sexta-feira, abril 24, 2026

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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


Aqui Emissora da Liberdade [junto com] E Depois do Adeus



MATOS MAIA
PAULO DE CARVALHO

Lisboa | Porto, 1975 e 1974
Rádio Clube Português | Orfeu – Arnaldo Trindade & C.ª, Lda.
1.ª edição (ambos)
[208 mm x 144 mm] + Ø 180 mm
[222 págs. + 71 folhas em extra-texto] + 1 vinil
subtítulo: Rádio Clube Português 04.26 – 25 de Abril de 1974
livro profusamente ilustrado
exemplares estimados; miolo limpo, vinil sem defeitos
PEÇA DE COLECÇÃO
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Matos Maia, que foi durante décadas a ama-seca de um público imbecilizado pelo programa Quando o Telefone Toca, é aqui o excelente redactor da crónica de uma noite que nunca mais voltará. Assim: «[...] Foi a partir das 4 e 26 que o país começou a entender que algo de muito importante para a vida da nação e de todos os portugueses, estava a acontecer. [...]» E o que estava a acontecer – a subversão militar – permitiu momentaneamente ao anónimo homem-da-rua tornar-se por escassos meses sujeito, e não objecto, da História. A canção do disco (com letra de José Niza e música de José Calvário) foi a senha difundida na rádio dando sinal, aos conjurados, por todo o país, para o arranque da jornada de luta.
Incontornáveis documentos para a compreensão dos primeiros momentos nessa viragem histórica.

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Cantar de Novo [junto com] Grândola, Vila Morena


 

[ZECA] JOSÉ AFONSO
pref. António Cabral (livro)
capas de Camilo Mourão (livro) e Patrick Ulmann (vinil)

Tomar | Porto – Lisboa, 1971 e s.d.
Nova Realidade | Orfeu – Arnaldo Trindade & C.ª, Lda.
2.ª edição (ambos)
[179 mm x 111 mm] + Ø 180 mm
112 págs. + 1 vinil
exemplares muito estimados; miolo limpo, vinil sem defeitos
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Introdução de António Cabral:
«[...] Por vezes José Afonso não escreve para que o percebam imediatamente: escreve simplesmente, ao embalo da sugestão musical. As palavras aparecem-lhe sem saber como, talhadas para o espaço que vão ocupar no tempo da canção. Estão ali e falam a linguagem sortílega da música – como nas cantigas de amigo, como nos cantos populares de todos os tempos. [...]
Ouçamos o cantor-poeta numa entrevista ao “Comércio do Funchal” (1/6/69): “Se a canção de protesto pretende directa e concretamente atingir uma dada estrutura político-social num dado momento histórico, com referência a factos, indivíduos e lugares, então eu não sou um cantor de protesto. De resto as minhas canções são predominantemente líricas. Mas elas pretendem opor-se (quer as líricas, quer as intencionais) a padrões de vida, gostos e predilecções, vigentes entre nós”. [...]»

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José Afonso


aa.vv.
org. e pref. José Viale Moutinho
capa de Sousa Pereira s/ fotog. de Viseu Caldeira

Porto, 1972
Livraria Paisagem
1.ª edição
200 mm x 124 mm
128 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de notas críticas e de textos de apoio à edição dalguns discos de Zeca Afonso, em que avultam os nomes de Urbano Tavares Rodrigues, Fernando Assis Pacheco, Bernardo Santareno, António Cabral, etc. O compilador, José Viale Moutinho, completa o volume acrescentando-lhe uma longa antologia de poemas para as canções e uma dezena de inéditos. Daqui, o poema «Fui à Beira do Mar» (que veio, posteriormente, a surgir cantado no disco Eu Vou Ser Como a Toupeira, tendo sido substituído o termo «arfar» por «lavrar»):

«Fui à beira do mar
Ver o que lá havia
Ouvi alguém cantar
Que ao longe me dizia

Ó cantador alegre
Que é da tua alegria
Tens tanto para andar
E a noite está tão fria

Desde então a arfar
No meu peito a alegria
Ouço alguém a bradar
Aproveita que é dia

