segunda-feira, junho 08, 2026

OS NOSSOS PREÇOS JÁ INCLUEM =IVA= E DESPESAS DE =ENVIO= EM PORTUGAL

quase 6.200 obras disponíveis nesta montra
é só ir clicando ao fundo da página
em
Mensagens antigas

contacto:
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]


todas as obras fotografadas correspondem aos exemplares que se encontram à venda
livros usados (salvo indicação «como novo», ou «novo»)
os nossos preços já incluem IVA à taxa em vigor e os custos de envio
todas as encomendas são enviadas em correio registado
international shipping rates
* e-business professional
pagamentos por PayPal, MB Way ou transferência bancária

* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


Ode Marítima


ÁLVARO DE CAMPOS [FERNANDO PESSOA]

Lisboa, 1959
Ática Limitada / Oficinas Gráficas da Editorial Império
3.ª edição [1.ª edição autónoma]
196 mm x 144 mm
48 págs.
capa impressa a uma cor e relevo seco
miolo impresso sobre papel avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
é o exemplar n.º 4 de uma tiragem declarada de 500 exemplares da edição comemorativa do 24.º aniversário da morte de Pessoa
valorizado pela longa dedicatória manuscrita da actriz Germana Tânger «Ao Professor Doutor Pierre Hourcade, ao seu brilhante espírito de investigador que tão fundo soube penetrar a alma complexa de Fernando Pessoa e que tanto brilho deu à comemoração do 24.º Aniversário do Poeta desta Ode [...]»
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Foi no Orpheu 2, em 1915, que esta Ode primeiro desafiou os leitores nacionais. A sua narratividade futurista, o seu verso branco livremente aberto à entrada do mítico navio na barra do Tejo, o seu atrevimento estético contra o naturalismo do século XIX acalentado até pelos republicanos então no poder, vinham dar razão de obra-prima da poesia mundial a um poema que sublinha despudoradamente o cínico triunfo da máquina tout court, e da “máquina” comercial, sobre o homem. E todavia, o seu verdadeiro autor, Pessoa, era partidário das mais retrógadas ideias políticas, as da direita monárquica e do integralismo lusitano...

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Le Petit Prince

 


ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY
ilust. do autor


s.l. [Paris], 1993
Editions Gallimard
s.i.
230 mm x 165 mm (estojo)
100 págs.
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial inteira em tela gravada a ouro, verde, amarelo, vermelho e azul em ambas as pastas, gravação a ouro na lombada, acondicionado num estojo próprio
conserva a mica original protectora
exemplar com o estojo em bom estado de conservação; miolo como novo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Platero y Yo



JUAN RAMÓN JIMÉNEZ
ilust. Fernando Marco

Madrid, 12 de Dezembro de 1914
Ediciones de «La Lectura»
1.ª edição
texto em castelhano
165 mm x 103 mm
144 págs.
profusamente ilustrado a cor no corpo do texto
encadernação inteira em pergaminho pintada à mão [assinada: aam.] sobre ambas as pastas
corte carminado à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
1.370,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Raiz (1898-1903)


ANTONIO CORRÊA D’OLIVEIRA

Coimbra, 1903
França Amado, Editor
1.ª edição
245 mm x 147 mm
236 págs.
subtítulo: Do anno de mil oitocentos noventa e oito: ao anno de mil novecentos e tres
composto manualmente e impresso sobre papel superior de linho
encadernação recente inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado, capas de brochura empoeiradas; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Job

 

ANTONIO CORRÊA D’ OLIVEIRA

Barcelos, 1932
Edição do Autor
1.ª edição
194 mm x 132 mm
192 págs.
subtítulo: Mistério em quatro visões
encadernação de amador inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de António Martins de Figueiredo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

