sexta-feira, janeiro 17, 2020

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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


quinta-feira, janeiro 16, 2020

Obscuro Domínio


EUGÉNIO DE ANDRADE
desenho de José Rodrigues
fotografias de Armando Alves

Porto, 1971
Editorial Inova Limitada
1.ª edição
20,2 cm x 13,8 cm
152 págs. + 12 págs. (não numeradas)
impresso a duas cores sobre papel avergoado creme
capa a duas cores e relevo seco
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu verdadeiro nome José Fontinhas, a História da Literatura Portuguesa, de António José Saraiva / Óscar Lopes (10.ª ed., Porto Editora, 1978), à época já o referia assim:
«[...] Nos últimos livros publicados [...] [Obscuro Domínio à cabeça], a gama de tonalidades humorais alarga-se consideravelmente, abrangendo, em conjunção, o murchar do desejo e a sua directa imagem física, ou mais ainda, a estilização apenas irónica e desafiadoramente eufémica de certo tradicional obsceno; a percepção das espessuras ou texturas mais ásperas e incómodas da matéria; fendas a abrir no próprio paraíso poético reinventado, e até na convicção demiúrgica das palavras, de que já se permite sentir viscosidades e labirintos; erupções por vezes violentas de toda a potencial perversidade do Eros infantil, o que de resto traz consigo toda uma radicação rural do poeta anteriormente não de todo expressa, numa bucólica cheirando a mato, a húmus e a pólen, mas também às excreções, ao sémen e aos dejectos de uma animalidade que inclui o humano; a própria presença da morte até então em recalque, embora sempre como simples limite à luminosidade vital, e ligada à imagem serena da água, o protótipo dos diluentes. [...]»

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Antologia [1945-1961]



EUGÉNIO DE ANDRADE
ensaio de Eduardo Lourenço
desenho de Dordio Gomes

s.l., 1961
Delfos
1.ª edição
19,5 cm x 13 cm
232 págs.
impresso sobre papel avergoado
exemplar muito estimado, apresentando sinais de traça na contracapa; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne aqui o Autor o melhor da sua produção poética, abrangendo os excepcionais livros As Mãos e os Frutos, Os Amantes Sem Dinheiro, As Palavras Interditas, Até Amanhã, Coração do Dia e Mar de Setembro. O magnífico ensaio do filósofo Eduardo Lourenço constitui a introdução à leitura que qualquer poeta desejaria.

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A Ilha Graciosa



ANTÓNIO DE BRUM FERREIRA

Lisboa, 1968
Instituto de Alta Cultura
1.ª edição
19,2 cm x 13,3 cm
292 págs. + 6 desdobráveis em extra-texto + 29 folhas em extra-texto + 1 mapa da ilha destacável
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo, sinais periféricos de traça nas duas primeiras folhas
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, janeiro 13, 2020

A Ponte Salazar




J. CANTO MONIZ, eng.
C. SILVA LIMA, eng.
orientação artística de Frederico George, arq.
grafismo de António Garcia e Luís Filipe de Abreu
fotografias de Celestino Teixeira e Mário Novais

Lisboa, 1966
Edição do Gabinete da Ponte Sobre o Tejo / Ministério das Obras Públicas
1.ª edição [única]
30,6 cm x 24 cm (álbum)
4 págs. + 154 págs. + 2 págs. em extra-texto + 3 desdobráveis em extra-texto
edição luxuosa profusamente ilustrada a cores e a preto
encadernação editorial em tela gravada a ouro em ambas as pastas e na lombada, folhas-de-guarda impressas
impressão sobre couché e sobre três diferentes papéis avergoados, frontispício impresso a cinco cores e relevo seco
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

Monografia documentando as sucessivas fases da construção da referida ponte. A importância, por seu turno, do projecto gráfico deste livro é digna de menção no catálogo António Garcia, designer – Zoom in / Zoom out (Mude – Museu do Design e da Moda, Lisboa, 2010).

