terça-feira, dezembro 31, 2019

Pintura de um Outeiro Nocturno e um Saráo Musical ás Portas de Lisboa no Fim do Seculo Passado


MARQUEZ DE RESENDE

Lisboa, 1868
Typographia da Academia Real das Sciencias
1.ª edição [única]
22 cm x 15,7 cm
48 págs.
subtítulo: Feita e Lida no Primeiro Serão Litterario do Gremio Recreativo em 12 de Dezembro de 1867
em bom estado de conservação, aberto mas por aparar, com a capa de brochura intacta
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do relato satírico daquilo a que, na actualidade, chamaríamos uma “tertúlia literária”, ou um “magusto poético”, género de encontro entre intelectuais e a sociedade culta ainda hoje muito em voga.

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sexta-feira, dezembro 27, 2019

Da Educação Moral, Intellectual e Physica




HERBERT SPENCER
[trad. Emygdio de Oliveira]
pref. Carrilho Videira

Lisboa, 1887
Nova Livraria Internacional
2.ª edição
17,6 cm x 12,7 cm
XVI págs. + 258 págs.
encadernação em meia-inglesa de amador, rótulo gravado a ouro na lombada
não aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, com restauros periféricos nas últimas páginas sem afectar o texto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da modesta versão «accessivel aos pobres mestre-escholas, esses pioneiros obscuros e heroicos da civilisação», dado a edição anterior, publicada no Porto por outro editor, se encontrar esgotada, além de onerosa.

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Educação Intellectual, Moral e Physica


HERBERT SPENCER
trad. Emygdio d’Oliveira

Porto, 1927
Livraria Chardron, de Lello & Irmão, Ld.ª – editores
3.ª edição
19,1 cm x 12,8 cm
240 págs. + 1 folha em extra-texto (retrato do autor)
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do conhecido clínico Ricardo Jorge à edição original no século XIX:
«[...] A “Educação” é um dos mais bellos livros de combate e propaganda, e foi um dos primeiros a assignalar-se em a nova catechese pedagogica. Oxalá que a sua leitura se diffunda por todos os stratos sociaes, e se derramem as suas doutrinas saluberrimas que bem comprehendidas e executadas seriam a melhor cura do definhamento intellectual e até moral e physico da sociedade portugueza.»

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quinta-feira, dezembro 26, 2019

Projecto de Lei de Fomento Rural apresentado á Camara dos Senhores Deputados na Sessão de 27 de Abril de 1887



J. P. OLIVEIRA MARTINS

Lisboa, 1887
Imprensa Nacional
1.ª edição
23,5 cm x 15,3 cm
160 págs. (12 das quais [6 folhas] desdobráveis)
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Politica e Economia Nacional


[J. P.] OLIVEIRA MARTINS

Porto, 1885
Magalhães & Moniz, Editores
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
XXXII págs. + 280 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, restauros na lombada; miolo no geral limpo, sinais de foxing na capa e nas primeira e última folhas, parcialmente por abrir
carimbo de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Regime das Riquezas



J. P. OLIVEIRA MARTINS

Lisboa, 1883
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,6 cm x 13 cm
XXVI págs. + 224 págs.
subtítulo: Elementos de chrematistica
encadernação recente em meia-inglesa gravada a ouro na lombada
não aparado, conserva apenas a contracapa da brochura
exemplar estimado; miolo limpo, últimas páginas com falhas de papel no canto inferior externo sem afectar o texto
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, dezembro 25, 2019

Máquina de Vidro



ANTONIO PEDRO
ilust. José Tagarro

Lisboa, 1931
s.i. (ed. autor)
1.ª edição
21,6 cm x 16,4 cm
56 págs. (não num.)
subtítulo: Canções
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
245,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra da produção literária pré-surrealista do pintor, poeta, ficcionista e dramaturgo António Pedro (1909-1966), mas escrita já com o autor consciente dos novos processos, mais estilísticos do que éticos, consciente dessa lufada de modernidade, que em Portugal passará sobre um neo-realismo menos preocupado com a estilística do que com o compromisso social.