Sentei-me a descansar
Enquanto amanhecia
Entre o céu e o mar
Uma proa rompia

Desde então a bater
No meu peito em segredo
Sinto uma voz dizer
Teima, teima sem medo»

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Os Anos da Guerra, 1961-1975




JOÃO DE MELO
[com o jornalista JOAQUIM VIEIRA]

capa e arranjo gráfico de José Teófilo Duarte

Lisboa, 1988
Círculo de Leitores
1.ª edição
2 vols. (completo)
286 mm x 220 mm (álbuns)
224 págs. + 280 págs.
subtítulo: Os Portugueses em África – Crónica, Ficção e História
profusamente ilustrado
encadernação editorial com sobrecapas
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da mais correcta abordagem daquilo que teria que conduzir, inevitavelmente, à revolta militar em 25 de Abril de 1974: a guerra colonial. Impressionante conjunto de documentação fotográfica explicita aquilo que, por vezes, as palavras não conseguem exprimir: o horror. E qual será o cúmulo do horror?...: Os velhos obrigarem os novos ir morrer à guerra.

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Guerra Colonial

 

RENATO MONTEIRO
LUÍS FARINHA
pref. João de Melo
grafismo de José Teófilo Duarte


Lisboa, 1990
Círculo de Leitores, Lda. | Publicações Dom Quixote, Lda.
1.ª edição
290 mm x 218 mm (álbum)
308 págs.
subtítulo: Fotobiografia
profusamente ilustrado
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar em muito estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Catalabanza, Quilolo e Volta


FERNANDO ASSIS PACHECO
capa de Júlio

Coimbra, 1976
Centelha
[1.ª edição]
180 mm x 117 mm
78 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se, de facto, da actualização aumentada do livro Câu Kiên: um Resumo, que havia saído em edição do Autor durante a vigência da ditadura (1972), o que o fez optar então por topónimos que remetiam a acção algures para a Indochina, onde uma outra guerra colonial igualmente bárbara e sem escrúpulos se desenrolava. A linguagem, essa, qualquer seja a versão que leiamos, é acusatória e desesperada. Um exemplo, o poema «O Garrote»:

«Ribeiras limpas acudi-me.
Vou ficar vivo encostado
a esta memória de trampa.
Os meus olhos já foram brilhantes.
Sei fazer alguns versos mas nem sempre.
Eu narrador me confesso.
A guerra lixou tudo.

É curioso como se bebia
água podre.
Não falando no vinho, muito.
Durante os ataques doía-me um joelho.
Estou pronto, pensei.
Ninguém me conhece.
Os ratos são felizes.

Vocês não sabem como se perde a tusa.
De resto não serve para nada.
A melhor noite que eu tive
em Nambuangongo foi com uma garrafa de whisky.
Sei fazer versos mas doem.
Ninguém me conhecia dentro do arame.
[...]
Suponho que a violência tem os dias contados.
Se não é assim é parecido.
Eu vi-os sair do quartel
com as alpergatas nas últimas.
Vai ali o Ocidente, escrevi.
Vai beber água podre.

E depois há um que pisa uma armadilha.
Houve um que pisou uma armadilha!
Sei fazer versos. Ou seja: nada.
O coto em sangue.
Neste ponto o narrador sofreia a imaginação.
Ninguém disse que me conhecia.
Conheço um rato, está em cima duma viga.
Serve para a gente olhar.»

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Praça da Canção


MANUEL ALEGRE
prefácio de Mário Sacramento


Lisboa, s.d. [1967 ou 1968]
Editora Ulisseia
2.ª edição
182 mm x 100 mm
160 págs.
orientação gráfica do pintor Espiga Pinto
sobrecapa em papel de alcatrão
é o n.º 18 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio
exemplar em muito bom estado de conservação
assinatura de posse na pág. 3
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Já a edição princeps havia sido apreendida, em 1965, pelas polícias da ditadura [ver Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa, 2005], o que igualmente sucedeu com esta. Alguns dos poemas que aqui figuram foram realmente musicados e cantados como peças de resistência de gerações obrigadas ou a desertar da guerra colonial, ou a partir somente em alternativa à miséria e ao analfabetismo em que o governo da ditadura os mantinha.
O prefácio do ensaísta Mário Sacramento, reiterando um seu artigo de 1965 na revista Vértice, coloca o poeta na linha da frente de um neo-realismo invulgar, um neo-realismo de apelo à acção.

