quarta-feira, julho 31, 2019

A Grande Envenenadora




HENRIQUE DE KOCK
trad. Fernando Lacerda

Lisboa, 1874
Editor J. A. Xavier de Magalhães / Typ. de Salles
1.ª edição
3 volumes (completo)
19,8 cm x 12,5 cm
[256 págs. + 3 folhas em extra-texto (gravuras)] + [240 págs. + 3 folhas em extra-texto (gravuras)] + [220 págs. + 3 folhas em extra-texto (gravuras)]
ilustrado
encadernações coevas homogéneas em meia-inglesa elegantemente gravadas a ouro nas lombadas
aparados, sem capas de brochura
exemplares estimados; miolo limpo
carimbo de posse nos frontispícios
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do filho do conhecido escritor Paul de Kock, e, além de romancista no género erótico, foi dramaturgo e letrista para cançonetas populares.

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telemóvel: 919 746 089

domingo, julho 28, 2019

Iniciação – Cadernos de Informação Cultural



[AGOSTINHO DA SILVA]

Lisboa, 1940 a 1942
[ed. Autor]
1.ª edição
8 séries (48 fascículos) enc. 2 volumes
24 cm x 17 cm
[24 págs. + 28 págs. + 20 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 28 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 28 págs. + 28 págs. + 28 págs. + 24 págs. + 28 págs. + 24 págs. + 28 págs. + 24 págs. + 20 págs. + 28 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs.] + [28 págs. + 16 págs. + 28 págs. + 24 págs. + 20 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 20 págs. + 20 págs. + 20 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs.]
títulos coligidos: [1.ª série – A primeira volta ao mundo; Breve história do linho; A vida de Edison; A vida e a arte de Goya; Uma ascensão nos Himalaias; O pensamento de Epicuro; 2.ª série – O planeta Marte; A vida de Lesseps; Por três ovos de pingüim; A arte pre-histórica; O budismo; História dos Estados Unidos; 3.ª série – O petróleo; A vida e a arte de Van Gogh; O Sahará; A vida de Pierre Curie; As escolas de Winnetka; História da Holanda; 4.ª série – A vida e a arte de Ticiano; O gás; As viagens de Colombo; O estoicismo; Mozart; O mundo dos micróbios;] [5.ª série – A vida de Masaryk; O ferro; História do Egipto Antigo; A escultura grega; As viagens de Stanley; A Reforma; 6.ª série – A vida de Florence Nightingale; O islamismo; O transformismo; As abelhas; A vida e a arte de Cellini; Literatura latina; 7.ª série – A vida de Nansen; O plano Dalton; As cooperativas; O Sol; Goethe; O cristianismo; 8.ª série – Beethoven; Literatura russa; Filosofia pre-socrática; Alexandre Herculano; A hulha; A vida e a arte de Courbet]
encadernações modestas homogéneas em meia-inglesa com rótulos gravados a ouro e colados nas lombadas
aparados
conservam todas as capas de brochura
exemplares muito estimados; miolo limpo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação quinzenal redigida e editada por Agostinho da Silva (1906-1994), cumprindo um desejo, quase missionário, de transferência de saberes na sua forma mais simples, mas sempre fruto de inequívoca erudição.

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Stendhal – Mérimée


AGOSTINHO DA SILVA

[Vila Nova de Famalicão], 1947
ed. Autor
1.ª edição
17,5 cm x 11,7 cm
184 págs.
subtítulo: Dois Ensaios de Interpretação
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Considerações


AGOSTINHO DA SILVA

Lisboa, 1944
ed. Autor / distr. Editorial Organizações, Limitada
1.ª edição
17,5 cm x 11,6 cm
112 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de breves reflexões sócio-filosóficas.

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Reflexão



AGOSTINHO DA SILVA
pref. F. da Cunha Leão

Lisboa, s.d. [1956 ?]
Guimarães Editores
[2.ª edição]
18,5 cm x 12,2 cm
152 págs.
subtítulo: À Margem da Literatura Portuguesa
capa impressa a três cores directas e relevo seco
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reedição de um texto antes publicado pelo Ministério da Educação do Brasil, em que George Agostinho da Silva expõe uma «[...] verdadeira filosofia da nossa História – já que encerra visão lúcida e originalíssima do sentido histórico de Portugal, e mais do que isso, aguda interpretação da missão transcendental de um povo [...]» (do prefácio do editor Cunha Leão).

