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terça-feira, setembro 01, 2026

Vitor Silva Tavares e a &etc


EMANUEL CAMEIRA
pref. Paulo da Costa Domingos
capa de Carlos Ferreiro
grafismo e caligrafia de Paulo da Costa Domingos

Lisboa, 2026
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
480 págs.
subtítulo: Narrativa histórico-sociológica
profusamente ilustrado a negro e a cor
exemplar novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Existem umas muito raras editoras, e seus editores, que se encontram aquém da mera gestão de conteúdos supostos gerarem gordurosos lucros. Uma dessas raras foi a marca &etc nas suas múltiplas vertentes, quer como casa resistente ao fascismo publicando o magazine homónimo, quer como casa resistente à estupidez cultural e à ganância mercantil publicando umas centenas de livros fora do baralho. Seu editor e impressão digital: Vitor Silva Tavares (1937-2015); VST, entre os amigos. O trabalho de investigação e recolha de depoimentos, levado a cabo pelo sociólogo (e também raro editor) Emanuel Cameira, ficará como o único e definitivo registo honesto a fazer justiça à vida e à obra desse invulgar homem dos livros.

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pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Em Simultâneo: False Start | Frottage(s)



PAULO DA COSTA DOMINGOS, versos
CARLOS FERREIRO, desenhos


Lisboa, 2026
Barco Bêbado | viúva frenesi
1.ª edição
220 mm x 152 mm
28 págs. + 8 págs. desdobráveis
ilustrado com 9 desenhos a cor
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Depois de 1.2.3.4.5.6.7.8.9 e de Caderno 37, ambos em 2024, e de Características, em 2025, temos, em 2026, os novos episódios da saga da vida quotidiana com 9.8.7.6.5.4.3.2.1 e o vertente
Em Simultâneo. Assim:

«tomem bem nota
não necessariamente velho ou gasto
de repente será o silêncio
o frio e a putrefacção
respostas sem princípio nem
fim
¿que pensou o primeiro ente vivo?:
ante a morte, a lacuna
¿como é?... – puxa-se para cima do cadáver
um pouco de terra
e recordação… recordação…
e cal»

Ou, este mimo:

«algo parecidos:
uns
crêem em Deus
e vão à Capela do Rato
outros
acreditam em Debord
e vão ao covil da IS
acossados pelo Fim
muitos
nada: juntam dinheiro»

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O Diário da Dor


BOB FLANAGAN
pref. Chris Kraus
posf. Sheree Rose
trad. Manuel João Neto
grafismo de Paulo da Costa Domingos


Lisboa, 2026
Barco Bêbado
1.ª edição
177 mm x 108 mm
212 págs.
exemplar novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Impressionante documento autobiográfico redigido a pouco mais de um ano da morte do seu autor. Bob Flanagan (1952-1996), norte-americano, foi escritor, músico e performer nos meios sadomasoquistas de Los Angeles. Nascido com a dolorosa doença fibrose quística, acrescentou a esse incontornável sofrimento a dor como exercício artístico.

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terça-feira, abril 28, 2026

Lufada de Ar

 


ANNIE LE BRUN
posf. Eliane Robert Moraes
trad. Matteo Pupillo
capa de João Pedro Trindade
paginação binária e grafismo de PCD


Lisboa, 2026
Barco Bêbado
1.ª edição
177 mm x 109 mm
140 págs.
exemplar novo
18,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem:
«[…] recuso-me deliberadamente a atender a este movimento de pêndulo entre a tolice de uma poesia com mensagem, cujo expoente mais sinistro continua a ser a poesia empenhada, e a inépcia de uma poetização gratuita cujas produções inesgotáveis são as únicas capazes de alimentar as exigências de um consumo cultural agora em voga. Mas agora que a possibilidade de aniquilamento pertence, de facto, à ordem do real, é urgente medir o verdadeiro alcance deste debate aparentemente literário. […]»

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Escritos Diversos

 

BERNARD RÉQUICHOT
pref. Claire Viallat-Patonnier
trad. Joana Jacinto
paginação binária e grafismo de PCD


