segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Patria



GUERRA JUNQUEIRO

s.l., 1896
s.i. [também não indica tipografia] [ed. Autor ?]
1.ª edição
20,7 cm x 14,2 cm
188 págs. + XXVIII págs.
encadernação modesta de amador com elegantes vinhetas e lettering gravados a ouro na lombada
aparado e sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
discreta rubrica de posse no canto superior esquerdo da folha de ante-rosto
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

António José Saraiva e Óscar Lopes, na sua História da Literatura Portuguesa (15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989), apontam esta fase poética de Junqueiro como o ponto charneira na abordagem do real:
«[...] A nebulosidade [da sua] ideologia anticlerical permitia que, entretanto, prosseguisse até à crise política de 1890 a sua carreira de deputado monárquico, gravitando na órbita de Oliveira Martins e na do grupo de literatos e aristocratas dos Vencidos da Vida.
Com o Ultimato assiste-se, porém, à sua rotura com Martins e à passagem para as fileiras republicanas. Datam de 91 Finis Patriæ e Canção [sic] do Ódio, violentas sátiras à dinastia brigantina e à Inglaterra, das quais ainda é sequência Pátria (1896), poema já, no entanto, repassado de um patriotismo elegíaco a condizer com as tendências saudosistas do tempo. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Evocação de Guerra Junqueiro


JOÃO DE BARROS

Rio de Janeiro / Lisboa, s.d. [circa 1950]
Livraria Editora da Casa do Estudante do Brasil
1.ª edição
15,9 cm x 11,9 cm
32 págs. + 1 folha em extra-texto
composto manualmente em elzevir
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Leitura panorâmica da vasta obra de Junqueiro, mas leitura de acerto. Uma passagem:
«[...] entre o Junqueiro da Morte de D. João, da A Velhice do Padre Eterno e o de Os Simples, da Pátria e das Orações. Não há, a meu ver, porém, nenhuma discontinuidade. Sempre o amor da Justiça e da Liberdade o guiou, sempre um idealismo superior o inspirou. “Muitos outros poetas”, explica ele no final da Morte de D. João, “têm cantado D. João, mas todos eles num ponto de vista contrário ao meu. Prestigiam-no, engrandecem-no, e quando, no fim duma vida impunemente devassa, se torna necessário castigá-lo, então abrem-se as gargantas do inferno e sorvem o condenado. Para um malandro é épico demais. Eu segui um caminho diferente. D. João, na sua qualidade de parasita, morre como deve morrer: de fome. Quem não trabalha não tem direito à vida. Apelar para a Justiça de Deus, como no quinto acto dos dramas morais, é o supremo cinismo, porque é negar a justiça dos homens, mostrando que a sociedade é impotente para castigar os culpados.”
Esta preocupação, não de negar a justiça de Deus mas de querer também a justiça dos homens que, subentende-se, é uma das altas manifestações da dignidade humana, com ela deparamos também na «Nota» de A Velhice do Padre Eterno [...].»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Oração ao raio... que o parta


JOSÉ DE ANZOES

Porto, 1904
Livraria Santos
2.ª edição
22,7 cm x 17,2 cm
8 págs.
subtítulo: As Orações de Guerra Junqueiro juguladas pela celebre satyra de [...]
exemplar estimado, restauro no canto inferior direito da capa; miolo limpo
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de José Coelho
peça de colecção
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo do poeta portuense Manuel de Moura, cuja verrina se fez no convívio com Camilo Castelo Branco, Sampaio Bruno e Basílio Teles (ver Adriano da Guerra Andrade, Dicionário de Pseudónimos e Iniciais de Escritores Portugueses, Biblioteca Nacional, Lisboa, 1999; e Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990). Fundador do jornal literário Rosicler, esteve também ligado a um outro importante periódico de artes e literatura, A Instrução Moderna. No vertente panfleto poético, as orações de Junqueiro são ferozmente satirizadas.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

