terça-feira, janeiro 22, 2019

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Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica


NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e notas
ilust. do pintor Cruzeiro Seixas
badanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

s.l., s.d. [Lisboa, 1965]
Afrodite (Fernando Ribeiro de Mello)
1.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
552 págs. + 6 folhas em extratexto
subtítulo: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade
impresso sobre papel superior
capa impressa a prateado e relevo seco sobre cartolina de fantasia a imitar de tela
exemplar n.º 422 da tiragem especial de 500 exemplares rubricados (carimbo) pela Autora
exemplar em bom estado de conservação, lombada ligeiramente queimada pela presença da luz; miolo irrepreensível, por abrir
peça de colecção
445,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro proibido durante o Estado Novo. Da imprensa da época (Diário de Lisboa, 8 de Janeiro, 1970):
«Julgamento de Escritores por Motivo da Publicação de um Livro Tido por Imoral – No banco dos réus estão, esta tarde, no Plenário Criminal da Boa Hora, os escritores e poetas Mário Cesariny de Vasconcelos, Luís Pacheco, José Carlos Ary dos Santos e Natália Correia e, ainda, o comerciante Fernando Ribeiro de Melo, o empregado de escritório Francisco Marques Esteves e o técnico têxtil Ernesto Geraldes de Melo e Castro, como presumíveis delinquentes no processo movido pelo Ministério Público, em consequência da publicação do livro “Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”, a qual foi considerada “abuso de liberdade de Imprensa”.
Segundo a acusação, o livro [...] inclui algumas poesias que “ofendem o pudor geral, a decência e os bons costumes”.
Na tribuma do Ministério Público, toma lugar o dr. Costa Saraiva, ajudante do procurador da República; como patronos dos acusados, intervêm os drs. João da Palma Carlos, Luso Soares, José Vera Jardim, Francisco Vicente, Salgado Zenha e António de Sousa.»

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Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica


NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e notas
ilust. Cruzeiro Seixas
badanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

s.l., s.d. [Lisboa, 1965]
Edição de Fernando Ribeiro de Mello – Afrodite
1.ª edição
19,3 cm x 12,6 cm
552 págs. + 6 folhas em extra-texto
subtítulo: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade
ilustrado
capa impressa a cinza e relevo seco
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
115,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Barão de Lavos



ABEL BOTELHO

Porto, s.d. [1891]
Livraria Civilização – Casa Editora de Eduardo da Costa Santos & Sobrinho
1.ª edição
17,7 cm x 13 cm
548 págs.*
subtítulo: Patologia Social I
encadernação inteira em pele com gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo*
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo a História da Literatura Portuguesa de António José Saraiva / Óscar Lopes (15.ª ed., Porto Editora, 1989):
«Abel Botelho [...] representa o ponto extremo até onde chegou entre nós a ficção naturalista da escola de Zola. [...] O mais conhecido conjunto de obras de Abel Botelho é o ciclo de [cinco] romances designado pelo título de Patologia Social [...]. O ponto de vista de todos os romances é fácil de reconhecer à simples leitura: a sua principal crítica incide sobre as grandes famílias titulares que apresenta corroídas pelas “diáteses mórbidas” de devassidões e alianças consanguíneas ancestrais; sobre os plutocratas monopolistas; sobre as congregações religiosas, que se reconstituíam a despeito das leis constitucionalistas, em íntima ligação com a classe dominante; e sobre os políticos que se alcandoravam à chefia dos partidos monárquicos através dos mais desonestos conluios. [...]»

* Com falta das págs. 5 a 12.

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Fatal Dilemma


ABEL BOTELHO

Porto, 1907
Livraria Chardron de Lello & Irmão, editores
1.ª edição
18,3 cm x 12,5 cm
8 págs. + 504 págs. + 1 folha em extra-texto
título geral: Pathologia Social (IV)
ilustrado com o retrato do autor
encadernação editorial inteira em tela encerada, gravação a ouro na pasta anterior e na lombada, folhas-de-guarda em papel de fantasia
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sem Remedio...