Lisboa, 2026
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
216 págs.
títulos incluídos: Fausto; Textos dispersos; Cartas a um amigo; Diário sem datas; Poemas; Escritas ilegíveis
ilustrado a cor e a negro
exemplar novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio:
«[…] Uma parte do trabalho de Réquichot reside, com efeito, na desconstrução tanto da linguagem quanto das formas. O artista divide as frases e as palavras para recompor o todo em fusões linguísticas ou surpreendentes invenções fonéticas, ricas em significado e força expressiva. Recorta figuras de revistas que compra em série, recupera partes de objectos, pedaços de osso e amalgama tudo isto através da pintura. Estabelece-se assim um diálogo entre a obra plástica e a obra escrita, que revela, para além da diversidade das práticas, a coerência da abordagem. […]»

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quarta-feira, janeiro 28, 2026

9.8.7.6.5.4.3.2.1

 

PAULO DA COSTA DOMINGOS
fotog. Paulo Nozolino


Lisboa, 2026
Barco Bêbado | viúva frenesi
1.ª edição
220 mm x 155 mm
28 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
15,00 eur (IVA e portes incluídos)

Completando um ciclo de quatro brochuras de versos inéditos – 1.2.3.4.5.6.7.8.9, Caderno 37 e Características – este 9.8.7.6.5.4.3.2.1 leva o retrato do horror e lama portugueses mais longe:

O poema transgride pela manhã
e cobre gloriosamente a trepadeira púrpura;
agora, que tudo e todos se odeiam,
na impenetrável aurora
sentem-se melhor.

A precisão maligna de impulsos
à astúcia de um pressuposto de luz
(pedaço a pedaço revelando a morte
e o nojo reprimidos)
declina o Tempo zodiacal:
a violenta partição do fluxo:
da Via Láctea ao vírus;
da epifania à produção em série;
do incesto ao tributo pago;
do continente à subida das ágüas;
da fala à sílaba;
da geografia à Arca; …

A gavinha do poema lambe caliça
num recanto de sombra, re-canta:
as escolhas e permutas na cidade-cluster.

De mão estendida o poema alastra.
Já sem núcleo, uma onomatopeia cindida.

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On Va Être Absolument Contre

 


aa.vv.
capa de Danny Fox
trads. António Gregório, Luís Lima, Philipp Teuchmann, Ana Isabel Soares, Júlio Henriques, Diogo Montenegro, Pedro Morais, e Mathilda Cullen
grafismo de Paulo da Costa Domingos


Lisboa, 2026
Barco Bêbado
1.ª edição
trilingue português – inglês – francês
220 mm x 165 mm
228 págs.
profusamente ilustrado a negro e a cor
cartonagem editorial e relevo seco
exemplar novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui manifestos panfletários de Andrés Vaccari, Emanuel Cameira, Charles Bernstein, Paulo da Costa Domingos, Mehdi Belhaj Kacem, Louis Armand, Danny Fox, Andrew C. Wenaus, Daniel Y. Harris, Eduarda Neves, Pierre Merejkowsky, Rui Baião, Gary J. Shipley, Nina živančević, Felix Bernstein, Peter Bouscheljong, Stavroula Bellos, e Manuel João Neto.

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quarta-feira, novembro 19, 2025

Resignação Infinita

 

EUGENE THACKER
posf. Philipp Teuchmann
trad. Pedro Morais
capa de Peter Welz
grafismo de PCD


Lisboa, 2025
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
308 págs.
exemplar novo
23,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«[…] O pessimista nunca pode ser político – ou, para ser mais preciso, o pessimista nunca pode estar à altura do político. (Ainda assim, imaginamos palavras de ordem políticas – “Abandonem todas as causas!” ou “Não ser!”) A resistência, a rebelião, a revolta, o protesto e a intervenção não se inscrevem no âmbito da cosmovisão do pessimista. O pessimista é o mais desprezado dos antagonistas, estranho até mesmo para a abstenção, a recusa e as formas preciosas de bartlebismo. Acima de tudo, o pessimista é incapaz do suicídio, essa solução das soluções que constitui o horizonte até mesmo para o existencialista mais intransigente. Ironicamente, é a misantropia profundamente enraizada do pessimista que o mantém vivo. Cansado do drama demasiado humano da vida e dos vivos, o pessimista também está ciente de que o suicídio nada resolve – de que o suicídio é irresolúvel. Descobrimo-nos desprendidos do mundo (mundo esse em que estamos enredados, como uma presa) ao mesmo tempo que participamos nele. A morte torna-se simplesmente mais uma forma, mais dissimulada, de drama humano (tragédia, elogio e cosmética fúnebre do memorialismo). Tanto Schopenhauer como Cioran compreenderam isto – mas também Beckett e muitos comediantes de stand-up. Comete-se suicídio não porque se queira morrer, mas porque já se está morto… caso em que o suicídio não vale a pena. […]»

