sábado, maio 16, 2026

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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


Dinossauro Excelentissimo




JOSÉ CARDOSO PIRES
ilust. João Abel Manta

Lisboa / Rio de Janeiro, 1972
Editora Arcádia / Editora Civilização Brasileira S. A. R. L.
1.ª edição
247 mm x 174 mm
96 págs. + 21 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
encadernação editorial em sintético com gravação a ouro na pasta dianteira e na lombada, protegida com a mica de origem
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
É O N.º 1 DE UMA TIRAGEM DECLARADA DE 120 EXEMPLARES IMPRESSOS SOBRE PAPEL ESPECIAL DE COR MOSTARDA, ASSINADO PELO ESCRITOR E PELO ILUSTRADOR
peça única, de colecção
1.750,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sátira política, escrita de forma desabrida e sem rodeios ou hesitações, ao estilo oitocentista da Viagem à Roda da Parvónia (Gil Vaz, pseud.). O livro caricaturiza Salazar e a parte da nação que o aplaudia e perpetuava numa descarada busca de benesses e privilégios. Caricatura feroz, que João Abel Manta reforça com os seus desenhos igualmente corajosos. As primeiras linhas desta alegoria anunciam desde logo o que vai seguir-se: «[...] não há muito tempo existiu no Reino do Mexilhão um imperador que na ânsia de purificar as palavras acabou por ficar entrevado com a paralisia da mentira. Ainda lá está, dizem. E não é homem nem estátua porque a ele, sim, roubaram-lhe a morte. Não faz parte deste nosso mundo nem daquele para onde costumam ir os cadáveres, embora cheire terrìvelmente. Quando muito é isso, um cheiro. Um fio de peste a alastrar por todas as vilas do império. [...]» O sabor da narrativa espraia-se daí em diante, mesmo os personagens de Cardoso Pires têm nomes de cena que, só por si, dizem tudo, como o Juiz das Causas Combinadas, ou frei Pantaleão das Bulas. É a contemporânea História de Portugal, o seu resumo imediato, desfiando-se como reportagem por dentro do regime sócio-político vigente na altura, e igual a si próprio, até ao capítulo Epílogo, este uma pequena obra-prima da literatura panfletária portuguesa. Lá se lê, com um sorriso amargo e um aperto no estômago, como foi possível mascarar o colapso da governação de Salazar, sem que o próprio disso se apercebesse, após a sua queda da cadeira em Agosto de 1968 e até Julho de 1970, enquanto o seu sucessor, Caetano, contava as espingardas e garantia um lugar na vergonha pátria.

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Cartoons 1969-1975


JOÃO ABEL MANTA
pref. José Cardoso Pires

Lisboa, 1975
Edições «O Jornal»
1.ª edição
210 mm x 295 mm (oblongo)
176 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio de Cardoso Pires:
«[...] Nunca pintor daqui e de agora resumiu com tantas subtilezas a temperatura social e política do fascismo agonizante; raros, raríssimos, com o prestígio e a obra de João Abel Manta, resistiram e apostaram como ele na intervenção. [...]»

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Corvos



LEITÃO DE BARROS, texto
JOÃO ABEL MANTA, desenhos


Lisboa, s.d. [década de 60, século XX]
Empresa Nacional de Publicidade
Editorial Notícias
1.ª edição [única]
2 volumes (completo)
217 mm x 160 mm
276 págs. + 258 págs.
subtítulo: Sobre a Nudez Nacional da Publicidade o Manto Diáfano da Tipografia...
profusamente ilustrados, texto a duas colunas numa simulação do local de origem onde surgiu publicado
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de crónicas satíricas que o realizador cinematográfico Leitão de Barros, durante a última década da sua vida, foi escrevendo para o Diário de Notícias. Dele diz-nos outro “farpista”, Armando Ferreira (cit. badana): «Como eu me sentiria vaidoso se tivesse tido a ideia, e o talento para escrever, com a mesma graça, estas “Farpas”, estes “Burros”, estes “Gatos”, urbanìsticamente transformados em “Corvos” do nosso tempo.»
João Abel Manta completa uma tão elevada verve com fortes caricaturas de sua pena.

