quinta-feira, julho 30, 2020

Poemas Lusitanos do Doutor […]




ANTÓNIO FERREIRA

Lisboa, 1829
Na Typographia Rollandiana
3.ª edição
2 tomos (completo)
110 mm x 82 mm
304 págs. + 256 págs.
encadernações homogéneas recentes de amador inteiras em tela recuperando as pastas e as lombadas em pele gravada a ouro de antiga encadernação
não aparados
o tomo I conserva as últimas páginas onde o impressor imprimia os rótulos de lombada que haviam de servir de identificação aos dois volumes nos exemplares antes de serem encadernados
exemplares muito estimados; miolo limpo, papel sonante
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089

quarta-feira, julho 29, 2020

A Arte e a Sociedade



HERBERT READ
trad. e pref. Alberto Candeias

Lisboa, 1946
Edições Cosmos
1.ª edição
194 mm x 133 mm
216 págs. + 40 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cantar de Novo [junto com] Grândola, Vila Morena


 

[ZECA] JOSÉ AFONSO
pref. António Cabral (livro)
capas de Camilo Mourão (livro) e Patrick Ulmann (vinil)

Tomar | Porto – Lisboa, 1971 e s.d.
Nova Realidade | Orfeu – Arnaldo Trindade & C.ª, Lda.
2.ª edição (ambos)
[179 mm x 111 mm] + Ø 180 mm
112 págs. + 1 vinil
exemplares muito estimados; miolo limpo, vinil sem defeitos
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Introdução de António Cabral:
«[...] Por vezes José Afonso não escreve para que o percebam imediatamente: escreve simplesmente, ao embalo da sugestão musical. As palavras aparecem-lhe sem saber como, talhadas para o espaço que vão ocupar no tempo da canção. Estão ali e falam a linguagem sortílega da música – como nas cantigas de amigo, como nos cantos populares de todos os tempos. [...]
Ouçamos o cantor-poeta numa entrevista ao “Comércio do Funchal” (1/6/69): “Se a canção de protesto pretende directa e concretamente atingir uma dada estrutura político-social num dado momento histórico, com referência a factos, indivíduos e lugares, então eu não sou um cantor de protesto. De resto as minhas canções são predominantemente líricas. Mas elas pretendem opor-se (quer as líricas, quer as intencionais) a padrões de vida, gostos e predilecções, vigentes entre nós”. [...]»

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domingo, julho 26, 2020

Amália


VÍTOR PAVÃO DOS SANTOS

Lisboa, 1987
Contexto, editora
1.ª edição
24 cm x 16,7 cm
320 págs.
subtítulo: Uma Biografia
profusamente ilustrado a preto e a cor
exemplar como novo, sem qualquer quebra na lombada
valorizado pela dedicatória manuscrita da cantora
125,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Custódia da Amália


ÁPIO GARCIA

Lisboa, s.d. [circa 1976]
Edição de Jornal de Lisboa
1.ª edição
20,4 cm x 13,9 cm
40 págs.
ilustrado
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Aníbal da Silva (nasc. 1919-?), conhecido por «Custódia da Amália», foi seu (dela) admirador incondicional, que por toda a parte a seguiu, de concerto em concerto, fosse uma grande sala, fosse as casas de fado do Bairro Alto. Humilde vendedor de fruta por profissão, o mais das vezes nem tinha posses para franquear a porta de entrada dos sítios onde Amália actuava. Certa noite, à saída do restaurante Luso, Amália reparou nele escusando-se por não ter umas moedas para lhe dar, ao que ele, ofendido, respondeu:
«– Não estou a pedir esmola! Vim só para a ver, embora não possa entrar por ser caro e não estar devidamente arranjado!
Mulher extremamente inteligente, sensível e humana, deve ter recebido tão inesperada justificação com profunda surpresa. Esperaria todas as respostas, menos aquela que acabava de ouvir. [...]»
Inquirindo logo ali da pobre condição de Aníbal da Silva, «[...] de pronto, sem a menor hesitação, Amália responde:
– Daqui em diante, onde eu for cantar e o senhor apareça, terá o seu bilhetinho! Não gosto [de] o ver sempre à porta, sem entrar!
A promessa da artista passou a ser rigorosamente cumprida, o que constituiu motivo de grande satisfação para o seu mais declarado “fan”. [...]»

