domingo, abril 29, 2018

Conta Dirigida ao Ministerio do Reino pela Segunda Classe da Academia Real das Sciencias sobre o estado dos trabalhos relativos á publicação dos Monumentos Historicos de Portugal e sobre a suspensão delles



Lisboa, 1856
Na Typographia da Academia
1.ª edição
27,6 cm x 22 cm
4 págs. + XIV págs. + 2 págs. + 92 págs.
sóbria encadernação recente em meia-inglesa com gravação a ouro na pasta anterior
não aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Diccionario Bibliographico Portuguez de Inocêncio Francisco da Silva (tomo II, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859):
«[...] Os documentos que acompanham esta Conta envolvem particularidades interessantes e curiosas, tanto para a historia da Academia, como a respeito de outras especies litterarias, e até bibliographicas. De pag. 9 a 15 vem uma extensa carta do sr. A. Herculano, então vice‑presidente da Academia, datada de 30 d’Abril de 1856, explicando as causas que o impelliram a dar a demissão d’aquelle cargo.»

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Portugal – Três Séculos de Expansão e Descobrimentos


JOHN DOS PASSOS
trad. Maria da Graça Cardoso

Venda Nova – Amadora, 1970
Editorial Ibis, Lda.
1.ª edição
20,8 cm x 15,5 cm
X págs. + 470 págs.
encadernação editorial em tela encerada impressa a ouro na pasta anterior e na lombada, com sobrecapa em policromia, folhas-de-guarda impressas
exemplar muito estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dos Passos, conhecido romancista norte-americano, patenteia aqui o seu interesse pela História de um país que, por via paterna madeirense, também era, de certo modo, o seu.

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Paralelo 42


JOHN DOS PASSOS
trad. Helder de Macedo
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, s.d. [1963, seg. BNP]
Portugália Editora
1.ª edição
21,7 cm x 15,1 cm
416 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro (autónomo) da trilogia U.S.A., em que o luso-descendente John dos Passos (1896-1970) vai estabelecer os traços da União: «U.S.A. é a fatia de um continente. U.S.A. é um grupo de sociedades anónimas de responsabilidade limitada, alguns sindicatos, um sistema de leis encadernadas em carneira, uma rede radiofónica, uma cadeia de cinemas, uma coluna de cotações da Bolsa apagadas e rescritas num quadro preto pelo contínuo da Western Union, uma biblioteca pública cheia de jornais velhos e livros de história amarrotados, com protestos escritos a lápis nas margens. U.S.A. é o maior vale do mundo, franjado de montanhas e colinas. U.S.A. é uma colecção de funcionários gabarolas com contas de banco a mais. U.S.A. é uma quantidade de gente enterrada nas suas fardas no cemitério de Arlington. U.S.A. é as letras no fim de uma direcção quando se está no estrangeiro. Mas, principalmente, U.S.A. é o falar do povo.» (Da nota editorial na badana)

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Catalogo Illustrado da Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental Portugueza e Hespanhola Celebrada em Lisboa em 1882




Lisboa, 1882
Imprensa Nacional
1.ª edição
2 volumes (completo): [1] Texto; [2] Estampas
24 cm x 16 cm
[XVI págs. + 350 págs.] + [8 págs. + 434 págs. (não num., impressas somente de um lado)]
subtítulo: Sob a protecção de Sua Magestade El-Rei o Senhor D. Luiz I e a presidencia de Sua Magestade El-Rei o Senhor D. Fernando II
[2] profusamente ilustrado
encadernações recentes homogéneas em meia-inglesa com gravação a ouro nas lombadas
não aparados
conservam as capas de brochura
exemplares estimados; miolo limpo, ocasional foxing, primeiro volume anotado a grafite e, por vezes, a lápis vermelho
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE E PELAS ANOTAÇÕES DE LUÍS KEIL, CONSERVADOR DO MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA, DATADAS DE SETEMBRO DE 1916, DANDO CONTA DO PARADEIRO OU DO DESAPARECIMENTO DALGUMAS PEÇAS
110,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Meio Século a Ver Touros


ROGERIO PÉREZ – «EL TERRIBLE PÉREZ»

Lisboa, 1945
Editora Marítimo-Colonial, Limitada
1.ª edição
19,4 cm x 12,7 cm
168 págs. + 10 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo, por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ao Estribo


PEPE LUIZ

Lisboa, 1946
Livraria Popular de Francisco Franco
2.ª edição
19,3 cm x 12,3 cm
304 págs. + 64 págs. em extra-texto
subtítulo: Impressões Tauromáquicas
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu verdadeiro nome José Luís Ribeiro (1890-1962), reúne no vertente livro valiosas apreciações para a história do toureio a cavalo.