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quinta-feira, julho 25, 2019

Geometria e Mecanica, Applicadas ás Artes, ou Tratado Elementar destas Sciencias, para uso dos artistas, dos fabricantes, dos mestres, e directores de officinas, de estaleiros, etc.




CHARLES DUPIN
trad. Evaristo José Ferreira

Lisboa, 1837
Na Imprensa Nacional
1.ª edição
tomo I – Geometria [único publicado]
21,8 cm x 16,3 cm
2 págs. + XVI págs. + 258 págs. + 1 folha em extra-texto (advertencia do tradutor inclusa entre as págs. 238-239) + 15 desdobráveis em extra-texto (gravuras)
subtítulo: Extrahido do Curso Normal do barão Charles Dupin, e accommodado para as lições da Aula que d’este ensino abriu em Lisboa a Sociedade Promotora da Industria Nacional
ilustrado
encadernção da época com lombada em pele gravada a ouro, cantos em pele e papel de fantasia
pouco aparado
sem capas de brochura [?]
exemplar muito estimado, pastas algo gastas; miolo irrepreensível, papel sonante
peça de colecção
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, vol. II, n.º 159, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859), o tradutor Evaristo José Ferreira (1792- ?) foi marechal-de-campo, lente jubilado da Escola do Exército, director do Real Colégio Militar e sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa. É também Inocêncio que nos diz não haver sido publicada qualquer parte relativa à Mecânica, o que se confirmará pela reedição do vertente volume, em 1877 (BNP S.A. 26982 P.), cujo título já é omisso na referida. Por seu turno, deve sublinhar-se que o barão Pierre Charles François Dupin (1784-1873) foi eminente matemático e engenheiro naval, exercendo determinante influência nos seus alunos gregos, quando leccionou em Corfu.

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terça-feira, julho 23, 2019

Tôjos e Rosmaninhos





ALFREDO KEIL
texto, composição musical e pinturas
pref. João da Câmara


Lisboa, 1907
«A Editora»
1.ª edição
35,7 cm x 26,5 cm (álbum)
156 págs. + 19 extra-textos
subtítulo: Contos da Serra
encadernação editorial
impressão sobre papel couché, sendo os extra-textos sobre semi-cartolina e protegidos por vegetal
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
315,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além da beleza poética geral desta recolha da tradição popular da zona do Zêzere, que Keil – autor da música do Hino Nacional – testemunhou e traduziu em livro, há ainda a importância acrescida para o nosso património etnográfico. Por outro lado, Keil soube também traduzi-lo mediante a sua paleta de pintor naturalista.

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Album de Costumes Portuguezes





ALFREDO ROQUE GAMEIRO
COLUMBANO BORDALLO PINHEIRO
CONDEIXA
MALHÔA
MANUEL DE MACEDO
RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO
, et alii
textos de:

FIALHO D’ALMEIDA
JULIO CESAR MACHADO
MANUEL PINHEIRO CHAGAS
RAMALHO ORTIGÃO
XAVIER DA CUNHA


Lisboa, 1888
David Corazzi – Editor
Typographia Horas Romanticas
1.ª edição
32,5 cm x 23,5 cm (álbum)
4 págs. + 50 folhas de imagem (impressas somente de um lado e protegidas com separador vegetal) + 50 folhas de texto (idem)
encadernação editorial da Companhia Nacional Editora
corte das folhas dourado
exemplar estimado; miolo limpo com ocasionais restauros toscos antigos nas margens
peça de colecção
450,00 eur (IVA e portes incluídos)