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Chroniques et Traditions Surnaturelles de la Flandre



S. [SAMUEL]-HENRY BERTHOULD

Paris, 1834
Chez Werdet, Éditeur | E. Legrand et Bergounioux
1.ª edição
3.ª série
texto em francês
205 mm x 132 mm
2 pág. + 360 págs. + 2 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
encadernação da época em meia-inglesa com rótulo gravado a ouro colado na lombada
corte das folhas carminado, sem capas de brochura
exemplar estimado, encadernação envelhecida; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, julho 24, 2020

Repertorio Commentado Sobre Foraes e Doações Regias



FRANCISCO ANTONIO FERNANDES DA SILVA FERRÃO

Lisboa, 1848
Na Imprensa Nacional
1.ª edição
2 tomos enc. 1 volume (completo)
225 mm x 163 mm
[LVI págs. + 216 págs.] + 328 págs.
encadernação antiga restaurada em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
185,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, julho 23, 2020

Fèlix Cucurull


FÈLIX CUCURULL
trad. e prefácio de Manuel de Seabra

[capa de Victor Palla ?]

Coimbra, 1959
Atlântida – Livraria Editora, Ld.ª
[1.ª edição]
21,2 cm x 15,3 cm
200 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar em bom estado de conservação
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] “Se tens um monstro escreve-o”, disse um dia Goethe no seu exílio de Weimar. As páginas deste volume são o “monstro” de Cucurull, monstro angustiante que nos seus famosos romances A Miragem e O Silêncio e o Medo assume características de epopeia – a grande epopeia do homem do nosso tempo, prisioneiro de um mundo que ainda não entende.»

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Aparição [junto com] 25 Anos de Vida Literária de Vergílio Ferreira, 1943-1968



VERGÍLIO FERREIRA
et alii
posf. inédito de Vergílio Ferreira
ilust. Júlio Resende
grafismo de Armando Alves

Lisboa / Porto, 1968
Portugália Editora / Editorial Inova
1.ª edição comemorativa
2 volumes (completo) acondicionados em caixa editorial
27,5 cm x 20 cm
[248 págs. + 12 folhas em extra-texto] + 52 págs.
profusamente ilustrados
ambos impressos sobre papel superior
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 610 da tiragem comum declarada de 1.000 exemplares
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Magnífica edição comemorativa dos vinte e cinco anos de exercício criativo do romancista, mas também reconhecido professor liceal. Duas editoras juntam-se satisfazendo a justa homenagem com a reedição ilustrada do romance de Vergílio Ferreira que, aos neo-realistas empedernidos de então (1959), mais custou aceitar. Não sendo propriamente o seu romance da viragem estética, é sem dúvida a sua primeira obra-prima... Para Sempre, em 1983, virá a ser a outra.
A vertente edição, os editores, para além do bom gosto da paleta de Resende, complementaram-na com uma brochura que reúne alguma efémera, como seja artigos de opinião, fotos, reprodução de manuscritos, aforismos, etc.

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A Face Sangrenta




VERGÍLIO FERREIRA
ilust. Lima de Freitas

Lisboa, 1953
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
23,5 cm x 17,1 cm
80 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
composto manualmente em elzevir na Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco em Lisboa e impresso a azul sobre papel tipo “manteigueiro”
encadernação modesta inteira sintético gravada a ouro na lombada
conserva as capas de brochura
exemplar estimado, capas aciduladas; miolo limpo
inclui o postal de retorno para captar assinantes das edições
é o n.º 430 de uma tiragem declarada de apenas 500 exemplares assinados pelo escritor e que incluem a reprodução de cinco desenhos do pintor Lima de Freitas
PEÇA DE COLECÇÃO
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da primeira colectânea de contos do romancista Vergílio Ferreira (1916-1996), fazendo a ponte entre o neo-realismo inicial na sua obra e uma escrita de reflexão existencialista, que ocupará o seu espírito até ao fim da vida.

