quinta-feira, fevereiro 27, 2020

Alguns Homens de Letras



MARCIANO NICANOR DA SILVA
pref. Branca de Gonta Colaço

Lourenço Marques, 1919
Tipografia Popular de Roque Ferreira
1.ª edição
190 mm x 124 mm
8 págs. + 36 págs.
exemplar com a capa envelhecida; miolo preservado e limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR (NÃO ASSINADA)
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão, Tomás Ribeiro são aqui referidos em artigos apropriados.

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telemóvel: 919 746 089

O Apelo da Selva


JACK LONDON
trad. Rui Guedes da Silva
capa de Octávio Clérigo

Lisboa, s.d.
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,4 cm
200 págs.
exemplar em bom estado de conservação, sem marcas de quebra na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jack London (1876-1916), jornalista e escritor, activista de esquerda, ateu, defensor dos direitos dos animais, tem neste The Call of the Wild (de 1903) o perfeito par para White Fang (de 1906), ambos notavelmente escritos do ponto de vista dos respectivos canídeos, um cão e um lobo. Após uma existência doméstica, adormecido à lareira, domesticado, aos pés do dono, o cão Buck, que conserva o orgulho da astúcia e da ferocidade primevas, ouvindo os lobos uivar, certa noite, sentou-se e uivou também, em resposta ao apelo da alcateia. (Por vezes, acontece o mesmo aos seres ditos humanos.)

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História de um Cão de Circo


JACK LONDON
trad. Cabral do Nascimento
capa de Edmundo Muge

Lisboa, 1962
Editorial Minerva
2.ª edição
18,4 cm x 13,3 cm
272 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Um Homem Invencivel


JACK LONDON
trad. G. de V.

Lisboa, 1944
Livraria Peninsular (depos.)
s.i. [1.ª edição]
19,3 cm x 12,9 cm
160 págs.
subtítulo: Novela de amor e desporto
exemplar estimado, discretos restauros na capa; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jack London (1876-1916) foi «[...] corredor, vendedor de jornais, contrabandista, pesquisador de oiro, marinheiro e, por fim, escritor. [...]» (da nota introdutória). Mas também jornalista de causas, e há que sublinhar, activista cívico ao lado do movimento operário norte-americano.

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A Vida Aventurosa de Jack London


IRVING STONE
trad. Carlos Cunha e Alfredo Margarido
capa de Infante do Carmo

Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil»
[1.ª edição]
21,8 cm x 15 cm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«Ninguém melhor do que Irving Stone [1903-1989, também autor do romance biográfico A Vida Trágica de Van Gogh] soube reconstituir tão rigorosamente e com tão lúcida simpatia, a fisionomia do grande escritor que foi Jack London. Ninguém melhor do que Irving Stone soube apreender a projecção de uma vida aventurosa, vivida em tantos e tão variados planos com generosa intensidade, numa obra cujo interesse é, por isso mesmo, universal. [...]»

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segunda-feira, fevereiro 24, 2020

Variações Sobre um Corpo


EUGÉNIO DE ANDRADE, org.
desenhos de José Rodrigues
capa e direcção gráfica de Armando Alves

Porto, 1973
Editorial Inova sarl
2.ª edição
22,4 cm x 14,5 cm
92 págs. + 8 págs. (não numeradas)
subtítulo: Antologia de Poesia Erótica Contemporânea
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia com algumas diferenças relativamente à sua edição primitiva – para além da mudança de formato, por exemplo, foi suprimido o poema de Sophia... –, abre com Fernando Pessoa e fecha com Nuno Guimarães, numa panorâmica que abrange os nomes cimeiros de quase um século poético, a saber: Mário de Sá-Carneiro, Irene Lisboa, José Régio, António Botto, Adolfo Casais Monteiro, Jorge de Sena, Egito Gonçalves, Eugénio (ele mesmo), Natália Correia, Alexandre O’Neill, António Ramos Rosa, David Mourão-Ferreira, Fernando Guimarães, João Rui de Sousa, Alberto de Lacerda, José Terra, Herberto Helder, José Bento, Pedro Tamen, M. S. Lourenço, Maria Teresa Horta, Armando da Silva Carvalho e Fiama Hasse Pais Brandão.
Um exemplo ao acaso, de Natália Correia:

«COSMOCÓPULA

O corpo é praia a boca é a nascente
e é na vulva que a areia é mais sedenta
poro a poro vou sendo o curso de água
da tua língua demasiada e lenta

dentes e unhas rebentam como pinhas
de carnívoras plantas te é meu ventre
abro-te as coxas e deixo-te crescer
duro e cheiroso como o aloendro».

