segunda-feira, agosto 24, 2026

OS NOSSOS PREÇOS JÁ INCLUEM =IVA= E DESPESAS DE =ENVIO= EM PORTUGAL

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livros usados (salvo indicação «como novo», ou «novo»)
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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


Memorias de uma Epocha Maldita





GOMES LEAL

São Pedro do Sul, 1912
A Empreza Editora de «A Voz da Beira» – Editor José Augusto d’Almeida
1.ª edição
2 volumes (completo)
242 mm x 182 mm (estojo)
372 págs. + 510 págs.
subtítulos: I – O Senhor dos Passos da Graça; II – Memorias de Sua Reverendissima
volumes em cadernos soltos por abrir e por coser junto com apenas a capa da brochura do segundo e uma folha circulante com mensagem editorial aos assinantes da obra, e junto com fotografia de Gomes Leal anotada nas costas: «Este original pertence a Gomes Monteiro»
acondicionados em elegante estojo próprio forrado a tela e com rótulo a ouro na lombada
exemplar muito estimado, restauros pontuais nas dobras dada a acidez do papel; miolo limpo
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
1.200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Gomes Leal (1848-1921), a páginas 40-41 do primeiro volume:
«[…] Estou tratando de escrever uma série de romances com o titulo generico de – Memorias de uma Epocha Maldita. Pretendo que ella seja a historia da familia portugueza nos ultimos quarteis do seculo, no seu marasmo do Ideal, na sua bambochata intellectiva, na sua derrocada bonacheirona de kágados, nas suas insanias de pedreiros livres. […]»
Segundo o ensaísta José Carlos Seabra Pereira, prefaciando a reedição de apenas o primeiro volume na Assírio & Alvim, em 2007:
«[…] Raramente referida na bibliografia passiva de Gomes Leal, essa edição de 1912 chegou a ser dada como desaparecida pelos poucos estudiosos que a ela aludiram. Sabemos que surgiu em conturbadas circunstâncias da história nacional e da vida do escritor – quando, nos alvores do regime republicano, o antigo poeta tribunício e panfletário regressava à comunhão na Igreja Católica e se via sujeito à hostilidade de amigos correligionários e, por outro lado, às pressões para se incorporar nas hostes da reacção anti-laicista. […]»
Segundo Vitorino Nemésio, no seu magnífico aparato biográfico e crítico a Poesias Escolhidas, para a Livraria Bertrand, circa 1942:
«[…] A segunda parte dêste díptico, impressa em S. Pedro do Sul, foi queimada à ordem do Governador Civil de Viseu antes de circular. Parece que apenas se salvou um exemplar, em poder de Gomes Monteiro, amigo muito dedicado à memória do poeta […].»

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Á Mocidade


GOMES LEAL

Coimbra, 1906
Typographia França Amado
1.ª edição
190 mm x 123 mm
40 págs.
subtítulo: Poesia recitada na noite de 4 de novembro de 1905, em Coimbra, na festa académica de Recepção aos Novatos
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Heroes da Paz


GOMES LEAL

Lisboa, 1890
Imprensa Minerva
1.ª edição
202 mm x 144 mm
8 págs.
nota editorial: Poesia dedicada á briosa corporação de bombeiros voluntarios d’ Ajuda
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Lucros Extraordinários de Guerra


Lisboa, 1944
Imprensa Nacional de Lisboa
3.ª edição
215 mm x 137 mm
52 págs.
subtítulo: Lei n.º 1:989, de 6-3-1942. Decreto n.º 31:905, de 9-3-1942. Decreto-lei n.º 32:162, de 23-7-1942. Decreto n.º 32:681, de 20-2-1943. Decreto-lei n.º 32:818, de 1-6-1943. Decreto n.º 33:582, de 23-3-1944. Relação dos comércios, das indústrias e dos negócios susceptíveis de terem produzido lucros extraordinários sujeitos ao imposto («Diário do Govêrno» n.º 68, 1.ª série, de 1-4-1944)
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Arte, Problema Humano


