quarta-feira, janeiro 30, 2019

Duas Vezes Amantes



[ALBERTO DE] SOUSA COSTA
capa de Raquel [Roque Gameiro]

Lisboa, 1936
Guimarães & C.ª – Editores
4.ª edição
19 cm x 12,5 cm
244 págs.
subtítulo: Romeu e Julieta
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Anteriormente publicada sob o título Romeu e Julieta – que Sousa Costa ainda aqui conserva em título secundário –, trata-se de uma novela tecnicamente construída sob o modelo epistolográfico.

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telemóvel: 919 746 089

Uma Divorciada


SOUSA COSTA

Lisboa, 1928
Guimarães & C.ª – Editores
[1.ª edição]
19 cm x 12,5 cm
290 págs.
desenho da capa particularmente atraente, autor não identificado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para Óscar Lopes, «Sousa Costa tem direito a uma posição de destaque entre os ficcionistas de reconstituição histórica e de pitoresco regional» (in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, s.d. [1994 ?]).

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A Mulher da Renascença – A Mulher actual


SOUSA COSTA

Lisboa, 1911
Offic. da «Illustração Portugueza» [com selo-recarga da Bertrand na capa]
1.ª edição
15,9 cm x 11,3 cm
40 págs.
subtítulo: Conferencia proferida no Theatro da Republica, a 27 de março de 1911
acabamento com um ponto em arame (enferrujado)
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de José Coêlho
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, janeiro 29, 2019

Método de Corte


FERNANDO BAPTISTA DE OLIVEIRA

Lisboa, s.d. [circa 1955]
Editorial «O Século»
1.ª edição
24,4 cm x 17,5 cm
448 págs.
subtítulo: A arte e a técnica de cortar e provar o vestuário feminino e infantil
profusamente ilustrado
cartonagem editorial
exemplar muito estimado; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manual particularmente importante devido ao detalhe ilustrado de cada peça de vestuário estudada. Indispensável a qualquer costureira de moda que se leve a sério.

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Bordados Artísticos


Lisboa, s.d.
Edição da Singer Sewing Machine Company
s.i.
24,8 cm x 18,5 cm
96 págs.
subtítulo: Indicações para bordar à máquina
profusamente ilustrado a cor
texto impresso a duas colunas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Precioso manual editado pelo fabricante da respectiva maquinaria.

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O Prestidigitador Moderno


J. G. OLIVEIRA, prestidigitador
capa de Alonso

Lisboa, 1921
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
3.ª edição (capa)
4.ª edição (miolo)
19,2 cm x 12,9 cm
158 págs.
subtítulo: Recreações scientificas. Phisica recreativa e sortes de cartas
profusamente ilustrado
encadernação inteira em tela com a capa espelhada
não aparado
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, janeiro 28, 2019

Conheço o Sal... e outros poemas


JORGE DE SENA
[capa de Escada]

Lisboa, 1974
Moraes Editores
1.ª edição
19,7 cm x 15,5 cm
92 págs.
capa em cartolina tipo kraft, com cromo colado
exemplar estimado; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o poeta e ensaísta Joaquim Manuel Magalhães:
«Que Jorge de Sena representa um dos pontos mais altos da poesia portuguesa é um assunto que deixou há muito de ser polémico, a não ser entre um ou outro poeta [...] que persistiu em entender a poesia de um país como um feudo que tem de ser guardado a partir de si [...].»

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Peregrinatio ad Loca Infecta


JORGE DE SENA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1969
Portugália Editora
1.ª edição
20,1 cm x 14,1 cm
XVI págs. + 204 págs.
subtítulo: 70 Poemas e um Epílogo [ou] 70 poemas, alguns dos quais amáveis, com um epílogo altamente filosófico, e sem prefácio do autor
é o n.º 33 da Colecção Poetas de Hoje
reproduz na pág. VII um poema autógrafo zincogravado
exemplar como novo
junta-se marcador publicitário onde, além de notícia editorial acerca da excelência do Autor, é dada ao título a tradução «Peregrinação a Locais Infectos»
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o poeta no seu “não-prefácio”:
«[...] O título é caricatura de Peregrinatio ad loca sancta, espécie de guia e relatório devoto, artístico e prático do peregrino da Terra Santa, que constitui um dos mais preciosos documentos existentes para o estudo do latim vulgar. Terá sido composto por Etéria ou Egéria, ou santa qualquer coisa, freira talvez de Braga, que, em 395 da nossa era, viajou à Palestina, ao Sinai, ao Egipto e a Constantinopla. Como se vê, a mania portuguesa de viajar e relatar as peregrinações feitas é antiga. [...]»