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Eros de Passagem



EUGÉNIO DE ANDRADE, org. e pref.~
et alii
ilust. José Rodrigues
grafismo de Armando Alves

Porto, 1982
Editora Limiar
1.ª edição
204 mm x 124 mm
80 págs.
subtítulo: Poesia Erótica Contemporânea
ilustrado
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Em nota, diz-nos o antologiador:
«Concebida de outro ângulo e, portanto, diferente, esta obra é, de certo modo, sucessora da que em 1972 se publicou com o título de “Variações sobre um Corpo”.»

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Acção e Doutrinação



JOSÉ H. [HERMANO] SARAIVA

Lisboa, 1958
CEPS – Centro de Estudos Político-Sociais
1.ª edição
226 mm x 147 mm
156 págs.
subtítulo: Estudos e Conferências
capa impressa a uma cor directa com rótulo colado
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo da biblioteca da Junta das Missões Geográficas e de Investigações do Ultramar no ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Crise da Democracia nas Ideias e nos Factos



A. CAETANO DE CARVALHO

Lisboa, 1958
CEPS – Centro de Estudos Político-Sociais
1.ª edição
228 mm x 147 mm
148 págs.
capa impressa a uma cor com rótulo colado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O que pensam das democracias os fascistas:
«[…] com a descristianização da Sociedade e a destruição da autoridade, desencadear-se-ão todos os instintos primários da massa.
A democracia seria, como dissera Santayana, a tragédia dos que agem livremente mas não conseguem o que precisam.
Ela é em grande medida a responsável pelo homem actual, que é uma caricatura […]»

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O Poder Político e o Poder Económico nas Democracias Parlamentares



M. MOREIRA DA SILVA

Lisboa, 1958
CEPS – Centro de Estudos Político-Sociais
1.ª edição
226 mm x 147 mm
80 págs.
capa impressa a uma cor com rótulo colado
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir, sinais de foxing na primeira folha
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Sistema Corporativo


MARCELLO CAETANO

Lisboa, 1938
O Jornal do Comércio e das Colónias [ed. Autor ?]
1.ª edição
226 mm x 160 mm
104 págs.
exemplar estimado, capa e contracapa um pouco manchadas; miolo limpo
assinatura de posse de Rodrigo d'Orey no ante-rosto
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto deste professor de Direito:
«[...] Num país agrícola não industrializado, em que predomina a pequena propriedade que vai de par com a pequena oficina e o labor caseiro, o campo não forma uma profissão, nem uma classe: é um meio social, isto é, uma comunidade de homens de diferentes classes e profissões que, pelas circunstâncias da sua vida colectiva toda ao redor da terra, são chamados à cooperação.
[...] Assim: é bem sabido que não existe, muitas vezes, diferença de mentalidade e hábitos entre o proprietário da terra e o arrendatário, parceiro, caseiro ou seareiro; que muitos pequenos proprietários amanham parte do ano as suas leiras e, no resto do tempo, dão dias de trabalho assalariado a outros proprietários maiores; que os pequenos artífices e industriais rurais são simultâneamente agricultores; e que, enfim, toda a vida rural é solidária na dependência da terra, e dos seus caprichos – o tempo, as maleitas e a sorte.
[...] A organização do meio rural, assim definido, faz-se nas Casas do Povo, fórmula feliz e original do sistema corporativo português. [...]»
Para além da sua óbvia função centralizadora do referido “meio social” em vários aspectos de utilidade material imediata, como o auxílio na doença ou o micro-crédito, mas acima de tudo a concentração, a muito baixo preço, de produtos que iam abastecer os grossistas abastecedores das zonas urbanas, eram, pois, estas as “redes sociais”, os facebooks dessa época remota, imprescindíveis à coesão local e à escuta e vigilância policial por parte dos ouvidores e olheiros da ditadura. E à semelhança da ditadura e do seu corporativismo, temos hoje a democracia dirigida pela comunicação social e as redes para partilhar a vida privada. Neste sentido, são os livros velhos que nos revelam verdades novas.