É uma das inúmeras edições modelares do maior Editor português do século XIX: David Corazzi. Com um catálogo estruturado em diversas vertentes, cobrindo todas as áreas: romance histórico e de sensação, aventuras; instrução, periódicos e infantil; popular e de luxo. Começando em 1870, criou a Biblioteca das Horas Românticas cujas edições eram vendidas em cadernetas entregues semanalmente, e em poucos anos atingirá a centena de títulos, muitos dos quais vastas traduções de romances de autores franceses de época: Ponson du Terrail, Jules Verne, que dará grande visibilidade à editora, etc. Mas também autores portugueses: A Gravura de Madeira em Portugal do gravador João Pedroso, Lisboa na Rua de Júlio César Machado, ou Guiomar Torrezão, Maria Amália Vaz de Carvalho, Teixeira de Queirós, Guerra Junqueiro, Gomes Leal… No âmbito das Comemorações do Centenário da morte de Camões (1880) integrará a Comissão da Imprensa de Lisboa e será um dos sócios-fundadores da Associação de Jornalistas e Escritores Portugueses; intervirá ainda com uma gama de publicações em que se destacam a luxuosa edição monumental de Os Lusíadas e o igualmente rico A Camões de Alexandre da Conceição. Seguir-se-ão outros volumes com as mesmas características gráficas: as Fábulas de La Fontaine, O Inferno de Dante, ou O Paraíso Perdido de Milton, ilustrados por Gustave Doré; a História de Gil Braz de Santilhana de Lesage, e, acompanhando a conjuntura política e científica, a África Ocidental, quatro volumes «fotográficos e descritivos» da autoria de J. A. da Cunha Morais.
O contraponto a este vistoso leque editorial será, em 1881, o início da muito acessível colecção Biblioteca do Povo e das Escolas, pequenas brochuras precursoras do formato “de bolso”, que foram cumprindo, ao longo de 237 números, um verdadeiro programa enciclopédico de instrução popular, em sintonia com o ideário republicano. Muitos desses livros chegaram a ser aprovados para o ensino oficial, elementar e dos liceus.
Digna de especial referência é ainda a republicação integral (entre 1887 e 1891) de As Farpas de Ramalho Ortigão e Eça de Queirós. Também as colecções Dicionários do Povo, ou Biografias de Homens Célebres dos Tempos Antigos e Modernos, assim como a Biblioteca Universal Antiga e Moderna, complementarão este serviço prestado à comunidade, a que um editor generalista nunca deveria furtar-se.

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Box



[ANÓNIMO]

Porto, 1917
J. Pereira da Silva – Editor
s.i.
15,5 cm x 10,5 cm
48 págs.
profusamente ilustrado
encadernação modesta de amador sucintamente gravada a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, pasta posterior esfolada; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um breve manual para praticantes do box.

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sábado, julho 20, 2019

Chegámos à Lua!



JOHN NOBLE WILFORD
trad. Eurico da Fonseca
capa de Alberto Gomes

Lisboa, s.d. [circa 1969]
Edição «Livros do Brasil»
[1.ª edição]
21,8 cm x 15,3 cm
416 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«[…] obra que se situa para além da técnica. É um documentário vivo de um dos maiores momentos da história da Humanidade – desde o desafio soviético até à decisão do presidente Kennedy sobre o envio de homens para a Lua. […]»

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quarta-feira, julho 17, 2019

Fanga



ALVES REDOL
capa e ilust. Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1948
s.i.
9.º milhar [3.ª edição]
19,4 cm x 13,4 cm
376 págs. + 6 folhas em extra-texto (desenhos)
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Nasci Com Passaporte de Turista


ALVES REDOL

Lisboa, 1940
Livraria Portugália
1.ª edição
18,9 cm x 12 cm
128 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
peça de colecção
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Neste livro de contos, Alves Redol «[...] relata [no conto epónimo] na 1.ª pessoa a experiência de uma jovem judia, empregada de escritório numa cidade alemã que, sem qualquer relação com a língua ou religião judaicas, vê subitamente que o seu mundo e o seu quotidiano se alteram radicalmente com o início da repressão anti-semita dos nazis. O seu mundo ruía para sempre.
Antes de tal facto, na sua quietação de burguesinha, circulava excitada nas ruas com os rostos anónimos que com ela se cruzavam, o seu modo especial de exprimir a sua crença na fraternidade entre os homens. E disso já nada restava. Abrira-se uma fronteira entre os que aspiravam a uma pureza ariana e os que passavam a não ter a dignidade própria de uma pessoa para se tornarem numa coisa tatuada para sempre com um J a vermelho. [...]» (Vítor Viçoso, «Do realismo “etnográfico” ao lirismo telúrico em Alves Redol», in Alves Redol – Horizonte Revelado, Museu do Neo-Realismo / Assírio & Alvim, Vila Franca de Xira / Lisboa, 2011)

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terça-feira, julho 16, 2019

Vida de D. Fr. Bertolameu dos Martyres





LUIS CACEGAS, frei
LUIS DE SOUSA, frei


Lisboa, 1842 e 1818
Na Typographia Rollandiana
s.i. [edição posterior à 4.ª edição]
2 tomos (completo)
15,4 cm x 10,4 cm
tomo I: 538 págs. + 6 págs. de «Livros que se vendem em casa de Rolland»
tomo II: 436 págs.
encadernações homogéneas de época inteiras em pele, com rótulos igualmente em pele e ferros a ouro, folhas-de-guarda marmoreadas
exemplares muito estimados; miolo limpo e muito fresco
assinaturas de posse nos frontispícios de ambos os volumes
100,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do relato da vida do dominicano, que foi arcebispo de Braga e preceptor de D. António, prior do Crato. A sua participação no Concílio de Trento em 1562-1563 não terá passado despercebida.

