terça-feira, julho 14, 2026

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Roteiro da Ribeira Lima

 

CONDE D’AURORA

Ponte de Lima, 1929
Edição do Autor
1.ª edição
191 mm x 132 mm
200 págs. + 1 desdobrável em extra-texto (mapa)
composto manualmente e ilustrado no corpo do texto com zinco-gravuras
exemplar estimado; miolo limpo

50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da «Sinfonia de Abertura» tecida por José de Sá Coutinho da Costa de Sousa de Macedo Sottomayor Barreto, 2.º conde de Aurora, nacionalista e juiz nortenho:
«[...] Não me lembro agora onde é que o grande pensador latino Leon Daudet descreve a influencia dos rios na população de suas ribeiras. Mas que importa, se é facto bem demonstrado e sabido que os grandes cursos de agua são directrizes gerais de civilizações. E como é profunda a influencia da beleza e encanto particular de certos rios nas populações de seus vales! Ora de poucos no mundo se póde gabar tanto a formosura como a do Lima, mitologico e lendario.
Nas paginas que vão seguir tentei traçar a ementa do erudito passeio de um dilettanti na Ribeira Lima, peregrinando-a garreteanamente, como dizia Sardinha, o nosso grande emotivo da neo-renascença. [...]»

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Viagens de Pedro da Covilhan




CONDE DE FICALHO
ilust. Casanova


Lisboa, 1898
Livraria de Antonio Maria Pereira – Editor
1.ª edição
252 mm x 179 mm
XVIII págs. + 368 págs.
ilustrado
encadernação inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada, folhas-de-guarda em papel marmoreado
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
200,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Flores e Canções



CECÍLIA MEIRELES
VIEIRA DA SILVA, ilust.
grafismo de Rolf G. Braün

Rio de Janeiro, 1979
Confraria dos Amigos do Livro
1.ª edição
320 mm x 297 mm
6 págs. + 78 págs.
ilustrado com 18 extra-textos (desenhos e retratos das autoras) colados no miolo
impresso sobre papel superior avergoado
encadernação editorial inteira em tela com os retratos das autoras colados em rótulo, gravação a branco na pasta anterior
folhas-de-guarda impressas com motivo floral
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 456 de uma tiragem declarada de 1.500 exemplares
100,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do posfácio de João Gaspar Simões à Obra Poética de Cecília Meireles (Editôra José Aguilar, Rio de Janeiro, 1958), uma lição para os mentecaptos que defendem o novo “acordo ortográfico”:
«[...] se na poesia de uma Cecília Meireles, muito mais musical que plástica, a arquitectura do verso parece cingir-se às leis clássicas da versificação portuguêsa, fonèticamente a palavra empregada não tem o mesmo valor. A música dessa construção rítmica é inteiramente diversa do que seria se o seu conteúdo fonético fôsse genuìnamente português. E, assim, musical, a poesia de Cecília Meireles só musicalmente atinge o alvo, produzindo a sugestão inerente à sua estrutura rítmica, quando, em verdade, fôr lida por um aparelho fonador obediente aos movimentos musculares inscritos na pronunciação brasileira. [...]»

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Antologia Poética


CECÍLIA MEIRELES
selec. e coment. Francisco da Cunha Leão e David Mourão-Ferreira

Lisboa, 1968
Guimarães Editores
1.ª edição
216 mm x 162 mm
208 págs.
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo palavras do próprio editor da casa Guimarães, Francisco da Cunha Leão, no posfácio:
«Em Cecília Meireles, o lirismo português atinge alturas inexcedíveis. Nenhum poeta do nosso idioma a sobreleva em emocionar com simplicidade, transmitindo o elementar, o subtil ou o complexo, por sugestivas transfigurações, quase de nenhuma coisa feitas, em que se não sente o peso das palavras, só mediante algumas linhas fluidas e pontos cintilantes. A sua expressão verbal tem leveza e transparência. [...]»

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Entre Duas Memórias



CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Fernando Felgueiras
grafismo de A. Cortês Pinto

Lisboa, 1971
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
182 mm x 111 mm
80 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve obra-prima da poesia portuguesa.