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Ponte Salazar



[EDUARDO DE ARANTES E OLIVEIRA]

Lisboa, 1967
Ministério das Obras Públicas
1.ª edição [única]
30 cm x 24,3 cm
138 págs. + 8 folhas em extra-texto
subtítulo: Discursos, Relatórios e Notas do Ministro
ilustrado em separado
exemplar estimado, capa manchada; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Escalão de Picote



HIDRO-ELÉCTRICA DO DOURO

Porto, Fevereiro de 1959
Hidro-Eléctrica do Douro, S. A. R. L.
1.ª edição
19,8 cm x 13,8 cm
30 págs. (3 das quais desdobráveis)
subtítulo: Aproveitamento Hidroeléctrico do Douro Internacional
profusamente ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Em Demanda do Preste João



ELAINE SANCEAU
trad. José Francisco dos Santos

s.l. [Porto], 1939
Livraria Civilização – Editora
1.ª edição
19,8 cm x 13 cm
384 págs. + 36 págs. em extra-texto (imagens) + 2 desdobráveis em extra-texto (mapas)
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Timor



TEOFILO DUARTE

Famalicão, 1930
Tip. «Minerva» de Gaspar Pinto de Sousa & Irmão
1.ª edição
21,2 cm x 15,1 cm
412 págs. + 1 folha em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Ante-câmara do Inferno
ilustrado
boa encadernação em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
pouco aparado
conserva a capa anterior da brochura
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
inclui o mapa-desdobrável com a «Rede telefónica e d’estradas em construção»
PEÇA DE COLECÇÃO
147,00 eur (IVA e portes incluídos)

Teófilo Duarte (1898-1958) é o modelo de intelectual português da província em ascensão nos dúbios meandros da política. Do jovem aluno num colégio de jesuítas a militar governador de Cabo Verde, ora ao lado do republicano Machado Santos, ora ao lado dos sidonistas liquidadores da República, e depois ao lado da ditadura instaurada a 28 de Maio de 1926, que o premiou com a governação de Timor – nada pareceu sujar-lhe a farpela e a consciência. Como tal, vê-lo, nos anos 30, alto responsável da Legião Portuguesa só confirma o arrivismo da direita. Salazar confiar-lhe-á, sucessivamente, o Ministério das Colónias e a administração da Companhia dos Caminhos de Ferro de Benguela e do Banco Nacional Ultramarino.

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Auá




FAUSTO DUARTE
pref. Aquilino Ribeiro
capa de Francisco de Oliveira

Lisboa, 1934
Livraria Clássica Editora
1.ª edição
19,9 cm x 12,9 cm
XXXII págs. + 228 págs.
encadernação recente de amador em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva a capa anterior da brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
peça de colecção
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Auá


FAUSTO DUARTE
pref. Aquilino Ribeiro
capa de Francisco de Oliveira

Lisboa, 1934
Livraria Clássica Editora
1.ª edição
20 cm x 13 cm
XXXII págs. + 228 págs.
encadernação recente em meia inglesa, gravação a ouro na lombada
por aparar
conserva as capas de brochura
exemplar estimado, restauros nas capas; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do aludido Prefácio de Aquilino:
«[...] Fausto Duarte, que se embrenhou pelo mato, dormiu nas cubatas do interior, viu acordar as moranças, vem reconciliar-nos com a África e a primeira e mais grata impressão é a de alívio. Desafoga-se. O ar tem a competente impregnação de oxigénio, pássaros das mais belas côres e mais canoros que primas-donas alegram a païsagem, o sol não é “metal em fusão” e pela estrada plaina, como na Europa, o motor do automóvel vai cantando gloriosamente. Balantas e fulas, das onze raças da Guiné os mais activos, ocupados nos agros, erguem a cabeça curiosa. Também aquela rapariga é perita em lançar esquiva e langorosa mirada! Reina a santa paz, idílica paz, as mulheres pilam o arroz e o ruído dos maços repercute ao longe como os mangoais nas eiras de Portugal. Logo, ao sol-pôr, quando as cubatas fumegarem ao céu, falta apenas que desça dos campanários um magoado e suavíssimo angelus. [...]»
Curioso é, que, após o fim da Segunda Guerra Mundial, tenham sido estes mesmos “domesticados” negros guineenses a oferecer a maior resistência ao colonialismo, dando origem à violência mais sanguinária de todas as frentes onde Portugal teve que tentar esmagar os legítimos desejos de independência dos povos...