História Maravilhosa de um Povo Maravilhoso


JOSÉ CASTELO
capa e ilust. Jayme Duarte de Almeida

Lisboa, 1958
Gomes & Rodrigues, L.da – Editores
1.ª edição
302 mm x 214 mm (álbum)
176 págs.
subtítulo: A História de Portugal contada em versos simples e às crianças
profusamente ilustrado e impresso a duas cores directas
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
inclui o estojo editorial, com restauro discreto
carimbo da assinatura do Autor na pág. 4
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Manuel Lage de Abreu Castelo foi uma figura basto conhecida nos meios radiofónicos, teatrais e humorísticos. Da rádio, ficou na memória dos ouvintes nos anos 30 do século passado o divertido programa O Senhor Doutor, assim como, na década seguinte, durante a guerra, a sua voz aos microfones da BBC. No teatro ligeiro de variedades, foi o Maria Vitória o lugar de estreia, com a opereta Fonte Santa. Como escritor, para além dalguns livros de versos e de contos alegres, colaborou largamente nos jornais Os Ridículos e Sempre Fixe.
Dão opinião acerca da vertente obra, em prólogo, entre outros, monsenhor Moreira das Neves, Mário Domingues, Leopoldo Nunes, etc.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Marcas de Contrastes e Ourives Portugueses


MANUEL GONÇALVES VIDAL
pref. Reinaldo dos Santos

Lisboa, 1958
Casa da Moeda
1.ª edição
274 mm x 192 mm
8 págs. + VIII págs. + 568 págs.
subtítulo: Desde o Século XV a  1950
profusamente ilustrado
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo irrepreensível
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel Gonçalves Vidal, que foi marcador do laboratório e contrastaria da Casa da Moeda, amplia largamente o até então único livro conhecido com a identificação e os desenhos das marcas nacionais, o de Laurindo Costa. A importância do vertente inventário, não só facilita aos profissionais a detecção de falsificações, como é incontornável para a história dessa arte.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]


A Ponte Salazar




J. CANTO MONIZ, eng.
C. SILVA LIMA, eng.
orientação artística de Frederico George, arq.
grafismo de António Garcia e Luís Filipe de Abreu
fotografias de Celestino Teixeira e Mário Novais

Lisboa, 1966
Edição do Gabinete da Ponte Sobre o Tejo / Ministério das Obras Públicas
1.ª edição [única]
306 mm x 240 mm (álbum)
4 págs. + 154 págs. + 2 págs. em extra-texto + 3 desdobráveis em extra-texto
edição luxuosa profusamente ilustrada a cores e a preto
encadernação editorial em tela gravada a ouro em ambas as pastas e na lombada, folhas-de-guarda impressas
impressão sobre couché e sobre três diferentes papéis avergoados, frontispício impresso a cinco cores e relevo seco
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

Monografia documentando as sucessivas fases da construção da referida ponte. A importância, por seu turno, do projecto gráfico deste livro é digna de menção no catálogo António Garcia, designer – Zoom in / Zoom out (Mude – Museu do Design e da Moda, Lisboa, 2010).

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Ponte Salazar



[EDUARDO DE ARANTES E OLIVEIRA]

Lisboa, 1967
Ministério das Obras Públicas
1.ª edição [única]
30 cm x 24,3 cm
138 págs. + 8 folhas em extra-texto
subtítulo: Discursos, Relatórios e Notas do Ministro
ilustrado em separado
exemplar estimado, capa manchada; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Sé-Velha de Coimbra

 

ANTÓNIO GARCIA RIBEIRO DE VASCONCELOS

Coimbra, 1930 [aliás, 1931]
Imprensa da Universidade
1.ª edição
só este volume (de 2 + 1 suplemento)
238 mm x 175 mm
492 págs. + 32 págs. em extra-texto + 2 desdobráveis em extra-texto + 4 cromos
subtítulo: Apontamentos para a sua história
ilustrado
encadernação recente inteira em imitação de pele elegantemente gravada a ouro na lombada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Escritos Militares

 

MAO TSÉ-TUNG

Pequim (República Popular da China), 1968
Edições em Línguas Estrangeiras
1.ª edição
154 mm x 110 mm
4 págs. + 720 págs. + 1 folha em extra-texto e respectivo vegetal de protecção
ilustrado com retrato do autor
encadernação editorial em plástico impresso a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Alcorão

