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segunda-feira, março 23, 2026

Abóboras no Telhado [junto com] O Cavaleiro de Oliveira, o Senhor Aquilino Ribeiro e Eu



AQUILINO RIBEIRO
A. [ANTÓNIO] GONÇALVES RODRIGUES


Lisboa, s.d. [a] / Coimbra, 1956
Livraria Bertrand [a] / Ed. do Autor [Coimbra Editora, Limitada]
2.ª edição [a] e 1.ª edição
2 volumes
[191 mm x 123 mm] + [188 mm x 120 mm]
360 págs. + [124 págs. + CXXXII págs. + 1 folha destacável (emendas)]
subtítulo [a]: Polémica e crítica
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo em ambos
[a] ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de Ávila de Azevedo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Investigador da vida e obra de Francisco Xavier de Oliveira, vulgo Cavalheiro ou Cavaleiro de Oliveira, Gonçalves Rodrigues deu-nos a conhecer em primeira mão substantiva parte da obra desse nosso libertino setecentista; e da sua investigação por esconsos de bibliotecas, nomeadamente em Londres – seguindo pistas abertas por um outro investigador, Jordão de Freitas – fez notável tese académica. Aquilino, que por vezes se permitia o empolgar da cobiça e do despeito pelos adversários políticos – tanto Rodrigues como Freitas sempre navegaram à vista do espírito conservador nacional, o que no caso não lhes retira razão intelectual –, veio em letra impressa, numas infelizes oitenta páginas do seu Abóboras no Telhado, denegrir tal esforço, que fôra publicado em Coimbra cinco anos antes sob o título O Protestante Lusitano – Estudo Biográfico e Crítico Sobre o Cavaleiro de Oliveira, MDCCII-MDCCLXXXIII.
O livro junto de Gonçalves Rodrigues devolve o repto, em tom maior e com provas documentais. No fundo, trata-se da luta literária entre dois gigantes da cultura portuguesa... um mais trapalhão, embora brilhante no verbo, o outro sereno no tiro apontado à desonestidade alheia.

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O Galante Século XVIII


[FRANCISCO XAVIER DE OLIVEIRA] CAVALEIRO DE OLIVEIRA
org. e trad. Aquilino Ribeiro

Lisboa, s.d.
Livraria Bertrand
3.ª edição
190 mm x 122 mm
XXIV págs. + 304 págs.
exemplar estimado, restauros na capa e na lombada; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de Francisco Xavier de Oliveira, dito Cavaleiro de Oliveira (1702-1783), abusivamente aqui incluída nas obras de Aquilino por motivos mercantis. Proscrito por heresia e libertinagem, deixa-nos, para além de um acervo literário galante, também a reflexão acerca dos motivos “divinos” que pudessem ter estado na origem do terramoto de 1755. Textos estes últimos dados a conhecer em língua portuguesa, pela primeira vez, na casa editora frenesi em Março de 2004.

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Recreação Periodica


[FRANCISCO XAVIER DE OLIVEIRA] CAVALEIRO DE OLIVEIRA
trad. e pref. Aquilino Ribeiro

Lisboa, 1922
Oficinas Gráficas da Biblioteca Nacional
1.ª edição
2 volumes (completo)
[203 mm x 135 mm] + [203 mm x 131 mm]
[8 págs. + CXVIII págs. + 2 págs. (cortina) + 264 págs.] + [8 págs. + 302 págs.]
dissemelhantes: [I] luxuosa encadernação em meia-francesa com cantos em pele gravada a ouro nos remates da pele, nas nervuras e nas casas da lombada, aparado e carminado somente à cabeça, conserva as capas de brochura; [II] está em brochura
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível em ambos
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, março 03, 2026

Um Escritor Confessa-se


AQUILINO RIBEIRO

pref. José Gomes Ferreira (dat. Março de 1974)

Amadora, Junho de 1974
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
201 mm x 153 mm
408 págs.
subtítulo: Memórias
exemplar estimado, sem a sobrecapa; miolo irrepreensível
autenticado com o sinete do autor
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, novembro 30, 2025

Constantino de Bragança, VII Vizo-Rei da Índia


AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1947]
Portugália Editora
1.ª edição
227 mm x 156 mm
4 págs. + 400 págs. + 17 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação de amador inteira em imitação de pele, gravação a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Das Palavras Preliminares do autor:
«[...] Constantino, que os cronistas de pena parcial, levados na sugestão do imperador de Bizâncio, titulam de grande, quando era de dimensões proporcionadas, apresenta-se-nos, quando menos, como um homem bem intencionado. Para a época era suprema virtude. [...]
Constantino de Bragança, apesar do achaque de fanatismo, que eivava aliás todas as figuras da época, era moralizador, austero, verdadeiramente soberano sem ser déspota. Sobretudo não professava o dogma da sua infalibilidade. Permitia que o Conselho falasse e jamais se opunha às deliberações. Foi no geral um excelente mediador plástico, se nem sempre o mais acertado. [...]»