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Uma Abelha na Chuva

CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Lima de Freitas
fotografias de Augusto Cabrita


Lisboa, 1971
Publicações Dom Quixote
5.ª edição (revista)
180 mm x 119 mm
196 págs. + 6 folhas em extra-texto
ilustrada
capa impressa a três cores directas, assim como a sobrecapa
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além de ter sido revista relativamente às edições anteriores, a vertente tem a particularidade de ser enriquecida pelas reproduções fotográficas do irmão da cantora lírica Dulce Cabrita. O editor, aproveitando a exibição do filme homónimo, realizado por Fernando Lopes, utiliza aqui, na sobrecapa para a vertente edição, um fotograma em podemos ver a actriz Laura Soveral.

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Mar Santo


BRANQUINHO DA FONSECA

Lisboa, 1952
Publicações Europa-América
1.ª edição
179 mm x 128 mm
164 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
assinatura de posse no ante-rosto e no rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«Mar Santo é uma expressão da gente da Nazaré. É na Nazaré que a acção decorre. Da sua estadia naquela praia, nos anos 1937 a 1940, onde se demorou no exercício de funções públicas que exigiam um contacto frequente com a classe piscatória, trouxe Branquinho da Fonseca uma vasta documentação etnográfica e filológica que lhe serviu agora de base para este romance. [...]
Ao escritor interessou a humanidade e a poesia do drama da gente da Nazaré, diverso e de cores cortadas como os seus trajes de escossês [...].»

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A Senhora Rattazzi



CAMILLO CASTELLO BRANCO

Porto e Braga, 1880
Livraria Internacional de Ernesto Chardron, Editor
«nova edição mais incorrecta e augmentada»
210 mm x 140 mm
X págs. + 38 págs.
encadernação coeva em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, lombada envelhecida; miolo limpo no geral limpo, alguma sujidade na última página
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Princesa Rattazzi (ou seja: Marie Studolmire Wyse, princesa de Solms, e depois condessa) foi mulher de letras francesa, embora nascida em Inglaterra, em 1833. Apesar de ser neta de Lucian Bonaparte (irmão de Napoleão I) e filha de Letice Bonaparte e de sir Thomas Wyse, membro do parlamento inglês e ministro plenipotenciário da Grã-Bretanha em Atenas, nada disto obstou a que o escritor Camilo Castelo Branco, vendo-se referido pejorativamente num livro da princesa, Le Portugal à Vol d’Oiseau (1879), viesse a terreiro enxovalhar (literariamente!), pela mofa, essa turista de visita ao nosso país. O texto de Camilo, para além das razões aduzidas, é magnífico de mordacidade e correcção linguística; como elogiou Fialho de Almeida, no seu livro Figuras de Destaque, «Um dos predicados admiráveis desta língua é não cheirar ela nunca a literatura, ser uma língua de acção, embora às vezes bizarra, e com efeitos orquestrais, que tanto lhe vêm dos assuntos, como da combinação rítmica das sílabas. Também raros escritores possuem, como Camilo, a intuição da língua em que convém tratar o assunto, e o poder de inventar, para cada género de tema, o vocabulário, o estilo e a fantasmagoria interior que lhe são próprios.»

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Sociedades Primitivas [junto com] Civilizações Fluviais [junto com] Civilizações de Nómadas Sedentarizados [junto com] Primeiras Sociedades Comerciais [junto com] Primeiro Império Comercial


ANTONINO DE SOUSA
FLAUSINO TÔRRES

Lisboa, 1946
Empresa Contemporânea de Edições
1.ª edição
5 volumes (I série – n.os 1 a 5)
194 mm x 133 mm
200 págs. + 240 págs. + 240 págs. + 206 págs. + 204 págs.
exemplares estimados; miolo limpo, primeiro volume por abrir
discreta assinatura de posse no frontispício do quinto volume
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, julho 13, 2026

O Papel Como Elemento de Identificação

 

ARNALDO FARIA DE ATAIDE E MELO

Lisboa, 1926
Oficinas Gráficas da Biblioteca Nacional
1.ª edição
173 mm x 125 mm
4 págs. + 88 págs. + 8 desdobráveis em extra-texto + 4 págs.
subtítulo: Separata dos n.os 17 e 18, 19 e 20, 21, 22 e 23 dos Anais das Bibliotecas e Arquivos
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além de ser um informado estudo da história do papel através dos tempos, são reproduzidas em extra-texto, no final do livro, inúmeras marcas-de-água identificadoras dos seus vários fabricantes.