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As Evidências


JORGE DE SENA

Lisboa, 1955
Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,3 cm x 13,5 cm
48 págs.
subtítulo: Poema em vinte e um sonetos
composto manualmente e impresso na Tipografia Ideal
exemplar muito estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do poema, uns admiráveis oito versos numa única respiração:

«[...] Na antiga e fácil pátria da amargura
com qual quais chegam vossas vozes vão
quebrando as ondas minha voz mais pura
só de ter visto o mesmo coração

que como exílio fora não perdura,
eis-me silêncio arrebatado e não
nenhuma ausência ou extrema formosura
de um Deus que volta em pompa e escuridão. [...]»

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40 Anos de Servidão



JORGE DE SENA
pref. Mécia de Sena
[capa de Escada]

Lisboa, 1982
Moraes Editores
2.ª edição («revista»)
20 cm x 15,2 cm
256 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma espécie de “best of Jorge de Sena”, cobrindo a totalidade da sua obra poética, e acrescentado por significativa quantidade de inéditos.

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Satyras


FRANCISCO DE SAA DE MIRANDA

Lisboa, 1958
O Mundo do Livro
ed. fac-similada da 1.ª edição (1626)
16,5 cm x 12,9 cm
4 págs. + [8 págs. + 240 págs.] + 2 págs.
impresso sobre papel Ingres
luxuosa encadernação editorial inteira em imitação de pergaminho gravada a ouro na pasta anterior e na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 445 de uma tiragem global de 473 exemplares, sendo o vertente «fora do comércio» e assinado pelo editor João Rodrigues Pires, nominal ao Instituto de Alta Cultura
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Da Pintvra Antigva


FRANCISCO DE HOLLANDA
coment. Joaquim de Vasconcellos

Porto, 1930
«Renascença Portuguesa»
2.ª edição
18,6 cm x 12,2 cm
354 págs. + 17 folhas em extra-texto
subtítulos: Livro I – Parte Theorica | Livro II – Dialogos em Roma
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do professor e ensaista Américo Cortez Pinto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Francisco de Holanda (1517-1585) terá sido o mais importante vulto português nas artes e no pensamento do Renascimento. O tratado Da Pintura Antiga dá, precisamente, a conhecer a obra de Miguel Ângelo e do movimento artístico em Roma na segunda metade do século XVI.

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Lisboa Monumental


FIALHO DE ALMEIDA
ilust. Alonso

Lisboa, 1957
Edição da Câmara Municipal de Lisboa
3.ª edição [1.ª edição em brochura autónoma]
25,3 cm x 19,5 cm
48 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto visionário de Fialho de Almeida (1857-1911), alentejano preocupado com os melhoramentos arquitectónicos da cidade de Lisboa, porque, segundo este mestre da sátira feroz: «[...] Temos, e teremos sempre, municípios inaptos para saberem amar com amor de artistas esta infeliz capital entregue em suas mãos, pois raro as vereações são cultas, dessa cultura especial que impõe pontos de vista, e atira o espírito para além das comesinhas questiúnculas de roupa suja e de marmita. [...]»

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Vida Ironica



FIALHO D’ALMEIDA

Lisboa, 1892
Monteiro & C.ª, editores | Antonio Maria Pereira (representante exclusivo para o Brazil)
encadernação da Livraria Chardron, de Lello & Irmão (Porto)
1.ª edição
18,2 cm x 13,2 cm
456 págs.
subtítulo: Jornal d’um vagabundo
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
folhas-de-guarda impressas publicitando a Livraria Chardron
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Estudos de Economia Nacional – I. O Problema da Emigração