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O Corpo o Luxo a Obra




HERBERTO HELDER
ilust. Carlos Ferreiro

Lisboa, 1978
& etc – Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
1.ª edição
17,6 cm x 15,1 cm
24 págs. + 1 extra-texto colado na pág. 3
ilustrado
exemplar estimado, folha exterior com vincos; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
290,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de obra de um trio a que Cobra e Flash se ligam, e que, para além de ser o primeiro número da colecção de culto Subterrâneo Três na casa & etc, marca uma viragem radical nos meios estilísticos de Herberto Helder (1930-2015), fazendo a ponte para o futuro literário do escritor.
Deve assinalar-se ainda ser esta a verdadeira edição princeps, cujos 600 exemplares de tiragem se esgotaram então num ápice, dando logo corda à ganância monetária de Luiz Pacheco, que veio envergonhá-la em contrafacção aceite no mercado pelas mesmas livrarias que dias antes haviam alimentado as caixas registadoras com matéria prima.
Zangaram-se muito. Por causa desta contrafacção. Autor, editor legítimo (Vitor Silva Tavares) e editor pirata. Com polícia judiciária de permeio e tudo!... E tudo por causa da assumida, por parte do legítimo, baixa tiragem e reedição para nunca, da obrinha de HH. E tudo por causa da gula invejosa do pirata. Talvez também Maria Estela Guedes, então jornalista do Diário Popular, cujo artigo a propósito lhe foi igualmente roubado para alindar a piratisse, haja ficado um pouco agastada. Mas a todos depressa lhes passou. Estava-se em 1978, quando tudo ainda era possível. Quando era tal e tanto o desleixo do pirata, que duas gralhas cantavam nas escassas 4 linhas da sua ficha técnica na contracapa. Faz a diferença. Entre bandidos e editores.

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Sulco – Revista de Cultura Político-Social



[HERBERTO HELDER]

Lisboa, II série – Ano I – n.º 2, Junho-Julho de 1965
Centro de Estudos Político-Sociais da União Nacional (C.E.P.S.)
ed. Virgílio Cruz
22,5 cm x 15,4 cm
168 págs. (numeração contínua: págs. 121 a 288)
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

A curiosidade deste número isolado desta revista de extrema-direita reside no facto de aí figurar uma tradução de Herberto Helder, o artigo «Julgamento de um jovem poeta russo – o processo de Josef Brodsky». Entre o declínio habitual neste tipo de imprensa, assinado por gente retrógada como, por exemplo, Lumbrales, Rodrigues Cavalheiro ou João Ameal, ergue-se, traduzido da revista inglesa Encounter, o «relato quase integral das duas sessões que constituíram o julgamento, efectuado em Fevereiro e Março de 1964», que se saldou na condenação do dito escritor russo «à pena de cinco anos de trabalhos forçados». Na União Nacional devem ter rejubilado com uma peça de tal jaez anticomunista...
Iosif Aleksandrovich Brodski (1940-1996), poeta e ensaísta discípulo de Anna Akhmatova, viu-se envolvido por uma denúncia jornalística que classificava os seus versos como «pornográficos» e «anti-soviéticos», o que levou as autoridades policiais a interná-lo num manicómio e, posteriormente, a condená-lo em tribunal por «parasitismo». A importância que o protesto contra o seu aprisionamento ganhou para cá da Cortina de Ferro, apesar de não ter abalado o regime totalitário russo, culminou na comutação dessa pena.

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La France Libre [junto com] Trente Deniers! Les Hommes de Ce Bateau Travaillent Contre la France!