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Poesias e Cartas

 

JOSÉ BAÇÃO LEAL
pref. Urbano Tavares Rodrigues


Lisboa, 1971
s.i. [ed. amigos e familiares do autor, póstuma]
2.ª edição
207 mm x 149 mm
160 págs. + 1 folha em extra-texto (retrato do autor)
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO MÉDICO JOÃO BAÇÃO LEAL, PAI DO AUTOR
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da sinopse do filme Poeticamente Exausto, Verticalmente Só (frase retirada de uma das suas cartas), realizado por Luísa Marinho em sua homenagem:
«[...] José Bação Leal, um jovem e promissor poeta, falecido em Moçambique durante a guerra colonial, com apenas 23 anos. Com uma sensibilidade à flor da pele e uma consciência política rara naqueles tempos, marcou fortemente as pessoas com quem conviveu. Após a sua morte, os amigos juntaram-se para editar, em forma de homenagem, os seus poemas e cartas. Em 1971 o seu pai reedita-o desta vez com grande impacto no meio literário e intelectual. Será, nesse ano, o livro mais vendido na Feira do Livro de Lisboa, antes de ser apreendido pela PIDE. [...]»
Cabe acrescentar que o seu testemunho – não propriamente poético – se insere numa linhagem com nomes como Fernando Assis Pacheco e Nuno Guimarães.

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Ao Serviço de Portugal


ANTÓNIO DE SPÍNOLA
capa de José Antunes

Lisboa, 1976
Ática, S.A.R.L. / Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
219 mm x 147 mm
472 págs.
exemplar estimado, capa um pouco suja; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O volume abrange o período em que Spínola foi Presidente da República e, finalmente, tudo quanto ele foi dizendo em entrevistas, por esse mundo fora, após a sua fuga de Portugal. Pode colher-se lição histórica no seguinte parágrafo de Luís Nuno Rodrigues («António de Spínola no exílio: a estadia no Brasil», Scielo [pág. electrónica], Brasil, 2014):
«[...] O clima de crescente tensão conheceu vários momentos decisivos que culminaram na demissão de António de Spínola do cargo de Presidente da República, a 30 de setembro de 1974. A sua renúncia, porém, não implicou o afastamento da vida política e militar portuguesa. Nos meses que se seguiram, o general manteve intensos contatos com personalidades políticas e militares, procurando manter em aberto duas possibilidades para o seu regresso à ribalta: por um lado, uma via legalista, pela qual tentava posicionar-se como um eventual candidato à Presidência da República, apoiado pelos partidos à direita do Partido Comunista Português; por outro, uma via “golpista”, com aposta nos apoios que conseguia ainda concitar no interior das Forças Armadas. Gradualmente, porém, Spínola mostrou-se descrente da estratégia legalista, aproximando-se, pelo contrário, dos sectores mais radicais que defendiam o recurso ao golpe de Estado para inverter a situação política em Portugal e que apostavam na figura do general para a liderança desse processo. Na noite de 10 para 11 de março de 1975, Spínola deslocou-se para a Base Aérea de Tancos, a partir da qual foi posto em marcha um golpe de Estado militar. Como é sabido, porém, a operação resultou num rotundo fracasso, e o “11 de março” contou com a oposição pronta das unidades militares e das forças políticas e sociais que se obstavam a Spínola. Este se viu obrigado a fugir de helicóptero para a Espanha, onde se refugiou durante alguns dias, e depois seguiu para o Brasil. [...]»