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Primeiro de Maio



EÇA DE QUEIROZ
pref. A. Campos Matos
ilust. João Abel Manta

Lisboa, 1979
Edições «O Jornal»
1.ª edição [em brochura]
297 mm x 210 mm
20 págs.
ilustrado
impressão sobre cartolina heliográfica
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Originalmente publicada num periódico brasileiro, em 1892, desconhecida por cá até 1977, data em que foi dada a conhecer nas páginas de O Jornal, é crónica importante, dado mostrar como o jovem Eça socialista utópico dos vinte anos de idade não havia sido ainda, já perto dos 50 anos, domesticado por uma vida familiar algo confortável e mesmo burguesa. Texto que, embora sendo o primeiro da série temática postumamente reunida sob o título Ecos de Paris, lá não figura, e nos mostra um Eça nada adormecido, de pena apontada à sua classe social:
«[...] O rico, enfim, conhece intimamente o pobre – e daí nasceu, na nossa sociedade democratizadora e humanitária, esta ideia nova de que o mundo por fim está deploravelmente equilibrado, que há riqueza escandalosa de um lado e do outro miséria escandalosa, e que na verdade os famintos têm direito de exigir e comer tudo o que sobra aos fartos. [...] Se todos abominam a bomba de dinamite e o seu bruto destroço que não descrimina – poucos há que não reconheçam secretamente a legitimidade do desespero transviado que a arremessou. E os tempos chegaram em que Rothchild pensa consigo que, se não fosse Rothchild, seria talvez Ravachol! [...]
A torre hoje oscila. Cada bomba anarquista pressagia a sua queda atroadora. E os que a habitam tremem e gritam, não com medo da força da bomba, mas com medo da fraqueza da torre, que eles todavia, insensivelmente, obedecendo a impulsos superiores, cada dia abalam e mais desapreçam. [...]»

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A Divina Comédia

 

DANTE ALIGHIERI
trad. Fernanda Botelho (vol. I), Sophia de Mello Breyner Andresen (vol. II) e Armindo Rodrigues (vol. III)
pref. Vieira de Almeida
ilust. e vinhetas de Manuel Lapa, Fernando Azevedo, António Areal, Francisco Relógio, Bartolomeu Cid, Figueiredo Sobral, Francisco Conduto, Luís Jardim, João Abel Manta, Rogério Ribeiro, António Ramos, Querubim Lapa, Júlio Pomar, Lima de Freitas, Luís Filipe de Abreu, Maria Keil, Cândido Costa Pinto, Carlos Botelho, José Júlio, Alice Jorge, Menez, Manuel Baptista, António Charrua, Sá Nogueira, Nikias Skapinakis, Infante do Carmo, Maria Velez, João Vieira, Cipriano Dourado e Camarinha

Lisboa, 1961-1963
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição
3 volumes (completo) em 40 fascículos distribuídos por 3 estojos
315 mm x 253 mm (estojos)
[XXVI págs. + 2 págs. + 392 págs. + 12 folhas em extra-texto (policromias)] + [392 págs. + 13 folhas em extra-texto (policromias)] + [480 págs. + 15 folhas em extra-texto (policromias)]
subtítulos: O Inferno; O Purgatório; O Paraíso
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
fascículos não cosidos, com as respectivas capilhas, tal como foram comercializados na época*, acondicionados em três elegantes estojos forrados a tela crua
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
400,00 eur (IVA e portes incluídos)

* A importância desta peça, enquanto testemunho de metodologias tipográfia e comercial, recomenda que a mesma não venha a ser encadernada, mas mantida no estado em que chegou até nós.