AFFONSO COSTA

Lisboa, 1911
Imprensa Nacional (Edição do autor)
1.ª edição
21,5 cm x 15,3 cm
188 págs.
subtítulo: Dissertação de concurso á cadeira de Economia Politica na Escola Polytechnica de Lisboa
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Eis um documento que dá que pensar. Um republicano de gema, que poderia hoje militar nas fileiras de qualquer partido socialista, conclui o seu estudo – acerca de um povo que, na miséria mais abjecta, se vê coagido a ir procurar o sustento em terras estrangeiras – com palavras que bem conhecemos pela boca do neo-liberalismo actual:
«[...] Combatamos esta depreciação do factor migratorio, que o é ao mesmo tempo do país por traduzir a expatriacão de familias inteiras, e logo o algarismo das remessas annuaes do Brasil, que atrás calculámos em mais de 20:000 contos, aumentará numa forte e rapida proporção. Comprehende-se com effeito que é quando a familia do emigrante fica na patria que elle envia mais regularmente as suas economias.
Assim o interesse do Estado coordena-se com o do emigrante. Se agora, soffrendo elle os horrores da miseria, apesar d’isso contribue tão poderosamente para salvar as nossas finanças, amanhã, quando a emigração for cuidadosamente regulada e o instrumento de progresso e de riqueza, que é o emigrante, fôr protegido e assistido com carinho, quanto desenvolvimento não terão as forças que agora estão apenas actuando expontanea e desordenadamente?!
Ainda uma vez, apura-se que a raça é boa. O povo é cheio de virtudes. Só a administração era pessima. Eis aqui um phenomeno, que os governos não se limitavam a desdenhar, como faziam a tantos outros: repelliam-no, suscitavam iras contra elle, dispunham tudo para que fosse prejudicial. Pois bem. Apesar d’esse desprezo e má vontade, apesar d’essa selecção ao inverso, foi esse phenomeno da emigração que nos salvou, ou antes, que deu tempo ao povo português para que, encontrando a sua formula de constituição politica definitiva, a si proprio se salvasse.
Seja, pois, a emigração a pedra de toque dos novos governos na sua obra de resurreicão da patria!»

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O Caso Hinton


AFFONSO COSTA

Porto, Abril de 1910
Editora A Empreza d’«A Patria»
1.ª edição
23 cm x 16,3 cm
32 págs.
subtítulo: As Responsabilidades dos Ministros da Monarchia
acabamento com um ponto em arame
brochura acondicionada em pasta própria de fabrico recente
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Intervenção do então deputado republicano e futuro presidente da República, Afonso Costa, em sessão parlamentar, num contexto de luta política nos dias finais do regime monárquico. Uma passagem do texto, elucidativa do nível a que vinha chegando a chicana política da época:
«[...] O grave problema das sobras da aguardente – Responsabilidades gravissimas do snr. D. Luiz de Castro [...]
O despacho do snr. D. Luiz de Castro foi tão mal redigido, – já não dizemos no ponto de vista litterario, porque isso nem se discute, – mas na propria essencia do caso a resolver, que, fundado n’esse despacho, os snrs. Hinton & Lemos teem sustentado e applicado a seguinte doutrina: que só são obrigados a comprar aguardentes de qualquer anno na parte em que o respectivo numero de galões exceder a somma dos saldos dos annos anteriores... [...]
Eu estou fallando da interpretação que lhe deram os fabricantes matriculados, e a que a sua má redacção se prestava. [...]»

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Discursos [...]


AFFONSO COSTA

Lisboa, 1908
Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira & Ct.ª
1.ª edição [em brochura autónoma]
22,4 cm x 14,9 cm
90 págs.
subtítulo: [...] proferidos nas sessões de 13 e 19 de Maio de 1908 na Camara dos Deputados – Attittude do partido republicano perante o novo reinado e Necessidade da extincção do juízo de instrucção criminal
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
assinatura de posse do coronel Bento Roma na capa e no frontispício
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne o presente volume dois discursos particularmente contundentes do republicano, e futuro líder do país, Afonso Costa, enquanto representante republicano na Câmara dos Deputados durante o regime monárquico.

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domingo, janeiro 27, 2019

Ostras Doc. Interno


PAULO DA COSTA DOMINGOS
ÓSCAR FARIA
et alii

Lisboa, 2019
ed. viúva frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
40 págs.
ilustrado
impressão digital
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
tiragem de apenas 100 exemplares
9,00 eur (IVA e portes incluídos)

