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quarta-feira, setembro 02, 2026

A Voz do Sangue


ANTÓNIO CABREIRA

Lisboa, 1925
Edição do Autor
1.ª edição
214 mm x 143 mm
52 págs. + 4 folhas em extra-texto
subtítulo: Correcção ao livro “A invasão dos judeus”
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de afrontar Mário de Saa, autor de A Invasão dos Judeus, pelo menos no que diz respeito à família Cabreira, ou, como se diz no capítulo conclusivo: «[…] castigar, sem dó nem piedade, a estultícia e a ignorância do sr. Mário de Saa […].»

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pcd.frenesi@gmail.com
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quinta-feira, fevereiro 19, 2026

Poemas Heroicos

 

SIMÃO VAZ DE CAMÕES
org. e pref. Mario Saa

Lisboa – Porto – Coimbra, 1921
Lvmen – Empresa Internacional Editora
1.ª edição
190 mm x 125 mm
272 págs.
subtítulo: Da mesma geração de Luiz Vaz de Camões, recentemente encontrados por […]
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo com pingo de tinta na cortina que antecede o ensaio introdutório de Mário Saa
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, novembro 30, 2021

Evangelho de S. Vito



MARIO SAA

Lisboa, 1917
Monteiro & C.ª – Livraria Brazileira
1.ª edição [encapamento de 1921]
17,7 cm x 12,2 cm
2 págs. + 240 págs. + 2 págs.
exemplar bem conservado apesar dos sinais de traça na lombada; miolo limpo, em parte por abrir
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao liberal Carlos Augusto Portugal Ribeiro
PEÇA DE COLECÇÃO
310,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Evangelho de S. Vito

 

MARIO SAA

Lisboa, 1917
Monteiro & C.ª – Livraria Brazileira
1.ª edição
179 mm x 126 mm
2 págs. + 240 págs. + 2 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da primeira obra impressa de Mário Saa, «[...] obra de carácter aforístico, onde não deixa de ser notória a influência das obras de Nietzsche, algumas das quais intensamente anotou [...]» (segundo os autores do Dicionário Cronológico da Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994).

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sábado, novembro 13, 2021

Contemporanea – Grande revista mensal



Lisboa, 1984-1992 [fac-símiles de Maio de 1922 a Março de 1924]
dir. José Pacheco
ed. Agostinho Fernandes
pref. José-Augusto França (vol. IV)
Contexto, editora
2.ª edição [1.ª edição fac-similada]
10 fascículos que constituem os vols. I, II, III e IV (completo)
este conjunto – que é tudo quanto foi publicado pela Contexto – não inclui os fascículos 11 a 13 (1926), o n.º espécime (Maio de 1915) e o n.º suplemento (Março de 1925)
298 mm x 205 mm
[6 págs. + 10 págs. + 154 págs. + 38 págs. em extra-texto + 16 págs.] + [10 págs. + 6 págs. + 168 págs. + 64 págs. em extra-texto] + [8 págs. + 170 págs. + 56 págs. em extra-texto] + [30 págs. + 42 págs. + 8 págs. em extra-texto + 32 págs.]
profusamente ilustrados, impressão a cor
exemplares como novos
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da vasta lista de colaboradores que, repetidamente, fizeram esta publicação moderna, assinalem-se, entre escritores e artistas plásticos, os nomes de Almada, Fernando Pessoa, António Botto, Mário de Sá Carneiro, Diogo de Macedo, António Sardinha, Judith Teixeira, Raul Leal, Mário Saa, Columbano, António Soares, Américo Durão, Vergílio Correia, Eduardo Viana, Jorge Barradas, Martinho Nobre de Mello, Mily Possoz, Augusto Santa-Ritta, Eugénio de Castro, Aquilino Ribeiro, Virgínia Victorino, Manuel Ribeiro, Teixeira de Pascoaes, António Arroio, Leonardo Coimbra, Afonso Duarte, Dordio Gomes, Carlos Malheiro Dias, etc. Especial destaque para a inclusão de Cena do Ódio de Almada, Banqueiro Anarquista de Fernando Pessoa (mas também Mar Português e Soneto Já Antigo) e Arte de Bem Morrer de António Ferro.
Logo à partida, o responsável pela publicação, que bem sabia de que estofo eram feitos os consumidores portugueses de cultura, comentou em entrevista ao Diário de Lisboa (15 de Junho, 1922): «Eu não tenho grande confiança nem consideração pelo público de arte português. Além disso cá não está criado público de revistas, a não ser das outras que metem pernas. Um insucesso, artisticamente, não me feria nada.»
Bem se recordava José Pacheco como Lisboa-Portugal tinha sido hostil ao aparecimento de uma outra revista de vanguarda muito similar, a Orpheu! Acompanhando o curso de fechamento do país às alegrias trazidas pela República e a abertura ao autoritarismo totalitário, «A Contemporânea insinuou-se no espaço cultural português no início de Maio de 1915, com um número espécimen que se caracterizava pelo seu ecletismo: a arte, a literatura, o teatro, o desporto, a moda e a sociedade preenchiam as suas páginas. Valorizava, muito ao gosto da época, a imagem, entre reportagens fotográficas de sabor fim de século e algum grafismo “moderno” em que se ensaiavam Almada, Barradas, Eduardo Viana, Carlos Franco e José Pacheco. Acenava à ditadura de Pimenta de Castro com uma mão, com a outra saudava a Igreja, que passava por dificuldades várias, fragilizada pelas incursões jacobinas.
A Contemporânea propunha-se ser um lugar de agitação e de convergência de todos os que se interessavam pela arte em Portugal e que não dispunham de uma tribuna onde pudessem aferir opiniões, apresentar sugestões, trilhar novas sendas. Tinha os olhos postos nos movimentos vanguardistas da Europa, recusando dialecticamente a claustrofobia e a anemia que secularmente nos tolhiam. Preconizava no seu programa que os seus colaboradores seriam “as figuras mais brilhantes e variadamente individuais das nossas modernas correntes artísticas, desde as mais simples às mais complexas – todos quantos, desde o verso até à linha, sabem servir as curiosidades cultas e os interesses aristocratizados”. Pretendia ser uma “revista para gente civilizada, uma revista expressamente para civilizar gente”, terminologia e programa que, na opinião circunstanciada de António Braz de Oliveira, poderá ter muito bem a dedada eterna e “excessivamente lúcida” de Fernando Pessoa, nas margens de Orpheu.
Por razões políticas – o consulado de Pimenta de Castro foi derrubado poucos dias depois do aparecimento da Contemporânea – ou por motivos menos “públicos”, o projecto teve, então, uma falsa partida e só foi retomado sete anos mais tarde. Com efeito, em 1921, os jovens que tiveram o privilégio de viver na cidade de Paris – laboratório onde fertilizavam as experiências mais ousadas no domínio das letras e das artes – insurgiram-se contra a apatia e a inércia que eram lugar comum na Sociedade Nacional de Belas-Artes, cuja actividade estava circunscrita à organização de uma exposição anual. [...]» (Fonte: Daniel Pires, Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1900-1940), vol. I, Grifo, Lisboa, 1996)

