segunda-feira, junho 29, 2015

Vinho e Pão


IGNAZIO SILONE
trad. Manuel Martins de Sá
capa de Carlos Rafael

Lisboa, 1959
Publicações Europa-América, Lda.
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
388 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de Secondino Tranquilli, notabilizou-se como anti-estalinista ao serviço do Partido Socialista Italiano, depois de ter passado a II Guerra Mundial a organizar a resistência ao nazi-facismo como agente secreto. Esta obsessão criou nele a tolerância para chegar a receber “apoios” da CIA, o que não sendo da melhor política, certamente faz de qualquer um o pior intelectual. Outras vergonhas vieram recentemente a lume: e que fazem dele até um agente duplo... um espião, portanto, em todas as frentes.

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Rubáiyát



OMAR KHAYYÁM
trad. Edward FitzGerald [1858]
ilust. Joseph Low

Cleveland – Nova Iorque, 1947
The World Publishing Company (Cleveland, Ohio)
1.ª edição [na The World Publishing Company]
19,4 cm x 13,1 cm
112 págs.
profusamente ilustrado
todas as páginas impressas a duas cores
encadernação editorial em tela encerada gravada a vermelho e ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O volume baseia-se na 4.ª edição, considerada a melhor que Fitzgerald deixou dos quartetos do poeta Omar Khayyám. Para o Ocidente, foi sempre esta tradução inglesa a de referência, que serviu de suporte às que depois foram surgindo noutras línguas; até a tradução de Fernando Pessoa daqui parte.

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Robaiyat


OMAR KHAYYAM
trad. do persa por Franz Toussaint
pref. Ali Nô-Rouze
ilust. (frontispício) P. [Paul] Zenker

Paris, 1951
L’Édition d’Art H. Piazza
75.ª edição
16,3 cm x 11,3 cm
6 págs. + VIII págs. + 176 págs.
profusamente ilustrado, tem todas as páginas com vinhetas alusivas à cultura persa
miolo impresso a duas cores
gravura de Zenker em policromia
encadernação recente em meia-inglesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Caminho da Terra Santa | Panaghia Capuli e Anna Catharina Emmerich


J. [JOSÉ] ALVES TERÇAS

Lisboa, 1929
Edição do Autor / Casa Catolica (depos.)
1.ª edição
2 obras enc. em 1 vol.
20,5 cm x 14,4 cm
[6 págs. + X págs. + 272 págs. + 2 desdobráveis em extra-texto] + 32 págs.
subtítulo da 2.ª obra: Como foi descoberta em Epheso a Casa em que a S.S. Virgem passou os nove ultimos anos da sua vida e onde veiu a falecer [...]
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação editorial em tela encerada com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada, relevo seco na pasta posterior com a marca do encadernador Paulino Ferreira
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória do Autor
assinatura de posse de uma familiar do destinatário da dedicatória
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Roteiro temático destinado a peregrinos cristãos.

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A Minha Mulher


ANTON TCHEKOV
trad. Luiz Pacheco
capa e ilust. Luís Filipe [Abreu]

Lisboa, s.d. [1962, seg. BNP]
Editorial Inquérito, Lda.
1.ª edição
16,8 cm x 12,4 cm
120 págs.
ilustrado a negro no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma das primeiras, e raras, traduções do escritor Luiz Pacheco. Não terá sido do russo, terá sido por interposta língua, o francês necessariamente; é, sem dúvida, um bom texto na língua de chegada.

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Os Mujiques


ANTON TCHEKOV
trad. Luiz Pacheco
capa de Figueiredo Sobral

Lisboa, s.d. [1966, seg. BNP]
Editorial Inquérito Limitada
[1.ª edição]
19,2 cm x 12,6 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, junho 26, 2015

A Revolução da Experiência – Duarte Pacheco Pereira, D. João de Castro


JOÃO DE CASTRO OSÓRIO (org., pref. e notas)

Lisboa, 1947
Edições SNI
1.ª edição
16 cm x 11,7 cm
192 págs.
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além do longo prefácio histórico de Castro Osório, o volume é composto por excertos do Esmeraldo de Situ Orbis, de Pacheco Pereira, e, de João de Castro, excertos dos Roteiros, do Tratado da Esfera e do Diálogo Sobre a Geografia.