Brochura coligindo documentos internos da editora frenesi relativos à incidência cultural da publicação sucessiva, no catálogo da mesma, dos livros Subsídio, Suicídio, Ostras Geladas (anónimo, 1998), Uma «Bardamerda» de Edição. Breve Comentário Sobre um Dejecto Aparecido nas Livrarias (Paulo da Costa Domingos, 1999), Barbearia Tiqqun (Rui Baião, 2018), Romance Ardente (Manuel Fernando Gonçalves, 2018) e Sumo de Limão – Silva de Versos (Paulo da Costa Domingos, 2018). Brochura prevista como texto de apoio à exposição evocativa dos 40 anos da frenesi na Biblioteca Nacional (cancelada).
Henrique Manuel Bento Fialho (in Antologia do Esquecimento):
«Comecemos pelas ostras, que dão sempre boa entrada. Paulo da Costa Domingos (n. 1953), escritor, editor, antiquário de livros, organizou Ostras, Doc. Interno (Janeiro de 2019, viúva frenesi) enquanto relatório para distribuição pública “por ocasião da mostra evocativa dos quarenta anos da frenesi na Biblioteca Nacional”. Carimbo no cólofon informa: cancelada. Assim mesmo, sem mais. A frenesi é uma das relevantes casas editoriais portuguesas do século XX, nascida em relação de proximidade com a & etc de Vitor Silva Tavares. O legado impressiona qualquer amante de livros, não só pela poesia portuguesa e pelas traduções. Ao cuidado gráfico aliou-se, desde a primeira hora, uma atitude desafiadora com polémica garantida e alguns momentos hilariantes. A memória de um desses momentos foi agora recuperada, não fosse o olvido fazer das suas numa época que cada vez mais se exibe sem passado nem futuro.
Convém declarar acerca [do objecto que motiva este texto ser ele] testemunho e tomada de posição. Testemunho enquanto contributo para uma história que vale a pena inscrever e tomada de posição sobre o momento actual, o qual se afigura, pela vertigem dos acontecimentos e aceleração dos fenómenos, cada vez mais indiferente a um passado do qual não pretende colher exemplos nem lições. As consequências são óbvias, com meticulosas omissões e uma capacidade selectiva anormal a fazerem a cama a um estado de coisas que já nem pode ser acusado de revisionista. Porque não revê nada, é pura rasura ao serviço da ignorância e, por consequência, de poderes hegemónicos a quem essa ignorância não só convém como serve. Se assim é a nível político e social, poderia não o ser no mundo das letras?
Precisamente contra tais poderes hegemónicos surgiu há 40 anos e foi crescendo até hoje a editora frenesi, agora viúva frenesi. Do catálogo, um dos livros que deu que falar foi o anónimo Subsídio, Suicídio, Ostras Geladas (frenesi, Março de 1998). A questão da autoria era ali omissa com o propósito específico de deixar à nora a crítica literária, objectivo alcançado como o comprovam as recensões agora elencadas por Paulo da Costa Domingos. O autor desconhecido aguçou a imaginação, chegando a haver quem fizesse apostas. Sucede que o autor eram três: “Os três-autores-três, que haviam escrito e sequenciado o livro, constavam entre os mais mal tratados, ou reduzidos pelo silêncio, de todo o catálogo da frenesi”. Lidos cegamente passaram a ter qualidades que olhos esbugalhados jamais haviam descortinado. Tem graça o divertimento, por ter conseguido “ridicularizar o cientismo crítico literário”. Sabe-se hoje, por via da publicação de três livros na viúva frenesi de 2017, que os três implicados no objecto lírico não identificado eram Rui Baião, Manuel Fernando Gonçalves e Paulo da Costa Domingos.
[...] O excelente ensaio de Óscar Faria que encerra Ostras, Doc. Interno é, aliás, um forte contributo para a contextualização do divertimento nestas matérias. Ao invés da mera provocação inconsequente e esvaziada de conteúdo, temos [nesta publicação exemplo] de um esforço ao serviço da desmitificação. [...] Nas Ostras, a desmitificação opera-se numa primeira instância ao nível da autoria e, por consequência, resulta numa desmitificação da imprensa cultural: “Ao propor um livro escrito por autor anónimo, a frenesi operou um gesto dirigido sobretudo para dentro do meio literário, mais especificamente o das recensões de livros de poesia, pois sem autor, sem uma biografia, um contexto, o que resta para dizer?” (p. 26)
O desafio é exactamente este, percorrer caminho na direcção do que resta. E o que resta para lá do Autor, essa marca que pode ser apagada pelo anonimato, pela heteronimia ou pela pessoa colectiva, é a palavra na sua máxima expressão, expurgada de rosto, palavra cortante, em estado bruto, palavra cruel, selvagem, pura palavra. Seria de supor que o debate crítico se desse apenas com esse texto, não carecendo de fotografia ilustrativa. Seria de supor do crítico uma coragem no confronto com o desconhecido que ele de todo não tem. Como em terra de cegos quem tem olho é rei, afasta-se de todo a leitura cega. Há reinados de um só olho que poucos estão dispostos a perder, sendo múltiplas e diversas as tácticas de conservação e os escudos protectores. Que façam bom proveito.»