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Minhas Memórias de Salazar



MARCELLO CAETANO

Lisboa, 1977
Editorial Verbo
1.ª edição
210 mm x 147 mm
6 págs. + 602 págs.
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tam-Tam



ALFREDO GRANGUILLHOME

México, 1971
B. Costa-Amic, Editor
1.ª edição
texto em castelhano
224 mm x 158 mm
36 págs.
subtítulo: Tres Relatos de Africa Portuguesa
exemplar estimada, capa com vincos; miolo irrepreensível
é o n.º 326 de uma tiragem de apenas 600 exemplares numerados e assinados pelo autor
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, fevereiro 23, 2020

A Resina



MANUEL MARTINS DA CRUZ
capa de José Manuel Soares

Lisboa, 1966
Ministério da Educação Nacional – Direcção-Geral do Ensino Primário
1.ª edição
167 mm x 119 mm
80 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Terras de Portugal



ANTÓNIO MONTÊS
pref. Henrique Galvão

Lisboa, 1939
Emissora Nacional
1.ª edição
148 mm x 109 mm
268 págs.
subtítulo: 1.ª série
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
discreta assinatura de posse no canto superior direito da capa
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de palestras semanais proferidas por António Montês aos microfones da Emissora Nacional, e que se organizam aqui pela seguinte ordem: Alcobaça, Alenquer, Algarve, Arraiolos, Baixo-Alentejo, Caldas da Rainha, Castelo de Vide, Covilhã, Douro Litoral, Évora, Figueiró dos Vinhos, Marvão, Nazaré, Tomar, Torres Novas, fechando com várias prelecções acerca da Madeira.

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Portugal[,] uma Perspectiva da Sua História


FLAUSINO TORRES
grafismo de Manuela Bacelar

Porto, 1973
Afrontamento
1.ª edição
185 mm x 113 mm
360 págs. + 2 desdobráveis (grande formato) em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior esquerdo do frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem da Nota Prévia do editor:
«[...] Quantas gerações foram obrigadas a encarar a história portuguesa quase como “criação” de reis, príncipes ou “outros notáveis deste reino” negando-se-lhes a compreensão da complexidade do processo social quase sempre em nome de concepções providencialistas e messiânicas com que se procuravam limitar as intervenções colectivas? [...]
Por estas razões se entende que a divulgação deste volume, integrado num esforço de compreensão da “nossa própria situação”, pode ser relativamente importante.
O estilo vigoroso, quase coloquial e sempre extremamente acessível que Flausino Torres imprime a estas páginas é factor a ter muito em conta [...].»

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História Contemporânea do Povo Português


FLAUSINO TORRES
capa de Miguel Flávio

Lisboa, 1968-1971
Prelo Editora, S.A.R.L.
1.ª edição
3 volumes (completo)
22,4 cm x 14,9 cm
200 págs. + 148 págs. + 160 págs.
subtítulo do III volume: Sensibilidade Religiosa Actual
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
assinaturas de posse nos respectivos ante-rostos
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem da introdução à obra:
«[...] Aquele que pretende escrever a história da sua época, embora limitada a um pequenino sector da vida da humanidade, tem de ser um activista como foi Herculano. Ora [...] como ser activista numa época em que a actividade se limita a um pequenino estrebuchar, dentro duma pequenina piscina, cheia de uma água morna e suja sem quaisquer condições para que ali se nade realmente, ali se salte, ali se pratique o desporto?
Mas – insistimos ainda – escrever é agir e agir é refazer, é fazer, é destruir, é construir. [...]»

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sábado, fevereiro 22, 2020

Este Mundo e o Outro


SAMUEL MAIA

Lisboa, s.d. [circa 1937]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
300 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
assinatura e carimbo de posse no ante-rosto e no verso do frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«Este livro começa em 1906 no mundo desaparecido poucos anos depois.
Parecia ainda na força da vida, disposta a durar, a estrutura social e política construida no século XIX, com o material dos Direitos do Homem. Respeitada e considerada, tamanho era o seu prestígio que muito arriscaria o próprio, quem se lembrasse então de julgá-la efémera. Criam-na formada para muitos séculos, um princípio de era e não termo de ciclo breve como veio a ser.
[...] correram rios de sangue, e a humanidade sofreu a maior dôr de todos os tempos. Alterou-se a ordem do mundo, abateram-se divindades, perderam a validade espíritos que pareciam destinados á imortalidade. No fim da tormenta todos ficaram sem se conhecerem, tão diferentes se acharam no amavam e odiavam.
Em 1920 o mundo parecia ter vivido séculos, quando se comparava ao de 1910. Esses dez anos haviam alterado o lugar, e sentido de quanto existia para trás daquela data. [...]»

