quarta-feira, dezembro 01, 2021

OS NOSSOS PREÇOS JÁ INCLUEM =IVA= E DESPESAS DE =ENVIO= EM PORTUGAL

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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


A Batalha do Lys

 

GOMES DA COSTA, general

Porto | Rio de Janeiro, 1920
Renascença Portuguesa | Luso-Brasiliana
1.ª edição
196 mm x 128 mm
260 págs. + 12 folhas em extra-texto (reprod. fotográficas) + 3 desdobráveis em extra-texto (mapas)
subtítulo: 9 de Abril de 1918 – O Corpo de Exército Português na Grande Guerra
ilustrado
encadernação de amador inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva apenas a contracapa da brochura
exemplar muito estimado, restauro na contracapa da brochura; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Memórias da Grande Guerra

 

JAIME CORTESÃO

Porto, 1919
Edição da «Renascença Portuguesa»
3.º milhar
187 mm  x 126 mm
248 págs. + 34 folhas em extra-texto (reprod. fotográficas) + 1 desdobrável em extra-texto (mapa)
subtítulo: 1916-1919
ilustrado
encadernação de amador inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos de posse
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Grande Guerra

 

ANTONIO DOS SANTOS RAZA

Viseu, 1926
Tipografia Central
1.ª edição
200 mm x 101 mm
16 págs.
subtítulo: Alocução preparada pelo tenente de Infantaria n.º 12 […] para o dia 12 de Dezembro de 1926 em que se realizou em Viseu a condecoração da bandeira do Regimento de Infantaria n.º 14 e inauguração da lapide comemorativa dos mortos na Grande Guerra
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA LONGA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Gasolina

 

GREGORY CORSO
trad. Hugo Pinto Santos
ilust. Cecília Corujo
grafismo de Paulo da Costa Domingos


Lisboa, 2021
Barco Bêbado
1.ª edição
210 mm x 131 mm
60 págs.
ilustrado
exemplar novo
15,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma breve passagem de um poema:

«Estou apaixonado pela doença do riso
far-me-ia bem se a tivesse –
usei as esplêndidas vestes do Sudão,
pus os magnificientes halivas de Boudondin Bros.,
beijei as Fátimas cantantes do chulo de Adém,
escrevi gloriosos salmos no café Hakhaliba,
mas nunca tive a doença do riso,
portanto para que sirvo eu? […]»

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A Casa dos Moveis Dourados

 

FERREIRA DE CASTRO

Lisboa, 1927
Edições Spartacus
1.ª edição
191 mm x 122 mm
200 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
PEÇA DE COLECÇÃO
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui as novelas «O Ódio da Proscrita», «A Cortesã da Rua Honesta» e aquela que dá título ao volume. Situam-se estas novelas numa época de produção literária que o Autor veio a tentar apagar da memória dos leitores. Entre 1921 (data de Mas...) e 1928 (data do seu reconhecido romance Emigrantes) existem, embora voluntariamente obscurecidos, toda uma série de textos no ligeiro estilo magazinesco – o estilo do ABC de Rocha Martins e do Repórter X –, e que bem nos dão o retrato urbano dessa época e de problemas sociais como o crime, a afirmação pública da mulher, o racismo, a eutanásia, a boémia, etc. É também a época em que Ferreira de Castro mais próximo se encontra, até como colaborador, do anarco-sindicalismo professo nas páginas do jornal político A Batalha.

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Esmaltes Artisticos e Industriais

 

ARTUR LOBO D’AVILA

Lisboa, 1935
Parceria António Maria Pereira – Livraria Editora
1.ª edição
165 mm x 121 mm
160 págs. + 2 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Manuel Pratique de l’Émaillage Sur Métaux

 

LOUIS-ÉLIE MILLENET

Paris, 1922
Dunod, Éditeur
2.ª edição
texto em francês
192 mm x 128 mm
2 págs. + XIV págs. + 132 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar envelhecido com restauros periféricos na capa e na lombada mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Excelente livro técnico sobre esmaltagem artística.