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Almas Delirantes



LUIZ CEBOLA

Lisboa, 1925
Livraria Central Editora [aliás, Comercial Grafica, Ld.ª]
1.ª edição
243 mm x 193 mm
198 págs. + 20 folhas em extra-texto
exemplar estimado, capa envelhecida mas aceitável; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Luiz Cebola, republicano de gema, médico alienista, foi director clínico do Manicómio do Telhal a pedido de Afonso Costa, entre 1911 e 1948, e, aí, introduziu e desenvolveu a ergoterapia, que visava ajudar os pacientes a fixarem-se em projectos pessoais ou em grupo, de prática de ofícios e de actividades artísticas, lúdicas e desportivas. Método pioneiro, com pontes para o que veio a ser a antipsiquiatria dos anos 60-70, e de grande humanidade, poupando os doentes aos tormentos de uma psiquiatria cristã alicerçada no castigo lobotómico, nos choques eléctricos ou no coma insulínico (técnica de Sakel).

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Orfeu Rebelde


MIGUEL TORGA

Coimbra, 1958
ed. Autor
1.ª edição
193 mm x 135 mm
88 págs.
luxuosa encadernação inteira em pele gravada a ouro nas pastas e na lombada, selo da Oficina de Encadernação de Armando C. Batista, Lda.
"folhas"-de-guarda em seda
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
115,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da sua poesia diz-nos Cabral do Nascimento (ver Líricas Portuguesas, 2.ª série, Portugália Editora, Lisboa, s.d. [circa 1945]):
«[...] Expressão forte, directa, violenta por vezes. Preocupação do problema religioso, para cuja solução, no entanto, o poeta não abranda o ímpeto da revolta – instintiva e permanente. Isto não invalida a circunstância de a sua poesia poder ser, nalguns casos, amável e sensível como a de qualquer poeta português.»

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Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica


NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e notas
ilust. do pintor Cruzeiro Seixas
badanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

s.l., s.d. [Lisboa, 1965]
Afrodite (Edição de Fernando Ribeiro de Mello)
1.ª edição
192 mm x 125 mm
552 págs. + 6 folhas em extratexto
subtítulo: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
peça de colecção
175,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro proibido durante o Estado Novo. Da imprensa da época (Diário de Lisboa, 8 de Janeiro, 1970):
«Julgamento de Escritores por Motivo da Publicação de um Livro Tido por Imoral – No banco dos réus estão, esta tarde, no Plenário Criminal da Boa Hora, os escritores e poetas Mário Cesariny de Vasconcelos, Luís Pacheco, José Carlos Ary dos Santos e Natália Correia e, ainda, o comerciante Fernando Ribeiro de Melo, o empregado de escritório Francisco Marques Esteves e o técnico têxtil Ernesto Geraldes de Melo e Castro, como presumíveis delinquentes no processo movido pelo Ministério Público, em consequência da publicação do livro “Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”, a qual foi considerada “abuso de liberdade de Imprensa”.
Segundo a acusação, o livro [...] inclui algumas poesias que “ofendem o pudor geral, a decência e os bons costumes”.
Na tribuma do Ministério Público, toma lugar o dr. Costa Saraiva, ajudante do procurador da República; como patronos dos acusados, intervêm os drs. João da Palma Carlos, Luso Soares, José Vera Jardim, Francisco Vicente, Salgado Zenha e António de Sousa.»

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sexta-feira, maio 15, 2026

O Pobre de Pedir


RAÚL BRANDÃO
pref. Maria Angelina
capa de Fred Kradolfer

Lisboa, 1931
[Seara Nova]
1.ª edição
193 mm x 131 mm
4 págs. + 200 págs.
exemplar em muito estado de conservação, rótulo de catalogação na lombada; miolo irrepreensível, por abrir
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra póstuma, que a sua companheira de uma vida apresenta:
«[...] A sua obra escrevia-a com ímpeto, em apontamentos, e compunha-a na ocasião em que, ditando-ma, eu a escrevia antes de ir para a tipografia.
A morte, que mo roubou inesperadamente, não lhe deu tempo para fazer as modificações que decerto desejaria fazer, porque nunca o seu trabalho o satisfazia, tinha sempre que emendar. [...]
Por isso hesitei muito, e não sei se o maguarei publicando O Pobre de Pedir tal qual o deixou, mas sei que não devo guardar numa gaveta êste seu último livro, em que há páginas, para mim, mais belas em dor, em humanidade, do que as de Dostoiewski. [...]»