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Duarte Pacheco Pereira


EDUARDO DE NORONHA

Porto, 1913
Magalhães & Moniz, L.da – Editores
1.ª edição
18,9 cm x 12,5 cm
224 págs.
subtítulo: Um Homem de Caracter – Quadro Épico da Historia Nacional
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Esboços e Perfis


EDUARDO DE NORONHA

Coimbra, 1913
F. França Amado, Editor
1.ª edição
19,4 cm x 12,9 cm
200 págs.
subtítulo: Extractos e Compilações dos Acontecimentos e Livros de Maior Sensação dos Ultimos Tempos
encadernação modesta em tela com ferros a ouro na lombada, guardas em papel kraft, muito pouco aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma miscelânea de crónicas em que os assuntos – seja um episódio da vida de Cleópatra, sejam os eventos históricos do 9 Termidor, sejam as coscuvilhices de alcova de madame Pompadour – são todos tratados no estilo ligeiro e descontraído de almanaque. O seu autor, aliás, foi essencialmente jornalista.
Bruxas e o «sabbado da bruxaria», por exemplo, são matéria de algumas páginas deliciosas acerca da Inquisição:
«[...] Outr’ora em qualquer paiz, pela menor suspeita, por causa de um animal doente, de uma meda de palha que ardera, denunciava-se... toda a gente. E quando os tribunaes tinham alguem seguro, a repressão era terrivel. Os juizes submettiam primeiro o accusado á tortura. Á terceira ou quarta cunha, confessava.
Mas como acreditar na palavra de um christão que se entregara ao diabo? Tornavam-se necessarias outras provas. Principiava-se por lardear o paciente com picadas de agulha por todo o corpo até se descobrir “a marca”, o logar insensível que era de alguma forma a assignatura de Satanaz. Achava-se sempre. Só depois d’isso a bruxa ou o lobishomem, devidamente persuadidos, eram condemnados a ser queimados vivos.
[...] no começo do seculo XVIII, no prebostado de la Marche, um accusado, Thomas Gaudel, intimado a revelar os nomes dos seus companheiros de regalorios diabolicos, [teve] a ingenuidade de denunciar os seus juizes: vira, n’uma reunião sabbatica, comendo fraternalmente com o demonio, todos os magistrados presentes na audiencia, desde o procurador geral até o escrivão. E, como jurava pela sua saúde eterna que dizia a verdade, foi preciso suspender a audiencia. O caso apresentava-se tão embaraçoso que o submetteram aos mais afamados sabios da visinhança. Thomas Gaudel não subiu ao cadafalso e o seu estratagema esfriou muito o excessivo zelo dos juizes inquisidores.
Desde essa época queimaram-se menos bruxas, e – coincidencia singular! – tambem houve menos affluencia aos diabolicos saraus. [...]»
Livro interessante, na celebração dos 150 anos do seu nascimento.

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O Exterminio de um Povo


EDUARDO DE NORONHA

Lisboa, 1905
Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso
1.ª edição
19,3 cm x 12,4 cm
392 págs. + 6 folhas em extra-texto
subtítulo: Romance de Costumes Transvaalianos
ilustrado
exemplar estimado, capa envelhecida, com delicados restauros; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Romance que retrata, tendo como pano de fundo os amores de um português com uma inglesa, a Primeira Guerra Boer (1880-1881) entre os britânicos e os colonos de origem holandesa, francesa e alemã (chamados de boeres ou afrikaners), na então conhecida região do Transvaal. [...]
Esta obra é um dos casos paradigmáticos em que a aplicação do critério temporal a excluiria do género histórico, tendo em consideração a proximidade dos acontecimentos relatados e a data da publicação. No entanto, a importância histórica desses acontecimentos, a base documental que lhe está associada, bem como o estilo adoptado pelo autor, fazem com que possa ser considerada um romance histórico.» (Pedro Almeida Vieira, página on-line)

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De Automovel


EDUARDO DE NORONHA

Coimbra, 1907
França Amado, Editor
1.ª edição
18,5 cm x 12 cm
212 págs.
encadernação modesta de amador com gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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A Apostasía de um Bispo