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Temas de Toiros


SARAIVA LIMA
pref. Manuel Augusto Garcia Viñolas

Lisboa, 1958
Empresa Nacional de Publicidade (deposit.)
1.ª edição
23,1 cm x 17 cm
240 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, abril 28, 2018

Lilliput Langenscheidt


Berlin - Schöneberg, 1955
Langenscheidt KG
[s.i.]
2 vols. (completo)
4,9 cm x 3,7 cm
476 págs. + 632 págs.
subtítulo: Português – Inglês; English – Portuguese
acabamento editorial em tela encerada impressa a negro
exemplares estimados; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Empresa fundada no século XIX por Gustav Langenscheidt, é hoje distribuidora mundial dos guias Michelin e Forbes. Os seus dicionariozinhos são considerados o melhor apoio linguístico para viajantes de todo o mundo. Há-os numa profusão babélica. O seu minúsculo formato – assim como uma apreciável qualidade – notabilizou-os. Nos anos 60 do século passado, eram oferecidos como lembrança aos passageiros dalgumas companhias de aviação.

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Aprender a Brincar


IRONDINO TEIXEIRA DE AGUILAR
capa de Calvet de Magalhães
ilust. idem e Valentim Malheiro

Porto, s.d.
Porto Editora, Lda.
2.ª edição
18,3 cm x 12,4 cm
240 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
cartonagem editorial, lombada em tela gravada a negro
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o autor na sua Nota Prévia à edição original (1955):
«[...] Na prática [...] que sucede? Isto, muito simplesmente: – Os nossos rapazes, em regra, saem da Instrução Primária sem o perfeito domínio da correcção ortográfica; entram nos cursos secundários – onde tal aprendizado vai sendo cada vez mais difícil, devido a causas várias e suficientemente conhecidas – e saem deles a caminhar inseguramente neste campo pedregoso; ingressam, a manquejar, nos Cursos Superiores... e, em muitos casos, saem destes mesmos sem que o tal domínio completo das questões ortográficas tenha sido adquirido.
O mal é geral. [...]»
Resta acrescentar que, quando estes “cursados superiores” se alcandoram a posições de poder, político, cultural & outros, acham-se então no direito de chafurdar na língua a seu bel-prazer, promovendo “revisões” e novos “acordos” ortográficos, que vão de par com as suas habituais sujeiras mercantis.

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domingo, abril 22, 2018

Auto do Grau


ANTONIO GOMES DA SILVA
capa de João Amaral

Coimbra, 1905
Edição da Comissão Executiva das “Festas do Enterro do Grau” (Lvmen – Typ. França Amado)
1.ª edição [única]
19,7 cm x 13 cm
6 págs. + 42 págs.
subtítulo: Farça em Verso
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] as insígnias doutorais motivaram incursões artísticas em campos como o fresco, o cartaz publicitário, programas festivos e capas de livros. A par das pinturas existentes nos tectos da Sala do Exame Privado e Capela de São Miguel [Coimbra] [...], no edifício da Faculdade de Medicina, inaugurado em 26 de Maio de 1956, existe num dos átrios um grande fresco de Severo Portela Júnior onde figura um lente com borla e capelo.
A comissão escolar dos festejos do Enterro do Grau de Bacharel (1905) fez imprimir um avantajado cartaz onde está representada a contorno vermelho uma borla sob cuja sombra tutelar ajoelham os quintanistas de Direito. O programa dos festejos do Enterro do Grau de Bacharel, com capas a azul claro, reproduzia o barrete doutoral de um dos postais concebidos por João Amaral. Do mesmo artista era o rosto da brochura Auto do Grau, da autoria do estudante António Gomes da Silva, com velho “grau” coberto por borla. As festas académicas de 1905, na sua riqueza e prolixidade iconográficas, originaram pratos decorativos e publicidade a bolachas, onde a borla doutoral ocorre. [...].
Os caricaturistas activos nos séculos XIX e XX não foram propriamente amistosos com as insígnias doutorais conimbricenses, recorrentemente afloradas como símbolos de obscurantismo ou pedantismo cultural, imagem distorcida e paupera que tem persistido no tempo como cliché. [...]» (Fonte: página electrónica Virtual Memories, «Património vestimentário e insigniário conimbricense. O hábito talar e as insígnias doutorais de Bernardino Machado – Juntar os fios à meada», 22 de Agosto, 2009)