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A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore


RAÚL BRANDÃO
ilust. Martinho da Fonseca

Lisboa, 1926
Edição da «Seara Nova»
1.ª edição
189 mm x 128 mm
292 págs.
ilustrado no corpo do texto
modesta encadernação inteira em tela encerada, gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que reformula e amplia uma das primeiras publicações de Brandão, de 1896, a História d’um Palhaço (A Vida e o Diário de K. Maurício), tendo sobrevivido a tal revisão sobretudo os sinais autobiográficos do alterego K. Maurício.
Do ponto de vista “literário” das polícias do Estado Novo, seria um texto a abater. Tanto assim que ainda em 1949 andavam às voltas com ele na tentativa de interditá-lo, o que só não aconteceu porque o próprio censor, na altura o capitão José Brandão P. de Melo, julgou no mínimo atrasado o propósito, conforme o respectivo despacho de 14 de Março, a pedido da PIDE:
«Não se compreende a razão de apresentar-se agora, em 1949, opinião censorial acêrca de uma obra impressa no longinquo ano de 1926 e que desde essa data (há, portanto, 23 anos) se vende e circula livremente.
Mas diz-se, agora, o que devia ter sido dito em 1926:
“A morte do palhaço e o mistério da arvore”, de Raul Brandão, sendo, aliás, uma obra pouco recomendável pelo seu negativismo pessimista e amoral, bem como pelas suas possiveis más influencias desmoralisantes, não chega, porém, a ser uma obra cuja circulação deva ser interdita.
Tal interdição, de resto, 23 anos apoz a publicação da obra, depois de 23 anos da sua livre circulação, teria um odioso aspecto por assim dizer póstumo e já pouco menos do que inutil ou não.»

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O Esoterismo de Fernando Pessoa

 

DALILA L. PEREIRA DA COSTA

Porto, 1971
Lello & Irmão – Editores
1.ª edição
195 mm x 130 mm
196 págs.
exemplar muito estimado, capa empoeirada; miolo limpo, parcialmente por abrir
75,00 eur (IVA e portes incluídos)


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19 Projectos de Prémio Aldonso Ortigão seguidos de Poemas de Londres


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS
capa e orientação gráfica de Cidália de Brito Pressler

Lisboa, s.d. [1971]
Livraria Quadrante – Eduardo R. Ferreira, Ld.ª
1.ª edição
190 mm x 122 mm
88 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

É uma das mais ferozes colectâneas com que Cesariny tudo maltrata, a começar pelos “experimentalistas”. Vejamos a sua «Investigação Semântica»:

«Eu mastrucharco
tu mastrucharcas
ele mastrucharca
nós mastrucharcamos
vós mastrucharcais
eles mastrucharcam

Eu charcomastrava
tu charcomastravas
ele charcomastrava
nós charcomastrávamos [...]», etc., etc., o resto do poema assola as falésias da literatura bem educada arrancando pela raiz os últimos mirones da paisagem.

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Memórias de Alegria



EUGÉNIO DE ANDRADE, org. e pref.
direcção gráfica de Armando Alves

Porto, 1971
Editorial Inova Limitada
1.ª edição
237 mm x 187 mm
4 págs. + 728 págs.
subtítulo: Antologia de Verso e Prosa Sobre Coimbra no Centenário da Geração de 70
encadernação editorial em sintético gravada a prata e relevo seco
folhas-de-guarda impressas
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
é o n.º 831 da tiragem comum de 1.200 exemplares
assinatura de posse no ante-rosto
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um livro de nostalgia pela juventude passada numa cidade universitária, ilustrada pela escolha culta de um reconhecido poeta. Aí figuram, entre muitas outras, entre autores vivos e mortos, colaborações de Fernão Lopes a Nicolau Tolentino, ou Herculano, ou Ramalho, ou Antero, ou Eça; mas também Edmundo de Bettencourt, Nemésio, Vergílio Ferreira, Namora, Políbio Gomes dos Santos, Carlos de Oliveira, Ruben A., Agustina, Urbano Tavares Rodrigues, etc.

