira (1939-2015) é, precisamente, nesta última actividade profissional que deixa marca na cultura portuguesa. Destaque-se a sua passagem pela editora de referência Ulisseia, no período entre 1963 e 1964 e, depois da vigência aí de Vitor Silva Tavares, pegará no legado existente em 1967 até 1970, ano em que transitará para o Círculo de Leitores, editora que aliciava donas-de-casa, porta-a-porta, para a aquisição das suas edições oferecendo panelas e outros electrodomésticos.

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Refúgio


BERNARDO DE PASSOS
pref. Fidelino de Figueiredo
capa de Roberto Nobre

Lisboa, 1936
s.e.
1.ª edição
19,6 cm x 13,3 cm
184 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
peça de colecção
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o prefaciador, filósofo e amigo íntimo do poeta republicano, o lirismo regionalista de Passos – que atinge neste livro póstumo o pico do despojamento (à maneira de João de Deus) – «[...] Refúgio é, seguramente, o mais característico e o mais belo dos seus livros. Aquela litania em favor das feias reflecte bem a sua imaginação bondosa, por tôda a parte rebuscando um sofrimento para o dourar de inesperados prestígios; e as poesias de simpatia social, de solidariedade com a servidão dos trabalhadores, revelam as inquietações do seu sentido da justiça. [...]»

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A Árvore e o Ninho


BERNARDO DE PASSOS
capa e ilust. Roberto Nobre

Lisboa, 1931
Casa do Algarve
1.ª edição
19,3 cm x 13,2 cm
56 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Conto para as creanças
profusamente ilustrado a duas cores no corpo do texto
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo
longa dedicatória de posse no ante-rosto
peça de colecção
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Bernardo de Passos (São Brás de Alportel, 1876 – Faro, 1930), embora estilisticamente antiquado, legou-nos alguns dos mais doces versos algarvios.

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segunda-feira, agosto 28, 2017

Variações Sobre um Corpo


EUGÉNIO DE ANDRADE, org.
desenhos de José Rodrigues
capa e direcção gráfica de Armando Alves

Porto, 1973
Editorial Inova sarl
2.ª edição
22,4 cm x 14,5 cm
92 págs. + 8 págs. (não numeradas)
subtítulo: Antologia de Poesia Erótica Contemporânea
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia com algumas diferenças relativamente à sua edição primitiva – para além da mudança de formato, por exemplo, foi suprimido o poema de Sophia... –, abre com Fernando Pessoa e fecha com Nuno Guimarães, numa panorâmica que abrange os nomes cimeiros de quase um século poético, a saber: Mário de Sá-Carneiro, Irene Lisboa, José Régio, António Botto, Adolfo Casais Monteiro, Jorge de Sena, Egito Gonçalves, Eugénio (ele mesmo), Natália Correia, Alexandre O’Neill, António Ramos Rosa, David Mourão-Ferreira, Fernando Guimarães, João Rui de Sousa, Alberto de Lacerda, José Terra, Herberto Helder, José Bento, Pedro Tamen, M. S. Lourenço, Maria Teresa Horta, Armando da Silva Carvalho e Fiama Hasse Pais Brandão.
Um exemplo ao acaso, de Natália Correia:

«COSMOCÓPULA

O corpo é praia a boca é a nascente
e é na vulva que a areia é mais sedenta
poro a poro vou sendo o curso de água
da tua língua demasiada e lenta

dentes e unhas rebentam como pinhas
de carnívoras plantas te é meu ventre
abro-te as coxas e deixo-te crescer
duro e cheiroso como o aloendro».

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domingo, agosto 27, 2017

Antero de Quental e a Mulher


RUY GALVÃO DE CARVALHO

Lisboa, 1949
Edição de Álvaro Pinto (‘Ocidente’)
1.ª edição
25,3 cm x 18,6 cm
60 págs. + 2 folhas em extra-texto
subtítulo: Ensaio Breve de Interpretação Psicológico-literária
exemplar estimado, capa com sinais de foxing marginal; miolo irrepreensível, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poesia Completa


ANTERO DE QUENTAL
pref. Nuno Júdice
sobrecapa de Rochinha Diogo
ilust. Vera Pinto e Luis Manuel Gaspar

Lisboa, 1991
Círculo de Leitores
1.ª edição [na presente forma]
2 volumes (completo)
24,6 cm x 16,5 cm
320 págs. + 352 págs.
ilustrados
encadernações editoriais com sobrecapas polícromas
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Sonetos Completos


ANTERO DE QUENTAL
pref. J. P. Oliveira Martins

Lisboa, 1943
ed. Couto Martins
nova edição [4.ª edição]
21,3 cm x 15,2 cm
CLXXX págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cartas Inéditas de Antero de Quental a Wilhelm Storck