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Barbearia Tiqqun [junto com] Romance Ardente [junto com] Sumo de Limão




RUI BAIÃO
MANUEL FERNANDO GONÇALVES
PAULO DA COSTA DOMINGOS

Lisboa, 2017
ed. viúva frenesi
1.ª edição [única, todos]
19 cm x 13 cm
36 págs. + 56 págs. + 36 págs.
impressão digital
acabamento com dois pontos em arame
exemplares novos
tiragem de apenas 150 exemplares cada
9,00 eur (cada, IVA e portes incluídos)
20,00 eur (lote dos 3, IVA e portes incluídos)

3 livros de versos, 3 autores com nome firmado, 1 manifesto literário.

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Á Porta da Havanesa


EDUARDO DE NORONHA

Porto, 1911
Magalhães & Moniz, L.da – Editores
1.ª edição
18,1 cm x 12,7 cm
442 págs.
subtítulo: Da Thomarada á Republica – Narrativa dramatica dos ultimos cincoenta annos da existencia nacional ornada com quarenta e oito gravuras
ilustrado
encadernação editorial em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
conserva a capa anterior da brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse à cabeça da pág. 7
ostenta colado no verso da pasta o ex-libris do olisipógrafo Luiz Pastor de Macedo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vinte e Cinco Annos nos Bastidores da Politica


EDUARDO DE NORONHA

Porto, 1913
Companhia Portuguesa Editora
1.ª edição [única]
18,1 cm x 12,2 cm
416 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Emygdio Navarro e as «Novidades» – A sua vida e a sua obra politica e jornalistica
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a ouro nas pastas e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do ex-ministro CMacedo [Carlos Matos Chaves Mascarenhas de Macedo]
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Rajada e Outras Histórias



CASTRO SOROMENHO
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, s.d. [1943]
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 12,4 cm
184 págs.
capa impressa a duas cores sobre cartolina martelada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESCRITOR FERREIRA DE CASTRO
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o prosador e ensaísta Manuel Ferreira no seu Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa (Instituto de Cultura Portuguesa, vol. II, Lisboa, 1977):
«[...] Caberá a Castro Soromenho (1910-1968), moçambicano de nascimento e angolano de vivência, lançar, de vez, o arranque da autêntica ficção angolana. A uma primeira fase em que é relevado o sentido do mundo social e mítico, lendário e histórico, das sociedades tribalizadas, encaradas ainda de um certo ponto de vista estático [...], sucede a análise pertinente das relações do homem negro, mestiço, branco, com a violência, a repressão, os abusos da administração, o sofrimento do homem angolano explorado, e até o desencanto existencial de alguns homens da administração colonial. [...] A figura de Castro Soromenho vai dominar os fins da década de 30 (nessa altura já em Lisboa, como jornalista) e a década de 40, até que nas décadas de 50 e 60 outros se lhe vêm associar, mas poucos são os que atingiram o nível por ele alcançado, reconhecido internacionalmente através de traduções em várias línguas e alguns estudos que foram dedicados à sua obra e personalidade literária [...].»

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Rajada e Outras Histórias


CASTRO SOROMENHO
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, s.d. [1943]
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,3 cm
184 págs.
capa impressa a duas cores sobre cartolina martelada
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Terra Morta



CASTRO SOROMENHO

Rio de Janeiro, 1949
Livraria-Editôra da Casa do Estudante do Brasil
1.ª edição
19,3 cm x 13,3 cm
232 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESCRITOR LUÍS FORJAZ TRIGUEIROS
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de badana, assinada por Adolfo Casais Monteiro:
«Terra Morta é, sem dúvida possível, o melhor romance de Castro Soromenho. A segurança, a naturalidade, a verdade humana das cenas e das figuras, a nitidez e a transparência do estilo, que são apanágio do romancista em pleno domínio da matéria que trabalha, põem esta obra num plano que raras vezes temos visto alcançado pelos nossos romancistas contemporâneos.
Não esqueço que a obra entra na categoria da chamada “literatura colonial”; pois pela primeira vez um romance português deste género se nos impõe como de categoria universal. Pela primeira vez, um romance de Angola nos dá, mais que o pitoresco, o sentido geral da contraditória humanidade da sua população, e põe, no mesmo plano de realidade, o negro, o mulato e o branco – e a natureza em que vivem os seus dramas e as suas misérias. Terra Morta é uma obra profundamente amarga, e, além de um grande romance, é um libelo – e que o seja sem prejuízo da sua alta qualidade literária não é do menos digno de admiração, tão raras vezes isso sucede. [...]»