RAUL LINO

Lisboa, 1951
Edição de Valentim de Carvalho, Lda.
1.ª edição
224 mm x 158 mm
48 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: A propósito da Sede da O. N. U. em Nova Iorque
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, agosto 23, 2026

Professeur Moses Bensabat Amzalak


ABRAHAM ELMALEH

Jesusalém (Israel), 1962
Edition et Imprimerie Coopérative “Ahva”
1.ª edição
texto em francês
240 mm x 167 mm
92 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Sa vie et son oeuvre litteraire, economique, historique et scientifique
ilustrado em separado e no corpo do texto
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Lusitania Press – Uma Editora Sem Fins Lucrativos





dir. Martim Avillez
design de Alex Skorupski, e Beth Kessler
trad. José Luís Luna
Nova Iorque, 2001
n.º 10 [Os 23*]
texto em português
256 mm x 189 mm
[2 págs. + 38 págs.] + 42 págs.
profusamente ilustrado
volume em harmónio com estojo próprio editorial
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO DIRECTOR DA PUBLICAÇÃO
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Volume desdobrável, incluindo de um lado ensaios de Leslie Camhi, Anita Novinsky, José Gil e Bérènice Reynaud, e, nas costas, banda desenhada de Martim Avillez e Alex Skorupski.

* «O drama dos 23 pioneiros que em 1654 deixaram o Brasil e estabeleceram em Manhattan a primeira Congregação Judaica da América do Norte (com combates, romance e Espinoza)»

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Lusitania – A Journal of Reflection and Oceanography


dir. Martim Avillez
design de Aki Fujiyoshi
trad. Catherine Benamou, Paulo Carvalho, Sofia Assis Gomes,  José Luís Luna, João Proença, Helena Cardoso, Alice Charters, Ivette Lenard, Alfred MacAdam, e Carmo Vasconcellos
Nova Iorque, s.d.
n.º 4 [The Abject, America – O Abjecto, a America]
bilingue português – inglês
241 mm x 178 mm
238 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Lusitania – A Journal of Reflection & Oceanography


dir. Martim Avillez
design de Patrícia Proença
trad. José Luís de Luna, e Margarida Amaro
Nova Iorque, Fall 1990
n.º 3 [Kultura Control]
bilingue português – inglês
242 mm x 178 mm
128 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Lusitania – A Journal of Reflection & Oceanography


dir. Martim Avillez
design de Joanna Thomas
trad. Carmo de Vasconcellos, e Olga Shubart
Nova Iorque, Inverno 1988
n.º 2 [Melancholia]
textos em português e inglês
240 mm x 170 mm
84 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Na Desfolhada


SOUZA ROCHA

Porto, 1897
Livraria Portugueza – Editora de Joaquim Maria da Costa
1.ª edição
183 mm x 118 mm
80 págs.
subtítulo: Uma noite no Minho – Cantares ao desafio
cartonagem editorial
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
PEÇA DE COLECÇÃO
130,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poesias e Canções Populares do Concelho da Maia

 

ABILIO MONTEIRO, org.
SOUZA ROCHA, revisão
EDUARDO DA FONSECA, notação musical para piano


Porto, 1900
Livraria Portugueza – Editora
1.ª edição
204 mm x 132 mm
122 págs. + 6 folhas em extra-texto (pautas musicais) + 6 págs. (catálogo do editor)
encadernação de amador recente inteira em tela com rótulo gravado a ouro na pasta anterior
folhas-de-guarda em papel imitação de pergaminho
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado, capa anterior da brochura com restauro; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
200,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Gatos



