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quarta-feira, fevereiro 19, 2020

Verdades Crúas – publicação semanal







GOMES LEAL

Lisboa, 1909
[ed. autor]
1.ª edição
32 fascículos (completo)
228 mm x 157 mm (estojo)
506 págs. [numeração contínua] + 16 págs. (suplemento)
títulos individuais:
[s/ num.] – Os Senhores Ladrões a as Senhoras Favoritas; [s/ num.] – Inquerito á Moral Palaciana; [s/ num.] – Quanto custam as favoritas?; 4 – A questão de Lourenço Marques vista á luz da Crítica Pura; 5 – O Sr. Ferreira do Amaral e as Amazonas do Padre Matos; 6 – Carta ao Senhor Espregueira convidando-o amavelmente a sentar-se no banco dos réos; 7 – Palavras graves á Rainha D. Amelia sobre a Religião e a Moral; 8 – O tratado de Lourenço Marques ou os Misterios do Castelo de Udolfo; 9 – Conselhos a um general em chefe… para não ser corrido ao tabefe; 10 – A Guerra dos Paes da Patria; 11 – Conselhos ao Senhor Vencesláo e á Liga Monarquica do Carapáo; 12 – Carta ao Padre Eterno da Rua dos Navegantes;  13 – Porque se não fáz a Revolução?; 14 – Portugal é preza dos Estrangeiros. O proprio Rei não é portuguez; 15 – A apreensão do Marquez da Bacalhôa; 16 – O Marquez da Bacalhôa e a Justiça Portugueza; 17 – Carta do autor de um livro maldito; 18 – O Diabo vestido de branco; 19 – Cartas energicas ao Porto;  20 – Os Apostolos do Diabo; 21 – Terceira carta energica ao Porto; 22 – Nova Carta Energica ao Porto e outra a El-Rei; 23 – Cartas á Senhora D. Amelia de Orleans – Aventuras do Macaco Azul; 24 – Continuação das Aventuras do Macaco Azul; 25 – Cartas á Senhora D. Amelia de Orleans – O Macaco Azul na Ilha dos Piratas; 26 - Cartas á Senhora D. Amelia de Orleans – Fim das aventuras do Macaco Azul; 27 – Carta ao Senhor Maura, a respeito da prisão do anarquista Ferrer; 28 – Carta Segunda ao Senhor Maura, a respeito da Grande Revolução Social; 29 – Carta ao Senhor Marquez de Soveral; 30 – O Sr. Homem Cristo, Filho; 31 – O Capitão Sr. Homem Cristo, Pae; 32 – Maura, o assassino! Protesto contra a morte de Ferrer
acabamentos com um ponto em arame (alguns agrafos foram substituídos por linha)
exemplares no geral estimados, um ou outro mais gasto e com pequenos restauros nas dobras; miolo limpo
acondicionados num elegante estojo próprio de fabrico recente em papel gofrado com gravação a ouro
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
320,00 eur (IVA e portes incluídos)

Folhetos de intervenção revolucionária que, de par com o referido romance de escárnio O Marquês da Bacalhoa, de António Albuquerque, contribuíram em profundidade para a agitação política que levou à implantação da República.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

As Quadras do Povo. Pamphletos revolucionarios


Lisboa, 1909
dir. Hercules Severo
1.ª edição [única]
colecção completa (6 números)
25,8 cm x 16,8 cm
4 págs. / 2 x 8 págs. / 3 x 12 págs.
exemplares em bom estado
a última folha do n.º 3 encontra-se rasgada, aliás como em todos os que conhecemos, dado ter-se pretendido ocultar o nome do autor dos versos que o constituem; todavia, as listas dos números publicados, que passam a figurar na publicação logo a partir do n.º 4 revelam-nos tratar-se de Armando d’Araujo;
apesar da lista de autores anunciados nas capas dos 3.º e 4.º números, só saíram os seguintes fascículos de versos insultuosamente rebeldes:
n.º 1 – Ao Povo! [anónimo]
n.º 2 – Carta ao Rei, impondo-lhe a expulsão dos jesuitas, por Gomes Leal
n.º 3 – A Sombra de Guilherme Braga, por Armando d’Araujo
n.º 4 – Satyra aos jesuitas e aos liberaes, por Augusto Gil
n.º 5 – Á Luz do Sol, por Dias d’Oliveira
n.º 6 – Eterna comedia!, por Mario Monteiro
peça de colecção com interesse para a história da I República
280,00 eur (IVA e portes incluídos)

