quinta-feira, janeiro 28, 2016

Inde, Péninsule des Dieux


JOSEPH KESSEL
fotografias de Arnaud de Monbrison


[Paris], 1960
Librairie Hachette
[1.ª edição]
23,5 cm x 18,7 cm (álbum de pequeno formato)
96 págs. + 12 extra-textos a cor
impressão do miolo em rotogravura, extra-textos em cromotipia
cartonagem editorial
folhas de guarda impressas
exemplo em muito bom estado de conservação
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romancista e repórter com vastíssima obra editada, herói de referência na Resistência francesa – é o co-autor do hino Chant des Partisans –, para nós, portugueses, é nomeadamente o autor do célebre romance Os Amantes do Tejo, que nos chegou sob a forma de um filme de Henri Verneuil marcado pela voz de Amália em Barco Negro. O vertente livro de viagem, uma das muitas que Kessel reportará, mostra um olhar atento não só àquilo que a paisagem e o passado monumental oferecem em silêncio como àquilo que palpita, gritante, na multidão de pobres, que são o grosso da população indiana.

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quarta-feira, janeiro 27, 2016

Lisboa e os Curiosos Fastos do Seu Porto



FONSECA MENDES

Lisboa, 1951
Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
22,2 cm x 16,1 cm
116 págs. + 6 folhas em extra-texto
ilustrado em separado a preto
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trabalho de estudo e investigação realizado em torno da figura setecentista de Carlos Mardel, um dos responsáveis pela construção da Baixa pombalina após o terramoto de 1755.

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Diccionario dos Termos de Architectura


T. [TOMÁS] LINO D’ASSUMPÇÃO

Lisboa, s.d. [1895, seg. BNP]
Antiga Casa Bertrand – José Bastos
1.ª edição
20,8 cm x 13,4 cm
XIV págs. + 162 págs. + XXVIII págs.
subtítulo: Suas definições e noções históricas – Com um indice remissivo dos termos correspondentes, em francez
encadernação recente de amador em seda com as capas espelhadas
não aparado
exemplar estimado; miolo limpo, pequenos restauros na primeira folha, papel no geral oxidado
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Marchas e Combates de Noite


JAYME RAMALHO

Funchal, 1909
Ed. Autor (Officinas do “Heraldo da Madeira”)
1.ª edição
23,2 cm x 15,3 cm
452 págs.
subtítulo: Simples considerações
ilustrado
encadernação editorial em tela encerada com gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DO AUTOR AO CONSELHEIRO JOÃO DE AZEVEDO COUTINHO, ENTÃO MINISTRO DA MARINHA
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante e raro manual de estudo estratégico-militar.

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quinta-feira, janeiro 21, 2016

Oguim


RIUNOSSUQUÉ ACUTAGAUÁ
trad. José Cabral de Lacerda e Minóru Izauá

Lisboa, 1930
Imprensa Nacional
1.ª edição
20,2 cm x 14,6 cm
56 págs.
impresso sobre papel superior aparado apenas à cabeça
folha de rosto a duas cores
exemplar manuseado mas muito aceitável; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio dos tradutores, que pretendiam vir preencher a ausência de conhecimento da civilização nipónica, nesses anos que antecederam o crime nuclear cometido pela administração norte-americana:
«[...] O encerramento dos portos do Japão (1639), aos portugueses e espanhóis, coincidiu com a decadência literária dêstes dois países. Desde então, como é natural, as publicações portuguesas sôbre o Japão rarearam. [...]
O Japão actual não pode ser representado pelas Gueixas nem pelo Fujiama: resulta da fusão harmónica das ideias e dos costumes do Ocidente e do Oriente. [...]»
E é a luta entre dois credos, cristianismo e budismo, o que nos traz a “lenda” de Oguim.
Oitenta anos volvidos, e o Japão (nuclear) volta a ser conhecido pelas piores razões do desenvolvimento mercantil... enquanto a sua cultura milenar fica votada a uma morte cancerígena e à promoção de um contágio nocivo.

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Ensaios de Crítica


[GUILHERME] MONIZ BARRETO
prefácio de Vitorino Nemésio
capa de Couto Tavares


Lisboa, 1944
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
XLII págs. + 2 págs. + 360 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importantíssimo ensaio de abertura, em forma de prefácio, em que Nemésio nos dá uma apurada lição literária, para além de situar o goês Moniz Barreto no contexto da deficiente propensão dos portugueses para a reflexão crítica por escrito. Cabe, assim, a este Autor ter sido o primeiro grande crítico literário português. O seu convívio parisiense com Eça de Queirós, e a sua colaboração na Revista de Portugal, que este último dirigia, estarão na origem de um dos mais importantes textos do século XIX: «A Literatura Portuguesa Contemporânea» (que o presente volume inclui).
Desejável é que os candidatos a jornalistas culturais de hoje o procurem ler... E já agora, também Nemésio.


