FIALHO D’ALMEIDA
Lisboa, 1923-1924 e 1927
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
5.ª edição (II a VI) e 6.ª edição (I)
6 volumes (completo)
182 mm x 115 mm
248 págs. + 320 págs. + 288 págs. + 328 págs. + 300 págs. + 400 págs.
subtítulo: Publicação mensal, d’inquerito á vida portugueza
elegantes encadernações homogéneas coevas em meia-inglesa com cantos em pele gravadas a ouro nas lombadas
aparados, sem capas de brochura
exemplares muito estimados, pequenos defeitos nos topos das lombadas dos vols. 5 e 6; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 5 do último volume
95,00 eur (IVA e portes incluídos)
Fialho surgiu num contexto literário em que tudo parecia já haver acontecido, «[...] aperecia após a rajada de metralhadora que foram “As Farpas”, depois das sondagens profundas de Oliveira Martins, depois do romance de Eça de Queiroz, depois do grande Antero.
O homem de machado na mão chegara à floresta e encontrava a derrubada feita. Ele queria derrubar e tudo já tinha ido abaixo. [...]» (segundo Lins do Rego). Esta contrariedade nunca o abandonou, obrigando-o a um exagero estilístico no retratar a sua época. (Lins do Rego, uma vez mais:) «[...] Havia uma sociedade impregnada de uma felicidade construída em falso. Era todo o fim do século XIX dormindo ao som das valsas de Viena, deleitando-se nos cancãs de Paris, vendo Santos Dumont alçar voos para o céu. Os germes das guerras infernais já germinavam dentro da terra; os homens tinham plantado as sementes diabólicas. Portugal tinha rei constitucional, ministros, pobres ministros. Os ingleses impunham-lhe regimes de restrições. Fialho de Almeida então propunha-se a dissecar este mundo português como se não fossem vícios do mundo inteiro os que andavam por sua casa. O rei D. Carlos seria uma de suas vítimas favoritas, a casa de Bragança, os ministros, os poetas, os artistas, tudo enfim teria que sofrer as suas arranhadas de gato. [...]
Procurando as suas melhores coisas no “Os Gatos” eu tomei o partido de apresentar um Fialho de Almeida que não fosse aquele das pequenas coisas, dos mexericos locais, das insignificâncias do tempo, um Fialho que discutia ministros e pretendia entender de política. Este está tão morto quanto os ministros que combateu.
O Fialho desses trechos do “Os Gatos” é o menos efémero dos Fialhos. É aquele que se debruçou sobre os grandes temas, sobre a vida e a morte. É o que vê o rei D. Luiz morto e o que vê Bordalo Pinheiro vivo.»
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telemóvel: 919 746 089 [chamada para rede móvel nacional]
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domingo, agosto 23, 2026
Os Gatos
quinta-feira, julho 09, 2026
Album de Costumes Portuguezes

ALFREDO ROQUE GAMEIRO
COLUMBANO BORDALLO PINHEIRO
CONDEIXA
MALHÔA
MANUEL DE MACEDO
RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO, et alii
textos de:
FIALHO D’ALMEIDA
JULIO CESAR MACHADO
MANUEL PINHEIRO CHAGAS
RAMALHO ORTIGÃO
XAVIER DA CUNHA
Lisboa, 1888
David Corazzi – Editor
Typographia Horas Romanticas
1.ª edição
325 mm x 235 mm (álbum)
4 págs. + 50 folhas de imagem (impressas somente de um lado e protegidas com separador vegetal) + 50 folhas de texto (idem)
encadernação editorial da Companhia Nacional Editora
corte das folhas dourado
exemplar estimado; miolo limpo com ocasionais restauros toscos antigos nas margens
peça de colecção
450,00 eur (IVA e portes incluídos)
É uma das inúmeras edições modelares do maior Editor português do século XIX: David Corazzi. Com um catálogo estruturado em diversas vertentes, cobrindo todas as áreas: romance histórico e de sensação, aventuras; instrução, periódicos e infantil; popular e de luxo. Começando em 1870, criou a Biblioteca das Horas Românticas cujas edições eram vendidas em cadernetas entregues semanalmente, e em poucos anos atingirá a centena de títulos, muitos dos quais vastas traduções de romances de autores franceses de época: Ponson du Terrail, Jules Verne, que dará grande visibilidade à editora, etc. Mas também autores portugueses: A Gravura de Madeira em Portugal do gravador João Pedroso, Lisboa na Rua de Júlio César Machado, ou Guiomar Torrezão, Maria Amália Vaz de Carvalho, Teixeira de Queirós, Guerra Junqueiro, Gomes Leal… No âmbito das Comemorações do Centenário da morte de Camões (1880) integrará a Comissão da Imprensa de Lisboa e será um dos sócios-fundadores da Associação de Jornalistas e Escritores Portugueses; intervirá ainda com uma gama de publicações em que se destacam a luxuosa edição monumental de Os Lusíadas e o igualmente rico A Camões de Alexandre da Conceição. Seguir-se-ão outros volumes com as mesmas características gráficas: as Fábulas de La Fontaine, O Inferno de Dante, ou O Paraíso Perdido de Milton, ilustrados por Gustave Doré; a História de Gil Braz de Santilhana de Lesage, e, acompanhando a conjuntura política e científica, a África Ocidental, quatro volumes «fotográficos e descritivos» da autoria de J. A. da Cunha Morais.