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domingo, julho 12, 2026

Cartas ao muito reverendo em Christo padre Francisco Recreio [...] Por um Moribundo


[ALEXANDRE HERCULANO]

Lisboa, 1850
Typ. de Castro & Irmão
1.ª edição [única]
164 mm x 116 mm
16 págs.
acabamento cosido à linha e encapado na época com papel de fantasia, aparado à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
peça de colecção
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Resposta de Alexandre Herculano à Justa Desafronta em Defesa do Clero, do padre Francisco Recreio, num tom venenoso, de chacota, em que o historiador nem sequer se debruça sobre uma única das afirmações contra si proferidas. Herculano confessa-se literalmente derrotado e às portas da morte com tanta sapiência dispensada pelo padre, pede-lhe mesmo que venha ter consigo a fim de lhe pedir o seu perdão. E para o conduzir a sua casa, «onde por tanto tempo habitou a abominação da desolação, e hoje mora o arrependimento», oferece-se para o mandar vir num «tivoli, um omnibus, um burro, a passarola de Bartholomeu Gusmão, ou outra passarola, qualquer mais moderna, com tanto que não seja invento de algum bestunto heretico». Porque, afinal, agora que havia lido notícia de tanta sapiência, cria «não só no milagre de Ourique, mas tambem em todos os milagres das Vitae Patrum de Surio, e do Flos-Sanctorum de Ribadeneira, e que o unico senão que acho em toda essa milagraria é o de serem poucos».

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Justa Desaffronta em Defeza do Clero, ou Refutação Analytica do Impresso Eu e o Clero, Carta ao Em.º Cardeal-Patriarcha por A. Herculano


FRANCISCO RECREIO

Lisboa, 1850
Typographia de Antonio José da Rocha
1.ª edição
205 mm x 132 mm
128 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a primeira peça de vulto no conjunto de autores que contestaram as posições históricas de Alexandre Herculano relativamente ao dito “milagre” de Ourique. Anunciada na imprensa periódica da época como obra de génio destinando-se a rebater ponto por ponto o historiador, afinal não passou de «[...] um grande bluff. A obra nada tinha de científico, apenas camuflava erudição e saber [...]» de um padre (ver Jorge Custódio / José Manuel Garcia, Opúsculos IV, Editorial Presença, Lisboa, 1985).

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Dissertação | Historica, e Critica, | em que se prova | a milagrosa apparição | de | Christo Senhor Nosso | a elrei | D. Affonso Henriques | antes da famosa batalha | do Campo de Ourique, | publicada em 1786 por seu author | o erudito P. Antonio Pereira de Figueiredo