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Contos

 

VERGÍLIO FERREIRA
capa e grafismo de Manuel Dias e Georgina Martins


Lisboa, 1976
Editora Arcádia, S.A.R.L.
1.ª edição
210 mm x 144 mm
260 págs.
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a negro na lombada, sobrecapa a duas cores directas
exemplar estimado; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, julho 22, 2020

A Verdade Sôbre a Compra da Igreja de São Julião



MANUEL RODRIGUES

Lisboa, 1934
Edições SPN [Secretariado de Propaganda Nacional]
1.ª edição
200 mm x 151 mm
76 págs.
subtítulo: Notas oficiosas do Doutor Manuel Rodrigues, Ministro da Justiça, de 26 de Julho e 9 de Novembro de 1934
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do notório e autêntico edificador da ditadura para além da ditadura, o Estado Novo, quer no pensamento de uma política autoritária a seguir quer na sua legitimação jurídica, como ministro da Justiça que foi. Estava, então, em curso um processo alargado de reposição da influência e devolução à Igreja dos bens e privilégios que a República havia arrolado. São aqui postas em causa decisões anticlericais tomadas por Afonso Costa em 1911.



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segunda-feira, julho 20, 2020

Intervenção (Minha) Surrealística?!!!!!



LUIZ Pacheco
capa de Hugo Canoilas
grafismo de PCD

Lisboa, 2020
Barco Bêbado
1.ª edição
190 mm x 130 mm
20 págs.
exemplar novo
10,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do cólofon:
«[…] carta de um quasi-sociólogo Luiz Pacheco para Vitor Silva Tavares (circa 1967) […].»
Da matéria-texto:
«[…] Pergunta de Vitor Silva Tavares:
mas onde a intervenção (surrealística) pachecal?
[…] Que ela começou no tal lapso em que antigos companheiros meus do neo-realismo, e muito (ao que pareciam, e acreditei então) mais fanáticos, marxistas, dogmatizados, etc. e etc. do que eu se passavam para umas brincalhotices de café, cadáveres-exquisitos e outras chinesices imitativas do Nadeau (do que eles tinham lido pelo Nadeau), precisamente numa altura, 46-48, + ou -, em que se tentava, outros tentavam, dar um empurrão nisto. […]»

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domingo, julho 19, 2020

Elogio Historico de Antonio Feliciano de Castilho, Visconde de Castilho



THOMAZ RIBEIRO

Lisboa, 1877
Academia Real das Sciencias de Lisboa [Typographia da Academia]
1.ª edição
242 mm x 158 mm
40 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Lido na Sessão Publica da Academia Real das Sciencias de Lisboa em 15 de Maio de 1877 – Com o retrato do visconde gravado em aço
ilustrado
exemplar estimado, capa envelhecida e suja; miolo limpo, parcialmente por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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D. Miguel – A Sua Realeza e o Seu Emprestimo Outrequin & Jauge



[THOMAZ RIBEIRO]

Lisboa, 1880
Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, impressor da Casa Real
1.ª edição
242 mm x 160 mm
312 págs.
subtítulo: Estudo critico, historico e juridico
sóbria encadernação de amador em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior direito do ante-rosto
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Noites de Insómnia