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A Morte das Baleias


AMÉRICO GUERREIRO DE SOUSA
capa de João Segurado (sobre Eduard Munch)
contracapa de Joaquim Lobo (fotografia)

Lisboa, 1988
Edições «O Jornal» – Publicações Projornal, Ld.ª
1.ª edição
20,9 cm x 14 cm
200 págs.
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«“A Morte das Baleias” leva ainda mais longe a ironia muito peculiar e o humor negro inconfundível de “Os Cornos de Cronos”, em cuja linha se situa, nele reaparecendo algumas das suas personagens. [...]»

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sexta-feira, abril 20, 2018

Grupo de Bailados Portugueses Verde-Gaio [programa]


GRUPO DE BAILADOS PORTUGUESES VERDE-GAIO,
Margarida de Abreu,
Fernando Lima,
Carlos Seixas,
Luís de Freitas Branco,
Ruy Coelho,
Auber,
Jaime Silva, Filho
capa de [Maria] Keil [do Amaral]

Lisboa, s.d. [circa 1960]
[Secretariado da Propaganda Nacional]
1.ª edição
29,9 cm x 19,7 cm
8 págs.
acabamento um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de Prólogo Galante (Carlos Seixas), O Condestável – A Espada e a Cruz (Luís de Freitas Branco), Passatempo (Ruy Coelho), Grand Pas de Deux (Auber) e Fado (Jaime Silva, Filho).

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Verde-Gaio – Bailados Portugueses [programa]


GRUPO DE BAILADOS PORTUGUESES VERDE-GAIO,
António Ferro,
Francisco Lage,
Adolfo Simões Müller,
Paulo Ferreira,
Fernanda de Castro,
Carlos Queiroz,
Ruy Coelho,
Frederico de Freitas,
Jorge Croner de Vasconcelos,
Artur Santos,
Ernesto Halffter,
Armando José Fernandes
capa de Bernardo Marques
ilust. Horácio Novais (fotografia), Tomaz de Melo (Tom), Maria Keil do Amaral e Paulo Ferreira

Lisboa, 1941
Edições SPN [Secretariado da Propaganda Nacional]
1.ª edição
28,4 cm x 22,3 cm
36 págs. + 4 folhas em extra-texto + 1 encarte (papel verde)
subtítulo: Segunda Temporada
ilustrado
acabamento com laçada em passamane
exemplar estimado; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de O Homem do Cravo na Bôca (Francisco Lage), Inês de Castro (Ruy Coelho), Passatempo – Danças Portuguesas (Ruy Coelho e Frederico de Freitas), Dança da Menina Tonta (Frederico de Freitas), A Lenda das Amendoeiras (Jorge Croner de Vasconcelos) e Muro do Derrête (Frederico de Freitas).

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Verde-Gaio – Bailados Portugueses [programa]


GRUPO DE BAILADOS PORTUGUESES VERDE-GAIO,
Jorge Croner de Vasconcelos,
Fernanda de Castro,
Frederico de Freitas,
Adolfo Simões Müller,
Ruy Coelho,
Carlos Queiroz
capa de Bernardo Marques
ilust. Maria Keil do Amaral, Estrêla Faria e Paulo Ferreira

Lisboa, 1940
Edições SPN [Secretariado da Propaganda Nacional]
1.ª edição
28,4 cm x 22,3 cm
16 págs.
subtítulo: Primeira Temporada
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de A Lenda das Amendoeiras (Jorge Croner de Vasconcelos), Ribatejo (Frederico de Freitas), Canções (Artur Santos e A. Rey Colaço), Inês de Castro (Ruy Coelho) e Muro do Derrête (Frederico de Freitas).