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sábado, janeiro 16, 2016

Nítido Nulo


VERGÍLIO FERREIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1971
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 14,2 cm
320 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Todas as interrogações do livro [Nítido Nulo foi escrito durante o ano de 1969], que põem em causa Deus e o pecado original. Salazar e o regime. A revolução e a acção revolucionária. A liberdade e a prisão. Todas elas desembocam numa vontade de ver o horizonte, o eterno “nítido nulo” do horizonte, como única certeza. Porque a prisão do condenado não é só a prisão de um Estado. Tem algo a ver com a nossa condição humana. Mas a cela dessa “prisão” engana, porque “a sala é larga e limpa. As próprias grades são pintadas de branco para deixarem passar a alegria que puderem. Decerto entendeu-se que sofria mais assim”.
Em suma, há uma frase algures em Nítido Nulo que poderia dar o tom ideal para a leitura deste livro, para mim um dos mais importantes de Vergílio Ferreira: “Dizer ‘não’ é abrir um espaço para o homem se pôr de pé”. Dizer não.
(Fonte: João Carlos Santana da Silva, pág. electrónica «A Causa das Coisas», 13 de Janeiro, 2009)

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Para Sempre



VERGÍLIO FERREIRA

Lisboa, 1983
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
21 cm x 13,9 cm
304 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

De uma entrevista concedida pelo Autor ao jornalista Francisco José Viegas para a revista Ler (Primavera de 1988):
«[...] P. — Que significado dá à expressão “para sempre”?
R. — Não sei. Você faz-me uma pergunta agora, e agora é que eu tenho de pensar...
P. — Claro...
R. — Não sei... é uma certa dose de nostalgia, de fim de vida que se realizou completamente. É isso. Completamente. É a historia de um homem que fechou o ciclo da vida e que rememora, procurando cortar um pouco o mel e a doçura desse prazer da evocação com acidez e ironia.
P. — Por que razão insistiu nessa versão da vida com este novo título, Até ao Fim?
R. — Porque eu queria dizer, de algum modo, que a destruição dos valores (que é o que marca de um modo geral, os actos que hoje dominam certas áreas da juventude) é uma coisa terrível. E queria, por uma razão de amizade para com o António Ramos Rosa, encontrar um verso dele que significasse isso, que dissesse isso. E foi: “perseguido até ao fim, acho o mar”. Este verso resume o meu objectivo. Achar o mar como um símbolo, como uma metáfora dessa alegria, que é a alegria da pacificação, da eternidade, da plenitude, da juventude plena. Depois há outra coisa, evidentemente: eu quis sempre que os títulos dos meus livros tivessem alguma coisa de si próprios, um certo valor estético. Não me interessam os títulos puramente designativos, como o rótulo de um frasco. Quero que o título seja em si mesmo um sinal e um valor estético e poético. Que fosse uma abertura, um começo de um poema. [...]»

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Invocação ao Meu Corpo


VERGÍLIO FERREIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1969
Portugália Editora
1.ª edição
19,6 cm x 14,1 cm
416 págs.
subtítulo: Ensaio com um Post-Scriptum sobre a Revolução Estudantil
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o escritor António Quadros (Fundação Calouste Gulbenkian, fichas para aquisição de livros), depreciando Vergílio Ferreira: «Conforme escreve o autor, “o ponto de convergência de toda a problemática enunciada, é o da reconquista da plenitude do indivíduo, referenciado ao corpo que o constitui”. É um ensaio de reflexão sobre o homem e a sua problemática, partindo de uma “invocação” existencial e fenomenológica muito atenta às vivências pessoais do autor, aos problemas específicos da nossa época, aos caminhos mais recentes da cultura europeia (existencialismo, estruturalismo, contestação estudantil). Vergílio Ferreira, pensador perturbado pela ausência de Deus, é mais um escritor da linhagem de Nietzsche [...]. Mas, sem o poder filosófico do autor da Gaia Ciência, não raro se vê diante de contradições e paradoxos de difícil resolução. O seu humanismo, ou é o eco de muitos outros humanismos congéneres, ou revela uma ambiguidade com algo de estéril. [...]»
Todavia, foi Vergílio Ferreira quem acabou por lhe ser reconhecido um inequívoco lugar cimeiro na cultura portuguesa...