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telemóvel: 919 746 089

Terra Morta


CASTRO SOROMENHO
sobrecapa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1961
Editora Arcádia, Limitada
2.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
272 págs.
encadernação editorial em tela com sobrecapa
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição desde logo proibida (ver Livros Proibidos no Regime Fascista, Presidência do Conselho de Ministros – Comissão do Livro Negro Sobre o Regime Fascista, Lisboa, 1981).

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Terra Morta


CASTRO SOROMENHO
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, s.d. [1979, segundo a BN]
Livraria Sá da Costa Editora
[4.ª edição]
20,9 cm x 13,5 cm
4 págs. + 268 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota do editor na contracapa:
«[...] Ele é o fiel e implacável retratista dos homens do interior de Angola, que tão bem conheceu, desses homens e mulheres, brancos e negros, enredados na teia de um colonialismo primitivo e bárbaro, habitantes perdidos numa Terra Morta, sem saída.»

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Esteiros



SOEIRO PEREIRA GOMES
capa e desenhos de Álvaro Cunhal

Lisboa, 1941
Edições «Sirius»
1.ª edição
19,4 cm x 13,1 cm
304 págs.
exemplar estimado, capa com ligeiros sinais de foxing; miolo limpo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro proibido durante a ditadura do Estado Novo, aliás como todas as suas obras [vd. Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa, 2005].
De António Caeiro no Notícias da Amadora (11 de Fevereiro, 1967, cortado pela Censura, e somente publicado em Fevereiro de 2003):
«“Esteiros” [...] aborda o problema da adolescência proletária no Ribatejo. Este livro, que nos faz lembrar os “capitães da areia” do brasileiro Jorge Amado, não pretende provar o que quer que seja. Nem o autor faz quaisquer juízos sobre a situação (não é, contudo, uma crónica no sentido convencional do termo) [, mas] é evidente que o seu conteúdo e o tratamento permite detectar a formação ideológica do escritor e o seu comportamento cívico e vice-versa.»
Capa referida no catálogo Ilustração & Literatura Neo-Realista, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2008.

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Esteiros


SOEIRO PEREIRA GOMES
tradução francesa de Violante do Canto
prefácio de André Wurmser
capa de Jacques Englebert

Lisboa, 1954
Les Editeurs Français Réunis
1.ª edição
18,5 cm x 12 cm
256 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
livro proibido em Portugal durante a ditadura do Estado Novo, aliás como todas as suas obras [vd. Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa, 2005]
120,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poesia



CRISTOVAM PAVIA
org., pref. e notas de António Luís Moita, António Osório, João Filipe Bugalho, José Bento e Pedro Tamen
[capa de Escada]

Lisboa, 1982
Moraes Editores
1.ª edição [como poesia reunida]
20,1 cm x 15,4 cm
224 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE JOÃO FRANCISCO BUGALHO, IRMÃO DO POETA, A JOÃO MONTEZUMA DE CARVALHO QUE REGISTOU NA FOLHA-DE-ROSTO O ENDEREÇO E O REFERIDO PARENTESCO
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cristovam Pavia, pseudónimo de Francisco António Lahmeyer Flores Bugalho (1933-1968), foi um poeta português, filho do também poeta Francisco Bugalho, oriundo de Castelo de Vide. Além deste pseudónimo, assinou composições sob os nomes Sisto Esfudo, Marcos Trigo e Dr. Geraldo Menezes da Cunha Ferreira. Dele nos fala o poeta José Bento:
«[...] A poesia de Cristovam Pavia é a de revelação de si próprio, duma personalidade em conflito com o mundo em que vive e que procura uma fuga pela recuperação da infância morta, pela aceitação do seu conhecer-se diferente e despojado do que lhe é mais caro (a infância, o amor, o espaço e o tempo em que ambos se situavam), a transformação do seu próprio ser pelo sofrimento, num movimento de ascese e de autodestruição, quando o poeta atinge a consciência de si próprio e da sua voz. Pode considerar-se a sua poesia uma continuação e uma superação do espírito da Presença, a que não podia deixar de sentir-se ligado por seu pai (o poeta Francisco Bugalho, que participou no movimento literário de que essa revista foi porta-voz), que sem dúvida foi o seu modelo enquanto vivo e, talvez mais ainda, depois da sua morte, pela aproximação que deve ter trazido a um espírito como o de Cristovam Pavia, porque a distância a que passou a situar-se deveria ser para ele a origem duma maneira diferente de o ver e recuperar. [...]»