ANDRÉ LABARTHE
VINCENT SHEEAN
GEORGES BERNANOS
RENÉ AVORD
et alii

Londres, Janeiro de 1942 | França (?), 1942
La France Libre | Comite Maritime de la Libération
1.ª edição (ambos)
apenas vol. I, n.º 3 junto com 1 folha volante
[12,5 cm x 9,3 cm] + [21 cm x 13,4 cm]
[36 págs. (num. contínua da pág. 65 à pág. 100) + 4 págs. em extra-texto (fotografias)] + 1 folha volante impressa frente e costas
ilustrados
acabamento da brochura com dois pontos em arame
impressa (a brochura) sobre papel tipo Bíblia, capa impressa dos dois lados com as cores da bandeira francesa
exemplares estimados; miolo limpo
PEÇAS DE COLECÇÃO
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do fascículo de uma publicação que a Resistência francesa levou a cabo a partir de Londres entre os anos 1941-1943. Especial destaque, no vertente número, para o texto de Georges Bernanos, «Vos ancêtres ont été des hommes libres». Quanto à folha volante – os «trinta dinheiros» de Judas – denuncia ela o que quatro cargueiros franceses andavam a fazer ao serviço da Alemanha nazi e da Itália fascista.

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A Vitória do Deserto



[ANÓNIMO]

s.l., s.d., s.e., s.i.
8,5 cm x 12 cm (oblongo)
144 págs.
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reportagem fotográfica, levada a cabo durante a Segunda Guerra Mundial, das batalhas dos aliados no Norte de África, onde e quando Montgomery enfrentou Rommel.

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sábado, dezembro 21, 2019

Lira Desafinada



EDUARDO AZEVEDO
[pref. Leonardo Coimbra*]

Porto, 1935
Composto e Impresso na Tip. Mendonça [ed. autor]
1.ª edição
18,9 cm x 12,2 cm
112 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR «AO EXMO ILL DR CARRINGTON [DA COSTA] COMO TESTEMUNHO DA MAIS ALTA CONSIDERAÇÃO […]»
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

* O referido prefácio de Leonardo Coimbra nunca passou de uma miragem, a que este menoríssimo poeta Eduardo Azevedo deu substância juntando umas citações avulsas saqueadas da obra do filósofo.

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Saraiva e Castilho a Proposito de Ovidio



A. [ANTÓNIO] R. [RIBEIRO] SARAIVA

Londres | Paris | Lisboa, 1862
B. W. Gardiner & Son | V.va P. Aillaud, Monlon e Comp.ª | J. P. Martins Lavado
1.ª edição
18,3 cm x 12,4 cm
XII págs. + 332 págs. + 2 folhas em extra-texto (retratos do autor e de António Feliciano de Castilho)
encadernação inteira em pele com gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, pequenos defeitos na capa; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o Diccionario Bibliographico Portuguez, de Inocêncio Francisco da Silva (tomo VIII, Imprensa Nacional, Lisboa 1867):
«[…] Na correspondencia que o sr. Castilho entreteve durante os annos de 1859 a 1862 com o sr. Ribeiro Saraiva [1800-1890], e cujas cartas se acham transcriptas no livro Saraiva e Castilho […] ha especies interessantes e curiosas para a sua biographia. […]
Comprehendem-se nesta uma epistola em 850 tercetos hendecasyllabos, [além da] curiosa correspondencia havida […] entre os dous amigos amigos e companheiros d’estudo na universidade, a qual é entresachada de reflexões, discursos, etc., em que se tocam varios assumptos e diversissimas especies. […]»

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A Rir e a Serio…



ALBERTO BRAMÃO

Lisboa, 1896
Livraria de Antonio Maria Pereira – Editor
1.ª edição
20,5 cm x 13,8 cm
6 págs. + 234 págs.
subtítulo: O Cantagallo (Historia veridica de seus feitos). Theatros e Touros. Verdades e Paradoxos.
exemplar estimado, capa suja; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

O Autor – palavras suas na portada – mede-se a si mesmo pelas alturas de um Pascal, um La Bruyère, um Vauvenargues, um La Rochefoucault, um Chamfort. Foi apenas um secretário pessoal de Hintze Ribeiro que chegou ao lugar de deputado por círculos de província, entre 1901 e 1904. Mais tarde, a sua viragem de monárquico a republicano acompanhou um movimento mais geral de indivíduos que atempadamente souberam pôr-se a salvo. Fazendo-se notar nos meios do jornalismo, assim como poeta, «[...] Episódico dramaturgo [...] e publicista em prefácios, conferências e livros, Alberto Bramão deixou então interessantes obras de memorialismo e de opinião sentenciosa. [...]» (ver Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990).

