quarta-feira, julho 31, 2019

A Grande Envenenadora




HENRIQUE DE KOCK
trad. Fernando Lacerda

Lisboa, 1874
Editor J. A. Xavier de Magalhães / Typ. de Salles
1.ª edição
3 volumes (completo)
19,8 cm x 12,5 cm
[256 págs. + 3 folhas em extra-texto (gravuras)] + [240 págs. + 3 folhas em extra-texto (gravuras)] + [220 págs. + 3 folhas em extra-texto (gravuras)]
ilustrado
encadernações coevas homogéneas em meia-inglesa elegantemente gravadas a ouro nas lombadas
aparados, sem capas de brochura
exemplares estimados; miolo limpo
carimbo de posse nos frontispícios
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do filho do conhecido escritor Paul de Kock, e, além de romancista no género erótico, foi dramaturgo e letrista para cançonetas populares.

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telemóvel: 919 746 089

domingo, julho 28, 2019

Iniciação – Cadernos de Informação Cultural



[AGOSTINHO DA SILVA]

Lisboa, 1940 a 1942
[ed. Autor]
1.ª edição
8 séries (48 fascículos) enc. 2 volumes
24 cm x 17 cm
[24 págs. + 28 págs. + 20 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 28 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 28 págs. + 28 págs. + 28 págs. + 24 págs. + 28 págs. + 24 págs. + 28 págs. + 24 págs. + 20 págs. + 28 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs.] + [28 págs. + 16 págs. + 28 págs. + 24 págs. + 20 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 20 págs. + 20 págs. + 20 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs. + 24 págs.]
títulos coligidos: [1.ª série – A primeira volta ao mundo; Breve história do linho; A vida de Edison; A vida e a arte de Goya; Uma ascensão nos Himalaias; O pensamento de Epicuro; 2.ª série – O planeta Marte; A vida de Lesseps; Por três ovos de pingüim; A arte pre-histórica; O budismo; História dos Estados Unidos; 3.ª série – O petróleo; A vida e a arte de Van Gogh; O Sahará; A vida de Pierre Curie; As escolas de Winnetka; História da Holanda; 4.ª série – A vida e a arte de Ticiano; O gás; As viagens de Colombo; O estoicismo; Mozart; O mundo dos micróbios;] [5.ª série – A vida de Masaryk; O ferro; História do Egipto Antigo; A escultura grega; As viagens de Stanley; A Reforma; 6.ª série – A vida de Florence Nightingale; O islamismo; O transformismo; As abelhas; A vida e a arte de Cellini; Literatura latina; 7.ª série – A vida de Nansen; O plano Dalton; As cooperativas; O Sol; Goethe; O cristianismo; 8.ª série – Beethoven; Literatura russa; Filosofia pre-socrática; Alexandre Herculano; A hulha; A vida e a arte de Courbet]
encadernações modestas homogéneas em meia-inglesa com rótulos gravados a ouro e colados nas lombadas
aparados
conservam todas as capas de brochura
exemplares muito estimados; miolo limpo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação quinzenal redigida e editada por Agostinho da Silva (1906-1994), cumprindo um desejo, quase missionário, de transferência de saberes na sua forma mais simples, mas sempre fruto de inequívoca erudição.

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As Aranhas


AGOSTINHO DA SILVA, org.

Lisboa, 1939
Editorial Organizações, L.da (distr.)
1.ª edição
19,1 cm x 12,5 cm
24 págs.
ilustrado
acabamento com um ponto em arame
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Stendhal – Mérimée


AGOSTINHO DA SILVA

[Vila Nova de Famalicão], 1947
ed. Autor
1.ª edição
17,5 cm x 11,7 cm
184 págs.
subtítulo: Dois Ensaios de Interpretação
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Considerações


AGOSTINHO DA SILVA

Lisboa, 1944
ed. Autor / distr. Editorial Organizações, Limitada
1.ª edição
17,5 cm x 11,6 cm
112 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de breves reflexões sócio-filosóficas.

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frenesilivros@yahoo.com
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Reflexão



AGOSTINHO DA SILVA
pref. F. da Cunha Leão

Lisboa, s.d. [1956 ?]
Guimarães Editores
[2.ª edição]
18,5 cm x 12,2 cm
152 págs.
subtítulo: À Margem da Literatura Portuguesa
capa impressa a três cores directas e relevo seco
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reedição de um texto antes publicado pelo Ministério da Educação do Brasil, em que George Agostinho da Silva expõe uma «[...] verdadeira filosofia da nossa História – já que encerra visão lúcida e originalíssima do sentido histórico de Portugal, e mais do que isso, aguda interpretação da missão transcendental de um povo [...]» (do prefácio do editor Cunha Leão).

