quinta-feira, agosto 22, 2019

Paisagem Durante a Batalha



PAULO DA COSTA DOMINGOS
capa e ilust. fotográfica de Rui Baião

Lisboa, 2019
viúva frenesi
1.ª edição
19 cm x 11 cm
128 págs.
ilustrado
impressão digital
exemplar novo
tiragem de apenas 150 exemplares
15,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um excerto:

Aí vêm os assuntos, a jardinagem.
¿Quando foi que tudo isto
aconteceu?... as palavras – cada qual
para seu lado; a separação.


Da árvore da seda
tombou a luxúria
sob a sombra das uvas,
coroa de espinhos
numa dívida à ternura:

estaríamos bem se
a estação límpida
sua luz cobre prolongasse
e o sabor das maçãs fosse
o estrume do êxtase.

Sabor das muitas maçãs
da árvore da seda.


Fulana e sicrana perderam-se
no jardim das delícias
sugadas por uma sombra
da filosofia, o idioma

em versos que rodopiam
com’ o aroma de zínias
significantes, um horizonte
pontilhado de gado

e por perto a ribeira...
a fresca ribeira do sexo.


A verdade do homem
que entra duas vezes no mesmo rio
escuro como vinho
e, mudado em lobo, desce
ao fundo de si, cai.
¿Mas será um homem, afinal, verdadeiro?
¿uma erva pujante de palavras?
que outro homem sangre…


Meia prece ia de oceano a oceano,
ninguém se apercebia
e o dia nascia para falar-nos
ao coração. Um coração
onde já sessenta noites pesam
de extinta frescura e música:
a melodia crassa do caminho
no campo de batalha.

Para o espectáculo do horror
de sessenta homens retoiçados
uma vara se ergue no centro
dos planos: rodeiam-na mulheres
com suas trouxas de roupa,
ribeira enxuta: um cristal.

Aguarda-se a outra meia prece. […]


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telemóvel: 919 746 089

Alguma Poesia Portuguesa



EUGÉNIO DE ANDRADE
LUÍS DE CAMÕES
EGITO GONÇALVES
LUÍS VEIGA LEITÃO
PAPINIANO CARLOS
et alii
capa e grafismo de Armando Alves
ilust. José Rodrigues

Porto, 1972-1973
Editorial Inova
1.ª edição
22,3 cm x 14,3 cm
92 págs. + 88 págs. + 100 págs. + 94 págs. + 16 págs.
inclui os volumes 13, 26, 7 e 16 da Colecção Duas Horas de Leitura:
1 – Eugénio de Andrade, Antologia Breve;
2 – Eugénio de Andrade (org.), Variações Sobre um Corpo;
3 – Luís de Camões (Eugénio de Andrade, org.), Versos e Alguma Prosa;
4 – Egito Gonçalves | Luís Veiga Leitão | Papiniano Carlos, Sonhar a Terra Livre e Insubmissa
encadernação editorial inteira em tela encerada, gravação a negro na pasta anterior e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Roteiro Lírico do Porto


ANTÓNIO LOUSADA
ilust. Neves e Sousa

Porto, 1949
[ed. Autor]
1.ª edição
22 cm x 16,6 cm
52 págs.
ilustrado com três desenhos de página inteira
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de António Ramos Pinto Cálem (1913-1990), notável da cidade do Porto ligado à exportação de vinhos.

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Alguns Artigos



ANTÓNIO LOUSADA

Porto, 1965
s.i. [ed. autor]
1.ª edição [artigos reunidos]
21,2 cm x 15,6 cm
104 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: 1959-1964
ilustrado com reprodução de óleo de Carlos Carneiro
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de artigos vários do autor, dispersos pela imprensa periódica do Norte.

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Na Linha de Fogo



FERNANDO DE CASTRO PIRES DE LIMA

Porto, 1938
Livraria Civilização
1.ª edição
19,7 cm x 13,2 cm
252 págs.
subtítulo: Discursos e conferências
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Trovas



ANTÓNIO DE FRANÇA

Funchal, 1935
Typ. Esperança [ed. autor ?]
1.ª edição
19 cm x 12 cm
198 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, capa suja; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR «AO HUMORISTICO "RENHAU-NHAU"»
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do padre Caetano António de França (1863-1962), de São Vicente, cujas rimas de feição popular são testemunho da vitalidade criativa da chamada encosta Norte da ilha.

