terça-feira, outubro 30, 2018

Os de Paris a João de Deus


aa.vv.
org. Xavier de Carvalho

Paris–Lisboa, 1895
Guillard, Aillaud & Cia
1.ª edição [número único]
32,6 cm x 24,8 cm
28 págs.
profusamente ilustrado a cor
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Homenageando o lírico algarvio João de Deus (1830-1896), abre a publicação o magnífico Eça de Queirós, seguido de outros escritores como Jayme de Séguier, Moniz Barreto, Silva Lisboa ou António Nobre; e de ilustradores como Sousa Pinto ou Teixeira Lopes. Do compositor Óscar da Silva é reproduzida a sua notação musical para o poema Engeitadinha de João de Deus.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Antero de Quental – Fotobiografia


ANA MARIA ALMEIDA MARTINS
grafismo de J. Marques de Abreu

Lisboa, 1986
Imprensa Nacional – Casa da Moeda, E.P.
1.ª edição
28,6 cm x 19,1 cm
336 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel mate superior
sobrecapa igual à capa, rótulo das Publicações Europa-América colado nas costas
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
75,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Os Sonetos Completos


ANTHERO DE QUENTAL
org. e pref. J. P. Oliveira Martins

Porto, 1890
Livraria Portuense de Lopes & C.ª – Editores
«segunda edição, augmentada com um appendice contendo traducções em allemão, francez, italiano e hespanhol»
18,7 cm x 12,5 cm
52 págs. + 184 págs. + VIII págs.
encadernação editorial inteira em tela encerada com mancha nos bordos inferiores das pastas; miolo limpo, pequena falha de papel no canto inferior direito do frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Carlos Relvas, Fotógrafo (1838-1894)


ANTÓNIO PEDRO VICENTE

Lisboa, 1984
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª edição
23,6 cm x 16,7 cm
112 págs.
subtítulo: Contribuição para a História da Fotografia em Portugal no século XIX
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante monografia acerca do fotógrafo que «[...] escreveu um dia: “Eu não passo de um humilde artista e de um photographo de aldea, mas se me é lícito falar n’este assumpto creio que acima de tudo, é indispensável o sentimento artístico, o perfeito conhecimento da luz, uma prática racional, e finalmente uma grande dedicação pela arte para estudar e trabalhar constantemente para não ser arrastado pelas ruas da amargura”. [...]» (Da nota editorial na contracapa do volume)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


terça-feira, outubro 23, 2018

Xavier de Paiva


RAUL ESTEVES DOS SANTOS

Lisboa, 1949
Edição da Associação dos Antigos Alunos de A Voz do Operário
1.ª edição
21,3 cm x 15,7 cm
52 págs.
subtítulo: O primeiro grande poeta vindo das classes proletárias
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
rara publicação «fora do mercado»
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência – seguida de breve antologia de poemas do algarvio Xavier de Paiva (1848-1882) – realizada no Museu Pedagógico, Bibliográfico e Artístico João de Deus por altura do centenário do nascimento do poeta-operário republicano.
Encontra-se referido no Catálogo I do Arquivo Histórico-Social, org. João Freire e Maria Alexandre Lousada (Centro de Estudos Libertários, Lisboa, 1984).

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Assim Cantava um Cidadão do Mundo



ROBERTO DAS NEVES
ilust. Arcindo Madeira, Fernando Dias da Silva, Joaquim Mendes, et alii

