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domingo, maio 10, 2020

Volfrâmio


AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1943]
Livraria Bertrand (tip. Imprensa Portugal-Brasil)
1.ª edição
201 mm x 128 mm
432 págs.
encadernação de amador inteira em sintético gravada a ouro na lombada
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um romance em que Aquilino Ribeiro, além de mostrar o colaboracionismo dos portugueses na Segunda Guerra Mundial, fornecendo volfrâmio quer às fábricas de material bélico dos nazis, quer às dos aliados, destrói o mito de que o povo rural é simples, honesto e decente, quando afinal na província pululam todos os horrores dos centros urbanos: a traição, a mentira, a inveja, o crime organizado – o homem lobo do homem, em suma.

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telemóvel: 919 746 089


quinta-feira, dezembro 12, 2019

Quando os Lobos Uivam


AQUILINO RIBEIRO

São Paulo (Brasil), 1959
Editôra Anhambi S.A.
1.ª edição (no Brasil)
21,1 cm x 14,4 cm
264 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance proibido, tendo sido instaurado um processo contra Aquilino, cujo requerimento de defesa constitui um dos mais veementes libelos acusatórios das infâmias do Estado Novo. Porque – como aí se diz – Aquilino «[...] tem 74 anos. Quando a atual situação se guindou revolucionàriamente ao Poder, já o requerente tinha 41 anos. Já êle cá estava com a sua lealdade ao passado, às suas idéias, às suas convicções arreigadas, às suas simpatias políticas, ao seu caráter de cidadão.
Não nasceu sob o signo do novo Zodíaco, de modo que, se como escritor tivesse personalidade, ficava onde sempre estivera, e, como personalidade tinha, ficou.
O escritor, que tem de ser um intelectual e um homem de caráter, não muda de credo como quem muda de camisa. Tampouco muda de idéias a não ser um troca-tintas, salvo se se trata duma conversão depois de profundo e doloroso exame mental e psíquico. O requerente não tinha que fazer êsse exame. Julgava-se e julga-se no bom caminho e apraz-lhe continuar no arraial, religião, política, conceito geral da vida e do homem, em que sempre se achou. Por isso se não passou nem podia passar – como tantos ou alguns – para o Estado Novo. O requerente preza a sua consciência como uma dignidade. Portanto, o Estado Novo, que veio quando êle já era homem para além do seu meio-dia, deixasse-o em paz. [...]»

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Aldeia



AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1946]
Livraria Bertrand
1.ª edição
189 mm x 125 mm
352 págs.
subtítulo: Terra, Gente e Bichos
chancela do Autor na pág. 6
exemplar manuseado, capa com alguma sujidade generalizada; miolo limpo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos Aquilino, na legenda de abertura destes seus escritos já anteriormente publicados no Jornal do Comércio:
«[...] eu, se quisesse pôr um rótulo no meu livro, teria que declinar sucessivamente romance, ensaio, folclore, monografia, crítica, didáctica, etc., etc., para me agarrar ao varia de todos os guisados literários, que por igual cabe à botica, à capela, e à lavra desta índole. Semelhante ao desfolhar, apenas o gesto dos que buscam a última palavra do seu amor na corola dum malmequer. [...]»


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segunda-feira, novembro 18, 2019

Contemporanea 5



[EUGÉNIO DE CASTRO
AQUILINO RIBEIRO
et alii]

Lisboa, Novembro de 1922
dir. José Pacheco
apenas o fascículo n.º 5
29,4 cm x 21,6 cm
48 págs. + 2 folhas em extra-texto + 8 págs. (Contemporanea Jornal 1922 – Ano 1.º - vol. 2.º)
profusamente ilustrado
impressão a duas cores directas
apresenta-se em cadernos soltos envoltos por cobertura de papel-kraft com dobras de reforço à cabeça e ao pé e uma aba na contracapa
exemplar estimado, cobertura com restauros nas dobras; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

No vertente fascículo sobressai a inclusão de «S. Gonçalo», inédito de Aquilino Ribeiro, assim como desenhos de Mily Possoz e de Almada Negreiros.