ABEL BOTELHO

Porto, 1900
Livraria Chardron
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
292 págs.
subtítulo: Ethologia d’um fraco
exemplar envelhecido mas aceitável, restauros na capa; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos de Abel Acácio de Almeida Botelho (1856-1917) o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990):
«Oficial do Exército, deputado republicano, senador, académico e diplomata, romancista e dramaturgo, a sua obra literária situa-se na encruzilhada do naturalismo e decadentismo e pode, a esse título, considerar-se exemplar. [...]» E mais refere o dito Dicionário a sua «ousadia dos temas abordados» e a «solidez da construção» na «crítica acerba aos meios pretensiosamente artísticos da capital».

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Próspero Fortuna


ABEL BOTELHO

Porto, 1925
Livraria Chardron, de Lélo & Irmão, L.da – editores
3.ª edição
18,8 cm x 12 cm
564 págs.
subtítulo: Patologia Social V
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Dicionário Ilustrado de Marinha


ANTÓNIO MARQUES ESPARTEIRO

Lisboa, s.d. [circa 1961]
Livraria Clássica Editora - A. M. Teixeira & C.ª (Filhos) Lda.
s.i.
22,1 cm x 16 cm
600 págs. + 1 folha em extra-texto
profusamente ilustrado, texto a duas colunas
encadernação editorial em tela encerada, gravação a ouro na lombada, sobrecapa a cor
exemplar estimado, restauros no verso da sobrecapa; miolo irrepreensível
assinatura de posse no frontispício
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Famoso Botão de Âncora



ANTÓNIO MARQUES ESPARTEIRO, comandante

Lisboa, 1949
Agência-Geral do Ultramar
1.ª edição
24,2 cm x 17 cm
350 págs.
subtítulo: 1600-1895
sóbria encadernação recente em sintético e papel de fantasia, gravação a ouro na lombada com vinheta alusiva
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Introdução do autor a este seu conjunto de relatos históricos:
«[...] O século XVII encheu-se com o fragor da luta homérica de Portugal contra os agressores europeus [o aparecimento de Holandeses e Ingleses no Mar Índico].
A iniciativa havia passado para eles que, por esse facto, nos atacavam onde e quando mais lhes convinha.
Apresentavam-se com melhores navios de combate e melhor artilharia, embora nem sempre obtivessem sucesso por o Português, individualmente, se lhes avantajar como combatente. [...]»

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História Trágico-Marítima


BERNARDO GOMES DE BRITO
fixação de texto, glossário e notas de Neves Águas
comentários de Fernando Luso Soares, José Saramago e Maria Lúcia Lepecki
desenhos de Cruzeiro Seixas, Eurico [Gonçalves], Carlos Calvet e José Escada
grafismo de José Marques Abreu

Lisboa, 1971-1972
Edições Afrodite / Fernando Ribeiro de Mello
1.ª edição [na Afrodite, sobre a 1.ª edição de 1735-1736]
2 volumes (completo)
18,4 cm x 13,1 cm
[XXXII págs. + 384 págs.] + [XXXII págs. + 432 págs. + LVI págs. (numeração contínua)]
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do admirável comentário do escritor José Saramago:
«[...] a História Trágico-Marítima [...] representa hoje para nós este longo rosário de morte e sofrimento, despido de todos os prestígios do heroísmo vivo ou da exploração literária [...]
[...] naus, excessivamente carregadas, de madeiras apodrecidas, mal aparelhadas, com velas que se rasgavam a um arranque mais forte do vento [...]
Está muito longe de nós e da realidade a figura idealizada do mareante que surde das estâncias dos Lusíadas, está mais longe ainda a mitificação poética moderna de um homem que apenas juraria pela fé, pela pátria e pelo rei. Humano na fraqueza e na violência brutal, o verdadeiro homem do leme substitui a sombra incorpórea da Mensagem e grita contra a noite, não a vontade de el-rei D. João II, mas o seu medo, a sua raiva e a sua cobiça. [...]
Na História Trágico-Marítima morre-se em todas as páginas, todos os dias, como se morre na Ilíada. E, tal como no poema de Homero [...], a morte tem uma naturalidade que se sobrepõe ao terror do nada, e aos sofrimentos que antecedem [...].»