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terça-feira, março 22, 2016

Nós, os Hespanhoes...



MARIO SAA

Lisboa, 1930
[ed. do Autor]
Imprensa Lucas & C.ª
1.ª edição
21,4 cm x 15 cm
40 págs.
composto manualmente
exemplar envelhecido pelo tempo mas estimado; miolo limpo por abrir
conserva a cinta promocional
ostenta uma interessante dedicatória do Autor ao liberal Carlos Augusto Portugal Ribeiro: «Antes da Républica Espanhola este livrinho escrevi, e tu o lerás, meu velho Portugal.... Ribeiro!»
PEÇA DE COLECÇÃO

210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«[...] Nessa diversidade de trânsitos expressivos [entre o cosmopolitismo da Orpheu e o regresso do espírito agrário na Presença] afirma-se uma criatividade que, embora de vincado recorte modernista, não enjeita as raízes da tradição e até um certo gosto da sugestão arcaizante. [...]» Refere ainda o mesmo dicionário: a «[...] incursão, aliás pouco convincente, por um sociologismo de pretensa fundamentação rácica [...]».
A vertente brochura radicaliza, com muito fundamento histórico, o fosso cavado ao longo da raia portuguesa:
«[...] Pois bem! Os Portugueses e os hespanhoes não vieram duma mesma origem; nem os Portugueses estiveram nunca sob o dominio dos hespanhoes, nem se uniram a estes senão no Estado federado do Reino de Leão.
E embora viessem duma mesma origem nem assim poderiamos considerar os Portugueses uns filhos rebeldes dos hespanhoes mas, quando muito, os seus irmãos mais velhos.
Na verdade o reino de Leão, de que vieram Portugueses e castelhanos, era uma confederação luso-hespanhola na defeza contra o inimigo comum – o mouro [...]»

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terça-feira, janeiro 21, 2014

A Explicação do Homem

MARIO SAA

Lisboa, 1928
[ed. do Autor]
Imprensa Lucas & C.ª
1.ª edição
19,6 cm x 14,3 cm
268 págs.
subtítulo: Atravez duma Auto-explicação e em 207 Táboas Filosóficas
composto manualmente
encadernação muito recente inteira de pele, irrepreensivelmente nova, com discretos ferros modernistas (tipo futura impresso a preto) na lombada
exemplar estimado, miolo limpo
sem capas de brochura
ostenta a dedicatória do Autor a Américo Cortez Pinto, «[...] o amigo do meu lado!»
peça de colecção
280,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«[...] Nessa diversidade de trânsitos expressivos [entre o cosmopolitismo da Orpheu e o regresso do espírito agrário na Presença] afirma-se uma criatividade que, embora de vincado recorte modernista, não enjeita as raízes da tradição e até um certo gosto da sugestão arcaizante. [...]» Refere ainda o mesmo dicionário: a «[...] incursão, aliás pouco convincente, por um sociologismo de pretensa fundamentação rácica [...]».
Será, neste particular, talvez o mais interessante livro de Saa, ou, pelo menos, o mais procurado.

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