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sábado, maio 16, 2026

Dinossauro Excelentissimo




JOSÉ CARDOSO PIRES
ilust. João Abel Manta

Lisboa / Rio de Janeiro, 1972
Editora Arcádia / Editora Civilização Brasileira S. A. R. L.
1.ª edição
247 mm x 174 mm
96 págs. + 21 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
encadernação editorial em sintético com gravação a ouro na pasta dianteira e na lombada, protegida com a mica de origem
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
É O N.º 1 DE UMA TIRAGEM DECLARADA DE 120 EXEMPLARES IMPRESSOS SOBRE PAPEL ESPECIAL DE COR MOSTARDA, ASSINADO PELO ESCRITOR E PELO ILUSTRADOR
peça única, de colecção
1.750,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sátira política, escrita de forma desabrida e sem rodeios ou hesitações, ao estilo oitocentista da Viagem à Roda da Parvónia (Gil Vaz, pseud.). O livro caricaturiza Salazar e a parte da nação que o aplaudia e perpetuava numa descarada busca de benesses e privilégios. Caricatura feroz, que João Abel Manta reforça com os seus desenhos igualmente corajosos. As primeiras linhas desta alegoria anunciam desde logo o que vai seguir-se: «[...] não há muito tempo existiu no Reino do Mexilhão um imperador que na ânsia de purificar as palavras acabou por ficar entrevado com a paralisia da mentira. Ainda lá está, dizem. E não é homem nem estátua porque a ele, sim, roubaram-lhe a morte. Não faz parte deste nosso mundo nem daquele para onde costumam ir os cadáveres, embora cheire terrìvelmente. Quando muito é isso, um cheiro. Um fio de peste a alastrar por todas as vilas do império. [...]» O sabor da narrativa espraia-se daí em diante, mesmo os personagens de Cardoso Pires têm nomes de cena que, só por si, dizem tudo, como o Juiz das Causas Combinadas, ou frei Pantaleão das Bulas. É a contemporânea História de Portugal, o seu resumo imediato, desfiando-se como reportagem por dentro do regime sócio-político vigente na altura, e igual a si próprio, até ao capítulo Epílogo, este uma pequena obra-prima da literatura panfletária portuguesa. Lá se lê, com um sorriso amargo e um aperto no estômago, como foi possível mascarar o colapso da governação de Salazar, sem que o próprio disso se apercebesse, após a sua queda da cadeira em Agosto de 1968 e até Julho de 1970, enquanto o seu sucessor, Caetano, contava as espingardas e garantia um lugar na vergonha pátria.

pedidos para:
pcd.frenesi@gmail.com
telemóvel: 919 746 089   [chamada para rede móvel nacional]

Primeiro de Maio



EÇA DE QUEIROZ
pref. A. Campos Matos
ilust. João Abel Manta

Lisboa, 1979
Edições «O Jornal»
1.ª edição [em brochura]
297 mm x 210 mm
20 págs.
ilustrado
impressão sobre cartolina heliográfica
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Originalmente publicada num periódico brasileiro, em 1892, desconhecida por cá até 1977, data em que foi dada a conhecer nas páginas de O Jornal, é crónica importante, dado mostrar como o jovem Eça socialista utópico dos vinte anos de idade não havia sido ainda, já perto dos 50 anos, domesticado por uma vida familiar algo confortável e mesmo burguesa. Texto que, embora sendo o primeiro da série temática postumamente reunida sob o título Ecos de Paris, lá não figura, e nos mostra um Eça nada adormecido, de pena apontada à sua classe social:
«[...] O rico, enfim, conhece intimamente o pobre – e daí nasceu, na nossa sociedade democratizadora e humanitária, esta ideia nova de que o mundo por fim está deploravelmente equilibrado, que há riqueza escandalosa de um lado e do outro miséria escandalosa, e que na verdade os famintos têm direito de exigir e comer tudo o que sobra aos fartos. [...] Se todos abominam a bomba de dinamite e o seu bruto destroço que não descrimina – poucos há que não reconheçam secretamente a legitimidade do desespero transviado que a arremessou. E os tempos chegaram em que Rothchild pensa consigo que, se não fosse Rothchild, seria talvez Ravachol! [...]
A torre hoje oscila. Cada bomba anarquista pressagia a sua queda atroadora. E os que a habitam tremem e gritam, não com medo da força da bomba, mas com medo da fraqueza da torre, que eles todavia, insensivelmente, obedecendo a impulsos superiores, cada dia abalam e mais desapreçam. [...]»