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quinta-feira, julho 25, 2019

Dissertação | Critico-Filologico-Historica | Sobre o verdadeiro anno, manifestas causas, e attendiveis circumstancias | da erecção do Tablado e Orquestra do antigo Theatro Romano, des- | coberto na excavação da Rua de São Mamede perto do Castel- | lo desta Cidade, com a intelligencia da sua Inscripção em | honra de Nero, e noticia instructiva d’outras Memorias | alli mesmo achadas, e atégora apparecidas [...]



LUIZ ANTONIO DE AZEVEDO

Lisboa, 1815
Na Nova Impressão da Viuva Neves e Filhos
1.ª edição
26,1 cm x 20 cm
12 págs. (não num.) + LVI págs. + 54 págs. + 10 folhas [«estampas»] em extra-texto (1 das quais desdobrável)
subtítulo: Composta, e dirigida | ao Illustrissimo e Excellentissimo | Senhor | D. Antonio Maria de Castello-Branco | Marquez de Bellas | Cetera | por [...]
ilustrado em separado
exemplar muito estimado, falhas menores de papel nos bordos inferiores da capa e na lombada; miolo irrepreensível, papel sonante
encontra-se em brochura e com a folha de protecção que servia de capa acondicionado numa pasta de cartolina recente
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
300,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da lição de Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo V, Imprensa Nacional, Lisboa, 1861):
«Luis Antonio de Azevedo, Professor regio de grammatica e lingua latina, ultimamente com exercicio no Real Estabelecimento do bairro de Alfama. – N. em Lisboa no anno de 1755, e consta que seu pae fôra de profissão livreiro. Applicou‑se aos estudos de humanidades e philologia, e mais particularmente aos das linguas grega e latina, adquirindo de uma e outra profundo conhecimento. Não era menor o que havia da portugueza, que toda a vida cultivou com especial e dedicada predilecção. Era de um puritanismo ferrenho em linguagem, e timbrava de imitar os escriptores vernaculos do seculo XVI, cuja leitura e analyse constituiam desde muitos annos uma de suas mais agradaveis occupações. Posto que não se dedignava de usar ás vezes nas suas obras de archaismos ou vocabulos obsoletos; comtudo, no tocante á construcção da phrase, cumpre confessar por verdade que foi regular e corrente, sem deixar‑se levar do exemplo de Farinha, e de outros taes cégos imitadores, e idolatras do quinhentismo. – Viveu ao que parece celibatario, sempre desalinhado no trage, e curando pouco do aceio; andava por toda a parte rodeado de uma inseparavel matilha de cães, proprios e alheios, que o seguiam pelo engodo dos bolos que trazia na algibeira, e que com elles repartia charitativamente! Tendo assistido largos annos na rua da Figueira, proximo á egreja dos Martyres, mudou‑se a final para o largo da Graça, onde morreu entre os annos de 1818 e 1820, segundo o que pude apurar. [...]
[A Dissertação Crítico-Filológico-Histórica] É a unica memoria que ficou d’aquelle celebre monumento, cujas reliquias e fragmentos se deixaram perder de todo, ao que parece, pela proverbial incuria com que estas cousas foram sempre tractadas entre nós. [...]»

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Geometria e Mecanica, Applicadas ás Artes, ou Tratado Elementar destas Sciencias, para uso dos artistas, dos fabricantes, dos mestres, e directores de officinas, de estaleiros, etc.




CHARLES DUPIN
trad. Evaristo José Ferreira

Lisboa, 1837
Na Imprensa Nacional
1.ª edição
tomo I – Geometria [único publicado]
21,8 cm x 16,3 cm
2 págs. + XVI págs. + 258 págs. + 1 folha em extra-texto (advertencia do tradutor inclusa entre as págs. 238-239) + 15 desdobráveis em extra-texto (gravuras)
subtítulo: Extrahido do Curso Normal do barão Charles Dupin, e accommodado para as lições da Aula que d’este ensino abriu em Lisboa a Sociedade Promotora da Industria Nacional
ilustrado
encadernção da época com lombada em pele gravada a ouro, cantos em pele e papel de fantasia
pouco aparado
sem capas de brochura [?]
exemplar muito estimado, pastas algo gastas; miolo irrepreensível, papel sonante
peça de colecção
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, vol. II, n.º 159, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859), o tradutor Evaristo José Ferreira (1792- ?) foi marechal-de-campo, lente jubilado da Escola do Exército, director do Real Colégio Militar e sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa. É também Inocêncio que nos diz não haver sido publicada qualquer parte relativa à Mecânica, o que se confirmará pela reedição do vertente volume, em 1877 (BNP S.A. 26982 P.), cujo título já é omisso na referida. Por seu turno, deve sublinhar-se que o barão Pierre Charles François Dupin (1784-1873) foi eminente matemático e engenheiro naval, exercendo determinante influência nos seus alunos gregos, quando leccionou em Corfu.