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domingo, julho 14, 2019

Os Quatro Cavaleiros




TOMAZ KIM
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1943
Ed. Autor (Livraria Portugália, deposit.)
1.ª edição
25 cm x 18,2 cm
48 págs.
encadernação inteira em sintético gravada a ouro na lombada
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado, capa da brochura manchada; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos volumes dos Cadernos de Poesia, de que o próprio Tomaz Kim (1915-1967) foi fundador.

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Alda Lara – A Mulher e a Poetisa


ORLANDO DE ALBUQUERQUE

Sá da Bandeira, 1966 [aliás, 1967]
Imbondeiro
1.ª edição
20,3 cm x 14,8 cm
52 págs. + 6 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja; miolo limpo, restauro na primeira folha
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Volume constituído por notas biográficas, um breve mas esclarecedor estudo da obra e, finalmente, uma pequena antologia dos poemas preferidos pela autora. Uma passagem de uma carta da poetisa, palavras bem significativas:
«[...] Vivi bem perto dos problemas ultramarinos e dos problemas sociais do meu tempo. Pertenci a todas as organizações católicas do meio universitário.
[...] Fiz poemas, proferi conferências e participei em mais de uma reunião ao lado dos mais variados credos políticos e religiosos. Fui amiga de protestantes e comunistas. E até numa festa judaica estive um dia. Passei como uma luz sobre os caminhos mais escuros. E se alguém se lembra de mim é como uma pessoa de boa vontade e de coração puro, desejando um mundo impossível de existir.»

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Três Dias em Olivença


HERMANO NEVES
pref. Mário Neves
posf. Ventura Abrantes
capa de Ramos Ribeiro

Lisboa, 1932
Casa Ventura Abrantes – Livreiro Oliventino
1.ª edição (em volume)
19 cm x 12,4 cm
68 págs. + 24 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
exemplar envelhecido mas aceitável, capa com restauro; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O filho do jornalista republicano Hermano Neves recompila e prefacia neste volume um conjunto de artigos de reportagem, aparecidos originalmente nas páginas da Capital, entre Fevereiro e Março de 1916, textos de cariz «sentimental», evocando um «pedaço da nossa terra que os azares da fortuna levaram para mãos estranhas».

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Olivença a Marvão


V. L. A. [VENTURA LEDESMA ABRANTES]
na abertura, carta de Vítor Santos, dr.

s.l. [Barcelos], 1934
s.i. [Companhia Editora do Minho] [ed. Autor ?]
[1.ª edição]
16,3 cm x 10,8 cm
32 págs.
subtítulo: Palestra efectuada na Camara Municipal de Marvão, solenizando a entrega ao Auctor, do diploma de “Munícipe Marvanense” – 8 de Setembro de 1934
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, pequenos defeitos na capa; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, reconhecido livreiro e editor lisboeta, nascido em Olivença, foi o fundador do Grupo dos Amigos de Olivença.

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sábado, julho 13, 2019

Londres


TEIXEIRA DE PASCOAES

Lisboa, 1925
D. Manuel de Castro e Guilherme de Faria – Editores
s.i. [1.ª edição]
18 cm x 12,2 cm
20 págs.
composto manualmente em elzevir e impresso sobre papel de linho
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Singela edição original de um poema escrito na década anterior, acerca do qual escreveu António Telmo no prefácio à reedição na Assírio & Alvim, em 2002:
«[...] longo poema sobre Londres, onde nos surpreende, por contraste com o espírito crepuscular ou outonal de Pascoaes, uma toada que lembra a de Cesário Verde, mais poeta da cidade do que do Ocidente [...]. Pascoaes visitou Londres e aí pernoitou durante vários dias por causa de uma jovem inglesa que conheceu no Porto e por quem se apaixonou como se ela fosse a aparição da sua mesma alma. Chamava-se Leonor Dogge ou Dagge, tenho visto o nome escrito das duas maneiras. Dogge lembra a marca de um automóvel hoje fora do mercado. Mas Leonor, pelo som e pela etimologia hebraica, é como um sol outonal todo oiro num ar quase líquido. Todas as jovens mulheres que o poeta amou chamavam-se Leonor e, como as de Camões que também amou uma Leonor ou como a Beatriz de Dante, eram luz pelo sorriso, sol pelos cabelos, céu diurno ou nocturno pelos olhos, humanas rosas. [...]»