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domingo, janeiro 20, 2019

A Inglaterra de Hoje


[J. P.] OLIVEIRA MARTINS

Lisboa, 1893
Livraria de Antonio Maria Pereira – Editor
1.ª edição
20,2 cm x 13 cm
X págs. + 2 págs. (cortina) + 260 págs.
subtítulo: Cartas de um viajante
encadernação editorial em tela encerada com gravação a ouro e negro nas pastas e na lombada, selo do encadernador «Bouret, Relieur – S.uc A. David» colado no verso da pasta anterior
exemplar muito estimado; miolo limpo
selo branco com a marca heráldica da casa de Alvellos na primeira folha-de-guarda, no ante-rosto e no rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Filhos de D. João I



J. P. OLIVEIRA MARTINS

Lisboa, 1891
Imprensa Nacional
1.ª edição [em livro]
24,2 cm x 17,1 cm
VIII págs. + 474 págs.
ilustrado no corpo do texto com gravuras, cabeçalhos de capítulo e capitulares elegantemente desenhados
encadernação antiga em meia-francesa com cantos em pele gravada a ouro na lombada
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos de posse nas capas e nas primeiras páginas
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Estudo inicialmente publicado na Revista de Portugal (dir. Eça de Queirós), e reunido em livro pela primeira vez em 1891, ainda hoje constitui um rico e honesto retrato da chamada ínclita geração, e portanto do espírito e das condições sócio-económicas que determinaram o período das navegações portuguesas. Em apêndice pode ler-se um acervo de documentos comprovativos ou de apoio à investigação do autor.

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Politica e Economia Nacional


[J. P.] OLIVEIRA MARTINS

Porto, 1885
Magalhães & Moniz, Editores
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
XXXII págs. + 280 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, restauros na lombada; miolo no geral limpo, sinais de foxing na capa e nas primeira e última folhas, parcialmente por abrir
carimbo de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sociologia de Oliveira Martins


RAÚL LEAL

Porto, 1945
Livraria Figueirinhas
1.ª edição
22,6 cm x 15,6 cm
288 págs.
exemplar em bom estado de conservação, apenas com algumas manchas de ferrugem quer na capa, quer na contracapa; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio:
«[...] Oliveira Martins assentou praça na falange dos construtores do mundo – dêsses construtores dum mundo melhor – e ocupa nêle lugar marcante.
A personalidade de Oliveira Martins deve ser classificada, não na galeria dos “super-homens” de Nietzsche, mas na dos “construtores do mundo” de Stefan Zweig. Oliveira Martins é, na verdade, um construtor: construiu-se a si próprio e desejou edificar um mundo melhor, pelo menos um Portugal maior, mais belo e mais feliz.
Se, por agora, insistimos sôbre a sua obra é para melhor compreender o obreiro. [...]»
Quanto a (este) Raúl Leal, não se trata do Henoch. «Note-se, desde já, que dois autores portugueses assinavam as suas obras com o nome Raul Leal» – alerta-nos Aníbal Fernandes na reedição de Sodoma Divinizada (Hiena Editora, Lisboa, 1989) –. «Além [do] colaborador de Orpheu, [...] o outro [...] é nortenho e doutorado em Economia pela Universidade de Paris.»

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Flores


JOSÉ DURO

Portalegre, 1944
Editor Silvino Henrique da Silva
3.ª edição
16,4 cm x 10,7 cm
36 págs.
acabamento com um ponto de arame
exemplar estimado, ligeiras manchas na capa; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ary dos Santos [manuscrito inédito]



JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

s.l., s.d. [circa 1960]
manuscrito inédito não assinado (caligrafia comprovada)
18,8 cm x 12,2 cm
redigido a tinta de esferográfica na contracapa de um exemplar da 8.ª edição (Julho de 1960) de Fel de José Duro
exemplar em bom estado de conservação
PEÇA ÚNICA DE COLECÇÃO
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Soneto de inaudita repulsa pelo almirante Américo Tomás, não figura em nenhuma das suas obras literárias impressas, e, certamente – dado o conteúdo –, também nunca terá sido publicado em qualquer periódico.
Transcrição diplomática:

Um riso alvar
Um franzir de sobrancelhas
um boné a desabar
que cai sobre as orelhas

[Num gesto sempre igual] [cortado]

olhos no dono postos
ou no chão para ver os pés
Homem triste e sem gostos
e sem o vigor do português

Palhaço fardado d’almirante
marinheiro que nunca andou no mar
Sabujo, lacaio que é capaz

de se curvar e envilecer perante
o seu dono – Salazar
Um só existe: – o Tomaz.