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Fernando Pessoa, o Cadáver Adiado Que Procria


[ANÓNIMO*]

Lisboa, 30 de Novembro, 1982
Edições Antígona
1.ª edição [única]
209 mm x 150 mm
4 págs.
folha volante
exemplar estimado, apresenta um vinco ao meio devido talvez ao seu envio dentro de sobrescrito; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assinalando à sua maneira a data da morte do poeta, vem aqui a editora iconoclasta Antígona chamar a atenção para a vertente reaccionária de Pessoa, por exemplo, nos seus textos À Memória do Presidente-Rei Sidónio Pais, ou O Interregno – Defesa e Justificação da Ditadura Militar em Portugal. Deste último transcreve mesmo uma passagem vomitiva: «Os governantes naturalmente indicados para um Estado de Transição são, pois, aqueles cuja função social seja particularmente a manutenção da ordem. Se uma nação fosse uma aldeia, bastaria a polícia; como é uma nação, tem que ser a Força Armada inteira.» E assim é que, nessa data à beira da campa, ousa a Antígona, no seu breve manifesto, «[...] com a biqueira da bota, empurrá-lo mais fundo na cova que o envolve. A História [...] agradecerá uma tal acção profiláctica. [...]»
É de acrescentar que a expressão «cadáver adiado que procria» não é original, colhe o exemplo, a acutilância e o verbo do movimento surrealista.

* Texto muito provavelmente redigido pelo jornalista Torcato Sepúlveda, então um dos mentores do espírito das Edições Antígona.

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À Memória do Presidente-Rei Sidónio Paes


FERNANDO PESSOA e outros letrados

Porto, s. d. [1959]
Petrus [Pedro Veiga]
[3.ª edição (1.ª edição nesta editora)]
238 mm x 179 mm
20 págs.
impressão sobre papel superior, ornado com capitulares e elegantes vinhetas
para além do longo poema de Pessoa, reúne colaboração de Fernando Garcia e Petrus
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Muitos intelectuais que durante anos, dada a aversão recíproca entre Salazar e Fernando Pessoa, quiseram fazer passar o poeta por progressista, terão neste simples poema (originalmente publicado no periódico Acção, n.º 4, a 27 de Fevereiro, 1920) a prova do contrário. Isto apesar de Fernando Garcia nos dizer que Sidónio revolucionário nasceu e «revolucionario ideologista e fundamentalmente jacobino, embora de um jacobinismo equestre, morreu». Não fazemos ideia do que seja um «jacobinismo equestre», mas aqui fica registado...

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Judaísmo

 

ISIDORE EPSTEIN
trad. Álvaro Cabral


Lisboa | Rio de Janeiro, s.d.
Editora Ulisseia
1.ª edição
181 mm x 111 mm
312 págs.
subtítulo: Breve descrição da origem e desenvolvimento dos ensinamentos, práticas, pensamento filosófico e doutrinas místicas da religião e moral judaicas ao longo de 4000 anos de história dos judeus
capa impressa frente e verso
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Angola Heróica

 

ARTUR MACIEL
capa de José Cândido
fotografia de Ricardo Mesquita


Venda Nova – Amadora, 1963
Livraria Bertrand
3.ª edição
191 mm x 123 mm
304 págs. + 16 págs. em extra-texto + 5 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: 120 dias com os nossos soldados
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo, restauro no último desdobrável
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição em livro de crónicas antes publicadas no Diário de Notícias nesse ano de 1963, acrescidas de duas inéditas. Inclui a relação dos militares do Exército condecorados desde Maio de 1961 a Setembro de 1963, sendo 23 a título póstumo. Importante fonte para o estudo da guerra em Angola segundo o testemunho de um jornalista de guerra afecto ao regime, e que viveu com as tropas.