sábado, fevereiro 27, 2016

Alma Nacional



Lisboa, 10 de Fevereiro a 29 de Setembro de 1910
dir. Antonio José d’Almeida
34 fascículos (colecção completa, com as respectivas capilhas)
28,6 cm x 21 cm
544 págs. (numeração contínua) + 1 folha dupla (desenho de Francisco Valença) inserida entre as págs. 152-153
acabamento dos fascículos com um ponto em arame
exemplares alguns um pouco envelhecidos mas aceitáveis, por vezes com repasses de tinta das capilhas para as primeiras ou últimas folhas dos fascículos, ferrugem nos agrafos; miolo no geral limpo
acondicionados num elegante estojo próprio de fabrico recente
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Periódico republicano de referência, cultural e doutrinário, indispensável ao estudo e compreensão históricos da primeira década do século XX português, e nomeadamente a génese e a implantação da República.
Colaboração, entre outros, de Guerra Junqueiro, Basílio Teles, Teófilo Braga, Agostinho Lemos, Miguel Bombarda, Teixeira de Queirós, Tomás da Fonseca, Raul Proença, Manuel de Sousa Pinto, Aquilino Ribeiro, etc., para além de vastíssima intervenção escrita do próprio António José de Almeida.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Alma Nacional


Lisboa, 10 de Fevereiro a 29 de Setembro de 1910
dir. Antonio José d’Almeida
colecção completa (34 números)
26,7 cm x 19,5 cm
544 págs. (numeração contínua) + 1 desdobrável (desenho de Francisco Valença) inserido entre as págs. 152-153 (outro desenho de Valença surge impresso no corpo da revista a págs. 184-185)
encadernação recente modesta de amador em sintético, lombada com rótulos e discretos ferros a ouro
exemplar estimado, com pequena falha de papel nas últimas três linhas de texto na pág. 213 e restauros sem afectar o texto nas págs. 1-2 e 199-200; miolo muito limpo
sem as capilhas de protecção dos fascículos
dedicatória de Francisco Almeida Henriques e António Paulo Cordeiro na pág. 321
240,00 eur (IVA e portes incluídos )


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

sábado, fevereiro 20, 2016

Porquê «O Nome da Rosa»?


UMBERTO ECO
trad. Maria Luísa Rodrigues de Freitas
grafismo de Rogério Petinga

Lisboa, s.d. [circa 1984]
Difel – Difusão Editorial, Lda.
1.ª edição
18,9 cm x 12 cm
66 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Opusculo de Tactica Elementar, ou o Desenvolvimento das Evoluções, Manobras, e outros exercicios, consignados na 3.ª parte do Regulamento da Infanteria de Linha publicado em 1841




F. M. M. DA CRUZ SOBRAL

Porto, 1845
Typographia da Rua Formosa n.º 243
1.ª edição
19,9 cm x 12,6 cm
156 págs. + 4 desdobráveis em extra-texto
ilustrado
encadernação coeva em meia-inglesa modesta mas com elegantes ferros a ouro na lombada
pouco aparado
sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel sonante
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


domingo, fevereiro 14, 2016

Na Pista do Marfim e da Morte


FERREIRA DA COSTA
capa e ilust. Manuel Roiz Ribeiro [Manuel Ribeiro de Pavia]

Porto,1944
Editôra Educação Nacional, L.da
1.ª edição
19,1 cm x 13,2 cm
488 págs.
subtítulo: Reportagens Africanas Vividas e Escritas
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
é o n.º 24 da tiragem especial de 100 exemplares numerados e assinados pelo Autor
inclui a folha publicitária (4 págs.) a uma outra obra do Autor
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Cinco Noites de Tormenta


FERREIRA DA COSTA
capa e ilust. Sant’Ana

Lisboa, 1945
Editorial do Povo
1.ª edição
19,5 cm x 13,9 cm
160 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Modernos Poetas Cabo-verdianos


JAIME DE FIGUEIREDO, org. antol.

Praia (Cabo Verde), 1961
Edições Henriquinas – Achamento de Cabo Verde
1.ª edição [única]
23,4 cm x 16,4 cm
XLII págs. + 200 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo e assinatura de posse no verso da cortina do texto de abertura
PEÇA DE COLECÇÃO
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

São antologiados e sucintamente biografados os poetas ilhéus Jorge Barbosa, Manuel Lopes, Osvaldo Alcantara, Pedro Corsino Azevedo, António Nunes, Aguinaldo Fonseca, Guilherme Rocheteau, Nuno Miranda, Arnaldo França, Tomaz Martins, Yolanda Morazzo, Ovídio Martins, Virgínio Nobre de Melo, Gabriel Mariano, Terêncio Anahory, Corsino Fortes, Jorge Pedro Barbosa, Onésimo Silveira, João Vário e António Mendes Cardozo.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Pequena História da Imprensa Portuguesa