 


MUHAMAD
trad. Bento de Castro (Constantino de Castro Lopo)

Lourenço Marques, Novembro de 1974
[ed. tradutor ?]
Oficinas Gráficas da Empresa Moderna S.A.R.L.
2.ª edição
214 cm x 148 cm
736 págs.
luxuosa encadernação inteira em pele gravada a ouro nas pastas, na lombada e nas seixas
aparado e dourado à cabeça, sem capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Nótula do tradutor:
«[...] Esta edição destina-se aos Muslins portugueses de origem árabe, e aos de origem africana, isto é: africanos, que na sua grande parte são naturais dos territórios de Moçambique, falam e escrevem a língua portuguesa usando-a no seu convívio social, nas suas relações comerciais e também nos seus próprios lares. De maneira geral os primeiros não falam o Arábico dos textos sagrados em que recitam alguns trechos que decoraram e de que não têm um sentido perfeito; estes, estão porém mais ou menos familiarizados com o texto das edições em Guzarate que é a língua dos seus pais e que falam com a mesma proficiência e desembaraço que mostram ao falar português. Quanto aos segundos, esses não estão em tão boas condições pois que não conhecem o Arábico nem o Guzarate, salvo um reduzido número que tem sido educado nas escolas e universidades estrangeiras. [...]»
Por esta passagem de texto fácil nos é deduzir quão expressiva foi a comunidade muçulmana na ex-colónia portuguesa, para justificar-se uma tradução do texto sagrado.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

The Holy Bible [miniatura]

 


Glasgow (Escócia), s.d. [1901]
David Bryce and Son
s.i.
texto em inglês
45 mm x 30 mm
876 págs. + 28 folhas em extra-texto
subtítulo: Containing the Old and New Testaments: Translated out of the Original Tongues by His Majesty’s Special Command
ilustrado
impresso sobre papel India extra-fino
encadernação editorial à maneira renascentista inteira em pele gravada a seco nas pastas e na lombada e a ouro o lettering na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da designada Bíblia da família Burns, ou «Burns Bible», porque reproduz em fac-símile uma página manuscrita pelo poeta escocês Robert Burns (1759-1796), situada no início do Novo Testamento.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Pentateuch


Londres, 1970
The General Conference of the New Church
1.ª edição («first edition in this translation»)
texto em inglês
216 mm x 139 mm
XIV págs. + 358 págs.
subtítulo: Genesis. Exodus. Leviticus. Numbers. Deuteronomy
exemplar estimado, lombada descolorida por acção da luz; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DO POETA JOÃO MIGUEL FERNANDES JORGE, E DATAÇÃO DE LONDRES, AGOSTO DE 1974
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pentateuco, ou os cinco livros de Moisés, que correspondem aos cinco primeiros livros do Antigo Testamento bíblico.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Imagens de Macau




RAQUEL SOEIRO DE BRITO

Lisboa, s.d. [circa 1962]
Agência Geral do Ultramar
1.ª edição
178 mm x 223 mm (oblongo)
52 págs. (3 das quais desdobráveis) + 88 págs. em extra-texto
profusamente ilustrado a preto e a cor
cartonagem editorial de inspiração asiática
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Macau representa um ponto de encontro do Ocidente com a China milenária. É hoje um símbolo da possibilidade de convívio diário de pessoas de credos diferentes sem, todavia, se fundirem [...]», assim termina a Autora o seu trabalho de impressões e fotografias colhidas no território. E mais adiante remata: «[...] Os macaístas, descendentes dos primeiros filhos de “mulheres chinesas casadas com portugueses” [...], pela maneira de viver e pelo espírito mais aberto à maneira de ser dos ocidentais, oferecem, naturalmente, mais largo convívio aos europeus, mas não se fecham, de forma alguma, aos chineses do mesmo nível. Se os seus recursos económicos são limitados, a maneira de viver, o estilo e arranjo da casa e a alimentação chegam a confundi-los com a população chinesa do mesmo nível. Se, pelo contrário, pertencem ao número de famílias abastadas, sente-se um ambiente de “velho estilo português”, que ainda hoje se encontra nalguns pontos da província, mas mais resguardado nas ilhas do Atlântico, na Índia e em velhas cidadezinhas do Brasil. Em todos estes locais há retoques próprios, originais, quer pela natureza onde os portugueses se implantaram, quer pela influência das relações com os povos com que entraram em contacto. Mas estes retoques não encobrem um fundo comum suficientemente forte para prevalecer, mesmo quando se defronta com civilizações poderosas como a hindu e a chinesa. Os macaístas integram-se neste esquema de um fundo cultural e emocional português, afeiçoado e adornado à maneira chinesa. Pena é que o seu núcleo seja reduzido, pois eles são, no Oriente, o símbolo do esforço feito pelos portugueses desde os séculos XV e XVI, no sentido de darem ao seu património certa feição ubiquista, transferindo homens e produtos de uns lugares para outros.»