Exortando Pombal, escreve Gomes Leal:
«[...] Assésta a grande lunêta,
e ólha os sacros mariolas
amontoando sacólas
como Harpagão, o forreta. [...]
Vem ao convento do Quelhas
vêr bonitinhas condêssas
beijocarem as abadessas
sobre as boquinhas vermelhas.
Como gulosas abelhas
extraindo o mel das flores,
vê beijarem-se as sorores
como Juliêta a Romeu...
ou com lúbricos decótes
bailarem com as cócótes
chamadas do “Pái do Ceu”. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

segunda-feira, janeiro 20, 2020

Poesias Escolhidas


GOMES LEAL
pref., org. e notas de Vitorino Nemésio

Lisboa, s.d. [1942]
Livraria Bertrand
1.ª edição
18,9 cm x 12,9 cm
CXVI págs. + 204 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Introdução: Destino de Gomes Leal
exemplar estimado; miolo limpo, alguma acidez no extra-texto
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de Júlio Crato
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Excelente antologia – e respectivo aparato biográfico e crítico – do melhor dos versos daquele que, nas palavras de Herberto Helder, «À sua vasta e desigualíssima obra poética prestou Vitorino Nemésio precioso serviço, ao seleccioná-la severamente [...]. O livro de Nemésio mereceu na altura os ataques quase generalizados da crítica, mas acabou por revelar-se da maior oportunidade e pertinência. [...]» (Fonte: Edoi Lelia Doura – Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa, org., Assírio e Alvim, Lisboa, 1985)

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telemóvel: 919 746 089


Gomes Leal na Intimidade



LADISLAU BATALHA
pref. Albino Forjaz de Sampaio

Lisboa, 1933
Livraria Peninsular Editora de José da Silva Oliveira
1.ª edição
19,7 cm x 13 cm
XVI págs. + 208 págs. + 2 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
encadernação de amador em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Gomes Leal, Sua Vida e Sua Obra


ÁLVARO NEVES
HENRIQUE MARQUES JÚNIOR
na capa desenho de Rafael Bordalo Pinheiro
retrato de Álvaro Neves por Emmerico H. Nunes

Lisboa, 1948
Editorial Enciclopédia, Lda.
1.ª edição [única]
19,3 cm x 12,6 cm
256 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prolóquio:
«[...] O presente trabalho tem como finalidade apresentar a vida do poeta baseada em documentos incontestáveis e depoimentos insuspeitos. Não nos entibiou a amizade.
Tão-pouco acamaradamos em opiniões de conveniência.
Tem-se afirmado que o poeta se converteu ao catolicismo. Para tal afirmação era necessário que ele tivesse vivido sempre alheio a essa fé católica. Isso não aconteceu. Foi educado catòlicamente, logo não se converteu, retrogradou. Mas resta saber como ele depois executou esse retrocesso. É isso o que vamos tentar provar. [...]»

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segunda-feira, fevereiro 18, 2019

Imagens de Actualidade


JULIÃO QUINTINHA
capa de Bernardo Marques
ilust. António Lopes

Lisboa, 1933
Casa Editora: Nunes de Carvalho
2.ª edição (variante de capa)
19,5 cm x 13 cm
328 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


Imagens de Actualidade



JULIÃO QUINTINHA
capa de Bernardo Marques
ilust. António Lopes

Lisboa, 1933
Casa Editora: Nunes de Carvalho
2.ª edição
19 cm x 12 cm
328 págs.
encadernação inteira em sintético com gravação a ouro na lombada
aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de breves estudos literários em torno de Guerra Junqueiro, Teófilo Braga, Gomes Leal, Wenceslau de Morais, Antero de Quental, Raúl Brandão, Camilo Castelo Branco, Fialho de Almeida e Eça de Queirós.