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terça-feira, julho 23, 2019

Amália


VÍTOR PAVÃO DOS SANTOS

Lisboa, 1987
Contexto, editora
1.ª edição
24 cm x 16,7 cm
320 págs.
subtítulo: Uma Biografia
profusamente ilustrado a preto e a cor
exemplar como novo, sem qualquer quebra na lombada
valorizado pela dedicatória manuscrita da cantora
125,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Amália – Uma Estranha Forma de Vida [fotobiografia]


VÍTOR PAVÃO DOS SANTOS, org. e texto
AUGUSTO CABRITA, fotografias não de arquivo
maqueta de José Teófilo Duarte

Lisboa / São Paulo, 1992
Editorial Verbo
1.ª edição
31 cm x 24 cm (álbum)
240 págs.
encadernação editorial em tela com gravação a ouro nas pasta dianteira e lombada, sobrecapa a cor e folhas de guarda impressas
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar como novo; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fotobiografia que cobre toda a longa carreira de Amália, seguindo Pavão dos Santos um critério de breves introduções escritas acerca de cada período mais marcante e legendagem minuciosa de todas as imagens. No sentido de ilustrar o reconhecimento internacional que Amália inequivocamente teve, fecha o volume imagem da fadista exibindo, em 1990, a mais alta condecoração espanhola, a grã-cruz da Ordem de Isabel, a Católica.
Uma sistemática e anotada discografia, muito útil para os fãs, completa este trabalho.

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O Custódia da Amália


ÁPIO GARCIA

Lisboa, s.d. [circa 1976]
Edição de Jornal de Lisboa
1.ª edição
20,4 cm x 13,9 cm
40 págs.
ilustrado
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Aníbal da Silva (nasc. 1919-?), conhecido por «Custódia da Amália», foi seu (dela) admirador incondicional, que por toda a parte a seguiu, de concerto em concerto, fosse uma grande sala, fosse as casas de fado do Bairro Alto. Humilde vendedor de fruta por profissão, o mais das vezes nem tinha posses para franquear a porta de entrada dos sítios onde Amália actuava. Certa noite, à saída do restaurante Luso, Amália reparou nele escusando-se por não ter umas moedas para lhe dar, ao que ele, ofendido, respondeu:
«– Não estou a pedir esmola! Vim só para a ver, embora não possa entrar por ser caro e não estar devidamente arranjado!
Mulher extremamente inteligente, sensível e humana, deve ter recebido tão inesperada justificação com profunda surpresa. Esperaria todas as respostas, menos aquela que acabava de ouvir. [...]»
Inquirindo logo ali da pobre condição de Aníbal da Silva, «[...] de pronto, sem a menor hesitação, Amália responde:
– Daqui em diante, onde eu for cantar e o senhor apareça, terá o seu bilhetinho! Não gosto [de] o ver sempre à porta, sem entrar!
A promessa da artista passou a ser rigorosamente cumprida, o que constituiu motivo de grande satisfação para o seu mais declarado “fan”. [...]»

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Tôjos e Rosmaninhos





ALFREDO KEIL
texto, composição musical e pinturas
pref. João da Câmara


Lisboa, 1907
«A Editora»
1.ª edição
35,7 cm x 26,5 cm (álbum)
156 págs. + 19 extra-textos
subtítulo: Contos da Serra
encadernação editorial
impressão sobre papel couché, sendo os extra-textos sobre semi-cartolina e protegidos por vegetal
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
315,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além da beleza poética geral desta recolha da tradição popular da zona do Zêzere, que Keil – autor da música do Hino Nacional – testemunhou e traduziu em livro, há ainda a importância acrescida para o nosso património etnográfico. Por outro lado, Keil soube também traduzi-lo mediante a sua paleta de pintor naturalista.