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Portugal e o Futuro


ANTÓNIO DE SPÍNOLA

Lisboa, Fevereiro de 1974
Editora Arcádia, S.A.R.L.
1.ª edição
230 mm x 160 mm
248 págs.
subtítulo: Análise da Conjuntura Nacional
exemplar estimado, contracapa um pouco suja; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Portugal e o Futuro esteve na raiz dos desenvolvimentos militares do 25 de Abril, que vieram, depois, possibilitar uns certos avanços revolucionários à população comum, tenha ou não estado este povo sob a alçada dalgum enquadramento político-partidário.
Pode ler-se uma passagem concisa do texto de Maria Inácia Rezola, acerca do vertente livro, na obra colectiva Os Anos de Salazar – Nasce o MFA (Planeta DeAgostini, vol. 29, s.l., 2008):
«[...] Num momento em que era visível o cansaço e desgaste provocados pela guerra, a obra [Portugal e o Futuro] propõe uma solução para a “crise que enfrentamos”: o “rápido restabelecimento da paz”, porque “a vitória exclusivamente militar é inviável”. [...] pretender “ganhar uma guerra subversiva através de uma solução militar é aceitar, de antemão, a derrota”.
[...] se Portugal e o Futuro era uma derradeira tentativa para encontrar uma saída para a questão ultramarina mantendo o regime, a verdade é que acabará por acelerar a morte deste último, num processo que ultrapassa as próprias intenções do seu autor. [...]»

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Amargas Verdades Agrárias



JOSÉ REBELO RAPOSO

Lisboa, 1962
s.e. [ed. autor]
1.ª edição
212 mm x 144 mm
88 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Grandes Derivas da História Contemporânea

 

MANUEL ANTUNES
capa de Zagalé

Lisboa, 1972
Edições Brotéria
1.ª edição
213 mm x 153 mm
320 págs.
subtítulo: Logos e praxis
exemplar estimado; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Itinerario Sentimental de los Portugueses en Sevilla


ANTONIO DE CÉRTIMA
trad. José Andrés Vazquez


Lisboa, 1944
Ediciones SPN [Secretariado da Propaganda Nacional]
1.ª edição
texto em castelhano
186 mm x 126 mm
80 págs.
ilustrado
elegantemente impresso a duas cores directas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Conversas com Jean Piaget


[JEAN-CLAUDE BRINGUIER]
trad. Luís Soczka
pref. Jorge Correia Jesuíno
capa de José Cândido


Amadora, 1978
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
201 mm x 150 mm
232 págs. + 4 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Como Trabalhar em Madeira


EDMUNDO RODRIGUES

Rio de Janeiro, 1963
Edições de Ouro
[1.ª edição]
160 mm x 106 mm
176 págs.
subtítulo: Esculpir – Entalhar
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Becket ou a Honra de Deus

 


JEAN ANOUILH
trad. Fernando Midões
capa de António Charrua
*

Lisboa, 1962
Editorial Presença
1.ª edição
190 mm x 124 mm
216 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

* O vertente exemplar ostenta uma sobrecapa alusiva à versão cinematográfica da peça, em 1964, onde podem ser vistos os “cavaleiros” Peter O’Toole e Richard Burton sob a direcção do realizador Peter Glenville.

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segunda-feira, abril 20, 2026

Sebastião Rodrigues: Designer [catálogo]


aa.vv.
grafismo de Robin Fior

Lisboa, 1995
Fundação Calouste Gulbenkian
1.ª edição [única]
282 mm x 252 mm
280 págs.
profusamente ilustrado a cor
exemplar muito estimado, plastificação defeituosa na contracapa; miolo irrepreensível
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Artista gráfico de grande prestígio, criador de muitas das capas emblemáticas do seu tempo (concebidas com a precisão de autênticos logótipos), mas também de planos de página ainda hoje de uma limpidez e de uma eficácia mediática insuperáveis, admirado quer por aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo em vida, e algo com ele aprender, quer por quem apenas vê hoje o resultado do seu bom gosto, Sebastião Rodrigues (1929-1997) tem no vertente catálogo a generosa e justa homenagem dalguns companheiros e do seu principal empregador, que foi a Fundação Calouste Gulbenkian. Dos nomes que selam aqui a sua reputação, sublinhem-se: José Cardoso Pires, o arquitecto Sena da Silva, Henrique Cayatte, Pilo da Silva, etc. Sublinhe-se também a altíssima qualidade gráfica que o seu amigo Robin Fior pôs na execução da vertente homenagem.