CAMILLO CASTELLO-BRANCO
pref. Bettencourt Raposo

Lisboa, s.d.
Editores J. Rodrigues & C.ª
1.ª edição
218 mm x 137 mm
12 págs.
subtítulo: Annotações do autor
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Por vezes, os impressos importantes também são, além dos livros dos autores, toda uma bibliografia de vária e efémera que traz à luz, de quem mostra apreço pela leitura, aspectos de oficina literária ou das circunstâncias pessoais em que são criadas suas páginas escritas. É toda uma bibliografia o mais das vezes patenteando um secreto, um omisso sangrar aflitivo subjacente às obras dos autores. No vertente caso, estamos apenas perante um feliz testemunho da atenção que Camilo continuava a dedicar aos seus livros, mesmo após publicados, esboçando à margem dalguns exemplares ora uma informação culta entretanto surgida, ora a correcção de involuntário erro. E para salvar estes exemplares anotados, que com a morte do escritor “se perderam”, não há como um coleccionador perspicaz, não há como algum alfarrabista que saiba ler o que lhe passa pelas mãos na voragem do comércio de herdeiros a verem-se livres das bibliotecas que os antepassados pacientemente juntaram. O bibliófilo Bettencourt Raposo toma, assim, no seu amor culto, o encargo de fazer publicar tudo quanto conseguiu colher da tremenda caligrafia de Camilo à margem duns exemplares, que possuía, da obra Noites de Insónia, anteriormente exemplares de trabalho do escritor.

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Ex.mo Sr. Dr. Arnaldo Dantas da Gama – Carta inédita de Camilo Castelo Branco a propósito de «A Caldeira de Pero Botelho»

CAMILO CASTELO BRANCO

Lisboa, 2006
frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
16 págs. + 4 págs. em extra-texto
exemplar novo
19,00 eur (IVA e portes incluídos)

A edição reúne a carta em fac-símile e a sua transcrição, juntas com uma carta do mesmo dirigida a António Feliciano de Castilho, segundo compilação e prefácio de Paulo da Costa Domingos e Telma Rodrigues. Do Exórdio:
«Os leilões são uma torrente de conhecimento e aventura pela nossa humanidade passada. Ao invés do que, ciúme ou ganância, afirmam certos colegas editores, são, actualmente, os antiquários e os alfarrabistas os únicos negociantes de livros com interesse iniludível e feliz surpresa… Já que os mais, editores e livreiros de novidades estabelecidos, fraca mercadoria exibem nas suas quitandas. Dizíamos dos leilões: que das gavetas de algum cuidado coleccionador trouxeram à luz, no caso, a carta manuscrita inédita de Camilo Castelo Branco motivo da vertente publicação. Foi numa tarde do Outono de 2005, em amena sessão no Palácio do Correio Velho, com o número de lote 366, a uma sexta-feira sem história nem sobressalto, 7 de Outubro, que, por uns irrisórios cem contos (moeda antiga), ficámos na posse de maior riqueza para o domínio público das ideias. E do que se trata, afinal, no preciso capítulo destas?
Conhecia-se já, comunicada por João Costa em 1924, no seu trabalho Castilho e Camilo, Correspondência Trocada entre os Dois Escritores, carta escrita à data de 26 de Março de 1867 por Camilo ao poeta António Feliciano de Castilho, e que, entre assunto vário, expressa a sua total indisponibilidade para ler um romance de Arnaldo Gama, então novidade livreira no Porto. A dúvida, porém – dúvida, claro, para quem se interessa pelos detalhes do quotidiano dos nossos antepassados –, surge quanto ao título da tal obra de Arnaldo Gama, pois que duas haviam saído dos prelos, por essa altura, a curto intervalo entre si.
O camilianista Alexandre Cabral, editando novamente essa carta, nos anos oitenta, em obra sua profusamente anotada, Correspondência de Camilo Castelo Branco com António Feliciano de Castilho – I, continuava a ignorar que romance teria desgostado Camilo: “O romance de Arnaldo Gama, que Camilo afirma peremptoriamente que nunca lerá, deve ser um destes dois títulos: O Filho do Baldaia ou A Caldeira de Pero Botelho, editados ambos em 1866, o primeiro pela Viúva Moré; e o segundo, pelo Cruz Coutinho.” Ora, dado o conhecimento de hoje, do que inédito estava, fica assim desfeita a dúvida… Outras razões faltassem a justificar a presente edição do saboroso naco epistolográfico.
Mas não: o próprio conteúdo [...] fac-similado e transcrito até pode agradar-nos.
Com razão, acerca da carta autógrafa, alguém escreveu na ficha descritiva no catálogo da leiloeira: “muito valiosa pela sua graça e chiste” – o que é justo apreço literário ao arrepio do preço a licitar. E nem aí se suspeitava a maior graça que a coisa passa a ter logo que, juntando duas missivas, verificamos quão contrárias são as opiniões de Camilo sobre o mesmo objecto, com dois dias de intervalo e dirigindo-se a dois distintos interlocutores: um, o autor da Caldeira, talvez à míngua de aprovação do reconhecido mestre… sendo que se desconhece em que termos se dirigiu ele a Camilo no acto de enviar-lhe o livro; o outro, poeta que o prosador sempre teve em alta consideração (quando sobre ele não emitia, junto de terceiros, ditos biliosos), com quem desabafa os horrores que vai lendo, ou evitando. [...]»

