domingo, julho 12, 2026

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Cartas ao muito reverendo em Christo padre Francisco Recreio [...] Por um Moribundo


[ALEXANDRE HERCULANO]

Lisboa, 1850
Typ. de Castro & Irmão
1.ª edição [única]
164 mm x 116 mm
16 págs.
acabamento cosido à linha e encapado na época com papel de fantasia, aparado à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
peça de colecção
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Resposta de Alexandre Herculano à Justa Desafronta em Defesa do Clero, do padre Francisco Recreio, num tom venenoso, de chacota, em que o historiador nem sequer se debruça sobre uma única das afirmações contra si proferidas. Herculano confessa-se literalmente derrotado e às portas da morte com tanta sapiência dispensada pelo padre, pede-lhe mesmo que venha ter consigo a fim de lhe pedir o seu perdão. E para o conduzir a sua casa, «onde por tanto tempo habitou a abominação da desolação, e hoje mora o arrependimento», oferece-se para o mandar vir num «tivoli, um omnibus, um burro, a passarola de Bartholomeu Gusmão, ou outra passarola, qualquer mais moderna, com tanto que não seja invento de algum bestunto heretico». Porque, afinal, agora que havia lido notícia de tanta sapiência, cria «não só no milagre de Ourique, mas tambem em todos os milagres das Vitae Patrum de Surio, e do Flos-Sanctorum de Ribadeneira, e que o unico senão que acho em toda essa milagraria é o de serem poucos».

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Justa Desaffronta em Defeza do Clero, ou Refutação Analytica do Impresso Eu e o Clero, Carta ao Em.º Cardeal-Patriarcha por A. Herculano


FRANCISCO RECREIO

Lisboa, 1850
Typographia de Antonio José da Rocha
1.ª edição
205 mm x 132 mm
128 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a primeira peça de vulto no conjunto de autores que contestaram as posições históricas de Alexandre Herculano relativamente ao dito “milagre” de Ourique. Anunciada na imprensa periódica da época como obra de génio destinando-se a rebater ponto por ponto o historiador, afinal não passou de «[...] um grande bluff. A obra nada tinha de científico, apenas camuflava erudição e saber [...]» de um padre (ver Jorge Custódio / José Manuel Garcia, Opúsculos IV, Editorial Presença, Lisboa, 1985).

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Dissertação | Historica, e Critica, | em que se prova | a milagrosa apparição | de | Christo Senhor Nosso | a elrei | D. Affonso Henriques | antes da famosa batalha | do Campo de Ourique, | publicada em 1786 por seu author | o erudito P. Antonio Pereira de Figueiredo




ANTONIO PEREIRA DE FIGUEIREDO, padre

Lisboa, 1809
Na Impressão Regia
1.ª edição
bilingue (latim / português)
218 mm x 162 mm
56 págs. + 1 estampa em extra-texto
subtítulo: Agora novamente accrescentada com o auto do juramento do mesmo rei em latim e portuguez, e com varias annotações e authoridades, que devem persuadir, e convencer a todos os fieis portuguezes da verdade de hum facto tão portentoso. Offerecida á nação portugueza por hum dos seus mais verdadeiros Patriotas, para os animar e esforçar nas presentes circunstancias da Guerra contra os Inimigos da Religião e do Throno
acabamento com laçada de linha à vista e sem capas
encontra-se no estado físico em que circulou na época
exemplar manuseado mas aceitável, com alguma sujidade nas páginas exteriores; miolo limpo, por aparar
inclui a estampa original (grav. cobre) «Appariçao de Christo Sr. N. a D. Affonso Henriques»
PEÇA DE COLECÇÃO
210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Afirma Alexandre Herculano, no tomo primeiro da sua História de Portugal (Viúva Bertrand e Filhos, Lisboa, 1846, págs. 328-330), que a batalha de Ourique, a não existir prova documental em contrário, não terá sido mais que «um verdadeiro fossado, isto é, uma dessas entradas que todos os annos se renovavam pelas fronteiras dos sarracenos, e para as quaes eram obrigados, pelas suas cartas de foral, os cavalleiros villões dos diversos concelhos [...]. [...] sendo o primeiro tentado pelos portuguezes além do Tejo, e conduzido pelo proprio infante [Afonso Henriques] no sertão do Al-Gharb, aonde nunca, ou raro, os christãos haviam chegado, contribuiram, acaso, para que a tradição engrandecesse pouco a pouco o sucesso, a ponto de o tornar maravilhoso até o absurdo. [...] Se acreditarmos os chronistas antigos, e ainda os historiadores modernos, a batalha de Ourique foi a pedra angular da monarchia portugueza. [...]» E esta febre milagreira nacionalista foi sendo alimentada ao longo dos tempos, sempre que surgiu a necessidade histórica de exortar os portugueses à defesa dos interesses ou fronteiriços, ou pátrios, ou económicos, ou a lutar contra o invasor, como é o caso do presente volume que, ao reeditar em 1809 um duvidoso texto do século anterior, o faz com o fito de combater pela propaganda a presença de Napoleão no nosso território. Num outro plano, de algum modo este texto esteve na génese da aturada investigação de Herculano, cujas conclusões geraram um rol de estéreis páginas de polémica.