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Feira de Cantigas

 

DENÍS DE RIBA-DOURO [pseud.]
pref. Júlio Dantas

s.l. [Lisboa], 1932
s.e. [ed. autora]
1.ª edição
182 mm x 130 mm
128 págs.
miolo impresso sobre papel avergoado, capa impressa sobre papel vegetal
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris do histórico livreiro-antiquário João Lopes Holtreman
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo, talvez da pintora Ilda Correia Leite, talvez da escritora Maria Lamas… Duas informações contraditórias são-nos dadas, ambas, pela Biblioteca Nacional: a PORBASE - Base Nacional de Dados Bibliográficos aponta largamente para a pintora; todavia, o Dicionário de Pseudónimos e Iniciais de Escritores Portugueses, de Adriano da Guerra Andrade, editado pela mesma dita instituição, indica Maria Lamas como sendo a enigmática Riba-Douro (pág. 373, BN, Lisboa 1999).

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Eu, os Politicos e a Nação



CUNHA LEAL

Lisboa, s.d. [1926]
Portugal-Brasil, Sociedade Editora Arthur Brandão & C.ª
1.ª edição
191 mm x 122 mm
XLIV págs. + 340 págs.
exemplar estimado, lombada frágil; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Memórias. A longa marcha, que vai da trágica entrada de Portugal na Guerra de 1914-1918 até ao momento que o Exército mais abertamente se mete na política a 28 de Maio de 1926, passando pelos grandes acontecimentos da época, como os assassinatos de 19 de Outubro de 1921, ou o caso do Banco Angola e Metrópole, são aqui contextualizados por um seu actor de proscénio.

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Os Desertores


AUGUSTO ABELAIRA

s.l. [Amadora], s.d. [1960]
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
191 mm x 125 mm
228 págs.
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo António José Saraiva / Óscar Lopes (História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, 1989), referindo-se precisamente tanto a este segundo livro do autor como ao que o antecedera:
«Augusto Abelaira [...] soube surpreender admiravelmente as vicissitudes de graça e frustração ou debandada na sua jovem geração intelectual [...].»

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Os Desertores


AUGUSTO ABELAIRA
capa de José Cândido

s.l. [Amadora], s.d. [1968]
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
2.ª edição
190 mm x 125 mm
236 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no canto inferior direito abaixo da dedicatória
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Um Fernando Pessoa e Antologia de Releitura


AGOSTINHO DA SILVA

Lisboa, 1959
Guimarães Editores
1.ª edição
193 mm x 124 mm
196 págs.
capa impressa a três cores e relevo seco
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ensaio psicológico da obra poética de Pessoa, passando-a em revista numa antologia temática que ilustra a tese de abordagem do filósofo Agostinho da Silva. É de interessantíssima leitura, por mostrar como ortónimo e heterónimos, quer nos escritos quer nas suas biografias ficcionais, se influenciam e determinam mutuamente. Daí a referida antologia não seguir a divisão por “autores”, patenteando assim a solidariedade do diverso no uno de preocupações desse Autor, que foi Fernando Pessoa.

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Louis de Camões



RAMALHO ORTIGÃO
trad. F. F. Steenackers

Lisboa, 1880
Mattos Moreira & Cie., Imprimeurs-Editeurs
1.ª edição
175 mm x 125 mm
152 págs.
subtítulo: La Renaissance et les Lusiades
impresso sobre papel superior
exemplar estimado, com falhas de papel na capa; miolo limpo, restauro nas págs. 89-90
50,00 eur (IVA e portes incluídos )

Do Diccionario Bibliographico Portuguez (Inocêncio Francisco da Silva / Brito Aranha, tomo XV, Imprensa Nacional, Lisboa, 1888):
«[...] Esta versão é a do prologo escripto pelo sr. Ramalho Ortigão para a edição especial dos Lusiadas feita em Lisboa por conta da directoria do gabinete portuguez de leitura, do Rio de Janeiro [...]. O traductor, sr. Steenackers, que fôra membro do parlamento francez e era homem de letras mui esclarecido, estava então em Lisboa. [...]»

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Relógio de Cuco


VIRGÍLIO MARTINHO
capa de Soares Rocha

Lisboa, 1973
Editorial Estampa, Lda.
1.ª edição [em livro]
185 mm x 132 mm
88 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Narrativa originalmente publicada em folhetim no suplemento & etc... do Jornal do Fundão. A publicação deste livro continua envolta em mistério, visto que o editor do periódico, Vitor Silva Tavares, chegou a escrever-lhe, a pedido, um longo prefácio, que ficou omisso.