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Manual de Medicina Doméstica


SAMUEL MAIA

Lisboa, s.d. [circa 1940]
Livraria Bertrand
4.ª edição
19,2 cm x 13,7 cm
956 págs.
subtítulo: Higiene, Dietética, Gimnástica, Enfermagem, Farmácia Caseira, Definição e Tratamento das Doenças, Socorros de Urgência
profusamente ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial em tela gravada a três cores
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, fevereiro 21, 2020

1817 – A Conspiração de Gomes Freire


RAUL BRANDÃO

Porto / Rio de Janeiro, 1922
Editores Renascença Portuguesa / Annuario do Brasil
3.ª edição
18,2 cm x 12 cm
344 págs.
subtítulo: Quem matou Gomes Freire – Beresford, D. Miguel Forjaz, o principal Souza – Mathilde de Faria e Mello
ilustrado
modesta encadernação recente em sintético, gravação a ouro na lombada
pouco aparado
conserva a capa anterior de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ainda hoje constitui este livro uma das mais sérias avaliações do momento em referência na História nacional.

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A Traição de Gomes Freire



A. [ALBINO] NEVES DA COSTA
capa de Antonio Lima

Lisboa, 1935 [aliás, 1936]
Sociedade Astória, Limitada
1.ª edição
1.º volume (único publicado)
22,3 cm x 14,3 cm
XVI págs. + 528 págs. + 8 folhas em extra-texto
exemplar estimado, com no bordo superior da lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura que Neves da Costa dirige a «amigos e adversários»:
«[...] Trata-se de uma figura escolhida [refere-se ao general Gomes Freire de Andrade (1757-1817)] para símbolo duma ideologia e tomado como referência de um método.
A ideologia é o liberalismo, a doutrina de todas as correntes anarquizantes; o método é o sigilo mentiroso e desleal de todas as seitas. [...]»
Neves da Costa estriba-se no exemplo intelectual e na «intuição histórica» de anti-semitas como António Sardinha e Rodrigues Cavalheiro, e vai mais longe: para si, Gomes Freire, arregimentador da Legião Portuguesa que se bateu ao lado do expansionismo bélico de Napoleão Bonaparte, Gomes Freire, inspirado e ao serviço da maçonaria judaica, «fica definitiva, embora duramente classificado de – traidor, incompetente e cobarde. [...]»

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[O Primeiro Cerco de Diu]



Francisco d’AndRADE

Lisboa, 1852
Escriptorio da Bibliotheca Portugueza
s.i. [1.ª edição no séc. XIX]
141 mm x 92 mm
VIII págs. + 720 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo irrepreensível, papel sonante
PEÇA DE COLECÇÃO
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Francisco de Andrade (1540-1614) foi guarda-mor da Torre do Tombo e cronista-mor do Reino, além de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Almada. A sua epopeia lírica O Primeiro Cerco de Diu é considerada, no prefácio editorial, de valor equiparável a Os Lusíadas, «[…] pela pureza e louçania da linguagem, acisado das sentenças, elegância do estilo, e sonora facilidade da versificação. […]»