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domingo, janeiro 12, 2020

Historia da Luzitania e da Iberia [...]


JOÃO BONANÇA

Lisboa, 1891
Imprensa Nacional
Empresa da Historia da Luzitania e da Iberia
1.ª edição [única]
volume I [único publicado apesar de na contracapa ser anunciado o volume seguinte]
29 cm x 20 cm [in 4.º]
2 págs. + 900 págs. + 2 págs. + 5 folhas em extra-texto
subtítulo: [...] Desde os Tempos Primitivos ao Estabelecimento Definitivo do Dominio Romano. Parte fundada em documentos até ao presente indecifraveis
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, que chegou a ser candidato republicano à presidência, começou por fazer-se notar enquanto redactor de artigos em prol da abolição da pena de morte, do casamento civil ou da liberdade de imprensa, causas que mereceram o apoio de Alexandre Herculano [fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990]. Na vertente obra, de crucial importância para a compreensão geológica, paleontológica e histórica da Península Ibérica, dá-se pela primeira vez conta de um olhar científico, e sem complexos, do homem moderno sobre aquilo que o rodeia. Faz parte do legado da burguesia do século XIX, enquanto classe empreendedora e, ainda, motor da História.
Sublinhe-se um detalhe inédito, ou pelo menos raro, de ordem tipográfica: a utilização da própria lombada do volume para anunciar as modalidades de comercialização do mesmo.

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Historia da Civilisação Iberica




J. P. OLIVEIRA MARTINS

Lisboa, 1879
Livraria Bertrand – Viuva Bertrand & C.ª successores Carvalho & C.ª
1.ª edição
17,6 cm x 12 cm
256 págs.
encadernação inteira em pano de fantasia com rótulo em pele gravado a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo, papel acidulado
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Les Habits Neufs du Président Mao


SIMON LEYS
pref. René Viénet

Paris, 1972
2.ª tiragem
Éditions Champ Livre
21,2 cm x 12,4 cm
316 págs.
subtítulo: Chronique de la «Révolution culturelle»
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo, breves sublinhados nas págs. 7 e 48
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Título inspirado em Les Habits Neufs du Grand-Duc de Anderson, onde figura a célebre exclamação de uma criança: «o grão-duque vai nu!», trata-se da mais cruel – porque fidedigna – reportagem feita por um ocidental profundo conhecedor da China e da sua cultura popular. O autor aí voltará de novo, tendo o ensejo de denunciar em primeira mão, num outro livro sufocante – Ombres Chinoises –, não só os horrores a que o povo chinês estava submetido, mas principalmente a hipocrisia esquerdista dos falsos partidários da miragem de um comunismo asiático. De seu nome verdadeiro Pierre Ryckmans (1935-2014), o sinólogo, ensaísta, crítico literário e professor de chinês, num estilo entre o sarcasmo e a ira, denuncia aqui os meandros do assalto ao poder e consolidação de um Estado totalitário.

