terça-feira, abril 23, 2013

Caminhos Magnéticos



ANTÓNIO MADEIRA [BRANQUINHO DA FONSECA]

Lisboa, s.d. [1938]
Edições Europa
1.ª edição
19,1 cm x 12,6 cm
274 págs.
da Colecção de Autores Modernos Portugueses dirigida por João Gaspar Simões, sendo o n.º 2, após publicação do livro de Almada Nome de Guerra
exemplar estimado, com cinta da capa intacta; miolo limpo
valorizado pela assinatura do Autor (Madeira)
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma escrita que se afirmava fora do enquadramento neo-realista, apesar da sua atenção aos conflitos do homem em sociedade.

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O Barão


ANTÓNIO MADEIRA [BRANQUINHO DA FONSECA]        
capa de K [Fred Kradolfer]

Lisboa, 1942
Editorial “Inquérito”, Ld.ª
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
80 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Tragédia de D. Ramon



BRANQUINHO DA FONSECA
capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d. [circa 1955]
Edição de Fomento de Publicações, Lda.
2.ª edição
16,6 cm x 11,7 cm
48 págs.
é o n.º 11 da colecção Mosaico dirigida por Manuel do Nascimento
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur

Conto inicialmente incluído no volume Caminhos Magnéticos, de 1938, e que José Régio considerou «[...] incontestàvelmente notável, [pela] sua natural fusão de realismo e poesia, do senso das realidades e do senso do mistério, – tão penetrantes um como o outro [...]».

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domingo, abril 21, 2013

No Templo dos Jeronymos – Oração Funebre



A. AYRES PACHECO, cónego da Sé de Lisboa

Lisboa, 1908
Joaquim José Teixeira Bastos (editor) / Livraria Correia Pinto (depositário)
2.ª edição
25,5 cm x 18,6 cm
24 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Pronunciada nas exequias de El-Rei D. Carlos I e do Principe Real D. Luiz Filippe, mandadas celebrar pelo governo no dia 25 de abril de 1908
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur


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sexta-feira, abril 19, 2013

Memoria Politica sobre a situação publica de Portugal na actualidade dirigida a Sua Magestade El-Rei o Senhor Dom Luiz I



ANTONIO JOAQUIM DE FIGUEIREDO GUIMARÃES

Lisboa, 1861
Typographia de J. [Joaquim] G. [Germano] de Sousa Neves
1.ª edição
23 cm x 16 cm
40 págs.
exemplar estimado, com pequenas falhas de papel na capa; miolo limpo, por abrir
valorizado pela dedicatória manuscrita (não assinada) do Autor ao conselheiro cartista José Bernardo da Silva Cabral (1801-1869), irmão de Costa Cabral
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

O vertente relatório dá fé do estado da nação ao rei D. Luiz, acabado de ascender ao trono por morte de seu irmão D. Pedro V. Assim, avivando um estilo bem português que, desde então, em nada mudou:
«[...] Senhor! Portugal não póde continuar n’este despinhadeiro, impelido como vae, pela desorganisação, e pela fraquesa a que está levado. É mister sahir promptamente d’este estado. [...]
É necessario fazer justiça a este povo, o mais soffredor, o mais tolerante, e tambem o mais infeliz. Elle tem rasão para estar descontente, e para não esperar a salvação publica dos elementos politicos já experimentados, e de que elle tem pessimas impressões. [...]
Como poderemos exigir do povo que tenha crenças, se elle vê que, em quanto é preso um desgraçado por furtar para um pão, todos os dias são publicamente accusados de concussões e delapidações os proprios ministros da Coroa, attribuindo-se-lhes, ora fazer contractos para por elles se realisarem luvas de muitos contos de réis, ora fazer concessões de grande alcance por motivos torpes, ora apadrinhar empregados venaes e convencidos de roubos. O povo lê todos os dias estas accusações, que são tremendas, e que reclamam severa punição se são verdadeiras, ou prompto castigo da diffamação do poder se são falsas: e não obstante, vê continuarem os ministros docemente no poder annos successivos, sem se incommodarem com a infamia [...]»