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sexta-feira, novembro 07, 2025

Cinzareia

 

CARLOS FERREIRO, ilust.
FERNANDO CABRAL MARTINS, texto


Lisboa, 2021
Barco Bêbado
1.ª edição
220 mm x 165 mm
56 págs.
profusamente ilustrado
capa impressa a relevo seco
exemplar novo
15,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma magnífica homenagem pictórica e ensaística ao poeta e romancista Carlos de Oliveira (1921-1981), assinalando o centenário do seu nascimento.

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domingo, outubro 05, 2025

Agarra Que É Ladrão! Anarquismo e Filosofia

 

CATHERINE MALABOU
trad. Luís Lima
capa de Pedro Sousa Vieira
grafismo de Paulo da Costa Domingos


Lisboa, 2025
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
320 págs.
exemplar novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[…] A espacialização anarquista, precursora da geografia social e da ecologia, trabalha incansavelmente para uma compreensão política da horizontalidade. Dizer que a geografia e a política preparam o terreno uma para a outra não é brincar com as palavras. Geografia da emancipação contra geografia da dominação: o anarquismo remete a verticalidade para o que esta é, uma lógica da governação, que reduz qualquer diastema a uma subordinação. Mas não há necessidade de subordinar para organizar. “O nosso objectivo político (...)”, diz Reclus, “é a ausência de governo, é a anarquia, a mais alta expressão da ordem”.
Ausência de governo: o problema do sentido a dar a estas palavras é a razão de ser deste livro, que requer, de quem o quiser ler, um novo olhar, liberto das medidas e das tendências hegemónicas.
No entanto, este é, de facto, um livro de filosofia e não de geografia. Nasceu, mais precisamente, da consciência de um atraso da filosofia em relação à geografia. Atraso da filosofia em relação à geografia física e política da horizontalidade, atraso da filosofia em relação ao anarquismo.
Chegou o tempo de compensar esse atraso e de iniciar o confronto explicativo entre filosofia e anarquismo que ainda não teve lugar. […]»

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quinta-feira, maio 29, 2025

O Murmúrio

 

CHRISTIAN BOBIN
trad. Teresa Noronha
ilust. Catarina Lopes Vicente, e Daniel Fernandes

Lisboa, 2025
Barco Bêbado
1.ª edição
177 mm x 108 mm
128 págs.
ilustrado
exemplar novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, maio 01, 2025

Fora de Dentro

 

JÚLIO HENRIQUES
capa e cortina de Miguel Carneiro
grafismo de Paulo da Costa Domingos


Lisboa, 2020
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
86 págs.
exemplar novo
15,00 eur (IVA e portes incluídos)

Não é uma profecia, é um punhado de factos:
«MAS A civilização avança

O obediente militar
corporizado agora
na figura tautológica
do técnico

O eficaz oficial
corporizado agora
na figura insubstituível
do gestor

A multidão de soldados
corporizada agora
no enxame deletério
de gente sem emprego

A perícia bélica
corporizada agora
na competência exacta
da computação

O avançar das tropas
corporizado agora
na mobilização geral
dos cientistas

– arrastam a civilização
a caminho
do seu grande
estouro.»