EDUARDO DE NORONHA

Porto, s.d. [1910]
Magalhães & Moniz, Ld.ª – Editores
1.ª edição
18,6 cm x 12,5 cm
432 págs.
subtítulo: Novella inacreditavel, mas verdadeira, de um homem que foi fidalgo, frade, bispo, nababo, general e o mais galanteador dos principes da Igreja
ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial em tela gravada a ouro em ambas as pastas e na lombada
exemplar estimado; miolo no geral limpo, com uma nota manuscrita à margem da pág. 8 e discreto sublinhado na pág. 13
assinatura de posse de [?] Conceição-Rodrigues sobre o frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota Ao Leitor:
«[...] D. António José de Noronha, fidalgo pelo nascimento, frade por conveniencias de familia, bispo de Halicarnasso em recompensa dos serviços prestados a Luiz XV, rei de França, nas suas colonias do Industão, nababo por graça do gran-mogol e general em recompensa de valiosos serviços de guerra pelo conde de Ega, vice-rei da India, é um typo vivo, verdadeiro, de carne e osso, quasi moldado pelo popular e immortal D’Artagnan dos Tres Mosqueteiros de Alexandre Dumas, pae.
As proezas que esse homem praticou, o odio que votava aos ingleses então nossos irreconciliaveis inimigos no Oriente, a amisade que conquistou do celebre marquês de Dupleix, militar de lendaria bravura e administrador de vistas e medidas de larguissimo alcance, os seus quasi fabulosos rasgos de galantaria, a confiança que soube incutir ao severo marquês de Pombal, as vicissitudes porque passou sendo encerrado no Limoeiro depois de ter sido um heroe nas festas de Versailles, a satisfação que lhe foi dada por esse acto de irreflectida tyrannia e ingratidão, tudo isso, e o mais que omittimos por laconismo, nos proporcionou os materiaes, que colhemos em grande parte na bella e douta obra de Ismael Gracias O bispo de Halicarnasso, para a novella que submettemos ao bom criterio do leitor [...].»

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O Conde de Farrobo e a Sua Epoca


EDUARDO DE NORONHA

Lisboa, s.d. [circa 1921]
João Romano Torres & C.ª – Editores
1.ª edição
18,7 cm x 13,6 cm
376 págs.
ilustrado no corpo do texto
encadernação de amador com lombada em tela, pastas em papel de fantasia e cantos em pele
pouco aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado, contracapa da brochura danificada; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Esclarece o Autor em «breves palavras» de abertura no volume Estroinas e Estroinices:
«Estroinas e Estroinices, quarto e ultimo volume da serie do Conde de Farrobo, não é propriamente um romance, na accepção restrictamente litteraria da palavra.» (Os três anteriores – O Conde de Farrobo e a Sua Época; Millionário Artista; e A Sociedade do Delirio – assumiam um género estético mais duvidoso quanto aos factos aí referidos.) «É uma narrativa romantizada, aligeirada de dialogo, entremeada de anecdotas, matizada de episodios e de incidentes historicos, vividos, colhidos na lenda popular ou na tradicção das familias. [...]»
Noronha, ex-oficial do exército aposentado e entregue às lides da escrita, fez sempre uso das formas ligeiras da ficção em detrimento do discurso histórico fundamentado. Do políptico dedicado ao conde Joaquim Pedro Quintela, liberal e mecenas das artes, será o vertente livro aquele que melhor serviço nos presta.

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O Conde de Farrobo e a Sua Epoca



EDUARDO DE NORONHA

Lisboa, s.d. [circa 1921]
João Romano Torres & C.ª – Editores
1.ª edição
18,8 cm x 13,7 cm
376 págs.
ilustrado no corpo do texto
encadernação em meia-francesa de pele e pano com motivos de florália, cantos de pele
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Passado...


EDUARDO DE NORONHA

Porto, 1912
Magalhães & Moniz, L.da – Editores
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
376 págs.
subtítulo: Reminiscencias anedocticas dos tempos idos. Alguns annos de fita animatografica da vida
encadernação recente de amador em sintético com gravação a ouro na lombada
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura e a respectiva lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de memórias de ocorrências e costumes, que vão do Passeio Público oitocentista à visita do príncipe de Gales a Lisboa, junto com o relato de viagens marítimas que o levaram à ilha da Madeira, Luanda e Cidade do Cabo.