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Album de Costumes Portuguezes





ALFREDO ROQUE GAMEIRO
COLUMBANO BORDALLO PINHEIRO
CONDEIXA
MALHÔA
MANUEL DE MACEDO
RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO
, et alii
textos de:

FIALHO D’ALMEIDA
JULIO CESAR MACHADO
MANUEL PINHEIRO CHAGAS
RAMALHO ORTIGÃO
XAVIER DA CUNHA


Lisboa, 1888
David Corazzi – Editor
Typographia Horas Romanticas
1.ª edição
32,5 cm x 23,5 cm (álbum)
4 págs. + 50 folhas de imagem (impressas somente de um lado e protegidas com separador vegetal) + 50 folhas de texto (idem)
encadernação editorial da Companhia Nacional Editora
corte das folhas dourado
exemplar estimado; miolo limpo com ocasionais restauros toscos antigos nas margens
peça de colecção
450,00 eur (IVA e portes incluídos)

É uma das inúmeras edições modelares do maior Editor português do século XIX: David Corazzi. Com um catálogo estruturado em diversas vertentes, cobrindo todas as áreas: romance histórico e de sensação, aventuras; instrução, periódicos e infantil; popular e de luxo. Começando em 1870, criou a Biblioteca das Horas Românticas cujas edições eram vendidas em cadernetas entregues semanalmente, e em poucos anos atingirá a centena de títulos, muitos dos quais vastas traduções de romances de autores franceses de época: Ponson du Terrail, Jules Verne, que dará grande visibilidade à editora, etc. Mas também autores portugueses: A Gravura de Madeira em Portugal do gravador João Pedroso, Lisboa na Rua de Júlio César Machado, ou Guiomar Torrezão, Maria Amália Vaz de Carvalho, Teixeira de Queirós, Guerra Junqueiro, Gomes Leal… No âmbito das Comemorações do Centenário da morte de Camões (1880) integrará a Comissão da Imprensa de Lisboa e será um dos sócios-fundadores da Associação de Jornalistas e Escritores Portugueses; intervirá ainda com uma gama de publicações em que se destacam a luxuosa edição monumental de Os Lusíadas e o igualmente rico A Camões de Alexandre da Conceição. Seguir-se-ão outros volumes com as mesmas características gráficas: as Fábulas de La Fontaine, O Inferno de Dante, ou O Paraíso Perdido de Milton, ilustrados por Gustave Doré; a História de Gil Braz de Santilhana de Lesage, e, acompanhando a conjuntura política e científica, a África Ocidental, quatro volumes «fotográficos e descritivos» da autoria de J. A. da Cunha Morais.
O contraponto a este vistoso leque editorial será, em 1881, o início da muito acessível colecção Biblioteca do Povo e das Escolas, pequenas brochuras precursoras do formato “de bolso”, que foram cumprindo, ao longo de 237 números, um verdadeiro programa enciclopédico de instrução popular, em sintonia com o ideário republicano. Muitos desses livros chegaram a ser aprovados para o ensino oficial, elementar e dos liceus.
Digna de especial referência é ainda a republicação integral (entre 1887 e 1891) de As Farpas de Ramalho Ortigão e Eça de Queirós. Também as colecções Dicionários do Povo, ou Biografias de Homens Célebres dos Tempos Antigos e Modernos, assim como a Biblioteca Universal Antiga e Moderna, complementarão este serviço prestado à comunidade, a que um editor generalista nunca deveria furtar-se.

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Box



[ANÓNIMO]

Porto, 1917
J. Pereira da Silva – Editor
s.i.
15,5 cm x 10,5 cm
48 págs.
profusamente ilustrado
encadernação modesta de amador sucintamente gravada a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, pasta posterior esfolada; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um breve manual para praticantes do box.

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sábado, julho 20, 2019

Chegámos à Lua!



JOHN NOBLE WILFORD
trad. Eurico da Fonseca
capa de Alberto Gomes

Lisboa, s.d. [circa 1969]
Edição «Livros do Brasil»
[1.ª edição]
21,8 cm x 15,3 cm
416 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«[…] obra que se situa para além da técnica. É um documentário vivo de um dos maiores momentos da história da Humanidade – desde o desafio soviético até à decisão do presidente Kennedy sobre o envio de homens para a Lua. […]»

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quarta-feira, julho 17, 2019

Fanga



ALVES REDOL
capa e ilust. Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1948
s.i.
9.º milhar [3.ª edição]
19,4 cm x 13,4 cm
376 págs. + 6 folhas em extra-texto (desenhos)
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Nasci Com Passaporte de Turista