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Apelo da Noite


VERGÍLIO FERREIRA

Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 13,4 cm
280 págs.
capa de João da Câmara Leme
exemplar manuseado mas aceitável
assinatura de posse e data na pág. 9
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do notável Posfácio do autor:
«[...] E eis que a arte conquista assim, no mundo de hoje, uma necessidade imprevista, uma viru­lência única. Por sobre todos os terrorismos, no silêncio final de cada hora que nos espera a todos, se nos não esquecemos, ela ergue a sua voz da vitória de nós próprios, da vitória da verdade que os “astros” para nós “conjugaram”, da iluminação da certeza que nenhuma estratégia pode disfarçar. Mundo da liberdade, porque da criação, da autenticidade, mundo da evidência, porque da convicção, mundo da conquista, porque da invenção das origens – ela revela-se ainda, quantas vezes na dor, o mundo da moralidade, ou da santidade, porque da assunção iluminada de nós próprios, e dos graves riscos disso. Que a arte seja para o artista um “ponto de chegada” [...], e um “ponto de partida” quando muito para os outros – é uma questão que fica à margem da própria arte. Que um homem actue depois de ver, é um problema do homem, não um impedimento da arte. E no entanto, sim, alguma coisa na arte se transcende do imediato para lhe descobrir a verdade primeira e para assumir esse imediato no que lhe é humano. Um crime em arte não é menos crime. Somente pode acontecer, sim, que deixe aí de nos falar ao ódio, para nos falar ao remorso e à piedade; somente pode acontecer que em vez de odiarmos aí os homens, tenhamos pena do Homem. Mas será então longa a distância que vai da arte à justiça, ao amor, à fraternidade? Se o fosse, seria fácil construir uma grande obra de arte sobre a injustiça. Mas ninguém a construiu ainda – alguém já no-lo lembrou...»

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Escrever


VERGÍLIO FERREIRA
edição de Helder Godinho

Lisboa, 2001
Bertrand Editora
1.ª edição
21 cm x 14 cm
284 págs.
texto revisto por Luís Milheiros
exemplar como novo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de textos com carácter epigramático, que Vergílio Ferreira deixou inéditos e, dalgum modo, não dados como definitivos para publicação. O correcto trabalho de compilação e leitura do manuscrito, levado a cabo por Godinho, faculta-nos uma limpa e clara abordagem do pensamento do romancista.
Uma passagem, a título de exemplo:
«É imensa a presunção do homem. E é decerto por isso que os seus maus cheiros cheiram mal aos outros mas não lhe cheiram mal a ele. Como os antigos já tinham anotado.»

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Até ao Fim


VERGÍLIO FERREIRA

Venda Nova, 1987
Bertrand Editora
1.ª edição
21 cm x 14,1 cm
274 págs.
exemplar como novo, sem qualquer quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que motivou a atribuição do Grande Prémio de Novela e Romance da Associação Portuguesa de Escritores. Dizem-nos os autores de Vergílio Ferreira – Fotobiografia, Helder Godinho / Serafim Ferreira (Bertrand Editora, s.l., 1993):
«[...] Os três romances de Vergílio Ferreira, Para Sempre, Até ao Fim e Em Nome da Terra, usam a tensão entre a juventude e a velhice para, sobre este reino da mudança e da degradação, mostrarem a presença da Ordem [Universal] que tudo subsume e igualiza, e contêm uma pergunta implícita: onde sou eu, qual o lugar onde eu sou e permaneço por sobre toda a mudança? [...]»

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Rápida, a Sombra


VERGÍLIO FERREIRA
capa e grafismo de Luiz Duran

Lisboa, 1975
Arcádia
1.ª edição
21,2 cm x 14,2 cm
276 págs.
encadernação editorial em tela com sobrecapa
exemplar como novo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

A data de fecho desta obra é Dezembro de 1973, podemos considerá-la, pois, a última que o escritor congeminou antes da mudança do regime. É interessante pô-la em confronto, pela leitura, com as que se lhe seguem, para se fazer uma ideia do pouco desanuviamento que os novos tempos produziram na consciência histórica e estética do autor.