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Autobiografia Política

 

ANÍBAL CAVACO SILVA
capas de José Neves
grafismo de Fernando Rochinha Diogo

Lisboa, 2002 e 2004
Temas e Debates – Actividades Editoriais Lda.
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
233 mm x 150 mm
[356 págs. + 80 págs. em extra-texto] + [528 págs. + 80 págs. em extra-texto]
subtítulo: [I] O percurso até à maioria absoluta e a primeira fase da coabitação; [II] Os anos de governo em maioria
ilustrados a cor
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível em ambos
VALORIZADOS PELA ASSINATURA DO AUTOR NO PRIMEIRO VOLUME
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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História Política da Primeira República Portuguesa

DAVID FERREIRA
capa de Moura-George


Lisboa, 1973
Livros Horizonte, Lda.
1.ª edição
180 mm x 119 mm
2 volumes (tudo quanto se publicou)
220 págs. + 240 págs.
subtítulo: I volume (1910-1915) I parte; e II parte
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
VALORIZADOS PELA ASSINATURA DE POSSE DE V. [VICTOR] SÁ MACHADO NO PRIMEIRO VOLUME
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, maio 12, 2026

Relatorio Sobre o Cadastro


ANTONIO JOSÉ D’AVILLA

Lisboa, 1848
Na Imprensa Nacional
2.ª edição («correcta e augmentada»)
223 mm x 160 mm
118 págs.
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Numa altura em que gente tão obviamente inteligente e responsável pelos destinos da nação não se inibe de encher o recinto mediático com opiniões e palpites acerca daquilo que ignora (porque se não o ignorasse não teríamos chegado onde chegámos!), dá-se aqui uma achega bibliófila para o relaxado debate deste Verão. O tema – desviando as atenções dos responsáveis pelo desbaratar de recursos e meios ano após ano –, o tema agora é: o cadastro! Ora bem, por razões que se prendiam com o colapso das estruturas económicas e sociais do país durante as lutas liberais, e concomitante barafunda na verificação da propriedade privada do território, já o duque de Ávila (1807-1881) afirmava constituir o Cadastro a única base, sem a qual «[...] será absolutamente impossivel repartir com igualdade o imposto predial, [...] resolver o problema de fazer com que os povos paguem menos, e o Thesouro receba mais, [...] garantir a propriedade a seu legitimo possuidor, fazendo cessar, ou pelo menos diminuir consideravelmente o numero espantoso de questões, a que esta dá origem, acabar em fim o deficit e a agiotagem, e pôr os capitaes em liberdade, para procurarem emprego nas emprezas de interesse material, que em tão larga escala se offerecem no nosso Paiz, aonde tudo está por fazer, aonde só faltam a vontade do homem, e as instituições adquadas [...].»

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Instrucções pelas Quaes Se Devem Regular o Director e Officiaes Encarregados dos Trabalhos Geodesicos e Topographicos do Reino [seguido de] Descripção e Rectificações do Theodolito


[FILIPE FOLQUE]

Lisboa, 1850
Imprensa Nacional
1.ª edição
21,1 cm x 13,5 cm
44 págs. + 22 págs. (não num.) + 18 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Cadastro


TAVARES D’ANDRADE

Mafra, 1926
Tipografia Liberty
1.ª edição
166 mm x 115 mm
96 págs.
subtítulo: O cadastro rural – A carta agricola – O levantamento parcelar – O cadastro ciclografico – A fotogrametria aerea e o Bom-senso
cartonagem editorial com gravação a ouro na pasta anterior
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Aventura da Cortiça


AZINHAL ABELHO

s.l. [Lisboa], 1967
Edições Panorama
1.ª edição
trilingue português / francês / inglês
244 mm x 170 mm
76 págs. + 1 folha em extra-texto (policromia protegida por papel de cristal) + 10 folhas em extra-texto (reproduções fotográficas e desenhos)
ilustrado
exemplar estimado, restauro no topo da lombada; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Monografia acerca da casca da Quercus suber, o sobreiro, assim baptizado por Lineu, árvore preponderantemente mediterrânica e que, de par com a oliveira, está na base do equilíbrio silvo-pastoril de vastas zonas, não só em Portugal, onde escasseia outro tipo de cultivo.