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sexta-feira, abril 04, 2025

Proust e os Signos

 

GILLES DELEUZE
trad. e pref. Luís Lima
capa de Pedro Casqueiro
grafismo de Paulo da Costa Domingos

Lisboa, 2022
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
198 págs.
exemplar novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, março 18, 2025

Características

PAULO DA COSTA DOMINGOS
capa de Nuno Moreira
grafismo do autor

Lisboa, 2025
Barco Bêbado
1.ª edição
220 mm x 155 mm
32 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
15,00 eur (IVA e portes incluídos)

Depois de 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9, e de Caderno 37, ambos publicados em 2024, o autor fecha este ciclo com este Características, de onde extraímos uma passagem:

«[…]
Ser-se electricidade num click
e a sêde canalizada e medida na
folha de cálculo da noite cósmica,

ser-se o segredo e o apavorado
espírito do Tempo, o ferimento
genesíaco que nunca vai sarar

o amanhã ser a con-sequência
prenominal dos ontens pela
bitola mental do lúmpen.
[…]»

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Poemas Escolhidos

 

NEELI CHERKOVSKI
pref. Charles Bernstein
trad. António Gregório
capa e grafismo de Paulo da Costa Domingos


Lisboa, 2025
Barco Bêbado
1.ª edição
220 mm x 165 mm
432 págs.
subtítulo: 1959-2024
ilustrado
exemplar novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um ano após a morte do norte-americano Neeli Cherkovski, a vertente antologia reúne grande parte do seu trabalho poético, produzido ao longo de seis décadas e meia, dele que foi também o biógrafo de Lawrence Ferlinghetti e de Charles Bukowski.

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domingo, fevereiro 09, 2025

«por menos, só talvez no Biafra»

VITOR SILVA TAVARES
MÁRIO CESARINY
SÉRGIO LIMA

capa de Carlos Ferreiro

Lisboa, 2020
Barco Bêbado | viúva frenesi
1.ª edição [única]
190 mm x 130 mm
56 págs.
subtítulo: Troca de correspondência
ilustrado
exemplar novo
15,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio dos editores Emanuel Cameira e Paulo da Costa Domingos:
«Tem-se, por vezes, a sorte de ler aquilo que poetas e editores entre si trocam de mensagens. Fala-se de livros, fala-se do como dar a ler a oficina poética em páginas límpidas. Conspira-se sobre esboços a legar ao Futuro. Tem-se, por vezes, sorte. A sorte de testemunhar da fábrica, a sorte de sermos nós o autêntico destinatário, o alvo verdadeiramente cultural de preocupações e minúcias editoriais. Cuja implícita pedagogia é de agradecermos.
Aqui, numa toada que nos faz lembrar o bailado felino de dois gigantes criativos que se respeitam mutuamente e que, mutuamente, procuram eles (e encontram) o melhor terreno para a travessia dalguma arte vinda do outro lado do oceano. E se é um triângulo o que aqui temos, não é ele o buraco negro sorvedouro de matéria, mas, isso sim, o triângulo “amoroso” revelador do espírito de uma época culta irrepetível. Tirar o véu a cartas desta valia, que circunstâncias várias acabam, tantas vezes, por votar a uma invisibilidade perene – não fosse a acção dos que se dedicam, com obstinado entusiasmo, à preservação de arquivos e da memória histórica – favorece, pois, a possibilidade de enquadrar, de avivar protagonismos, de desenterrar detalhes dessa extraordinária aventura humana, poética e/ou editorial.
Em cena: Mário Cesariny, poeta-ex-editor proponente de um original inédito do poeta brasileiro Sérgio Lima, a Vitor Silva Tavares, editor-poeta e guardião do Subterrâneo Três. O livro a que tudo se refere – Aluvião Rei – sairia chancelado & etc, no mês de Setembro de 1992.
Da transcrição dos manuscritos, vai aproximativamente diplomática.»

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Poema de Amor e Ódio

 

VITOR SILVA TAVARES, texto e ilust.
grafismo de Paulo da Costa Domingos


Lisboa, 2022
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
48 págs.
exemplar novo
16,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do editor da casa & etc, a feliz descoberta de um longo poema introspectivo, na tradição lírica amorosa, datado provavelmente de 1963, altura em que VST teria pouco mais de vinte e cinco anos de idade.