FIALHO D’ALMEIDA

Lisboa, 1923-1924 e 1927
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
5.ª edição (II a VI) e 6.ª edição (I)
6 volumes (completo)
182 mm x 115 mm
248 págs. + 320 págs. + 288 págs. + 328 págs. + 300 págs. + 400 págs.
subtítulo: Publicação mensal, d’inquerito á vida portugueza
elegantes encadernações homogéneas coevas em meia-inglesa com cantos em pele gravadas a ouro nas lombadas
aparados, sem capas de brochura
exemplares muito estimados, pequenos defeitos nos topos das lombadas dos vols. 5 e 6; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 5 do último volume
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fialho surgiu num contexto literário em que tudo parecia já haver acontecido, «[...] aperecia após a rajada de metralhadora que foram “As Farpas”, depois das sondagens profundas de Oliveira Martins, depois do romance de Eça de Queiroz, depois do grande Antero.
O homem de machado na mão chegara à floresta e encontrava a derrubada feita. Ele queria derrubar e tudo já tinha ido abaixo. [...]» (segundo Lins do Rego). Esta contrariedade nunca o abandonou, obrigando-o a um exagero estilístico no retratar a sua época. (Lins do Rego, uma vez mais:) «[...] Havia uma sociedade impregnada de uma felicidade construída em falso. Era todo o fim do século XIX dormindo ao som das valsas de Viena, deleitando-se nos cancãs de Paris, vendo Santos Dumont alçar voos para o céu. Os germes das guerras infernais já germinavam dentro da terra; os homens tinham plantado as sementes diabólicas. Portugal tinha rei constitucional, ministros, pobres ministros. Os ingleses impunham-lhe regimes de restrições. Fialho de Almeida então propunha-se a dissecar este mundo português como se não fossem vícios do mundo inteiro os que andavam por sua casa. O rei D. Carlos seria uma de suas vítimas favoritas, a casa de Bragança, os ministros, os poetas, os artistas, tudo enfim teria que sofrer as suas arranhadas de gato. [...]
Procurando as suas melhores coisas no “Os Gatos” eu tomei o partido de apresentar um Fialho de Almeida que não fosse aquele das pequenas coisas, dos mexericos locais, das insignificâncias do tempo, um Fialho que discutia ministros e pretendia entender de política. Este está tão morto quanto os ministros que combateu.
O Fialho desses trechos do “Os Gatos” é o menos efémero dos Fialhos. É aquele que se debruçou sobre os grandes temas, sobre a vida e a morte. É o que vê o rei D. Luiz morto e o que vê Bordalo Pinheiro vivo.»

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Glória [junto com] Fortuna


ARMANDO FERREIRA
capas de Roberto Santos


Lisboa, s.d. [1945 e 1947, seg. BNP]
Guimarães & C.ª – Editores
3.ª e 1.ª edições
2 volumes (completo*)
2 x (190 mm x 125 mm)
204 págs. + 220 págs.
subtítulo: Novela de costumes populares lisboetas sujeita a mote; e 2.ª novela de costumes populares lisboetas sujeita a mote
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, ambos por abrir
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

* Um anunciado terceiro volume – Ventura – nunca chegou a ser publicado.

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O Meu Crime


ARMANDO FERREIRA

Lisboa, 1925
Portvgalia Editora
1.ª edição
210 mm x 135 mm
128 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Eça de Queirós: A Escrita do Mundo

 

[a] CARLOS REIS
et alii
prefs. Manuel Maria Carrilho, e José Saramago
[b] CARLOS REIS, JOSÉ SARAMAGO, EDUARDO LOURENÇO, e ANTONIO CANDIDO (DE MELLO E SOUZA) (textos), e ROGÉRIO RIBEIRO, NIKIAS SKAPINAKIS, e JOSÉ GUIMARÃES (pinturas)
capas e grafismos de Paulo da Costa Domingos

Lisboa, 2000
Biblioteca Nacional | Edições Inapa, S.A.
1.ª edição [única]
2 volumes (completo)
[318 mm x 228 mm] + [311 mm x 221]
[a] 288 págs. + [b] 32 págs.
subtítulo: Por ocasião do I Centenário da Sua Morte
ambos profusamente ilustrados
[a] encadernação editorial em tela gravada a seco, com sobrecapa, folhas-de-guarda impressas
[b] acabamento com dois pontos em arame
exemplares como novos
inclui autocolante reproduzindo a capa
PEÇA DE COLECÇÃO
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Incontornável catálogo de referência à obra de Eça, para o qual tanto Carlos Reis, este na qualidade de director da Biblioteca Nacional, como Saramago e Lourenço deram contribuições inéditas.