Rio de Janeiro, 1952
Editora Germinal
1.ª edição
18,8 cm x 14,4 cm
160 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Poemas que levaram o autor treze vezes aos cárceres do santo ofício de Salazar
ilustrado
encadernação em meia-inglesa com cantos em pele, elegante gravação a ouro na lombada
aparado e carminado à cabeça
conserva a capa anterior de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no topo do ante-rosto
PEÇA DE COLECÇÃO
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Roberto Barreto Pedroso Neves (1907-1981), formado em filosofia e pedagogia, foi jornalista e professor em Portugal, Espanha e Brasil, e um dos grandes impulsionadores da difusão do esperanto. Tendo sido uma das primeiras vítimas da polícia do Estado Novo, desde que foi preso no 1 de Fevereiro de 1927 nunca mais deixou de sofrer com as perseguições que lhe foram movidas. Terão sido as suas muitas sátiras político-sociais o grande motivo de alarme por parte do poder... que assim se mostrava vulnerável à verdade anarquista e anticlerical. Acabando por se exilar no Brasil, Roberto das Neves fundou a Editora Germinal, que deu voz a escritores como Tomás da Fonseca, Edgar Rodrigues, Fernando Queiroga, etc.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Terra Sigillata


MÁRIO CLÁUDIO
capa e ilust. Carlos Ferreiro

Lisboa, 1982
& etc – Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
1.ª edição
17,5 cm x 15,3 cm
44 págs.
capa impressa a negro no verso de cartolina duplex, sobrecapa a três cores directas sobre papel tipo kraft
miolo impresso a sépia sobre semi-cartolina amarelo mostarda
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral e Pedro Mexia acabaram de atribuir ao seu amigo Rui Manuel Pinto Barbot Costa (nasc. 1941), dito Mário Cláudio, o literário Prémio D. Dinis com dinheiro da Fundação da Casa de Mateus... O habitual.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Damascena


MÁRIO CLÁUDIO
capa de Lovato Guerrino

Lisboa, 1983
Contexto, Editora, Lda.
1.ª edição
21,1 cm x 15 cm
100 págs.
exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer quebra na lombada, ligeira mancha na capa; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa (António José Saraiva / Óscar Lopes, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989):
«[...] A poética de uma intertextualidade pós-modernamente bem à vista procede em Mário Cláudio ([pseud. de] Rui Manuel Barbot Costa, n. 1941) de um modo menos meditativo e bem mais directamente sobre as analogias de um imaginário que associa uma infância ou adolescência claramente rural ou (provincianamente) citadina portuguesa com um vasto leque de leituras (literárias e outras), viagens, evocações plásticas ou rítmicas, em textos que são, por isso, de composição poética mesmo quando não versificadas [...].»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


segunda-feira, outubro 22, 2018

Bases para Orçamentos



DAVID XAVIER COHEN

Lisboa, 1913
J. Rodrigues & C.ª – Editores | Livraria Nacional e Estrangeira
3.ª edição («correcta e muito aumentada»)
19,5 cm x 13,1 cm
692 págs. + XXXVI págs. em extra-texto, capa e folhas-de-guarda incluídas (anunciantes)
encadernação editorial inteira em tela gravada a negro e vermelho nas pastas e na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
pertenceu à «Fábrica Vulcano Lisboa Carlos Alves & Cia. Suc.», como pode ler-se no carimbo nos cortes superior e frontal das folhas
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


A Horta


JOAQUIM CASIMIRO BARBOSA

Porto, s.d.
Livraria Chardron de Lélo & Irmão – Editores
3.ª edição
22 cm x 15,9 cm
X págs. + 410 págs.
subtítulo: Tratado das hortaliças e outras plantas hortenses – Sua descrição, multiplicação e cultura
profusamente ilustrado no corpo do texto
cartonagem editorial em tela encerada com gravação a negro e vermelho nas pastas e na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Como Deve Cultivar as Suas Plantas


JOAQUIM MOREIRA DA SILVA
pref. Américo Pires de Lima

Porto, 1955
Edição de Alf.º Moreira da Silva & Filhos, L.da
1.ª edição
23,3 cm x 16,2 cm
88 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Documentos relativos ao Primeiro Congresso Agricola celebrado em Lisboa em Fevereiro de 1888


Lisboa, 1888
Imprensa Nacional
1.ª edição
23,3 cm x 14,7 cm
4 págs. + XVI págs. + 96 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Hydraulica Agricola