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quarta-feira, junho 24, 2015

Pássaros de Asas Cortadas


LUÍS FRANCISCO REBELO
ARTUR RAMOS
STTAU MONTEIRO
ALEXANDRE O’NEILL
capa de Miguel Flávio

Lisboa, 1963
Prelo, Sociedade Gráfica Editorial, Lda.
1.ª edição
18,5 cm x 12,5 cm
144 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do guião cinematográfico do filme realizado por Artur Ramos com base na peça teatral homónima de Francisco Rebelo. Apesar de a estreia da película ter ocorrido sem sobressalto, no Coliseu do Porto – não sem haver sofrido vastos cortes de censura prévia –, o livro veio a ser proibido e apreendido pela polícia. Quanto ao filme, marca o início daquilo que por cá, decalcado de uma fórmula estética francesa, ficou conhecido por “cinema novo”.

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O Ano Passado em Marienbad


ALAIN ROBBE-GRILLET
[Alain Resnais]
trad. Serafim Ferreira

Lisboa, 1967
Início
1.ª edição
20,9 cm x 14,1 cm
164 págs. + 8 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do jornalista Jorge Lima Alves no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto concebido, desde logo, como guião cinematográfico, é um dos modelos de economia de meios literários posta ao serviço de um filme seco, que retrata o vazio existencial de uma burguesia ociosa, (sempre) em férias, algures num hotel cujos apontamentos arquitectónicos barrocos nos interiores contrastam com o corte depurado dos jardins circundantes. Do mesmo modo que toda a acção (ou inacção) está expressa nas falas dos actores, assim o próprio cenário e os seus sóbrios objectos assumem o valor de verdadeiros personagens da trama narrativa. Trata-se, talvez, do mais feliz encontro entre o nouveau roman e o nouveau cinéma franceses.

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Bucareste – Estação Norte


STEFAN BACIU
capa de Newton Cavalcanti

Rio de Janeiro (Brasil), 1961
Edições Cruzeiro
1.ª edição
23 cm x 15 cm
204 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Stefan Baciu (1918-1993), poeta, ensaísta, jornalista, tradutor, etc., este romeno poliglota ligado ao corpo diplomático, teve para o surrealismo português certa importância. Foi a partir de Honolulu, onde, nos últimos anos de vida, se encontrava radicado, que deu a conhecer a uma comunidade intelectual mais vasta os nossos nomes de referência. Através da revista Mele, por si dirigida no Hawaii, chegou ao “continente americano” o conhecimento de poetas e artistas plásticos como, entre outros, António Maria Lisboa, Manuel de Castro, António José Forte, Mário-Henrique Leiria, Alexandre O’Neill, Pedro Oom, Areal, Gonçalo Duarte, João Rodrigues, António Domingues, etc.
No vertente livro, Baciu relata (segundo a nota editorial de badana) os «[...] acontecimentos que antecederam o início dos dias de terror num país da Europa. É, ainda, o documentário pungente e objetivo de um casal que, após dias e noites de terrível angústia, resolve abandonar posição social, cultura, família e mergulhar num futuro ainda incerto mas que se antecipava garantido pelo menos no tocante à liberdade já perdida. [...]» É, portanto, um testemunho pessoal, já que Baciu, ele próprio, teve que fugir da Europa quando o horror económico e político e rácico aí se apoderou das vidas humanas, a meio do século XX. Livro escrito directamente em brasileiro, dá-nos o retrato do desenraizado que procura e consegue, à falta de outra, a cidadania do Mundo.

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Bailya d’Amor



SILVA TAVARES
capa de Eduardo Malta

Lisboa, 1933
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
18,8 cm x 12,3 cm
128 págs.
subtítulo: Cantigas dos Cancioneiros interpretadas por [...]
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO EMPRESÁRIO TEATRAL LOPO LAUER
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fruta do Tempo


SILVA TAVARES
capa e ilust. Aurora Sevéro

Lisboa, 1930
Paulo Guedes
1.ª edição
19,8 cm x 13,2 cm
100 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Calendário de Lisboa


SILVA TAVARES
capa e ilust. Nuno San Payo

Lisboa, 1948
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,5 cm x 13,3 cm
120 págs. + 12 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Versos em torno dos usos e costumes sazonais lisboetas.

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Gente Humilde


SILVA TAVARES

Lisboa, 1934
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
136 págs.
composto manualmente, capitulares e vinhetas impressas a cor
exemplar com a capa algo oxidada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um dos muitos livros de versos de um prolífico Autor que estendeu a sua obra também pelo teatro de revista e a composição lírica de fados.