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terça-feira, novembro 30, 2021

O Ritmo do Presságio

 

SEBASTIÃO ALBA
apresent. José Craveirinha

s.l. [Maputo (Moçambique)], Outubro de 1974
Edição de Académica Lda.
1.ª edição
214 mm x 143 mm
118 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sebastião Alba, pseudónimo de Dinis Albano Carneiro Gonçalves (1940-2000), nascido em Braga, viveu em Moçambique após os nove anos de idade, tendo aí feito os seus estudos. Após ter sido incorporado no Contingente Geral em Boane, aos 21 anos, desertou no segundo dia, pelo que será detido e acusado de extravio de bens militares: cinto e bivaque. Reclusão que durou dois anos e meio, sem julgamento e sob tortura, no isolamento. No entanto, ainda se ausentou quatro vezes da Casa de Reclusão. Cumpriu os quinze meses de pena a que foi condenado, pelo Tribunal Militar, na 23.ª Enfermaria do Hospital Miguel Bombarda. Tendo manifestado o seu apoio à FRELIMO após a independência, e após frequentar um curso de formação em Inhanbane, foi convidado para assumir o cargo de administrador da província da Zambézia. No entanto, desanimado, acabou por abandonar o cargo passados alguns meses sem sequer pedir demissão.
Fixando-se em Maputo com a família, teve a oportunidade de privar com intelectuais e figuras políticas, tais como Marcelino dos Santos, Rui Nogar, Sérgio Vieira, Honwana, etc. Em Outubro de 1974, Sebastião Alba vê publicado este seu livro, O Ritmo do Presságio. A desilusão com a situação política em Moçambique e a preocupação com as filhas fez com que, relutantemente, voltasse a Portugal em 1983. Após um período atribulado (divórcio dos pais, morte da mãe, morte do pai, divórcio), acaba por voltar a Braga, passando a habitar quartos de aluguer. O problema com o álcool e o tabaco agravam-se. Toma vida de andarilho, escolhendo viver na rua. Em 1996, é publicado numa editora de Lisboa, proposto pelo poeta Herberto Helder, o livro A Noite Dividida, que tenta recuperar o conjunto da sua obra poética, embora incompleta.
Na manhã 14 de Outubro de 2000, foi atropelado mortalmente por um condutor que se pôs em fuga, na sua cidade natal.
(Fonte: Universidade do Minho, Projecto Vercial)

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Evangelho de S. Vito



MARIO SAA

Lisboa, 1917
Monteiro & C.ª – Livraria Brazileira
1.ª edição [encapamento de 1921]
17,7 cm x 12,2 cm
2 págs. + 240 págs. + 2 págs.
exemplar bem conservado apesar dos sinais de traça na lombada; miolo limpo, em parte por abrir
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao liberal Carlos Augusto Portugal Ribeiro
PEÇA DE COLECÇÃO
310,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Evangelho de S. Vito

 

MARIO SAA

Lisboa, 1917
Monteiro & C.ª – Livraria Brazileira
1.ª edição
179 mm x 126 mm
2 págs. + 240 págs. + 2 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da primeira obra impressa de Mário Saa, «[...] obra de carácter aforístico, onde não deixa de ser notória a influência das obras de Nietzsche, algumas das quais intensamente anotou [...]» (segundo os autores do Dicionário Cronológico da Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994).

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Bandeira Nacional


[COLUMBANO, direcção gráfica]

Lisboa, 1910 [aliás, 1911]
Imprensa Nacional
1.ª edição
234 mm x 183 mm
34 págs. (não numeradas)
subtítulo: Modelo approvado pelo Governo (Provisorio) da Republica Portuguesa
exemplar estimado, capa marcada pela exposição à luz; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da memória descritiva da bandeira instituída pela República triunfante, assinalando o corte radical e inequívoco com o regime que lhe era anterior.