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

As Grandes Crises do Homem

 

LUIZ CEBOLA

Lisboa, 1945
Editorial Noticias
1.ª edição
238 mm x 172 mm
292 págs.
subtítulo: Ensaio de psicopatologia individual e colectiva
encadernação recente inteira em imitação de pele gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar com a encadernação como nova, capas de brochura sujas e com restauros toscos; miolo limpo com vagos sinais de antiga mancha húmida
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra escrita na qualidade de clínico no Hospital Psiquiátrico do Telhal.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089

Obras Completas [Teixeira de Pascoaes]


1. Sempre / Terra Proibida
2. As Sombras / O Doido e a Morte / Senhora da Noite
3. Cantos Indecisos / Vida Etérea / Elegias
4. Marános
5. Regresso ao Paraíso
6. O Pobre Tolo (elegia satírica)
7. Verbo Escuro / A Beira (Num Relâmpago)

Paris | Lisboa, s.d. [circa 1950]
ed. Autor [Livrarias Aillaud e Bertrand]
1.ª edição (das obras reunidas)
7 volumes (completo)
188 mm x 123 mm
[4 págs. + 208 págs.] + 192 págs. + 188 págs. + [8 págs. + 156 págs.] + 184 págs. + [8 págs. + 144 págs.] + [8 págs. + 256 págs.]
exemplares muito estimados; miolo limpo, vols. 6 e 7 por abrir
os vols. 1 e 3 ostentam colados ex-libris nos ante-rostos respectivamente de João Cunha da Silveira e de António Costa Nogueira
VALORIZADOS PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO POETA NO VOL. 2
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nome literário do advogado e, depois, juiz Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos. Foi o espírito tutelar do grupo nacionalista Renascença Portuguesa que teve expressão alargada na revista A Águia (1910-1932). Do grande poeta que foi Pascoais diz-nos Alfredo Margarido (Teixeira de Pascoaes, Editora Arcádia, Lisboa, 1961):
«[...] A linguagem despoja-se de qualquer possível vestígio de convencionalismo, pois o Verbo, em Pascoaes, apela para uma fonte cristalina, jorrando permanentemente no íntimo do homem (e é este jorro cristalino que permite o acesso do homem às coisas, ao domínio da palavra enquanto ela revela os sentidos das coisas). [...]
E Pascoaes, sem dúvida é um poeta da palavra escrita, ou antes, de uma palavra que pode ser lida, pois nela está a revelação. [...]»

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

terça-feira, junho 02, 2026

A Proxima Revolução


LEÃO TOLSTOI
trad. V. da Fonseca

Lisboa, 1908
Livraria Central de Gomes de Carvalho, editor
1.ª edição
196 mm x 131 mm
80 págs. + 8 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas de posse no ante-rosto e no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089
  [chamada para rede móvel nacional]

domingo, maio 24, 2026

Para uma Contracultura


THEODORE ROSZAK
trad. Jorge Rosa
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1971
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
209 mm x 136 mm
352 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
carimbo de oferta do editor no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para aqueles que se preocuparam, nos anos 60 do século XX, com mudar de vida e transformar o mundo foi este um dos ensaios de referência na reflexão e síntese das inquietações político-revolucionárias então em jogo. Theodore Roszak (1933-2011), tendo-se notabilizado pelo vertente livro, em rigor nunca deixou de expandir e aprofundar a história recente da América.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089  [chamada para rede móvel nacional]