ALVARO DA SILVA SIMÕES

Lisboa, 1905
Imprensa Nacional
1.ª edição
23,3 cm x 14,6 cm
16 págs.
subtítulo: Discurso pronunciado na sessão de 6 de Setembro de 1905
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
assinaturas de posse na capa e no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


domingo, outubro 21, 2018

Obras Espirituaes



ANTONIO DAS CHAGAS

Lisboa Occidental, 1735
Na Officina de Antonio Pedrozo Galram [«A’ cufta de Miguel de Almeida e Vafconcellos Mercador de Livros»]
[5.ª edição ?]
20,9 cm x 16,8 cm
2 págs. (frontispício) + 14 págs. (dedicatória, prológo, licença e índices) + 504 págs. + 2 págs. (não num.)
subtítulo: [...] Do espiritual, e veneravel Padre Frey | Antonio das Chagas, | Primeyro Miffionario Apoftolico Francifcano ne- | ste Reyno de Portugal, Fundador do Semina- | rio de Varatojo. | Primeira, e segunda parte | Dedicadas pelo mefmo Author a | Christo | Crucificado.
encadernação coeva inteira em pergaminho mole com o título manuscrito na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de Augusto Guimarães Amora
PEÇA DE COLECÇÃO
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição, a vertente, desconhecida de Inocêncio Francisco da Silva, que refere apenas a edição original de 1684, uma de 1701 e uma em 1762. O antiquário-livreiro Richard C. Ramer refere a existência de duas outras: 1685 e 1728.
Do Diccionario Bibliographico Portuguez (tomos I, Imprensa Nacional, Lisboa, 1858):
«Fr. Antonio das Chagas (2.º), chamado no seculo Antonio da Fonseca Soares, seguiu primeiramente a vida militar, chegando ao posto de Capitão. Depois renunciando o mundo e suas pompas, professou a regra de S. Francisco no convento d’Evora, a 19 de Maio de 1663 quando contava quasi 32 annos de edade. Foi Missionario Apostolico, e instituidor do seminario do Varatojo no convento que ahi fundara elrei D. Affonso V, e de que elle e seus companheiros tomaram posse a 6 de Maio de 1680. – N. na villa da Vidigueira, no Alemtejo, a 25 de Junho de 1631, e depois de regeitar a mitra de Lamego que lhe fora offerecida, morreu com fama de grande sanctidade no referido seminario do Varatojo a 20 de Outubro de 1682, com pouco mais de 51 annos. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


sexta-feira, outubro 19, 2018

Relato do Peregrino


INACIO DE LOYOLA
pref. padre Jerónimo Nadal e padre Luís Gonçalves da Câmara
trad. Maria da Graça Morais Sarmento
capa de Henrique Ruivo

Lisboa, 1976
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
21 cm x 12,8 cm
92 págs.
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo irrepreensível
conserva a cinta promocional de origem
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


História do Colégio de Campolide da Companhia de Jesus


[M. BORGES GRAÍNHA, prof. (trad. e prefácio)]

Coimbra, 1913
Imprensa da Universidade
1.ª edição
23,2 cm x 14,8 cm
LXXVI págs. + 148 págs. + 20 extra-textos + 11 desdobráveis
subtítulo: Escrita em Latim pelos Padres do Mesmo Colégio Onde Foi Encontrado o Manuscrito
exemplar estimado, capa de brochura com falhas de papel; miolo irrepreensível, por abrir
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