ROCHA MARTINS

Lisboa, 1941
Editorial «Inquérito», Ld.ª
1.ª edição
18,8 cm x 12,3 cm
120 págs.
exemplar estimado; miolo por abrir
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Manual del Operador Fotograbador


L. VILLEMAIRE
trad. J. M. Llovet
pref. Charles Féry
apêndice de Juan Oller Xaus

Barcelona, 1946
José Montesó – Editor
2.ª edição
texto em castelhano
22,3 cm x 15,8 cm
280 págs.
subtítulo: Ampliada con un Apéndice sobre impresión de fotograbados en minerva, máquina plana y rotativa, fotolito offset, huecograbado y fototipia
profusamente ilustrado
encadernação editorial em tela gravada a negro na pasta anterior e na lombada, com sobrecapa polícroma
exemplar estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Manual of Illumination on Paper and Vellum [junto com] Winsor & Newton’s List of Colours and Materials for Water Colour Painting, Pencil Drawing, &c.



J. [JOHN] W. [WILLIAM] BRADLEY
T. [THOMAS] G. GOODWIN
J. J. Laing, rev., ampl. e notas

Londres, 1879 e s.d.
Winsor and Newton (ambos)
23.ª edição e 1.ª edição
2 livros enc. 1 volume
18,6 cm x 13 cm
[2 págs. + VI págs. + 80 págs.*] + 56 págs.
texto em inglês
ilustrados
encadernação de fantasia inteira em pano com rótulo gravado a ouro na lombada, com o selo da oficina do encadernador Carmelita
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo de posse de Cândido Xavier da Costa e assinatura de posse do historiador Isaías da Rosa Pereira
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de referência entre os antiquários cultos. É simultaneamente um guia de identificação de estilos e um repositório de técnicas e utensílios.

* Com falta da segunda parte do Apêndice na primeira obra, referente às notas («Practical Notes») de Laing.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Tratado de Versificação Portuguesa


AMORIM DE CARVALHO

Lisboa, 1965
Portugália Editora
2.ª edição («refundida»)
19,3 cm x 13,1 cm
172 págs.
subtítulo: Teoria Moderna da Versificação
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Tratado de Versificação Portuguesa


AMORIM DE CARVALHO
capa de Vítor Simões

Lisboa, Agosto de 1974
Edições 70
3.ª edição
21 cm x 14,2 cm
184 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Teoria Moderna da Versificação
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Problemas de Versificação


AMORIM DE CARVALHO

Lisboa, 1981
CLB – Centro do Livro Brasileiro
1.ª edição
20,8 cm x 14,3 cm
136 págs.
exemplar estimado, pequeno rasgão na capa; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita de Ester Rodrigues Amorim de Carvalho, viúva do autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


domingo, fevereiro 07, 2016

Os Vellos Non Deben de Namorarse


ALFONSO R. CASTELAO
capa de Xohan Ledo
ilust. Autor

Vigo, 1953
Editorial Galaxia, S. A.
1.ª edição
texto em galego
22,5 cm x 16 cm
88 págs.
subtítulo: Farsa en tres actos con un prologo e un epilogo
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável, capa com restauros; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escritor nacionalista galego, Alfonso Daniel Rodriguez Castelao (1886-1950) sempre defendeu a ideia de uma ibéria federalista, mas em que a Galiza, dadas as afinidades de ambos os povos, linguísticas até, deveria progressivamente fundir-se com Portugal. No vertente livro, escrito nos anos 40 mas só publicado postumamente, estamos perante uma das mais populares peças de teatro galego.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089



Os Vellos Non Deben de Namorarse



ALFONSO R. CASTELAO
[capa de Xohan Ledo]
ilust. Autor

Vigo, 1968
Editorial Galaxia
2.ª edição
texto em galego
20,4 cm x 13,9 cm
116 págs.
subtítulo: Farsa en tres actos con un prólogo e un epílogo
ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Tractatus Contra Madianitas et Ismaelitas


JUAN DE TORQUEMADA
pref. e notas de Nicolas Lopez Martinez e de Vicente Proaño Gil