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sábado, julho 11, 2026

Dinossauro Excelentissimo




JOSÉ CARDOSO PIRES
ilust. João Abel Manta

Lisboa / Rio de Janeiro, 1972
Editora Arcádia / Editora Civilização Brasileira S.A.R.L.
1.ª edição
248 mm x 173 mm
96 págs. + 21 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
encadernação editorial com sobrecapa impressa
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto e no rosto
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra-prima da sátira política portuguesa. O seu carácter subversivo traça o melhor retrato que se conhece da transição do poder das garras de Salazar para as de Caetano, episódio dos mais risíveis da história contemporânea.

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A Batalha do Lys


GOMES DA COSTA, general

Porto | Rio de Janeiro, 1920
Renascença Portuguesa | Luso-Brasiliana
1.ª edição (2.º milhar)
196 mm x 128 mm
260 págs. + 12 folhas em extra-texto (reprod. fotográficas) + 3 desdobráveis em extra-texto (mapas)
subtítulo: 9 de Abril de 1918 – O Corpo de Exército Português na Grande Guerra
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Histórias Deste Mundo e do Outro

 

DOMINGOS MONTEIRO
capa de Maria Helena Nunes dos Santos


Lisboa, 1961
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
194 mm x 125 mm
176 págs.
exemplar estimado, lombada oxidada; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, julho 10, 2026

Poesias Joviaes e Satyricas



ANTONIO LOBO DE CARVALHO

Cádis [aliás, Lisboa], 1852
s.i. [ed. atribuída a Inocêncio Francisco da Silva]
1.ª edição [aliás, 3.ª edição]
174 mm x 122 mm
XXIV págs. + 234 págs.
subtítulo: Colligidas e pela primeira vez impressas
encadernação coeva inteira em pele elegantemente gravada a ouro nas pastas e na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação, restauro na capa anterior da brochura; miolo irrepreensível
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de MMEFSR AASR
PEÇA DE COLECÇÃO
175,00 eur (IVA e portes incluídos)

Modernamente, só a casa editora & etc – em colecção dirigida por Aníbal Fernandes (escolha e prefácio, adiante citado) – deu nota da existência do vate nascido em Guimarães (mas por lá ainda hoje ignorado de todo) e que acabará em Lisboa, «[...] que a este Lobo de Carvalho chamará na rua, e pela boca do povo, O Lobo da Madragoa, ou então Pasquim Vivente pela alcunha que lhe colou um advogado famoso desses tempos, referindo a sua veia para a crónica versificada e a sátira pronta.
Os muitos anos da capital há-de passá-los sem ocupação definida, a correr serões e locutórios de freiras, parasita de fidalgos e de mesas a cuja roda era benvindo pela graça do talento, temido e adulado pelo susto de cair na inspiração certeira da sua lira.
Celibatário empedernido, não quis nunca poupar riscos e ridículos à situação conjugal; pouco dado a reconhecimentos, não desviou ninguém do seu alvo, nem mesmo João Xavier de Matos (outro poeta, e menor) com quem viveu de intimidade estreita e pouco tempo soube sobreviver à data da sua morte.
[...] surgiu publicado a medo numa colectânea poética de 1789, e também a medo numa outra de 1812. Em 1852 encontrou, porém, o seu editor clandestino de Cádis, para despistar Lisboa (que Teófilo Braga reconhece, porém, como Inocêncio F. da Silva), que reúne os 200 sonetos e as 10 décimas (até hoje dados como sua obra completa) num volume de Poesias Joviais e Satíricas. [...]»