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Terra Sem Música



FERNANDA BOTELHO
capa de José Cândido

Lisboa, 1969
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
188 mm x 123 mm
312 págs.
subtítulo: O Livro de Pitch
exemplar com a capa envelhecida; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Escola do Paraíso


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Manuel Correia

Lisboa, 1960
Editorial Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição
193 mm x 143 mm
384 págs.
impresso sobre papel superior
encadernação editorial inteira em tela gravada a negro e amarelo na pasta anterior e na lombada
conserva a capa de brochura e as badanas originais
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse na cortina da pág. 7
trata-se da rara tiragem especial desta edição
PEÇA DE COLECÇÃO
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«Nesta obra, começa o Autor de Léah e Páscoa Feliz a traçar a evolução duma família lisboeta, parte dessa gente obscura que a capital atrai a si, para a formar, absorver, desagregar e dissolver, por fim, no anonimato original: dela guardando, acaso, um rasto de ternura, revolta  e esperança – a dos que à Vida respondem com actos de vida, procurando a salvação na labuta, no sonho, e eventualmente nos ideais.
Através dos olhos atentos e pasmos duma criança, é-nos dado um ambiente e uma época – os anos que imediatamente precederam e seguiram a implantação da República. […]
inventário prodigioso duma época, devassa apaixonada duma cidade e dos seus habitantes, A Escola do Paraíso – com que o Autor pretende contribuir para preencher uma lacuna na novelística lisboeta, entre o  naturalismo e o neo-realismo – mostra-nos, sublimadas ao mais alto grau, as qualidades que fizeram de José Rodrigues Miguéis um dos maiores escritores portugueses dos nossos dias.»

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Lisboa em Camisa



GERVASIO LOBATO
ilust. Pedro Guedes *

Lisboa, 1931
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
12.ª edição
197 mm x 140 mm
256 págs. + 1 folha em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial gravada a ouro e prata nas pastas e na lombada
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dele nos diz o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Lisboa, 1990): «[...] Um acerado espírito de observação, uma grande capacidade de construção cénica, conferem às suas comédias e farsas uma dimensão que falta à maior parte da produção teatral do género e do seu tempo. Nelas e nos romances que escreveu (Lisboa em Camisa, 1890 [...]) se faz o processo bem-humorado, mas certeiro, da pequena e média burguesia lisboeta do fim do século, captada nos seus ridículos e manias, na sua vacuidade e mesquinhez de ambições políticas e mundanas. [...]»

* Não consta do magno catálogo da Colecção Ricon Peres, Jogo da Glória: O Século XX Malvisto pelo Desenho de Humor (Museu da Presidência da República / Quidnovi, Lisboa, 2012).

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Estroinas e Estroinices – Ultimas Aventuras do Conde de Farrobo



EDUARDO DE NORONHA

Lisboa, 1922
João Romano Torres & C.ª – Editores
1.ª edição
185 mm x 125 mm
320 págs.
subtítulo: Ruina e Morte do Conde de Farrobo
ilustrado no corpo do texto
capa distinta de outra conhecida, trata-se de um reencapamento editorial tardio para salvar restos de edição
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esclarece o Autor em «breves palavras» de abertura:
«Estroinas e Estroinices, quarto e ultimo volume da serie do Conde de Farrobo, não é propriamente um romance, na accepção restrictamente litteraria da palavra.» (Os três anteriores – O Conde de Farrobo e a Sua Época; Millionário Artista; e A Sociedade do Delirio – assumiam um género estético mais duvidoso quanto aos factos aí referidos.) «É uma narrativa romantizada, aligeirada de dialogo, entremeada de anecdotas, matizada de episodios e de incidentes historicos, vividos, colhidos na lenda popular ou na tradicção das familias. [...]»
Noronha, ex-oficial do exército aposentado e entregue às lides da escrita, fez sempre uso das formas ligeiras da ficção em detrimento do discurso histórico fundamentado. Do políptico dedicado ao conde Joaquim Pedro Quintela, liberal e mecenas das artes, será o vertente livro aquele que melhor serviço nos presta.