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A Bandeira Nacional

 

OLÍMPIO DE MELO

Lisboa, 1924
Imprensa Nacional
1.ª edição
288 mm x 207 mm
88 págs. + 8 folhas em extra-texto
subtítulo: Sua evolução histórica desde a fundação da monarquia portuguesa até a actualidade
ilustrado a cor com as oito sucessivas bandeiras nacionais
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Bandeiras Nacionaes de Diferentes Estados do Mundo

 

MARIO AFFONSO DE CARVALHO

Lisboa, 1937
Tipografia Rosa, Limitada
1.ª edição
220 mm x 167 mm
28 págs.
ilustrado a cor
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Brochura de grande interesse histórico, reproduzindo bandeiras que, entretanto, mudaram ou, até, referentes a países que, por seu turno, desapareceram.

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Carlos Seixas

 

SANTIAGO KASTNER

Coimbra, 1947
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
192 mm x 136 mm
160 págs. + 3 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Lume Novo

 

CELESTE COSTA
capa de Cunha Barros


Coimbra, 1936
Moura Marques & Filho, Editores
1.º milhar
190 mm x 127 mm
204 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado com retrato da autora
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA EXPRESSIVA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, novembro 29, 2021

Leviana


ANTÓNIO FERRO
capa e ilust. António Soares

Lisboa, 1921
H. Antunes, Editor
1.ª edição
175 mm x 127 mm
130 págs.
subtítulo: Novela em Fragmentos
encadernação inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva a capa anterior da brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o livro emblemático do ainda então escritor modernista António Ferro, que, «[...] ligado ainda novo ao grupo de Orpheu, levaria para o jornalismo e para a orientação do Secretariado de Propaganda Nacional (1933) um certo modernismo formal, cujo lado provocativo se fizera antes sentir nos aforismos algo paradoxais da Teoria da Indiferença, 1920, e de Leviana – novela em fragmentos, 1921, [...], e na peça de escândalo Mar Alto, 1924. [...]» (António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989)

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Do Meu Ofício de Pintar


EDUARDO MALTA

[Lisboa] Porto, 1935
Livraria Tavares Martins
1.ª edição
129 mm x 98 mm
140 págs. + 6 folhas em extra-texto
ilustrado
composto manualmente, estampas impressas em offset
exemplar estimado; miolo irrepreensível
rubrica de posse no ante-rosto
VALORIZADO PELA ASSINATURA DO AUTOR
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne crónicas avulsas em que o pintor Eduardo Malta nos diz como vê a sua e a pintura alheia. O voluminho é de uma invulgar beleza tipográfica.

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Tratado do Jôgo do Boston e História das Cartas de Jogar


[JOSÉ] HENRIQUES DA SILVA
EGAS MONIZ

Lisboa, 1942
Editorial Ática
1.ª edição («tiragem limitada»)
247 mm x 188 mm
326 págs.
profusamente ilustrado a cor
capa impressa a duas cores directas com a gravura relevada a resina
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
130,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Portugal Pequenino


MARIA ANGELINA [BRANDÃO]
RAUL BRANDÃO
[capa de Alberto de Sousa]
desenhos de Carlos Carneiro e Tagarro

Lisboa, 1930
ed. Autores
1.ª edição
18,5 cm x 12,5 cm
264 págs. + 2 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto a preto e em separado a cor
exemplar envelhecido mas aceitável, restauro na lombada, pequena falha de papel na contracapa; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Eis um gesto cósmico: reinventar a infância e designá-la, através do acto instaurador da escrita, como um lugar centrífugo de solidão essencial, anterior a qualquer obra e na margem mais luminosa da literatura. [...]
A exaltação dos valores enraizados na mátria, a nostalgia de uma felicidade simples, cujo “arquétipo seria a própria infância” (Bachelard), evocada como um êxtase mágico de intemporalidade, não deixam de tematizar um livro ímpar – não só na bibliografia brandoniana como no campo pouco fértil da nossa literatura infanto-juvenil.
O facto de Raul Brandão se ter empenhado tão a fundo na tarefa de escrever um livro para crianças, num momento em que parecia ter a premunição do fim, pode parecer surpreendente. A vontade de deixar o nome literariamente ligado ao de Maria Angelina, sua mulher e co-autora da obra, só em parte ajuda a explicá-lo, contribuindo para justificar a singularidade da mesma no contexto da produção textual do escritor. A colaboração de Maria Angelina Brandão, sem dúvida decisiva para a concretização do projecto, não torna, porém, menos avassaladora a presença do autor de Húmus, através do poder encantatório do seu estilo. [...]» (Maria João Reynaud, «Raul Brandão: Ficção e Infância», in Revista da Faculdade de Letras, Porto, 1995)