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Textos Políticos

 

AMILCAR CABRAL
capa de Mendes Xavier

Porto, Julho de 1974
Edição de Henrique A. Carneiro | dist. CEC
[1.ª edição]
186 mm x 116 mm
64 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Vinho do Porto na Culinária

 

[ANÓNIMO]

s.l. [Porto], 1963
G. E. V. P. [Grémio de Exportadores de Vinho do Porto] [personalizado pela Real Vinícola]
[1.ª edição]
173 mm x 116 mm
28 págs.
ilustrado com discretas vinhetas no corpo do texto e sete rótulos polícromos dos produtos da Real Vinícola
impresso a três cores directas
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante livro de receitas culinárias, e peça de colecção, devido aos exemplos de rótulos disponibilizados pelo produtor do vinho.

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quinta-feira, julho 09, 2026

A Divina Comédia

 

DANTE ALIGHIERI
trad. Fernanda Botelho (vol. I), Sophia de Mello Breyner Andresen (vol. II) e Armindo Rodrigues (vol. III)
pref. Vieira de Almeida
ilust. e vinhetas de Manuel Lapa, Fernando Azevedo, António Areal, Francisco Relógio, Bartolomeu Cid, Figueiredo Sobral, Francisco Conduto, Luís Jardim, João Abel Manta, Rogério Ribeiro, António Ramos, Querubim Lapa, Júlio Pomar, Lima de Freitas, Luís Filipe de Abreu, Maria Keil, Cândido Costa Pinto, Carlos Botelho, José Júlio, Alice Jorge, Menez, Manuel Baptista, António Charrua, Sá Nogueira, Nikias Skapinakis, Infante do Carmo, Maria Velez, João Vieira, Cipriano Dourado e Camarinha

Lisboa, 1961-1963
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição
3 volumes (completo) em 40 fascículos distribuídos por 3 estojos
315 mm x 253 mm (estojos)
[XXVI págs. + 2 págs. + 392 págs. + 12 folhas em extra-texto (policromias)] + [392 págs. + 13 folhas em extra-texto (policromias)] + [480 págs. + 15 folhas em extra-texto (policromias)]
subtítulos: O Inferno; O Purgatório; O Paraíso
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
fascículos não cosidos, com as respectivas capilhas, tal como foram comercializados na época*, acondicionados em três elegantes estojos forrados a tela crua
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
400,00 eur (IVA e portes incluídos)

* A importância desta peça, enquanto testemunho de metodologias tipográfia e comercial, recomenda que a mesma não venha a ser encadernada, mas mantida no estado em que chegou até nós.

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A Higiene da Capital

 

CARLOS D’ARRUDA FURTADO

Lisboa, 1935
Clínica, Higiene e Hidrologia (separata da revista)
1.ª edição
262 mm x 175 mm
16 págs.
subtítulo: Conferência realizada na Câmara Municipal de Lisboa em 24 de Novembro de 1934
texto em duas colunas
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta no frontispício o carimbo de oferta da Direcção-Geral de Saúde Pública
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Catálogo da Preciosa Colecção de Manuscritos Reunida pelo Poeta Alberto de Serpa



MANUEL FERREIRA
pref. Albano Martins

Vila Nova de Gaia, 1988
Soares & Mendonça, Lda.
1.ª edição [única]
241 mm x 170 mm
220 págs.
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alberto de Serpa (1906-1992), distinto poeta do grupo da presença e bibliófilo insuperável, só comparável talvez a Laureano de Barros, teve a parte do seu espólio de manuscritos adquirida pela Biblioteca Municipal do Porto, impedindo-se, assim, a dispersão de espécimes por ele coleccionados sempre dentro de uma lógica e de uma coerência culturais.