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Canções de Entre Ceu e Terra





FRANCISCO BUGALHO
capa e ilust. Átila Mendly de Vétyemy

s.l., 1940
Edições “presença”
1.ª edição
19,1 cm x 13, cm
96 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
encadernação muito elegante e sólida em meia-inglesa com cantos em pele e gravação a ouro na lombada e nos remates da pele
ligeiramente aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
tiragem declarada de apenas 450 exemplares
pertenceu ao poeta Alberto de Serpa
VALORIZADO PELAS ANOTAÇÕES MANUSCRITAS DE ALBERTO DE SERPA DESTINADAS À REEDIÇÃO DA OBRA DE BUGALHO NA PORTUGÁLIA EM 1960
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Francisco Bugalho (1905-1949), poeta dividido entre o Porto e Castelo de Vide, apesar da desamibilidade para com ele por parte dalguns dos companheiros presencistas, lá empurrando o seu estilo um pouco queirosiano por entre Régios, Torgas e Nemésios, com grande apreço de João Gaspar Simões. Irão ser, precisamente, José Régio, Alberto de Serpa e Luís Moita os responsáveis pela organização, preparação de original e apresentação na primeira vez que se faz a reedição conjunta da obra de Francisco Bugalho, incluída na Colecção Poetas de Hoje da editora Portugália.

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Canções de Entre Ceu e Terra


FRANCISCO BUGALHO
capa e ilust. Átila Mendly de Vétyemy

s.l., 1940
Edições “presença”
1.ª edição
19 cm x 13 cm
96 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
tiragem declarada de apenas 450 exemplares
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Margens


FRANCISCO BUGALHO

Coimbra, 1931
edições presença
1.ª edição
19,7 cm x 17 cm
2 págs. + 82 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo
é o n.º 189 da uma tiragem escassa de apenas 380 exemplares
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA (NÃO ASSINADA) DO AUTOR «À REDACÇÃO DA MAGASINE BERTRANDO» [SIC]
carimbo de oferta da Livraria Bertrand no ante-rosto
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, janeiro 23, 2019

O Estado Actual da Causa Monarchica


C. [CARLOS] MALHEIRO DIAS

Lisboa, 1912-1913
Typographia Editora José Bastos
1.ª edição
25,8 cm x 19,6 cm
4 págs. + 324 págs.
ilustrado
encadernação coeva em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Monarquia de Amanhã


CONDE DE PARIS
trad. Leão Ramos Ascensão
pref. João Ameal

Lisboa, 1948
Edições Gama
1.ª edição
19,8 cm x 13,2 cm
XXXII págs. + 224 págs.
exemplar estimado, vinco na capa, lombada suja e gasta; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de obra teórica e programática, do ainda pretendente ao trono de França, Henri Robert Ferdinand Marie Louis Philippe d’Orléans (1908-1999).

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O Unico Rey


ALMADA DE LACERDA

Porto, 1915
Livraria Magalhães & Moniz – Editora
1.ª edição
20,3 cm x 13,7 cm
36 págs.
subtítulo: Uma campanha realista
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Neste breve opúsculo se dá notícia da cisão monárquica entre os partidários de D. Miguel II e os de D. Manuel II... enquanto a implantação da República já levava meio decénio!

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A Religião na Monarchia


J. FERNANDO DE SOUZA (NEMO)

Lisboa, 1923
Edição das Juventudes Monarchicas
1.ª edição
20 cm x 12,6 cm
32 págs.
subtítulo: A solução do problema religioso na restauração monarchica
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na impossibilidade de recuperar o trono e os antigos privilégios, ia a “nobreza” tecendo todo o género de teorias, a propósito de tudo e de nada, para consumo interno, só para manter o ideal aceso e dizer aos filhos que nem tudo estava perdido. Entretanto, já a Igreja, que burra nunca foi, obtivera dos republicanos a tolerância necessária para imiscuir-se nos destinos do Estado. José Fernando de Sousa (1855-1942), monárquico acérrimo e vice-lugar-tenente do rei exilado, detractor activista da República, esteve no cerne da divulgação das ideias reaccionárias que se materializaram no 28 de Maio de 1926.