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domingo, julho 15, 2018

Brinde aos Senhores Assignantes do Diario de Noticias em 1880


GOMES LEAL
MONTEIRO RAMALHO
GERVASIO LOBATO
CHRISTOVÃO AYRES
EDUARDO COELHO

Lisboa, 1881
Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, impressor da Casa Real
1.ª edição
19,4 cm x 12,6 cm
164 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo, ocasional foxing
peça de colecção
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além d’O Espelho da Marqueza de Gomes Leal e d’A Sessão de Espiritismo de Gervásio Lobato, inclui Uma Tourada no Seculo XVII de Eduardo Coelho, textos que têm aqui as suas edições princeps.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


sábado, março 17, 2018

Indignação


ALBERTO ESTANISLAU

Lisboa, 1881
Typographia Nova Minerva
1.ª edição
15,6 cm x 10,9 cm
40 págs.
subtítulo: Resposta á Traição – Carta a S. M. El-Rei o Senhor D. Luiz I
exemplar estimado, pequenas falhas no papel da capa; miolo limpo ocasionalmente oxidado nas primeiras e nas últimas folhas
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Gomes Leal, no calor da ascensão das ideias republicanas, havia publicado um panfleto político em versos ferozmente sarcásticos intitulado A Traição – Carta a El-Rei D. Luiz sobre a venda de Lourenço Marques, visando o rei por haver negociado com Inglaterra a venda de Lourenço Marques. Alberto Estanislau, entre outros, não tomando partido contrário, vem à liça em tom reprovador dos métodos e da linguagem usados pelos revolucionários:
«[...] Faz lastima e causa dó vêr intelligencias robustas xafurdarem no lodaçal das miserias, das paixões e dos espiritos rebeldes.
É uma TRAIÇÃO a perda de Lourenço Marques, mas não deixam de o ser igualmente os arruaceiros do republicanismo, na imprensa, na tribuna e na rua, despertando os ignorantes para a anarchia. [...]»

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sábado, outubro 22, 2016

A Orgia – Publicação mensal: politica, litteratura, costumes



GOMES LEAL

Lisboa, Fevereiro de 1882
Typographia Popular [ed. Autor]
1.ª edição [única]
primeiro número [único publicado]
14,8 cm x 10,9 cm
100 págs.
subtítulo: Carta a El-Rei de Hespanha Sobre a União Ibérica
exemplar muito envelhecido, sobretudo na capa (espelhada) e na folha do rosto; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Panfleto revolucionário, de um Gomes Leal inflamado pela sua recente permanência nos calabouços do Limoeiro, anulada por boa defesa promovida pelos centros republicanos, e o acusador posto a ridículo nas páginas de O António Maria pela pena de Rafael Bordalo Pinheiro.

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Claridades do Sul



GOMES LEAL

Lisboa, 1901
Livraria Moderna – Editora / Empreza da História de Portugal
2.ª edição («revista e augmentada»)
18,3 cm x 12,8 cm
352 págs. + 1 folha em extra-texto
cartonagem editorial em tela gofrada, com gravação a ouro e magenta
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro dos jovens anos de glória do poeta, Claridades do Sul «[...] é a idealização da poesia do Sol, das Árvores, das Flores, da Música, das Paisagens, do Amor, da Vida e do Sonho: enfim, de toda a idiossincrasia destas regiões suaves e musicais do Ocidente. [...]» (Álvaro Neves / Henrique Marques Junior, Gomes Leal – Sua Vida e Sua Obra, Editorial Enciclopédia, Lisboa, 1948).

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Mefistófeles em Lisboa



GOMES LEAL

Lisboa, 1907
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
160 págs.
exemplar muito manuseado, com restauro na lombada, mas aceitável; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um soneto, «Aos Toiros! Aos Toiros!...», a título de exemplo de um realismo literário urbano que chegara, então, à poesia portuguesa pela mão de Cesário Verde:

«Ródam trens com palreiras hespanholas
para a praça dos toiros, léstamente...
Um Bombita ou Guerrita certamente
terão moñas, charutos, gabarolas...

Ha vida, confusão, balburdia. – Lolas
o cavaleiro aplaudem rijamente,
emquanto o toiro diz pacientemente:
– Que mal fiz eu a estes patetólas?...