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O Grande Cidadão


VIRGÍLIO MARTINHO

Lisboa, 1963
Editora Arcádia, Limitada
1.ª edição
181 mm x 106 mm
296 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA ASSINATURA DO AUTOR E PELA INCLUSÃO DA MISSIVA DO AUTOR AO DESTINATÁRIO DA OFERTA
é o exemplar n.º 632 de uma tiragem controlada pela Sociedade Portuguesa de Escritores
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«Virgílio Martinho nasceu em Lisboa em 1928 [m. 1994], mas viveu toda a sua infância pela província, onde seu pai era ferroviário. Voltou à capital, já na adolescência, e aqui estudou e completou um curso secundário, sendo actualmente desenhador técnico. Dedicando-se à literatura, publicou um pequeno volume, Festa Pública, integrado na colecção A Antologia em 1958, organizada por Mário Cesariny de Vasconcelos, o que lhe valeu o apodo de prosador surrealista. [...]
O Grande Cidadão tem um certo ar de romance de antecipação. Na cidade onde a acção se passa, as ruas, as praças, os parques, as estradas, e também os governantes, as gentes, não possuem nomes do nosso tempo, determinados, comemorativos, de homenagem, mas sim nomes espaciais, quantitativos, geométricos; e os homens que dominam a cidade, sob as ordens do Grande Cidadão, são louros, fortes, super-homens feitos em série. Mas só aparentemente este romance é de antecipação: o que se quis foi dar em forma romanesca, despersonalizando o mais possível o espaço e o tempo, o processo impiedoso e terrível de todos os regimes totalitários, actuais ou passados. E com esse processo, a história daqueles que arriscam tudo para combater “O Grande Cidadão”, que se obstinam na humanidade, nos quais subsiste a face humana capaz de amar verdadeiramente, capaz do sacrifício e da solidariedade.»
Deve sublinhar-se, de passagem, o quão devedor é este romance do 1984 de Orwell...

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Amália


VÍTOR PAVÃO DOS SANTOS

Lisboa, 1987
Contexto, editora
1.ª edição
240 mm x 167 mm
320 págs.
subtítulo: Uma Biografia
profusamente ilustrado a preto e a cor
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Escarpas do Medo

 

LUÍS CAJÃO

Lisboa, 1964
Editorial Minerva
2.ª edição («revista»)
186 mm x 128 mm
258 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Um Dia Fora do Mundo

 

LUÍS CAJÃO
capa de Edmundo Muge


Lisboa, 1956
Editorial Minerva
1.ª edição
188 mm x 129 mm
250 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, abril 19, 2026

O Drama de Gomes Leal



GOMES MONTEIRO

Lisboa, s.d. [circa 1947]
Editorial Minerva
1.ª edição
193 mm x 131 mm
296 págs. + 7 folhas em extra-texto
subtítulo: Com inéditos do poeta
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, abril 15, 2026

O Regente D. Pedro, Príncipe Europeu


MÁRIO DOMINGUES
capa de Oskar [Óscar Pinto Lobo]


Lisboa, 1964
Empresa Nacional de Publicidade – Editorial Notícias
1.ª edição
180 mm x 123 mm
160 págs.
exemplar estimado, com alguns vincos; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, abril 14, 2026

Como Nascem e Morrem os Portugueses


J. T. [JOSÉ TIMÓTEO] MONTALVÃO MACHADO

Lisboa, s.d. [1957]
Gomes & Rodrigues, L.da (deposit.)
1.ª edição
224 mm x 170 mm
608 págs.
subtítulo: Estudo demográfico
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA ASSINATURA DO AUTOR
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Casa e Ducado de Aveiro e Sua Representação Actual


J. T. [JOSÉ TIMÓTEO] MONTALVÃO MACHADO

Lisboa, 1971
s.e. [ed. autor ?]
1.ª edição
260 mm x 195 mm
88 págs. + 6 desdobráveis em extra-texto
ilustrado
exemplar como novo, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, abril 13, 2026