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Viriato Tragico




BRAZ GARCIA MASCARANHAS
pref. Albino d’Abranches Freire de Figueiredo

Lisboa, 1846
Na Phenix [ed. Albino d’Abranches Freire de Figueiredo]
2.ª edição
2 tomos enc. em 1 volume
215 mm x 143 mm
[XVI págs. + 286 págs. + 1 folha em extra-texto (gravura)] + [6 págs. + 324 págs. + 1 folha em extra-texto (gravura)]
subtítulo: Poema heroico em 20 cantos
encadernação recente inteira em sintético gravada a ouro na lombada
não aparado
vol. I apenas com a contracapa da brochura, vol. II com ambas as capas de brochura
exemplar muito estimado, contracapa de brochura do segundo volume com falta de papel; miolo limpo, primeiro volume por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo I, Imprensa Nacional, 1858), Braz Garcia Mascarenhas «[…] seguiu a profissão militar nas guerras contra Castella depois da restauração de 1640, e foi durante algum tempo Governador da praça de Alfaiates. – N. na villa de Avó, proximo á serra da Estrella, em 1596, e ahi faleceu, já retirado do serviço, e depois de uma vida aventurosa e romantica, a 8 de Agosto de 1656. […]
Esta reimpressão foi feita por diligencia do sr. Albino de Abranches Freire de Figueiredo, do qual é a noticia biographica do auctor, extractada em parte da que acompanhava a edição precedente. É adornada de um retrato de Braz Garcia, e de uma estampa do juramento de Viriato, copiada do celebre quadro de Vieira Portuense. […]
No sentir de bons criticos merece ser considerado como a nossa primeira epopéa de segunda ordem, e torna-se notavel pela boa escolha do assumpto, e dos episodios, pela abundancia de comparações, tão originaes como ingenhosas, e por suas descripções verdadeiramente pictorescas. É dos nossos poemas aquelle em que a parte militar apparece tratada magistralmente, para o que muito concorreu sem duvida a profissão do auctor. Quanto ao estylo, postoque seguisse as doutrinas adoptadas na escola castelhana, e tenha na realidade alguns conceitos alambicados, e certos trocadilhos proprios do gosto da epoca, está longe de cair nos desvarios em que se despenharam tantos seus contemporaneos. […]»
Uma outra nota: queixa-se Albino de Figueiredo, no referido prefácio, que só não fez melhor preparação da edição, porque «[…] corre-se em taes publicações risco de grandes perdas, em um paiz que contem tão poucos leitores, como muito bem conhecem os que d’ellas tem practica.»

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O Acto e o Destino




ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
capa de Ruy Mendes
ilust. José Amaro Júnior

Lisboa, 1957
s.i. [ed. autor ?]
1.ª edição
195 mm x 140 mm
36 págs.
ilustrado a duas cores directas
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO POR EXTENSA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Acto e o Destino



ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
capa de Licínio de Melo
ilust. José Antunes

Lisboa, s.d. [circa 1962]
Serviço de Publicações da Mocidade Portuguesa
2.ª edição
206 mm x 145 mm
36 págs. + 2 folhas em extra-texto
ilustrado a cor
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Coração e a Espada


ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
pref. David Mourão-Ferreira
capa de António Vaz Pereira

s.l. [composto e impresso no Centro Gráfico de Famalicão], 1953
Távola Redonda
1.ª edição
21 cm x 16 cm
88 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
é o n.º 150 de uma tiragem extra de apenas 165 exemplares numerados
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do estudo introdutório da Mourão-Ferreira:
«[...] Couto Viana opta pelo inferno da irredutibilidade entre si e os ritmos vitais, já que não é possível aquela perfeita concordância que veementemente deseja. Esta dolorosa opção origina, na sua Poesia, ora uma atitude de ensimesmamento quase comodista [...], ora certa maneira irónica [...], ora ainda o tom grave e patético destes dois alexandrinos [«Tenho lábios de pedra (há dor nesta secura!) / E há rios a fluir, longe das minhas veias»] [...].»

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Destino



DOMINGOS ALVAREZ

Lisboa, 1958
[ed. autor]
1.ª edição
203 mm x 148 mm
112 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Almanak Familiar



VICENTE FERREIRA, padre

Lisboa, 1853
Imprensa Nacional
1.ª edição
114 cm x 81 mm
176 págs.
subtítulo: Para o anno de 1854 segundo depois do bissexto, contendo além do essencial da antiga folhinha diversos artigos de utilidade, instrucção e recreio
exemplar muito estimado; miolo limpo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, fevereiro 20, 2020

Campo de Flores




JOÃO DE DEUS
org. Theophilo Braga («sob as vistas do auctor»)

Lisboa, 1896
Imprensa Nacional
2.ª edição («ne varietur»)
180 mm x 135 mm
2 págs. + XXVI págs. + 692 págs. + 2 folhas em extra-texto (retratos)
subtítulo: Poesias Lyricas Completas
encadernação modesta de amador inteira em tela encerada com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Versos