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Bailados Verde-Gaio [programa]



[FRANCIS GRAÇA,
Frederico de Freitas,
Ruth Walden,
Adolfo Simões Müller]

Lisboa, Dezembro de 1948
s.i. [Secretariado Nacional de Informação]
1.ª edição
25,2 cm x 19 cm
16 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, vinco vertical; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de Três Danças (Óscar da Silva), Dança dos Pastores (António Melo), Chula do Douro (Ruy Coelho), Ribatejo (Frederico de Freitas), Inez de Castro (Ruy Coelho) e Nazaré (Frederico de Freitas).

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Bailados Verde-Gaio [programa]


[FRANCIS GRAÇA,
Frederico de Freitas,
Ruth Walden,
Carlos Queiroz,
António Ferro]

Lisboa, Dezembro de 1948
s.i. [Secretariado Nacional de Informação]
1.ª edição
24,9 cm x 18,9 cm
20 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de Muro do Derrête (Frederico de Freitas), D. Sebastião (Ruy Coelho) e Nazaré (Frederico de Freitas).

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Bailados Verde-Gaio [programa]



[IVO CRAMÉR,
Frederico de Freitas,
Paulo Ferreira,
Bárbara Thiel,
Tyyne Talvo,
António Ferro]

Lisboa, Dezembro de 1948
s.i. [Secretariado Nacional de Informação]
1.ª edição
25,2 cm x 18,9 cm
16 págs.
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Programa de sala referente à exibição de Quatro Danças (Rameau), Pavana para uma Infanta Defunta e Balada (Ravel), La Fille aux Cheveux de Lin (Debussy), Noite Sem Fim (Moussorgsky), Aventuras de Arlequim (Scarlatti), Para Lá do Oriente e A Menina e os Fantoches (Prokofieff) e Oriental (Granados).

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A Memória do Cinema 82


[J. GUILHERME DA SILVA, coord.]

Lisboa, 1983 [Janeiro a Dezembro de 1982]
Quarteto
1.ª edição
29,1 cm x 20,4 cm
4 págs. + 72 págs.
subtítulo: Anuário Cinematográfico
profusamente ilustrado
exemplar estimado, sinais de fita-gomada na capa; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de todas as folhas de sala relativas aos filmes exibidos no ciclo A Memória do Cinema, em 1982, cobrindo referências a um acervo de mais de duzentas e cinquenta obras, que o Quarteto, à época, disponibilizou numa escolha de invulgar padrão de qualidade e importância culturais.

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A Memória do Cinema 79


[J. GUILHERME DA SILVA, coord.
PEDRO MATOS, texto]

Lisboa, 1980 [Janeiro a Dezembro de 1979]
Quarteto
1.ª edição
29,1 cm x 20,5 cm
4 págs. + 100 págs.
subtítulo: Anuário Cinematográfico
profusamente ilustrado
exemplar estimado, vinco na capa; miolo no geral limpo
sublinhados a tinta nas págs. 42-43, 53 e no índice
assinatura de posse no rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de todas as folhas de sala relativas aos filmes exibidos no ciclo A Memória do Cinema, em 1979, cobrindo referências a um vasto acervo de obras, que o Quarteto, à época, exibiu, numa escolha de grande qualidade e importância culturais.

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Vinte Anos de Cinema (1962-1982)


EDUARDO PRADO COELHO
grafismo de Luís Correia

Lisboa, 1983
Instituto de Cultura e Língua Portuguesa
1.ª edição
19,3 cm x 11,7 cm
168 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinaturas de posse no rosto e no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Introdução do autor:
«[...] os últimos vinte anos do cinema português constituem um período fortemente polémico. 1962 assinala uma data importante porque, em torno de uma iniciativa de Ernesto de Sousa, mas também de obras de Manuel de Oliveira, Artur Ramos, Paulo Rocha e outros, se iniciou um processo de reabilitação do cinema português [...].»