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sábado, julho 18, 2020

A Nova Sciencia de Curar


LUIZ KUHNE
trad. Alfredo Chaves

Leipzig, s.d. [circa finais do séc. XIX; 1899 a edição alemã]
Luiz Kuhne, Editor
3.ª edição
215 mm x 157 mm
374 págs. + X págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Baseada no Principio da Unidade de Todas as Doenças e seu tratamento methodico, com exclusão dos medicamentos e operações, segundo este principio
ilustrado
encadernação de amador em meia-inglesa restaurada com rótulo gravado a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo, papel acidulado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Naturopata, conhecido pela aplicação da hidroterapia, vegetariano radical, o dr. Kuhne professava a ajuizada teoria de que o organismo humano se expõe às doenças devido a uma alimentação errada geradora de um excesso de toxinas. A razoabilidade das suas teorias fundamentava-se numa divisa de Leibniz que o frontispício desta obra ostenta: «Quando se busca a verdade, não se devem contar os suffragios».

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O Leite [junto com] Como Se Fabrica a Manteiga [junto com] Como Se Fabrica o Queijo



J. B. DE MATOS TORRES

Porto, 1933-1936-1929
Edição da Enciclopédia da Vida Rural
1.ª edição (todos)
203 mm x 136 mm
60 págs. + 64 págs. + 80 págs.
profusamente ilustrados
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
juntou-se uma cinta de envio-avença com selo da época circulado, marca-do-dia Porto-Central 18 NOV 31
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lote constituído pelos n.os 52-53, 56-57 e 4 da colecção Cartilhas do Lavrador, publicação para a valorização profissional, dirigida por Luís Gama.

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O Leite em Lisboa

FERNANDO VIEIRA DE SÁ
prólogo de António de Sousa

Lisboa, 1992
Clássica Editora
1.ª edição
28,5 cm x 20,3 cm
184 págs.
subtítulo: História do Seu Abastecimento
ilustrado
exemplar novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo da autoria de um licenciado em Medicina Veterinária e especialista em Medicina Sanitária.

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Leite, Manteiga e Queijo



[ANÓNIMO]

Porto, 1927
Livraria do «Lavrador» / Officinas do “Commercio do Porto”
[1.ª edição]
17,7 cm x 11,7 cm
64 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Memoria sobre a Preferencia do Leite de Vaccas ao Leite de Cabras para o Sustento das Crianças […]




JOSÉ PINHEIRO DE FREITAS SOARES

Lisboa, 1812
Na Typographia da Academia [Real das Sciencias]
1.ª edição
200 mm x 145 mm
66 págs.
subtítulo: […] principalmente nas grandes casas dos expostos; e sobre algumas outras materias, que dizem respeito á criação delles
brochura no estado primitivo da sua publicação conservando o papel marmoreado original de protecção
exemplar estimado, discretos restauros no papel que serve de capa; miolo limpo, pape sonante
ocasionais carimbos de posse do arquivo-biblioteca da Misericórdia de Lisboa
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