JOÃO DE DEUS
capas e ilust. Antonio Carneiro

s.l. [Lisboa], 1911 e 1912
Livraria Ferreira
1.ª edição (ambos)
2 obras enc. em 1 volume (completo)
252 mm x 193 mm
96 págs. + 72 págs.
subtítulos: [a] Para o povo e para as creanças; [b] Poesias religiosas
profusamente ilustrados
encadernação coeva em meia-francesa com cantos em pele gravada a ouro na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva todas as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
87,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Livro de Amor



JOÃO DE DEUS

Lisboa, 1930
s.i. (Arthur Brandão & C.ª / Imprensa Portugal-Brasil)
1.ª edição (antológica)
17,6 cm x 12,3 cm
336 págs. + 2 folhas em extra-texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, com mancha de antiga humidade no canto superior esquerdo do segundo extra-texto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990):
«[...] Escrevendo “com uma mão no coração”, não se encontra na sua poesia nada de tétrico ou de lamuriento. Servindo-se de um vocabulário restrito, em que aparecem repetidamente palavras como lua, ave, nuvem, perfume, lágrima, exprime os sentimentos de um modo espontâneo e directo, quase infantil, numa linguagem muito próxima da oralidade.
É um poeta do amor-adoração e a sua poesia não é mais do que a sublimação dos impulsos eróticos. [...]»
Aqui, numa vasta antologia, celebra-se o primeiro centenário do seu nascimento, o poeta algarvio.

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Miscelânea [junto com] Carnaval Literário


M. TEIXEIRA-GOMES

Lisboa, 1937 e 1939
Seara Nova
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
194 mm x 130 mm
352 págs. + 320 págs.
subtítulo (do vol. II): 2.ª parte de «Miscelânea»
exemplares estimados; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício do primeiro volume; manuscrita «Oferta do auctor» não assinada no ante-rosto do segundo volume e carimbos de posse da Sociedade de Língua Portuguesa no frontispício
57,00 eur (IVA e portes incluídos)

A segunda parte deste conjunto de memórias políticas e epistolografia foi proibido pelo regime do Estado Novo, deselegância costumeira para com os cidadãos, fossem eles meros artistas ou intelectuais, fossem eles candidatos ao Nobel, fossem eles antigos presidentes da República.

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Regressos



M. TEIXEIRA-GOMES

Lisboa, Junho de 1935
«Seara Nova»
1.ª edição
19,5 cm x 13,1 cm
308 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas e carimbos de posse na capa e no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

É sobretudo um livro de memórias de viagem. Évora, Alcobaça, Sintra, a Batalha, Coimbra, Braga e o Bom Jesus são apenas alguns dos lugares aflorados... E Lisboa, claro, amplamente. Teixeira-Gomes, que foi presidente por uma República anterior aos que arrancaram em Maio, viveu um exílio voluntário de oposição ao regime salazarista, o que lhe valeu a disponibilidade para criar uma obra literária ainda hoje de incontornável mérito. «[...] Quis-se e fez-se como escritor de uma só peça – refere Urbano Tavares Rodrigues [Teixeira-Gomes e a Reacção Antinaturalista, Casa do Algarve, Lisboa, 1960]. – Esteta e moralista, afirmou o direito que ao homem assiste de perseguir a sua felicidade no emprego natural de si próprio, sem entraves de nenhuma ordem. [...]»


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Teixeira-Gomes e a Reacção Antinaturalista

 

URBANO TAVARES RODRIGUES

Lisboa, 1960
Casa do Algarve
1.ª edição
239 mm x 173 mm
20 págs. + 1 folha em extra-texto
ilustrado
impresso sobre papel avergoado
acabamento com um ponto em arame
exemplar envelhecido mas aceitável, contracapa suja; miolo limpo com antigos sinais de humidade
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência realizada na Casa do Algarve a 26 de Março de 1958.