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Viveiros e Plantações de Eucaliptos

 

ERNESTO DA SILVA REIS GOES

Lisboa, 1957
Direcção Geral dos Serviços Florestais e Agrícolas
1.ª edição
211 mm x 152 mm
64 págs.
ilustrado
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Língua Portuguesa


J. MACEDO E VASCONCELOS

Porto, s.d.
Edição da «Renascença Portuguesa»
1.ª edição
183 mm x 122 mm
32 págs.
subtítulo: No ensino primário elementar e no secundário da 1.ª secção (Programas e impressões)
exemplar estimado, restauros discretos na lombada; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Origens Poeticas do Christianismo

 

THEOPHILO BRAGA

Porto, 1880
Livraria Universal de Magalhães & Moniz – Editores
1.ª edição
2 volumes* (completo)
199 mm x 126 mm (estojo)
VIII págs. + 300 págs. (num. contínua)
subtítulo: Sciencia das religiões
brochuras acondicionadas em estojo próprio de fabrico recente forrado a papel goufrado
não aparados
conservam todas as capas de brochura
exemplares muito estimados, falhas de papel nas lombadas; miolo limpo, por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

* Os exemplares que chegaram até nós assim preservados não devem ser aparados, cosidos ou encadernados, dada a importância do seu testemunho físico, enquanto peças para a história das artes tipográficas e editoriais; a sua conservação dentro de estojos, de que o vertente exemplar constitui modelo, é a mais correcta.

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Contos Phantasticos


THEOPHILO BRAGA

Porto, 1914
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, Editores
3.ª edição («correcta, com ineditos e as versões francezas e italianas»)
184 mm x 125 mm
XVI págs. + 2 págs. (cortina) + 358 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Luuanda [junto com] A Dolorosa Razão duma Atitude



[JOSÉ] LUANDINO VIEIRA
JOAQUIM PAÇO D’ARCOS

Belo Horizonte (Brasil) / Lisboa, 1965
Editora e Distribuidora «Eros», Ltda. / Ed. Autor
1.ª edição (brasileira ?) / 1.ª edição
2 volumes
[192 mm x 136 mm] + [188 mm x 121 mm]
168 págs. + 24 págs.
subtítulo do 2.º vol.: Para a história da Sociedade Portuguesa de Escritores e do seu fim
exemplares estimados; miolo limpo
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esta edição de Luuanda é efectivamente a primeira edição comercial do livro mítico do Autor (talvez o mais metodicamente ilegalizado e destruído pela ditadura do Estado Novo), e que esteve na origem do assalto policial e imediato encerramento da Sociedade Portuguesa de Escritores, após a atribuição, por parte desta, de um prémio literário a Luandino Vieira... com base na edição original clandestina de 1964. Facto curioso, em 1969 (segundo uma local do Diário de Notícias de 6 de Março) foram julgados no Tribunal da Boa-Hora quatro responsáveis por uma certa edição pirata, que, segundo informação divulgada na revista Coelacanto, #02 (Junho de 2013), se trataria desta, dita de Belo Horizonte (quem sabe se impressa num comboio em andamento...).
Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. VI, Publicações Europa-América, Mem Martins, 2001):
«[...] Preso em 1961 por alegadas ligações ao MPLA, foi em 1963 desterrado para o Tarrafal, Cabo Verde, donde voltou a Lisboa apenas em 1972 para aqui viver em liberdade condicional e [com] residência fixa, regressando a Angola em 1975. [...]»
Referenciado igualmente em Livros Proibidos no Estado Novo (Assembleia da República, Lisboa, 2005) e em Livros Proibidos no Regime Fascista (Presidência do Conselho de Ministros – Comissão do Livro Negro Sobre o Regime Fascista, Lisboa, 1981).
Quanto a Joaquim Paço d’Arcos, na altura presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Escritores, vem no seu texto tornado público tentar limpar-se de, juntamente com Luís Forjaz Trigueiros, não ter sido solidário na atribuição de um prémio literário que, reconhecia-o ele próprio, servia nomeadamente para «[...] no instante em que [...] era anunciado as agências telegráficas estrangeiras comunica[rem] para o mundo, em telegramas redigidos em inglês e francês, [...] ter a Sociedade Portuguesa de Escritores acabado de atribuir o Grande Prémio de Novelística a um preso condenado a catorze anos de prisão por actividades subversivas. [...]»