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Contos Brasileiros

 

JOSÉ OSÓRIO DE OLIVEIRA, org., pref. e notas

Lisboa, s.d.
Livraria Bertrand
1.ª edição
190 mm x 123 mm
372 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compila, entre outros, textos de Machado de Assis, Monteiro Lobato, Mário de Andrade, Ribeiro Couto, Luís Jardim, Rachel de Queiroz, etc.

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Comunidade [junto com] 2 Textos à Pressão [junto com cartaz]





LUIZ PACHECO
VITOR SILVA TAVARES
CARLOS FERREIRO

Lisboa, 1970
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
2 brochuras e 1 cartaz (completo)
[21,8 cm x 16,4 cm] + [25 cm x 17,6 cm] + [36,8 cm x 25,2 cm]
28 págs. + 12 págs. + 1 folha
ilustrados
textos impressos a violeta
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, as costas do cartaz apresentam à cabeça sinais de arrancamento sem prejuízo da peça
são o n.º III da tiragem especial de apenas 300 exemplares assinados pelos escritores
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
1.750,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o texto de apresentação, de Vitor Silva Tavares:
«Comunidade é uma obra-prima.
Nada arrisco em afirmá-lo, só risco havendo perante uma Literatura (caixa alta, reverência) feudo de literatos, de escritores com banca e atestado (e pópó e coroa de louros), dos eruditos seus críticos e demais panegiristas profissionais das Letras, de toda essa inteligentzia que embalada não sei por que espírito de missão (ai Portugal, tão à mercê de tais heróis!) se furta ao bisturi do conhecimento próprio (incapacidade, medo, conveniências...) e julga poder reflectir os outros, ser a voz autorizada (por quem?, porquê?) de um povo e da sua marcha. [...]»
No segundo texto, «à pressão», é o ilustrador e pintor Carlos Ferreiro tratado como príncipe da imagem gráfica, que sempre foi – não por acaso, veio ele a ser autor das melhores capas da futura editora & etc:
«[...] simples vinheta ou ilustração de texto – mas sem obediência, sem premeditação, sem flor de estilo. Um sonho a explodir em negro tipográfico, a cidade tal qual é por sobre e sob a aparência que o olho fotográfico regista, enganando-se.
A moda passa de lado, como no autocarro da Charneca. A crueldade exposta não é para digerir pelos bestuntos elegantes, é fruto de uma digestão dolorosa, digestão de pavores vividos e de pavores latentes, digestão lenta, obscura, direi misteriosa, porém determinada.
Os bonecos de Ferreiro devolvem à cidade o seu rosto verdadeiro.»

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Exercícios de Estilo



LUIZ PACHECO

Lisboa, 1971
Editorial Estampa, Lda.
1.ª edição
184 mm x 134 mm
256 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO SEU MÉDICO FRANCISCO DE VILHENA E SILVA EM QUE FICAMOS A SABER TRATAR-SE DA OFERTA DO EXEMPLAR PESSOAL DE LUIZ PACHECO
junto com bilhete pessoal do autor ao mesmo médico
PEÇA DE COLECÇÃO
350,00 eur (IVA e portes incluídos)

Se Luiz Pacheco (1925-2008) tivesse sido um exclusivo escritor de “ficção”, em vez de prosador de ódios mal digeridos, fel e invejas, seria este o livro definidor de uma obra com futuro sólido, motivos fortes e coragem cívica no retrato de um país fascista com uma população esmagadoramente miserável, emudecida e analfabeta. E, como tal, publicado numa editora da esfera do Partido Comunista Português.