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A Identidade Nacional


JOSÉ MATTOSO
design de Henrique Cayatte (atelier)

Lisboa, s.d. [1998]
Gradiva / Fundação Mário Soares
1.ª edição
18 cm x 11,2 cm
112 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem deste magnífico texto identitário:
«[...] Outro fenómeno que confirma a influência determinante do fenómeno político sobre a formação da consciência nacional é o facto de esta aparecer independentemente de qualquer sentimento de pertença territorial de outro nível (nomeadamente de nível regional). Com efeito, não existe qualquer relação de continuidade entre a consciência de pertença a uma determinada região ou família étnica e a condição de português (ao contrário do que acontece com as nações modernas derivadas, por exemplo, de povos germânicos ou eslavos, onde se verifica uma continuidade entre as formações étnicas e a sua expressão política moderna). Ser português começou por ser o mesmo que vassalo do rei de Portugal, e não por se pertencer a um determinado povo. [...]»

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Óde a Portugal



VICTOR SANTOS

Rio de Janeiro, s.d. [circa 1918]
Typ. Trani
1.ª edição
23,8 cm x 16 cm
12 págs.
subtítulo: Homenagem á Saccadura Cabral e Gago Coutinho
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, sinais de foxing
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO DIPLOMATA REPUBLICANO ANTÓNIO LUIZ GOMES
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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... Cantem Tôdos!...


AVELINO DE SOUSA

Lisboa, 1940 [aliás, 1941]
Henrique Torres – Editor
1.ª edição
14,8 cm x 9,9 cm
176 págs.
subtítulo: 150 Quadras
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Avelino de Sousa (1880-1946), tendo sido empregado de uma livraria, depois tipógrafo e mais tarde bibliotecário na Torre do Tombo, notabilizou-se como dramaturgo, compositor e intérprete de fados.

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Cincoenta Sonêtos



AVELINO DE SOUSA

Lisboa, 1921
Empreza Editora Popular (reencapamento da Livraria Avelar Machado)
1.ª edição
19 cm x 11,6 cm
64 págs.
exemplar estimado, capa com restauros; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Arte Commercial e Escripturação Mercantil



aa.vv.

Lisboa, s.d. [circa 1879]
Na Livraria de Madame Marie François Lallemant – Fornecedora da Casa de Bragança
1.ª edição
13,5 cm x 9 cm [in 8.º]
232 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Repertorio Commercial para Uso e Commodidade Não Só de Jurisconsultos [...]



[ANÓNIMO]

Lisboa, 1844
Na Imprensa Nacional
1.ª edição
21,7 cm x 15,5 cm
2 págs. + 514 págs. + 2 págs.
subtítulo: [...] mas de negociantes, seguradores, capitães de navios e mais pessoas que se empregam no commercio apontando em notas opportunamente as leis regulamentares a que o Codigo se refere e mais providencias que tem sahido relativas ao seu objecto desde a publicação do mesmo Codigo até ao fim do anno de 1843
encadernação coeva em meia-inglesa com cantos em pele, invulgar gravação a ouro na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel sonante
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Referido por Inocêncio Francisco da Silva no Diccionario Bibliographico Portuguez, n.º 367 (tomo IX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1870), a propósito da Explicação do Código Comercial Português (de 1846-1849).