ALVES REDOL

Lisboa, 1940
Livraria Portugália
1.ª edição
18,9 cm x 12 cm
128 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
peça de colecção
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Neste livro de contos, Alves Redol «[...] relata [no conto epónimo] na 1.ª pessoa a experiência de uma jovem judia, empregada de escritório numa cidade alemã que, sem qualquer relação com a língua ou religião judaicas, vê subitamente que o seu mundo e o seu quotidiano se alteram radicalmente com o início da repressão anti-semita dos nazis. O seu mundo ruía para sempre.
Antes de tal facto, na sua quietação de burguesinha, circulava excitada nas ruas com os rostos anónimos que com ela se cruzavam, o seu modo especial de exprimir a sua crença na fraternidade entre os homens. E disso já nada restava. Abrira-se uma fronteira entre os que aspiravam a uma pureza ariana e os que passavam a não ter a dignidade própria de uma pessoa para se tornarem numa coisa tatuada para sempre com um J a vermelho. [...]» (Vítor Viçoso, «Do realismo “etnográfico” ao lirismo telúrico em Alves Redol», in Alves Redol – Horizonte Revelado, Museu do Neo-Realismo / Assírio & Alvim, Vila Franca de Xira / Lisboa, 2011)

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Espólio



ALVES REDOL

Vila Franca de Xira, s.d. [1944]
[ed. José Porfirio da Silva*]
1.ª edição
19,8 cm x 13,4 cm
32 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Original cedido por Alves Redol para esta singela edição, cuja venda se destinava aos bombeiros voluntários locais.

* Papel do miolo oferecido por João d’Oliveira Casquilho (Suc.ra), cartolina da capa paga por populares anónimos, e impresso em Lisboa na Imprensa Municipalista da Procuradoria Geral dos Municípios.

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Antologia do Humor Português



VERGÍLIO MARTINHO, org. e notas
ERNESTO SAMPAIO, org., prefácio e notas
desenhos de Carlos Ferreiro, Eduardo Batarda, João Machado e José Rodrigues

Lisboa, 1969
Edições «Afrodite» de Fernando Ribeiro de Mello
tipografia União Gráfica
1.ª edição [única]
21 cm x 14,5 cm
XXVIII págs. + 1.008 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Magnífica! A mais magnífica incursão jamais feita ao corpus de literatura portuguesa, de onde os organizadores fazem saltar um espírito, um chiste, em pleno arraial do país sisudo e sufocado pelo Estado Novo. Outras antologias saídas dessa editora foram perseguidas pelas polícias, é público e basto conhecido, como a do Conto Fantástico ou a Erótica e Satírica; mas esta, verdadeiramente, melhor expõe um país... Lembra-nos o escritor surrealista Ernesto Sampaio no texto de abertura:
«[...] O humor, que na verdade é um dos privilégios da poesia, constitui, como o amor e a vontade prática revolucionária, a única força compósita capaz de restituir ao homem a sua dignidade autêntica. [...]
[...] resta-nos mencionar o humor, no ponto de cruzamento do desejo sem meios e dos meios sem desejo, como suprema lucidez, arte de denunciar e perseguir até aos seus covis mais recônditos os absurdos de uma situação irrisória e injusta em todos os planos, de uma lei fundamentada no dinheiro, no horror ao corpo, na baixeza obrigatória do espírito, no incessante atentado ao amor, a todos os poderes de afirmação e criação do homem livre, do homem que não cabe nos esquemas daqueles que ao comprarem a sua força de trabalho pretendem comprá-lo todo, em corpo e alma. [...]»
E para não destoar do projecto, o próprio editor Ribeiro de Mello espetou com o volume a ser composto e impresso numa tipografia da esfera de influência da Igreja! E não contente com isso, o que já não foi pouco, ainda pôs na ficha técnica os nomes dos intervenientes nos trabalhos, com especial relevo para as «irmãs» e respectiva congregação!
Escusado será dizer que poucos destes exemplares terão sobrevivido após a descoberta pelos responsáveis da oficina gráfica... Tendo, assim, saído dos prelos três versões distintas da pág. 1.006: a referida; uma outra em que a folha foi guilhotinada e substituída por uma com o cólofon resumido a quatro linhas; e ainda outra (a vertente) em que todos os nomes voltam aí a figurar, mas expurgados dos cargos religiosos.