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Elsie’s Vacation and After Events


MARTHA FINLEY (FARQUHARSON)

Londres, 1892
George Routledge and Sons, Limited
[1.ª edição]
texto em inglês
184 mm x 128 mm
4 págs. + 1 folha em extra-texto + 292 págs. + 8 págs. (não num. catálogo edit.)
ilustrado
luxuosa encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação polícroma na pasta anterior e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinaturas de posse na primeira folha-de-guarda («Marguerite Patterson | Lisboa | Dec. 25 / 1902») e no frontispício («Maria de Assunção de Brito e Cunha de Avillez Oliveira | 1942»)
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Bernardo Pinheiro (Arnoso)
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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The Lamplighter


M. S. [MARIA SUSANNA] CUMMINS

Londres, s.d.
George Routledge & Sons, Limited
s.i.
texto em inglês
190 mm x 131 mm
350 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado
luxuosa encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação polícroma
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris da escritora Elina Guimarães
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, agosto 22, 2026

O Segundo Modernismo em Portugal


EUGÉNIO LISBOA

Lisboa, 1984
Instituto de Cultura e Língua Portuguesa
2.ª edição [revista e acrescentada]
19,1 cm x 11,5 cm
152 págs.
exemplar em bom estado de conservação, lombada amarelecida; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

É uma história do movimento cultural que se fez ouvir através da revista presença (1927-1940), a sua inserção numa vanguarda artística que já vinha do grupo do Orpheu, e a marca e exemplo deixados para o futuro. Sabe-se, por exemplo, como os surrealistas foram beber preponderantemente nesta última, em confronto aberto com os neo-realistas, que preferiram pautar-se pela “boa educação cristã” da primeira acima referida.

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sexta-feira, agosto 21, 2026

Quatrains | Rubaiyat



ABOLFAT’ H GHIA’TH-E-DIN EBRAHIM KHAYAM [OMAR KHAYYAM]
trad. e pref. Saïd Nafissi, Edward J. Fitzgerald, Friedrich Rosen, Adib-ol-Togha, e Sadegh Hedayat
ilust. Akbar Tajvidi


Teerão – Istambul, s.d. [circa 1955]
Tahrir Iran Co.
s.i.
texto em persa, arábico, inglês, francês e alemão
155 mm x 115 mm
LVI págs. + 310 págs.
profusamente ilustrado a cor
luxuosa encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada, sobrecapa polícroma
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
120,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Responsabilidade dos Intelectuais


NOAM CHOMSKY
trad. Maria Luísa Pinheiro, e Ella Gibson
capa e grafismo de Fernando Felgueiras


Lisboa, 1968
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
181 mm x 111 mm
112 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
inclui o postal promocional da editora
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, agosto 20, 2026

Encyclopedia pela Imagem



aa.vv.