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Alfacinhas




ALBERTO SOUZA (plano e ilustrações)
ARTUR INEZ (dir. literária), et alii
coord. e pref. Fernando Souza

Lisboa, s.d. [circa 1962]
ed. Fernando Souza
1.ª edição
12 fascículos (completo)
29,8 cm x 23,6 cm
4 págs. + 210 págs. + 8 págs. (fascículo specimen)
subtítulo: Os Lisboêtas do Passado e do Presente
profusamente ilustrado a cor
cadernos soltos por encadernar acondicionados em estojo próprio de linho com cromo colado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Além dos autores já referidos, junta esta magnífica peça artística e tipográfica os nomes, entre outros, de Alfredo Guisado, Alves Redol, Aquilino, Ferreira de Castro, Julieta Ferrão, Maria Judite de Carvalho e Urbano Tavares Rodrigues; ao padre Moreira das Neves coube o espiche da religião. Como o próprio título indica, trata-se de uma história visual acerca da antiga capital do Reino e da moderna metrópole urbana e seus habitantes.

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Os Pomares



[ANÓNIMO]

Porto, 1923 [aliás, 1922]
Livraria do Lavrador
2.ª edição
16,9 cm x 11,1 cm
224 págs.
subtítulo: Maneira de ter boa fructa
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Coelhos



A. JACINTO FERREIRA

Lisboa, 1942
Edições Gama
1.ª edição
17,9 cm x 13 cm
156 págs. + 16 págs. em extra-texto (imagens)
subtítulo: Carnes e peles. Alojamentos. Reprodução. Alimentação. Higiene e doenças
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse e datação na capa
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Pteridophytos e a Decadencia do Reino Vegetal



ANTONIO VENANCIO D’OLIVEIRA DAVID

Lisboa, 1890
Typ. da Companhia Nacional Editora
1.ª edição
24,1 cm x 15,8 cm
6 págs. + 242 págs.
exemplar estimado, lombada com restauro; miolo limpo, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, agosto 21, 2019

Viticultura Pratica Portugueza




M. RODRIGUES DE MORAES

Porto, 1907
Livraria Moreira | Gazeta das Aldeias – Editoras
2.ª edição
20,4 cm x 14,4 cm
XVI págs. + 324 págs.
ilustrado
encadernação inteira em sintético com rótulo gravado a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, restauros na folha de ante-rosto; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tratado Prático e Técnico sôbre Fabrico e Tratamento de Vinhos



SANTOS DELGADO

Lisboa, 1926
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
1.ª edição
19,3 cm x 11,5 cm
384 págs.
exemplar estimado, restauros nas capa e lombada; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Vinho



[ANÓNIMO]

Porto, 1953
Publicação do Jornal Agrícola «O Lavrador»
«nova edição completamente remodelada»
18,2 cm x 12 cm
120 págs.
subtítulo: Lagar – Material – Preparativos – Vindima e Transporte
ilustrado
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Le Porto et la Bonne Chère



RAYMOND BRUNET
VALENTE PERFEITO
ilust. Carlos Carneiro

Porto, 1956
Édition de l’«Instituto do Vinho do Porto»
1.ª edição
texto em francês
21 cm x 14,7 cm
48 págs.
ilustrado
impresso a duas cores sobre papel superior creme
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vinho do Porto, o Vinho da Filosofia



H. WARNER ALLEN
trad. e pref. Mário Bernardes Pereira
ilust. J. Mirão

Porto, 1946
Edição do Instituto do Vinho do Porto
1.ª edição
25,1 cm x 17,6 cm
104 págs.
ilustrado
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da tradução apenas do capítulo VII da obra The Romance of Wine, editada em Londres no ano de 1931. O britânico H. Warner Allen (1881-1968), para além de dedicar-se sobretudo ao género policial, deixa algumas obras não-ficcionais em torno do vinho.