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Carta-Sincera a José Gomes Ferreira com uma Nota do Autor por Causa da Província


LUIZ PACHECO

Lisboa, s.d. [1959]
A Antologia em 1958 (ed. Mário Cesariny de Vasconcelos)
1.ª edição
187 mm x 131 mm
44 págs. + 1 folha em extra-texto
dístico: «Do polo fixo: onde inda se não sabe que outro “clerc” comece ou mundo acabe»
composto em Bodoni e impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Incluído nesta colecção surrealista publicada pelo pintor / poeta Mário Cesariny, o ainda editor de surrealistas e abjeccionistas Luiz Pacheco sugere aqui, com inusitada verve e o correcto estilo literário, ao já então grande poeta José Gomes Ferreira que se deixe de «croniquetas» nos periódicos, isto a propósito de certa coluna jornalística – «À Porta da Livraria» – que este alimentava no Ler: «[...] elas têm estilo lá isso têm e não é mau. Mas ó diacho! é o estilo dos poemas, é a imagética dos poemas, é o vocabulário dos poemas, é tudo dos poemas! E então ficamos preocupados e um tudo-nada suspeitosos: os corvos de névoa, pântanos de cinzas, séculos de musgo, as chagas de grilhetas, verdades de punhal, criptas de morcegos, soluços de chicote, sonâmbulos de trapos, lençois de êxito, horizontes moles, chicotes de unhas, cidades de fome, luar dos ossos, dentes do coração, cabelos dos charcos, lágrimas de areia que criavam tão forte ambiente também servem para falar de porcarias do Chiado?!... então o Poeta não dá poemas e dá isto?! é então isto que o preocupa agora? e o resto? as lágrimas dos outros? o mundo dos outros? José Gomes Ferreira pode estar a escrever em casa um, dois, três livros de poemas ou seja o que for óptimos, sublimes. Não sei, não tenho nada com isso, ainda que me interessasse sabê-lo. O que não pode é entretanto mostrar ao público as plumas negras que tinha no lixo do saguão. Mais vale estar calado. [...]»

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Cartas d’El-Rei D. Carlos a José Luciano de Castro

 

ANTONIO CABRAL

Lisboa, 1927
Portugal-Brasil – Sociedade Editora Arthur Brandão & C.ª
1.ª edição
190 mm x 123 mm
304 págs. + 2 folhas em extra-texto
ilustrado com os retratos de José Luciano de Castro e de António Cabral
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Em Plena Republica

 

ANTONIO CABRAL

Lisboa, 1932
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
200 mm x 143 mm
512 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: As minhas memorias politicas: A catastrophe – Valeu a pena?...
ilustrado com o retrato do autor
encadernação de amador inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar estimado, restauros nas capas de brochura; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Na Linha de Fogo


ANTONIO CABRAL

Lisboa, 1930
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,3 cm x 13,2 cm
320 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: As minhas memorias politicas [vol. 2]: Revelações que se fazem – Mysterios que se desvendam
exemplar estimado, com restauro no bordo interior da capa dianteira e pequenas falhas à cabeça da lombada; miolo limpo por abrir
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o Autor no seu Prefácio:
«[...] Este volume abrange um dos periodos mais agitados da minha carreira publica: aquelle em que os grandes partidos da Monarchia se dividiram e em que eu, na imprensa e no parlamento, fazendo rija e forte opposição ao governo regenerador, e depois como ministro da Corôa, não descancei na pugna pelos principios sustentados e defendidos pelo meu partido, mantendo-me constantemente Na linha de fogo. [...]»
Camilianista de referência (de seu nome completo António Cabral Pais do Amaral), para além da memória da sua observação de uma época que viu o rei ser abatido na via pública, deixa-nos, entre outros, um dos livros mais esclarecedores acerca da vida do grande escritor: Camillo Desconhecido (Livraria Ferreira, Lisboa, 1918).

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quinta-feira, novembro 25, 2021

O Culto de S. Cosme e S. Damião em Portugal e no Brasil


AUGUSTO DA SILVA CARVALHO, dr.