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quarta-feira, fevereiro 19, 2020

As Quadras do Povo. Pamphletos revolucionarios


Lisboa, 1909
dir. Hercules Severo
1.ª edição [única]
colecção completa (6 números)
25,8 cm x 16,8 cm
4 págs. / 2 x 8 págs. / 3 x 12 págs.
exemplares em bom estado
a última folha do n.º 3 encontra-se rasgada, aliás como em todos os que conhecemos, dado ter-se pretendido ocultar o nome do autor dos versos que o constituem; todavia, as listas dos números publicados, que passam a figurar na publicação logo a partir do n.º 4 revelam-nos tratar-se de Armando d’Araujo;
apesar da lista de autores anunciados nas capas dos 3.º e 4.º números, só saíram os seguintes fascículos de versos insultuosamente rebeldes:
n.º 1 – Ao Povo! [anónimo]
n.º 2 – Carta ao Rei, impondo-lhe a expulsão dos jesuitas, por Gomes Leal
n.º 3 – A Sombra de Guilherme Braga, por Armando d’Araujo
n.º 4 – Satyra aos jesuitas e aos liberaes, por Augusto Gil
n.º 5 – Á Luz do Sol, por Dias d’Oliveira
n.º 6 – Eterna comedia!, por Mario Monteiro
peça de colecção com interesse para a história da I República
280,00 eur (IVA e portes incluídos)

Exortando Pombal, escreve Gomes Leal:
«[...] Assésta a grande lunêta,
e ólha os sacros mariolas
amontoando sacólas
como Harpagão, o forreta. [...]
Vem ao convento do Quelhas
vêr bonitinhas condêssas
beijocarem as abadessas
sobre as boquinhas vermelhas.
Como gulosas abelhas
extraindo o mel das flores,
vê beijarem-se as sorores
como Juliêta a Romeu...
ou com lúbricos decótes
bailarem com as cócótes
chamadas do “Pái do Ceu”. [...]»

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Cartas Politicas



JOÃO CHAGAS

Lisboa, 1.º de Dezembro de 1908 a 25 de Dezembro de 1910
ed. Autor (Officina Bayard)
1.ª edição
95 números (completo)
24 cm x 17 cm (estojo); 22,5 cm x 15,5 cm (fascículos)
numeração contínua distribuída por 5 séries: [4 x 320 págs.] + 240 págs.
acabamento com um ponto em arame, capilhas em papel azul com cromo impresso colado na frente
exemplares muito estimados, com muitos discretos restauros nalgumas capilhas; miolo limpo
encontram-se no estado físico em que circularam na época, acondicionados em estojo próprio de fabrico recente
PEÇA DE COLECÇÃO
260,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de panfletos de crucial importância para a compreensão dos factos que levaram à implantação da República, pela mão de um dos protagonistas dessa virada revolucionária, talvez aquele que assumiu o «jornalismo político mais audacioso». «Pela palavra escrita, foi dos maiores demolidores da Monarquia. [...]» (ver Dicionário de História de Portugal, org. Joel Serrão, Iniciativas Editoriais, reed. Livraria Figueirinhas, Porto, 1979) De João Chagas, há ainda que assinalar a sua coerência programática e a sua oposição radical às ditaduras – a de Pimenta de Castro e a de Sidónio Pais – que, como furúnculos, perturbaram a vigência republicana.

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O Ideal Republicano



ANTÓNIO SÁ NOGUEIRA

Lisboa, 1932
Emprêsa Editora Luz, Ltd.ª
1.ª edição
192 mm x 123 mm
48 págs.
subtítulo: Conferência promovida pelo Grupo de Estudos Democráticos, realizada no Teatro da Trindade em 14 de Janeiro de 1932
exemplar estimado, capa com vagos sinais de foxing; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, fevereiro 18, 2020

O Mistério da Légua da Póvoa


AGUSTINA BESSA-LUÍS
capa de André Carrilho
grafismo de Vasco Rosa

Lisboa, 2004
O Independente
1.ª edição (em livro)
222 mm x 157 mm
208 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicado na boa tradição folhetinesca, no semanário O Independente entre Maio de 2001 e Maio de 2002, trata-se da história (menos ficcional do que poderá julgar-se) de Maria Adelaide Coelho, filha do escritor Eduardo Coelho, um dos fundadores do Diário de Notícias, e cuja história de perseguição que, apoiado por psiquiatras, lhe moveu o marido, o jornalista Alfredo da Cunha, aprisionando-a num manicómio, motivado pelo abandono do lar burguês, com o habitual picante do adultério, etc., etc.

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