ANTONIO PEREIRA DE FIGUEIREDO, padre

Lisboa, 1809
Na Impressão Regia
1.ª edição
bilingue (latim / português)
218 mm x 162 mm
56 págs. + 1 estampa em extra-texto
subtítulo: Agora novamente accrescentada com o auto do juramento do mesmo rei em latim e portuguez, e com varias annotações e authoridades, que devem persuadir, e convencer a todos os fieis portuguezes da verdade de hum facto tão portentoso. Offerecida á nação portugueza por hum dos seus mais verdadeiros Patriotas, para os animar e esforçar nas presentes circunstancias da Guerra contra os Inimigos da Religião e do Throno
acabamento com laçada de linha à vista e sem capas
encontra-se no estado físico em que circulou na época
exemplar manuseado mas aceitável, com alguma sujidade nas páginas exteriores; miolo limpo, por aparar
inclui a estampa original (grav. cobre) «Appariçao de Christo Sr. N. a D. Affonso Henriques»
PEÇA DE COLECÇÃO
210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Afirma Alexandre Herculano, no tomo primeiro da sua História de Portugal (Viúva Bertrand e Filhos, Lisboa, 1846, págs. 328-330), que a batalha de Ourique, a não existir prova documental em contrário, não terá sido mais que «um verdadeiro fossado, isto é, uma dessas entradas que todos os annos se renovavam pelas fronteiras dos sarracenos, e para as quaes eram obrigados, pelas suas cartas de foral, os cavalleiros villões dos diversos concelhos [...]. [...] sendo o primeiro tentado pelos portuguezes além do Tejo, e conduzido pelo proprio infante [Afonso Henriques] no sertão do Al-Gharb, aonde nunca, ou raro, os christãos haviam chegado, contribuiram, acaso, para que a tradição engrandecesse pouco a pouco o sucesso, a ponto de o tornar maravilhoso até o absurdo. [...] Se acreditarmos os chronistas antigos, e ainda os historiadores modernos, a batalha de Ourique foi a pedra angular da monarchia portugueza. [...]» E esta febre milagreira nacionalista foi sendo alimentada ao longo dos tempos, sempre que surgiu a necessidade histórica de exortar os portugueses à defesa dos interesses ou fronteiriços, ou pátrios, ou económicos, ou a lutar contra o invasor, como é o caso do presente volume que, ao reeditar em 1809 um duvidoso texto do século anterior, o faz com o fito de combater pela propaganda a presença de Napoleão no nosso território. Num outro plano, de algum modo este texto esteve na génese da aturada investigação de Herculano, cujas conclusões geraram um rol de estéreis páginas de polémica.

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Hair [junto com] Vocal Album Hair [partitura]



GEROME RAGNI
JAMES RADO
Galt MacDermot (composição musical)

Nova Iorque | Londres, 1970 e 1968
Pocket Books (Simon & Schuster, Inc.) | United Artists Music Ltd.
6.ª edição | [1.ª edição ?]
texto em inglês
[177 mm x 105 mm (a)] + [280 mm x 215 mm (b)]
[XIV págs. + 2 págs. + 208 págs. + 16 págs. em extra-texto] + 36 págs.
subtítulo: The American Tribal Love-Rock Musical
(a) ilustrado, corte das folhas carminado
(b) acabamento com dois pontos em arame
exemplares estimados, capa envelhecida (a) e como novo (b); miolo limpo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Começou por ser, em 1967, uma dramaturgia musical quase de teatro de bairro nova-iorquino, uma espécie de nova West Side Story experimental, mas surgida no advento do pacífico movimento hippie e inspirada pela visionária «aldeia global» teorizada por Marshall McLuhan, onde imperaria o amor livre e a experimentação psicadélica proposta pelo guru Timothy Leary. Menos de um ano depois, re-estreia-se na Broadway, descoberta por empresários à míngua de novidades que satisfizessem o habitual público conservador, também este sequioso de chafurdar na maluqueira de uns guedelhudos despidos em cima dum palco. Aquilo que começara por ser uma emanação directa da palpitação de uma época e do espírito das ruas da grande cidade, acabou, assim, recuperado como negócio artístico, dando origem, não só ao vertente livro-guião da peça, mas a uma profusão de merchandising: discos, filmes, digressão pela América, etc., e o próprio licenciamento (autêntico franchising) do evento musical exportado para a Austrália (Sidney) e Europa, com destaque para Londres, Munique e Belgrado.
Permanecem, todavia, alguns momentos musicais ainda hoje imaculáveis e de grande limpidez de raciocínio, como o pungente hino The Flesh Failures (Let the Sunshine In):

«We starve-look at one another short of breath
Walking proudly in our winter coats
Wearing smells from laboratories
Facing a dying nation of moving paper fantasy
Listening for the new told lies
With supreme visions of lonely tunes

Somewhere inside something there is a rush of greatness
Who knows what stands in front of our lives

I fashion my future on films in space
Silence tells me secretly… everything […]»

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sábado, julho 11, 2026

Dinossauro Excelentissimo




JOSÉ CARDOSO PIRES
ilust. João Abel Manta

Lisboa / Rio de Janeiro, 1972
Editora Arcádia / Editora Civilização Brasileira S.A.R.L.
1.ª edição
248 mm x 173 mm
96 págs. + 21 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
encadernação editorial com sobrecapa impressa
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto e no rosto
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra-prima da sátira política portuguesa. O seu carácter subversivo traça o melhor retrato que se conhece da transição do poder das garras de Salazar para as de Caetano, episódio dos mais risíveis da história contemporânea.