Porto, s.d. [circa 1928]
Livraria Chardron – Lello & Irmão, L.da – Editores
1.ª edição
33 monografias enc. em 4 volumes (completo)
241 mm x 178 mm
[VIII págs. + (8 x 64 págs.)] + [VIII págs. + (8 x 64 págs.)] + [XII págs. + (8 x 64 págs.)] + [XII págs. + (8 x 64 págs.) + 56 págs.]
títulos incluídos: Volume I – As Raças Humanas; Joanna d’Arc; Os Animais; A Revolução Franceza; Os Motores; Historia da Arte; A T. S. F.; O Mar. Volume II – A Mythologia; Lisboa; Paris; Castellos Portuguezes; A Electricidade; Napoleão; Historia do Trajo em Portugal; O Céo. Volume III – As Aves; A Aviação; Historia Sagrada; A Italia; O Cynema; Coimbra; As Luctas Liberaes; Palacios e Solares Portuguezes. Volume IV – A Inquisição; O Nosso Mobiliário; Caravelas, Naus e Galés de Portugal; O Marquês de Pombal; O Exército Português; A Guerra do Paraguay; Os Portugueses na Grande Guerra; Pôrto; Os Navios.
profusamente ilustrados, texto impresso a duas colunas
encadernações editoriais inteiras em tela encerada com gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada
à excepção do vol. 4, conservam todas as capas dos respectivos fascículos
exemplares muito estimados; miolo limpo
o vol. 3 ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de José M. C. Moreira Rato, além de uma dedicatória de posse no ante-rosto
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entre os autores nacionais, ou tradutores, das várias monografias, são de destacar João Grave (trad. vários temas, e autor de Castellos Portuguezes), Abreu Lapa, Guedes de Oliveira, Costa Marques, Ferreira da Costa, Raul Proença (Lisboa), Mattos Sequeira e Alberto Sousa (Historia do Trajo em Portugal, e Palacios e Solares Portuguezes), Carlos de Passos (trad. vários temas, e autor de Pôrto), Paulo de Cantos, Joaquim Costa, Thomaz da Fonseca (Coimbra), Carlos Babo e Alberto Sousa (As Luctas Liberaes, A Inquisição, e O Marquês de Pombal), Nogueira de Brito e Alberto Sousa (O Nosso Mobiliário, e Caravelas, Naus e Galés de Portugal), Henrique de Campos Ferreira Lima e Alberto Sousa (O Exército Português), Luíz Schnoor (A Guerra do Paraguay), Henrique Pires Monteiro e Alberto Sousa (Os Portugueses na Grande Guerra), e C. Outeiro.

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quarta-feira, agosto 19, 2026

Trabalhos e Paixões de Benito Prada


FERNANDO ASSIS PACHECO
capa de Ana Assis Pacheco
grafismo de João Machado

Porto, 1993
Edições Asa
1.ª edição
201 mm x 132 mm
240 págs.
subtítulo: Galego da província de Ourense, que veio a Portugal ganhar a vida
ilustrado com uma fotografia do autor por Joaquim Lobo
encadernação editorial com sobrecapa polícroma
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Jorge Amado, em nota de badana:
«Desde Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo, e O Evangelho segundo Jesus Cristo, de Saramago, não se escreveu em língua portuguesa romance tão fascinante quanto este
Trabalhos e Paixões de Benito Prada. Num tempo de romances pálidos, anémicos, o romance de Assis Pacheco é uma labareda, saga ardente, acelera o coração, dá um nó nas tripas do leitor. Bem haja!, como dizem os de Coimbra.»

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Yaka



PEPETELA
pref. António Callado

Luanda | Lisboa, 1985
União dos Escritores Angolanos | Publicações Dom Quixote
2.ª edição
194 mm x 135 mm
402 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de Artur Pestana, Pepetela surge-nos como o escritor de maior força expressiva numa Angola acabada de se libertar do colonialismo português, mas ainda muito exposta à cobiça capitalista da África do Sul branca.

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Lueji


PEPETELA
capa de Henrique Abranches


Lisboa, 1990
Publicações Dom Quixote, Lda.
1.ª edição
195 mm x 135 mm
488 págs.
subtítulo: O nascimento dum império
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Mancebo e Trovador Campos Oliveira


MANUEL FERREIRA
capa de João Botelho [cineasta]


s.l. [Lisboa], 1985
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª edição
240 mm x 152 mm
144 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Tio Vânia


ANTON TCHÉKHOV
pref. António Pedro, e Armando Bacelar
capa de Amândio Silva


Porto, 1960
Edições do Círculo de Cultura Teatral [Teatro Experimental do Porto]
1.ª edição
202 mm x 140 mm
84 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, agosto 18, 2026

A Pedir Chuva…


TOMÁS DA FONSECA

Lisboa, 1955
Livraria Renascença
1.ª edição
174 mm x 120 mm
128 págs.
subtítulo: Palestra aos lavradores da sua aldeia, por ocasião de preces ad petendam pluviam
exemplar estimado; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Bancarrota