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quinta-feira, abril 18, 2013

A. B. da Costa Cabral. Apontamentos Historicos


[JOSÉ MARIA DE ALMEIDA E ARAUJO CORRÊA DE LACERDA]

Lisboa, 1844-1845
Typographia de Silva
1.ª edição [única]
2 tomos (completo)
21,8 cm x 15,7 cm
[278 págs. + 1 folha em extra-texto] + 716 págs.
ilustrado no tomo I com o retrato do biografado
encadernações uniformes antigas, um pouco gastas, em meia-inglesa de amador com ferros a ouro na lombada discretos mas elegantes
exemplares muito estimados, miolo irrepreensível
sem capas de brochura
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ajuda-nos o incontornável Innocencio Francisco da Silva a identificar o autor da vertente biografia política do Cabral que suscitou a revolta de Maria da Fonte. Diz-nos, então, o sábio no tomo V do seu Diccionario Bibliographico Portuguez (Imprensa Nacional, Lisboa, 1860):
Que tal obra de D. José, ex-cónego regrante da Congregação de Santo Agostinho, e à data desta publicação tesoureiro-mor da Sé da Guarda, «[...] Sahiu sem o nome do auctor.» Repartindo-se pelos dois volumes «[...] a vida publica do ministro Costa Cabral, depois conde de Thomar [...]», no primeiro deles, e, no segundo, a compilação das «[...] provas e documentos justificativos, entre os quais se contém muitos de notavel interesse, e que fornecem subsidios valiosos para a historia politica de Portugal no periodo que decorre de 1820 em diante. [...]»
António Bernardo da Costa Cabral, para além da sua exaltada participação “esquerdista” nos primeiros surtos liberais, acabou como um “normalizador” ao serviço de D. Maria II na pasta da Justiça e como grão-mestre da Maçonaria.

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Memorias Escriptas pelo Conselheiro [...]



JOAQUIM DA COSTA E SILVA

Lisboa, 1823
Na Typograf. de Antonio Rodrigues Galhardo
1.ª edição
20,6 cm x 14,7 cm
32 págs.
acabamento em cadernos soltos com com duas laçadas de linha, tal como circulou na época
acondicionado numa modesta pasta de cartolina
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur

Rol curricular dos serviços públicos prestados pelo autor (Costa e Silva foi tesoureiro-mor do Erário Régio), que, não se servindo dos «adornos da Eloquencia, naõ poucas vezes enganosos», mas sim da fria inumeração factual, vem reclamar justiça para a sua pessoa: «Os Serviços feitos ao Estado nunca prescrevem, seja qual for o tempo em que se praticáraõ. A Razaõ o dicta, o Interesse Publico o aconselha, para o exemplo. [...]
Se o esquecimento, e a desattençaõ fossem a recompensa de tantas fadigas, seguir-se-hia, ficar sujeito ás tristes, e deploraveis Leis da Indigencia, quem teve ao seu alcance repetidos, e abundantes meios de ser rico, ficando pobre; ou a dirigir supplicas (productos de indifferença) á Generosidade Estrangeira, que antes rejeitou, e que ainda detesta. [...]»

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segunda-feira, abril 15, 2013

O Tolo por Arte, | e o | Sabio por Geito [...] [inclui] O Sabio por Geito, | ou | tomo segundo | do | Anti-machiavelismo [...]




JOÃO PEDRO DO VALLE

Lisboa, 1794
Na Of. de Simão Thaddeo Ferreira
2.ª edição [Inocêncio, I e VIII, 677]
14,7 cm x 9,8 cm
[16 págs. + 206 págs.] + 216 págs.
subtítulo: Dois tomos em hum só volume, | ou o | Anti-machiavelismo, | Nova Sciencia, e Arte, para que cada | hum dos homens poffa efcapar aos | derrimentos da fociedade: | Obra muito neceffaria para quem defeja viver no | Mundo com Amigos, Honra, e Paz
encadernação da época inteira em pele, com rótulo e vinhetas gravados a ouro na lombada
aparado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, papel sonante
PEÇA DE COLECÇÃO
155,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colhe-se no Diccionario Bibliographico Portuguez de Inocêncio Francisco da Silva (tomo I, Imprensa Nacional, Lisboa, 1858) a seguinte informação:
«Antonio Felix Mendes, professor da lingua latina, Academico da Academia Latina e Portugueza, etc. - N. no logar de Pernes, districto de Santarem, a 14 de Janeiro de 1706, e m. em Lisboa no anno de 1790. [...]» Além de duas obras, «[...] que sahiram com o seu nome, attribuem‑se‑lhe [outras] duas [...], que foram ambas publicadas com o de João Pedro do Valle. [...]»