Coimbra, 1928
Imprensa da Universidade
1.ª edição
236 mm x 175 mm
344 págs. + 8 folhas em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: História das Sociedades Médicas Portuguesas
ilustrado
encadernação recente em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado, capas de brochura com restauros; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
peça de colecção
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dois celebrados médicos sírios, mártires cujo culto foi introduzido no catolicismo por alturas do século XII, tornando-se padroeiros das “artes de curar”, estas por vezes mero charlatanismo, como terá sido o dito óleo de São Cosme e Damião com que, acompanhado de rezas, se esfregavam os crentes em curas miraculosas. Não é, todavia, este o assunto do excelente livro do médico e professor Silva Carvalho; trata-se, outrossim, de uma história séria e incontornável da actividade clínica das instituições hospitalares.

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quarta-feira, novembro 24, 2021

Um Homem de Barbas



MANUEL DE LIMA
pref. José de Almada Negreiros
capa e ilust. Bernardo Marques

Lisboa, 1944
s.i. [ed. Autor ?]
1.ª edição
222 mm x 165 mm
108 págs.
ilustrado
elegante encadernação inteira em seda com rótulo gravado a ouro na pasta anterior
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio de Almada Negreiros:
«[...] O autor de Um Homem de Barbas servindo-se do realismo para desfazer o próprio realismo, acaba por nos introduzir sem peias no mundo da ficção, e com a velocidade do próprio pensamento desloca as suas personagens até ficar o único símbolo da obra: as barbas. [...]»

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O Clube dos Antropófagos


MANUEL DE LIMA
capa e grafismo de Soares Rocha
ilust. José Araújo

Lisboa, 1973
Editorial Estampa, Lda.
1.ª edição (novela)
193 mm x 127 mm
272 págs.
encadernação inteira em tela crua com a capa de brochura estampada
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra literária esquecida, sob o capacho da escrita actualmente à venda nas livrarias, de um Autor que nunca se esqueceu de nos elucidar acerca do mundo em que vivíamos: a Lisboa vigiada, anos 40-70 do século XX. O nervo perturbante do seu humor bebe nos humores negros surrealistas. Lá estão os grandes triângulos “mágicos”: a pintora, o amante e o mecenas; o senhorio, a porteira e o pide; a devoradora de homens, o marido enganado e o estroina; os ricos, os pobres e os bolseiros; etc...
Foi seu primeiro editor Luiz Pacheco (Contraponto).

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Malaquias ou a História de um Homem Bàrbaramente Agredido


MANUEL DE LIMA
carta e pref. António Maria Lisboa
capa e grafismo de Soares Rocha
retrato de Manuel de Lima por Mário Alberto

Lisboa, 1972
Editorial Estampa
2.ª edição
185 mm x 120 mm
264 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Deve-se a importância desta edição ao ter sido a primeira a dar-nos a conhecer o então inédito prólogo do surrealista António Maria Lisboa, «Introdução ao Estudo Sistemático de “Malaquias ou a História de um Homem Bàrbaramente Agredido”, de Manuel de Lima, ou melhor: Introdução à Acção Sistemática Adentro do “Princípio de Malaquias”», que não figura na anterior edição (de 1953) da Contraponto.

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A Pata do Pássaro Desenhou uma Nova Paisagem

 

MANUEL DE LIMA
ilust. João Rodrigues
capa e arranjo gráfico de Soares Rocha

Lisboa, 1972
Editorial Estampa, Lda.
1.ª edição
185 mm x 120 mm
160 págs.
exemplar estimado, capa suja e com alguns vincos; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor surrealista, melómano, crítico musical, terá sido esta a sua última obra inédita publicada. Humor corrosivo, negro. Que o desenho de Rodrigues corrobora.
Este exemplar tem a particularidade de trazer ainda colado na primeira página o canhoto de um talão de preço da há muito desaparecida Livraria Opinião, ponto de encontro de todas as opiniões contrárias ao antigo regime ditatorial.