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quinta-feira, abril 19, 2018

A Questão Religiosa


JOSÉ D’ARRIAGA

Porto, 1905
Livraria de Alfredo Barbosa de Pinho Lousada – Editora
1.ª edição
18 cm x 11,7 cm
XIV págs. + 106 págs.
exemplar naturalmente envelhecido, pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo, rasgão no rodapé das págs. VII-X sem afectar o texto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do autor, que, em vésperas da queda da monarquia, alerta para o verdadeiro inimigo da inteligência e do progresso:
«[...] Combatendo a reacção religiosa, não queremos attentar contra as crenças dos que a promovem e sustentam, mas trazer a paz e harmonia a todas as seitas por meio da tolerancia, que constitue a base fundamental das sociedades contemporaneas.
Não é este opusculo um grito de guerra, como o são as obras publicadas pelas associações catholicas: é mais um brado a favor da tranquillidade dos povos, tão perturbada n’estes ultimos tempos pela reacção religiosa [...].
A campanha das associações catholicas consiste em guerrear nos paizes catholicos todas as religiões estranhas, oppondo-se ao livre exercicio dos seus cultos, e pedindo aos governos medidas de rigor contra ellas. Pretende manter em nossos dias os antigos fóros e privilegios da igreja catholica, os quaes foram origem do antigo regimen absoluto, e da intolerancia religiosa, que produziu os autos de fé, os carceres da Inquisição e cruzadas expurgatorias, etc.
A mesma reacção religiosa préga o exterminio dos que não pensam com a igreja catholica, dos que não acceitam seus dogmas e preceitos, dos livres pensadores, e de todos os que sahiram do gremio catholico. [...]»

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A Questão Religiosa


[SAMPAIO] BRUNO

Porto, 1907
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores
1.ª edição
18,4 cm x 12,5 cm
XXXII págs. + 452 págs.
encadernação editorial, gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Dictadura



[SAMPAIO] BRUNO

Porto, 1909
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, editores
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
VIII págs. + 296 págs.
subtítulo: Subsidios Moraes Para Seu Juizo Critico
exemplar estimado, com falhas de papel nos topos superior e inferior da lombada; miolo limpo
assinatura de posse sobre o frontispício
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz Joel Serrão no seu Sampaio Bruno, o Homem e o Pensamento (Editorial Inquérito, Lisboa, 1958): Em pleno conflito ideológico com Afonso Costa, que chegou a agredir Sampaio Bruno fisicamente, o que levou este último a afastar-se do Partido Republicano, será ainda «[...] na qualidade de jornalista republicano independente que ele vai travar o veemente combate, que foi o seu, contra a ditadura de João Franco. Volta-lhe o ardor combativo de outrora. Escreve quase diàriamente um artigo. Insurge-se contra a supressão dos direitos cívicos e, quando, em 1908, João Franco caiu, logo após o assassinato do rei e do príncipe herdeiro, exclama: “o regicídio é, seguramente, um acto condenável, mas o despotismo não o é menos. O tiranicídio é, na verdade, um crime; mas a tirania é também um crime”. [...]»
O vertente livro serve História na exactidão dos factos e na conotação posta nos mesmos.

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O Encoberto


[SAMPAIO] BRUNO
pref. do autor (José Pereira de Sampaio)

Porto, 1904
Livraria Moreira – Editora
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
XX págs. + 384 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, abril 18, 2018

Malasartes – ex-Pravda 8


dir. e org. Júlio Henriques
Coimbra, Primavera de 1992
1.ª edição [única]
24,1 cm x 16,7 cm
128 págs.
impresso a duas colunas em sépia
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Pravda 4


dir. e org. Júlio Henriques e Vasco Santos
Coimbra, Verão de 1986
Fenda Edições
1.ª edição [única]
30 cm x 21 cm
32 págs.
subtítulo: Presença de Karl Kraus contra o jornalismo
acabamento com dois pontos em arame
impresso a duas colunas em azul ultramarino
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista de cariz revolucionário, afecta às ideias de Internacional Situacionista. O espírito desta publicação retoma, por mão de Júlio Henriques, a força vital quer do magazine Fenda, quer da anterior Subversão Internacional.

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Pravda 1


dir. e org. Júlio Henriques e Vasco Santos
Coimbra, Outono de 1982
Fenda Edições
1.ª edição [única]
29,5 cm x 19,8 cm
48 págs.
acabamento com dois pontos em arame
impresso a duas colunas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fenda – Magazine Frenética


Coimbra, Primavera 1979
dir. Vasco Tavares dos Santos
1.ª edição
n.º 1
29,4 cm x 18 cm
92 págs. + 3 folhas em extra-texto (cada qual com 1 cromo colado) + 1 folha-encarte (errata)
ilustrada no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se apenas do número inaugural da revista que servia de apoio ao catálogo da editora homónima.