O contraponto a este vistoso leque editorial será, em 1881, o início da muito acessível colecção Biblioteca do Povo e das Escolas, pequenas brochuras precursoras do formato “de bolso”, que foram cumprindo, ao longo de 237 números, um verdadeiro programa enciclopédico de instrução popular, em sintonia com o ideário republicano. Muitos desses livros chegaram a ser aprovados para o ensino oficial, elementar e dos liceus.
Digna de especial referência é ainda a republicação integral (entre 1887 e 1891) de As Farpas de Ramalho Ortigão e Eça de Queirós. Também as colecções Dicionários do Povo, ou Biografias de Homens Célebres dos Tempos Antigos e Modernos, assim como a Biblioteca Universal Antiga e Moderna, complementarão este serviço prestado à comunidade, a que um editor generalista nunca deveria furtar-se.
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domingo, março 05, 2023
“Barbear, Pentear”
FIALHO D’ ALMEIDA
Lisboa, 1910
Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira & C.ta
1.ª edição
190 mm x 124 mm
276 págs.
subtítulo: Jornal d’ um vagabundo
encadernação coeva em elegante meia-francesa gravada a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA ASSINATURA DE POSSE DO ESCRITOR J
[JOSÉ] CARDOSO PIRES
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
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terça-feira, agosto 06, 2019
Ídolos, Homens & Bêstas
BRAZ BURITY [JOAQUIM
MADUREIRA]
ilust. Abel Salazar
Porto, 1931
Edição de Maranus
1.ª edição
2 fascículos (completo)
25,4 cm x 17,1 cm
132 págs. (num. contínua) + 1 encarte no fascículo II
subtítulo: Depoimentos
e impressões sôbre as gentes e as coisas da terra portuguesa: I – Fialho de
Almeida; II – Columbano-Figueiredo
& C.ª, L.da
ilustrados
exemplares estimados, restauros pontuais nas capas; miolo
limpo
ostentam ambos no verso da capa o ex-libris do conhecido bibliófilo e ex-librista Aulo-Gélio Severino
Godinho
50,00 eur (IVA e
portes incluídos)
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segunda-feira, fevereiro 18, 2019
Imagens de Actualidade
JULIÃO QUINTINHA
capa de Bernardo Marques
ilust. António Lopes
Lisboa, 1933
Casa Editora: Nunes de Carvalho
2.ª edição
19 cm x 12 cm
328 págs.
encadernação inteira em sintético com gravação a ouro na
lombada
aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e
portes incluídos)
Reunião de breves estudos literários em torno de Guerra
Junqueiro, Teófilo Braga, Gomes Leal, Wenceslau de Morais, Antero de Quental,
Raúl Brandão, Camilo Castelo Branco, Fialho de Almeida e Eça de Queirós.
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segunda-feira, janeiro 28, 2019
Vida Ironica
FIALHO D’ALMEIDA
Lisboa, 1892
Monteiro & C.ª, editores | Antonio Maria Pereira
(representante exclusivo para o Brazil)
1.ª edição
186 mm x 133 mm
456 págs.
subtítulo: Jornal d’um
vagabundo
encadernação modesta de amador inteira em pele-de-diabo gravada a negro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, ocasionais picos de foxing
40,00 eur (IVA e portes
incluídos)
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sexta-feira, agosto 07, 2015
O Ribatejo na Vida de Camões e na Obra de Fialho
VIRGÍLIO ARRUDA
prefácio de Francisco Câncio
Santarém, 1973
Junta Distrital de Santarém
1.ª edição
24,4 cm x 17,5 cm
XXIV págs. + 248 págs.
subtítulo: A propósito de algumas palavras ditas em Lisboa, na Casa do Ribatejo, na noite de 13 de Novembro de 1972
profusamente ilustrado
exemplar bem conservado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)
Trata-se de uma cultíssima leitura de dois escritores de referência, num arco voltaico que liga o século XVI ao XIX. Arruda sublinha, no legado literário deles, o ascendente do lugar, das gentes e da paisagem ribatejanos.
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