ANTERO DE QUENTAL
pref. Harri Meier

Coimbra, 1935
Publicações do Instituto Alemão da Universidade de Coimbra
1.ª edição
25 cm x 16,2 cm
24 págs. + 2 folhas em extra-texto
subtítulo: Com 2 facsimiles
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Origem e Evolução da Universidade


GUILHERME BRAGA DA CRUZ

Lisboa, 1964
Logos
1.ª edição [em livro]
17,5 cm x 13,5 cm
104 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Região Brilhante


PAULO TEIXEIRA

Lisboa, 1988
Editorial Caminho, SA
1.ª edição
18,4 cm x 13,1 cm
100 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Aquilo que o poeta Paulo Teixeira escreve é, a anos luz, mais interessante do que aquilo que os seus amigos conseguiram ir dizendo acerca das suas obras. Seja, por exemplo, o também poeta Luís Miguel Nava, que concluía assim, algo limpidamente, uma maçuda recensão à vertente obra (Colóquio / Letras, n.º 108, Março de 1989):
«[...] Neste livro – desde a isometria de ambas as suas partes, passando pela homologia gramatical dos respectivos títulos e pela ordem cronológica por que os textos se dispõem (de Homero a Thom Gunn, de Lucrécio a Paul Célan), até ao facto de, grosso modo, às suas duas partes corresponderem respectivamente os que desde sempre têm sido apontados como os grandes temas literários: o amor e a morte – nada há, aparentemente, que conteste a natureza clássica da literatura. E no entanto sentimos que o que de mais arrojado entre nós hoje se escreve passa pela obra deste autor.»

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A Rosa Nocturna


PAPINIANO CARLOS

s.l., s.d. [1960]
Sagitário
1.ª edição
19,3 cm x 13,2 cm
80 págs.
subtítulo: Crónicas
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Papiniano Carlos (1918-2012), escritor da esfera neo-realista e do Partido Comunista Português, para além de obra escrita co-dirigiu o importante periódico Notícias do Bloqueio, de par com Egito Gonçalves, António Rebordão Navarro, Luís Veiga Leitão e Daniel Filipe.

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Caim


JOSÉ SARAMAGO
capa de Rui Garrido

Alfragide, 2009
Editorial Caminho
1.ª edição
21,1 cm x 13,7 cm
184 págs.
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Embora seja obra relativamente recente e de cinquenta mil exemplares de tiragem, a importância coleccionável de Caim advém da clareza idiomática ainda aqui registada, por comparação com a chafurdice que os herdeiros de José Saramago (1922-2010) autorizaram ser feita na respectiva ortografia em reedições póstumas... num Autor, Nobel e tudo!, activamente adversário do “acordo” que nos está a ser imposto à força governamental, satisfazendo obscuros interesses políticos e mercantis. É pena a condição de morto já não permitir as profilácticas maldições sobre alguma gente que anda por aí perigosamente viva.

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Memorial do Convento


JOSÉ SARAMAGO
capa de José Serrão

Lisboa, 1983
Editorial Caminho, SARL
3.ª edição
20,9 cm x 13,6 cm
360 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esta terceira edição do notável romance histórico em torno da época e da construção do convento de Mafra ainda traz impressa na sua portada a dedicatória primitiva «À Isabel [da Nóbrega], porque nada perde ou repete, porque tudo cria e renova», elogio que desaparecerá em edições posteriores.

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Memorial do Convento


JOSÉ SARAMAGO
capa de Antunes

s.l. [Lisboa], Março de 1984
Círculo de Leitores, Lda.
[1.ª edição para sócios do Círculo de Leitores]
20,3 cm x 12,8 cm
312 págs.
encadernação editorial, sobrecapa polícroma
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Levantado do Chão



JOSÉ SARAMAGO
capa e arranjo gráfico de José Araújo


Lisboa, 1982
Editorial Caminho
3.ª edição
21 cm x 13,5 cm
352 págs.
tiragem declarada de 4.000 exemplares
exemplar em bom estado de conservação
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o livro charneira na obra do escritor. Antes, independentemente das suas qualidades reconhecidas entre pares na arte, era um escritor encurralado por um crónico reduzido número de vendas; o vertente romance projectá-lo-á entre os leitores vulgares de Lineu, trazendo-lhe uma justa admiração crescente. A controvérsia que sempre os seus romances causaram – a pontos de um ministro de Estado passar a ser conhecido pela triste figura de ignorante que fez ao vetar a candidatura de Saramago a um prémio literário – radica apenas no preconceito ideológico contra as vozes de um partido político. No geral os seus adversários nunca o leram, porque a maior homenagem a um escritor é ser lido.
Do vertente livro disse a professora universitária Maria Lúcia Lepecki:
«[...] Construído numa dignidade de linguagem de todo invulgar, numa beleza conteudística e formal quase dolorosa, espelho do modo afectivo e inteligente como José Saramago está no mundo enquanto homem político e intelectual, Levantado do Chão é, mais que envolvente, avassalador. Uma força da natureza, se tal é lícito chamar a um produto cultural.»
Esta 3.ª edição ainda apresenta impresso na portada um núcleo de dedicatórias, encimado por «À Isabel [da Nóbrega], sempre», que o escritor fará desaparecer em posteriores reedições.