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terça-feira, julho 16, 2019

Vida de D. Fr. Bertolameu dos Martyres





LUIS CACEGAS, frei
LUIS DE SOUSA, frei


Lisboa, 1842 e 1818
Na Typographia Rollandiana
s.i. [edição posterior à 4.ª edição]
2 tomos (completo)
15,4 cm x 10,4 cm
tomo I: 538 págs. + 6 págs. de «Livros que se vendem em casa de Rolland»
tomo II: 436 págs.
encadernações homogéneas de época inteiras em pele, com rótulos igualmente em pele e ferros a ouro, folhas-de-guarda marmoreadas
exemplares muito estimados; miolo limpo e muito fresco
assinaturas de posse nos frontispícios de ambos os volumes
100,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do relato da vida do dominicano, que foi arcebispo de Braga e preceptor de D. António, prior do Crato. A sua participação no Concílio de Trento em 1562-1563 não terá passado despercebida.

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domingo, julho 14, 2019

Cadernos de Poesia






Lisboa, 1940 a 1953
dir. Tomaz Kim, José Blanc de Portugal e Ruy Cinatti; mais tarde, também Jorge de Sena e José-Augusto França, tendo saído Tomaz Kim
colecção completa (15 números distribuídos por 3 séries [5 + 7 + 3 fascículos] em 1 volume)
23,7 cm x 18 cm
100 págs. (numeração contínua, primeira série) + 152 págs. (numeração contínua, segunda série) + [24 págs. + 2 x 32 págs. (terceira série)]
compostos manualmente
encadernação em meia-francesa em pele, cantos em pele, gravação a ouro na lombada,
conserva todas as capas de brochura
aparado e carminado somente à cabeça
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELAS DEDICATÓRIAS MANUSCRITAS DE ALBERTO DE LACERDA E FERNANDO LEMOS AO POETA LUÍS AMARO
PEÇA DE COLECÇÃO E GRANDE RARIDADE QUANDO COMPLETA
1.300,00 eur (IVA e portes incluídos)

Vasto é o número de colaboradores reunidos ao longo dos anos que durou a publicação, e tudo escritores já então de referência na cultura nacional, como sejam Afonso Duarte, Vitorino Nemésio, Almada Negreiros, Sofia de Mello Breyner Andresen, José Gomes Ferreira, Edmundo Bettencourt, Mário Dionísio, Pedro Homem de Mello, Eugénio de Andrade, Miguel Torga, Merícia de Lemos, José Régio, Manuel Ribeiro Pavia, Alfredo Margarido, António Ramos Rosa, Raul de Carvalho, etc.
A partir da segunda série, a publicação ganha o hábito de dedicar alguns dos seus números a um único escritor, pelo que temos aí em primeira edição A Poesia de Camões – Ensaio de Revelação da Dialéctica Camoneana por Jorge de Sena; um conjunto inédito de Poemas por Alberto de Lacerda; o estudo Fernando Pessoa e a Crítica por Adolfo Casais Monteiro; dois livros seminais da corrente surrealista, a saber, Tempo de Fantasmas por Alexandre O’Neill e Teclado Universal por Fernando Lemos; e ainda notas sobre seis pintores, Da Poesia Plástica, por José-Augusto França, e o importante fascículo inteiramente dedicado a Teixeira de Pascoaes, que inclui um poema inédito do mesmo e uma carta e este dirigida, também inédita, por Fernando Pessoa, assim como a intervenção em homenagem, entre outros, de António Pedro, António Sérgio, Eduardo Lourenço, José Marinho, Óscar Lopes.

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Os Quatro Cavaleiros




TOMAZ KIM
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1943
Ed. Autor (Livraria Portugália, deposit.)
1.ª edição
25 cm x 18,2 cm
48 págs.
encadernação inteira em sintético gravada a ouro na lombada
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado, capa da brochura manchada; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos volumes dos Cadernos de Poesia, de que o próprio Tomaz Kim (1915-1967) foi fundador.

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Poemas


ALDA LARA
nota de Orlando de Albuquerque

Sá da Bandeira, 1966
Imbondeiro
2.ª edição
20,4 cm x 15 cm
200 págs.
subtítulo: Obra Completa de Alda Lara
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Médica angolana notável e poeta exímia, Alda Pires Barreto de Lara e Albuquerque (1930-1962) não chegou a viver para ver assim a sua poesia reunida, que Manuel Ferreira (ver Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. 2, Instituto de Cultura Portuguesa, Lisboa, 1977) reconhece como poesia «[...] de motivação europeia, mas a da inserção angolana emerge de uma serena visão humanística.»