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Contemporanea 6 [inclui «Soneto Já Antigo»]





[EUGENIO DE CASTRO
FERNANDO PESSOA
AQUILINO RIBEIRO
AMERICO DURÃO
ANTONIO CORRÊA D’OLIVEIRA
AFFONSO LOPES VIEIRA
ANTONIO BOTTO
ALVARO DE CAMPOS
TEIXEIRA DE PASCOAES
JUDITH TEIXEIRA
ANTONIO SARDINHA
MARIO SAA
ALMADA NEGREIROS
MILY POSSOZ
AMADEU DE SOUZA CARDOSO
JORGE BARRADAS
et alii]

Lisboa, Dezembro de 1922
dir. José Pacheco
apenas o fascículo n.º 6
29,1 cm x 22 cm
80 págs. + 2 págs. (índice dos n.os 4, 5 e 6) + 11 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado
impressão a duas cores directas
apresenta-se em cadernos soltos envoltos por cobertura de papel-kraft com dobras de reforço à cabeça e ao pé e uma aba na contracapa
exemplar estimado, cobertura com restauros nas dobras; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

No vertente fascículo sobressai a inclusão de «Soneto Já Antigo», inédito de Álvaro de Campos, de «Triunfal», inédito de Aquilino Ribeiro, de «Palavras dum Avestruz Todo Gris», inédito de António Botto, de «Gesta da Raça», inédito de António Sardinha, assim como desenhos de Mily Possoz, Almada Negreiros, Jorge Barradas, etc.

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Contemporanea 8 [inclui «Lisbon Revisited»]





[LEONARDO COIMBRA
AMADEU DE SOUSA CARDOSO
AFONSO DUARTE
AQUILINO RIBEIRO
MÁRIO SAA
ALMADA NEGREIROS
ALVARO DE CAMPOS
FERNANDO PESSOA
et alii]

Lisboa, 1923
dir. José Pacheco
apenas o fascículo n.º 8
29,7 cm x 21,8 cm
64 págs. + 7 folhas em extra-texto + 1 encarte («sumario»)
profusamente ilustrado
impressão a duas cores
apresenta-se em cadernos soltos envoltos por cobertura de papel-kraft com dobras de reforço à cabeça e ao pé e uma aba na contracapa
exemplar estimado, cobertura com restauros nas dobras; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

O vertente fascículo inclui o inédito de referência «Lisbon Revisited», de Álvaro de Campos, e a «Carta ao Author de “Sáchá”», de Fernando Pessoa.

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terça-feira, outubro 01, 2019

Catálogo de Livros Seleccionados, n.º 3


[AQUILINO RIBEIRO, pref.]

Lisboa, 1955
O Mundo do Livro (de João Rodrigues Pires)
1.ª edição [única]
24,1 cm x 16,7 cm
16 págs. + 176 págs. + 32 págs. em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Aquilino Ribeiro constitui exemplo do grande escritor – reconhecido grande escritor – que se não furta em apôr uma palavra inteligente na abertura do “vulgar” catálogo comercial de um alfarrabista. Aqui, bisando o que já fizera antes para o boletim de O Mundo do Livro, o de 1951. E em defesa do “negócio”!...:
«[...] Para o bibliófilo – esse benemérito do livro, que o defende dos terríveis inimigos: o anóbio, que fura uma prateleira de volumes de ponta a ponta como uma bala; a traça, que rói as cordas e os coiros e faz renda de Peniche do papel mais precioso; sentinela alerta contra o leitor sebento que molha o índex na boca para voltar as páginas; contra o encadernador que os apara; contra o vândalo que os abre com um dedo; contra o José dos Anzóis que os anota com lápis corriqueiro; que ainda hoje vota a todas as pragas do inferno os incendiários da Biblioteca bizantina de Alexandria e da Biblioteca árabe de Granada – para esse, nada mais que dentro da sua esfera, ir folheando e computando preços, verificando as altas e baixas, pois que são valores sensíveis de Bolsa, premunindo-se assim com a cotação do dia, ler um catálogo é o mais útil e regalado dos exercícios. A cada passo, irá experimentando um frémito de gozo: quando topa com espécies de que também possui o seu exemplar, bem valorizadas, ou subindo de estimativa.
[...] De facto há, não podia deixar de haver, uma certa voluptuosidade em roçar, cerebralmente, esses corpos sensuais, que são os livros bonitos, mesmo através da enumeração dum ficheiro.
De modo que só bárbaros, de que de resto o mundo está coalhado, desdenham de objecto tão subtil como complexo, complexo desde o tipógrafo, o solertissimus calchographus dos prelos do Renascimento, ao papel com a qualidade da pasta e marca de água, para não falar do autor, que, de resto, nem sempre é o que imprime à espécie os seus altos quilates, seja ele bem embora um dos sábios da Grécia. [...]»