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Nós, os do Makulusu


LUANDINO VIEIRA
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1974
Livraria Sá da Costa Editora
1.ª edição
210 mm x 136 mm
148 págs.
impresso sobre papel superior creme
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Corografias


PEDRO DA SILVEIRA
capa de Rui Perdigão


Lisboa, 1985
Perspectivas & Realidades
1.ª edição
205 mm x 145 mm
88 págs.
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Mundo Não Começa Amanhã

 

AUGUSTO DE CASTRO

Amadora, 1971
Livraria Bertrand
1.ª edição
192 mm x 123 mm
300 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo de posse do médico J. M. Mourão Correia
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Roteiro Sentimental


LUIZ TEIXEIRA

s.l., 1960
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
190 mm x 126 mm
288 págs.
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Numa cascata de adjectivos, João de Barros elogia o autor, neste livro de crónicas, em nota de badana:
«Linguagem fluida, do mais puro estilo, portuguesíssima sem pedantice, leve mas vibrante, sóbria mas ardente, em que o entusiasmo latente nunca toma, nunca aceita redundâncias retóricas, na sua comunicativa juventude de sentir e de pensar.»

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A Casa das Sombras


LUIZ TEIXEIRA

Lisboa, 1973
Editorial Notícias
1.ª edição
196 mm x 133 mm
224 págs.
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos, acerca deste livro de crónicas, Urbano Tavares Rodrigues em nota de badana:
«Luiz Teixeira é, talvez, depois de Ramalho Ortigão, o mais claro e vernáculo, o mais sensível e impressivo cronista de grande linhagem nas nossas letras contemporâneas.»

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segunda-feira, maio 11, 2026

Conhecimento e Realidade


DELFIM SANTOS

Lisboa, 1940
s.e.
1.ª edição
234 mm x 165 mm
128 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Situação Valorativa do Positivismo


DELFIM SANTOS

Berlim, 1938
s.e.
1.ª edição
VIII págs. + 208 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo com sublinhados a lápis
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DE AGOSTINHO DA SILVA
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Resposta a um Pseudo-Crítico da «História de Portugal»


JOAQUIM VERÍSSIMO SERRÃO

Lisboa, 1980
s.e. [ed. autor]
1.ª edição
239 mm x 171 mm
76 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A NUNO DAUPIÁS D’ ALCOCHETE «[…] ESTA RESPOSTA A UM ATREVIDO[*] QUE ME SALTOU AO CAMINHO […]»
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

* Ora bem, o «atrevido» que «saltou ao caminho» de Veríssimo Serrão chamava-se Joaquim Romero Magalhães, conceituado resistente ao fascismo, deputado à Assembleia Constituinte nos anos 1975-1976 e um dos redactores da Constituição ainda vigente. Quanto a Serrão, amigo íntimo de Marcello Caetano, andavam ambos, por esta altura, a cozinhar as Confidências no Exílio.

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Ensaio sôbre a Crise Mental do Século XVIII


HERNANI CIDADE

Coimbra, 1929
Imprensa da Universidade
1.ª edição
227 mm x 167 mm
X págs. + 212 págs.
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

O professor e ensaísta Hernâni Cidade (1887-1975) analisa, na vertente obra, O Verdadeiro Método de Estudar de Luís António Verney, a que se segue a reforma da instrução levada a cabo pelo marquês de Pombal, e, numa terceira parte, é passada em revista a influência de autores como José Agostinho de Macedo, José Anastácio da Cunha, Correia Garção, Bocage, Filinto Elísio, etc.

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Esgrima

 

[ANÓNIMO]

Lisboa – Rio de Janeiro, 1883
David Corazzi, Editor – Empreza das Horas Romanticas
1.ª edição
167 mm x 113 mm
64 págs.
ilustrado («ornada com 10 gravuras»)
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 3
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tal como todos os outros títulos publicados na pioneira colecção Biblioteca do Povo e das Escolas, trata-se de um conciso manual em linguagem clara e acessível ao público a que se destinava.

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