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Elegia do Amor



TEIXEIRA DE PASCOAES

Lisboa, 1924
D. Manuel de Castro e Guilherme de Faria – Editores (Depositarios: Aillaud e Bertrand)
s.i. [1.ª edição]
18,2 cm x 12,6 cm
24 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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El-Rei Junot


RAUL BRANDÃO

Lisboa, 1912
Livraria Brazileira de Monteiro & C.ª / Typ. da Emprêsa Litteraria e Typographica
1.ª edição
25 cm x 17,3 cm
2 págs. + 348 págs.
ilustrado
impresso sobre papel superior
encadernação da época em meia-inglesa com elegante gravação a ouro na lombada
conserva ambas as capas de brochura
aparado e carminado somente à cabeça
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Francisco J. Martins
peça de colecção
265,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante crónica histórica referente à presença dos franceses em Portugal durante o trágico período das Invasões.

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quarta-feira, julho 10, 2019

Quadros Navaes […]




JOAQUIM PEDRO CELESTINO SOARES, official da Armada

Lisboa, 1861-1869
Imprensa Nacional
2.ª edição (I, II e III); 1.ª edição (IV)
4 tomos (completo*)
22 cm x 15 cm
[XXXVI págs. + 448 págs.] + [XIV págs. + 562 págs.] + [XVIII págs. + 5 folhas (gravuras) em extra-texto (dupla, uma das quais) + 604 págs.] + [10 págs. + 424 págs. + 1 desdobrável (mapa) em extra-texto + 3 folhas (gravuras) em extra-texto]
subtítulo: […] ou Collecção dos Folhetins Maritimos do Patriota seguidos de huma Epopeia Naval Portugueza
inclui: tomo I – Parte I - Folhetins; tomo II – Parte II - Epopeia; tomo III – Parte II - Epopeia; tomo IV – Additamentos
encadernações coevas homogéneas em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
muito pouco aparados, sem capas de brochura
exemplares sólidos e muito estimados; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
460,00 eur (IVA e portes incluídos)

Joaquim Pedro Celestino Soares, nascido em 1793, falecido em 1870, chegou a ser contra-almirante, membro do Supremo Conselho de Justiça Militar e director do Museu de Marinha. A vertente obra reunida abrange os seus escritos publicados em folhetins no jornal O Patriota, de grande variedade temática, não somente naval, indo da política à guerra civil que antecedeu a implantação do regime constitucional, passando pela história séria e a matéria ligeira da crendice popular.

* Conforme à descrição de Inocêncio Francisco da Silva e Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo XII, n.º 7389, Imprensa Nacional, Lisboa, 1884.

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Feira Cabisbaixa



ALEXANDRE O’NEILL
pref. António Alçada Baptista
capa e grafismo de Espiga Pinto

Lisboa, 1965
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
18,2 cm x 10,2 cm
L págs. + 62 págs.
corte do miolo pintado, sobrecapa impressa a três cores directa sobre kraft-alcatrão
é o n.º 6 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio, criada e dirigida por Vitor Silva Tavares aquando da sua passagem pela Ulisseia na qualidade de editor literário
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, carimbo editorial de Oferta na última página
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que a censura do Estado Novo, a censura do «nhurro país que nunca se desdiz», brindou com a respectiva proibição, embora – como a tantos outros escritores menores da época! – não necessitasse Alexandre O’Neill de um tal selo de garantia. Sim, basta lê-lo, na sua acutilante esgana poética:

«[…] Mas eu, Tejo continuado, nesta praça
minist’rial que mais te posso dar,
a ti que vens de Albarracim, meu espanhol,
que passaste Almourol,
que passaste Pereira Gomes e Redol,
senão a frase sim ou não ouvida,
com este meu ouvido, com esta minha vida,
a um rapaz que, sem malícia, veio,
da sombra sei lá de que sobreiro,
para dar em alguém, cá na cidade:

Ser da polícia,
dá cantina, barbeiro, autoridade

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As Andorinhas Não Têm Restaurante


