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segunda-feira, fevereiro 17, 2020

Dinossauro Excelentissimo




JOSÉ CARDOSO PIRES
ilust. João Abel Manta

Lisboa / Rio de Janeiro, 1972
Editora Arcádia / Editora Civilização Brasileira S. A. R. L.
1.ª edição
24,7 cm x 17,4 cm
96 págs. + 21 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
encadernação editorial em sintético com gravação a ouro na pasta dianteira e na lombada, protegida com a mica de origem
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
É O N.º 1 DE UMA TIRAGEM DECLARADA DE 120 EXEMPLARES IMPRESSOS SOBRE PAPEL ESPECIAL DE COR MOSTARDA, ASSINADO PELO ESCRITOR E PELO ILUSTRADOR
peça única, de colecção
1.750,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sátira política, escrita de forma desabrida e sem rodeios ou hesitações, ao estilo oitocentista da Viagem à Roda da Parvónia (Gil Vaz, pseud.). O livro caricaturiza Salazar e a parte da nação que o aplaudia e perpetuava numa descarada busca de benesses e privilégios. Caricatura feroz, que João Abel Manta reforça com os seus desenhos igualmente corajosos. As primeiras linhas desta alegoria anunciam desde logo o que vai seguir-se: «[...] não há muito tempo existiu no Reino do Mexilhão um imperador que na ânsia de purificar as palavras acabou por ficar entrevado com a paralisia da mentira. Ainda lá está, dizem. E não é homem nem estátua porque a ele, sim, roubaram-lhe a morte. Não faz parte deste nosso mundo nem daquele para onde costumam ir os cadáveres, embora cheire terrìvelmente. Quando muito é isso, um cheiro. Um fio de peste a alastrar por todas as vilas do império. [...]» O sabor da narrativa espraia-se daí em diante, mesmo os personegens de Cardoso Pires têm nomes de cena que, só por si, dizem tudo, como o Juiz das Causas Combinadas, ou frei Pantaleão das Bulas. É a contemporânea História de Portugal, o seu resumo imediato, desfiando-se como reportagem por dentro do regime sócio-político vigente na altura, e igual a si próprio, até ao capítulo Epílogo, este uma pequena obra-prima da literatura panfletária portuguesa. Lá se lê, com um sorriso amargo e um aperto no estômago, como foi possível mascarar o colapso da governação de Salazar, sem que o próprio disso se apercebesse, após a sua queda da cadeira em Agosto de 1968 e até Julho de 1970, enquanto o seu sucessor, Caetano, contava as espingardas e garantia um lugar na vergonha pátria.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

domingo, janeiro 12, 2020

Caricaturas Portuguesas dos Anos de Salazar


JOÃO ABEL MANTA

Lisboa, 1978
Edições «O Jornal» – Publicações Projornal, Ld.ª
1.ª edição [única]
21,8 cm x 30 cm (oblongo)
144 págs.
ilustrado
exemplar como novo, inclui a caixa-estojo editorial em cartão com cromo colado numa das faces
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

João Paulo Cotrim, no seu João Abel Manta – Caprichos e Desastres (Assírio & Alvim / El Corte Inglés / CML – Museu Bordalo Pinheiro, Lisboa, 2008), numa feliz alusão aos horrores desenhados por Goya, põe o vertente livro no lugar que lhe é devido na história da caricatura nacional:
«[...] A melhor fotografia daquela época foi feita, à la minute, uma década mais tarde, pelo próprio com confessado “alívio freudiano”. As Caricaturas Portuguesas dos Anos de Salazar são extraordinário romance gráfico. Manta chamou-lhe caricaturas para sublinhar um carácter popular. E por isso deviam ter circulado em gravuras coleccionáveis à boa maneira do século XIX. Para o bom uso das novas gerações, cruzaria assim a tradição da pintura histórica com a intervenção popular: Brecht em colecção de cromos. É fragmentado o texto deste romance silencioso sobre aqueles anos em que, como sugere a capa, o horizonte apenas se descobria por entre dentes de aço. No espaço de três Salazares (jovem, velho, desaparecido), Portugal vem andrajoso e imponente, como Camões, ocupar o lugar de personagem principal.
Haverá, por certo, ficção e ensaio a reconstituir com qualidade e sabor aquela época e imaginário, mas só as caricaturas de Manta somam ao peso da pintura a espessura do romance e a amarga subtileza da experiência vivida.
Numa estranha procissão silenciosa, onde as palavras mais não são do que um título ou nome, vão passando pela página os actores e cenários daqueles anos (Salazar e a província, marialvas e generais, guerra e povo, amor, desporto, folclore e estátuas), mas também figurinhas de hoje (por exemplo, amor, desporto, folclore e estátuas) e os mitos de sempre (Fátima, Camões, Santo António, além do amor, desporto, folclore e estátuas). Cada página fixa num quadro de cores baças, de entre as quais sobressai um prateado sonoro, uma cena quase sempre macabra, miserável ou risível. [...] As figuras como que se abandonam perante os nossos olhos numa cena que é a última de um qualquer acto. Uma fala da ruralidade, a outra de religiosidade, esta de política e aquela de cultura. Muitas falam de Salazar, todas falam de Portugal. Nos anos de Salazar, a última das cenas é a primeira deste livro: o lento envelhecimento do ditador à janela de um palácio. [...]»