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Plantio da Vinha



MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

Lisboa, 1938
Direcção Geral dos Serviços Agricolas – Repartição de Estudos, Informação e Propaganda
2.ª edição
21,4 cm x 14,2 cm
72 págs.
subtítulo: Disposições Legislativas
exemplar estimado, pequenos defeitos na contracapa; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Expansão Económica dos Vinhos Portugueses



ANTÓNIO AUGUSTO ANTUNES JÚNIOR
pref. Eduardo Alberto Lima Basto

Lisboa, 1934
Edição da Associação Comercial de Lisboa
1.ª edição
19,8 cm x 13 cm
90 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Homem – Representação Graphica da Sua Estructura em Cinco Chromos Sobrepostos com Texto Explicativo



ARDISSON FERREIRA, trad.

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – São Paulo – Belo Horizonte, s.d. [circa 1930]
Livrarias Aillaud e Bertrand – Aillaud, Alves & C.ª / Livraria Francisco Alves
s.i.
43,3 cm x 19 cm
16 págs. + 1 desdobrável em extra-texto (5 figuras polícromas)
ilustrado a negro no corpo do texto e a cor em separado
texto a duas colunas
boa encadernação recente em papel com lombada em tela, capas de brochura restauradas e espelhadas
não aparado
exemplar estimado; miolo limpo, com restauros de estabilização periféricos, cromos em bom estado
peça de colecção
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ardisson Ferreira (1873-1932), sendo médico e cirurgião, também se dedicou à escrita, nomeadamente como divulgador da cultura física, e neste particular foi o tradutor das obras de Johannes Peter Müller.

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Saúde e Longevidade




A. C. SELMON

Lisboa, s.d. [1929]
Sociedade Filantrópica Adventista
s.i. [1.ª edição]
21,6 cm x 15 cm
360 págs. + 3 folhas em extra-texto (policromias)
subtítulo: Tratado escrito em linguagem vulgar sôbre as causas, prevenção e tratamento das doenças mais comuns
profusamente ilustrado
encadernação editorial em tela encerada, gravação a negro e ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, agosto 20, 2019

Azas de Coragem


VIRGINIA DE CASTRO E ALMEIDA, trad., adapt. e pref.
[aliás, Georges Sand]

Lisboa, 1925 [aliás, 1924]
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (filhos)
1.ª edição
19,1 cm x 12,5 cm
292 págs.
subtítulo: Contos para creanças
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio da tradutora:
«Georges Sand, essa mulher admiravel que tão intensamente viveu pelo espirito e pelo coração, querendo no fim da vida divertir e educar as netas, escreveu para ellas alguns contos. [...]
Folheando agora [...] os contos de Georges Sand avó, achei-os ainda mais lindos; e pensei que, se os collocasse ao alcance dos nossos pequenos leitores portuguezes, daria a estes um presente magnifico. [...]»
E assim sendo, passou Virgínia de Castro e Almeida à poda, reescrita simplificadora e mudança de nomes que considerou «arrevezados», «resumindo certas descripções, substituindo outras, intercalando explicações», etc., etc., etc., até a coisa ficar ao seu jeito.

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A Mulher


VIRGINIA DE CASTRO E ALMEIDA
capa de Raul [Lino]

Lisboa, 1913
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira
1.ª edição
19,4 cm x 13,1 cm
360 págs.
subtítulo: Historia da Mulher – A Mulher Moderna – Educação
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse de Agostinho de Campos na capa e, no miolo, carimbos ocasionais da Sociedade de Língua Portuguesa
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, agosto 19, 2019

O Cancioneiro Sentimental


JOÃO DE CASTRO OSÓRIO
capa de Agostinho Barbieri

s.l. [Lisboa], 1936
Edições “Descobrimento”
1.ª edição
20,4 cm x 15,5 cm
196 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar envelhecido; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Horda




JOÃO DE CASTRO [OSÓRIO]
ilust. Albert Jourdain

Lisboa, 1921
Edições Lusitania
1.ª edição
20,4 cm x 16,5 cm
188 págs.
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Filho da conhecida escritora Ana de Castro Osório, poeta nacionalista ligado ao tradicionalismo lírico português, aqui mesmo dando exemplo do género poesia dramática. Deve-se-lhe a mais correcta edição das obras de Camilo Pessanha, que Ana de Castro Osório havia publicado originalmente nesta sua editora, a Lusitânia, em 1920.