ALEXANDRE O’NEILL

Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,1 cm x 11 cm
96 págs.
são conhecidos alguns poucos exemplares revestidos com sobrecapa, o que não é o caso presente
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para Eduardo Prado Coelho, a «[...] homegeneidade deriva essencialmente do extraordinário domínio no exercício da linguagem que estas prosas revelam. [...]
Valerá a pena, contudo, indicar até que ponto a integração do calão no texto introduz um princípio de subversão do discurso literário tradicional que vê agora a sua dignidade desmantelada. O calão visa um efeito destrutivo em relação à linguagem cultural, produzindo um insistente mecanismo de desvalorização. [...]» (Colóquio / Letras, n.º 3, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Setembro de 1971)

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segunda-feira, julho 08, 2019

Antologia de Poesias Angolanas


MARIA DA CONCEIÇÃO NOBRE [org.], et alii
pref. João da Chela

Nova Lisboa, 1958 [aliás, 1957]
Câmara Municipal de Nova Lisboa
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
348 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acervo poético, estendendo-se por mais de meio cento de poetas (angolanos, ou que por lá passaram), entre os quais vamos encontrar, nos primórdios da gesta (segundo a antologiadora), o nome de Eduardo Leiria Dias, e também os de, por exemplo, Alda Lara, Tomás Vieira da Cruz, Lília da Fonseca, etc. O critério da escolha até pode ser considerado duvidoso, mais no espírito dos saraus tropicais dos colonos do que com qualquer relevância para a história literária, sequer local. Todavia, na falta de compilação alternativa, sempre nos é dado conhecer uma outra pepita poética avulsa.

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domingo, julho 07, 2019

A Modista em 30 Dias



ARLETTE DUVAL

Lisboa, s.d. [circa 1920]
Emprêsa Literária Universal
s.i. [1.ª edição ?]
19,5 cm x 13,5 cm
40 págs.
subtítulo: Ou a Costureira de Si Mesma – Método prático para ensinar a cortar e a fazer vestidos, casacos, roupas brancas, etc.
ilustrado
acabamento em três cadernos soltos cosidos à linha
exemplar envelhecido com restauros periféricos mas aceitável; miolo limpo, papel frágil
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, julho 06, 2019

Principles of War



CARL VON CLAUSEWITZ
trad. e pref. Hans W. Gatzke

Londres, 1943
John Lane The Bodley Head
1.ª edição
texto em inglês
19,6 cm x 12,7 cm
64 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar estimado, sobrecapa com rasgões*; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação levada a cabo em plena Segunda Guerra Mundial, com o Reino Unido literalmente debaixo de fogo, tendo até o editor incluído na badana um pungente apelo à defesa do país, Britain Calls the World, devendo as populações fazerem os possíveis por se manter informadas acerca da verdade do sucedido: «[…] From London comes the voice of Britain… the voice of freedom».
Quanto ao texto, estamos perante a tradução dos princípios táctico-estratégicos para a instrução militar, que Clausewitz redigiu a caminho da Rússia, quando se juntou ao exército do czar Alexandre I para impedir o avanço totalitário de Napoleão.

* Por se tratar de um exemplar da edição original, optou-se deliberadamente pelo não restauro, dado as regras de coleccionismo anglo-saxónicas apontarem nesta direcção, privilegiando a presevação das espécies em estojos e no estado em que se encontram.

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De la Guerra




CARLOS VON CLAUSEWITZ
trad. Seguí y Barbero, Juan García Benítez (pref.) e Manuel Pastor y Fernández Checa

Madrid, 1945-1947
Escuela de Guerra Naval
1.ª edição
2 volumes (completo)
texto em castelhano
23,8 cm x 16,3 cm
[XXXVI págs. + 400 págs.] + [8 págs. + 580 págs.]
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
discretas assinaturas de posse nos frontispícios
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de referência mundial nos meios militares stricto sensu e entre os amadores de estratégia em geral, mas também entre os altos apreciadores do raciocínio filosófico “hegeliano”. O nome de Carl von Clausewitz (1780-1831), general prussiano, é indissociável do seu principal inimigo: Napoleão I.

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Jomini – Grande Senhor da Estratégia (1779-1869)


LUIZ DA CAMARA PINA, major

Lisboa, 1946
Separata da «Revista Militar»
1.ª edição
23,7 cm x 16 cm
32 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sucinta monografia biográfica e militar acerca do general napoleónico Antoine-Henri Jomini. De par com Carl von Clausewitz, são eles os fundadores e teóricos da guerra moderna.