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terça-feira, janeiro 12, 2016

Para uma Cultura Fascinante


ERNESTO SAMPAIO

Lisboa, 1959
[ed. Autor]
1.ª edição
24,8 cm x 19,4 cm
28 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar em bom muito estado de conservação; miolo irrepreensível
165,00 eur (IVA e portes incluídos)

Maria de Fátima Marinho refere-se-lhe nos seguintes termos, no seu O Surrealismo em Portugal (Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1987):
«[...] texto teórico que resume os dados principais do surrealismo – Para Uma Cultura Fascinante. Neste livro, Ernesto Sampaio frisa de novo a importância dos elementos primordiais da Natureza e da sua transformação alquímica. A concepção de amor é semelhante à expressa por Breton em L’Amour Fou. A definição de teatro aponta directamente para os ensinamentos de Artaud [...]. Finalmente, Ernesto Sampaio termina com a definição ideal de poeta, que deve ter ligação com os iniciados para que possa “substituir o seu inconsciente particular pelo inconsciente colectivo”. [...]»

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Ideias Lebres


ERNESTO SAMPAIO
desenho gráfico de João Bicker

Lisboa, 1999
Fenda Edições
1.ª edição
19 cm x 12 cm
148 págs.
exemplar como novo
tiragem declarada de 750 exemplares
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de reflexões de fulcral interesse para a história do surrealismo.

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A Literatura no Estômago

JULIEN GRACQ
trad. de Ernesto Sampaio

Lisboa, s.d. [circa 1963]
A Barca Solar
1.ª edição
18 cm x 11,8 cm
56 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

O vertente e um outro (que reunia Benjamin Péret e André Breton sob a mesma capa) representam incontornável conjunto de breves livros publicados num contexto de disseminação literária do movimento surrealista em português, já no início dos anos 60 do século XX, e não referidos no catálogo Surrealismo em Portugal 1934-1952 de Perfecto E. Cuadrado / María Jesús Ávila [Museu do Chiado / Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Lisboa / Badajoz, 2001]. Apenas o editor da casa & etc, Vitor Silva Tavares, a propósito da Contraponto de Luiz Pacheco [ver 1 Homem Dividido Vale por 2, Biblioteca Nacional / Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2009], relembrará essa fugaz intervenção de Ernesto Sampaio e Fernanda Barros enquanto tradutor (ele) e simultaneamente editores (ambos), incorporando VST a aventura de A Barca Solar num mais vasto exercício de agressão à saloíce nacional:
«[...] a Contraponto – paralela a aventuras como a de A Antologia em 58 do Mário Cesariny, da Barca Solar do Ernesto Sampaio, ou da Minotauro do Bruno da Ponte –, até nos seus desaires, ou talvez por via deles, deixou sequelas: porque a mais antiga, à cabeça a & etc; mas lembre-se a Afrodite, do Fernando Ribeiro de Melo; chame-se à colação a Frenesi quando frenética e a Antígona quando refractária; a Hiena, os 4 Elementos Editores, a Fenda, a Black Sun; mais perto, a Averno – cometas tracejando luz no negrume editorial. Agindo nos interstícios da engrenagem mercantil, expulsas por mérito próprio de montras publicitárias, encaram o livro tão-só como produtor de mais-valias artísticas e culturais, objecto de uma entrega que funde o risco com a projecção política, diga-se, poética – ou vice-versa, também vale. [...]»

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domingo, janeiro 10, 2016

António Dacosta [catálogo]


RUI MÁRIO GONÇALVES
MARIA HELENA DE FREITAS
JÚLIO POMAR
FERNANDO DE AZEVEDO
VITORINO NEMÉSIO
JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
JOÃO MIGUEL FERNANDES JORGE

et alii

Lisboa, 1988
Fundação Calouste Gulbenkian / CAM, Casa de Serralves
1.ª edição
27,9 cm x 23,9 cm (álbum)
192 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado a preto e branco e a cor
impresso sobre papel superior
exemplar estimado, vinco na contracapa; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pintor escasso, vindo do ideário surrealista do final dos anos 30 do século XX, veio a ser particularmente acarinhado e estudado a partir do seu “regresso” à pintura nos anos 80, altura em que o vazio cultural instituído pelo pós-modernismo sugeria que se procurasse a novidade no passado.

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Pintura Portuguesa do Séc. XX | 20th Century Portuguese Painting


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, 1990
Correios de Portugal
1.ª edição [única]
bilingue (português / inglês)
24,5 cm x 24,5 cm
92 págs.
design gráfico de Quadrícula – António Magalhães
álbum profusamente ilustrado a negro e a cor
cartonagem editorial, com folhas-de-guarda
impresso em papel superior Inagloss
exemplar como novo
edição numerada, n.º 275
75,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Para além do sucinto estudo do crítico de artes plásticas, inclui a emissão dos respectivos 18 selos, que reproduzem pinturas dos seguintes artistas: Amadeo de Souza-Cardoso, Almada Negreiros, Eduardo Viana, Mário Eloy, Carlos Botelho, António Pedro, António Dacosta, Júlio Pomar, Marcelino Vespeira, Fernando Lanhas, Nadir Afonso, Carlos Calvet, Joaquim Rodrigo, Noronha da Costa, Vasco Costa, Costa Pinheiro, Paula Rego e José de Guimarães. Escolha, cuja ausência, por exemplo, de uma Vieira da Silva ou de um Cesariny, denota bem as idiossincrasias de França...