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Philemporo – Periodico de Instrucção Mercantil




Lisboa, 21 de Março a 7 de Agosto de 1855 (1.ª série) e 23 de Setembro a 21 de Dezembro de 1862 (2.ª série)
Typographia Universal [Rua dos Calafates, 110] (rosto, índice e 2.ª série)
Typographia da Gazeta dos Tribunaes [Rua dos Fanqueiros, 85] (1.ª série)
20 números (10 + 10) (colecção completa)
33,8 cm x 24,4 cm (miolo) [37 cm x 27 cm (estojo)]
8 págs. + 160 págs. (numeração contínua)
paginação a duas colunas
exemplares muito estimados; miolo no geral limpo, com ocasionais picos de oxidação
acondicionados em estojo alusivo de fabrico recente
PEÇA DE COLECÇÃO
255,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jornal temático de um único redactor anónimo – José Maria de Andrade (1820-1885) –, de grande interesse documental e prático, «O Philemporo, é o amigo da mercancia. Tambem o é das pessoas n’ella empregadas, ás quaes deseja facilitar, recordar, communicar instrucção mercantil e conveniente». Isto nos diz o seu breve editorial programático. Brito Aranha, além de desvendar a identidade do redactor, refere uma sucinta biografia que inclui ter sido escrivão, ourives, empregado no comércio como caixeiro e, depois, escriturário e guarda-livros. Conta-se, de par com o Philemporo, a edição do periódico Kaleidoscopo e de Bancos de Avanço para as Classes Menos Abastadas (ver Innocencio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomos XIII e XVII, n.º 9.632 e n.º 1159, Imprensa Nacional, Lisboa, 1885 e 1900).

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Dicionário Prático de Comércio



RAUL DÓRIA

Porto, 1914 [aliás, 1917]
Tip. da Escola Prática Comercial Raul Dória
1.ª edição
24,4 cm x 18,3 cm
4 págs. + 816 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
profusamente ilustrado
texto impresso a duas colunas
encadernação editorial inteira em tela gravada a ouro e prata na pasta anterior e na lombada, gravação a seco na pasta posterior
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse de Agostinho Fernandes, futuro editor da Portugália (Lisboa)
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, dezembro 20, 2019

O Avejão



RAÚL BRANDÃO
capa de Carlos Carneiro

Lisboa, 1929
Edição da «Seara Nova»
1.ª edição
18,8 cm x 12,1 cm
32 págs.
subtítulo: Episódio dramático
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Memória das Palavras ou O Gosto de Falar de Mim [junto com] Relatório de Sombras ou A Memória das Palavras II



JOSÉ GOMES FERREIRA
capas de João da Câmara Leme e de Vitorino Martins

Lisboa 1965 e 1980
Portugália Editora | Moraes Editores
1.ª edição (ambos)
2 volumes (completo)
[19,1 cm x 14 cm] + [20 cm x 14 cm]
324 págs. + 210 págs.
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível, por abrir o primeiro volume
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Invulgares registos pessoais à volta de uma época, dos lugares, da contingência e dos homens que as protagonizaram.

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Lisboa na Moderna Pintura Portuguesa


JOSÉ GOMES FERREIRA

Lisboa, 1971
Realizações Artis
1.ª edição
24,8 cm x 21,9 cm
16 págs. + 84 págs. + VIII págs.
profusamente ilustrado em separado a negro e a cor
corpo do texto impresso a duas cores sobre papel superior creme
encadernação editorial em sintético gravado a prata e relevo seco nas pastas e na lombada, policromia colada na pasta anterior
folhas-de-guarda impressas, ilustrações protegidas por papel de cristal
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pequena história dos pintores do século XX que elegeram a capital para modelo das suas obras, escrita por um poeta conhecido exactamente, à semelhança de Cesário, pelo modo como incluiu Lisboa nos seus versos.

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Os Segredos de Lisboa


JOSÉ GOMES FERREIRA

Lisboa, s.d. [1962]
Edições Tempo – Sociedade de Magazines, Lda.
1.ª edição
20,2 cm x 12,3 cm
36 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa (António José Saraiva / Óscar Lopes, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989):
«[...] os contos Os Segredos de Lisboa (1962) revelam a proximidade a que [a sua] poesia fica do tema da responsabilidade inteira por si próprio e pelas frustrações e iniquidades sociais, tema que percorre, entre outras, a obra de duas personalidades marcantes da mesma geração de Gomes Ferreira, que vêm a ser Rodrigues Miguéis e Irene Lisboa. [...]»