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telemóvel: 919 746 089

Cartoons 1969-1975


JOÃO ABEL MANTA
pref. José Cardoso Pires

Lisboa, 1975
Edições «O Jornal»
1.ª edição
21 cm x 29,5 cm (oblongo)
176 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio de Cardoso Pires:
«[...] Nunca pintor daqui e de agora resumiu com tantas subtilezas a temperatura social e política do fascismo agonizante; raros, raríssimos, com o prestígio e a obra de João Abel Manta, resistiram e apostaram como ele na intervenção. [...]»

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domingo, fevereiro 17, 2019

«as mais belas poesias da língua portuguesa» [colecção]






escolhidas por JOSÉ RÉGIO:
1. CAMÕES, os mais belos sonetos
2. BOCAGE, os mais belos sonetos
3. CRISFAL, a mais bela écloga portuguesa
4. RODRIGUES LOBO, as mais belas poesias
5. TROVADORESCAS, as mais belas poesias
6. TOMÁS ANTÓNIO GONZAGA, as mais belas poesias
7. SÁ DE MIRANDA, as mais belas poesias
8. ANTÓNIO FERREIRA, as mais belas poesias
9. CANCIONEIRO GERAL DE GARCIA DE RESENDE, as mais belas poesias
10. DIOGO BERNARDES, as mais belas poesias
11. CAMÕES, as mais belas redondilhas
12. FREI AGOSTINHO DA CRUZ, as mais belas poesias
13. CAMÕES, as mais belas canções e odes
14. GONÇALVES DIAS, os mais belos cantos
15. GONGÓRICAS, as mais belas poesias
16. CASTRO ALVES, as mais belas poesias
17. OLAVO BILAC, as mais belas poesias
18. ANTERO, os mais belos sonetos
19. BERNARDIM RIBEIRO, as mais belas poesias

Lisboa, 1958 a 1967
Realizações Artis
1.ª edição
24,6 cm x 21,4 cm
[40 págs. + 40 págs. + 64 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 52 págs. + 68 págs. + 52 págs. + 56 págs. + 48 págs. + 52 págs. + 52 págs. + 56 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 52 págs. + 56 págs.] + 4 extra-textos em cada volume
19 volumes (completo)
ilustrações em heliogravura de João Abel Manta, Júlio Pomar, Lima de Freitas, Manuel Lapa, Rogério Ribeiro, Alice Jorge, Maria Keil e Sá Nogueira
capas impressas a duas cores e relevo seco
miolo impresso a preto e laranja sobre papel superior (semi-cartolina)
compostos manualmente
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
os volumes 2 e 16 são da tiragem especial numerada e assinada por José Régio, respectivamente n.º 71 e n.º 82
PEÇA DE COLECÇÃO
300,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, julho 18, 2018

As Artes ao Serviço da Nação


[C. (CÉSAR) H. (HENRIQUE) MOREIRA BAPTISTA, pref.]

Belém (Lisboa), 1966
Museu de Arte Popular
[1.ª edição]
15,6 cm x 17 cm (oblongo)
60 págs. + 36 págs. em extra-texto
subtítulo: 40.º Aniversário da Revolução Nacional
profusamente ilustrado
exemplar como novo
peça de colecção
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Afirmava César Moreira Baptista, na qualidade de Secretário Nacional da Informação, «[...] a certeza de que os nossos Artistas, pela imaginação, poder inventivo e técnica, são também nova face de um Portugal inteiramente renovado [...]», dando assim a impressão de um país domesticado, não só por via do analfabetismo activo, mas acima de tudo pela branda cumplicidade dos que sabiam ler e escrever. Na roda-viva dos intelectuais ao serviço do regime fascista vamos encontrar, na vertente fonte primária, nomes que, mais tarde, tentaram, democraticamente, imiscuir-se entre o povo-que-lavas-no-rio: Jorge Vieira, José Rodrigues (escultores), José Segurado, Conceição e Silva, Sena da Silva (arquitectos), Alice Jorge, António Charrua, António Dacosta, Artur Bual, Cândido Costa Pinto, João Abel Manta, João Hogan, Júlio Pomar, Júlio Resende, Paulo Guilherme, Rogério Ribeiro, Vespeira (pintores), e muitos outros.