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sexta-feira, novembro 28, 2025

Os Olhos Deslumbrados




AQUILINO RIBEIRO
desenhos de Botelho

Lisboa, 24 de Dezembro de 1955
Diário de Lisboa
[1.ª edição e única nesta forma]
210 mm x 147 mm
64 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o cólofon que este brinde de Natal oferecido, na data supra, pelo Diário de Lisboa aos seus leitores é uma novela que integrava, em 1914, a primeira edição de Filhas de Babilónia, aqui editada a partir da versão definitiva vinda a lume em 1925. E a fechar a nota da redacção: «[...] Pois aqui tendes a novela “Os Olhos Deslumbrados”, de Aquilino Ribeiro, oiro de lei da língua, Malhoa pintando os nossos costumes, tanto à brocha larga para as personagens toscas, arrancadas ao etnos, na originalidade da greda, como com o fino pincél de marta, para as velaturas das suas paixões e sentimentos – novela essa, porventura, a mais definidora da temática e do estilo do régio prosador português.»

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quarta-feira, outubro 08, 2025

A Via Sinuosa

 

AQUILINO RIBEIRO

Paris – Lisboa | São Paulo – Belo Horizonte, s.d. [1918, seg. BNP]
Livrarias Aillaud e Bertrand | Livraria Francisco Alves
1.ª edição
190 mm x 125 mm
8 págs. + 348 págs.
belíssima encadernação em meia-francesa com lombada e cantos em pele gravada a ouro na lombada
aparado e carminado somente à cabeça, sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse do escritor e bibliófilo João Pinto [de] Figueiredo no ante-rosto
PEÇA DE COLECÇÃO
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da edição original do segundo livro de Aquilino Ribeiro (1885-1963).

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Lápides Partidas

 

AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1945]
Livraria Bertrand
1.ª edição
190 mm x 125 mm
388 págs.
exemplar estimado, contracapa com uma mancha; miolo limpo
assinatura de posse e datação de M. [Manuel] Ginestal Machado (filho do político republicano António Ginestal Machado)
autenticado pelo sinete do autor
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de Aquilino que, embora autónomo, de algum modo prolonga o seu romance Via Sinuosa (de 1918
).

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segunda-feira, junho 23, 2025

El Hombre Que Mató al Diablo


AQUILINO RIBEIRO
trad. A. González-Blanco

Madrid, 20 de Setembro de 1924
Publicaciones Prensa Gráfica
1.ª edição
148 mm x 113 mm
64 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado, capa com vagos sinais de lepisma; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da absoluta edição original de uma novela a que, mais tarde, em 1930, Aquilino veio a dar uma forma literária diversa, expandindo-a para um romance com umas boas três centenas e meia de páginas.

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O Livro de Marianinha

 

AQUILINO RIBEIRO
capa e ilust. Maria Keil

s.l. [Lisboa ?; Venda Nova ?], 1967
Livraria Bertrand
1.ª edição
234 mm x 175 mm
88 págs.
subtítulo: Lengalengas e toadilhas em prosa rimada
profusamente ilustrado a cor
cartonagem editorial
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta o sinete do autor no verso do frontispício
180,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Três Mulheres de Sansão

 

AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, 1932
Livraria Bertrand
1.ª edição
181 mm x 122 mm
268 págs.
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada, relevo seco na pasta posterior identificando o encadernador Paulino
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Andam Faunos pelos Bosques




AQUILINO RIBEIRO
[capa de Abel Manta]