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domingo, abril 14, 2013

As Dictaduras (I) – O Regimen Revolucionario (II) [junto com] A Constituição (III) – Finanças (IV)



BAZILIO TELLES

Famalicão, 1911 / Porto, 1911
Typographia Minerva – Editora / Livraria Moreira – Editora
1.ª edição (ambos)
[18 cm x 11,6 cm] + [18,3 cm x 11,8 cm]
88 págs. + 72 págs.
exemplares estimados, com pequenos restauros nas capas; miolo limpo
ocasionais carimbos da biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa em ambos
assinatura de posse do professor Agostinho de Campos (1870-1944) na capa do primeiro volume
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Dictaduras (I) – O Regimen Revolucionario (II)



BAZILIO TELLES

Famalicão, 1911
Typographia Minerva – Editora
1.ª edição
17,7 cm x 11,5 cm
88 págs.
exemplar com a capa envelhecida mas aceitável; miolo limpo
discreta assinatura de posse no rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Consta a parte II do volume de uma proposta de medidas revolucionárias de emergência («Summula dos Decretos») pelo autor enviada a Teófilo Braga na manhã de 8 de Outubro de 1910. Nunca ele obteve do Governo Provisório de então a mínima concordância; aí consta o célebre parágrafo 12 a sugerir um «Decreto punindo com a pena de morte summaria quem quer que seja surprehendido a roubar, a matar ou a forçar a casa alheia».

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quarta-feira, abril 03, 2013

As Mãos de Abraão Zacut



LUÍS DE STTAU MONTEIRO
capa de Alberto Gomes

Lisboa, Fevereiro de 1968
Edições Ática, Lda.
1.ª edição
19,4 cm x 13,7 cm
192 págs.
subtítulo: Peça em 2 actos
exemplar estimado, contracapa com alguma sujidade; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Mesmo em 1968, num país europeu (Portugal) sob a pata de uma ditadura de inspiração germanófila que tardava em ser derrubada, não era despropositado insistir que tinha havido um holocausto lá onde o capitalismo resolvia a sua crise expropriando e matando os judeus.

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terça-feira, abril 02, 2013

Um Homem Não Chora



LUIZ DE STTAU MONTEIRO

Lisboa, 1960
Ática Limitada
1.ª edição
19,2 cm x 14,4 cm
172 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome Luís Infante de La Cerda Sttau Monteiro, filho do embaixador de Portugal em Londres, foi novelista, dramaturgo brechtiano, tradutor e jornalista, perseguido pelo regime ditatorial de Salazar e preso, em 1967, na sequência da publicação de duas peças de teatro que denunciavam as atrocidades desse regime e o absurdo da guerra colonial. Ao vertente livro, de estreia, se lhe quisermos atribuir uma filiação literária estrangeira para além da crua observação do real português de uma burguesia tolhida por tiques ridículos, mais do que noutros angry young men, será em John Osborne que deveremos colher lição.

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Livre Câmbio e Desenvolvimento Económico



MIRIAM HALPERN PEREIRA

Lisboa, 1971
Edições Cosmos
1.ª edição
22,6 cm x 16,4 cm
444 págs. + 15 desdobráveis em extra-texto + 1 folha encarte (errata)
subtítulo: Portugal na segunda metade do século XIX
ilustrado
cartonagem editorial
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
carimbos de posse de Adriano Trigo de Sousa na primeira folha-de-guarda e na primeira página, assinatura do mesmo no ante-rosto
27,00 eur

Uma passagem da Introdução:
«[...] Nas obras de economistas e políticos surge após a crise [de 1876] um desencantamento equivalente ao da geração literária de 1870 [os vencidos da vida]. Multiplicam-se as críticas à política fontista, a Regeneração é definida como uma política económica exclusivamente absorvida pelo melhoramento dos meios de transporte, com desprezo pelo desenvolvimento da agricultura e da indústria do país. Desperdícios de dinheiro em trabalhos públicos, actividades especulativas e corrupção dos governos bastariam para explicar a falência de uma política assente em empréstimos externos.
Este conceito de Regeneração, difundido em seguida pela propaganda republicana, persistiu até aos nossos dias. [...]»
No mais, o profundo ensaio de Halpern Pereira estuda, no período histórico em epígrafe, naquilo em que ela falhou, uma economia nacional proeminentemente agrária.

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