De altíssima importância histórica. Permite-nos, por exemplo, perceber por que expulsou o marquês de Pombal os jesuítas, ou por que os perseguiu a República.
Avulso, apenas dois títulos de capítulo esclarecedores: «Colégios para pobres transformados em Colégios para ricos e relutância dos jesuítas em gastar dinheiro com o ensino de crianças pobres», é o IV capítulo; outro, o V: «Antipatriotismo dos jesuítas portugueses. Algumas das suas casas colocadas sob nomes de estranjeiros e resultados pitorescos e aflitivos dessa manigância»; etc.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

quinta-feira, outubro 18, 2018

O Rei do Barué Manuel António de Sousa


RODRIGUES MATIAS
capa e ilust. Júlio Gil

Lisboa, s.d.
Editorial Logos, L.da
1.ª edição
25,5 cm x 19 cm
56 págs.
profusamente ilustrado
texto impresso a duas colunas
exemplar estimado, discreto restauro na capa; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da série Grandes Aventuras Portuguesas, «publicação recomendada pelo S. N. I. e pela M. P.». No tempo dos Descobrimentos tiveram os portugueses, no reino do Barué, a feitoria de Sena, que foi base de abastecimento para a grande feitoria de Tete (Moçambique). São os conflitos criados pela presença portuguesa o que aqui é convertido em idílica aventura literária, para educação da juventude sob o regime do Estado Novo. O contexto é o da vida do negociante de marfim Manuel António de Sousa (1835-1892), que veio a ser peça fundamental na preparação das campanhas de pacificação dos negros levadas a cabo, entre 1891 e 1902, por João de Azevedo Coutinho.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Toledo


ANTERO DE FIGUEIREDO

Lisboa, 1932
Livraria Bertrand
1.ª edição
18,9 cm x 12,2 cm
8 págs. + 228 págs.
subtítulo: Impressões e Evocações
exemplar estimado, manchas na capa e nas duas primeiras folhas; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
autenticado pelo carimbo do autor
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma admirável passagem do texto:
«[...] Moralmente, o meu previsto Toledo era um heterogénio amontoado de povos – celtiberos, romanos, godos, árabes; de raças, sôbre raças, de instituïções vivas erguidas sôbre instituïções mortas, no embate violento de credos religiosos e de sociedades civis antagónicas. Na sobreposição, digamos, nas profanações e secularizações diversas (mesquitas que passaram a catedrais, sinagogas a capelas) as arquitecturas acomodaram-se, apropriaram-se, sem escrúpulo e sem cerimónia: as que serviram o Islam passaram a servir o Cristianismo; nos harens instalaram-se conventos; nos alcáçares, paços imperiais e escolas militares.
Enfim, uma cidade-cemitério onde há o pó dos fanáticos do Corão e o pó dos obcecados do Evangelho; pó, caído e morto, que, em certas noites de ardentia, se ergue e revive, espectralmente, em rondas macabras, no baile opala e verde dos fogos-fátuos. Então, árias dansam com semitas, cristãos com sultanas, alcaides com freiras! [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Toledo



ANTERO DE FIGUEIREDO

Lisboa, 1932
Livraria Bertrand
1.ª edição
18,7 cm x 12,3 cm
8 págs. + 228 págs.
subtítulo: Impressões e Evocações
exemplar estimado, contracapa suja; miolo limpo
autenticado pelo carimbo do autor
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Leonor Teles


ANTERO DE FIGUEIREDO

Paris-Lisboa | Porto | Rio de Janeiro, 1921
Livrarias Aillaud e Bertrand | Livraria Chardron | Livraria Francisco Alves
4.ª edição
17,8 cm x 12,1 cm
XXXVIII págs. + 398 págs.
subtítulo: “Flor de Altura”
encadernação editorial em tela encerada, gravação polícroma em ambas as pastas e na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


D. Sebastião


ANTERO DE FIGUEIREDO

Paris-Lisboa, 1924
Livrarias Aillaud e Bertrand
2.ª edição
18,8 cm x 12,4 cm
XXVIII págs. + 464 págs.
subtítulo: Rei de Portugal (1554-1578)
encadernação editorial em tela com cromo colado na pasta anterior, gravação e ouro e relevo seco em ambas as pastas e na lombada
conserva a capa anterior de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tal como Antero de Figueiredo (1866-1953) diz no seu prefácio, trata-se de «um trecho de história pôsto em arte».