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A Horda


JOÃO DE CASTRO [OSÓRIO]
ilust. Albert Jourdain

Lisboa, 1921
Edições Lusitania
1.ª edição
20,4 cm x 16,5 cm
188 págs.
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Revolução Nacionalista


JOÃO DE CASTRO

Lisboa, 1922
ed. Autor
1.ª edição
18 cm x 12,7 cm
72 págs.
exemplar estimado, pequenas falhas e golpes no papel da capa; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA ASSINATURA DO AUTOR
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

João de Castro Osório (1899-1970), mentor do Centro do Nacionalismo Lusitano (1923-1925), grupo político fascista apoiado, entre outros, por António de Cértima, e de cujo ideário político este opúsculo A Revolução Nacionalista constitui autêntico manifesto. O exemplo da ditadura espanhola do general Primo de Rivera colhia então simpatia junto de uma parte significativa do escol político e militar da direita portuguesa, para a qual as reportagens de António Ferro em Espanha em 1924, publicadas no Diário de Notícias e, depois, em livro, vieram contribuir.

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25 Maneiras de Cozinhar as Batatas



[ANÓNIMO]

Lisboa, s.d.
A. de Carvalho, editor
s.i.
15,5 cm x 10,6 cm
16 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Castanheiro



AUGUSTO FREDERICO POTSCH DA COSTA CARVALHO TALONE

Lisboa, 1919
Instituto Superior de Agronomia
1.ª edição
24 cm x 17,5 cm
2 págs. + 86 págs.
subtítulo: Algumas considerações sobre a sua cultura, exploração e doenças
ilustrado
impresso sobre papel de linho
exemplar estimado, restauro na capa e na lombada; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor deste importante estudo, que viveu entre 1891 e 1961, foi o 4.º visconde de Ribamar.

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sábado, agosto 17, 2019

O Rio Tapajós na Exposição Nacional de Borracha de 1913 no Rio-de-Janeiro


RAYMUNDO PEREIRA BRASIL

Estado do Pará, 1913
Municipio de Itaituba
1.ª edição
21,8 cm x 13,7 cm
2 págs. + VI págs. + 106 págs. + 57 folhas em extra-texto + 1 desdobrável (grande formato: mapa)
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável, capa gasta; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, agosto 13, 2019

Cartas ao muito reverendo em Christo padre Francisco Recreio [...] Por um Moribundo


[ALEXANDRE HERCULANO]

Lisboa, 1850
Typ. de Castro & Irmão
1.ª edição [única]
16,4 cm x 11,6 cm
16 págs.
acabamento cosido à linha e encapado na época com papel de fantasia, aparado à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
peça de colecção
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Resposta de Alexandre Herculano à Justa Desafronta em Defesa do Clero, do padre Francisco Recreio, num tom venenoso, de chacota, em que o historiador nem sequer se debruça sobre uma única das afirmações contra si proferidas. Herculano confessa-se literalmente derrotado e às portas da morte com tanta sapiência dispensada pelo padre, pede-lhe mesmo que venha ter consigo a fim de lhe pedir o seu perdão. E para o conduzir a sua casa, «onde por tanto tempo habitou a abominação da desolação, e hoje mora o arrependimento», oferece-se para o mandar vir num «tivoli, um omnibus, um burro, a passarola de Bartholomeu Gusmão, ou outra passarola, qualquer mais moderna, com tanto que não seja invento de algum bestunto heretico». Porque, afinal, agora que havia lido notícia de tanta sapiência, cria «não só no milagre de Ourique, mas tambem em todos os milagres das Vitae Patrum de Surio, e do Flos-Sanctorum de Ribadeneira, e que o unico senão que acho em toda essa milagraria é o de serem poucos».

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Dissertação | Historica, e Critica, | em que se prova | a milagrosa apparição | de | Christo Senhor Nosso | a elrei | D. Affonso Henriques | antes da famosa batalha | do Campo de Ourique, | publicada em 1786 por seu author | o erudito P. Antonio Pereira de Figueiredo