Paris / Lisboa, 1926
Livrarias Aillaud e Bertrand
1.ª edição (5.º milheiro)
188 mm x 123 mm
XVI págs. + 332 págs.
encadernação editorial em tela encerada com gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada
conserva a capa anterior de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
autenticado com o sinete do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto de abertura ao estilo de longa carta a Brito Camacho, em que justifica a dedicatória da obra e dá pequenas achegas pelo conteúdo que na leitura se verá, ou como ele diz, num estilo inconfundível:
«[...] neste livro, os abades não são mais que um acidente; a personagem central é o génio da espécie. Ás almas santas, aos censores que me acoimam de cronista encartado de clérigos como Camilo de brasileiros, direi que são estes os últimos e irrevogáveis do meu guinhol. [...]
[...] se não temesse a pedantaria, aqui deixava a frase heróica e imoderada: fecha com êste trabalho o meu primeiro ciclo. [...]
Vou descer à urbs, depondo a pena que a crítica suficiente qualificou de regionalista. [...]»
E desceu realmente à cidade: no ano seguinte «Vive em Santo Amaro de Oeiras, passando o tempo entre as obrigações da Biblioteca, e o trabalho da sua obra. Implicado na revolta contra a Ditadura Militar, que eclodiu no Porto a 3, e em Lisboa a 7 de Fevereiro deste ano [1927], foge à perseguição policial, abala para a Beira Alta, e segue nesse mesmo ano para Paris – “E lá fui de mala aviada, a caminho do meu segundo exílio!” Nesta cidade, vive cerca de um ano. Foi então demitido do seu lugar da Biblioteca Nacional. Em fins deste ano, regressa clandestinamente a Portugal e acolhe-se à Soutosa [...]» (ver Manuel Mendes, Aquilino Ribeiro, Editora Arcádia Limitada, Lisboa, 1960).

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sexta-feira, janeiro 31, 2025

É a Guerra



AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1934]
Livraria Bertrand
4.º milhar
191 mm x 129 mm
304 págs.
subtítulo: Diário
encadernação em meia-francesa gravada a ouro nas pastas e na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
sinete do autor na pág. 6
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do texto de abertura que o Autor, em Maio de 1934, dirige a António Gomes Mota:
«[...] A Alemanha que procede de Versalhes é dos tais vencidos a que deixaram os olhos para poder chorar. Retalharam-na, empobreceram-na, humilharam-na, quando a boa política seria apenas arrancar-lhe unhas e dentes, que tão assanhadamente arranharam e morderam, para que cêdo, um meio século, não ousasse recomeçar.
[...] a Alemanha derivou para inimiga figadal do género humano. Em Versalhes não se pretendeu estabelecer a verdadeira concórdia entre as nações, mas sim dar satisfação aos ódios triunfantes. É explicável. Mas deixassem, ao menos, criar ossatura à nascente democracia alemã, chorona e paz de alma. Ao contrário, a mísera veio disforme à luz e morreu de consumpção chupada pelos vampiros francês e britânico com seus acólitos. Hitler desabrochou do nateiro de miséria, de opressão, de vexame, de rancor reprimido como flor onde menos se espera, miraculosamente, por conjura do vento, húmus e sol. Aí teem Átila II. Por agora está a forjar o gládio; quando o tiver forjado, brandi-lo-á com fúria sôbre a Europa espavorida e nada saberá resistir-lhe. É fatal. [...]»
A continuação desta linha de pensamento e análise da história então recente, num inconfundível estilo de reportagem, prolongar-se-á pelo volume do ano seguinte, Alemanha Ensanguentada.

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sexta-feira, agosto 30, 2024

Camiliana & Vária – Revista Enciclopédica do «Círculo Camiliano»

 


dir. Aquilino Ribeiro
Lisboa, Janeiro-Março de 1951 a Maio de 1954
Edição do Círculo Camiliano – Museu João de Deus
1.ª edição
7 números enc. 1 volume (completo)
243 mm x 195 mm
336 págs. + 1 folha em extra-texto + 4 págs. (anunciantes) (num. consecutiva)
ilustrados
sóbria encadernação em meia-inglesa com cantos em pele gravada a ouro na lombada
pouco aparados
conservam todas as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboram, entre muitos outros, autores como António Sérgio, o próprio Aquilino Ribeiro, Cardoso Martha, Diogo de Macedo, Jacinto Prado Coelho, João de Araújo Correia, João de Deus Ramos, João Paulo Freire (Mário), Maria Archer, Oldemiro César, Rocha Martins, etc.; ilustram-na artistas como Abel Manta, Alfredo Cândido e Armando Boaventura.

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quinta-feira, agosto 15, 2024

Terras do Demo

 

AQUILINO RIBEIRO

Paris – Lisboa | Porto | Rio de Janeiro, 1923
Livrarias Aillaud e Bertrand
3.ª edição
188 mm x 124 mm
X págs. + 2 págs. (cortina) + 320 págs.
modesta encadernação de amador inteira em tela encerada com gravação a ouro na lombada
pouco aparado
conserva a capa anterior da brochura
exemplar estimado; miolo limpo
autenticado pelo sinete do autor no verso do frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, agosto 03, 2024

Volfrâmio

AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d.
Livraria Bertrand
3.º edição
193 mm x 123 mm
434 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
ostenta o sinete do escritor no verso do frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, junho 28, 2024

Quando os Lôbos Uivam [junto com] Quando os Lobos Julgam a Justiça Uiva


AQUILINO RIBEIRO
prefácios de Adolfo Casais Monteiro
capa de Fernando Lemos [a]