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


O Erotismo


GEORGES BATAILLE
trad. João Bénard da Costa
capa de Mendes de Oliveira

Lisboa, 1968
Moraes Editores
1.ª edição
22,6 cm x 15,9 cm
256 págs.
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Numa época – o século XXI, criaturas! – em que foi reaberta a caça à sexualidade e ao erotismo (ou aos “bruxos”, ou aos “feiticeiros”), usado este género de perseguição como meio para vencer adversários concorrentes no terreno do capitalismo, é chegado o momento de voltar a ler este ensaio antropológico de Georges Albert Maurice Victor Bataille (1897-1962). No fundo tenta-se hoje por todo o mundo dito civilizado, numa obscena e concertada manobra de diversão, com o espectáculo da “boa” moral conservadora, ocultar uma escravatura democrática, porque institucionalmente aceite: a escravatura do trabalho infra-remunerado, a escravatura da dívida permanente, a escravatura do cumprimento hierárquico de ordens, a escravatura da expulsão de infindas hordas de seres humanos da sua terra natal, ou pela fome, ou pela guerra, ou pelo envenenamento do meio-ambiente, quando não por todos juntos em simultâneo... Fingindo, os senhores do mundo, não tirarem prazer (sexual, erótico) desta outra escravatura, que é: os seus métodos de extorsão de riqueza e lucro. Está, pois, reaberta a caça, lugar ao negócio da advocacia!
Leia-se, entretanto, Bataille:
«[...] A actividade sexual da reprodução é comum aos animais sexuados e aos homens, mas, aparentemente, só os homens transformaram a actividade sexual em actividade erótica. Donde a diferença entre o erotismo e a mera actividade sexual, que torna aquele uma busca psicológica, independente do fim natural dado pela reprodução e pela preocupação de procriar. [...]
[...] É fácil compreender o que quer dizer erotismo dos corpos ou dos corações, mas a ideia de erotismo sagrado é menos familiar. A expressão é, aliás, ambígua, na medida em que todo o erotismo é sagrado, mas, se podemos falar de corpos e corações sem entrar no domínio do sagrado pròpriamente dito, a procura duma continuidade do ser prosseguida sistematicamente para lá do mundo imediato só pode ser designada por uma atitude essencialmente religiosa. [...]»
É de sublinhar, também, a coragem do católico progressista João Bénard da Costa ao aventurar-se numa tal tradução, numa época e num país politicamente retrógrado e intoxicado pela Igreja.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Éponine


GEORGES BATAILLE

Paris, 1949
Les Éditions de Minuit
1.ª edição
texto em francês
16,5 cm x 10,2 cm
48 págs.
impresso sobre papel de gramagem superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
é o n.º 583 de uma tiragem declarada de apenas 1.000 exempares
peça de colecção
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Novela eivada de um erotismo libertino, com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Jogos e Canções Infantis


AUGUSTO C. PIRES DE LIMA
ilust. Armando Monteiro

Porto, 1918
Livraria Moderna
1.ª edição
24,4 cm x 19 cm
138 págs.
profusamente ilustrado
belíssima encadernação inteira em tela crua com os motivos da capa da brochura espelhados
não aparado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acervo muito completo de jogos, ladainhas e cançonetas infantis, desde a bilharda à macaca e ao pião, desde o jogo de o gato e o rato às canções de roda.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Romanceiro para o Povo e para as Escolas


AUGUSTO CÉSAR PIRES DE LIMA
ALEXANDRE LIMA CARNEIRO

Porto, s.d. [1949, seg. BNP]
Editorial Domingos Barreira
1.ª edição
24,3 cm x 19,2 cm
84 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Portugal (Livro de Leitura)