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A Batalha do Lys


GOMES DA COSTA, general

Porto | Rio de Janeiro, 1920
Renascença Portuguesa | Luso-Brasiliana
1.ª edição (2.º milhar)
196 mm x 128 mm
260 págs. + 12 folhas em extra-texto (reprod. fotográficas) + 3 desdobráveis em extra-texto (mapas)
subtítulo: 9 de Abril de 1918 – O Corpo de Exército Português na Grande Guerra
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, julho 10, 2026

Poesias Joviaes e Satyricas



ANTONIO LOBO DE CARVALHO

Cádis [aliás, Lisboa], 1852
s.i. [ed. atribuída a Inocêncio Francisco da Silva]
1.ª edição [aliás, 3.ª edição]
174 mm x 122 mm
XXIV págs. + 234 págs.
subtítulo: Colligidas e pela primeira vez impressas
encadernação coeva inteira em pele elegantemente gravada a ouro nas pastas e na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação, restauro na capa anterior da brochura; miolo irrepreensível
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de MMEFSR AASR
PEÇA DE COLECÇÃO
175,00 eur (IVA e portes incluídos)

Modernamente, só a casa editora & etc – em colecção dirigida por Aníbal Fernandes (escolha e prefácio, adiante citado) – deu nota da existência do vate nascido em Guimarães (mas por lá ainda hoje ignorado de todo) e que acabará em Lisboa, «[...] que a este Lobo de Carvalho chamará na rua, e pela boca do povo, O Lobo da Madragoa, ou então Pasquim Vivente pela alcunha que lhe colou um advogado famoso desses tempos, referindo a sua veia para a crónica versificada e a sátira pronta.
Os muitos anos da capital há-de passá-los sem ocupação definida, a correr serões e locutórios de freiras, parasita de fidalgos e de mesas a cuja roda era benvindo pela graça do talento, temido e adulado pelo susto de cair na inspiração certeira da sua lira.
Celibatário empedernido, não quis nunca poupar riscos e ridículos à situação conjugal; pouco dado a reconhecimentos, não desviou ninguém do seu alvo, nem mesmo João Xavier de Matos (outro poeta, e menor) com quem viveu de intimidade estreita e pouco tempo soube sobreviver à data da sua morte.
[...] surgiu publicado a medo numa colectânea poética de 1789, e também a medo numa outra de 1812. Em 1852 encontrou, porém, o seu editor clandestino de Cádis, para despistar Lisboa (que Teófilo Braga reconhece, porém, como Inocêncio F. da Silva), que reúne os 200 sonetos e as 10 décimas (até hoje dados como sua obra completa) num volume de Poesias Joviais e Satíricas. [...]»

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Textos Políticos

 

AMILCAR CABRAL
capa de Mendes Xavier

Porto, Julho de 1974
Edição de Henrique A. Carneiro | dist. CEC
[1.ª edição]
186 mm x 116 mm
64 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Vinho do Porto na Culinária

 

[ANÓNIMO]

s.l. [Porto], 1963
G. E. V. P. [Grémio de Exportadores de Vinho do Porto] [personalizado pela Real Vinícola]
[1.ª edição]
173 mm x 116 mm
28 págs.
ilustrado com discretas vinhetas no corpo do texto e sete rótulos polícromos dos produtos da Real Vinícola
impresso a três cores directas
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante livro de receitas culinárias, e peça de colecção, devido aos exemplos de rótulos disponibilizados pelo produtor do vinho.