Burgos, 1957
Publicaciones del Seminario Metropolitano de Burgos
s.i.
texto em castelhano
24,3 cm x 17,5 cm
152 págs.
subtítulo: Defensa de los Judios Conversos
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Opúsculo escrito pelo cardeal Torquemada (1388-1468) a propósito da revolta popular de Toledo em 1449, «[...] a raíz de la cual se discuten algunos de los más importantes derechos sociales de los conversos del judaísmo [...]». Não sendo o único texto versando então tal matéria, é seguramente – segundo os compiladores – o mais importante, dada a cultura e o estatuto do seu autor.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


L’Espagne



DORÉ OGRIZEK
Suzanne Chantal
et alii
pref. Joseph Peyré
ilust. Beuville, A. Brenet, Paulo Ferreira, Lorenzo Goñi, Jacques Liozu, Pierre Noël, Marianne Peretti e R. de Villepreux

Paris, 1951 [aliás, 1952]
Éditions Odé
1.ª edição
texto em francês
17,3 cm x 12,5 cm
416 págs.
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
folhas-de-guarda impressas em policromia
com falta da sobrecapa
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Cadernos do Ressurgimento Nacional





[aa.vv. anónimos]

Lisboa, s.d. [circa 1942 a 1949]
Edições SNP (Secretariado da Propaganda Nacional) e SNI (Secretariado Nacional da Informação)
[1.ª edição ?]
6 brochuras (completo, segundo o Catálogo Geral das Edições SNI, 1933-1948)
22,3 cm x 16 cm
[96 págs. + 48 págs. em extra-texto] + [82 págs. + 40 págs. e 5 folhas desdobráveis em extra-texto] + [88 págs. + 24 págs. em extra-texto + 6 folhas desdobráveis (grande formato) em extra-texto + 6 folhas de gráficos em extra-texto] + [192 págs. + 40 págs. em extra-texto] + [88 págs. + 48 págs. em extra-texto] + [110 págs. + 24 págs. em extra-texto]
títulos:
Obras Públicas
Repovoamento Florestal
Hidráulica Agrícola
Assistência Social
Portugal Missionário
Colonização Interna

profusamente ilustrados com reproduções fotográficas em rotogravura
exemplares manuseados mas aceitáveis; miolo limpo
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colecção mais interessante do que os populares Cadernos da Revolução Nacional, prosseguia, porém, a mesma política de propaganda do regime de «ditadura para além da ditadura», aqui com uma componente de maior explanação documental e fotográfica.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Trampolim


AFONSO RIBEIRO
capa de Vítor Pala

Porto, 1944
Editora – Livraria Progredior
1.ª edição
19,5 cm x 13,1 cm
312 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


O Caminho da Agonia



AFONSO RIBEIRO
capa e ilust. Rui Knopfli

s.l. [Lourenço Marques], 1959
Edição do Autor
1.ª edição
21 cm x 15 cm
440 págs.
subtítulo: Terceiro volume da trilogia Maria
ilustrado
luxuosa encadernação inteira em pele, com nervuras e gravação a ouro em ambas as pastas e na lombada
pouco aparado, conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta o ex-libris de Rogélio Barros Durão no separador a seguir à primeira folha-de-guarda
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos vários livros que este escritor neo-realista viu proibidos pelo Estado Novo.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Aldeia


AFONSO RIBEIRO
capa de António Sampaio

Porto, 1943
Editora Livraria Progredior
1.ª edição
20 cm x 13,2 cm
304 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Aldeia


AFONSO RIBEIRO
capa de Rui Knopfli

Lourenço Marques, 1958
s.i. [ed. Autor]
2.ª edição
19,7 cm x 13,8 cm
288 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089

Plano Inclinado


AFONSO RIBEIRO

Porto, 1941
Livraria Progredior, deposit.
1.ª edição
20,1 cm x 13,7 cm
236 págs.
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Maria – Escada de Serviço