AUGUSTO C. PIRES DE LIMA
capa de António Lima

Porto, 1925
Edição do Autor
4.ª edição
18,5 cm x 13 cm
260 págs.
cartonagem editorial
primeira folha-de-guarda impressa
exemplar estimado; miolo limpo
autenticado pelo carimbo do autor
ostenta colado nas costas da pasta anterior o ex-libris de José Coelho
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Portugal (Livro de Leitura)


AUGUSTO C. PIRES DE LIMA
capa de António Lima

Porto, 1936
Edição do Autor
s.i.
20 cm x 13,2 cm
360 págs.
subtítulo: Classes I e II
cartonagem editorial
primeira folha-de-guarda impressa
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
autenticado pelo carimbo do autor
ostenta colado nas costas da pasta anterior o ex-libris de José Coelho
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Portugal (Livro de Leitura)


AUGUSTO C. PIRES DE LIMA
capa de António Lima

Porto, 1947
Marânus (Depositária: Porto Editora, L.da)
s.i.
19,7 cm x 13,8 cm
356 págs.
subtítulo: Primeiro Ciclo (Anos 1.º e 2.º)
cartonagem editorial
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
autenticado pelo carimbo do autor
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de José Coelho
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


quarta-feira, outubro 17, 2018

Eu Sou um Homem Ilustre


ALICE OGANDO
capa de Júlio [de Sousa (1906-1966)]

Lisboa, 1942
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12,6 cm
204 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo, sinais de foxing nas primeiras e últimas folhas
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998):
«Mulher do contista e comediógrafo André Brun, Alice Ogando [1900-1981] foi actriz, tradutora e prolixa escritora dos mais diversos géneros literários. Utilizou, entre inúmeros pseudónimos, os de A. H. de Almeida, Marge Grey, Henry Marcel, Jane O’Brien, mas o que a tornaria mais famosa seria o de Mary Love, sob o qual publicou dezenas de romances e novelas “cor-de-rosa”, ao gosto do sentimentalismo popular da época. Foi ainda autora de textos radiofónicos no mesmo tom (Rádio Drama, na ex-Emissora Nacional) e dedicou-se também ao teatro declamado. [...] Traduziu obras de Stephan Zweig, entre outras. [...]» É de acrescentar que só talvez razões comerciais terão ditado o recurso à pseudonimia, pois a sua obra autógrafa não difere muito, estilisticamente, de tudo o mais que escreveu.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


A Prima Tança


ALICE OGANDO
capa de Julio [de Sousa (1906-1966)]

Porto, 1936
Livraria Civilização, Editora
1.ª edição
18,6 cm x 12 cm
capa impressa a uma cor sobre cartolina marfim, com sobrecapa polícroma
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Peça teatral escrita para a actriz Ilda Stichini, em que a própria Alice Ogando aparece consignada no elenco.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Dicionário de Segredos


JÚLIO EVANGELISTA
ilust. António Vaz Pereira

s.l. [Vila Nova de Famalicão], 1953
Colecção Búzio
1.ª edição
20,5 cm x 15,8 cm
56 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Foi braço direito de Marcello Caetano, o poeta, jornalista e homem político Júlio Evangelista (1927-2005) aparece ligado à geração que impulsionou a revista Távola Redonda, escritores como António Manuel Couto Viana, Luís de Macedo, ou David Mourão-Ferreira.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Programa Alterado


JÚLIO EVANGELISTA
capa de Mário Garção
ilust. Júlio Gil

Lisboa, 1949
Colecção Búzio
1.ª edição
20,4 cm x 15,9 cm
4 págs. + 52 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Pequena História do Japão


J. [JOHN] INGRAM BRYAN
trad. Hugo Manuel
capa de Fred Kradolfer

Lisboa, 1942
Editorial “Inquérito”, Ld.ª
1.ª edição
18,8 cm x 12,3 cm
88 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Muito breve panorâmica histórica do Japão, desde os tempos remotos de 660 a.C. até 1928.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