ANTONIO PEREIRA DE FIGUEIREDO, padre

Lisboa, 1809
Na Impressão Regia
1.ª edição
bilingue (latim / português)
21,8 cm x 16,2 cm
56 págs. + 1 estampa em extra-texto
subtítulo: Agora novamente accrescentada com o auto do juramento do mesmo rei em latim e portuguez, e com varias annotações e authoridades, que devem persuadir, e convencer a todos os fieis portuguezes da verdade de hum facto tão portentoso. Offerecida á nação portugueza por hum dos seus mais verdadeiros Patriotas, para os animar e esforçar nas presentes circunstancias da Guerra contra os Inimigos da Religião e do Throno
acabamento com laçada de linha à vista e sem capas
encontra-se no estado físico em que circulou na época
exemplar manuseado mas aceitável, com alguma sujidade nas páginas exteriores; miolo limpo, por aparar
inclui a estampa original (grav. cobre) «Appariçao de Christo Sr. N. a D. Affonso Henriques»
PEÇA DE COLECÇÃO
210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Afirma Alexandre Herculano, no tomo primeiro da sua História de Portugal (Viúva Bertrand e Filhos, Lisboa, 1846, págs. 328-330), que a batalha de Ourique, a não existir prova documental em contrário, não terá sido mais que «um verdadeiro fossado, isto é, uma dessas entradas que todos os annos se renovavam pelas fronteiras dos sarracenos, e para as quaes eram obrigados, pelas suas cartas de foral, os cavalleiros villões dos diversos concelhos [...]. [...] sendo o primeiro tentado pelos portuguezes além do Tejo, e conduzido pelo proprio infante [Afonso Henriques] no sertão do Al-Gharb, aonde nunca, ou raro, os christãos haviam chegado, contribuiram, acaso, para que a tradição engrandecesse pouco a pouco o sucesso, a ponto de o tornar maravilhoso até o absurdo. [...] Se acreditarmos os chronistas antigos, e ainda os historiadores modernos, a batalha de Ourique foi a pedra angular da monarchia portugueza. [...]» E esta febre milagreira nacionalista foi sendo alimentada ao longo dos tempos, sempre que surgiu a necessidade histórica de exortar os portugueses à defesa dos interesses ou fronteiriços, ou pátrios, ou económicos, ou a lutar contra o invasor, como é o caso do presente volume que, ao reeditar em 1809 um duvidoso texto do século anterior, o faz com o fito de combater pela propaganda a presença de Napoleão no nosso território. Num outro plano, de algum modo este texto esteve na génese da aturada investigação de Herculano, cujas conclusões geraram um rol de estéreis páginas de polémica.

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Justa Desaffronta em Defeza do Clero, ou Refutação Analytica do Impresso Eu e o Clero, Carta ao Em.º Cardeal-Patriarcha por A. Herculano



FRANCISCO RECREIO

Lisboa, 1850
Typographia de Antonio José da Rocha
1.ª edição
20,5 cm x 13,2 cm
128 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a primeira peça de vulto no conjunto de autores que contestaram as posições históricas de Alexandre Herculano relativamente ao dito “milagre” de Ourique. Anunciada na imprensa periódica da época como obra de génio destinando-se a rebater ponto por ponto o historiador, afinal não passou de «[...] um grande bluff. A obra nada tinha de científico, apenas camuflava erudição e saber [...]» de um padre (ver Jorge Custódio / José Manuel Garcia, Opúsculos IV, Editorial Presença, Lisboa, 1985).

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A Fundação da Monarquia Portuguesa e a Batalha d’Ourique (25 de Julho de 1139)



VITORIANO JOSÉ CESAR

Lisboa, 1927
Ministério da Guerra (3.ª Direcção Geral) – Publicação do Arquivo Historico-Militar
1.ª edição
21,9 cm x 16,2 cm
64 págs. + 3 folhas em extra-texto (gravuras) + 1 folha em extra-texto (erratas)
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, agosto 11, 2019

Viagem ao Fim da Noite


LOUIS-FERDINAND CELINE
trad. Campos Lima

capa de Amorim

Lisboa, 1944
Editorial Século
1.ª edição
18,8 cm x 12,4 cm
552 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
peça de colecção
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pela primeira vez Céline é vertido para português, de modo insuficiente, diga-se de passagem, pelo anarco-sindicalista Campos Lima. É uma curiosidade para coleccionadores, que circulou sem restrições nesses anos do final da guerra, uma guerra que fez de Céline um colaboracionista. Posteriormente, no início de 1966, outra casa editora, a Ulisseia, outro editor, Vitor Silva Tavares, e outro tradutor, Aníbal Fernandes, tentarão a sua sorte para nos dar um texto em português completo e correcto: a polícia política, sensível a tudo quanto pusesse em causa o colonialismo, acorreu a apreender a edição.