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terça-feira, dezembro 17, 2019

Na Costa d’África



AMÉRICO PIRES DE LIMA
pref. Ricardo Jorge
capa e ilust. Abel Salazar

Gaia, 1933
Edições Pátria
1.ª edição
25,8 cm x 19,5 cm
XVI págs. + 136 págs. + 10 folhas em extra-texto
subtítulo: Memórias de um Médico Expedicionário a Moçambique
ilustrado em separado
exemplar estimado, capa empoeirada;  miolo limpo
discreta assinatura de posse no canto superior direito do ante-rosto
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, dezembro 15, 2019

A Sibila


AGUSTINA BESSA LUÍS

Lisboa, 1956
Guimarães Editores
2.ª edição
19,7 cm x 12,9 cm
296 págs.
encadernação recente inteira em sintético gravada a ouro na lombada
não aparado, conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] O mais alto mérito desta escritora talvez seja [...] o de contista, com muito da sua imaginação a tentar organizar-se em romance do existencial, mas sobretudo poderoso dentro do espaço que vai desde o expressionismo do absurdo de Kafka até à fantasia onírica de surrealismo bem logrado. [...]» (António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989)

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Os Incuráveis



AGUSTINA BESSA LUÍS
capa de Ribeiro

Lisboa, 1956
Guimarães Editores
1.ª edição
20,2 cm x 14 cm
484 págs.
encadernação em meia-inglesa com cantos em pele gravada a ouro na lombada
pouco aparado
conserva a capa anterior de brochura
exemplar estimado, encadernação marcada pela exposição à luz; miolo limpo
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

Relativamente a este romance, afirmou o escritor Alberto Velho Nogueira (pág. electrónica Homem à Janela, 29 de Janeiro, 2015):
«[...] a questão principal não é a de escrever sobre personagens mas do estilo memorial que as coloca como seres mortos – e que, de facto, fazendo a narração de um passado em relação a mil novecentos e cinquenta e seis, já estão mortas – que, socialmente falando, não tiveram nenhuma intervenção prestável; a única intervenção delas é a de serem personagens de romance que conservam os valores das famílias ricas e que confirmam os valores da autora. Agustina Bessa-Luís nunca seria vista como criadora de uma “Entartete Kunst” (arte degenerada) se tivesse escrito no período nazi. Escreveu num outro período sujeito a cargas e a descargas complexas na qual a sua literatura se englobou e se deixou englobar. O facto de ter publicado na editora “Guimarães” era, mais do que hoje mas ainda hoje, uma relação da autora com uma certa maneira de ver o mundo e de reflectir sobre a realidade socio-política. [...]
Agustina Bessa-Luís não foi muito seguida durante os anos 50 e 60 em Portugal. Escritora de escrita conservadora, editada pela Guimarães, entre a geração “presencista” (sobretudo Régio) e escritores como Vergílio Ferreira, a literatura de Bessa-Luís ganhou definitivamente prestígio literário depois do 25 de Abril de 1974. A sua literatura coaduna-se com a ausência de partidos de oposição na clandestinidade, sobretudo de esquerdas, já que se fala da oposição ao regime de Salazar, e, principalmente, do Partido Comunista português. Legalizado o Partido Comunista, a aparente ausência de afirmação e de carácter políticos da sua literatura adquiriu um estatuto de soi-disant “arte pela arte” que a clandestinidade partidária de oposição não permitia, acusando-a de escritora “burguesa” não directamente favorável a uma intervenção que mudasse o regime. Por outro lado, a estabilização da democracia em Portugal deu-lhe a possibilidade de reafirmar-se como uma escritora de uma escrita aparentemente não partidária. Daí o ter escrito sobre Salazar e o seu amigo Cardeal Cerejeira num estilo e proposta neutros como se pegar em tais personagens-pessoas pudesse fazer-se com neutralidade. Agustina Bessa-Luís fê-lo!, descrevendo mais a psicologia de uma pessoa da História portuguesa recente do que a de um ditador cuja ferocidade era abalada, enganadoramente, pela “domesticidade” católica rural e pelo temperamento anti-guerra, pela cultura pessoal anti-Franco: o militar caçador contra o professor catedrático de Finanças. (Sem esquecer o apoio táctico e político que Portugal e o regime de Salazar forneceram à Espanha durante a guerra civil.)»