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Album de Costumes Portuguezes



ALFREDO ROQUE GAMEIRO
COLUMBANO BORDALLO PINHEIRO
CONDEIXA
MALHÔA
MANUEL DE MACEDO
RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO
, et alii
textos de:

FIALHO D’ALMEIDA
JULIO CESAR MACHADO
MANUEL PINHEIRO CHAGAS
RAMALHO ORTIGÃO
XAVIER DA CUNHA


Lisboa, 1888
David Corazzi – Editor
Typographia Horas Romanticas
1.ª edição
325 mm x 235 mm (álbum)
4 págs. + 50 folhas de imagem (impressas somente de um lado e protegidas com separador vegetal) + 50 folhas de texto (idem)
encadernação editorial da Companhia Nacional Editora
corte das folhas dourado
exemplar estimado; miolo limpo com ocasionais restauros toscos antigos nas margens
peça de colecção
450,00 eur (IVA e portes incluídos)

É uma das inúmeras edições modelares do maior Editor português do século XIX: David Corazzi. Com um catálogo estruturado em diversas vertentes, cobrindo todas as áreas: romance histórico e de sensação, aventuras; instrução, periódicos e infantil; popular e de luxo. Começando em 1870, criou a Biblioteca das Horas Românticas cujas edições eram vendidas em cadernetas entregues semanalmente, e em poucos anos atingirá a centena de títulos, muitos dos quais vastas traduções de romances de autores franceses de época: Ponson du Terrail, Jules Verne, que dará grande visibilidade à editora, etc. Mas também autores portugueses: A Gravura de Madeira em Portugal do gravador João Pedroso, Lisboa na Rua de Júlio César Machado, ou Guiomar Torrezão, Maria Amália Vaz de Carvalho, Teixeira de Queirós, Guerra Junqueiro, Gomes Leal… No âmbito das Comemorações do Centenário da morte de Camões (1880) integrará a Comissão da Imprensa de Lisboa e será um dos sócios-fundadores da Associação de Jornalistas e Escritores Portugueses; intervirá ainda com uma gama de publicações em que se destacam a luxuosa edição monumental de Os Lusíadas e o igualmente rico A Camões de Alexandre da Conceição. Seguir-se-ão outros volumes com as mesmas características gráficas: as Fábulas de La Fontaine, O Inferno de Dante, ou O Paraíso Perdido de Milton, ilustrados por Gustave Doré; a História de Gil Braz de Santilhana de Lesage, e, acompanhando a conjuntura política e científica, a África Ocidental, quatro volumes «fotográficos e descritivos» da autoria de J. A. da Cunha Morais.
O contraponto a este vistoso leque editorial será, em 1881, o início da muito acessível colecção Biblioteca do Povo e das Escolas, pequenas brochuras precursoras do formato “de bolso”, que foram cumprindo, ao longo de 237 números, um verdadeiro programa enciclopédico de instrução popular, em sintonia com o ideário republicano. Muitos desses livros chegaram a ser aprovados para o ensino oficial, elementar e dos liceus.
Digna de especial referência é ainda a republicação integral (entre 1887 e 1891) de As Farpas de Ramalho Ortigão e Eça de Queirós. Também as colecções Dicionários do Povo, ou Biografias de Homens Célebres dos Tempos Antigos e Modernos, assim como a Biblioteca Universal Antiga e Moderna, complementarão este serviço prestado à comunidade, a que um editor generalista nunca deveria furtar-se.

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Tôjos e Rosmaninhos



ALFREDO KEIL
texto, composição musical e pinturas
pref. João da Câmara


Lisboa, 1907
«A Editora»
1.ª edição
357 mm x 265 mm (álbum)
156 págs. + 19 extra-textos
subtítulo: Contos da Serra
encadernação editorial
impressão sobre papel couché, sendo os extra-textos sobre semi-cartolina e protegidos por vegetal
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
315,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além da beleza poética geral desta recolha da tradição popular da zona do Zêzere, que Keil – autor da música do Hino Nacional – testemunhou e traduziu em livro, há ainda a importância acrescida para o nosso património etnográfico. Por outro lado, Keil soube também traduzi-lo mediante a sua paleta de pintor naturalista.