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sábado, janeiro 19, 2019

Peregrinação Interior


ANTÓNIO ALÇADA BAPTISTA

Lisboa, 1971 e 1982 [aliás, 1983]
Moraes Editores | Edições Uranus
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
20,1 cm x 14,5 cm
312 págs. + 528 págs.
subtítulos: Quadros da vida quotidiana numa sociedade em vias de desenvolvimento: vol. I – Reflexões sobre Deus ou Fragmentos do memorial do combate que Jacob Alçada Baptista vem travando com o anjo que lhe foi atribuído; vol. II – O anjo da esperança ou Reflexões sobre algumas evidências do mundo e alguns esconderijos da alma
exemplares estimados; miolo limpo*
VALORIZADOS PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR NO VOL. II
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Memórias de António Alçada Baptista (1927-2008), intelectual católico progressista, fundador da revista O Tempo e o Modo e seu editor entre 1963 e 1969, periódico que patenteava um pensamento alternativo à Seara Nova e à Vértice. A partir de 1971 será assessor cultural do ministro, de má memória, Veiga Simão, cargo que exerce até o poder cair na rua em Abril de 1974. Os vencedores da contra-revolução do 25 de Novembro não se esquecerão dele, tendo-lhe sido atribuída a Ordem Militar de Cristo durante a governação de Ramalho Eanes. Mário Soares reforçará essa gratidão estatal, condecorando-o, em 1995, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante.

* O volume II apresenta inúmeras emendas a lápis, fazendo-nos crer tratar-se de exemplar preparado para eventual reimpressão.

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Uma Mão Cheia de Nada Outra de Coisa Nenhuma


IRENE LISBOA
capa e ilust. Pitum Keil do Amaral

Porto, 1973
Livraria Figueirinhas
1.ª edição
18 cm x 12,8 cm
204 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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IRENE LISBOA

Lisboa, s.d. [1956]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,1 cm x 12,6 cm
208 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA AO ESCRITOR JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
50,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Escritora de confidência de uma dor dilacerante, num olhar minuciosamente atento e crítico ao viver pequeno-burguês. A sua arte irá contaminar a melhor poesia de José Gomes Ferreira.

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Queres Ouvir? Eu Conto


IRENE LISBOA
capa e desenhos de Figueiredo Sobral

Lisboa, 1958
Portugália Editora
1.ª edição
17,9 cm x 13 cm
168 págs.
composto manualmente na desaparecida Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco em Lisboa
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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O Pouco e o Muito


IRENE LISBOA

Lisboa, s.d. [1956]
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
292 págs.
subtítulo: Crónica Urbana
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Irene do Céu Vieira Lisboa (ou Manuel Soares, ou João Falco) exprimiu o seu invulgar isolamento, o seu abandono, num tom literário ímpar, mesmo num contexto português de amesquinhamento da escrita feminina. Jacinto do Prado Coelho sublinha este aspecto no Dicionário de Literatura (Figueirinhas, Porto, 1976): «[...] a propósito dos seus livros, diz-se que tudo o que produziu reage a uma desolada situação de mulher alta e livre num mundo atrasado meio pequeno-burguês, conseguindo vencer a solidão, graças a uma convivência aberta à gente simples da rua, da escada de serviço, com quem se integra no seu próprio linguajar [...]».

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13 Contarelos



IRENE [LISBOA]
ilust. Ilda

Lisboa, s.d. [1926]
Livraria Sá da Costa
1.ª edição
16,5 cm x 11,9 cm
10 págs. + 178 págs.
capa impressa a duas cores sobre papel Kraft
encadernação recente inteira em tela com rótulo gravado a ouro colado na pasta anterior
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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13 Contarelos


IRENE [LISBOA]
ilust. Ilda

Lisboa, s.d. [1926]
Livraria Sá da Costa
1.ª edição
16,2 cm x 11,7 cm
10 págs. + 178 págs.
capa impressa a duas cores sobre papel Kraft
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Primeira obra literária de Irene Lisboa.

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Apontamentos

IRENE LISBOA

Lisboa, 1943
[ed. Autora ?]
Gráfica Lisbonense
1.ª edição
19,3 cm x 13,1 cm
288 págs.
capa impressa sobre cartolina marmoreada
exemplar manuseado mas muito aceitável, miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Livro de reflexão acerca de tudo e de nada, em que o exercício intelectual da própria escrita é constantemente interrogado nos seus meios e fins.