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Devagar




Lisboa, Março de 1989 a Julho de 1995
dir. António Ferreira
1.ª edição [única]
5 números (completo)
24 cm x 17 cm
48 págs. + 56 págs. + 64 págs. + 96 págs. + 56 págs.
ilustrados
capas impressas no verso
o primeiro número tem acabamento com dois pontos em arame
exemplares como novos
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista de cariz afecto à Internacional Situacionista, não mencionada no artigo de referência «Realizar a Poesia – Guy Debord e a Revolução de Abril», da arqueóloga Maria de Magalhães Ramalho (in Flauta de Luz, n.º 3, Vargem – Portalegre, Outubro de 2015), apesar de a autora ter conhecimento do livro A Queda do Fascismo, também de António Ferreira.

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O a Fazer, Faz-se [...]


RUY CINATTI
vinheta de Maluda

Lisboa, 1974 [aliás, Fevereiro de 1976]
ed. Autor [Grafilarte, Artes Gráficas, Lda. – Águeda]
[1.ª edição]
21,5 cm x 16 cm
40 págs.
subtítulo: [...] antes que o Cálculo nos disfarce & digamos que não é bem assim o que foi assim mesmo & O a fazer deixe de fazer-se & O que escrevi sobre esta modesta Meditação quotidiana deixe de publicar-se & Ninguém saiba o que um Poeta está ruminando sobre os pós-Tempos do 25 de Abril & os verídicos & fantasiosos Acontecimentos que Os preencheram. Com variadas Modalidades a-propósito – Pessoas, Coisas, Animais – & outras Considerações oportunas e proféticas Tudo disposto para Referência aos Momentos cronológicos & corrigido em Estilo poético pelo dito Ruy Cinatti Testemunha atenta, veneradora e obrigada Cidadão Eleitor desta Cidade com Firma na Ilha de Timor Comparticipante em dois Movimentos & Autor de Borda d’Alma e Cravo Singular
capa impressa retro e verso
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Por vezes os escritores excedem tudo quanto se esperava deles. Para bem deles e dos leitores, mas, por vezes, também para mal de toda a gente. O seu radicalismo, o mais das vezes, se não consegue ser esteticamente complementado, joga do lado do ideólogo enganador. Ezra Pound, Céline, Cioran e até o nosso Pessoa apostaram na pior política das suas épocas – mas nem isso os diminuiu à luz de uma leitura menos redutora e menos maniqueísta. Ruy Cinatti é um caso assim. A sua opção histórica, que o levou a pôr a arte poética ao serviço do panegírico bélico do militar Jaime Neves, usando de uma linguagem ressabiada de retornado, mesmo assim não o apeou do lugar que por direito lhe pertence na cultura nacional. A vertente obra pertence a esse triste núcleo de folhetos que o poeta, nos anos 1974-1976, andava pelas ruas e pelos cafés de Lisboa a impingir a quem lhe dava troco.

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RUY CINATTI
vinheta de Maluda

Lisboa, 1974 [aliás, Fevereiro de 1976]
ed. Autor [Grafilarte, Artes Gráficas, Lda. – Águeda]
[1.ª edição]
21,4 cm x 16 cm
36 págs.
subtítulo: Memória descritiva & caderno de encargos dos Factos, Argumentos, Suposições, Hipóteses, Boatos, Etc. que os pós-Tempos do 25 de Abril estão suscitando a muitos Portugueses e Estrangeiros com variadas Modalidades a propósito – Pessoas, Coisas e Animais – Contas à vida, adrede Fantasias & outras Considerações oportunas e proféticas Tudo disposto para Referência aos Momentos cronológicos, dialécticos e emocionais & redigido em Estilo poético pelo dito Ruy Cinatti Afiliado a dois Movimentos & a nenhum Partido, por enquanto, mas Cidadão eleitor desta Cidade com Firma na Ilha de Timor para sempre Autor entre outros Escritos éditos & inéditos de Borda d’Alma, Cravo Singular & O a Fazer, Faz-se
capa impressa retro e verso
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, agrafos oxidados; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas



REINALDO FERREIRA

Lourenço Marques, 1960
Imprensa Nacional de Moçambique
1.ª edição
21 cm x 14,7 cm
200 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do poeta, dramaturgo e pintor António Pedro
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Filho do jornalista homónimo – o notável Repórter X –, cedo partiu, aos 37 anos de idade, sem que os seus versos, alguns poucos editados avulsamente na imprensa periódica, houvessem feito a prova de conjunto em livro. Àqueles, amigos, que o admiraram coube essa tremenda responsabilidade: imortalizá-lo para o mundo das Letras, inscrevê-lo definitivamente na matriz poética da língua portuguesa. E no essencial assim fizeram, trazendo a público, os aqui reunidos, na forma ainda projectada pelo Poeta em vida, “livros” quase acabados e por si intitulados Um Voo Cego a Nada, o mais fragmentado Poemas Infernais, e Poemas do Natal e da Paixão de Cristo. Do evidente génio manifesto nesse legado dará fé, mais tarde, José Régio, no ensaio que veio a acompanhar uma reedição na editora Portugália: «[...] uma obra que, mesmo chegando até nós fragmentada, pela sua densidade substancial e a sua beleza formal já entrou como peça de rara qualidade no tesoiro da nossa poesia.»

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Poemas


REINALDO FERREIRA
pref. José Régio
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, s.d.
Portugália Editora
3.ª edição
20,1 cm x 13,8 cm
XX págs. + 200 págs.
exemplar como novo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acrescenta ao que de Reinaldo Ferreira se conhecia um bom núcleo de poemas dispersos e o longo estudo de José Régio.

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segunda-feira, abril 16, 2018

Do Livro à Leitura


JOSÉ PALLA E CARMO

s.l. [Mem Martins], 1971
Publicações Europa-América, Lda.
1.ª edição
18,5 cm x 13,1 cm
304 págs.
subtítulo: Ensaios de Crítica Literária
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Sesinando Palla e Carmo (1923-1995), irmão do arquitecto e fotógrafo Victor Palla, foi ensaísta, crítico e tradutor, sobretudo de literatura anglo-americana. Assinava os seus textos humorísticos como José Sesinando.
Da nota editorial na contracapa:
«[...] Fruto do labor de vários anos de leitura atenta, os ensaios de crítica literária que integram Do Livro à Leitura constituem, para além de todos os seus evidentes méritos, um excelente roteiro feito de reflexão e de reformulações que permitirão percorrer mais seguramente o itinerário, tantas vezes árduo, que separa o livro da sua leitura.»

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Benfica Através dos Tempos


ÁLVARO PROENÇA, padre

Lisboa, 1965 [aliás, 1964]
União Gráfica (deposit.)
1.ª edição
23,6 cm x 16,3 cm
524 págs. + 2 desdobráveis em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Monografia exaustiva da «velha freguesia de saloios, cultivadores dedicados da terra, e de lavadeiras concorrentes das de Caneças», situada no Termo de Lisboa. Diz-nos o padre Álvaro Proença (1912-1983), que foi prior na freguesia: «[...] Com características próprias e um acentuado regionalismo saloio, tornou-se Benfica lugar procurado não só por famílias distintas mas também pelos boémios e pândegos que de Lisboa acorriam às suas festas tradicionais. [...]»

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O Palácio Nacional da Ajuda


GUSTAVO DE MATOS SEQUEIRA

Lisboa, 1961
s.i. [ed. Autor ?]
1.ª edição
26,6 cm x 20,5 cm
52 págs. + 6 folhas em extra-texto (couché)
subtítulo: Resenha Histórica
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo, vagamente manchado nas páginas contíguas às folhas de couché
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Palácio Nacional da Ajuda – Roteiro


MANUEL C. DE ALMEIDA CAYOLLA ZAGALLO
pref. João Couto
ilust. (desenhos) Alexandre Salgado Dias
fotografias de Mário Novais

Lisboa, 1961
s.i. [Palácio Nacional da Ajuda ?]
[1.ª edição]
26,6 cm x 20,4 cm
132 págs. + 26 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, abril 15, 2018