De José Pinheiro de Freitas Soares diz-nos Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo V, Imprensa Nacional, Lisboa, 1861): «Bacharel formado em Medicina pela Universidade de Coimbra; Medico honorario da Real Camara; Physico‑mór do Reino; Censor regio da Meza do Desembargo do Paço; Membro da Junta de Saude Publica; Socio da Academia Real das Sciencias de Lisboa, etc. – N. no logar e freguezia de Agueda, districto de Aveiro, a 2 de Maio de 1769 […]. O primeiro logar que exerceu foi o de Medico do partido da Camara de Aveiro, nomeado por provisão do Desembargo do Paço de 12 de Agosto de 1800 […]. Morreu em Lisboa em Março de 1831, segundo uns, ou de 1832, como outros dizem. […]»

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sexta-feira, julho 17, 2020

O Cometa de Halley e a Sua Influencia Provavel na Terra



A. RAMOS DA COSTA

Lisboa, 1910
Livraria Ferreira, Editora
1.ª edição
250 mm x 194 mm
48 págs. + 9 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar envelhecido mas aceitável, capa com restauros; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, julho 16, 2020

Terra Sigillata


MÁRIO CLÁUDIO
capa e ilust. Carlos Ferreiro

Lisboa, 1982
& etc – Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
1.ª edição
17,5 cm x 15,3 cm
44 págs.
capa impressa a negro no verso de cartolina duplex, sobrecapa a três cores directas sobre papel tipo kraft
miolo impresso a sépia sobre semi-cartolina amarelo mostarda
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral e Pedro Mexia acabaram de atribuir ao seu amigo Rui Manuel Pinto Barbot Costa (nasc. 1941), dito Mário Cláudio, o literário Prémio D. Dinis com dinheiro da Fundação da Casa de Mateus... O habitual.

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Damascena


MÁRIO CLÁUDIO
capa de Lovato Guerrino

Lisboa, 1983
Contexto, Editora, Lda.
1.ª edição
21,1 cm x 15 cm
100 págs.
exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer quebra na lombada, ligeira mancha na capa; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa (António José Saraiva / Óscar Lopes, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989):
«[...] A poética de uma intertextualidade pós-modernamente bem à vista procede em Mário Cláudio ([pseud. de] Rui Manuel Barbot Costa, n. 1941) de um modo menos meditativo e bem mais directamente sobre as analogias de um imaginário que associa uma infância ou adolescência claramente rural ou (provincianamente) citadina portuguesa com um vasto leque de leituras (literárias e outras), viagens, evocações plásticas ou rítmicas, em textos que são, por isso, de composição poética mesmo quando não versificadas [...].»

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Poesias Escolhidas



NATÉRCIA FREIRE
pref. Jacinto do Prado Coelho

Lisboa, 1959
Portugália Editora
1.ª edição
215 mm x 150 mm
192 págs.
subtítulo: 1942-1952
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Infância de Que Nasci



NATÉRCIA FREIRE
capa e ilust. Ofélia Marques

Lisboa, s.d. [1957, seg. BNP]
Portugália Editora
1.ª edição
22,8 cm x 16,8 cm
120 págs.
ilustrado
exemplar estimado, lombada esfolada; miolo limpo
carimbos de posse rasurados
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, julho 15, 2020

Histórias e Bonecos




JOSÉ DE LEMOS

Lisboa, 1962
Edições Ática, Ld.ª
3.ª edição
235 mm x 167 mm
56 págs.
profusamente ilustrado a cor
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
ocasionais carimbos da Sociedade da Língua Portuguesa
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Maria Migalha



VIRGINIA LOPES DE MENDONÇA
LAURA CHAVES
ilust. Vasco Lopes de Mendonça

Lisboa, 1937
Edições Europa
1.ª edição
205 mm x 132 mm
114 págs.
subtítulo: Fantasia infantil em 3 actos e 8 quadros
ilustrado
encadernação recente inteira em papel gofrado impresso a negro na pasta anterior
não aparado
conserva a capa anterior da brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE LAURA CHAVES
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Vozes Perdidas