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La Grande Revolution Culturelle Proletarienne [junto com] Sur la Reeducation des Intellectuels



aa.vv.
pref. Mao Tsetoung [a]
pref. Renmin Ribao e Hongqi [b]

Pequim (República Popular da China), 1970 e 1968
Editions en Langues Etrangeres
[1.ª edição (ambos)]
textos em francês
[13,1 cm x 9,6 cm] + [12,8 cm x 8,9 cm]
[12 págs. + 376 págs.] + [6 págs. + 14 págs.]
subtítulo [a]: Recueil de documents importants
[b] acabamento com um ponto em arame
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Citações do Presidente


MAO TSETUNG
pref. Lin Piao

Pequim (República Popular da China), 1967
Edições em Línguas Estrangeiras
2.ª edição
13,7 cm x 9,8 cm
4 págs. + VI págs. + 346 págs. + 2 folhas em extra-texto
encadernação editorial em plástico relevado a seco
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Oriente, ora nos chega ideologia, ora nos chega fancaria. Ambas baratas e de curta duração. Uma, destinada a banalizar o pensamento sócio-político ocidental; a outra, destinada a destruir a economia local onde quer que se instale.

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Citações do Presidente



MAO TSETUNG

Lisboa, Junho de 1974
Editorial Minerva
1.ª edição («Conforme às Edições em língua estrangeira – Pequim 1967»)
18 cm x 11,5 cm
216 págs.
é o n.º 33 da colecção «Minerva de Bolso»
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O M.R.P.P. – Instrumento da Contra-Revolução


J. L. SALDANHA SANCHES

Lisboa, 1975 [aliás, Fevereiro de 1976]
Ulmeiro – Edição de José Fortunato
2.ª edição
17,9 cm x 11,5 cm
VIII págs. + 144 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O maoísta MRPP (Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado) foi, na passagem do fim do Estado Novo para a pós-modernidade, o ninho sectário de muitos profissionais da política hoje dispersos e instalados em partidos de centro-direita como o PPD-PSD e o Partido Socialista. Mas também deu polícias e instrutores das secretas... Quem melhor que um seu militante-de-proa para denunciar atempadamente a muita falta de honestidade cívica que por lá grassava?... Saldanha Sanches, que os canais de televisão vieram a endeusar como jurisconsulto fiscalista – portanto, como agente-de-proa na manutenção do poder de Estado, Estado esse que o condecorou, a título póstumo, como Grande-Oficial da Ordem da Liberdade –, aqui ainda ideólogo e ex-director do órgão de propaganda do partido, o Luta Popular, põe a nu a dúbia trapalhada a que Arnaldo Matos dava cobertura durante o chamado “Verão quente”:
«[...] Na verdade, as análises do secretário-geral do MRPP [Arnaldo Matos], nunca tiveram como fonte a realidade (seria muito penoso para um homem que se sente tão bem nos largos voos literários da retórica fazê-lo seriamente), mas sim leituras apressadas e mal assimiladas dos grandes mestres do marxismo-leninismo. Por isso pega numa análise que lhe agrade, simplifica-a suficientemente para a conseguir manejar, e aplica-a a martelo. É o método a que o camarada Mao chama, roer o pé, para que o sapato se lhe adapte. [...]
[...] o MRPP não conseguiu em ocasião alguma ser o depositário da confiança da classe operária pelas posições que assume. Ela sente por instinto, que o MRPP nunca a conduzirá a não ser para a derrota. [...]
Por outro lado, o MRPP tem uma política terrorista e liquidacionista em relação a cada luta que consegue influenciar. [...]»
Sublinhe-se que, no proliferar de “extremas-esquerdas” de vão de escada que, à época, esfacelaram a hipotética Revolução, o MRPP terá sido muito mais que uma mera migalha.

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Caricaturas Portuguesas dos Anos de Salazar


JOÃO ABEL MANTA

Lisboa, 1978
Edições «O Jornal» – Publicações Projornal, Ld.ª
1.ª edição [única]
21,8 cm x 30 cm (oblongo)
144 págs.
ilustrado
exemplar como novo, inclui a caixa-estojo editorial em cartão com cromo colado numa das faces
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