AFONSO RIBEIRO
capa de Rui Knopfli

Lourenço Marques, 1957
Edição do Autor
2.ª edição
23 cm x 15,5 cm
472 págs.
encadernação em meia-francesa com cantos em pele, rótulos gravados a ouro na lombada
pouco aparado, conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, discreto restauro na última folha
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Embora Afonso Ribeiro esclareça em nota prévia tratar-se o vertente romance «uma nova versão de outro romance, curto e rápido», publicado antes sob o título Plano Inclinado, quase nenhuma semelhança sobreviveu à “revisão”. Tal como os outros dois romances que se lhe seguem, expandindo a sua ideia literária em torno da história de uma serviçal que se prostitui, também este havia sido apreendido pela polícia ao serviço da censura estatal.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Amarante


FRANÇOIS GUICHARD

Lisboa, 1980
Instituto Nacional de Investigação Científica
1.ª edição
18,6 cm x 13,4 cm
208 págs. + 60 págs. em extra-texto
subtítulo: Structures socio-économiques et liens de dépendance dans un «concelho» du nord-ouest portugais
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

François Guichard (1946-2002) foi geógrafo, tendo leccionado em Portugal, país de que foi amigo e cuidadoso investigador. Toda a intelectualidade portuense lhe reconhece o mérito. Mesmo na cidade francesa onde nasceu, Bordéus, o designavam carinhosamente por Messieur le Portugal. No mais, destacou-se como democrata fundador, em 1996, da associação Front Citoyen, que tinha o objectivo de se opor às teses nazis da Front Nationale de Le Pen. (Fonte: Luís Miguel Queirós, Público, 26 de Março, 2002)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Vitral – Antologia de Poesia e Contos


MALDONADO MENDES, org.
COSTA PIRES, org.
capa de Anjos Teixeira
ilust. Maria Almira Medina e Anjos Teixeira

s.l. [Estoril], 1955
s.e. [Agência Portuguesa de Revistas, dist.]
1.ª edição
3 volumes (completo)
18 cm x 13,6 cm
3 x 96 págs.
exemplares manuseados mas aceitáveis; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessantes escolhas de breves obras literárias, quer nacionais quer traduções de trechos da cultura universal, em que avultam com idêntico destaque nomes como, no caso da poesia, Fernando Pessoa, Rilke, Mário Sá-Carneiro, Camilo Pessanha, Carlos Queirós, Óscar Wilde, José Régio, Fernanda de Castro, Torga, e, nos contos, Hemingway, Eça, Giovanni Papini, Mark Twain, Raul Brandão, Katherine Mansfield, Manuel da Fonseca, Daudet, Faulkner, Trindade Coelho, etc.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Ruas de Lisboa (1826)



[MANUEL DA SILVA GODINHO *]
pref. Martim de Albuquerque e Maria da Graça Garcia

Lisboa, 1994
Edições Inapa
5.ª edição (1.ª edição fac-similada)
29,4 cm x 23,6 cm (álbum)
92 págs. (não num.) + 4 gravuras em extra-texto
título e subtítulo primitivos: Coleçaõ de Estampas intitulada Ruas de Lisboa – Contem figuras iluminadas que representaõ os diversos trajes, e maneiras mais constantes das gentes que servem, e habitaõ a Cidade
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial em tela gravada a ouro na pasta anterior e na lombada, com sobrecapa polícroma, acondicionada em estojo próprio
conserva a cinta de origem
exemplar como novo
100,00 eur (IVA e portes incluídos)

* Segundo Ernesto Soares, História da Gravura Artística em Portugal, tomo I, n.º 1.142, Lisboa, 1940.

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


quarta-feira, fevereiro 03, 2016

História da Censura Intelectual em Portugal


JOSÉ TIMOTEO DA SILVA BASTOS

Coimbra, 1926
Imprensa da Universidade
1.ª edição
23,3 cm x 14,9 cm
2 págs. + XIV págs. + 402 págs.
subtítulo: Ensaio sobre a compressão do pensamento português
exemplar manuseado mas aceitável, capa manchada e com restauros toscos; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Toda a cultura portuguesa, do século XVI em diante, esteve condicionada à existência de um forte aparelho censório repressivo, que o correcto José Timóteo da Silva Bastos (1852-1939) estuda e caracteriza no seu brilhante ensaio, logo desde as páginas de abertura:
«Religião e Estado, quási sempre bem avindos pelos tempos fora, poucas vezes incompatíveis ou inimigos, salvo quando explodiam lutas de interêsses de ordem secular, conseguiram impor disciplinas de ferro ao intelecto humano perseguindo os homens pelo crime de insubmissão ou irrespeito àqueles dois poderes. [...]
Como se houvesse necessidade de justificar a lei [...], levantam-se no mundo, durante o século XVI, [...] duas fôrças potentíssimas que obrigariam a Cúria romana à obra da sua própria purificação e, do mesmo passo, lhe entregariam nas mãos novas armas capazes de fazerem dobrar os inimigos ao mando do Papado. Essas duas fôrças são, – conhece-as de sobejo a humanidade letrada, o Santo Ofício e a Companhia de Jesus. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