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quarta-feira, outubro 26, 2022

«as mais belas poesias da língua portuguesa» [colecção]




escolhidas por JOSÉ RÉGIO:
1. CAMÕES, os mais belos sonetos
2. BOCAGE, os mais belos sonetos
3. CRISFAL, a mais bela écloga portuguesa
4. RODRIGUES LOBO, as mais belas poesias
5. TROVADORESCAS, as mais belas poesias
6. TOMÁS ANTÓNIO GONZAGA, as mais belas poesias
7. SÁ DE MIRANDA, as mais belas poesias
8. ANTÓNIO FERREIRA, as mais belas poesias
9. CANCIONEIRO GERAL DE GARCIA DE RESENDE, as mais belas poesias
10. DIOGO BERNARDES, as mais belas poesias
11. CAMÕES, as mais belas redondilhas
12. FREI AGOSTINHO DA CRUZ, as mais belas poesias
13. CAMÕES, as mais belas canções e odes
14. GONÇALVES DIAS, os mais belos cantos
15. GONGÓRICAS, as mais belas poesias
16. CASTRO ALVES, as mais belas poesias
17. OLAVO BILAC, as mais belas poesias
18. ANTERO, os mais belos sonetos
19. BERNARDIM RIBEIRO, as mais belas poesias

Lisboa, 1958 a 1967
Realizações Artis
1.ª edição
24,6 cm x 21,4 cm
[40 págs. + 40 págs. + 64 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 52 págs. + 68 págs. + 52 págs. + 56 págs. + 48 págs. + 52 págs. + 52 págs. + 56 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 52 págs. + 56 págs.] + 4 extra-textos em cada volume
19 volumes (completo)
ilustrações em heliogravura de João Abel Manta, Júlio Pomar, Lima de Freitas, Manuel Lapa, Rogério Ribeiro, Alice Jorge, Maria Keil e Sá Nogueira
capas impressas a duas cores e relevo seco
miolo impresso a preto e laranja sobre papel superior (semi-cartolina)
compostos manualmente
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
os volumes 2 e 16 são da tiragem especial numerada e assinada por José Régio, respectivamente n.º 71 e n.º 82
PEÇA DE COLECÇÃO
300,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, novembro 22, 2021

Os Fragmentos



FERREIRA DE CASTRO
desenhos de João Abel Manta

Lisboa, 1974
Guimarães & C.ª Editores
1.ª edição
21,2 cm x 15,5 cm
336 págs. + 4 extra-textos
tiragem declarada de 500 exemplares impressos sobre papel avergoado
ricamente composto e impresso a cores, é um modelo tipográfico a ter em conta para a história da impressão
ex-libris do Autor na última página
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz Ferreira de Castro no Pórtico da obra:
«Volto as gavetas sobre a minha mesa de trabalho, como se nela virasse o açafate doméstico, contendo apenas as migalhas dos dias vividos, de que se aproveitam somente as aspirações e os sonhos. [...]
Papéis que jaziam no fundo, submersos pelos mais recentes, estão agora à flor dos outros [...]
Estes fragmentos são fruto das insatisfações estéticas, tantas vezes torturantes e secretas, que sentem os escritores do Mundo inteiro, e também das cancelas cerradas perante a liberdade de pensamento que dificultam, há já muitos anos, os passos espontâneos dos escritores portugueses. [...]»
O livro inclui, entre outras peças literárias avulsas, o romance inédito O Intervalo – Biografia do Século XX, século este que era a alcunha de um tal Alexandre Novais... «[...] O meu nome é Alexandre Novais, mas chamavam-me “O Século Vinte”, porque eu, durante a juventude, afirmava nos sindicatos, nos comícios, nos Cafés, afirmava por toda a parte, que o século XX seria o século da redenção, terminando as lutas, as desigualdades e os ódios que nos separam e passando a Humanidade a viver fraternalmente. [...]».

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domingo, agosto 24, 2014

O Crime do Padre Amaro



MAFALDA MENDES DE ALMEIDA
ARTUR PORTELA
[filho]


Lisboa, 1978
Moraes Editores
1.ª edição
19,9 cm x 14 cm
196 págs.
subtítulo: Adaptação teatral do romance de Eça de Queiroz
capa Luís Duran / João Abel Manta
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto destinado a ser, então, levado à cena no Teatro Maria Matos.

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