João Paulo Cotrim, no seu João Abel Manta – Caprichos e Desastres (Assírio & Alvim / El Corte Inglés / CML – Museu Bordalo Pinheiro, Lisboa, 2008), numa feliz alusão aos horrores desenhados por Goya, põe o vertente livro no lugar que lhe é devido na história da caricatura nacional:
«[...] A melhor fotografia daquela época foi feita, à la minute, uma década mais tarde, pelo próprio com confessado “alívio freudiano”. As Caricaturas Portuguesas dos Anos de Salazar são extraordinário romance gráfico. Manta chamou-lhe caricaturas para sublinhar um carácter popular. E por isso deviam ter circulado em gravuras coleccionáveis à boa maneira do século XIX. Para o bom uso das novas gerações, cruzaria assim a tradição da pintura histórica com a intervenção popular: Brecht em colecção de cromos. É fragmentado o texto deste romance silencioso sobre aqueles anos em que, como sugere a capa, o horizonte apenas se descobria por entre dentes de aço. No espaço de três Salazares (jovem, velho, desaparecido), Portugal vem andrajoso e imponente, como Camões, ocupar o lugar de personagem principal.
Haverá, por certo, ficção e ensaio a reconstituir com qualidade e sabor aquela época e imaginário, mas só as caricaturas de Manta somam ao peso da pintura a espessura do romance e a amarga subtileza da experiência vivida.
Numa estranha procissão silenciosa, onde as palavras mais não são do que um título ou nome, vão passando pela página os actores e cenários daqueles anos (Salazar e a província, marialvas e generais, guerra e povo, amor, desporto, folclore e estátuas), mas também figurinhas de hoje (por exemplo, amor, desporto, folclore e estátuas) e os mitos de sempre (Fátima, Camões, Santo António, além do amor, desporto, folclore e estátuas). Cada página fixa num quadro de cores baças, de entre as quais sobressai um prateado sonoro, uma cena quase sempre macabra, miserável ou risível. [...] As figuras como que se abandonam perante os nossos olhos numa cena que é a última de um qualquer acto. Uma fala da ruralidade, a outra de religiosidade, esta de política e aquela de cultura. Muitas falam de Salazar, todas falam de Portugal. Nos anos de Salazar, a última das cenas é a primeira deste livro: o lento envelhecimento do ditador à janela de um palácio. [...]»

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Cartoons 1969-1975


JOÃO ABEL MANTA
pref. José Cardoso Pires

Lisboa, 1975
Edições «O Jornal»
1.ª edição
21 cm x 29,5 cm (oblongo)
176 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio de Cardoso Pires:
«[...] Nunca pintor daqui e de agora resumiu com tantas subtilezas a temperatura social e política do fascismo agonizante; raros, raríssimos, com o prestígio e a obra de João Abel Manta, resistiram e apostaram como ele na intervenção. [...]»

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Os Versículos Satânicos



SALMAN RUSHDIE
trad. Ana Luísa Faria e Miguel Serras Pereira

Lisboa, Outubro de 1989
Publicações Dom Quixote, L.da / Círculo de Leitores, L.da
1.ª edição
23,6 cm x 16,4 cm
494 págs.
capa e sobrecapa polícromas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

No frontispício, sob os nomes dos tradutores, figura o apoio cautelar que esta publicação mereceu dalgumas instituições portuguesas (e da inefável jornalista Clara Ferreira Alves, na badana). Assim:
«A Secretaria de Estado da Cultura apoia moralmente a edição e distribuição desta obra, com base nos artigos 37.º e 42.º da Constituição da República Portuguesa.
Manifestam igualmente o seu apoio a esta edição a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, a Associação Portuguesa de Escritores, o PEN Clube Português e a Sociedade Portuguesa de Autores.»
Ora aqui está um livro a que o fanatismo islâmico muito ajudou os editores ocidentais a engordar. Os ódios, na altura acesos contra o seu autor, criaram um dos muitos sucessos mercantis que vão dando alento à decadência do capitalismo. E afinal tudo baseado na mera exploração comercial do poder simbólico da palavra escrita, e da criatividade artística em geral. Todos os ingredientes foram, pois, postos no assador: perseguição física do autor, ameaças de morte a editores e tradutores, exércitos inteiros de estupidez mobilizados contra um monte de papéis impressos. O habitual, na era dos autoritarismos renascentes, na era do declínio planetário da humanidade.