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terça-feira, julho 07, 2026

Les Contemporains Portugais, Espagnols et Brésiliens



A.-A. TEIXEIRA DE VASCONCELLOS

Paris, 1859 e 1858
Société Ibérique
2.ª e 1.ª edições
2 tomos enc. 1 volume (completo)
texto em francês
265 mm x 175 mm
[VIII págs. + 660 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [56 págs. + 3 folhas em extra-texto]
subtítulos: [a] Le Portugal et la Maison de Bragance; [b] Galerie Portugaise – Antonio Rodrigues Sampaio
encadernação inteira em sintético gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva todas as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, alguns sinais de foxing nas últimas folhas
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

António Augusto Teixeira de Vasconcelos (1816-1878) foi «[m]iguelista por tradição familiar, foi capitão de milícias antes de se inscrever na Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito, em 1844. As suas ideias políticas tinham mudado entretanto, levando-o à enérgica actividade jornalística e política, que, não respondendo às suas necessidades económicas, o fez partir para Luanda, onde marcou fortemente a sua posição como advogado e como político, ao ponto de ser forçado a regressar a Lisboa.
Da mesma forma terminou uma estada de quatro anos em Paris, durante a qual foi co-fundador da Sociedade Ibérica, cujo programa de divulgação se concretizou apenas numa obra que deu certa fama ao seu autor: Les Contemporains Portugais. […]»
(Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990)

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Médecine Portative, ou Guide de Santé, a l’Usage de tout le Monde



aa.vv.
trad. D...

Paris, ano XII [1804]
Chez Pironnet, Libraire
2.ª edição
texto em francês
165 mm x 96 mm
4 págs. + 1 folha em extra-texto (retrato do médico John Brown) + 2 págs. + 178 págs.
subtítulo: Par une Société de Médecins de Vienne
encadernação coeva inteira em pele, gravação a ouro na lombada
exemplar estimado, charneiras frágeis; miolo limpo, papel azulado
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, julho 06, 2026

Uma Editora no Subterrâneo

 

PAULO DA COSTA DOMINGOS, org. e grafismo
et alii
capa de Pedro Serpa


Lisboa, 2013
Livraria Letra Livre
1.ª edição [única]
205 mm x 183 mm
232 págs.
profusamente ilustrado a cor
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota justificativa do editor:
«Para assinalar o quadragésimo aniversário da editora & etc, decidiu a Letra Livre convidar colaboradores, amigos, admiradores e cúmplices do projecto & etc a elaborarem um texto-testemunho sobre a sua relação com a mais singular editora portuguesa.
A editora & etc é em grande medida produto da persistência de um homem amante de livros e radicalmente livre – Vitor Silva Tavares. […]»

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Sema





Lisboa / Cacém, Primavera de 1979 a Maio de 1982
dir. João Miguel Barros / Maria José Freitas
4 números (colecção completa)
297 mm x 213 mm
80 págs. + 108 págs. + 148 págs. + [256 págs. + 4 págs. (encarte publicitário)]
exemplares muito estimados, alguma sujidade na capa do n.º 3; miolo irrepreensível
145,00 eur (IVA e portes incluídos)

No final dos anos 70 do século passado, esta revista (apesar do seu triste aspecto de boletim de associação de estudantes, e de várias inclusões de favor) conseguiu reunir um soberbo elenco de colaboradores intelectuais, em que avultam os nomes de Jorge Fallorca, Luís Serpa, Ernesto de Sousa, Álvaro Lapa, Eugénio de Andrade, António Ramos Rosa, João Miguel Fernandes Jorge, Egito Gonçalves, Luís Miguel Nava, Lud, Isabel de Sá, António Cabrita, Jorge de Sena, Raul de Carvalho, Al Berto, Sam, Vasco, Vitor Silva Tavares, Mário Cláudio, etc. São de notar, para além de repetidas abordagens ensaísticas no domínio das artes plásticas, os extensos dossiers acerca do surrealismo nacional (logo no n.º 1) – com Almeida Faria a suscitar a indignação de Cruzeiro Seixas... – e acerca do concretismo / experimentalismo (no n.º 4). Mais interessante é (no n.º 3) o estudo múltiplo acerca das revistas culturais em Portugal, entregue às opiniões de Fernando Guimarães, José-Augusto França e E. M. de Melo e Castro. Há, todavia, que chamar a atenção para o facto de não se tratar propriamente de um periódico com um corpo redactorial coeso, mas sim de antologias de colaborações a pedido, ou por insinuação – o que gera sempre saladas que, de comum, têm apenas o título na capa e a boa vontade diletante dos seus directores. Na Sema, inclusivamente, o grafismo é pobre e descuidado... A Via Latina coimbrã, aquando da direcção de Francisco Silvestre Tão-Lindo (de 1989 a 1991), veio provar que, no género estudantil, era possível criar modelos de referência ainda agora invejáveis.