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sábado, outubro 17, 2015

Primeiro de Maio



EÇA DE QUEIROZ
pref. A. Campos Matos
ilust. João Abel Manta

Lisboa, 1979
Edições «O Jornal»
1.ª edição [em brochura]
29,7 cm x 21 cm
20 págs.
ilustrado
impressão sobre cartolina heliográfica
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Originalmente publicada num periódico brasileiro, em 1892, desconhecida por cá até 1977, data em que foi dada a conhecer nas páginas de O Jornal, é crónica importante, dado mostrar como o jovem Eça socialista utópico dos vinte anos de idade não havia sido ainda, já perto dos 50 anos, domesticado por uma vida familiar algo confortável e mesmo burguesa. Texto que, embora sendo o primeiro da série temática postumamente reunida sob o título Ecos de Paris, lá não figura, e nos mostra um Eça nada adormecido, de pena apontada à sua classe social:
«[...] O rico, enfim, conhece intimamente o pobre – e daí nasceu, na nossa sociedade democratizadora e humanitária, esta ideia nova de que o mundo por fim está deploravelmente equilibrado, que há riqueza escandalosa de um lado e do outro miséria escandalosa, e que na verdade os famintos têm direito de exigir e comer tudo o que sobra aos fartos. [...] Se todos abominam a bomba de dinamite e o seu bruto destroço que não descrimina – poucos há que não reconheçam secretamente a legitimidade do desespero transviado que a arremessou. E os tempos chegaram em que Rothchild pensa consigo que, se não fosse Rothchild, seria talvez Ravachol! [...]
A torre hoje oscila. Cada bomba anarquista pressagia a sua queda atroadora. E os que a habitam tremem e gritam, não com medo da força da bomba, mas com medo da fraqueza da torre, que eles todavia, insensivelmente, obedecendo a impulsos superiores, cada dia abalam e mais desapreçam. [...]»

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sábado, novembro 01, 2014

Os Fragmentos



FERREIRA DE CASTRO
desenhos de João Abel Manta

Lisboa, 1974
Guimarães & C.ª Editores
1.ª edição
21,2 cm x 15,5 cm
336 págs. + 4 extra-textos
tiragem declarada de 500 exemplares impressos sobre papel avergoado
ricamente composto e impresso a cores, é um modelo tipográfico a ter em conta para a história da impressão
ex-libris do Autor na última página
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz Ferreira de Castro no Pórtico da obra:
«Volto as gavetas sobre a minha mesa de trabalho, como se nela virasse o açafate doméstico, contendo apenas as migalhas dos dias vividos, de que se aproveitam somente as aspirações e os sonhos. [...]
Papéis que jaziam no fundo, submersos pelos mais recentes, estão agora à flor dos outros [...]
Estes fragmentos são fruto das insatisfações estéticas, tantas vezes torturantes e secretas, que sentem os escritores do Mundo inteiro, e também das cancelas cerradas perante a liberdade de pensamento que dificultam, há já muitos anos, os passos espontâneos dos escritores portugueses. [...]»
O livro inclui, entre outras peças literárias avulsas, o romance inédito O Intervalo – Biografia do Século XX, século este que era a alcunha de um tal Alexandre Novais... «[...] O meu nome é Alexandre Novais, mas chamavam-me “O Século Vinte”, porque eu, durante a juventude, afirmava nos sindicatos, nos comícios, nos Cafés, afirmava por toda a parte, que o século XX seria o século da redenção, terminando as lutas, as desigualdades e os ódios que nos separam e passando a Humanidade a viver fraternalmente. [...]».

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domingo, agosto 24, 2014

O Crime do Padre Amaro



MAFALDA MENDES DE ALMEIDA
ARTUR PORTELA
[filho]


Lisboa, 1978
Moraes Editores
1.ª edição
19,9 cm x 14 cm
196 págs.
subtítulo: Adaptação teatral do romance de Eça de Queiroz
capa Luís Duran / João Abel Manta
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto destinado a ser, então, levado à cena no Teatro Maria Matos.

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