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quarta-feira, julho 03, 2019

Os Poemas de [...]


ÁLVARO FEIJÓ
pref. João José Cochofel
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1961
Portugália Editora
2.ª edição [dos poemas reunidos]
20,4 cm x 14 cm
2 págs. + XXXII págs. + 176 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Álvaro Feijó (1917-1941) publicou em vida apenas um dos livros aqui reunidos – Corsário –, tudo o mais se deveu ao esforço editorial póstumo dos seus amigos, logo após o seu falecimento, na colecção coimbrã Novo Cancioneiro, com um volume que trazia não somente o referido título como também quase toda a sua produção inédita. A vertente edição retoma essa mesma primeira homenagem.

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A Amargura dos Contrastes


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
edição de Vasco Rosa
capa de André Carrilho

Lisboa, 2004
O Independente
1.ª edição (em livro)
22,1 cm x 15,8 cm
176 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

O trabalho editorial de escolha de textos representativos de um Autor e o seu alinhamento e respectivo enquadramento gráfico são um trabalho de respeito pela História passada, e precisão, em tudo similar ao de um relojoeiro: há que encaixar entre si todas as peças, sem atritos, sob pena de ficarmos perante um amontoado de tralha disfuncional. Vasco Rosa – por assim dizer, o compilador – é um caso no cumprimento de tais requisitos... e não unicamente no vertente livro, mas em todas as intervenções que dele conhecemos no vasto universo da edição literária por ele já tocado. Temos aqui, por exemplo, e para exemplo, uma recolha de materiais avulsos no lugar e no tempo deixados por Rodrigues Miguéis ao longo dos imensos anos de colaborações regulares ou pontuais, nas múltiplas publicações periódicas que lhe abriram as portas. Temos aqui algo que funciona como uma peça única linguística... de «amargura».

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Gente da Terceira Classe


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Luís Filipe de Abreu

Lisboa, 1962
Editorial Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição
19,4 cm x 14,3 cm
260 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreveu Almeida Langhans, a propósito (vd. Fundação Calouste Gulbenkian, Bibliotecas Itinerantes, fichas de leitura):
«Nos contos coleccionados neste livro não se narram sòmente os dramas dos emigrantes. Alguns entretêm-se com episódios de viagens e do choque do homem em face de um mundo que lhe é desconhecido. [...]»

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Onde a Noite Se Acaba



JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS

Rio de Janeiro, 1946
Edições Dois Mundos / Livros de Portugal, Ltda.
1.ª edição
21,6 cm x 14,6 cm
236 págs.
encadernação da época em tela encerada com elegante gravação a ouro na lombada
corte carminado à cabeça, sem capas de brochura
exemplar (n.º 1.016) naturalmente envelhecido pelo tempo mas bem conservado; miolo limpo
assinatura de posse na folha-de-guarda
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreve o seu amigo e biógrafo, o jornalista Mário Neves (ver José Rodrigues Miguéis – Vida e Obra, Editorial Caminho, Lisboa, 1990):
«[...] As preocupações resultantes da conjuntura perturbavam naturalmente o sossego espiritual do escritor, prejudicando o rendimento do seu trabalho criador. [Miguéis já se encontrava radicado nos Estados Unidos, nessa altura em que a guerra assolava a Europa...]. Embora tendo sofrido uma curta pausa, não suspendeu, porém, completamente a actividade literária e aproveitou até esse período para reunir material já pronto ou para lhe introduzir alguns retoques com vista a publicação futura. Uma das obras que preparou então foi o livro de contos Onde a Noite Se Acaba, com o qual reatava a tradição interrompida com o seu primeiro volume Páscoa Feliz e que as Edições Dois Mundos se propuseram lançar no Rio de Janeiro, incluído na Colecção Clássicos e Contemporâneos, dirigida por Jaime Cortesão e sob a responsabilidade de Danton Coelho. Foi este que, dados os entraves provenientes da censura militar, obteve a remessa do manuscrito para o Brasil, por mala diplomática. Tal intervenção amiga justifica a carta do autor, publicada à laia de prefácio do livro, com algumas explicações interessantes que, a propósito de um dos trechos do volume, definem essa prosa como “resíduo de longos anos em que a acção e dificuldades objectivas, viagens e exílio, estudos e trabalhos, queimaram as asas de um sonho primordial... documento das torturas a que o espírito se sujeita para persistir”. Prosseguindo a sua justificação, esclarece: “Estas novelas estão longe, no seu conjunto, de reflectir a minha personalidade, as minhas ideias, a minha incontável experiência destes anos.” E acrescenta: “Algumas destas histórias têm, por certo, um mórbido sabor, flutuam num mundo de íncubos e sombras. Mas era mórbida, já o disse, doentia e sem esperança, a atmosfera desses anos portugueses. Respirava-se ilusão gorada, sonho putrefacto.” Prosseguindo, diz ainda: “Outras são inspiradas imediatamente do real. Já me têm chamado escritor subjectivo, proletário, impressionista, neo-realista, e não sei que outras coisas. Pouco importa. Não é o rótulo que me interessa, mas a substância. E dessa ainda eu não dei a prova definitiva.” [...]»