O Japão Através da Sua Literatura


CÉSAR DOS SANTOS

Lisboa, Setembro de 1945
Edições Cosmos
1.ª edição
18,6 cm x 12,7 cm
176 págs.
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura do autor:
«[...] das nações sedentas de conquistas, que se lançam na desvairada aventura imperialista e humilham e escravizam multidões pacíficas, indefesas, quando tombam do seu ilusório poderio e são esmagadas sob o peso das próprias ambições, se alguma coisa fica e não se afunda com as ignomínias é o produto do labor científico, são os reflexos da sua cultura, quando esta atinge elevada expressão característica, as tradições artísticas e literárias – as reminescências espirituais, através da Literatura em que se espelha a mentalidade dos povos e onde se retrata fielmente a alma das nações. [...]»
(O Japão havia acabado de ser punido, com duas bombas atómicas, pela sua adesão ao nazismo, mas as palavras de César dos Santos servem a todo e qualquer outro colonialismo, a todo e qualquer outro quinto império...)
E segue o jornalista e ficcionista César dos Santos (1907-1974), na bem informada defesa daquilo que desse povo “imperial” devemos apreciar:
«O que vulgarmente se conhece do estranho País do Sol Nascente [Dai Nipon], regado com sangue de europeus martirizados e onde os alicerces de algumas cidades orgulhosas assentam sôbre os ossos de legiões de párias, o que sempre despertou a curiosidade e o interêsse contemplativo dos ocidentais são as pinturas dos seus artistas famosos, como Konaoka, Hokusai ou Otamaro, e os versos dos seus celebrados poetas, breves composições, de concisão prodigiosa e requintado lirismo – verdadeiramente o que há de original na Literatura Japonesa. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


A Cidade das Mil Cores


CÉSAR DOS SANTOS
capa de Moura

Lisboa, s.d.
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
18,8 cm x 12,3 cm
184 págs.
subtítulo: Crónicas e Reportagens de Lisboa
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Como jornalista, para além das reportagens no Japão, é, para o também romancista César dos Santos (1907-1974), Lisboa o lugar de eleição de notícia e crónica, de que o vertente livro dá prova.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Terra Morena


CÉSAR DOS SANTOS

Lisboa, 1965
Início
1.ª edição
21,5 cm x 14,8 cm
552 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«Rigorosamente, este livro é um poema de amor filial: o hino erguido por um Algarvio à terra que lhe foi berço e ao contacto da qual, como Anteu, revigora o seu magnífico talento de homem de letras.
Romance seria a palavra justa, se lhe não andasse adstrita a ideia da invenção. Mas nada neste livro é inventado. Pelo contrário, se algum propósito teve o autor, foi o de retratar fielmente o Algarve em tudo quanto ele tem de feiticeiro.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Um Lugar nos Olhos [catálogo]



LUIS MANUEL GASPAR
pref. Helder Moura Pereira e João Paulo Cotrim
grafismo de Tiago Manuel

Viana do Castelo, 2011
Ao Norte – Associação de Produção e Animação Audiovisual
1.ª edição [em livro]
21 cm x 15,3 cm
32 págs.
ilustrado a cor
acabamento com dois pontos em arame
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Luis Manuel Gaspar (n. 1960), artista plástico e poeta, tem sido o mais incansável bom companheiro da cultura viva dos séculos XX e XXI, quer com os seus desenhos ilustrativos, de uma minúcia de execução única, quer mediante leituras atentas de revisor tipográfico e conselheiro editorial. A vertente brochura documenta o seu labor de anos a dar forma gráfica (não se pode chamar-lhe «banda desenhada», que é um género menor) a escritores como, entre outros, Nemésio, O’Neill, Aquilino, Sophia, Raul Brandão, Miguéis, Almada, Assis Pacheco, etc.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Helena de Tróia



LUIS MANUEL GASPAR
capa de Vera Pinto
ilust. Luis Manuel Gaspar
grafismo de PCD [Paulo da Costa Domingos]