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quinta-feira, julho 09, 2026

A Divina Comédia

 

DANTE ALIGHIERI
trad. Fernanda Botelho (vol. I), Sophia de Mello Breyner Andresen (vol. II) e Armindo Rodrigues (vol. III)
pref. Vieira de Almeida
ilust. e vinhetas de Manuel Lapa, Fernando Azevedo, António Areal, Francisco Relógio, Bartolomeu Cid, Figueiredo Sobral, Francisco Conduto, Luís Jardim, João Abel Manta, Rogério Ribeiro, António Ramos, Querubim Lapa, Júlio Pomar, Lima de Freitas, Luís Filipe de Abreu, Maria Keil, Cândido Costa Pinto, Carlos Botelho, José Júlio, Alice Jorge, Menez, Manuel Baptista, António Charrua, Sá Nogueira, Nikias Skapinakis, Infante do Carmo, Maria Velez, João Vieira, Cipriano Dourado e Camarinha

Lisboa, 1961-1963
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição
3 volumes (completo) em 40 fascículos distribuídos por 3 estojos
315 mm x 253 mm (estojos)
[XXVI págs. + 2 págs. + 392 págs. + 12 folhas em extra-texto (policromias)] + [392 págs. + 13 folhas em extra-texto (policromias)] + [480 págs. + 15 folhas em extra-texto (policromias)]
subtítulos: O Inferno; O Purgatório; O Paraíso
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
fascículos não cosidos, com as respectivas capilhas, tal como foram comercializados na época*, acondicionados em três elegantes estojos forrados a tela crua
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
400,00 eur (IVA e portes incluídos)

* A importância desta peça, enquanto testemunho de metodologias tipográfia e comercial, recomenda que a mesma não venha a ser encadernada, mas mantida no estado em que chegou até nós.

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A Higiene da Capital

 

CARLOS D’ARRUDA FURTADO

Lisboa, 1935
Clínica, Higiene e Hidrologia (separata da revista)
1.ª edição
262 mm x 175 mm
16 págs.
subtítulo: Conferência realizada na Câmara Municipal de Lisboa em 24 de Novembro de 1934
texto em duas colunas
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta no frontispício o carimbo de oferta da Direcção-Geral de Saúde Pública
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Catálogo da Preciosa Colecção de Manuscritos Reunida pelo Poeta Alberto de Serpa



MANUEL FERREIRA
pref. Albano Martins

Vila Nova de Gaia, 1988
Soares & Mendonça, Lda.
1.ª edição [única]
241 mm x 170 mm
220 págs.
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alberto de Serpa (1906-1992), distinto poeta do grupo da presença e bibliófilo insuperável, só comparável talvez a Laureano de Barros, teve a parte do seu espólio de manuscritos adquirida pela Biblioteca Municipal do Porto, impedindo-se, assim, a dispersão de espécimes por ele coleccionados sempre dentro de uma lógica e de uma coerência culturais.

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Album de Costumes Portuguezes



ALFREDO ROQUE GAMEIRO
COLUMBANO BORDALLO PINHEIRO
CONDEIXA
MALHÔA
MANUEL DE MACEDO
RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO
, et alii
textos de:

FIALHO D’ALMEIDA
JULIO CESAR MACHADO
MANUEL PINHEIRO CHAGAS
RAMALHO ORTIGÃO
XAVIER DA CUNHA


Lisboa, 1888
David Corazzi – Editor
Typographia Horas Romanticas
1.ª edição
325 mm x 235 mm (álbum)
4 págs. + 50 folhas de imagem (impressas somente de um lado e protegidas com separador vegetal) + 50 folhas de texto (idem)
encadernação editorial da Companhia Nacional Editora
corte das folhas dourado
exemplar estimado; miolo limpo com ocasionais restauros toscos antigos nas margens
peça de colecção
450,00 eur (IVA e portes incluídos)