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Colar de Flores Bravias



AGUSTINA BESSA-LUÍS
pref. Alberto Luís
ilust. Mónica Baldaque

Lisboa, 2014
Labirinto das Letras, Editores
1.ª edição
33,5 cm x 24,3 cm
56 págs.
profusamente ilustrado a cor
exemplar como novo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conto inédito de fundo autobiográfico, escrito em 1947, mas somente aqui publicado tardiamente, enquadrado por uma nota introdutória do marido e com magníficas ilustrações da filha da autora.

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Imagination & Ironie [junto com] Imaginação & Ironia



COSTA PINHEIRO
fotog. Sabine Costa

Munique / Lisboa, 1970 e s.d.
Starczewski Verlag / Livraria-Galeria 111 (separata)
1.ª edição (ambos)
texto em alemão e português
[21,5 cm x 16,2 cm] + [20 cm x 15,2 cm (separata)]
[2 págs. + 84 págs.] + 60 págs. (separata)
profusamente ilustrado
encadernação editorial com sobrecapa
acabamento da separata com um ponto em arame
exemplares estimados; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Falecido em Munique, sob o quase absoluto silêncio do jornalismo português, Costa Pinheiro (1932-2015) fez parte do grupo KWY cuja mostra na Sociedade Nacional de Belas-Artes, em 1960, sugeria uma viragem estética à pintura lisboeta.
Passagem de uma entrevista concedida a Adelino Gomes, em 2008 («Costa Pinheiro: Muitos dos meus quadros continuam silenciosos, lá no atelier», in Público, Lisboa, 5 de Maio):
«[...] Esteve preso três meses em Caxias. Quando e com que fundamento?
Por ter assinado um papel enviado ao Presidente da República, Almirante Américo Tomás, acusando de crime o assassinato do pintor Dias Coelho [pela PIDE, em 1961].
Um dia vim a Portugal com a família. No regresso, deixaram-me sadicamente chegar no comboio até à fronteira, em Vilar Formoso. Aí dizem-me: “O senhor tem que voltar para Lisboa. A sua senhora pode seguir, com o miúdo.” Assim, com este tom displicente. A minha mulher teve o bom senso de correr para um telefone a avisar alguns amigos em Lisboa e quando regressei lá estavam eles na estação. O Pide que ia a acompanhar-me ficou extremamente comprometido, não estava nada a gostar daquela coisa.
Foi para a António Maria Cardoso e daí?
Para Caxias. Fiquei 3 meses. Acusado de ter assinado o tal abaixo-assinado.
Esteve com quem, em Caxias?
Com gente ligada ao golpe de Beja. Havia lá camponeses, operários do Barreiro, corticeiros. Conheci ao nível humano a qualidade das pessoas. Os corticeiros eram impressionantes. O interesse deles pelas coisas! Criámos dentro da cadeia a “Universidade de Ciências Políticas”. O Alfredo Margarido falava de história política, acho; eu estabelecia um diálogo com eles sobre as funções que a arte pode ter no sentido político e revolucionário. Estava também lá o Edmundo Pedro, que acabou por ir parar ao PS. Independentemente das diferenças, estabeleceu-se entre nós todos um diálogo irmão, neste sentido: “O inimigo não está entre nós; o inimigo está do outro lado”. Foi uma experiência muito singular. Primeiro passei um mês num curro. Não vi o sol durante esse tempo.
Por causa de ter assinado um papel... [...]»