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Amadeo de Souza-Cardoso – A Primeira Descoberta de Portugal na Europa no Século XX [catálogo]


PAULO FERREIRA
et alii

Lisboa, 1983
Centro de Arte Moderna / Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição
29,6 cm x 20,9 cm (álbum)
122 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado a preto e a cor
impresso sobre papel superior
design de Fernando Libório
exemplar novo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

O comissário da exposição lembra-nos no seu texto a violência física com que os portuenses rejeitaram a primeira mostra de Amadeo. Agredido e enxovalhado publicamente no Porto de 1916, mas reconhecido entre os seus pares – como Eduardo Viana e Almada Negreiros –, é hoje pedra-de-toque para a compreensão das vanguardas artísticas da época.

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Botelho [catálogo]



MANUEL BOTELHO
SENA DA SILVA

et alii

Lisboa, 1989
Centro de Arte Moderna – Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição
28 cm x 24 cm (álbum)
196 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado a preto e branco e a cor
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos Botelho, importante caricaturista e pintor dos costumes e da cidade de Lisboa. O suave leque cromático da sua paleta influenciará pintores menores como Tom, assim como da sua grelha estrutural do casario sairá uma Maluda. No vertente catálogo, que está longe de ser representativo do legado da sua obra, encontramos, por outro lado, uma imprescindível cronologia biográfica.

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Bernardo Marques – Obras de 1950 a 1960 [catálogo]



aa.vv.
fotografias de Mário Novais
grafismo de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1966
Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição
23,8 cm x 24,2 cm
94 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado
impresso em rotogravura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diogo de Macedo, António Pedro, Luís Teixeira, Jorge Segurado, Fernando de Azevedo, são os nomes dos que aqui celebram, de algum modo, o legado do grande artista gráfico que foi Bernardo Marques.

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Bernardo Marques – Période 1934-1962 [catálogo]


[JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
PAULO FERREIRA]

Paris, 1982
Fondation Calouste Gulbenkian
1.ª edição
texto em francês
25,9 cm x 19,4 cm
60 págs. [não numeradas]
profusamente ilustrado
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Bernardo Marques – Desenho e Ilustração, anos 20 e 30 [catálogo]


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

Lisboa, 1982
Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição
24 cm x 22 cm
64 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior de off set
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

A influência de George Grosz, não só estilística mas também no que continha de crítica violenta às assimetrias sociais, é a sua mais impressionante característica. Talvez fazendo uso de uma paleta cromática menos agreste, mas seguramente o seu poder de observação dos tiques arrogantes dos frequentadores de bares, cafés e teatros da Baixa lisboeta não desmerece o que Marques foi “aprender” a Berlim nesses anos.

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Bernardo Marques


SALLÉS PAES

Lisboa, s.d. [circa 1963]
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
18,5 cm x 12,8 cm
20 págs. + 8 folhas em extra-texto (cor) + 48 págs. (preto e branco)
profusamente ilustrado
impresso em rotogravura
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pequena monografia editada pouco tempo após a morte do pintor, em Setembro de 1962.

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Medina





[ANÓNIMO]

Zurique, s.d. [circa 1957]
s.i. [impresso na Suíça por Fretz Frères S. A.]
1.ª edição
trilingue português / francês / inglês
35 cm x 25,6 cm (álbum)
XXII págs. + 144 págs. + 2 folhas cartonadas em extra-texto cada qual com um cromo a cor colado
subtítulo: 74 Reproductions de Tableaux et Dessins Précédées d’une Étude sur le Peintre
impresso em rotogravura sobre papel superior
encadernação editorial em tela crua gravada a ouro na pasta anterior e na lombada, com sobrecapa impressa
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do pintor ao então ministro da Educação, Francisco de Paula Leite Pinto, «com a mais viva admiração e alto apreço»
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

Henrique Medina foi o retratista do regime de Salazar por excelência: formalismo naturalista, cor lambida e sem sobressaltos estilísticos; pintor de modelo, tanto pintava meninas nuas (a Jovem Norueguesa, a Dançarina Crioula, por exemplo) como a «emocionante serenidade e misticismo» do cardeal Cerejeira, ou o «porte marcial» do presidente Óscar Carmona... Mussolini foi igualmente retratado por ele, peça que não consta do vertente conjunto.