Salazarismo e Artes Plásticas


ARTUR PORTELA [FILHO]
grafismo de Luís Correia


Lisboa, 1987
Instituto de Cultura e Língua Portuguesa / Ministério da Educação
2.ª edição
192 mm x 119 mm
184 págs. + 16 págs. em extra-texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
carimbo de oferta do editor no ante-rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Belíssima panorâmica sobre as relações entre «o poder político e os criadores de cultura» (Marcello Caetano), em que avulta a obediência destes criativos ao serviço de ideias preconcebidas de cultura, um preconceito para deslumbre das massas.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

História do Teatro Português

 

LUCIANA STEGAGNO PICCHIO
trad. Manuel de Lucena

Lisboa, 1969
Portugália Editora
1.ª edição
214 mm x 134 mm
490 págs. + 36 págs. em extra-texto
ilustrado sobre papel couché
capa em cartolina não impressa com sobrecapa polícroma
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

sexta-feira, maio 22, 2026

Israël

 

ELIAN-J. FINBERT

Paris, 1961 e 1965
Librairie Hachette
[2.ª edição]
texto em francês
161 mm x 109 mm
456 págs. + 32 págs. (Changements et Nouveautés, 1965) + 4 desdobráveis em extra-texto
ilustrado com mapa e plantas das cidades
encadernação editorial inteira em tela encerada, gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada, folhas-de-guarda impressas
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

O Próximo e Médio-Oriente e a Guerra

 

FERNANDO DE FERREIRA E SILVA

Lisboa, 1941
Livraria Bertrand
1.ª edição
191 mm x 120 mm
24 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Chalom!... Chalom!

 

JAIME BRASIL

Porto, 1948
Editorial «O Primeiro de Janeiro»
1.ª edição (em livro)
162 mm x 108 mm
192 págs.
subtítulo: Uma reportagem na Palestina
ilustrado
corte das folhas carminado
folhas-de-guarda em cartolina vermelha
exemplar estimado, falha de papel no bordo inferior da lombada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de artigos publicados no jornal O Primeiro de Janeiro entre 8 de Fevereiro e 18 de Março de 1947, dão conta da «[…] obra de colonização realizada pelos Judeus na Palestina [o que] explica em grande parte as ambições e o explodir de ódios de que é teatro a chamada Terra Santa. […] [Reportagem] de que podem extrair-se alguns elementos para auxiliar à compreensão da fúria destruidora que se apoderou dos chefes dos países árabes, da complacência das autoridades britânicas e do triste espectáculo de impotência dado pela O.N.U.»

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Anti-Semitismo – Anti-Judaísmo – Anti-Humanismo



ALEX MOŠKOVIČ
pref. Augusto d’Esaguy

Lisboa, 1960
Editorial Império, Lda.
1.ª edição
193 mm x 130 mm
IV págs. + 80 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do Proémio de Augusto d’Esaguy:
«[…] O anti-semitismo é – e continuará a ser – o sentido psíquico da revolta pagã contra a unidade integral, testemunhada pela vivência judaica. Mais do que uma constante histórica é, sem dúvida, uma constante divina, a ensombrada nostalgia do homem contra o Verbo e a Lei.
É, ainda, a tentação dos inúteis, escolha negativa, trunfo fácil em mãos pouco escrupulosas, amálgama de complexos gerados pela lição irrefutável da “presença” de Israel. […]»

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Judaísmo

 

ISIDORE EPSTEIN
trad. Álvaro Cabral


Lisboa | Rio de Janeiro, s.d.
Editora Ulisseia
1.ª edição
181 mm x 111 mm
312 págs.
subtítulo: Breve descrição da origem e desenvolvimento dos ensinamentos, práticas, pensamento filosófico e doutrinas místicas da religião e moral judaicas ao longo de 4000 anos de história dos judeus
capa impressa frente e verso
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Bela do Senhor