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Quem Canta...



SILVA TAVARES

Espinho, 1925
Casa Editora “Violeta Primorosa” – F. Alves Vieira
3.ª edição (aumentada)
19,3 cm x 12,9 cm
composto manualmente e enriquecido graficamente com vinhetas a duas cores
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito manuseado mas aceitável, com restauro tosco na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Quem Tem Meninos Pequenos...


SILVA TAVARES
capa de Amarelhe

Lisboa, 1926
«De Teatro» – editôra
1.º milhar
14 cm x 9,4 cm
80 págs.
subtítulo: Quadras de [...]
composto manualmente e impresso na tipografia de Libânio da Silva
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Verso e Reverso


SILVA TAVARES
vinheta da capa do livro por Bernardo Marques
arranjo gráfico de José Apolinário Ramos

Lisboa, 1962
ed. Autor
1.ª edição
18,8 cm x 13,5 cm
196 págs.
impresso a duas cores sobre papel superior creme
sobrecapa de protecção armoreada, com atilhos em pele
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 203 de uma tiragem declarada de 363 exemplares fora do mercado, assinados pelo Autor e nominais, sendo o vertente «especialmente impresso para o Ex.º Senhor Dr. Constantino Fernandes»
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Marginália com que o Autor encerra o seu livro, e onde faz reproduzir excertos de cartas por ele recebidas e de críticas literárias avulsas, esta – um mimo retórico! – assinada por Acúrcio Pereira nas páginas de O Século:
«[...] Silva Tavares faz versos como a roseira esplende em rosas formosíssimas e o regato salta cantante, infantil entre as penedias do seu berço. Há neles uma espontaneidade, um viço, um donaire, uma ingénua ou maliciosa graça portuguesa, que estende para nós os braços e nos enleia como gavinhas, despedidas entre pâmpanos triunfais. [...]»

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Viagem à Minha Infância



SILVA TAVARES
ilustrações de Tom [Thomaz de Mello]

Lisboa, 1950
[ed. Autor]
1.ª edição
26,9 cm x 20,6 cm
104 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco; miolo impresso a duas cores
exemplar em geral oxidado e com pequenos golpes na capa junto da lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao coronel Óscar de Freitas
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Vigília de Sombras



SILVA TAVARES
capa de Fernandsilva
retrato do Autor por Luciano

Lisboa, 1958
ed. Autor
1.ª edição
22 cm x 16,5 cm
268 págs. + 2 folhas em extra-texto
subtítulo: Cinquenta Anos de Poesia
composto manualmente em Elzevir
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Clemente Rogeiro
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Marginália com que o Autor encerra o seu livro seguinte (Verso e Reverso, 1962), e onde faz reproduzir excertos de cartas por ele recebidas e de críticas literárias avulsas, esta – um mimo retórico! – assinada por Acúrcio Pereira nas páginas de O Século:
«[...] Silva Tavares faz versos como a roseira esplende em rosas formosíssimas e o regato salta cantante, infantil entre as penedias do seu berço. Há neles uma espontaneidade, um viço, um donaire, uma ingénua ou maliciosa graça portuguesa, que estende para nós os braços e nos enleia como gavinhas, despedidas entre pâmpanos triunfais. [...]»

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terça-feira, junho 23, 2015

Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica


NATÁLIA CORREIA, selecção, pref. e notas
ilust. do pintor Cruzeiro Seixas
badanas de Luiz Francisco Rebello e David Mourão-Ferreira