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Título Qualquer Serve


IRENE LISBOA

Lisboa, 1958
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
276 págs.
subtítulo: Para novelas e noveletas
exemplar estimado, capa suja e acidulada; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Crónicas da Serra


IRENE LISBOA
capa de Alice Jorge

Lisboa, s.d. [1958, conf. Isabel Allegro de Magalhães, in Colóquio / Letras, n.º 131]
Livraria Bertrand, S. A. R. L.
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
232 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com pequena falha de papel no bordo inferior da lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Das notas de badana, assim caracteriza Mário Dionísio essa escritora, que foi Irene do Céu Vieira Lisboa:
«Todo esse mundo de gente anónima que ela soube ver, não de fora nem de dentro, mas lado a lado, todo “o cansaço e a pobreza disto de viver” que ela deixou vivo em centos de páginas revelam a elaboração secreta e paciente duma técnica em que mais e mais atentaremos. A força da construção sob a desordem aparente, como o profundo amor sob o azedume da superfície, é que lhe deram o lugar inconfundível – e insubstituível – que para sempre cabe na nossa literatura.»

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Modernas Tendências da Educação



IRENE LISBOA
ilustrações de Ilda Moreira

Lisboa, 1942
Edições Cosmos
1.ª edição
18,9 cm x 13 cm
116 págs.
ilustrado no corpo do texto
composto manualmente em Elzevir
cartonagem editorial, com folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Da Introdução da autora:
«[...] Os próprios jornais e as pessoas ilustradas apenas se preocupam com o analfabetismo, como se aí estivesse a mola de tôda a educação.
Não é, porém, de analfabetismo que aqui vamos tratar. A ler, tôda a escola hoje ensina, em mais ou menos tempo. Qualquer criança que cumpra o quatriénio das nossas escolas primárias fica apta a percorrer um jornal e a escrever uma carta. Não é, portanto, contra o analfabetismo que iremos travar peleja. Não é êsse o único benefício (o de o debelar) que os verdadeiros pedagogos atribuem à escola, ao seu espírito e à sua função. Consideram-na capaz de ajudar à educação integral da criança: de lhe fornecer meios de a desenvolver em todos os sentidos, mentalmente, física e moralmente.
O intuito dêste livrinho é, pois, o de apresentar uma porção de quadros de escolas em que as crianças são postas em condições de aprender muita coisa alegremente e com actividade. Descrever-se-á nêle a vida de algumas escolas novas, dando-se o relêvo preciso aos fins que elas teem em vista. [...]»

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sexta-feira, janeiro 18, 2019

Cancioneiro Popular Português


MICHEL GIACOMETTI
colab. Fernando Lopes-Graça
ilust. Manuel Rosa e Hipólito Clemente
fotografias de Adriano Serqueira, Leonor Lains e Michel Giacometti

Lisboa, 1981
Círculo de Leitores
1.ª edição
27,7 cm x 20,5 cm
352 págs.
profusamente ilustrado com desenhos e reproduções fotográficas a preto e a cor
encadernação editorial em tela gravada a ouro na lombada, sobrecapa polícroma
exemplar em bom estado de conservação, discreto restauro no verso da sobrecapa; miolo irrepreensível
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de badana:
«[...] Toda a extraordinária diversidade da música popular portuguesa – parte viva e importante do nosso património cultural – está patente neste notável livro que constitui o resultado de dois anos de intenso trabalho do investigador Michel Giacometti, o qual, ao longo de mais de duas décadas, tem vindo a percorrer o nosso País, de Norte a Sul, até às localidades mais remotas e esquecidas, recolhendo, criteriosa e pacientemente, as autênticas expressões musicais do nosso povo.
Muito mais do que uma mera colectânea de textos e notações musicais [cerca de 7.000 espécimes musicais], esta belíssima obra é um verdadeiro itinerário pelo mundo da música popular portuguesa, um estudo acessível, completo e documentado sobre um tema riquíssimo e sempre actual. [...]»