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Alda Lara – A Mulher e a Poetisa


ORLANDO DE ALBUQUERQUE

Sá da Bandeira, 1966 [aliás, 1967]
Imbondeiro
1.ª edição
20,3 cm x 14,8 cm
52 págs. + 6 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja; miolo limpo, restauro na primeira folha
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Volume constituído por notas biográficas, um breve mas esclarecedor estudo da obra e, finalmente, uma pequena antologia dos poemas preferidos pela autora. Uma passagem de uma carta da poetisa, palavras bem significativas:
«[...] Vivi bem perto dos problemas ultramarinos e dos problemas sociais do meu tempo. Pertenci a todas as organizações católicas do meio universitário.
[...] Fiz poemas, proferi conferências e participei em mais de uma reunião ao lado dos mais variados credos políticos e religiosos. Fui amiga de protestantes e comunistas. E até numa festa judaica estive um dia. Passei como uma luz sobre os caminhos mais escuros. E se alguém se lembra de mim é como uma pessoa de boa vontade e de coração puro, desejando um mundo impossível de existir.»

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Três Dias em Olivença


HERMANO NEVES
pref. Mário Neves
posf. Ventura Abrantes
capa de Ramos Ribeiro

Lisboa, 1932
Casa Ventura Abrantes – Livreiro Oliventino
1.ª edição (em volume)
19 cm x 12,4 cm
68 págs. + 24 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
exemplar envelhecido mas aceitável, capa com restauro; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O filho do jornalista republicano Hermano Neves recompila e prefacia neste volume um conjunto de artigos de reportagem, aparecidos originalmente nas páginas da Capital, entre Fevereiro e Março de 1916, textos de cariz «sentimental», evocando um «pedaço da nossa terra que os azares da fortuna levaram para mãos estranhas».

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Olivença a Marvão


V. L. A. [VENTURA LEDESMA ABRANTES]
na abertura, carta de Vítor Santos, dr.

s.l. [Barcelos], 1934
s.i. [Companhia Editora do Minho] [ed. Autor ?]
[1.ª edição]
16,3 cm x 10,8 cm
32 págs.
subtítulo: Palestra efectuada na Camara Municipal de Marvão, solenizando a entrega ao Auctor, do diploma de “Munícipe Marvanense” – 8 de Setembro de 1934
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, pequenos defeitos na capa; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, reconhecido livreiro e editor lisboeta, nascido em Olivença, foi o fundador do Grupo dos Amigos de Olivença.

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sábado, julho 13, 2019

Londres


TEIXEIRA DE PASCOAES

Lisboa, 1925
D. Manuel de Castro e Guilherme de Faria – Editores
s.i. [1.ª edição]
18 cm x 12,2 cm
20 págs.
composto manualmente em elzevir e impresso sobre papel de linho
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Singela edição original de um poema escrito na década anterior, acerca do qual escreveu António Telmo no prefácio à reedição na Assírio & Alvim, em 2002:
«[...] longo poema sobre Londres, onde nos surpreende, por contraste com o espírito crepuscular ou outonal de Pascoaes, uma toada que lembra a de Cesário Verde, mais poeta da cidade do que do Ocidente [...]. Pascoaes visitou Londres e aí pernoitou durante vários dias por causa de uma jovem inglesa que conheceu no Porto e por quem se apaixonou como se ela fosse a aparição da sua mesma alma. Chamava-se Leonor Dogge ou Dagge, tenho visto o nome escrito das duas maneiras. Dogge lembra a marca de um automóvel hoje fora do mercado. Mas Leonor, pelo som e pela etimologia hebraica, é como um sol outonal todo oiro num ar quase líquido. Todas as jovens mulheres que o poeta amou chamavam-se Leonor e, como as de Camões que também amou uma Leonor ou como a Beatriz de Dante, eram luz pelo sorriso, sol pelos cabelos, céu diurno ou nocturno pelos olhos, humanas rosas. [...]»

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Elegia do Amor



TEIXEIRA DE PASCOAES

Lisboa, 1924
D. Manuel de Castro e Guilherme de Faria – Editores (Depositarios: Aillaud e Bertrand)
s.i. [1.ª edição]
18,2 cm x 12,6 cm
24 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Cerco do Porto


HUGH OWEN
pref. e notas de Raul Brandão

Porto / Rio de Janeiro, 1920
Editores Renascença Portuguesa / Luso-Brasiliana
2.ª edição (3.º milhar)
19 cm x 12,5 cm
352 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Contado por uma testemunha - o coronel Owen. Com documentos novos
ilustrado no corpo do texto e em separado
capa impressa a negro com cromo colado
exemplar estimado, capa envelhecida e com restauros; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


El-Rei Junot


RAUL BRANDÃO

Lisboa, 1912
Livraria Brazileira de Monteiro & C.ª / Typ. da Emprêsa Litteraria e Typographica
1.ª edição
25 cm x 17,3 cm
2 págs. + 348 págs.
ilustrado
impresso sobre papel superior
encadernação da época em meia-inglesa com elegante gravação a ouro na lombada
conserva ambas as capas de brochura
aparado e carminado somente à cabeça
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Francisco J. Martins
peça de colecção
265,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante crónica histórica referente à presença dos franceses em Portugal durante o trágico período das Invasões.