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Columbano – Ensaio Biográfico e Crítico


LUÍS VARELA ALDEMIRA
prefácio de Joaquim Manso


Lisboa, 1941
Edição do Autor [Livraria Portugal, depositária]
1.ª edição
tiragem declarada de 500 exemplares
26 cm x 19,5 cm
80 págs.
com 5 ilustrações inclusas no corpo do texto
composto manualmente
EXEMPLAR COM DEDICATÓRIA DO AUTOR A MOREIRA FERNANDES
ex-libris de Raul de Oliveira colado abaixo desta dedicatória
tem ligeiros picos de humidade na capa
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Longa conferência que o pintor Varela Aldemira proferiu na Sociedade Nacional de Belas-Artes, em jeito de desagravo pelas «invejas» que rodearam o destino e a obra de Columbano Bordalo Pinheiro. Aí, quer a vida quer a obra do mestre são apreciadas por um “ensaísta” que sabe do ofício.

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Goya


PIERRE GASSIER

Genebra, 1955 [aliás, 1953]
Éditions d’Art Albert Skira
1.ª edição
18,2 cm x 16,7 cm
140 págs.
profusamente ilustrado a cor com as gravuras impressas em cromos colados nas respectivas páginas
cromolitografias de altíssima qualidade de reprodução
encadernação editorial em linho cru gravado a vermelho nas pastas e na lombada, com sobrecapa impressa a cor
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

O crítico de arte francês Pierre Gassier é considerado o maior especialista na obra do pintor romântico espanhol Francisco José de Goya y Lucientes (1746-1828).

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Paragone



LEONARDO DA VINCI
trad. e introd. Irma A. Richter

Londres / Nova Iorque / Toronto, 1949
Geoffrey Cumberlege – Oxford University Press
[1.ª edição]
bilingue italiano / inglês
25 cm x 17 cm
2 págs. + XIV págs. + 112 págs. + 12 folhas em extra-texto
subtítulo: A Comparison of the Arts
ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação editorial em tela encerada gravada a ouro na pasta anterior e na lombada, com sobrecapa impressa
exemplar em bom estado de conservação, com pequenos restauros na sobrecapa; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio:
«[...] The Paragone forms an important contribution to the literature on the comparison of the arts. The discussion, which in Leonardo’s time was prompted by a rivalry among artists, foreshadows the beginning of comparative criticism. [...]»
Assim, vamos encontrar aqui os primórdios da compreensão de uma transversalidade artística que estabelece pontes da pintura à ciência, à poesia, à música e à escultura, sistematizando as suas diferenças e semelhanças.

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sábado, janeiro 09, 2016

Rimas


JOÃO PENHA

Braga, 1906
Cruz & C.ª – Editores
edição ne varietur
19 cm x 12,1 cm
2 págs. + 182 págs. + 1 extra-texto desdobrável
subtítulo: Vinho e Fel – Violão Nocturno – Onofre – Lyra de Pangloss
exemplar em bom estado, por abrir, apresenta apenas algum desgaste na lombada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a edição definitiva (3.ª edição) de um livro que em 1882 já tinha, em Lisboa, a sua 2.ª edição (Avelino Fernandes & C.ª Editores; não referida por Maria Amália Ortiz da Fonseca, Introdução ao Estudo de João Penha, Portugália Editora, Lisboa, 1963). Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990):
«[...] A sua poesia, de índole satírica e humor rabelaisiano, é declaradamente anti-romântica. O seu lirismo é quase uma auto-ironia que mal esconde um amargo e profundo desencanto, ferozmente disfarçado de mordacidade e cinismo. [...]»
O desdobrável reproduz dois retratos do Autor e um soneto, que lhe está dedicado, da autoria de Gonçalves Crespo.

