CARLOS MALHEIRO DIAS
Lisboa, 1905 e 1907
Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira & Cta.
1.ª edição
3 volumes (completo)
18,9 cm x 12,5 cm
366 págs. + 304 págs. + 334 págs.
exemplares estimados, capas sujas e restauros nas lombadas dos dois primeiros volumes; miolo limpo
assinatura de posse de Joaquim de Moura Relvas nos dois primeiros, carimbo e selo de entrada na Biblioteca do Conservatório Nacional no terceiro volume
65,00 eur (IVA e portes incluídos)
Inicialmente publicadas entre 1904 e 1906, sob forma
croniqueira, nas páginas de O Comércio do
Porto, a importância que o seu autor lhes dá pode, ainda hoje, constituir
um exemplar pretexto para prosadores em ascensão. Da nota introdutória ao
segundo volume: «[...] Um dos assumptos mais familiares a estas ligeiras e
despretenciosas cartas, fôra a vida mundana de Lisboa. A escolha de tal
assumpto traduzia menos a minha competencia e predilecção por elle do que o
reconhecimento da sua importancia na historia dos costumes, unica em que se
deve exercitar a actividade laboriosa de um chronista. Não me competiam, no
jornal para que habitualmente as escrevo, as graves dissertações de caracter
politico, ou as ponderadas apreciações do movimento economico. Mas a vida não
se reduz a essas duas grandes manifestações do talento e do esforço humanos. O
que menos se vê na vida e o que menos
espaço occupa n’ella são esses formidaveis geradores de energia social, que
imprimem e regulam o movimento aos factos. [...]» Assim, sabendo que quer a
história económica, quer a da política são incapazes de nos relatar a
verdadeira vida, o monárquico Malheiro Dias mistura-se
nos pequenos acontecimentos quotidianos, não propriamente do povo mas nas
intrigas de uma burguesia urbana nascente, e dá-nos o afresco dos últimos anos
que antecederam o triunfo da República.
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