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A Idade da Prata

 

MÁRIO CABRITA GIL
prefs. Luís Serpa, e Eduardo Prado Coelho
grafismo de Luís Serpa

Lisboa, 1986
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª edição [única]
305 mm x 221 mm
68 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um álbum de retratos dos frequentadores de um clube nocturno muito em voga na época, bar-dancing maioritariamente frequentado pela nata intelectual artística e por funcionários do poder político, nos estultos anos 80. E nada mais é senão isso: um livro de poses de uma elite. Mas não é fácil ser-se Warhol não se sendo sequer Andy – isto quanto aos fotografados. Nem é Avedon quem queira – isto, quanto ao fotógrafo.

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Civilisation Grecque


ANDRÉ BONNARD

Lausana, 1959
Éditions Clairefontaine
1.ª edição
3 volumes (completo)
texto em francês
235 mm x 177 mm
[240 págs. + 32 págs. em extra-texto] + [308 págs. + 1 folha em extra-texto + 32 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto] + [356 págs. + 1 folha em extra-texto + 36 págs. em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto]
subtítulos: 1 – De l’Iliade au Parthénon; 2 – D’Antigone à Socrate; 3 – D’Euripide à Alexandrie
ilustrados
imagens impressas em rotogravura
cartonagem editorial com sobrecapas
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Helenista de renome, o suíço André Bonnard (1888-1959) veio a tornar-se um propagandista do estalinismo. A vertente obra constitui o ponto mais alto do seu legado intelectual.

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Café Central

 

ÁLVARO GUERRA
capa de João Segurado


Lisboa, 1984
Edições «O Jornal» – Publicações Projornal, Ld.ª
1.ª edição
208 mm x 140 mm
436 págs.
subtítulo: Folhetim do mundo vivido em Vila Velha (1945-1974)
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Livro de Crónicas



ANTÓNIO LOBO ANTUNES
sobrecapa de Mathieu Bourgois (fotog.)

Lisboa, 1998
Publicações Dom Quixote, Lda.
1.ª edição
209 mm x 135 mm
380 págs.
volume com capa e sobrecapa editoriais
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Crónicas que o autor destinou a uma imprensa periódica, que o não merece. Lição de olhar urbano traduzido em prosa cáustica, é um arremesso bombástico sobre a cidade onde ele nasceu e se criou, na linha estilística de um Alexandre O’Neill.

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Crónicas



ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Lisboa, 1995
Publicações Dom Quixote, Lda.
1.ª edição
210 mm x 135 mm
160 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da primeira série de crónicas de Lobo Antunes, ainda para o jornal Público, sob a coordenação intelectual de Vicente Jorge Silva.

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Angústia Para o Jantar



LUÍS DE STTAU MONTEIRO
capa de Paulo-Guilherme

Lisboa, 1961
Ática Limitada
1.ª edição
191 mm x 140 mm
244 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

João Gaspar Simões achava que Sttau Monteiro não passaria de um «jornalista-anotador de circunstâncias reais da vida», e portanto tudo menos prosador sério. E compara-o a Erskine Caldwell... por acaso um dos mais excelentes prosadores norte-americanos! Sttau muito provavelmente terá achado caricato um homem das letras, tido por sério, querer impor o seu próprio gosto balzaquiano a um real cujas circunstâncias de coacção da liberdade de imprensa – e de vida! – davam pouca margem de resposta à letra. Disso, não desta inquisiçãozinha de trazer por casa, mas da outra, da que pregava com os costados das pessoas na choça, foi Sttau vítima... por assumir-se como um genuíno jornalista-anotador de circunstâncias reais da vida. À porta de Gaspar Simões nunca bateu a polícia.

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Mónica [junto com] O Arcanjo Negro




AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1939 e 1947, seg. BNP]
Livraria Bertrand
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
[185 mm x 126 mm] + [190 mm x 121 mm]
312 págs. + 340 págs.
encadernações dissemelhantes, sendo editorial a do primeiro espécimen e de amador a do segundo, ambos gravados a ouro nas lombadas e na pasta anterior somente o primeiro
conservam ambos as capas de brochura e estão autenticados com o sinete do Autor
exemplares muito estimados; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Advertência no segundo volume:
«Este trabalho vem perfazer o estudo do casal lisboeta dos nossos dias encetado com Mónica. [...] Bem entendido que não pretendo com semelhante suposição inculcá-los como símbolos duma sociedade, para o caso mais furta-cores que burro a fugir. Mas com suas más e boas manhas, tanto cívicas como domésticas, ainda porque neles confluem circunstâncias do ambiente nacional, que seria fátuo omitir, e não poucos traços, que se metem pelos olhos dentro, do homem que vai a desaparecer, presumo que se possam classificar de bem constitutivos da sua época. [...]
No domínio da temporalidade, honestamente advirto que o meu livro é de ontem. De ontem quanto ao que se convencionou chamar clima, e quanto à atmosfera e tonus humano. A acção, com efeito, decorre de 1925 a 1929. São volvidos, pois, doze anos, a imensidade num tempo como o nosso que inventou asas para ir mais depressa. Portugal é outro; a grande maioria dos homens outros; os problemas outros. [...]»

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Antepassados, Vendem-se

 

JOAQUIM PAÇO D’ARCOS

Lisboa, 1970
Guimarães Editores
1.ª edição
190 mm x 123 mm
128 págs.
subtítulo: Peça em treza quadros
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A MARIA ISABEL SUPICO PINTO, filha do ex-Ministro do estado novo Clotário Luís Supico Ribeiro Pinto e da atriz Maria Adelaide da Silva Lalande
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Como Nascem e Morrem os Portugueses


J. T. [JOSÉ TIMÓTEO] MONTALVÃO MACHADO

Lisboa, s.d. [1957]
Gomes & Rodrigues, L.da (deposit.)
1.ª edição
224 mm x 170 mm
608 págs.
subtítulo: Estudo demográfico
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA ASSINATURA DO AUTOR
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Romance de Amadis

 

AFFONSO LOPES VIEIRA

Lisboa, 1922
s.i. [ed. autor]
1.ª edição
174 mm x 125 mm
2 págs. + XLII págs. + 224 págs.
subtítulo: Composto sobre o Amadis de Gaula de Lobeira
exemplar estimado; miolo limpo
«tiragem de cem exemplares em papel de linho […]»
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, julho 05, 2026

Nono, Não Desejar a Mulher do Próximo

 

ANTÓNIO DE CÉRTIMA
capa de Mário de Oliveira, arq.


Lisboa, 1966
Parceria A. M. Pereira
1.ª edição
205 mm x 145 mm
244 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Pseudo-Crítico Dr. Alfredo Pimenta



MAGNUS BERGSTRÖM

Lisboa, 1933
Edição do Autor
1.ª edição
235 mm x 170 mm
32 págs.
subtítulo: Leal desafronta às graves injúrias dirigidas aos que, no Passado, se impuseram na nossa literatura por obras de incontestável valor
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do autor ao «poeta de grande inspiração e espírito brilhante» António Pedro
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Polémica à volta de uns duvidosos Elementos de História de Portugal de Alfredo Pimenta. Resta sublinhar a importância que, apesar de “estrangeiro”, o estudioso Magnus Bergström (1890-1960) teve para a fixação da ortografia da língua portuguesa, numa época não muito distante, em que tais problemas linguísticos não passavam pelo oportunismo vil dos grupos editoriais.

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A Ceia dos Cardeais


JÚLIO DANTAS
ilust. Alberto Souza

Lisboa, 1951
Livraria Clássica Editora – A. M. Teixeira & C.ª (filhos)
s.i.
278 mm x 218 mm
44 págs. [não num.] 
profusamente ilustrado a cor
cartonagem editorial gravada a vermelho e ouro na pasta anterior
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da peça pela qual, nas melhores e nas piores razões, o psiquiatra médico-cirurgião militar Júlio Dantas (1876-1962) ficou conhecido e odiado pela geração modernista do Orpheu.

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A Revolução em Portugal


CAMPOS LIMA

Lisboa, 1925
Edições Spartacus (ed. Autor)
1.ª edição (2.º milhar)
188 mm x 131 mm
200 págs.
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O descontentamento com o rumo que os republicanos vinham dando ao país é aqui por de mais evidente: «[...] Está demonstrado que dentro da República, com a sua estructura actual, nenhuma evolução se realiza num sentido socialista, única razão porque os elementos avançados colaboraram na proclamação dêsse regimen. [...]» Assim, propõe o libertário Campos Lima um programa de acção directa em conformidade com os factos do momento.

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