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sexta-feira, janeiro 10, 2020

Observations Sur les Maladies, les Blessures et les Autres Imperfections des Arbres Fruitiers et Forestiers de Toute Espece




WILLIAM FORSYTH
«traduites de l’anglois»

Pa[ris, 1791]
Chez Théophile Ba[rrois le jeune, Libraire]
[1.ª edição]
texto em francês
23,1 cm x 14,8 cm (estojo)
84 págs.
cadernos cosidos à linha e acondicionados em estojo próprio de fabrico recente em tela crua
não aparado
exemplar estimado, roído apenas nas duas primeiras folhas (ante-rosto e rosto) afectando o texto; miolo limpo, parcialmente por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Rara obra do horticultor irlandês William Forsyth (1737-1804).

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quinta-feira, janeiro 09, 2020

Evangelho de S. João Comentado por […]




Santo Agostinho
trad., pref. e notas do padre José Augusto Rodrigues Amado

Coimbra, 1944
s.i. [ed. tradutor?]
1.ª edição
2 vols. (completo)
19,8 cm x 13,3 cm
[VIII págs. + 436 págs.] + [VIII págs. + 360 págs.]
exemplares estimados; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Travessia



A. VICENTE CAMPINAS
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Vila Real de Santo António, 1953
Editorial «Ibéria»
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
224 págs.
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo livro em prosa que Vicente Campinas (1910-1998) publica, um conjunto de contos sucedendo ao romance Fronteiriços, do ano anterior.

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Inglezes…



LORJÓ TAVARES
pref. Santos Tavares
capa de Jorge Colaço

Porto, 1925
Livraria e Imprensa Civilização – Editora (Américo Fraga Lamares & C.ª, L.da)
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
2 págs. + 152 págs. + 6 folhas em extra-texto (retratos do autor e do elenco)
subtítulo: Comédia em 3 actos
ilustrado em separado
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Um Resto de Esperança



ROGÉRIO DE FREITAS
ilustrações de Maria Barreira

Lisboa, 1955
Centro Bibliográfico (distrib.)
edição do Autor
1.ª edição
19,7 cm x 13,8 cm
156 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar como novo; por abrir
carimbo de posse junto da dedicatória
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da segunda obra de ficção de Rogério de Freitas.

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quarta-feira, janeiro 08, 2020

Grammaire de l’Ancien Égyptien



J. [JULES] FARINA*
trad. René Neuville

Paris, 1927
Payot
1.ª edição («premier tirage, février 1927»)
texto em francês
22,8 cm x 14,3 cm
2 págs. + 288 págs.
subtítulo: Hiéroglyphes
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

* Giulio Farina (1889-1947).

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domingo, janeiro 05, 2020

Essai Sur le Rythme



MATILA C. GHYKA

Paris, 1952
NRF – Librairie Gallimard
10.ª edição
texto em francês
25,2 cm x 17 cm
188 págs. + 3 vegetais impressos sobreponíveis às págs. 72 e 73
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Matila Costiesco Ghyka (1881-1965), matemático, filósofo, historiador e diplomata moldavo radicado em Inglaterra após a ascensão do comunismo na Roménia, interessou-se principalmente pela reflexão estética à luz da matemática.

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Le Nombre d’Or




MATILA C. GHYKA
pref. Paul Valéry

Paris, 1958 e 1959
NRF – Librairie Gallimard
17.ª e 15.ª edições
2 tomos (completo)
texto em francês
25,4 cm x 16,5 cm
[2 págs. + 178 págs. + 56 págs. em extra-texto] + [2 págs. + 192 págs. + 26 págs. em extra-texto]
subtítulos: Rites et Rythmes Pythagoriciens dans le Développement de la Civilisation Occidentale – I. Les Ryrhmes; II. Les Rites
profusamente ilustrados
impressos sobre papel couché
exemplares muito estimados; miolo limpo
assinaturas de posse no verso dos frontispícios
90,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089

O Misticismo Moderno



FRÂNCIS GRIERSON
trad. Manuél de Macêdo

Lisboa, 1912
Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira & C.ta
1.ª edição
22,3 cm x 14,9 cm
248 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Francis Grierson, pseudónimo de Benjamin Henry Jesse Francis Shepard (1848-1927), foi compositor e pianista inglês radicado e naturalizado nos Estados Unidos da América.