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quarta-feira, novembro 20, 2024

Apontamentos sobre a Poesia Pós-Conceptual

 

FELIX BERNSTEIN
pref. Trisha Low
trad. António Gregório
capa de Wieske Wester


Lisboa, 2024
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
184 págs.
ilustrado
exemplar novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«[…] Com a Internet, tudo pode ser levado para dentro do poema, qualquer pessoa pode tornar-se uma estrela, e os ditames da moda (receber gostos) substituem a autoridade do crítico. E, no entanto, a crise de que todos os críticos (desde a mais velha estrela do rock até Hal Foster) parecem lamentar-se quando não conseguem perceber quem determina o talento na Internet é, na verdade, uma crise que, ao mesmo tempo, é a coisa mais maravilhosa de sempre para o crítico. Porque quanto maior a mise en abyme, mais importante é o papel do crítico na manutenção da ordem. E, por conseguinte, a maioria dos críticos que escreve em revistas ostentosas lamentando a mise en abyme da moda está propositadamente a negligenciar a moda de luxo que ganham com essa mise en abyme: a importância dos críticos e dos curadores é redobrada! E a maioria, claro, aproveita a oportunidade, ao lamentar esta mise en abyme, para enfatizar os poucos artistas que crêem livres desta acusação. […]»

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Teoria do Bloom

 

TIQQUN
trad. Joana Jacinto
capa de Sandra Paslawska, e Tyko Say


Lisboa, 2024
Barco Bêbado
1.ª edição
177 mm x 107 mm
140 págs.
exemplar novo
18,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«[…] Na realidade actual, a questão de saber aquilo que é uma máscara e aquilo que o não é não tem razão de ser. É simplesmente grotesco pretender ocupar um lugar fora do Espectáculo, fora de um modo de desvelamento em que tudo se manifesta de tal maneira que a sua aparência neste âmbito se torna autónoma, ou seja, se manifesta como uma máscara. O seu disfarce enquanto disfarce é a verdade do Bloom, o mesmo é dizer que não há nada por detrás disso, ou antes, abrindo horizontes mais expeditos, que por detrás disso está o Nada, que é uma potência.
Que a máscara constitua a forma geral de aparecimento na comédia universal, da qual apenas os loucos acreditam ainda conseguir escapar, não significa que a verdade já não existe, mas que esta se tornou algo mais subtil e mais pungente. […]»

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Pequena Poética da Insurreição

 

PETER BOUSCHELJONG
trad. António Gregório
ilust. André Lemos, e Sara Mealha


Lisboa, 2024
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 130 mm
114 págs.
profusamente ilustrado
capa impressa frente e verso
exemplar novo
18,00 eur (IVA e portes incluídos)

Desde as primeiras linhas, assim vai esta poética do século XXI…:

«[…]
no Inverno de 2018 apanhámos o comboio para Paris — o que nos esperava era incerto —, mas as imagens de montras partidas, dos incêndios no Banque de France e de um Christophe Dettinger furioso, em suma, de Paris a arder, apareciam noite após noite nos nossos sonhos

num mundo a desmoronar-se em ciclos cada vez mais curtos

nada é mais prático do que um livro ou uma arma [o arquivo é uma colecção de fantasmas / resistências ilegíveis]

pensar com as mãos é o destino do homem

electrificado no meio da fuga à atrofia dos instintos herdados

comecemos pelos excessos das nossas investigações

chamam-nos pulhas e desleixados [e pode ver-se o desprezo profundo nos seus rostos]

mas os grandes filósofos [ainda há pouco gritavam: sessenta e oito, sessenta e oito] tinham a obrigação de fazer melhor

outros dizem: santos / pontas-de-lança da grande heresia / ou os nómadas do proletariado

quão enganados estávamos ao pensar que o monstro do capitalismo tinha já só um olho e que bastaria cegá-lo com uma tocha gigante

desafiando os milhões de olhares de vigilância e repressão

não mudámos de expressão, em vez disso apontámos para a vermelhidão do sol poente e para o planeta Terra progressivamente esgotado

que o objectivo seja o de fazer avançar uma crítica decidida às condições actuais, sem medo das consequências nem dos conflitos daí resultantes com aqueles que detêm o poder […]»

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