LAURA CHAVES

s.l. [Lisboa], 1925
s.i. [ed. autora]
2.ª edição
104 mm x 135 mm (oblongo)
96 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089

A Céu Aberto



PAULO DA COSTA DOMINGOS
ilust. Pedro Calapez
paginação binária de PCD

Lisboa, 2017
Averno
1.ª edição
178 mm x 130 mm
112 págs.
exemplar novo
14,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um dos poemas:

A  MONTANTE

Quando o rio está por perto
ou nos rodeia em golfadas
batidas nos rochedos e a vertigem
ou o enjoo nos atira a cabeça
para as nuvens, nossos dedos
contaminados de melodia
tacteiam a superfície branca
do papel que aguarda
um certeiro lance de boa tinta.

A chuva veio picar o dorso
do estuário lacrimejando visões
plúmbeas enquanto o pintor
mói sílabas no seu almofariz
para o poeta que lhe estic’a tela
e ambos, embora náufragos da ideia,
aprontam um navio que é somente
desejo, desamparo e teimosia
em siar a quimérica corrente.

Foi preciso chegar ao lugar de partida
cujos remadores são só esqueletos
devorados pela descida à mina de lava
onde retinem telefones que explodem
dentro dos ventres das impúberes
disponíveis a troco dalguma fantasia
ou do salto para a meia-idade
abruptamente prometido, foi preciso
isso para amar o caminho.

Olhamos o horizonte como a um celeiro
exangue e desvalido que uma barca funerária
atravessa distribuindo suas cartas de sortes
sob latidos, e uma vez e outra vez
o furor da vaga doida no molhe
lembra-nos a pequenez do orgulho
no nosso cântico de deslumbramento,
nosso pobre e frágil sentido trágico
no epicentro da planetária tragédia.

Não sabemos se do ópio se daquilo
que nos insinuam na comida
apontando o féretro no ascensor
ficámos cegos aos rebentos novos
cada qual com sua conclusão
acerca de nada, que parece tudo,
e apesar da atrevida oitava na voz
o desconforto da mentira circundante
arruína a alegria das nossas vidas.

Também trazemos o pouco dinheiro
sem queixas, acenos ou tormento,
porque com algum cabedal se paga
o lugar e o tempo neste mundo
e a jornada heróic’a espalhar sementes
nas cabeças secas improdutivas,
sabe-se lá com que dificuldade...
¡ou susto!, trazemo-lo por trocado
e por grosso na forma de suor.

Por vezes são os bocejos que estão
na ordem-do-dia como um campo,
um respirável campo de papoilas
sem ídolos nem chefes, e aí
a obscenidade chama-se Morte e
chamamo-la para dentro da infância
no esticar a tela, no mooooeeer
as sílabas atirando a cabeça
para as nuvens, rendidos.

Os latidos do nosso pisteiro
cavam o contraponto na montanha,
uma água que escorre estimula
o ritmo (embora a multidão
apenas deslize como pastosa lama
de parco desígnio, nenhuma paixão
ou alma) e o nosso pouco é então
enorme, do tamanho do ser mas
com asas e temos por fim um nome.

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Cal



PAULO DA COSTA DOMINGOS
pref. Vitor Silva Tavares
capa sobre ilust. Francisco Cervantes de Haro
paginação binária de PCD

Lisboa, 2015
Averno
1.ª edição
178 mm x 130 mm
96 págs.
subtítulo: Segunda parte de Nas Alturas
exemplar novo
13,00 eur (IVA e portes incluídos)

Passagem de um dos poemas:

[…]
Das serras escorre – ainda – água
limpa, ao encontro da uva
em verdes musgos,

que homens e linces partilham
ao fim da tarde. Escorre
daí uma melancolia,

a sonolência do arbusto
que aguarda o seu meteorito
incandescente, uma sarça.
[…]

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