É uma das inúmeras edições modelares do maior Editor português do século XIX: David Corazzi. Com um catálogo estruturado em diversas vertentes, cobrindo todas as áreas: romance histórico e de sensação, aventuras; instrução, periódicos e infantil; popular e de luxo. Começando em 1870, criou a Biblioteca das Horas Românticas cujas edições eram vendidas em cadernetas entregues semanalmente, e em poucos anos atingirá a centena de títulos, muitos dos quais vastas traduções de romances de autores franceses de época: Ponson du Terrail, Jules Verne, que dará grande visibilidade à editora, etc. Mas também autores portugueses: A Gravura de Madeira em Portugal do gravador João Pedroso, Lisboa na Rua de Júlio César Machado, ou Guiomar Torrezão, Maria Amália Vaz de Carvalho, Teixeira de Queirós, Guerra Junqueiro, Gomes Leal… No âmbito das Comemorações do Centenário da morte de Camões (1880) integrará a Comissão da Imprensa de Lisboa e será um dos sócios-fundadores da Associação de Jornalistas e Escritores Portugueses; intervirá ainda com uma gama de publicações em que se destacam a luxuosa edição monumental de Os Lusíadas e o igualmente rico A Camões de Alexandre da Conceição. Seguir-se-ão outros volumes com as mesmas características gráficas: as Fábulas de La Fontaine, O Inferno de Dante, ou O Paraíso Perdido de Milton, ilustrados por Gustave Doré; a História de Gil Braz de Santilhana de Lesage, e, acompanhando a conjuntura política e científica, a África Ocidental, quatro volumes «fotográficos e descritivos» da autoria de J. A. da Cunha Morais.
O contraponto a este vistoso leque editorial será, em 1881, o início da muito acessível colecção Biblioteca do Povo e das Escolas, pequenas brochuras precursoras do formato “de bolso”, que foram cumprindo, ao longo de 237 números, um verdadeiro programa enciclopédico de instrução popular, em sintonia com o ideário republicano. Muitos desses livros chegaram a ser aprovados para o ensino oficial, elementar e dos liceus.
Digna de especial referência é ainda a republicação integral (entre 1887 e 1891) de As Farpas de Ramalho Ortigão e Eça de Queirós. Também as colecções Dicionários do Povo, ou Biografias de Homens Célebres dos Tempos Antigos e Modernos, assim como a Biblioteca Universal Antiga e Moderna, complementarão este serviço prestado à comunidade, a que um editor generalista nunca deveria furtar-se.

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Tôjos e Rosmaninhos



ALFREDO KEIL
texto, composição musical e pinturas
pref. João da Câmara


Lisboa, 1907
«A Editora»
1.ª edição
357 mm x 265 mm (álbum)
156 págs. + 19 extra-textos
subtítulo: Contos da Serra
encadernação editorial
impressão sobre papel couché, sendo os extra-textos sobre semi-cartolina e protegidos por vegetal
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
315,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além da beleza poética geral desta recolha da tradição popular da zona do Zêzere, que Keil – autor da música do Hino Nacional – testemunhou e traduziu em livro, há ainda a importância acrescida para o nosso património etnográfico. Por outro lado, Keil soube também traduzi-lo mediante a sua paleta de pintor naturalista.

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terça-feira, julho 07, 2026

Les Contemporains Portugais, Espagnols et Brésiliens



A.-A. TEIXEIRA DE VASCONCELLOS

Paris, 1859 e 1858
Société Ibérique
2.ª e 1.ª edições
2 tomos enc. 1 volume (completo)
texto em francês
265 mm x 175 mm
[VIII págs. + 660 págs. + 3 folhas em extra-texto] + [56 págs. + 3 folhas em extra-texto]
subtítulos: [a] Le Portugal et la Maison de Bragance; [b] Galerie Portugaise – Antonio Rodrigues Sampaio
encadernação inteira em sintético gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva todas as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, alguns sinais de foxing nas últimas folhas
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

António Augusto Teixeira de Vasconcelos (1816-1878) foi «[m]iguelista por tradição familiar, foi capitão de milícias antes de se inscrever na Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito, em 1844. As suas ideias políticas tinham mudado entretanto, levando-o à enérgica actividade jornalística e política, que, não respondendo às suas necessidades económicas, o fez partir para Luanda, onde marcou fortemente a sua posição como advogado e como político, ao ponto de ser forçado a regressar a Lisboa.
Da mesma forma terminou uma estada de quatro anos em Paris, durante a qual foi co-fundador da Sociedade Ibérica, cujo programa de divulgação se concretizou apenas numa obra que deu certa fama ao seu autor: Les Contemporains Portugais. […]»
(Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990)

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Médecine Portative, ou Guide de Santé, a l’Usage de tout le Monde



aa.vv.
trad. D...