ALBERT COHEN
trad. António Pescada

Lisboa, 1994
Círculo de Leitores
1.ª edição (ed. simultânea com a da Contexto)
213 mm x 150 mm
900 págs.
encadernação editorial inteira em tela gravada a negro na lombada, com falta da sobrecapa
exemplar estimado; miolo limpo
discreta rubrica de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Bela do Senhor, a obra-prima de Cohen, o mais acabado, o mais denso, o mais louco dos seus livros, é o campo de batalha, sem saída, onde os Judeus – povo da antinatura – defrontam os Gentios, criaturas da Natureza, adeptos da beleza e das misérias da sedução. Embora só aflorado de quando em quando no entrecho (nas referências à ascensão hitleriana, à cave de Berlim...), o judaísmo encontra-se, de facto, no centro da problemática amorosa deste grande romance. E caracteriza-se por uma condenação categórica do sexo. [...]»

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Focus


ARTHUR MILLER
trad. e prefácio do poeta Mário Henrique Leiria
capa de A.[ntónio] Garcia

Lisboa, 1957
Editora Ulisseia
1.ª edição
189 mm x 132 mm
328 págs.
exemplar como novo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que figurou na lista negra das polícias anticomunistas norte-americanas. Diz-nos o surrealista Mário-Henrique Leiria no seu agreste Prefácio: «[...] em Focus é o problema do racismo que está em jogo; um racismo cuja existência é quase ignorada na Europa, pois se trata do obsessivo receio do americano médio ao judeu. No meio dos grandes trusts comandados pelo judeu do dinheiro desliza o judeu comum, o judeu-homem-de-todos-os-dias, que, por não possuir capital que o defenda nem poder que o apoie, se vê condenado a um ostracismo [...]. E a tragédia íntima desse racismo está na contradição dum povo que se batia na Europa para acabar com uma tirania odiosa que tinha como um dos objectivos a exterminação da raça judaica, enquanto dentro do seu próprio país essa mesma raça era perseguida desde que não pertencesse à classe dirigente. [...]»
Nota: A modernidade gráfica do designer António Garcia pode, a partir de agora, ser apreciada num significativo e diversificado conjunto de obras suas expostas no Mude - Museu do Design e da Moda, em Lisboa, da qual se publicou catálogo.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

O Hóspede de Job


JOSÉ CARDOSO PIRES
[sobrecapa de Sebastião Rodrigues]

Lisboa, 1963
Editora Arcádia, limitada
1.ª edição
191 mm x 125 mm
258 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

É talvez uma das obras-primas daquilo que Mário Sacramento (in Há uma Estética Neo-Realista?, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1968) designou por «segundo neo-realismo», período literário que só terá em Carlos de Oliveira o outro escritor de eleição.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