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É Proibido Apontar [junto com] As Harmonias do «Canelão»



JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Manuel Correia (somente do vol. I)

Lisboa, 1974
Editorial Estúdios Cor, Lda.
2.ª e 1.ª edições
2 volumes (completo)
[204 mm x 121 mm] + [203 mm x 120 mm]
236 págs. + 212 págs.
subtítulos: Reflexões de um Burguês – I e Reflexões de um buguês – II
sobrecapas a cobrir as capa com impressão a uma cor e relevo seco
exemplares muito estimados, sobrecapa do vol. II com sinais de foxing; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do primeiro volume:
«[...] Era eu pequeno, para reprimirem em mim uma espontânea e justiceira tendência acusadora, o desejo de inquirir sem reservas, apontando, ensinaram-me que em certa igreja, ao erguer o dedo para um santo em seu nicho, ficara um homem com a mão sacrílega cortada resvés. Apontar é pecado, é tabu!
Até que ponto terá esta proibição geral destruído em mim as curiosidades naturais, o desejo de saber de fonte directa, e de acusar sem rebuço, forçando-me a uma atitude hipócrita de indiferença? Os meus dedos ficaram para sempre anquilosados, perderam a agilidade necessária para trespassar indiscretamente as pessoas e os factos que a minha consciência interroga ou condena. E no entanto, o homem que aponta assume a responsabilidade do seu gesto: porque há sempre na sombra da noite que nos envolve um cutelo pronto a cortar, como ao outro no templo, a mão que se ergue a inquirir, a acusar, a denunciar. [...]»

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Nossa Companheira Música

 


FERNANDO LOPES GRAÇA

Lisboa, s.d. [1964]
Portugália Editora
1.ª edição
194 mm x 140 mm
232 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Introdução à Música Moderna


FERNANDO LOPES GRAÇA

Lisboa, 1942
Edições Cosmos
1.ª edição
193 mm x 132 mm
128 págs.
ilustrado
composto manualmente em Elzevir
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um ensaio histórico-musicológico panorâmico sobre as quatro primeiras décadas do século XX, período que viu, sobretudo no Ocidente, o explodir de todas as artes em simultâneo, em todas as direcções experimentais. Lopes Graça, num reconhecimento pluridisciplinar, assinala essa transversalidade logo nas primeiras páginas do seu ensaio: «[...] A evolução da música moderna não foi mais rápida nem mais perturbadora do que a da técnica, do que a da ciência, do que a da política. A história é mais lógica e coerente do que a muitos parece. Se se deixou de andar de tipóia, se se pode comunicar ràpidamente de um continente para o outro, se é possível pôr um pulmão artificial a um fabiano, se se podem fazer explorações na estratosfera, se se descobriram os métodos de organizar racionalmente a produção, – ¿como havia a música de estar ainda a celebrar os deuses no Walhall [...] com o acorde de nona? [...]»

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Bases Teóricas da Música


FERNANDO LOPES GRAÇA

Lisboa, 1944
Edições Cosmos
1.ª edição
19,4 cm x 13,2 cm
128 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Musicália



FERNANDO LOPES GRAÇA
capa de Espiga Pinto

Coimbra, 1967
Vértice
2.ª edição (1.ª edição: «edição portuguesa corrigida e aumentada»)
19,2 cm x 12,3 cm
304 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
assinatura de posse no ante-rosto
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra inicialmente publicada no Brasil sete anos antes, e que beneficia aqui do acréscimo de artigos entretanto escritos e publicados por Lopes Graça na imprensa periódica.

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