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Originalidade da Literatura Portuguesa


JACINTO DO PRADO COELHO

Lisboa, 1977
Instituto de Cultura Portuguesa / Secretaria de Estado da Investigação Científica / Ministério da Educação e Investigação Científica
1.ª edição
19,2 cm x 11,7 cm
92 págs.
é o n.º 1 da prestigiada colecção Biblioteca Breve
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do acutilante ensaio:
«[...] Se é “temperado” o nosso carácter, como pretendia Oliveira Martins, talvez pudéssemos associar à discrição afectiva a moderação do bom-senso. Diz-se que o Português é um romântico, define-se o Português pela emotividade, pela impulsividade. Mas serão tais atributos que o distinguem de outros povos meridionais? Ou ficar antes num meio-termo, corrigindo a emotividade pela cautela e o entusiasmo da novidade pelo apego à tradição? Um misto de “aventura e rotina”, para repetir a fórmula de Gilberto Freyre? Pelo menos na esfera da cultura, não fomos tantas vezes vagarosos e prudentes no modo como seguimos os grandes movimentos de renovação? Não balizámos com firmeza o Renascimento, tentando conciliá-lo com uma Idade Média ainda vivaz no Portugal quinhentista? Não é mitigado e bastante razoável o nosso Romantismo, alheio a voos místicos ou de solta fantasia? Não se mostram, em certo sentido, anti-românticos os mentores do Romantismo português? Não foi necessário esperar pelos fins do século XIX ou até pelo século XX para assistir, na literatura portuguesa, a mais estremes manifestações de romantismo, em poetas como António Nobre e Pascoaes, em ficcionistas como Raul Brandão ou Agustina Bessa-Luís? E não tem sido um trabalho de Hércules libertar a nossa prosa literária do sensato e do retórico? [...]»

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Elucidario das Palavras, Termos, e Frases, que em Portugal Antigamente se Usárão [...]




JOAQUIM DE SANTA ROSA DE VITERBO, frei

Lisboa, 1798-1799
Na Officina de Simão Thaddeo Ferreira (tomo primeiro, A=F)
Na Typographia Regia Silviana (tomo segundo, G=Z)
1.ª edição
2 tomos (completo)
30 cm x 21 cm
[2 págs. + 4 págs. + 484 págs. + 2 págs. (erratas) + 5 folhas extra-texto (gravuras impressas apenas na frente do papel)] + [416 págs. + 62 págs. (suplemento, adições e correcções aos dois tomos) + 1 folha (erratas) + 2 págs.]
subtítulo: [...] e que hoje regularmente se ignorão: obra indispensavel para entender sem erro os documentos mais raros, e preciosos, que entre nós se conservão: publicado em beneficio da litteratura portugueza, e dedicado ao Principe N. Senhor por [...]
dois tomos encadernados em 1 volume
o papel do tomo segundo é azulado, o que é invulgar
encadernação inteira em pele com rótulo e ferros a ouro na lombada, cujas vinhetas e tipo de letra permitem datá-la do século XIX
apesar das esporádicas esfoladelas na pele da encadernação o miolo encontra-se irrepreensivelmente limpo e fresco, como novo
peça de colecção
3.000,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Frade franciscano, pregador, historiógrafo e filólogo. Foi cronista da ordem franciscana e notário apostólico. Notável erudito, dotado de prodigiosa memória, começou por estudar latim, prosseguindo os seus estudos entre as leituras que o recolhimento monástico lhe proporcionava e a pesquisa de arquivos públicos, inscrições e monumentos, a que se dedicou em périplos pelo país, tendo ainda desenvolvido importantes trabalhos na Torre do Tombo. [...]» (Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. I, 2.ª ed., Publicações Europa-América, Mem Martins, 1991)

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domingo, janeiro 03, 2016

Do Acto ao Pensamento


HENRI WALLON
trad. e pref. J. Seabra-Dinis

Lisboa, 1966
Portugália Editora
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
312 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Henri Paul Hyacinthe Wallon (1879-1962), destacado membro do Partido Comunista Francês e neto do fundador da Terceira República, é sobretudo conhecido pela sua dedicação quer a crianças mentalmente deficientes, mediante o exercício da psicologia pediátrica, quer pelos seus estudos no campo do desenvolvimento da personalidade. O psicanalista Jacques Lacan será, em muitos aspectos, um dos seus seguidores.

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sábado, janeiro 02, 2016

Primavera Autónoma das Estradas


MÁRIO CESARINY
capa e grafismo do escultor Manuel Rosa

Lisboa, 1980
Assírio e Alvim
1.ª edição
19,9 cm x 13,2 cm
224 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DO AUTOR ASSINADA APENAS «MÁRIO»
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião, na sua maioria, de poemas inéditos ou dispersos por publicações periódicas avulsas, mas apesar disso, dentro dos cânones surrealistas, constituindo um livro de extrema coesão e limpidez estética.