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quarta-feira, julho 10, 2019

Quadros Navaes […]




JOAQUIM PEDRO CELESTINO SOARES, official da Armada

Lisboa, 1861-1869
Imprensa Nacional
2.ª edição (I, II e III); 1.ª edição (IV)
4 tomos (completo*)
22 cm x 15 cm
[XXXVI págs. + 448 págs.] + [XIV págs. + 562 págs.] + [XVIII págs. + 5 folhas (gravuras) em extra-texto (dupla, uma das quais) + 604 págs.] + [10 págs. + 424 págs. + 1 desdobrável (mapa) em extra-texto + 3 folhas (gravuras) em extra-texto]
subtítulo: […] ou Collecção dos Folhetins Maritimos do Patriota seguidos de huma Epopeia Naval Portugueza
inclui: tomo I – Parte I - Folhetins; tomo II – Parte II - Epopeia; tomo III – Parte II - Epopeia; tomo IV – Additamentos
encadernações coevas homogéneas em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
muito pouco aparados, sem capas de brochura
exemplares sólidos e muito estimados; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
460,00 eur (IVA e portes incluídos)

Joaquim Pedro Celestino Soares, nascido em 1793, falecido em 1870, chegou a ser contra-almirante, membro do Supremo Conselho de Justiça Militar e director do Museu de Marinha. A vertente obra reunida abrange os seus escritos publicados em folhetins no jornal O Patriota, de grande variedade temática, não somente naval, indo da política à guerra civil que antecedeu a implantação do regime constitucional, passando pela história séria e a matéria ligeira da crendice popular.

* Conforme à descrição de Inocêncio Francisco da Silva e Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo XII, n.º 7389, Imprensa Nacional, Lisboa, 1884.

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Feira Cabisbaixa



ALEXANDRE O’NEILL
pref. António Alçada Baptista
capa e grafismo de Espiga Pinto

Lisboa, 1965
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
18,2 cm x 10,2 cm
L págs. + 62 págs.
corte do miolo pintado, sobrecapa impressa a três cores directa sobre kraft-alcatrão
é o n.º 6 da prestigiada Colecção Poesia e Ensaio, criada e dirigida por Vitor Silva Tavares aquando da sua passagem pela Ulisseia na qualidade de editor literário
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, carimbo editorial de Oferta na última página
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que a censura do Estado Novo, a censura do «nhurro país que nunca se desdiz», brindou com a respectiva proibição, embora – como a tantos outros escritores menores da época! – não necessitasse Alexandre O’Neill de um tal selo de garantia. Sim, basta lê-lo, na sua acutilante esgana poética:

«[…] Mas eu, Tejo continuado, nesta praça
minist’rial que mais te posso dar,
a ti que vens de Albarracim, meu espanhol,
que passaste Almourol,
que passaste Pereira Gomes e Redol,
senão a frase sim ou não ouvida,
com este meu ouvido, com esta minha vida,
a um rapaz que, sem malícia, veio,
da sombra sei lá de que sobreiro,
para dar em alguém, cá na cidade:

Ser da polícia,
dá cantina, barbeiro, autoridade

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As Andorinhas Não Têm Restaurante


ALEXANDRE O’NEILL

Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,1 cm x 11 cm
96 págs.
são conhecidos alguns poucos exemplares revestidos com sobrecapa, o que não é o caso presente
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para Eduardo Prado Coelho, a «[...] homegeneidade deriva essencialmente do extraordinário domínio no exercício da linguagem que estas prosas revelam. [...]
Valerá a pena, contudo, indicar até que ponto a integração do calão no texto introduz um princípio de subversão do discurso literário tradicional que vê agora a sua dignidade desmantelada. O calão visa um efeito destrutivo em relação à linguagem cultural, produzindo um insistente mecanismo de desvalorização. [...]» (Colóquio / Letras, n.º 3, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Setembro de 1971)

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