sábado, maio 16, 2026

Dinossauro Excelentissimo




JOSÉ CARDOSO PIRES
ilust. João Abel Manta

Lisboa / Rio de Janeiro, 1972
Editora Arcádia / Editora Civilização Brasileira S. A. R. L.
1.ª edição
247 mm x 174 mm
96 págs. + 21 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
encadernação editorial em sintético com gravação a ouro na pasta dianteira e na lombada, protegida com a mica de origem
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
É O N.º 1 DE UMA TIRAGEM DECLARADA DE 120 EXEMPLARES IMPRESSOS SOBRE PAPEL ESPECIAL DE COR MOSTARDA, ASSINADO PELO ESCRITOR E PELO ILUSTRADOR
peça única, de colecção
1.750,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sátira política, escrita de forma desabrida e sem rodeios ou hesitações, ao estilo oitocentista da Viagem à Roda da Parvónia (Gil Vaz, pseud.). O livro caricaturiza Salazar e a parte da nação que o aplaudia e perpetuava numa descarada busca de benesses e privilégios. Caricatura feroz, que João Abel Manta reforça com os seus desenhos igualmente corajosos. As primeiras linhas desta alegoria anunciam desde logo o que vai seguir-se: «[...] não há muito tempo existiu no Reino do Mexilhão um imperador que na ânsia de purificar as palavras acabou por ficar entrevado com a paralisia da mentira. Ainda lá está, dizem. E não é homem nem estátua porque a ele, sim, roubaram-lhe a morte. Não faz parte deste nosso mundo nem daquele para onde costumam ir os cadáveres, embora cheire terrìvelmente. Quando muito é isso, um cheiro. Um fio de peste a alastrar por todas as vilas do império. [...]» O sabor da narrativa espraia-se daí em diante, mesmo os personagens de Cardoso Pires têm nomes de cena que, só por si, dizem tudo, como o Juiz das Causas Combinadas, ou frei Pantaleão das Bulas. É a contemporânea História de Portugal, o seu resumo imediato, desfiando-se como reportagem por dentro do regime sócio-político vigente na altura, e igual a si próprio, até ao capítulo Epílogo, este uma pequena obra-prima da literatura panfletária portuguesa. Lá se lê, com um sorriso amargo e um aperto no estômago, como foi possível mascarar o colapso da governação de Salazar, sem que o próprio disso se apercebesse, após a sua queda da cadeira em Agosto de 1968 e até Julho de 1970, enquanto o seu sucessor, Caetano, contava as espingardas e garantia um lugar na vergonha pátria.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Cartoons 1969-1975


JOÃO ABEL MANTA
pref. José Cardoso Pires

Lisboa, 1975
Edições «O Jornal»
1.ª edição
210 mm x 295 mm (oblongo)
176 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio de Cardoso Pires:
«[...] Nunca pintor daqui e de agora resumiu com tantas subtilezas a temperatura social e política do fascismo agonizante; raros, raríssimos, com o prestígio e a obra de João Abel Manta, resistiram e apostaram como ele na intervenção. [...]»

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Primeiro de Maio



EÇA DE QUEIROZ
pref. A. Campos Matos
ilust. João Abel Manta

Lisboa, 1979
Edições «O Jornal»
1.ª edição [em brochura]
297 mm x 210 mm
20 págs.
ilustrado
impressão sobre cartolina heliográfica
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Originalmente publicada num periódico brasileiro, em 1892, desconhecida por cá até 1977, data em que foi dada a conhecer nas páginas de O Jornal, é crónica importante, dado mostrar como o jovem Eça socialista utópico dos vinte anos de idade não havia sido ainda, já perto dos 50 anos, domesticado por uma vida familiar algo confortável e mesmo burguesa. Texto que, embora sendo o primeiro da série temática postumamente reunida sob o título Ecos de Paris, lá não figura, e nos mostra um Eça nada adormecido, de pena apontada à sua classe social:
«[...] O rico, enfim, conhece intimamente o pobre – e daí nasceu, na nossa sociedade democratizadora e humanitária, esta ideia nova de que o mundo por fim está deploravelmente equilibrado, que há riqueza escandalosa de um lado e do outro miséria escandalosa, e que na verdade os famintos têm direito de exigir e comer tudo o que sobra aos fartos. [...] Se todos abominam a bomba de dinamite e o seu bruto destroço que não descrimina – poucos há que não reconheçam secretamente a legitimidade do desespero transviado que a arremessou. E os tempos chegaram em que Rothchild pensa consigo que, se não fosse Rothchild, seria talvez Ravachol! [...]
A torre hoje oscila. Cada bomba anarquista pressagia a sua queda atroadora. E os que a habitam tremem e gritam, não com medo da força da bomba, mas com medo da fraqueza da torre, que eles todavia, insensivelmente, obedecendo a impulsos superiores, cada dia abalam e mais desapreçam. [...]»

