quinta-feira, janeiro 23, 2014

Exercício Sobre o Sonho [aliás*: Sono] e a Vigília de Alfred Jarry seguido de O Senhor Cágado e o Menino


ANTÓNIO MARIA LISBOA

Lisboa, s.d. [1958]
A Antologia em 1958 (ed. Mário Cesariny de Vasconcelos)
1.ª edição
18,9 cm x 13,3 cm
36 págs. + 1 folha em extra-texto
dístico: «Semente Raiz Tronco Flor Fruto Flor Tronco Raiz Semente»
composto em Bodoni e impresso sobre papel superior
exemplar como novo
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
320,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nascido na capital a 1 de Agosto de 1928, levado pela tuberculose a 11 de Novembro de 1953, não é exagero considerá-lo o cerne da corrente libertária no que veio a ser o surrealismo em português. «[...] Partido da libertação surrealista», escreve Cesariny no livro abaixo referido, «o pensamento poético de António Maria Lisboa aprisionou a ave hierática com que, até hoje, só os asiáticos e certos primitivos têm modulado a chamada vida prática. (Mas não foram os poetas chineses os criadores, há 2062 anos, do jogo poético colectivo “inventado” pelos surrealistas há dois dias?) Os termos da obra de António Maria Lisboa, de um desenvolvimento extra-individual de aferição da Verdade, da Justiça e do Bem, não inquirem, impõem as condições da sua perenidade.»

* Mário Cesariny dá notícia desta gralha tipográfica na 1.ª edição do livro Poesia, de António Maria Lisboa, na colecção Documenta Poética da antiga Assírio & Alvim (Lisboa, 1977), ainda hoje a mais correcta reunião do legado do poeta... porque a sua reedição, volvidos quase vinte anos, é um modelo de bom comportamento editorial que não se coaduna com o conteúdo.

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telemóvel: 919 746 089


terça-feira, janeiro 21, 2014

Evangelho de S. Vito



MARIO SAA

Lisboa, 1917
Monteiro & C.ª – Livraria Brazileira
1.ª edição [encapamento de 1921]
17,7 cm x 12,2 cm
2 págs. + 240 págs. + 2 págs.
exemplar bem conservado apesar dos sinais de traça na lombada; miolo limpo, em parte por abrir
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao liberal Carlos Augusto Portugal Ribeiro
peça de colecção
310,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da primeira obra impressa de Mário Saa, «[...] obra de carácter aforístico, onde não deixa de ser notória a influência das obras de Nietzsche, algumas das quais intensamente anotou [...]» (segundo os autores do Dicionário Cronológico da Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994).

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A Explicação do Homem

MARIO SAA

Lisboa, 1928
[ed. do Autor]
Imprensa Lucas & C.ª
1.ª edição
19,6 cm x 14,3 cm
268 págs.
subtítulo: Atravez duma Auto-explicação e em 207 Táboas Filosóficas
composto manualmente
encadernação muito recente inteira de pele, irrepreensivelmente nova, com discretos ferros modernistas (tipo futura impresso a preto) na lombada
exemplar estimado, miolo limpo
sem capas de brochura
ostenta a dedicatória do Autor a Américo Cortez Pinto, «[...] o amigo do meu lado!»
peça de colecção
280,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«[...] Nessa diversidade de trânsitos expressivos [entre o cosmopolitismo da Orpheu e o regresso do espírito agrário na Presença] afirma-se uma criatividade que, embora de vincado recorte modernista, não enjeita as raízes da tradição e até um certo gosto da sugestão arcaizante. [...]» Refere ainda o mesmo dicionário: a «[...] incursão, aliás pouco convincente, por um sociologismo de pretensa fundamentação rácica [...]».
Será, neste particular, talvez o mais interessante livro de Saa, ou, pelo menos, o mais procurado.

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segunda-feira, janeiro 20, 2014

Os Sonetos de [...]


ANTÓNIO BOTTO

[Lisboa], 1938
[s.i.]
[1.ª edição]
19,3 cm x 13,2 cm
48 págs.
composto manualmente
exemplar com restauro na lombada, mas no geral aceitável
exibe na capa e na folha de ante-rosto o carimbo da Livraria Moraes
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acresce a este conjunto de 31 sonetos do Poeta uma Marginália crítica que se divide por João Gaspar Simões, Augusto Pinto e Luiz Forjaz Trigueiros. Outros são chamados a defender uma obra perseguida mais pela homossexualidade do seu autor do que pela eventual falta de qualidade estética, e tanto António Patrício como Raúl Brandão e Fernando Pessoa apõem aí o seu selo de reconhecimento. «Tôda a moderna poesia portuguesa nos mostra a poderosa influência da poesia de António Botto – diz Pessoa. – A poesia de António Botto é uma antecipação genial.»

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