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domingo, setembro 15, 2019

Jardim das Tormentas



AQUILINO RIBEIRO
pref. Carlos Malheiro Dias

Paris – Lisboa | Rio de Janeiro – S. Paulo – Belo Horizonte, 1913
Aillaud, Alves & Cia – Livraria Bertrand | Francisco Alves & Cia
1.ª edição
17,7 cm x 12 cm
XX págs. + 322 págs. [aliás, 316 págs. (num. errada)]
encadernação editorial inteira em tela encerada, gravação a branco na pasta anterior e na lombada, relevo seco na pasta posterior
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse de J. P. Chaves Ferreira no frontispício
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro de Aquilino Ribeiro (1885-1963).

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Terras do Demo


AQUILINO RIBEIRO

Paris / Lisboa, 1919
Livrarias Aillaud e Bertrand / Aillaud, Alves & Cia.
1.ª edição
18,2 cm x 12 cm
X págs. + 2 págs. + 316 págs.
encadernação editorial em tela com ferros a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar muito estimado, apenas a lombada dá mostras da acção prolongada da luz
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel Mendes, no seu Aquilino Ribeiro (na colecção A Obra e o Homem, Editora Arcádia, Lisboa, 1960), sublinha:
Da «[...] medida das coisas e do homem tirou o escritor a bitola da sua invenção, que alcança ao mesmo passo a grandeza dos largos horizontes e a mofina desventura daquela existência de criaturas desterradas do Mundo. Quem percorre as estradas dali [ref. Beira Alta], ou se afoita pelos caminhos e pára nos povoados, sente o hálito amargo das Terras do Demo, respira a atmosfera por vezes negra que envolve as tristes felicidades, os dramas e as angústias que o escritor nos descreve. Ali bebeu Aquilino, com o leite materno, as dores e as alegrias do homem e da terra, e aprendeu o falar do Povo, tão característico como o seu sentir, que se mantém incorrupto, renitente a toda a mescla, no típico e no genuíno da sua tradição.
Destas circunstâncias provém o cunho de assombrosa autenticidade da obra de Aquilino Ribeiro. O mesmo vento da serra varre em fúria as páginas dos seus romances, como varre os caminhos do monte, e com ele uivam à compita os lobos e uiva o homem na sua estreme fereza e adâmica humanidade. [...]»

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El Hombre Que Mató al Diablo


AQUILINO RIBEIRO
trad. A. González-Blanco

Madrid, 20 de Setembro de 1924
Publicaciones Prensa Gráfica
1.ª edição
14,8 cm x 11,3 cm
64 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado, capa com vagos sinais de lepisma; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da absoluta edição original de uma novela a que, mais tarde, em 1930, Aquilino veio a dar uma forma literária diversa, expandindo-a para um romance com umas boas três centenas e meia de páginas.

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A Traição


AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1922]
Editorial, Ld.ª
1.ª edição
14,4 cm x 10 cm
32 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jovem autor, nesses anos 20, à semelhança de Ferreira de Castro também Aquilino preferiu que certas tentativas literárias ficassem perdidas sem reedição, hoje apenas alvo do apreço e busca continuada dos bibliófilos.

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quarta-feira, agosto 22, 2018

Camões Não Foi Bem Como Aquilino o Viu



NORBERTO DE ARAUJO

Lisboa, 1949
[ed. Autor ?]
1.ª edição
19,6 cm x 13 cm
64 págs. + 6 folhas em extra-texto
subtítulo: Conferência proferida na Camara Municipal de Lisboa em 4 de Julho de 1949
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve ensaio em torno do grande Lírico, cuja vida Aquilino muito pejorativamente efabulou: «[...] Aquilino Ribeiro, em quarenta páginas de “D. Constantino de Bragança”, traçou um Camões que ele encontrou ou julgou encontrar em si, nas suas leituras, durante o passeio pelas alamedas da História, e pelas ilhas dos amores do poeta. Julgo que não foi feliz.
Mas, depois, insistiu. Numa centena de páginas de “Camões, Camilo, Eça e alguns mais” [...] Aquilino apresenta o mesmo Camões, pelas mesmas ruas da amargura, como se a Camões não houvesse sobejado amargura.
[...] Aquilino dá-nos agora um Camões, mais do que desgraçado – miserável, a roçar pela indignidade, e, para tanto, ele, Aquilino, rebusca, escabicha, profunda com uma lâmpada de mau azeite, escalpeliza cruelmente, ainda que com bisturi de ouro. [...]»
Norberto Araújo, por seu turno, clarifica e nobilita a vida de miséria, sim: de miséria que levou Camões, a poucos meses de falecer, confessar por carta a D. Francisco de Almeida: «[...] assim acabarei a vida, e verão todos que fui tão afeiçoado à minha Pátria, que não sòmente me contentei de morrer nela, mas de morrer com ela.»