Feira dos Anexins


D. FRANCISCO MANUEL DE MELLO
org. e pref. Innocencio Francisco da Silva

Lisboa, 1916
Parceria de Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
2.ª edição
189 mm x 125 mm
256 págs.
cartonagem editorial com lombada em tela
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do historiador J. T. Montalvão Machado no frontispício
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Alexandre Herculano, na revista O Panorama (vol. IV, Lisboa, 1840):
«[...] a Feira dos Anexins, livro curioso, em que estão lançados methodicamente as metaphoras e locuções populares da lingua portugueza, e que seria quasi um manual para os escriptores dramaticos, principalmente do genero comico, que quizessem fazer falar as suas personagens com phrase conveniente [...].»

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sábado, abril 11, 2026

The Bob Dylan Scrapbook 1956-1966



BOB DYLAN
Robert Santelli

Nova Iorque – Londres – Toronto – Sidnei, 2005
Simon & Schuster
1.ª edição
texto em inglês
276 mm x 254 mm
64 págs. (várias delas desdobráveis e com múltiplos encartes)
profusamente ilustrado a cor
cartonagem editorial inclusa em estojo próprio
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
inclui cd áudio com 45 minutos de entrevistas concedidas ao longo dos anos
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um dos seus primeiros altos momentos nos palcos – 1965 a 1966 – onde transmitia a quem o ouvia alguns dos mais certeiros versos da sua geração, passou-o ele a ouvir vaias de uns quantos escondidos na sombra dos fundos de sala. Porque tinha electrificado poemas que eles preferiam mais no tipo balada lambida à volta de uma fogueira esquerdista pequeno-burguesa. Acabou por ser eleito Prémio Nobel da Literatura, debaixo das vaias dos filhos e dos netos dos mesmos, agora acobardados no anonimato e nas falsas identidades proporcionados pela internet.
Como o próprio Dylan disse no poema «Señor (Tales of Yankee Power)», incluído no álbum Street Legal, de 1978:
«[...] Well, the last thing I remember before I stripped and kneeled
Was that trainload of fools bogged down in a magnetic field
A gypsy with a broken flag and a flashing ring
Said, “Son, this ain’t a dream no more, it’s the real thing.” […]»

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Micropaisagem


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1968
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
180 mm x 109 mm
96 págs.
é o n.º 1 da prestigiada colecção Cadernos de Poesia
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Neste preciso livro, Carlos de Oliveira – autor ligado ao melhor do neo-realismo – elevava a sua poesia “de combate” («Não há machado que corte a raiz ao pensamento», etc.) a um nível tão duramente objectivo que não pactuava com a literatura salvífica para o povo. A via literária foi a da aproximação microscópica ao motivo, experiência que, após a poesia, com sucesso irá levar a cabo no seu último livro de prosa, Finisterra. Aliás, toda a sua obra, revista até à exaustão em sucessivas edições melhoradas, vinha caminhando para esta depuração. O neo-realismo, esse, teve que ir alhures à procura de novos “amanhãs cantantes”.

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Entre Duas Memórias


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Fernando Felgueiras
grafismo de A. Cortês Pinto

Lisboa, 1971
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
183 mm x 111 mm
80 págs.
exemplar estimado, capa manuseada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve obra-prima da poesia portuguesa.

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Sobre o Lado Esquerdo


CARLOS DE OLIVEIRA
capa e grafismo de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1969
Publicações Dom Quixote
2.ª edição
182 mm x 108 mm
72 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tratava-se, aquando da sua edição original (Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1968), do primeiro núcleo poético de Carlos de Oliveira criado após a reunião em livro de toda a sua anterior produção (Poesias – 1945-1960, Portugália Editora, Lisboa, 1962). A partir daí nada será como dantes: a finura linguística, o minimalismo discursivo já espreitavam neste mais que belo livro de charneira, preparando o terreno para o zénite da sua obra em verso: os dois livros também publicados nos Cadernos de Poesia das Publicações Dom Quixote, Micropaisagem e Entre Duas Memórias, em 1968 e 1971.

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Mar de Cristo

 

MÁRIO BEIRÃO

Lisboa, 1957
Portugália Editora
1.ª edição
212 mm x 151 mm
136 págs.
exemplar estimado, capa suja; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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