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Horta de Literatura de Cordel


MÁRIO CESARINY
(antologia, fixação do texto, prefácio e notas)


Lisboa, 1983
Assíro e Alvim
1.ª edição
23 cm x 15,5 cm
260 págs.
exemplar em bom estado
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio:
«[...] Ainda mais que a outra, a literatura de cordel parece-me a vítima privilegiada do Poder que em meados do séc. XVI vem tornar exclusivamente suas a viabilidade da língua e a maestrança dela. A 50 anos de vista do primeiro livro impresso em português, o estabelecimento da Inquisição e a Companhia de Jesus lançam ao interdito toda e qualquer veleidade de magnificar épocas e expressões algum tanto pagãs, ou suspeitas a Roma de deficientes cristãs, enquanto por seu turno as primeiras gramáticas (1536 e 1540) lançam ao ar os dados do que virá a ser a língua oficial, sumptuosamente repressiva de quanto ditongo não tanja pelos sons católicos latinos da Companhia, do Paço, e demais centros de decisão se os havia. O que significa que todo um imenso espaço cultural, e ao longo de séculos bem mais vivo do que o latinório que impõe a retórica, é punido pelo fogo ou atirado ao nada durante trezentos anos. E quando cessa o jugo, está cumprida a tarefa. O que eu agora escrevo é mandado escrever exactamente como, no séc. XVI, a demonologia de um qualquer Geral dos Jesuítas, quiz que eu escrevesse hoje. Não é horrível, leitor? Não te caiem as lágrimas? Não caiem, porque os netos dos netos do Geral oferecem a compensação lilás, toda italiana, da reverência a Os Lusíadas, esse “monumento da língua”, como quem diz céu da boca [...]»

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Horta de Literatura de Cordel


MÁRIO CESARINY, selec., pref. e notas

Lisboa, 2004
Assírio & Alvim
2.ª edição
21 cm x 13,7 cm
376 págs.
subtítulos: O Continente Submerso – O Grande Teatro do Mundo – Os Sobreviventes do Dilúvio: Monstros Nacionais, Monstros Estrangeiros
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esta nova edição, dado o seu substancial desenvolvimento relativamente à edição primitiva, de 1983, pode ser considerada um livro novo, autónomo ou complementar.

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Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS

Lisboa, s.d. [1952]
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
23,5 cm x 16,8 cm
28 págs.
impresso sobre papel tipo “manteigueiro”
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
245,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo livro de Cesariny, com a sua ressalva para quatro dos poemas, por serem «anteriores à adesão do autor ao surrealismo, em 1947».

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Nobilíssima Visão


MÁRIO CESARINY

Lisboa, 1976
Guimarães & C.ª Editores
2.ª edição
21,5 cm x 15,5 cm
132 págs.
subtítulo: Seguida de Nicolau Cansado Escritor, de Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos e de Um Auto Para Jerusalém
impresso sobre papel superior avergoado creme
exemplar muito estimado apresentando na capa sinais da presença continuada da luz; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na abertura, a Nota do Autor é suficiente no esclarecimento da época e da circunstância:
«Diferentemente da primeira edição, em que uma miscelânia de datas de feitura e talvez também de intuitos formava o livro, esta segunda edição da “Nobilíssima Visão” inclui só os poemas escritos sob esse título em 1945-46, anos que correspondem a uma leitura do “país real” topado pelo autor à saída da adolescência linda mas já desconfiada da terra em que assentara os seus projectos de poesia civil: lírica, inocente: dramática.
Naturalmente se juntam a esses versos os textos dos livros “Nicolau Cansado Escritor”, “Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos” e “Um Auto Para Jerusalém”, escritos também de 45-46.
O que é ou como fica assim este livro, a sua forma natural de ficar, não exclui, como será óbvio, da parte do autor o ter cozido um bolo de inaguentáveis horrores: um livro trágico, que o 25 de Abril ainda não removeu e nalguns casos horrivelmente agravou, oxalá que tão só para formar o abcesso que livre o corpo da infecção geral. – Outubro de 1975

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Pássaro Paradípsico



MANUEL LOURENÇO [ou M. S. Lourenço]
capa e ilustr. Mário Cesariny

Lisboa, 1979
Editora Perspectivas & Realidades, Artes Gráficas, Lda.
1.ª edição
23,4 cm x 15,5 cm
172 págs. (inclui 3 cromos colados respectivamente nas págs. 9, 75 e 123)
ilustrado
exemplar muito estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; com resíduos de antiga fita-gomada no verso da cartolina das capa e contracapa; miolo irrepreensível
40,00 eur

Texto surrealizante, cujas ilustrações de Mário Cesariny só confirmam, embora Manuel Lourenço – já então com obra poética e filosófica firmada – nunca antes haja saído de uma escrita conceptual em tudo avessa ao acaso onírico.

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