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Cadernos de Cultura Democrática



ALBERTO TEIXEIRA DE SOUSA
ARMANDO BACELAR
ARMANDO COTTA
ARMANDO DE CASTRO
JOAQUIM FELGUEIRAS
JOÃO MAIA
ÓSCAR LOPES
PAPINIANO CARLOS
VIRGÍNIA MOURA
capa de Francisco Abreu Pessegueiro
grafismo de Lobão Vital

s.l. [Porto], s.d. [circa 1969]
Edição dos Autores [imp. Tip. Vale Formoso – Porto]
1.ª edição
14,5 cm x 21,1 cm (oblongo)
76 págs. + 2 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne este volume as intervenções dos titulares, no comício realizado no Coliseu do Porto, a 22 de Outubro de 1969.

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A Minha Missão em Londres 1912-1914



PRINCIPE LICHNOWSKY [KARL MARX]
pref. Gilbert Murray

Londres, 1918
Cassell and Co., Limited – La Belle Sauvage
1.ª edição
18 cm x 12,2 cm
76 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto escrito em 1916 com intuito de circulação confidencial entre amigos do diplomata Karl Marx, príncipe Lichnowsky (1860-1928), acaba publicado em panfleto, cuja importância nada desmente, dada a clarificação das falsidades em que a Alemanha se baseou para desencadear a Primeira Guerra Mundial. Ou, como diz o prefaciador logo nas suas primeiras linhas: «Nunca talvez na historia da humanidade presenciou o mundo uma tão grande exhibição do poder mortifero e corrupto da mentira organisada, como ao rebentar esta guerra. Toda a Allemanha, afóra o seu circulo governamental, foi induzida a acreditar, que a guerra era um traiçoeiro ataque planeado nas trévas “pela vingativa França, pela barbarica Russia e pela invejosa Inglaterra” contra a innocente mãe-patria tão amante da paz. […]»

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Música e Músicos Alemães



JOSÉ VIANNA DA MOTTA

Coimbra, 1941
Publicações do Instituto Alemão da Universidade de Coimbra
1.ª edição
23,9 cm x 16,8 cm
6 págs. + LVIII págs. + 324 págs. + 22 págs. em extra-texto
subtítulo: Recordações, Ensaios, Críticas
ilustrado em separado
exemplar estimado, pequenos defeitos na capa; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, janeiro 03, 2020

Poesias Completas



Ângelo de Lima
org., pref. e notas de Fernando Guimarães

Porto, 1971
Editorial Inova Limitada
1.ª edição
20,4 cm x 13,8 cm
168 págs. + 12 págs. em extra-texto
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado creme
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
conserva a cinta promocional do editor
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Já internado no manicómio de Rilhafoles (Hospital de Miguel Bombarda), Ângelo [Vaz Pinto Azevedo Coutinho] de Lima (1872-1921) será poeta de Orpheu, no número 2, com significativo conjunto de versos, os suficientes para registá-lo como escritor relevante na modernidade literária nacional.

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Sonetos




ANTHERO DE QUENTAL

Porto, 1880
Imprensa Portugueza
2.ª edição
18,2 cm x 12 cm
36 págs.
encadernação inteira em imitação de papiro gravado a ouro na pasta anterior
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO EDITOR JOAQUIM DE ARAÚJO A CORIOLANO DE FREITAS BESSA
150,00 eur (IVA e portes incluídos)


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