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Tipos do Império Português



EDUARDO MALTA

s.l., s.d. [Lisboa, 1937]
Ministério das Colónias
1.ª edição
9,4 cm x 15,2 cm (oblongo)
cinta com 12 postais (completo)
subtítulo: Exposição Histórica da OcupaçãoDessins du Peintre Eduardo Malta
exemplar estimado, discreto restauro na cinta; miolo irrepreensível, por preencher
PEÇA DE COLECÇÃO
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um conjunto de doze figuras, algumas das quais também publicadas na revista O Mundo Português, captadas do natural, numa viagem pelas colónias ultramarinas, destinado a promover a ideia de um Estado europeu civilizador dos continentes selvagens. O exagero da propaganda desta ideia leva mesmo Eduardo Malta (1900-1967) a cair no ridículo de desenhar um autóctone da Guiné, em 1937!, mascarado de continental, num efeito só comparável às páginas do mostruário de uma alfaiataria.

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Memorias da Revolução – Na Rotunda. Em Artilharia I. No Parque Eduardo VII


GONZAGA PINTO

Lisboa, 1911
Guimarães & C.ª – Editores
1.ª edição
20,8 cm x 13,9 cm
100 págs.
subtítulo: Relatorio do Sargento Revolucionario de Artilharia 1 [...]
exemplar estimado, capa manchada e com restauros marginais; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se, não da História dos eventos que levaram à implantação da República, mas sim de «subsidios para futuros historiadores», ou, como diz ainda o autor: «Ao redigirmos essas paginas, estavamos, sinceramente convencidos, que lançavamos um punhado de verdades na balança imparcial da Justiça [...].»

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quinta-feira, dezembro 12, 2019

De Fora para Dentro


ANÍBAL FERNANDES [org., notas e tradução]
capa de Jorge Costa Martins


Lisboa, 1973
Fernando Ribeiro de Mello – Edições Afrodite
1.ª edição [única]
20,9 cm x 14,6 cm
432 págs. + 26 apartes impressos a sanguínea e colados em extra-texto
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Notável reunião de acutilantes observações que estrangeiros, ao longo dos séculos, uns viajantes, outros menos, registaram acerca de Portugal. Voltaire, Beckford, Thomas Owen, Thomas Mann, Leopold Sedar Senghor, Cervantes, Chateaubriand, Byron, Blaise Cendrars, Unamuno, etc., entre outros, aí surgem coadjuvados pela opinião local de alguns outros como Aquilino Ribeiro, José Rodrigues Miguéis ou Vitorino Nemésio.

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Quando os Lobos Uivam


AQUILINO RIBEIRO

São Paulo (Brasil), 1959
Editôra Anhambi S.A.
1.ª edição (no Brasil)
21,1 cm x 14,4 cm
264 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance proibido, tendo sido instaurado um processo contra Aquilino, cujo requerimento de defesa constitui um dos mais veementes libelos acusatórios das infâmias do Estado Novo. Porque – como aí se diz – Aquilino «[...] tem 74 anos. Quando a atual situação se guindou revolucionàriamente ao Poder, já o requerente tinha 41 anos. Já êle cá estava com a sua lealdade ao passado, às suas idéias, às suas convicções arreigadas, às suas simpatias políticas, ao seu caráter de cidadão.
Não nasceu sob o signo do novo Zodíaco, de modo que, se como escritor tivesse personalidade, ficava onde sempre estivera, e, como personalidade tinha, ficou.
O escritor, que tem de ser um intelectual e um homem de caráter, não muda de credo como quem muda de camisa. Tampouco muda de idéias a não ser um troca-tintas, salvo se se trata duma conversão depois de profundo e doloroso exame mental e psíquico. O requerente não tinha que fazer êsse exame. Julgava-se e julga-se no bom caminho e apraz-lhe continuar no arraial, religião, política, conceito geral da vida e do homem, em que sempre se achou. Por isso se não passou nem podia passar – como tantos ou alguns – para o Estado Novo. O requerente preza a sua consciência como uma dignidade. Portanto, o Estado Novo, que veio quando êle já era homem para além do seu meio-dia, deixasse-o em paz. [...]»

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