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terça-feira, novembro 23, 2021

Entre a Cortina e a Vidraça

ALEXANDRE O’NEILL

Lisboa, 1972
Editorial Estúdios Cor, S.A.R.L.
1.ª edição
18,9 cm x 20,5 cm (oblongo) + Ø 17,5 cm
72 págs. + 1 disco de vinyl (45 r.p.m.)
capa impressa a três cores e relevo seco
exemplar bem conservado; miolo irrepreensível; disco como novo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poemas do centro urbano, e cosmopolita!, repassados de um agressivo sarcasmo muitas vezes – segundo a crítica encartada – alusivo ao grande Nicolau Tolentino. Esta é das fáceis; que O’Neill, ele mesmo, assiduamente compilou, ou antologiou, ou somente fez arrumação em livro, da obra do poeta setecentista. Mas O’Neill foi mais longe, como escritor que em primeira mão trouxe para Portugal, e a outros deu a ler, um exemplar da Histoire du Surréalisme de Maurice Nadeau. Leiamo-lo, «Pois*»... ao O’Neill:

«O respeitoso membro de azevedo e silva
nunca perpenetrou nas intenções de elisa
que eram as melhores. Assim tudo ficou
em balbúrdias de língua cabriolas de mão.

Assim tudo ficou até que não.

Azevedo e silva ao volante do míni
vê a elisa a ultrapassá-lo alguns anos depois
e pensa pensa com os seus travões
Ah cabra eram tão puras as minhas intenções.

E a elisa passa rindo dentadura aos clarões.»

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De Ombro na Ombreira

 

ALEXANDRE O’NEILL
capa de Fernando Felgueiras


Lisboa, 1969
Publicações Dom Quixote
2.ª edição
180 mm x 110 mm
80 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Andorinhas Não Têm Restaurante


ALEXANDRE O’NEILL

Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,1 cm x 11 cm
96 págs.
são conhecidos alguns poucos exemplares revestidos com sobrecapa, o que não é o caso presente
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para Eduardo Prado Coelho, a «[...] homegeneidade deriva essencialmente do extraordinário domínio no exercício da linguagem que estas prosas revelam. [...]
Valerá a pena, contudo, indicar até que ponto a integração do calão no texto introduz um princípio de subversão do discurso literário tradicional que vê agora a sua dignidade desmantelada. O calão visa um efeito destrutivo em relação à linguagem cultural, produzindo um insistente mecanismo de desvalorização. [...]» (Colóquio / Letras, n.º 3, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Setembro de 1971)

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Ir à Guerra

 

ANTÓNIO MODESTO NAVARRO

Lisboa, Outubro de 1974
Editorial Futura – Carlos & Reis, Lda.
1.ª edição
210 mm x 140 mm
244 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Á Porta da Havanesa


EDUARDO DE NORONHA

Porto, 1911
Magalhães & Moniz, L.da – Editores
1.ª edição
18,1 cm x 12,7 cm
442 págs.
subtítulo: Da Thomarada á Republica – Narrativa dramatica dos ultimos cincoenta annos da existencia nacional ornada com quarenta e oito gravuras
ilustrado
encadernação editorial em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
conserva a capa anterior da brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse à cabeça da pág. 7
ostenta colado no verso da pasta o ex-libris do olisipógrafo Luiz Pastor de Macedo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ellas na Intimidade

 

EDUARDO DE NORONHA

Lisboa, 1926
Edição de João Romano Torres & C.ª
1.ª edição
202 mm x 134 mm
192 págs.
subtítulo: Notas e observações
encadernação inteira em papel relevado com as capas de brochura espelhadas
não aparado
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Esfera