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Almanaque

 





Lisboa, Outubro de 1959 a Maio de 1961
dir. J. A. de Figueiredo Magalhães
propriedade da Sociedade Comercial Abel Pereira da Fonseca / Editora Ulisseia
18 números (completo)
253 mm x 173 mm
[176 págs. + 32 págs.] + [178 págs. + 30 págs.] + [194 págs. + 30 págs. + 1 bilhete-postal em extra-texto] + [194 págs. + 14 págs.] + [178 págs. + 14 págs.] + [166 págs. + 30 págs. + 1 desdobrável (grande formato) em encarte] + [176 págs. + 16 págs.] + [186 págs. + 14 págs. + 1 desdobrável (grande formato) em extra-texto] + [170 págs. + 14 págs. + 1 tríptico em extra-texto] + [178 págs. + 14 págs.] + [162 págs. + 30 págs.] + [152 págs. + 32 págs.] + [154 págs. + 54 págs.] + [156 págs. + 78 págs.] + [184 págs. + 1 folha em extra-texto + 1 desdobrável em encarte] + [128 págs. + 1 marcador em extra-texto (ficha técnica)] + [134 págs. + 1 marcador em extra-texto (ficha técnica) + 16 págs. (separata)] + [192 págs. + 1 marcador em extra-texto (ficha técnica)]
profusamente ilustrado
impresso a negro e a cor
exemplares como novos, excepto o último; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
370,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1941-1974) de Daniel Pires (vol. II, 1.º tomo, Grifo, Lisboa, 1999):
Revista «[...] dinamizada por José Cardoso Pires e, eventualmente, por Luís de Sttau Monteiro [...]. O conselho de redacção era constituído por aqueles dois escritores e por José Cutileiro, Baptista-Bastos, Augusto Abelaira e Alexandre O’Neill, cabendo a orientação gráfica a Sebastião Rodrigues, coadjuvado, mais tarde, por João Abel Manta. As capas [couberam] maioritariamente a Sebastião Rodrigues. Contou com Pilo da Silva como redactor-paginador, com as fotografias de Armando Rosário, Eduardo Gageiro, Mário Novais, João Martins e João Cutileiro[,] e ainda com os desenhos de João Abel Manta, Câmara Leme e de Pilo da Silva [mas também o surrealista João Rodrigues]. [...]
José Cardoso Pires, na biografia redigida por Liberto Cruz, evoca esta publicação do seguinte modo: “O programa era simples: ridicularizar os provincianismos culturais, cosmopolitizados ou não, sacudir os bonzos contentes e demonstrar que a austeridade é a capa do medo e da ausência de imaginação.” [...]
Vasco Pulido Valente, por sua vez, assinala: “Assim que abriu, o Almanaque, estrategicamente situado na Rua da Misericórdia, passou a ser uma espécie de clube, onde as pessoas iam de manhã diluir o álcool da véspera e combinar almoços e, no fim da tarde, se encontravam como num café, para pôr em dia os boatos e as conspirações correntes. (...)”
Apresentava o eclectismo inerente a um verdadeiro almanaque: efemérides, actualidades (amplamente ilustradas), divulgação científica, política, caça, pesca, literatura (conto, poesia), pintura, cinema, divulgação da realidade de outros países, astrologia, quirologia, caracteriologia, passatempos, paciências, palavras cruzadas, testes, anedotas, canasta, etc. [...]
O universalismo que reflectia, num país que tinha muito de claustrofóbico, foi amplamente reforçado com as reportagens mensais sobre países e povos exóticos, com maneiras distintas de estar no mundo [...]. O dar a conhecer o que se passava além-fronteiras, numa época em que a televisão em Portugal era incipiente, foi também a pedra de toque [...].
A revista constituiu uma radiografia rigorosa dos acontecimentos que marcaram uma época. [...]»
A lista completa dos sucessivos colaboradores, quer da vertente revista quer da casa editora Ulisseia, é absolutamente impressionante, sendo que a cultura ficou a dever, na época, à firma Abel Pereira da Fonseca, a excelência exemplar da aplicação de dinheiro dos lucros de uma actividade merceeira. Hoje em dia, um comerciante ou um industrial de sucesso mais facilmente financia os partidos políticos...

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]