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Óleo Sobre as Chamas


HERVÉ BAZIN
trad. Maria Judith de Carvalho e Urbano Tavares Rodrigues
capa de Paulo-Guilherme

Lisboa, 1963
Publicações Europa-América
1.ª edição
19 cm x 13,9 cm
292 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] crónica de uma terra de província, cujas noites são sinistramente iluminadas pelo clarão de incêndios que mãos criminosas atearam [...].»

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Levanta-te e Caminha



HERVÉ BAZIN
trad. Fernando Moreira Ferreira
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1962
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,3 cm x 14,6 cm
320 págs.
encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
aparado somente à cabeça
conserva as capas e a lombada de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
discreto carimbo de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, agosto 25, 2017

Música Ligeira


JOSÉ RÉGIO
posf. Alberto de Serpa
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1970
Portugália Editora
1.ª edição
20,3 cm x 14,3 cm
116 págs.
exemplar como novo, por abrir
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do derradeiro e póstumo livro de versos de José Régio (1901-1969), edição cuidadosamente preparada pelo poeta e seu amigo Alberto de Serpa.

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Jogo Perdido



JULIO DE SOUSA

Lisboa, s.d. [1956]
[ed. Autor ?]
1.ª edição
23,1 cm x 16,5 cm
128 págs. (não numeradas)
miolo impresso a azul ultramarino
exemplar estimado, defeitos na lombada; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR À POETISA MERÍCIA DE LEMOS
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro de versos do escultor, pintor, cenógrafo, escritor e compositor de fados Júlio de Sousa (1906-1966). Esta última actividade, partilhada com a irmã, que foi fadista, levou-o a tornar-se proprietário de um estabelecimento na sinistra Rua da Barroca ao Bairro Alto (em Lisboa), onde declamava versos e expunha os seus quadros.

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Saudade Vai-te Embora...


JÚLIO DE SOUSA
capa do Autor

Lisboa, 1963
Edição do Autor
1.ª edição
23,1 cm x 17,2 cm
76 págs.
subtítulo: Canções – Música e palavras do Autor
composto manualmente em elzevir
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, agosto 24, 2017

O Som de Martin Codax


MANUEL PEDRO FERREIRA
pref. Celso Ferreira da Cunha
índice analítico de Clara Castro
desenho da notação musical de José António Batata
grafismo de Vasco Rosa

Lisboa, 1986
Unisys / Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª edição
bilingue português-inglês
[30 cm x 21,7 cm] + Ø 17,3 cm
[XX págs. + 226 págs. + 8 págs. e 1 desdobrável em extra-textos] + 1 vinil
subtítulo: Sobre a dimensão musical da lírica galego-portuguesa (séculos XII-XIV)
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, disco como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

O disco inclui seis temas musicais interpretados pela soprano Helena Afonso, acompanhada por José Peixoto no alaúde.

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Martin Codax Cantor del Mar de Vigo


JOSE M.ª ALVAREZ BLAZQUEZ

Vigo, 1962
Publicaciones de la Asociación de la Prensa de Vigo
1.ª edição
texto em castelhano
25,6 cm x 18,1 cm
56 págs.
ilustrado
capa impressa em serigrafia
exemplar estimado, sujidade na contracapa; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, agosto 22, 2017

História da Imperatriz Porcina


LUÍS DA CÂMARA CASCUDO

Lisboa, 1952
Edição de Álvaro Pinto (Revista “Ocidente”)
1.ª edição
25,2 cm x 18,3 cm
88 págs.
subtítulo: Crónica de uma novela do século XVI popular em Portugal e no Brasil
exemplar em bom estado de conservação, lombada suja; miolo irrepreensível, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve ensaio no sentido de pôr em destaque as linhas de influência que colheu o autor popular de Imperatriz Porcina, o cego madeirense Baltasar Dias, contemporâneo do rei D. Sebastião.