FERNANDO GUEDES
desenho (retrato do Autor) de Fernando Lanhas

Porto, 1948
Livraria Portugália
1.ª edição
21,7 cm x 16,5 cm
50 págs. + 1 folha em extra-texto
composto manualmente e impresso sobre papel avergoado
exemplar algo envelhecido e com fortes sinais da presença continuada da luz sobre a capa; miolo em estado aceitável
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO POETA RUY BELO QUE, POR SUA VEZ, ANOTOU PROFUSAMENTE OS POEMAS COM COMENTÁRIOS MARGINAIS
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fernando Guedes – que terá talvez descuidado os seus dotes de poeta em proveito de uma actividade comercial de editor-livreiro, enquanto dono da conhecida Verbo, ou como presidente, de facto ou honorário, simpatizante ou sócio, de sucessivas associações da classe, nacionais e internacionais, grémios, academias e confrarias – motivou, nesta sua ingénua oferta de um conjunto de versos ao ainda não editado em livro Ruy Belo, um vasto rol de agudos e azedos comentários. Assim, por exemplo: «Com sede nunca morta, / com fome sempre viva,» mereceu de Ruy Belo a nota «mau»; à cabeça da pág. 13 a nota é «não chegam a ser poemas»; aos versos de Guedes «atirar-lhe com os calhaus da minha Poesia / até o rebentar pela cabeça», Belo sublinha os calhaus e conclui «definição da s/ poesia»; etc., etc.
Interessante, entre dois intelectuais na travessia dos trinta anos de idade.

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Homem de Palavra(s)

 

RUY BELO
capa de Fernando Felgueiras


Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
180 mm x 108 mm
144 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Óscar Lopes, na contracapa, em modo promocional:
«A sua poesia provoca um pequeno sismo vivificante no senso comum da realidade.»

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País Possível


RUY BELO
capa de Dorindo Carvalho

Lisboa, 1973
Assírio & Alvim, Sociedade Editorial e Distribuidora, Lda.
1.ª edição
20,5 cm x 12,3 cm
80 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tirado da Nota do Autor:
«Este livro, que aparentemente poderia não passar de uma antologia visto que o integram um poema inédito e poemas extraídos dos meus últimos livros publicados, tem realmente uma unidade e é afinal um livro novo. E não o é apenas por eu publicar pela primeira vez na íntegra composições anteriormente truncadas por razões várias ou por eliminar ou emendar versos, por voltar a tentar suprimir o mais possível a pontuação, por resolver de vez “a guerra maiúsculas-minúsculas” a favor do lado mais fraco.
Este livro é um livro novo porque um livro de poesia é afinal um lugar de convívio, um local onde os poemas reagem uns contra os outros, se criticam mutuamente, se transformam uns nos outros. É um livro novo, em suma, porque a ele, como a nenhum outro livro meu, preside indubitavelmente uma unidade temática: a do mal-estar de um homem que, ao longo da vida, tem pagado caro o preço por haver nascido em Portugal; a problemática de uma consciência que sofre as contradições próprias da sociedade em que vive e de um homem que tem atrás de si vários passados e vive várias vidas simultaneamente e que intensamente se autodestrói; que se vai suicidando lentamente porque essa sociedade o destrói e assassina e o censura e a censura se instala na sua própria consciência. [...]»

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Na Senda da Poesia

RUY BELO
capa de Manuel Vieira

Lisboa, 1969
União Gráfica
1.ª edição
18,5 cm x 13,3 cm
344 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Reunião de artigos, prefácios, justificações de tradução, etc. E uma grande lucidez acerca do meio literário circundante: «[...] Compram-se, muitas vezes com a amizade, moeda mais forte do que o dólar, críticos que digam bem. Leva-se a este domínio íntimo o velho princípio dos contratos: do ut des. Louvamos os outros para que nos louvem a nós. Fazemos-lhes favores para que, no momento oportuno, no-lo façam a nós. O leitor raramente repara. Chama-lhe a atenção, na página literária, o anúncio de um livro, volta a encontrar uma referência ao mesmo na secção de crítica, solicita-o uma entrevista que talvez o próprio autor tenha redigido e, mal se descuida, entra-lhe pelos olhos dentro a fotografia que aparece não se sabe bem a propósito de quê. Negociam-se comercialmente valores humanos que até aqui o pudor velava. A publicidade instala-se na própria consciência. Há o perigo de que o escritor, ao ouvir e ver tudo aquilo, se convença, tão longe foi a cadeia, de que não é ele que se está a adular a si próprio. Tomará como crítica válida para a delimitação da sua capacidade aquilo que, iludido, diz aos seus próprios ouvidos, como quem não quer a coisa. [...]»

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