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quinta-feira, janeiro 17, 2019

Soror Marianna – Estudo Sobre a Religiosa Portugueza


ASDRUBAL D’AGUIAR

Lisboa, 1924
Em Casa de Correia L.da / Portugalia L.da
1.ª edição
19,5 cm x 13,5 cm
228 págs. + 4 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
ostenta no frontispício o carimbo de posse de Agostinho Fortes
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Lettres Portugaises





[MARIANA ALCOFORADO]

Lisboa, 1962
Editora Ulisseia
s.i.
15,2 cm x 11 cm
104 págs.
ilustrado
encadernação editorial inteira em sintético com gravação a violeta na pasta anterior e na lombada
impresso sobre papel superior creme
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
tiragem única limitada a 400 exemplares numerados fora do mercado
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição destinada somente a ofertas natalícias no círculo de leitores das colecções na Ulisseia, na altura ainda dirigida por Figueiredo Magalhães.

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Lettres Portugaises



[MARIANA ALCOFORADO]

Lisboa, 1962
Editora Ulisseia
s.i.
15,2 cm x 11 cm
104 págs.
ilustrado
encadernação editorial inteira em sintético com gravação a violeta na pasta anterior e na lombada
impresso sobre papel superior creme
exemplar bom estado de conservação; miolo limpo
tiragem única limitada a 400 exemplares numerados fora do mercado
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DO POETA SURREALISTA ANTÓNIO JOSÉ FORTE
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, janeiro 15, 2019

A Face Sangrenta




VERGÍLIO FERREIRA
ilust. Lima de Freitas

Lisboa, 1953
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
23,5 cm x 17,1 cm
80 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
composto manualmente em elzevir na Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco em Lisboa e impresso a azul sobre papel tipo “manteigueiro”
encadernação modesta inteira sintético gravada a ouro na lombada
conserva as capas de brochura
exemplar estimado, capas aciduladas; miolo limpo
é o n.º 430 de uma tiragem declarada de apenas 500 exemplares assinados pelo escritor e que incluem a reprodução de cinco desenhos do pintor Lima de Freitas
PEÇA DE COLECÇÃO
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da primeira colectânea de contos do romancista Vergílio Ferreira (1916-1996), fazendo a ponte entre o neo-realismo inicial na sua obra e uma escrita de reflexão existencialista, que ocupará o seu espírito até ao fim da vida.

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Carta ao Futuro


VERGÍLIO FERREIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1966
Portugália Editora
2.ª edição
19,1 cm x 14 cm
104 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana, acerca deste ensaio-manifesto:
«[...] Se é fácil determinar as linhas gerais da obra de Vergílio Ferreira, é-o particularmente [...] através de Carta ao Futuro, no que se refere aos problemas evidenciados nas suas obras de ficção, exemplificando-se assim a afirmação de Camus segundo a qual todo o artista exprime ùnicamente “uma só coisa sob aspectos diferentes”.»

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Aparição [junto com] 25 Anos de Vida Literária de Vergílio Ferreira, 1943-1968



VERGÍLIO FERREIRA
et alli
posf. inédito de Vergílio Ferreira
ilust. Júlio Resende
grafismo de Armando Alves

Lisboa / Porto, 1968
Portugália Editora / Editorial Inova
1.ª edição comemorativa
2 volumes (completo) acondicionados em caixa editorial
27,5 cm x 20 cm
[248 págs. + 12 folhas em extra-texto] + 52 págs.
profusamente ilustrados
ambos impressos sobre papel superior
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 610 da tiragem comum declarada de 1.000 exemplares
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Magnífica edição comemorativa dos vinte e cinco anos de exercício criativo do romancista, mas também reconhecido professor liceal. Duas editoras juntam-se satisfazendo a justa homenagem com a reedição ilustrada do romance de Vergílio Ferreira que, aos neo-realistas empedernidos de então (1959), mais custou aceitar. Não sendo propriamente o seu romance da viragem estética, é sem dúvida a sua primeira obra-prima... Para Sempre, em 1983, virá a ser a outra.
A vertente edição, os editores, para além do bom gosto da paleta de Resende, complementaram-na com uma brochura que reúne alguma efémera, como seja artigos de opinião, fotos, reprodução de manuscritos, aforismos, etc.