s.l., s.d. [Lisboa, 1965]
Afrodite (Fernando Ribeiro de Mello)
1.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
552 págs. + 6 folhas em extratexto
subtítulo: Dos Cancioneiros Medievais à Actualidade
impresso sobre papel superior
capa impressa a prateado e relevo seco sobre cartolina de fantasia a imitar de tela
exemplar n.º 422 da tiragem especial de 500 exemplares rubricados (carimbo) pela Autora
exemplar em bom estado de conservação, lombada ligeiramente queimada pela presença da luz; miolo irrepreensível, por abrir
peça de colecção
445,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro proibido durante o Estado Novo. Da imprensa da época (Diário de Lisboa, 8 de Janeiro, 1970):
«Julgamento de Escritores por Motivo da Publicação de um Livro Tido por Imoral – No banco dos réus estão, esta tarde, no Plenário Criminal da Boa Hora, os escritores e poetas Mário Cesariny de Vasconcelos, Luís Pacheco, José Carlos Ary dos Santos e Natália Correia e, ainda, o comerciante Fernando Ribeiro de Melo, o empregado de escritório Francisco Marques Esteves e o técnico têxtil Ernesto Geraldes de Melo e Castro, como presumíveis delinquentes no processo movido pelo Ministério Público, em consequência da publicação do livro “Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”, a qual foi considerada “abuso de liberdade de Imprensa”.
Segundo a acusação, o livro [...] inclui algumas poesias que “ofendem o pudor geral, a decência e os bons costumes”.
Na tribuma do Ministério Público, toma lugar o dr. Costa Saraiva, ajudante do procurador da República; como patronos dos acusados, intervêm os drs. João da Palma Carlos, Luso Soares, José Vera Jardim, Francisco Vicente, Salgado Zenha e António de Sousa.»

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O Secreto Adeus


BAPTISTA-BASTOS
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
20,6 cm x 12,6 cm
164 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Óscar Lopes e António José Saraiva, ao considerarem, na História da Literatura Portuguesa (Porto Editora, 15.ª ed., Porto, 1989), que BB «merece especial destaque», é por o acharem «evocativo de uma adolescência que experimenta, na família e outras relações, os efeitos complexa e diversificadamente dramáticos da repressão fascista e da pelintrice sonhadora»... (!!!??...).

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Elegia para um Caixão Vazio


BAPTISTA-BASTOS

Porto, 2001
Edições Asa
5.ª edição
20,2 cm x 13,3 cm
160 págs.
ilustração de João Machado
encadernação editorial
EXEMPLAR COM DEDICATÓRIA DO AUTOR AO CRÍTICO LITERÁRIO EDUARDO PRADO COELHO
em estado novo
conserva a cinta publicitária editorial
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dedicatória blandiciosa. Para verdade, é de menos; para mentira, é de mais.

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História Maravilhosa de um Povo Maravilhoso


JOSÉ CASTELO
capa e ilust. Jayme Duarte de Almeida

Lisboa, 1958
Gomes & Rodrigues, L.da – Editores
1.ª edição
30,2 cm x 21,4 cm (álbum)
176 págs.
subtítulo: A História de Portugal contada em versos simples e às crianças
profusamente ilustrado e impresso a duas cores directas
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
inclui o estojo editorial, com restauro discreto
carimbo da assinatura do Autor na pág. 4
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Manuel Lage de Abreu Castelo foi uma figura basto conhecida nos meios radiofónicos, teatrais e humorísticos. Da rádio, ficou na memória dos ouvintes nos anos 30 do século passado o divertido programa O Senhor Doutor, assim como, na década seguinte, durante a guerra, a sua voz aos microfones da BBC. No teatro ligeiro de variedades, foi o Maria Vitória o lugar de estreia, com a opereta Fonte Santa. Como escritor, para além dalguns livros de versos e de contos alegres, colaborou largamente nos jornais Os Ridículos e Sempre Fixe.
Dão opinião acerca da vertente obra, em prólogo, entre outros, monsenhor Moreira das Neves, Mário Domingues, Leopoldo Nunes, etc.

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segunda-feira, junho 22, 2015

Um Rapaz de Florença


VASCO PRATOLINI
trad. António Ramos Rosa
capa de Figueiredo Sobral

Lisboa, 1957
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,5 cm x 14,5 cm
416 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Vasco Pratolini não intervém no romance. As suas opiniões não interferem na trama novelesca. Descreve os acontecimentos com precisão e autenticidade, põe os personagens a viver, a amar, a lutar, mas não os obriga a dissertações ideológicas, a divagações retóricas e ociosas. Não toma partido por umas figuras contra outras – como escritor. Cria seres humanos, não traça caricaturas. A vida viva, real, rumorejante, está presente e é ela que conduz a acção. [...]»