São Paulo, 1959 / s.d.
Editôra Anhambi S. A. [a] / Editora Liberdade e Cultura [b]
1.ª edição (ambos)
[211 mm x 143 mm] + [155 mm x 114 mm]
264 págs. + 112 págs.
subtítulo do espécimen b: Texto integral da acusação e defesa no processo de Aquilino Ribeiro
exemplares muito estimados; miolo limpo
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição portuguesa apreendida e em parte destruída pela PIDE às ordens de Salazar, tinha então o Autor setenta e quatro anos de idade, da qual poucos exemplares se encontrarão hoje em dia. A Biblioteca Nacional de Lisboa fez reproduzir, na monografia Aquilino Ribeiro, 1885-1963 (Lisboa, 1985), cópia do mandado de captura do escritor emitido pelo Tribunal da Comarca de Lisboa. A vertente edição, a brasileira, realizada no imediato à apreensão em Portugal, faz-se aqui acompanhar da defesa do autor. Esse requerimento de defesa constitui um dos mais veementes libelos acusatórios das infâmias do Estado Novo. Porque – como aí se diz – Aquilino «[...] tem 74 anos. Quando a atual situação se guindou revolucionàriamente ao Poder, já o requerente tinha 41 anos. Já êle cá estava com a sua lealdade ao passado, às suas idéias, às suas convicções arreigadas, às suas simpatias políticas, ao seu caráter de cidadão.
Não nasceu sob o signo do novo Zodíaco, de modo que, se como escritor tivesse personalidade, ficava onde sempre estivera, e, como personalidade tinha, ficou.
O escritor, que tem de ser um intelectual e um homem de caráter, não muda de credo como quem muda de camisa. Tampouco muda de idéias a não ser um troca-tintas, salvo se se trata duma conversão depois de profundo e doloroso exame mental e psíquico. O requerente não tinha que fazer êsse exame. Julgava-se e julga-se no bom caminho e apraz-lhe continuar no arraial, religião, política, conceito geral da vida e do homem, em que sempre se achou. Por isso se não passou nem podia passar – como tantos ou alguns – para o Estado Novo. O requerente preza a sua consciência como uma dignidade. Portanto, o Estado Novo, que veio quando êle já era homem para além do seu meio-dia, deixasse-o em paz. [...]»

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domingo, novembro 26, 2023

S. Banaboião, Anacoreta e Mártir


AQUILINO RIBEIRO
capa de Clementina C. [Carneiro] de Moura

Lisboa, s.d.
Livraria Bertrand
2.ª edição
191 mm x 122 mm
332 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
autenticado com o sinete do autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

O inefável escritor Domingos Monteiro, nas fichas de leitura do serviço de aquisições da Fundação Calouste Gulbenkian, após classificar esta obra para «mais de 21 anos com formação moral e intelectual», justifica-se: «Este livro um dos mais belos de Aquilino Ribeiro, é não obstante certas cenas, que o recomendam apenas para adultos, um livro cheio de idealismo que representa afinal uma delicada alegria contra o instinto e os prazeres terrenos. A despeito de certas inconveniências, não há nada neste livro que seja contra a crença sincera nem mesmo contra o espírito de santidade.» E disse!...

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domingo, novembro 19, 2023

Matai-vos Uns aos Outros!


JORGE REIS
pref. Aquilino Ribeiro
capa de António Domingues

Lisboa, 1961
Prelo, Sociedade Gráfica Editorial, Lda.
1.ª edição
197 mm x 143 mm
XVI págs. (insertas entre as págs. 8-9) + 252 págs.
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Para além de Aquilino Ribeiro ter tido a fineza de escrever umas palavras «À Laia de Apresentação» (mais de si próprio! do que do livro ou do seu autor), Jorge Reis (1926-2005) mereceu-lhe esta obra proibida o Prémio Camilo Castelo Branco, galardão literário promovido por agentes profissionais do livro apenas durante sete anos (1959 a 1965), com o fim de dar a conhecer autores na altura sonegados pela censura do regime fascista. O nome do exilado político parisiense Jorge Reis figurará, pois, entre os de José Rodrigues Miguéis, Vergílio Ferreira, Fernanda Botelho, Maria Judith de Carvalho, José Cardoso Pires e Isabel da Nóbrega.

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sábado, outubro 28, 2023

Brito Camacho

 

FERREIRA DE MIRA
AQUILINO RIBEIRO


Lisboa, s.d. [1942, seg. BNP]
Livraria Bertrand
1.ª edição
186 mm x 120 mm
300 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
autenticado pelos carimbos dos respectivos autores
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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