Paris, ano XII [1804]
Chez Pironnet, Libraire
2.ª edição
texto em francês
165 mm x 96 mm
4 págs. + 1 folha em extra-texto (retrato do médico John Brown) + 2 págs. + 178 págs.
subtítulo: Par une Société de Médecins de Vienne
encadernação coeva inteira em pele, gravação a ouro na lombada
exemplar estimado, charneiras frágeis; miolo limpo, papel azulado
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, julho 06, 2026

Uma Editora no Subterrâneo

 

PAULO DA COSTA DOMINGOS, org. e grafismo
et alii
capa de Pedro Serpa


Lisboa, 2013
Livraria Letra Livre
1.ª edição [única]
205 mm x 183 mm
232 págs.
profusamente ilustrado a cor
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota justificativa do editor:
«Para assinalar o quadragésimo aniversário da editora & etc, decidiu a Letra Livre convidar colaboradores, amigos, admiradores e cúmplices do projecto & etc a elaborarem um texto-testemunho sobre a sua relação com a mais singular editora portuguesa.
A editora & etc é em grande medida produto da persistência de um homem amante de livros e radicalmente livre – Vitor Silva Tavares. […]»

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Sema





Lisboa / Cacém, Primavera de 1979 a Maio de 1982
dir. João Miguel Barros / Maria José Freitas
4 números (colecção completa)
297 mm x 213 mm
80 págs. + 108 págs. + 148 págs. + [256 págs. + 4 págs. (encarte publicitário)]
exemplares muito estimados, alguma sujidade na capa do n.º 3; miolo irrepreensível
145,00 eur (IVA e portes incluídos)

No final dos anos 70 do século passado, esta revista (apesar do seu triste aspecto de boletim de associação de estudantes, e de várias inclusões de favor) conseguiu reunir um soberbo elenco de colaboradores intelectuais, em que avultam os nomes de Jorge Fallorca, Luís Serpa, Ernesto de Sousa, Álvaro Lapa, Eugénio de Andrade, António Ramos Rosa, João Miguel Fernandes Jorge, Egito Gonçalves, Luís Miguel Nava, Lud, Isabel de Sá, António Cabrita, Jorge de Sena, Raul de Carvalho, Al Berto, Sam, Vasco, Vitor Silva Tavares, Mário Cláudio, etc. São de notar, para além de repetidas abordagens ensaísticas no domínio das artes plásticas, os extensos dossiers acerca do surrealismo nacional (logo no n.º 1) – com Almeida Faria a suscitar a indignação de Cruzeiro Seixas... – e acerca do concretismo / experimentalismo (no n.º 4). Mais interessante é (no n.º 3) o estudo múltiplo acerca das revistas culturais em Portugal, entregue às opiniões de Fernando Guimarães, José-Augusto França e E. M. de Melo e Castro. Há, todavia, que chamar a atenção para o facto de não se tratar propriamente de um periódico com um corpo redactorial coeso, mas sim de antologias de colaborações a pedido, ou por insinuação – o que gera sempre saladas que, de comum, têm apenas o título na capa e a boa vontade diletante dos seus directores. Na Sema, inclusivamente, o grafismo é pobre e descuidado... A Via Latina coimbrã, aquando da direcção de Francisco Silvestre Tão-Lindo (de 1989 a 1991), veio provar que, no género estudantil, era possível criar modelos de referência ainda agora invejáveis.

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A Idade da Prata

 

MÁRIO CABRITA GIL
prefs. Luís Serpa, e Eduardo Prado Coelho
grafismo de Luís Serpa

Lisboa, 1986
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª edição [única]
305 mm x 221 mm
68 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um álbum de retratos dos frequentadores de um clube nocturno muito em voga na época, bar-dancing maioritariamente frequentado pela nata intelectual artística e por funcionários do poder político, nos estultos anos 80. E nada mais é senão isso: um livro de poses de uma elite. Mas não é fácil ser-se Warhol não se sendo sequer Andy – isto quanto aos fotografados. Nem é Avedon quem queira – isto, quanto ao fotógrafo.

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