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Voyage au Bout de la Nuit



LOUIS-FERDINAND CÉLINE

Paris, 1932 [1933]
Denoël et Steele
[2.ª edição]
19 cm x 12 cm
624 págs.
exemplar em muito bom estado, conserva por abrir a cinta promocional, cuja frase constitui um dos elementos que ajuda a distinguir esta da edição original; a indicação «118e édition» no canto superior direito na capa remete para o número de títulos no catálogo do editor, e não para a presente tiragem
peça de colecção
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor proclamadamente anti-semita, o que o levou às hostes nazis. Condenado como colaboracionista após o final da II Guerra Mundial, só não foi executado devido à intervenção de Malraux e de Sartre.
O seu perdão deu muito dinheiro a ganhar à França através da editora que passou a representá-lo em exclusivo: a Gallimard.
Da apresentação do tradutor português Aníbal Fernandes para a edição frenesi (Lisboa, 1997):
«[...] parece, contudo, pacífica a aceitação de Viagem ao Fim da Noite como sua obra-prima. Tem páginas admiráveis, uma construção romanesca sólida, ainda sem aquele melhor-e-pior que já perturba Morte a Crédito, sem dar aquela sensação de desperdício de um enorme talento que nos atinge em tantas páginas da sua obra futura. Céline vem dizermos que todo o homem faz a sua viagem. E vê-a irremediavelmente comprometida com as regiões obscuras da noite – progressiva penetração na miséria e nas vilezas humanas –, quando o homem “já não tem em si música suficiente para fazer dançar a vida”, quando toda a sua juventude morre “num silêncio de verdade”. “Quando a vida nos mostrou tudo quanto pode exigir de cautela, crueldade, malícia para podermos mantê-la melhor ou pior a 37º”, e nos vemos “esclarecidos, bem colocados para compreender todas as sacanices que um passado encerra. Basta que a respeito de tudo e em tudo nos contemplemos escrupulosamente a nós próprios e àquilo a que chegámos quanto a imundície. Acabou-se o mistério, acabou-se a tolice, devorámos toda a nossa poesia uma vez que vivemos até esse momento. É nada de nada, a vida.” “Será talvez isto o que procuramos vida fora, só isto, o maior dos pesares possível para chegarmos a ser nós próprios antes de morrer.”»

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Mea Culpa suivi de La Vie et l’Œuvre de Semmelweis


LOUIS-FERDINAND CÉLINE

Paris, 1937 [aliás, 1936]
Denoël et Steele
impresso por L. Bellenand et Fils
1.ª edição*
18,7 cm x 12,3 cm
128 págs.
exemplar estimado da tiragem comum; miolo limpo
peça de colecção
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da badana da tradução portuguesa de Manuel João Gomes (Antígona, Lisboa, 1989):
«[...] Mea Culpa é um ensaio. Um ensaio aparentemente escrito por uma das muitas personagens celinianas.
O pretexto era falar contra a União Soviética que tinha acabado de visitar. Mas o texto vai mais longe. Fala contra o Homem, contra os outros, contra a solidariedade humana, contra a felicidade, contra o progresso, contra o humanismo.
Para Céline, a Revolução Comunista prova exactamente isso: que não é possível corrigir a maldade humana, que todas as revoluções são uma impostura... Quem tinha razão eram os padres da igreja que pregavam a insignificância do homem e o convidavam a sofrer, a humilhar-se, sem lhe alimentarem quaisquer ilusões de felicidade.
“O Homem nunca teve, no ar ou na terra, senão um só tirano: ele próprio!... Nunca terá outros...”, diz textualmente Céline que acaba a profetizar uma “grande barrela”: a Esperança, a Ideia de Revolução acabarão por destruir o Mundo. Isso para Céline, é positivo: a Terra, nesse dia, será livre. Finalmente.
Mas sendo Céline nazi, as suas críticas ao homem e à sociedade ficarão para a história das inutilidades. [...]»

* A indicação «21me édition» no canto superior direito na capa remete para o número de títulos no catálogo do editor, e não para a presente tiragem.

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