Na Cova dos Leões


TOMÁS DA FONSECA

Lisboa, 1958
sem nome de editor
[Emp. Téc. de Tipog., Lda. – Vila Franca de Xira]
1.ª edição [2.ª edição do título Fátima (Cartas ao Cardeal Cerejeira)]
18,3 cm x 12,4 cm
464 págs.
exemplar em bom estado
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Luís Filipe Torgal (Prefácio à reedição da Antígona, Lisboa, 2009):
«[...] é porventura um dos mais emblemáticos textos “subversivos” impressos em Portugal durante o salazarismo. Foi escrito por um republicano racionalista e livre-pensador abjurado pela Igreja Católica e pelo regime autoritário e “catolaico” do Estado Novo. [...]»
Naturalmente, o volume, como quase toda a sua obra de polemista, correu sempre clandestino entre os leitores.

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Bancarrota



TOMÁS DA FONSECA

Lisboa, 1962
edição do Autor
1.ª edição («destinada ao Brasil»)
18 cm x 13 cm
288 págs.
subtítulo: Exame à Escrita das Agências Divinas
composto manualmente em Elzevir
exemplar muito estimado; miolo limpo
exibe na pág. 2 carimbo com ex-libris de Manuel Ferreira de Sousa (Maso)
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Republicano panfletário, bem conhecido pela sua permanente denúncia da Igreja Católica, foi, porém, como pedagogo do método da Cartilha Maternal de João de Deus que terá deixado melhores frutos. Neste particular, a sua acção directa junto das escolas primárias do centro-norte do país foi notável, acabando na sua expulsão do ensino em 1934. O vertente livro encaixa precisamente neste assunto: «A lenta mas persistente investida com que a Igreja Católica, durante e após a primeira Grande Guerra, procurou demolir a obra social que, em poucos anos de República, conseguimos erguer, impõe-me o dever de recordar, tanto aos novos agentes dessa Igreja, como à descuidosa geração que ela traz empenhada em ambiciosos devaneios – as razões que tivemos para falar e agir [...]» (da nota introdutória ao volume). E segue coligindo artigos seus, entendidos como de insofismável actualidade, que andavam espalhados pela imprensa da época (1909 e 1910), a que junta um último texto já de 1962 lembrando que «A oposição, portanto, é um dever sempre que a Nau do Estado ou a Barca de Pedro dêem sinais de pouca segurança na armação ou se encaminhem para escolhos onde se despedacem e vão ao fundo. [...]»

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Sermões da Montanha



TOMÁS DA FONSECA
pref. Roberto das Neves

s.l., 1959
s.i. [ed. autor ?]
2.ª edição («brasileira»)
18 cm x 13 cm
416 págs.
ilustrado
exemplar estimado, discreto restauro no bordo inferior da lombada; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior esquerdo do frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Águas Novas



TOMÁS DA FONSECA

Lisboa, 1950
Edição do Autor
1.ª edição
18,8 cm x 12,2 cm
200 págs.
exemplar estimado, capa gasta, discreto restauro na base da lombada; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Grandes Males – O Tabaco


THOMAZ DA FONSECA

Famalicão, 1903
Typographia Minerva
1.ª edição
18,9 cm x 12,1 cm
108 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ao que parece, para Tomás da Fonseca o tabaco, fonte de degradação e miséria sociais, emparceiraria mesmo com altos tóxicos como, por exemplo, o ópio. Num breve “estudo”, mais moralista do que científico, condena ele o seu consumo:
«[...] Um dos seus primeiros efeitos é a perda da memoria. Depois vem as vertigens, tremuras e diversas nevralgias.
Se se faz uso do cachimbo a boca inflama-se, os dentes tornam-se amarelos, sujos, cariados, e a faringe irrita-se passando á inflamação cronica.
E com o abuso, que principia logo que se fuma a serio e por paixão, estes males aumentam e o fumador vae sentindo cada vez mais o incommodo da vida, até que um dia se sente roubado no seu bom-senso ou morre sem aquela consolação de que nos fala Cicero, ao fechar o ultimo dia d’um mortal pela evocação d’uma bela vida.
O caso mais comum é o da loucura. Todos os alienistas afirmam que o maior contingente dos hospitaes é dado pelos fumadores. [...]»
Profere até, do sério das suas longas barbas, que «Os povos que mais fumam são tambem os povos que mais bebem» (?!).

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