Lisboa, 1988
ed. Autor
1.ª edição
20,7 cm x 14,7 cm
12 págs.
ilustrado
impresso sobre cartolina avergoada cinza
cromo pintado à mão* e colado na capa
exemplar como novo
é o n.º 14 de uma tiragem declarada de apenas 150 exemplares assinados pelos autores
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Exemplo da elegância poética de um (também) artista plástico: Luis Manuel Gaspar, que tem deleitado quem com ele tenha tido ocasião de conviver, ou, mesmo à distância, tenha acompanhado a sua evolução artística.

* Todos os exemplares da tiragem exibem cromos distintos por tratar-se de uma pintura original a acrílico que foi fraccionada em 150 unidades. Irá posteriormente, a artista Vera Pinto, ampliar esta metodologia de trabalho na capa do livro Abside, de Paulo da Costa Domingos (frenesi, Lisboa, 1993).

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


A Cidade e a Planície



FAURE DA ROSA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1962
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 13,3 cm
264 págs.
exemplar estimado; miolo no geral limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


O Massacre


FAURE DA ROSA

Lisboa, 1972
Edição do Autor
1.ª edição
21 cm x 13 cm
164 págs.
exemplar como novo
VALORIZADO PELA ASSINATURA DO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Retrato de Família



FAURE DA ROSA

Lisboa, 1952
Guimarães & C.ª Editores
1.ª edição
18,8 cm x 13 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo a História da Literatura Portuguesa (António José Saraiva / Óscar Lopes, 15.ª ed., Porto Editora, 1989), Faure da Rosa (1912-1985) «apropria a intuição psicológica a um realismo crítico que incide penetrantemente sobre a degradação da família burguesa e sobre os meandros da sensibilidade religiosa na classe média. [...] Está muito próximo da sensibilidade neo-realista.»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

terça-feira, outubro 16, 2018

Gírias Militares Portuguesas


AFONSO DO PAÇO, tenente
pref. J. Leite de Vasconcelos

Porto, 1926
Edição de Maranus
1.ª edição
19,5 cm x 12,6 cm
56 págs. + 1 encarte (errata)
subtítulo: I – Gíria da «malta», II – Gíria da «caserna», III – Gíria do «Colégio Militar»
encadernação recente inteira em sintético com gravação a ouro* na pasta anterior
não aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, com pequenas falhas de papel e restauros na lombada; miolo limpo
carimbo de posse da biblioteca do Regimento de Infantaria n.º 1
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante recolha de vocabulário temático e expressões idiomáticas, que o próprio Leite de Vasconcelos tem em consideração, segundo a sua carta-prefácio ao autor.

* Foi aí inscrito o nome do prefaciador em detrimento do do autor.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Proclamação do General Humberto Delgado – Candidato à Presidência da República [junto com] arquivador de imprensa




HUMBERTO DELGADO
et alii

Luanda, 1958
Editado pelos Serviços da Candidatura em Angola
1.ª edição
[20,5 cm x 13,7 cm (brochura)] + [32,5 cm x 25 cm (arquivador com 23 jornais)]
36 págs. (brochura) + 48 págs. (jornais diversos*)
ilustrados
capa da brochura impressa retro e verso, acabamento com um ponto em arame
exemplares manuseados mas aceitáveis; miolo limpo
acondicionados num belo estojo próprio de fábrica recente
PEÇA DE COLECÇÃO
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Brochura constituída pela proclamação, pelo currículo intelectual, político e militar do general e pela circular de apresentação da candidatura, visando recolher apoios para a mesma.

* Imprensa da época, datada entre 9 e 31 de Maio de 1958, dando notícia da campanha nos jornais República, Diário Ilustrado, Diário Popular, Diário de Lisboa, Diário de Notícias, O Século, Diário do Norte e O Primeiro de Janeiro.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089