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quinta-feira, junho 18, 2015

Focus


ARTHUR MILLER
trad. e prefácio do poeta Mário Henrique Leiria
capa de A.[ntónio] Garcia

Lisboa, 1957
Editora Ulisseia
1.ª edição
18,9 cm x 13,2 cm
328 págs.
exemplar como novo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que figurou na lista negra das polícias anticomunistas norte-americanas. Diz-nos o surrealista Mário-Henrique Leiria no seu agreste Prefácio: «[...] em Focus é o problema do racismo que está em jogo; um racismo cuja existência é quase ignorada na Europa, pois se trata do obsessivo receio do americano médio ao judeu. No meio dos grandes trusts comandados pelo judeu do dinheiro desliza o judeu comum, o judeu-homem-de-todos-os-dias, que, por não possuir capital que o defenda nem poder que o apoie, se vê condenado a um ostracismo [...]. E a tragédia íntima desse racismo está na contradição dum povo que se batia na Europa para acabar com uma tirania odiosa que tinha como um dos objectivos a exterminação da raça judaica, enquanto dentro do seu próprio país essa mesma raça era perseguida desde que não pertencesse à classe dirigente. [...]»
Nota: A modernidade gráfica do designer António Garcia pode, a partir de agora, ser apreciada num significativo e diversificado conjunto de obras suas expostas no Mude - Museu do Design e da Moda, em Lisboa, na Rua Augusta 24.

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quarta-feira, junho 17, 2015

Tratados Comunitários


JOÃO MOTA DE CAMPOS
ANTÓNIO PINTO PEREIRA


Lisboa, 1997
Universidade Católica Editora
1.ª edição
20 cm x 15 cm
772 págs.
subtítulos: Tratado da Comunidade Europeia / Tratado da União Europeia / Principais actos relativos às Instituições
EXEMPLAR COM DEDICATÓRIA DE ANTÓNIO PINTO PEREIRA «À PROFESSORA DR.ª LEONOR TRIGUEIROS DE ARAGÃO E À SENHORA D. MARIAZINHA TRIGUEIROS...»
em bom estado, inclui o marcador original
com grande interesse jurídico
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Nova Poesia Brasileira


org. ALBERTO DA COSTA E SILVA
nota de abertura de Fanor Cumplido Júnior


Lisboa, 1960
Escritório de Propaganda e Expansão Comercial do Brasil em Lisboa
1.ª edição
28,3 cm x 19,3 cm
292 págs.
pontualmente (págs. 127, 130 e 270), gralhas tipográficas emendadas a tinta
exemplar em bom estado
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

No presente, em que parece haver por cá uma revalorização do vanguardismo concretista, pode ser interessante rever-se o contexto em que alguns seus titulares brasileiros se encaixavam nos finais dos anos 50 relativamente à tradição lírica. Toda a turma de Décio Pignatari, os irmãos Campos (Augusto e Haroldo), Lino Grunewald e outros se encontra aí a pulsar entre os Lêdos Ivos e os Aluízios Medeiros...

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L’Arrache-Cœur [junto com] Chansons Possibles, ou Impossibles


BORIS VIAN
pref. R.[Raymond] Queneau

Paris, 1971 e 1968
Jean-Jacques Pauvert éditeur
Philips
livro: 38.º milhar [neste editor, a edição original é de 1953 nas Éditions Pro Francia-Vrille]
disco: prensagem original
[21 cm x 13,4 cm] + [31,4 cm x 31,4 cm]
228 págs. + 1 disco LP estereofónico (vinil)
exemplar do livro bem conservado, miolo limpo; disco como novo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Vian, engenheiro, músico de jazz, tradutor, boémio crítico do existencialismo sartreano, como escritor será um sucesso de vendas livreiras póstumo, apesar de ter até aberto as hostilidades sob o heterónimo Vernon Sullivan com um livro logo apreendido e interditado em tribunal por “ultraje aos bons costumes”. Via-se ele, a si mesmo, como alguém nascido «[...] à porta de uma maternidade fechada por uma greve com ocupação. Grávida das obras de Paul Claudel (desde aí é que o não gramo), a minha mãe já ia no 13.º mês e não podia esperar mais pela Concordata. [...] Em força e juízo cresci, mas sempre feio apesar de enfeitado com um sistema piloso descontínuo embora muito farto. No que respeita à cara, era igual à da Vitória de Samotrácia. De repente, porém, a minha fisionomia transformou-se e comecei a parecer-me com o Boris Vian. Daí o meu nome.» (Fonte: Aníbal Fernandes, «A Espuma de Bison Ravi: Uma Cronologia», in As Formigas, Assírio e Alvim, Lisboa, 1984)
Para não variar, ao vertente romance ninguém prestou qualquer atenção até o editor Pauvert, em 1962, o haver restituído a uma geração de leitores predispostos a transformar o seu autor em objecto de culto. E é neste contexto que também as empresas discográficas se dão conta do irónico filão musical contido em canções como «La Java des Bombes Atomiques», «Fais-Moi Mal Johnny», «Le Déserteur» ou «Complainte du Progrès», algumas delas vocalizadas pelo próprio Vian.