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Príncipes de Portugal


AQUILINO RIBEIRO
ilustrações de Cândido Costa Pinto


Lisboa, s.d. [1952]
Livros do Brasil, Limitada
1.ª edição
19,3 cm x 13,4 cm
232 págs.
subtítulo: Suas Grandezas e Misérias
inclui 10 desenhos do ilustrador nas cortinas de capítulo
chancela do Autor na pág. 4
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
discretas iniciais de posse na folha de ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra proibida pelo governo da ditadura no Estado Novo, por insultuosa e antipatriótica, esteve na origem de um enérgico coro na Assembleia Nacional orquestrado, entre outros, pelo o inequívoco fascista Manuel Múrias [vd. Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa, 2005]:
«[...] Vendo bem, nem sequer é história o que se desenrola através das duzentas páginas do livro, para rectificar o qual seria preciso não uma singela anotação, como a que se lhe faz agora, mas um grosso volume, abonado de farta, embora fácil, documentação, para se fazer ideia da inconsciência com que o escritor abocanha, desde Viriato a D. Sebastião, passando pela excelsa figura do Condestável, algumas das mais altas figuras morais da história portuguesa.
Custam, sem dúvida, a evitar nesta tribuna, onde já não é costume empregarem-se expressões indignas de assembleias representativas, as palavras candentes que melhor qualificariam a proeza, e não as usaremos agora, se bem que a desenvoltura com que salpica a pena enlameada santos, heróis, reis e instituições que são lustre da Pátria e a ajudaram a constituir, a engrandecer e a manter livre e altaneira, durante séculos e séculos, autorize, noutro lugar, a solta linguagem do Sr. Aquilino Ribeiro para o mesmo Sr. Aquilino Ribeiro.
[...]
No fundo, trata-se, afinal, de arremetidas políticas, onde a invocação histórica não é, nem quer ser, outra coisa senão a agressão mal encapotada ao regime que assume expressamente a responsabilidade de reerguer e defender Portugal na sua grandeza para o futuro, que laboriosamente se procura levantar cada vez mais firme e cada vez mais belo. [...]»

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segunda-feira, dezembro 11, 2017

Os Olhos Deslumbrados



AQUILINO RIBEIRO
desenhos de Botelho

Lisboa, 24 de Dezembro de 1955
Diário de Lisboa
[1.ª edição e única nesta forma]
20,6 cm x 15 cm
64 págs.
folhas encasadas sem costura nem agrafo, embora se conheçam exemplares com o acabamento a dois pontos em arame
exemplar bem conservado; miolo muito limpo
peça de colecção
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o cólofon que este brinde de Natal oferecido, na data supra, pelo Diário de Lisboa aos seus leitores é uma novela que integrava, em 1914, a primeira edição de Filhas de Babilónia, aqui editada a partir da versão definitiva vinda a lume em 1925. E a fechar a nota da redacção: «[...] Pois aqui tendes a novela “Os Olhos Deslumbrados”, de Aquilino Ribeiro, oiro de lei da língua, Malhoa pintando os nossos costumes, tanto à brocha larga para as personagens toscas, arrancadas ao etnos, na originalidade da greda, como com o fino pincél de marta, para as velaturas das suas paixões e sentimentos – novela essa, porventura, a mais definidora da temática e do estilo do régio prosador português.»

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domingo, maio 14, 2017

É a Guerra


AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1934]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,1 cm x 12,9 cm
304 págs.
subtítulo: Diário
exemplar envelhecido e muito manuseado mas aceitável; miolo limpo
sinete do autor na pág. 6
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do texto de abertura que o Autor, em Maio de 1934, dirige a António Gomes Mota:
«[...] A Alemanha que procede de Versalhes é dos tais vencidos a que deixaram os olhos para poder chorar. Retalharam-na, empobreceram-na, humilharam-na, quando a boa política seria apenas arrancar-lhe unhas e dentes, que tão assanhadamente arranharam e morderam, para que cêdo, um meio século, não ousasse recomeçar.
[...] a Alemanha derivou para inimiga figadal do género humano. Em Versalhes não se pretendeu estabelecer a verdadeira concórdia entre as nações, mas sim dar satisfação aos ódios triunfantes. É explicável. Mas deixassem, ao menos, criar ossatura à nascente democracia alemã, chorona e paz de alma. Ao contrário, a mísera veio disforme à luz e morreu de consumpção chupada pelos vampiros francês e britânico com seus acólitos. Hitler desabrochou do nateiro de miséria, de opressão, de vexame, de rancor reprimido como flor onde menos se espera, miraculosamente, por conjura do vento, húmus e sol. Aí teem Átila II. Por agora está a forjar o gládio; quando o tiver forjado, brandi-lo-á com fúria sôbre a Europa espavorida e nada saberá resistir-lhe. É fatal. [...]»
A continuação desta linha de pensamento e análise da história então recente, num inconfundível estilo de reportagem, prolongar-se-á pelo volume do ano seguinte, Alemanha Ensanguentada.