segunda-feira, fevereiro 01, 2016

O Marquês da Bacalhoa, seguido de A Execução do Rei Carlos

ANTÓNIO DE ALBUQUERQUE
na capa e nas folhas de guarda reproduções fotográficas de Joshua Benoliel

Lisboa, 1 de Fevereiro, 2008
frenesi
1.ª reedição das edições princeps de 1908 e 1909
19 cm x 13 cm
384 págs.
subtítulo: Monárquicos e Republicanos
as imagens reproduzidas nas folhas de guarda devem ser consideradas inéditas
exemplar novo
24,00 eur (IVA e portes incluídos)

Transcrição integral do «Exórdio» à vertente edição:
«Grosso escândalo com o livro do Albuquerque – O Marquês da Bacalhoa. Este Albuquerque, conhecido pelo Lêndea, é o último descendente, pelo pai, do grande Afonso de Albuquerque, e, pela mãe, do grave, do douto João de Barros. Ainda aqui há anos, quando o rei visitou uma terra de província e se hospedou na casa dele, saíram das lojas caixotes de louça da Índia, que nunca tinham sido abertos. Ele tem tido uma vida de aventuras: bateu-se em duelo em Madrid, caçou no Cabo com lordes, tocou guitarra em Trouville e teve uma loja de instalações eléctricas na Itália. Agora é jornalista, escritor, poeta, e publica este livro de escândalo, em que a rainha, senhora na mais alta acepção da palavra, é posta de rasto… Mas faça-se-lhe justiça: tudo aquilo – e pior – anda por aí de boca em boca há muito tempo. E não vem de baixo – vem de cima…» (Raul Brandão, Memórias, I)
É num contexto histórico de revolta popular armada generalizada contra a ditadura do ministro monárquico João Franco que surge o romance panfletário de António de Albuquerque, em Janeiro de 1908; e, no dia 1 de Fevereiro, o inevitável regicídio, assumido por Manuel Buíça e Alfredo Costa. Fossem os deputados António José de Almeida, Egas Moniz, Afonso Costa, etc., ou o escritor Aquilino Ribeiro, as prisões enchiam-se de presos políticos, enquanto esquadras e quartéis iam sendo assaltados ou meramente destruídos à bomba. Timor, Moçambique, Angola, por exemplo, eram então autênticos viveiros de deportados… Só para se fazer uma ideia da influência ravacholista (a «poesia da dinamite») entre a população comum: a Carbonária, segundo o historiador Borges Grainha – que nem é único a dar à posteridade um tal retrato –, contava com algo como quarenta mil aderentes. «O lisboeta medroso foi substituído pelo lisboeta que dá tiros nos cafés…» (ainda nas palavras de Brandão). Deste mesmo modo, certos escritos da época, por seu turno, saíam dos entrefolhos da Literatura, descuidados na confecção estilística, respondendo à urgência do momento: consolidar uma opinião pública, legitimando d’avance a acção directa dos revoltosos.
Nunca se terá visto unanimidade mais geral, como a que os raros dicionários que se lhe referem patenteiam quando põem a sua garra sobre este autor: «escritor medíocre». E quando é Júlio Dantas, com a sua Ceia dos Cardeais, quem recolhe o elogio de «correcção formal», está tudo dito! Todavia, viviam-se dias pródigos em jornais de caricatura agressiva, e, entre o traço grosso e a reportagem de costumes, são esses os mais óbvios inspiradores da pena do nosso Albuquerque.
Gomes Leal, o fino poeta e panfletário, também ele frequentador das celas do Limoeiro, disto teve a visão à época, e, ao longo de três fascículos do seu Verdades Cruas, foi um dos arautos de Albuquerque. Começando por indignar-se com a ínvia apreensão do livro – «infeliz reputação régia que precisa de tais expedientes de confisco, mordaça e repressão, para encobrir e tapar as suas malhas podres, se acaso as tem, ou as há» (Verdades Cruas, n.º 15) –, acaba, em troca de correspondência pública com o autor, por tecer-lhe o necessário elogio:
«Reconheço a necessidade da severa História, da Sátira, do Panfleto, da Crítica dos costumes. A crápula do império romano, sem o desabafo dos historiadores e dos satíricos, seria uma vergonha hedionda e eterna da consciência Humana.
Disse-lhe que o seu romance era bem escrito, verdadeiro, mas cruel, e não me desdigo. A isto pode retorquir-me: Dura lex, sed lex!
Disse-lhe também que o seu romance fora mal revisto e continha muitos erros de imprensa que o apoucavam, e a isto retorquiu-me bem que ele fora impresso com imensas dificuldades, atabalhoadamente composto por tipógrafos inábeis, e em locais acanhados e secretos, para evitar as pesquisas e perseguições políticas. Compreendi então todos os defeitos que o maculavam, e que fizeram dizer à crítica injusta que o romance era mal feito, mal escrito, mal posto em acção e num péssimo português mascavado.
Console-se porém de todas as contrariedades e anátemas que lhe acarretaram o seu livro. Lembre-se que vai em camaradagem com muitos outros espíritos superiores excomungados pelos anátemas dos injustos contemporâneos, por perpetrarem também livros chamados revolucionários, hereges e malditos.» (Verdades Cruas, n.º 17)
Figuras gradas da época podem, então, aí ser identificadas sob a máscara ridícula do seu nome romanesco. Sabendo-se que a família real é dada pelos Bacalhoas, torna-se fácil decifrar, por exemplo, o ditador João Franco num João Nunes dos Santos, Mouzinho de Albuquerque num coronel Luna, o marquês de Soveral num Álvaro Negrão, o próprio autor em José Gusman, etc., etc., numa girândola implacável que, ao semear a saudável risada, colheu o ódio da polícia. Reproduz-se adiante, frente e verso, uma das muitas folhas que, por vezes, os leitores iam deixando dentro dos livros, onde identificavam, à sua responsabilidade, os figurões: procurar confirmação do que lá se afirma, é hoje tarefa de ratazana universitária.
A Execução do Rei Carlos (de 1909; óbvio desenlace do livro anterior) fica-se pela marca azeda de um fugitivo às sequelas do regicídio, cônscio de como fora traído, ou pelo menos frustrado nas expectativas. Sentimento, aliás, comum a tantos revolucionários sempre que deixam para trás de si portas abertas desaproveitadas… A (in)acção decorre em Espanha, e, para além do lamento pessoal, capta, da boca de um directo interveniente nos acontecimentos que vitimaram a família real, detalhes desse dia que virou o país de pernas para o ar. Limpando os escolhos “literários”, subsiste na sua pungência original uma passagem da nossa História, das difíceis de se lhe omitir a parte maldita.
E no fim de tudo (Junho, 1923), de novo Raul Brandão não se esquecerá de redigir um apontamento sobre a morte, em Sintra, do autor d’O Marquês da Bacalhoa:
«Já há longos meses que tinha desaparecido dos cafés. Nos últimos tempos queixava-se:
– Enquanto fui pobre, tive sempre saúde, agora, que herdei, estou sempre doente.
Morreu dum cancro na bexiga, depois de sete meses dum sofrimento horrível. Vivia enovelado, sobre um charco de urina, a gemer, num quarto onde ninguém podia entrar por causa do fedor. Tinham-lhe feito uma operação à bexiga e, quando lhe deram com o cancro, já lhe não puderam coser toda a abertura.
Estava sempre a gritar e a mijar-se. Antes de morrer, mandou pedir perdão à rainha e chamou um padre, pedindo perdão a Deus.
O Marquês da Bacalhoa chamou-se primeiro Enseada Azul. Quem lhe insinuou o título definitivo foi o Gualdino Gomes. Imprimiram-no num quarto andar da rua do Arco do Bandeira, numa dessas pequenas oficinas a que os tipógrafos chamam catraia. Mas quem o escreveu? Alguns dos capítulos não são do António de Albuquerque…» (Vale de Josafat, Memórias, III)

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089