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Aparição


VERGÍLIO FERREIRA
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1960 (Junho)
Portugália Editora
2.ª edição
19,3 cm x 13 cm
292 págs.
exemplar muito estimado
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo João Gaspar Simões, em palavras suas que o editor puxou para a badana, este romance é um caso «[...] tão extraordinário que vale a pena compará-lo com o desse outro romance a que a nossa literatura deve a implantação do realismo em Portugal. De facto, na minha opinião, a “réussite” de Vergílio Ferreira só é comparável com a de Eça de Queirós ao escrever a primeira versão de O Crime do Padre Amaro
Do livro, uma passagem:
«[...] Acendo um cigarro, fico-me a olhar o incêndio. Lembra-me imagens da guerra, de cidades bombardeadas. Alguém deve ir pegando o fogo por sectores, estabelecendo linhas de chamas que o vento vai impelindo. O campo arde vastamente, como numa destruição universal. Quase ouço o crepitar das chamas como o fervor final de uma inundação. Sinto-me só e nu, escapado ao desastre. Mas esta nudez que eu algum dia julguei possivelmente coberta pela compreensão dos outros, esta redução extrema às minhas raízes, esta solidão inicial de quem não pode esquecer a sua pobre condição é o sinal humilde e amigo de que à vida que me deram a não repudiei, de que cuidei dela, a não perdi, a levo comigo nesta viagem breve, a aceito ao meu olhar de fraternidade e perdão... A noite avança, a minha cidade arde sempre. Vou fundar outra noutro lado. Mas não sabia eu que ela devia arder? Acaso será possível construir uma cidade como a imagino, a Cidade do Homem? Acaso não dura ela em mim, no meu sonho, apenas porque a penso sem consequências, a imagino, a não vivo, lhe não exijo responsabilidades? Não o sei, não o sei...»

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Mudança


VERGÍLIO FERREIRA
capa de V. [Victor] Palla

Lisboa, 1958
Editora Arcádia Limitada
2.ª edição
18,1 cm x 11 cm
184 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
é o n.º 3.025 de uma tiragem controlada pela Sociedade Portuguesa de Escritores
VALORIZADO PELA ASSINATURA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] em 1948, publica Mudança, livro influenciado pelo existencialismo e que corta com o neo-realismo dos romances anteriores.
[...] Com Mudança, Vergílio Ferreira introduz uma interrogação de tipo existencialista sobre a possibilidade de justificar uma vida humana que se passa no tempo, sob o signo da Mudança. É a grande angústia de encontrar um valor permanente em torno do qual seja possível organizar a vida [...].» (Helder Godinho / Serafim Ferreira, Vergílio Ferreira – Fotobiografia, LB – Bertrand Editora, Lisboa, 1993)

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segunda-feira, janeiro 14, 2019

Sal Azar? | Sol! Az!! Ar!!!



P. [PAULO D’] CANTOS

s.l., s.d. [circa 1961]
Edição do Autor
1.ª edição [única]
17,2 cm x 12,5 cm
2 x [VIII págs. + 64 págs.]
profusamente ilustrado, com dupla-capa
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do autor
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Paulo José de Cantos (1892-1979)* foi autor de considerável obra “literária” escrita num género classificável entre o charadístico de almanaque, os jogos pedagógicos e as generalidades da sabedoria popular. É, porém, a sua concepção gráfica única – de uma modernidade entre o surrealismo e a Bauhaus – que torna inesquecíveis todo e cada qual dos seus livrinhos, de reduzidas tiragens, exemplos de uma Arte Negra hoje entregue às mãos de dactilógrafas analfabetas e de fotocopiadoras muito-muito digitais.
O vertente livro toma Salazar como alvo... e que, obviamente, impediu a sua circulação.

* Todas as informações icono-bio-bibliográficas hoje disponíveis acerca do Autor (e são, finalmente, muitas!) devem-se ao paciente trabalho de investigação levado a cabo por uma equipa encabeçada por António Silveira Gomes, que nos legou a importante obra O Livr-o-mem – Paulo d’ Cantos n’ Palma d’ Mão (aa.vv., Edição Barbara Says..., Lisboa, 2013).

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Matemática Alegre


PAULO CANTOS

s.l. [Porto], s.d.
[ed. autor]
1.ª edição
19,3 cm x 12,4 cm
248 págs.
ilustrado
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
120,00 eur (IVA e portes incluídos)


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