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A Contra-Revolução Monarchica


MANOEL VALENTE

Porto, 1912
ed. Autor (Typ. a vapor de J. da Silva Mendonça)
1.ª edição
19 cm x 12,8 cm
224 págs.
subtítulo: Revelações – Critica – Um pedaço de historia
ilustrado
exemplar manuseado mas muito aceitável; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Memórias de um ex-tenente do Exército, conspirador contra a República. As gravuras complementam o aduzido no texto reproduzindo documentos coevos.

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terça-feira, janeiro 22, 2019

Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica


NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e notas
ilust. do pintor Cruzeiro Seixas
badanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

s.l., s.d. [Lisboa, 1965]
Afrodite (Fernando Ribeiro de Mello)
1.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
552 págs. + 6 folhas em extratexto
subtítulo: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade
impresso sobre papel superior
capa impressa a prateado e relevo seco sobre cartolina de fantasia a imitar de tela
exemplar n.º 422 da tiragem especial de 500 exemplares rubricados (carimbo) pela Autora
exemplar em bom estado de conservação, lombada ligeiramente queimada pela presença da luz; miolo irrepreensível, por abrir
peça de colecção
445,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro proibido durante o Estado Novo. Da imprensa da época (Diário de Lisboa, 8 de Janeiro, 1970):
«Julgamento de Escritores por Motivo da Publicação de um Livro Tido por Imoral – No banco dos réus estão, esta tarde, no Plenário Criminal da Boa Hora, os escritores e poetas Mário Cesariny de Vasconcelos, Luís Pacheco, José Carlos Ary dos Santos e Natália Correia e, ainda, o comerciante Fernando Ribeiro de Melo, o empregado de escritório Francisco Marques Esteves e o técnico têxtil Ernesto Geraldes de Melo e Castro, como presumíveis delinquentes no processo movido pelo Ministério Público, em consequência da publicação do livro “Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”, a qual foi considerada “abuso de liberdade de Imprensa”.
Segundo a acusação, o livro [...] inclui algumas poesias que “ofendem o pudor geral, a decência e os bons costumes”.
Na tribuma do Ministério Público, toma lugar o dr. Costa Saraiva, ajudante do procurador da República; como patronos dos acusados, intervêm os drs. João da Palma Carlos, Luso Soares, José Vera Jardim, Francisco Vicente, Salgado Zenha e António de Sousa.»

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Amor Crioulo



ABEL BOTELHO
posf. João Grave

Porto, 1919
Livraria Chardron de Lélo & Irmão, L.da, editores
1.ª edição
18,3 cm x 12,3 cm
416 págs.
subtítulo: Vida Argentina
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada
folhas-de-guarda impressas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Barão de Lavos



ABEL BOTELHO

Porto, s.d. [1891]
Livraria Civilização – Casa Editora de Eduardo da Costa Santos & Sobrinho
1.ª edição
17,7 cm x 13 cm
548 págs.*
subtítulo: Patologia Social I
encadernação inteira em pele com gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo*
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo a História da Literatura Portuguesa de António José Saraiva / Óscar Lopes (15.ª ed., Porto Editora, 1989):
«Abel Botelho [...] representa o ponto extremo até onde chegou entre nós a ficção naturalista da escola de Zola. [...] O mais conhecido conjunto de obras de Abel Botelho é o ciclo de [cinco] romances designado pelo título de Patologia Social [...]. O ponto de vista de todos os romances é fácil de reconhecer à simples leitura: a sua principal crítica incide sobre as grandes famílias titulares que apresenta corroídas pelas “diáteses mórbidas” de devassidões e alianças consanguíneas ancestrais; sobre os plutocratas monopolistas; sobre as congregações religiosas, que se reconstituíam a despeito das leis constitucionalistas, em íntima ligação com a classe dominante; e sobre os políticos que se alcandoravam à chefia dos partidos monárquicos através dos mais desonestos conluios. [...]»

* Com falta das págs. 5 a 12.

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