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Alemanha Ensangüentada


AQUILINO RIBEIRO
capa de Roberto

Lisboa, s.d. [1935]
Livraria Bertrand
1.º milhar
19 cm x 12,4 cm
312 págs.
exemplar com restauros nos bordos superiores da capa e das três primeiras folhas; miolo limpo, parcialmente por abrir
sinete do autor na pág. 6
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Alemanha Ensangüentada



AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1935]
Livraria Bertrand
1.º milhar
18,8 cm x 12,2 cm
312 págs.
encadernação modesta em meia-inglesa com tela e papel de fantasia, gravação a ouro na lombada
aparado, sems capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo e assinatura de posse no ante-rosto e no frontispício
sinete do autor na pág. 6
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da carta de abertura que o Autor, em Maio de 1935, dirige a Francisco Pulido Valente:
«[...] A Alemanha que perpassa nestas páginas» [em 1920] «fui surpreendê-la no momento mais trágico e porventura singular da sua história: ao saír da guerra, rôta, faminta, ulcerada, desiludida de Deus e de César, heróica sempre. Começara a operar o Diktat de Versalhes ou a cilindração dum povo, à valentona e com meticulosidade chinesa, como se faz à brita das estradas.
Exangue, sem fôlego, governada por fantasmas, só um cego a não veria a tomar-se daquela febre que devia conduzir a Hitler e ao estado de exaltação patriótica que apavora o mundo. Dessa mesma, enfêrma e revolcando-se no desespêro, sem a menor dúvida descende em linha recta a Alemanha que acaba de erguer a espada com o trémulo e sensual regozijo duma tríbu de hunos chamada às armas. Em linha recta, sim, por contra-pancada, como à violência erigida em sistema responde sempre a incompreensível reacção. [...]
O mais lamentável de tudo é que se perdesse a lição do cataclismo e rios de sangue e de lágrimas debalde regassem o mundo. Estão outra vez de pé em suas aras as divindades carniceiras. [...]»

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S. Banaboião, Anacoreta e Mártir



AQUILINO RIBEIRO
capa de Clementina C. [Carneiro] de Moura

Lisboa, s.d. [1937, seg. BNP]
Livraria Bertrand
1.ª edição
18,3 cm x 12,3 cm
332 págs.
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
gravação a seco Paulino Enc. na pasta posterior
conserva a capa anterior da brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
rótulo de entrada em biblioteca no ante-rosto
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

O inefável escritor Domingos Monteiro, nas fichas de leitura do serviço de aquisições da Fundação Calouste Gulbenkian, após classicar esta obra para «mais de 21 anos com formação moral e intelectual», justifica-se: «Este livro um dos mais belos de Aquilino Ribeiro, é não obstante certas cenas, que o recomendam apenas para adultos, um livro cheio de idealismo que representa afinal uma delicada alegria contra o instinto e os prazeres terrenos. A despeito de certas inconveniências, não há nada neste livro que seja contra a crença sincera nem mesmo contra o espírito de santidade.» E disse!...

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Caminhos Errados


AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1947]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
360 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
sinete do autor na pág. 6
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, dezembro 26, 2015

Matai-vos Uns aos Outros!


JORGE REIS
pref. Aquilino Ribeiro
capa de António Domingues

Lisboa, 1961
Prelo, Sociedade Gráfica Editorial, Lda.
1.ª edição
19,7 cm x 14,3 cm
XVI págs. (insertas entre as págs. 8-9) + 252 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além de Aquilino Ribeiro ter tido a fineza de escrever umas palavras «À Laia de Apresentação» (mais de si próprio! do que do livro ou do seu autor), Jorge Reis (1926-2005) mereceu-lhe esta obra proibida o Prémio Camilo Castelo Branco, galardão literário promovido por agentes profissionais do livro apenas durante sete anos (1959 a 1965), com o fim de dar a conhecer autores na altura sonegados pela censura do regime fascista. O nome do exilado político parisiense Jorge Reis figurará, pois, entre os de José Rodrigues Miguéis, Vergílio Ferreira, Fernanda Botelho, Maria Judith de Carvalho, José Cardoso Pires e Isabel da Nóbrega.

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