TOMÁS DA FONSECA

Lisboa, 1962
edição do Autor
1.ª edição («destinada ao Brasil»)
180 mm x 130 mm
288 págs.
subtítulo: Exame à Escrita das Agências Divinas
composto manualmente em Elzevir
exemplar muito estimado; miolo limpo
exibe na pág. 2 carimbo com ex-libris de Manuel Ferreira de Sousa (Maso)
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Republicano panfletário, bem conhecido pela sua permanente denúncia da Igreja Católica, foi, porém, como pedagogo do método da Cartilha Maternal de João de Deus que terá deixado melhores frutos. Neste particular, a sua acção directa junto das escolas primárias do centro-norte do país foi notável, acabando na sua expulsão do ensino em 1934. O vertente livro encaixa precisamente neste assunto: «A lenta mas persistente investida com que a Igreja Católica, durante e após a primeira Grande Guerra, procurou demolir a obra social que, em poucos anos de República, conseguimos erguer, impõe-me o dever de recordar, tanto aos novos agentes dessa Igreja, como à descuidosa geração que ela traz empenhada em ambiciosos devaneios – as razões que tivemos para falar e agir [...]» (da nota introdutória ao volume). E segue coligindo artigos seus, entendidos como de insofismável actualidade, que andavam espalhados pela imprensa da época (1909 e 1910), a que junta um último texto já de 1962 lembrando que «A oposição, portanto, é um dever sempre que a Nau do Estado ou a Barca de Pedro dêem sinais de pouca segurança na armação ou se encaminhem para escolhos onde se despedacem e vão ao fundo. [...]»

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O Grande Cidadão


VIRGÍLIO MARTINHO

Lisboa, 1963
Editora Arcádia, Limitada
1.ª edição
181 mm x 106 mm
296 págs.
exemplar estimado, vinco na capa; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
é o exemplar n.º 1.088 de uma tiragem controlada pela Sociedade Portuguesa de Escritores
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«Virgílio Martinho nasceu em Lisboa em 1928 [m. 1994], mas viveu toda a sua infância pela província, onde seu pai era ferroviário. Voltou à capital, já na adolescência, e aqui estudou e completou um curso secundário, sendo actualmente desenhador técnico. Dedicando-se à literatura, publicou um pequeno volume, Festa Pública, integrado na colecção A Antologia em 1958, organizada por Mário Cesariny de Vasconcelos, o que lhe valeu o apodo de prosador surrealista. [...]
O Grande Cidadão tem um certo ar de romance de antecipação. Na cidade onde a acção se passa, as ruas, as praças, os parques, as estradas, e também os governantes, as gentes, não possuem nomes do nosso tempo, determinados, comemorativos, de homenagem, mas sim nomes espaciais, quantitativos, geométricos; e os homens que dominam a cidade, sob as ordens do Grande Cidadão, são louros, fortes, super-homens feitos em série. Mas só aparentemente este romance é de antecipação: o que se quis foi dar em forma romanesca, despersonalizando o mais possível o espaço e o tempo, o processo impiedoso e terrível de todos os regimes totalitários, actuais ou passados. E com esse processo, a história daqueles que arriscam tudo para combater “O Grande Cidadão”, que se obstinam na humanidade, nos quais subsiste a face humana capaz de amar verdadeiramente, capaz do sacrifício e da solidariedade.»
Deve sublinhar-se, de passagem, o quão devedor é este romance do 1984 de Orwell... E ainda o que afirmou, em 1968, Manuel Villaverde Cabral nos Cadernos de Circunstância: «[…] nenhum livro neo-realista, nem mesmo a Seara de Vento de M.[Manuel] da Fonseca, atingiu jamais a violência, o ódio e o desprezo que animam O Grande Cidadão, de Virgílio Martinho, “surrealista” da segunda-geração. Não é pois uma questão de censura, mas sim de uma “doçura de costumes” de que o fascismo é o autor e a chamada oposição, cúmplice. Só num ambiente cultural e político deliberada e refinadamente pacifista, mole e sem fibra, pôde um romance tão desgarradamente nosso como o de V. Martinho passar despercebido!»


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Portugal Histórico-Cultural


HERNÂNI CIDADE

Lisboa, 1968
Editora Arcádia, Limitada
2.ª edição («refundida e ampliada»)
180 mm x 108 mm
528 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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