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Pantagruel, Rei dos Dípsodos

FRANÇOIS RABELAIS
tradução de Aníbal Fernandes
capa de pcd sobre desenho de Gustave Doré

Lisboa, 2006
frenesi
3.ª edição [revista]
19,8 cm x 13,8 cm
216 págs.
subtítulo: Restituído à verdade com seus factos e proezas espantosos escritos pelo falecido mestre Alcofribas abstractor de quinta-essência
impresso sobre papel superior
encadernação editorial inteira em pele gravada a relevo seco na pasta anterior e na lombada, guardas em papel de fantasia
é o n.º 19 de uma tiragem de 21 exemplares numerados e assinados a lápis pelo editor
exemplar novo
peça de colecção
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Desde a 1.ª edição na editora & etc a esta 3.ª edição as traduções deste texto quinhentista francês vêm diferindo umas das outras dado o apuramento linguístico levado a cabo pelo tradutor, pelo que qualquer das três tem idêntico valor cultural. Como o mercado bibliófilo não se pauta por tais valores, houve, no entender do editor, que assinalá-la por meios extraordinários. Merecidos esforços estes – de tradutor e editor em consonância –, em prol de um escritor perseguido e abafado durante duzentos anos, e que somente os românticos e o século XIX irão trazer definitivamente para a ribalta. «[...] Do lado dos rendidos – tantos –, o depoimento de Jean Cocteau continua a ser dos mais belos: “Rabelais é as entranhas da França, os grandes órgãos de uma catedral cheia de esgares do diabo e do sorriso dos anjos. Só o respeito me impediu de escrever sobre a sua obra. Sonhamos com um Rabelais ilustrado por Hieronymus Bosh. Talvez esse livro maravilhoso exista num céu qualquer.” [...]»

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Caligrafia Ardente [livro impresso e manuscrito de 1 poema]


ANTÓNIO JOSÉ FORTE
desenho em extra-texto de Aldina [Costa]


Lisboa, 1987
Hiena Editora
1.ª edição
20,5 cm x 14,5 cm
32 págs. + 1 extra-texto (colado na pág. 4)
capa de Augusto T. Dias (cromo colado sobre a capa)
exemplar como novo

[junto com 7 folhas manuscritas, datadas e assinadas, com a versão quase final do poema «Canto» (ainda não intitulado), que consta da pág. 9 e segs. no livro]
21 cm x 28 cm (oblongo)
7 folhas soltas escritas apenas de um lado
trata-se das folhas de trabalho do referido poema, muito rasuradas pelo poeta, em que numa leitura comparativa atenta podemos detectar não ser exactamente a forma final do livro impresso]
350,00 eur (IVA e portes incluídos)

A importância deste poeta – mesmo fora da geração de surrealistas a que naturalmente pertenceu – continua a ser da ignorância (ou da rejeição) das entidades que por hábito adquirem papéis autógrafos de escritores. A sua altíssima qualidade estética e intelectual pautou-se por parâmetros que até hoje só terão sido reconhecidos por Herberto Helder ao incluí-lo nessa antologia da rarefacção que se chama Edoi Lelia Doura – Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa (Assírio e Alvim, Lisboa, 1985).

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O Delfim


JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, Maio de 1968
Livraria Moraes Editores
1.ª edição
18,8 cm x 12,8 cm
368 págs.
encadernação editorial em tela encerada com gravação a branco na lombada, sobrecapa polícroma
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Jorge Telles Dutra Machado
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Estamos em presença de um novo tema e de uma nova representação da realidade em que se ultrapassam os convencionais limites da narração. O romance ergue-se como um poliedro de várias faces, “palpável” e com volume próprio, e surpreende o leitor mais actualizado com a literatura dos nossos dias.»

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O Burro-em-pé


JOSÉ CARDOSO PIRES
capa de Sebastião Rodrigues
ilust. Júlio Pomar

Lisboa, 1979
Moraes Editores
1.ª edição
24 págs. + 15,7 cm
176 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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