Teem elles brindes, premios, mil charutos!
Cá nós, porém, irracionaes e brutos,
sem fazer mal algum, farpa e garrócha...

Ora, qual d’estas cousas tem mais siso?
– O marrar, por ser toiro ou ser preciso,
– ou matar, sendo homem, por bambócha?...»

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O Senhor dos Passos da Graça



GOMES LEAL

Lisboa, 1905 [aliás 1904]
Livraria Moderna – Editora / Empreza da História de Portugal
1.ª edição
19,3 cm x 13,1 cm
340 págs.
subtítulo: Memórias de um Revoltado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] O Senhor dos Passos da Graça, Memórias de um Revoltado [...] não é um labor oportunista, mas influenciado pelo ateado da campanha anti-ultramontana nas fileiras republicanas. [...] [Trata-se da] crónica da sociedade devota do Senhor dos Passos da Graça, devoção essa encobridora da vida galante da mesma Sociedade. [...] Este livro enfileira bem a para da Relíquia, de Eça de Queiroz. [...] Há neste volume páginas de observação, como o vozear do povoléu, na Praça da Figueira, na Feira da Ladra e na Praça de Touros [...]. A cerimónia da lavagem da imagem do Senhor dos Passos está descrita com pormenorização em forma jornalística na qual o escritor mostra os seus conhecimentos de liturgia católica. [...]» (Álvaro Neves / Henrique Marques Junior, Gomes Leal – Sua Vida e Sua Obra, Editorial Enciclopédia, Lisboa, 1948).

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A Senhora da Melancolia


GOMES LEAL

Lisboa, 1910
Livraria Moderna Editora / Empreza da Historia de Portugal
1.ª edição
20,5 cm x 12,8 cm
24 págs.
subtítulo: Avatares de um Ateu
exemplar estimado; miolo limpo
discreta rubrica e datação de posse no canto superior direito da folha de ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esclarece-nos o Poeta, em nota final ao poema:
«[...] Qual é o objectivo filosófico da Senhora da Melancolia, e do seu sub-titulo Avatares de um ateu, perguntar-nos-hão.
Como poesia, ella é um preito doloroso, angustioso, tenebroso: como filosofia, o propósito do autor, que melhor esclaréce ainda o sub-titulo, estriba-se na mesmissima tése do Fausto, com uma ligeira variante.
A tése do Göethe era esta: – que o verdadeiro homem de genio, mesmo afastado durante um largo periodo de tempo do ideal de Deus, regressa um certo dia sempre a elle, como fim inevitavel e único de toda a Siencia e toda a atividade humana.
A variante do autor é esta: – Não é imprescindivel de forma alguma que seja um homem de genio aquelle que um bello dia encontre a sua estrada real de Damasco, como Saulo, e aonde ali a cegueira dos seus olhos se cure e dissipe emfim. [...]»

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Carta ao Bispo do Porto


GOMES LEAL

Lisboa, 1901
Empreza da Historia de Portugal, Sociedade Editora
1.ª edição
22,8 cm x 16,3 cm
36 págs.
subtítulo: O Jesuita e o Mestre Escola
capa impressa frente e verso
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

O tom é de sátira anticlerical, mas acusatória e de um republicanismo panfletário:
«[...] Bispo, para onde váes? – Tu váes pela azinhága
das perfidias e os roubos
que Roma apostolisa e onde por noute aziága
soltam uivos os lobos.

[...] Para onde é que váes tu? – Tu váes por essa rua
do convento e o mantéo
aonde, certa noute, a Rigolbóche núa
dizem que tomou véo.

Pastor, para onde váes guardar esse rebanho
que o Christo te confia?...
Tu leval-o pr’a o lobo e deitas-lhe o gadanho
para a faca e a tosquia.

[...] Bispo, por isso emquanto ao Rei pédes a treva,
o claustro e a mancebía,
eu celébro esse heroe que um Niagára leva
de luz maior que o Dia.

Por isso, em quanto tú quer’s dotar povos cégos
com forcas nas estradas,
eu celébro esse heroe singello que aos morcegos
faz heroicas caçadas. [...]»

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