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História da Imperatriz Porcina


[ANÓNIMO]

Lisboa, 1954
Livraria Barateira, L.da
s.i.
19,5 cm x 13,8 cm
16 págs.
subtítulo: Mulher de Lobório, Imperador de Roma
acabamento com um ponto em arame
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Manual Prático do Galinheiro ou Guia do Criador de Galinhas, Patos, Perus, Pombos e Coelhos


[ANÓNIMO]

Lisboa, s.d.
Livraria Popular de Francisco Franco
7.ª edição
21,3 cm x 13,9 cm
176 págs.
subtítulo: Contendo descrição das principais raças de galinhas, pombos e coelhos; indicações práticas sôbre instalações adequadas, mobiliário e utensílios, criação natural e artificial dos pintos, sua escolha, reprodução e rendimento; emprêgo e funcionamento de chocadeiras, hidro-madres e criadeiras; engorda artificial das aves, suas doenças e tratamento, etc., etc.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, múltiplos restauros na lombada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, agosto 21, 2017

A Religião do Teatro



EDUARDO SCARLATTI

Lisboa, 1945
Editorial Ática
2.ª edição
24,8 cm x 18,8 cm
2 págs. + 236 págs. + 14 folhas em extra-texto, nove das quais com as respectivas nove cortinas em cristal com as legendas impressas
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado, a negro e a cor
impresso sobre papel superior
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Scarlatti foi cronista teatral e, como pode verificar-se pela vertente obra, ensaísta versado nas «leis estéticas do teatro novo». Mas também foi tradutor de gabarito; Prometeu Agrilhoado, atribuído a Ésquilo, embora vertido do francês, merece atenção... e respeito.

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Teatro de Outros Tempos


GUSTAVO DE MATOS SEQUEIRA
capa e desenhos de Alberto Souza
retrato do Autor por Eduardo Malta
plantas desenhadas por Augusto Vieira da Silva

Lisboa, 1933
Livraria Coelho (depósito)
1.ª edição
23,8 cm x 17 cm
448 págs. + 8 folhas em extra-texto
subtítulo: Elementos para a História do Teatro Português
ilustrado
exemplar estimado, lombada com reaturo; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Olisipógrafo de saber inexcedível, Matos Sequeira, neste livro que «não é para eruditos» mas para «o grande público», tece um historial da arte dramática portuguesa desde primórdios anteriores a Gil Vicente, nisto seguindo atenta investigação do etnólogo José Leite de Vasconcelos. O limite da sua narrativa fica-se pelo meio do século XIX, altura em que seria edificado o Teatro Nacional Almeida Garrett, ou de D. Maria II.

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Novos Contos Macondes



MANUEL VIEGAS GUERREIRO, recolha, introd. e coment.

Lisboa, 1974
Junta de Investigações Científicas do Ultramar
1.ª edição
24,3 cm x 18,2 cm
72 págs. + 2 extra-textos com retratos a preto e branco de dois narradores orais
exemplar estimado, com ligeira mancha de antiga humidade nos extra-textos
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de grande sabedoria, reunindo o melhor da tradição oral moçambicana autóctone. Diz-nos na Introdução o autor:
«[...] Apesar do grande entusiasmo com que no fim do século XIX e primeira metade do seguinte os folcloristas europeus se entregaram ao trabalho de recolha e estudo da literatura oral, não se pode dizer que esta tenha servido, convenientemente, a Etnografia e a Etnologia. A profunda análise a que sujeitaram a matéria literária respeitava mais à forma e a problemas de origem e classificação do que ao valor cultural do seu conteúdo. E no mesmo plano se situaram os colectores de folclore de populações iletradas. Nas monografias etnográficas exibem-se os textos como um capítulo de conjunto, mas não saem deles factos que enriqueçam outros domínios ou sirvam adequadamente a síntese. E as generalizações etnológicas do mesmo modo se têm, em regra, afastado dessa fonte de esclarecimento.
Foi, em parte, com a intenção de mostrar que isto é verdade que escrevi os comentários deste livrinho. Neles se há-de ver como, apenas em 14 narrativas, avoluma tão larga messe de informações. [...]» E segue Viegas Guerreiro o seu reparo à importância dos elementos geográficos, de estrutura familiar, dos usos e costumes, das técnicas alimentares, dos cultos, etc., que aí, na leitura atenta e comparativa, se podem colher.
Há que acrescentar que o autor colaborou com Jorge Dias na obra Os Macondes de Moçambique, de que o presente livro constitui um suplemento.

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Contos Populares Portugueses


M. VIEGAS GUERREIRO, org. e pref.

Lisboa, 1955
Fundação Nacional Para a Alegria no Trabalho
1.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
2 págs. + 408 págs.
exemplar estimado, sinais de foxing na contracapa; miolo irrepreensível, por abrir
pequeno rótulo com número de ordem colado no frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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