quinta-feira, julho 28, 2016

50 Sonetos


WILLIAM SHAKESPEARE
trad., pref. e notas de Vasco Graça Moura
capa e grafismo de Armando Alves

Porto, 1978
Editorial Inova SARL
1.ª edição
20,4 cm x 14 cm
128 págs.
ilustrado
exemplar como novo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante prefácio e brilhante tradução; é, aliás, a segunda tentativa conseguida, tendo assinado a anterior, em 1962, Maria do Céu Saraiva Jorge.

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O Rei Lear


[WILLIAM] SHAKESPEARE
trad., notas e pref. Manuel Vieira
capa de José Contente

Coimbra, 1943
Editorial “Saber”
4.º milhar
19,4 cm x 14,7 cm
2 págs. + LXXXII págs. + 274 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de José Coelho
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Hamlet


WILLIAM SHAKESPEARE
trad. Sophia de Mello Breyner Andresen
revista por Grahame Broome-Levett
capa de Francisco Couceiro

Porto, 1987
Lello & Irmão – Editores
[1.ª edição]
bilingue inglês / português
21 cm x 15,2 cm
VIII págs. + 264 págs.
exemplar estimado, verso da capa com manchas de antiga humidade; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do prefácio da tradutora:
«[...] Sou partidária de traduções fidelíssimas, mas onde a fidelidade inclui a exigência do próprio poema. E, no caso de Hamlet, é preciso dizer o que lá está, mas dizê-lo em termos de teatro. O que obriga a uma estreita tensão entre o significado e o espaço, o peso e a voz de cada palavra. [...]
Tentei, quanto possível, traduzir rente ao texto, ser fiel à riqueza e à densidade de cada frase e encontrar uma linguagem que seja a do teatro.
Este último ponto parece-me fundamental, não só por se tratar de uma obra teatral e por Shakespeare ser um homem do teatro, mas também porque para ele o mundo era um palco onde ele sempre quis criar a “peça dentro da peça”.»

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O Mercador de Veneza


WILLIAM SHAKESPEARE
trad. e notas de Bulhão Pato

Lisboa, 1881
Typographia da Academia Real das Sciencias
1.ª edição
22,4 cm x 14,6 cm
8 págs. + 260 págs.
exemplar muito estimado, com pequenas falhas de papel nas capa e contracapa; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Macbeth


WILLIAM SHAKESPEARE
trad., pref. e encenação de António Pedro
capa e grafismo de Amândio Silva

Porto, 1956
TEP [Teatro Experimental do Porto] – Edição do Círculo de Cultura Teatral
1.ª edição
19 cm x 13,7 cm
128 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Gentio Branco


HUGO ROCHA
capa de Stuart de Carvalhais

Porto, 1943
Editôra Educação Nacional, L.da (Civilização, L.da)
1.ª edição
19,4 cm x 13,1 cm
296 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Hugo Rocha (1907-1993), escritor de vasta obra – especial relevo para as suas notas acerca da Galiza – e jornalista, tendo mesmo sido director de O Comércio do Porto.

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Os Escravos do Amor


JOAQUIM DA SILVA GODINHO

Lisboa, 1946
Livraria Barateira
[2.ª edição ?]
19,6 cm x 13,6 cm
96 págs.
subtítulo: Em Terras do Alentejo
exemplar envelhecido e com restauros toscos na capa mas aceitável; miolo limpo
discreta assinatura de posse no rodapé do frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Cal e a Fertilidade das Terras


M. [MAURICE] LENGLEN
trad. Luís Gama

Porto, Fevereiro de 1931
Edição da Enciclopédia da Vida Rural
[1.ª edição]
19,3 cm x 13,4 cm
40 págs.
ilustrado
capa impressa retro e verso
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve guia instrutivo destinado aos lavradores, mas também ao público em geral.
Uma passagem do texto:
«[...] As ervas, os fenos, as forragens, as palhas colhidas em terrenos pobres em cal, constituem, geralmente, uma inferior alimentação para os gados, porque lhes não podem dar cal nas proporções que lhes são indispensáveis. [...]»

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quarta-feira, julho 27, 2016

Da Vida e da Morte dos Bichos






HENRIQUE GALVÃO
TEODÓSIO CABRAL
ABEL PRATAS
capas de Vasco, Stuart, Güy Manuel e Moura

Lisboa, 1936, 1938, 1941, 1944 e 1946
Livraria Popular de Francisco Franco
2.ª edição (I e II vols.), 1.ª edição (III, IV e V vols.)
5 volumes (completo)
24,4 cm x 17 cm
[256 págs. + 1 desdobrável em extra-texto (mapa a cor)] + 228 págs. + 240 págs. + 236 págs. + 256 págs.
subtítulos gerais: Subsídios para o estudo da fauna de Angola e notas de caça [I, II, III e IV]; Narrativas da caça grossa em África [V*]
subtítulos por volume: [I] Elefantes e rinocerontes; [II] O hipopótamo – A girafa – O Crocodilo – Os Javalis; [III] O lião; [IV] Búfalos, gorila, leopardos, antílopes, etc.
profusamente ilustrados
exemplares estimados, alguns restauros nas lombadas; no geral miolo limpo
acondicionados em estojo próprio de fabrico recente
300,00 eur (IVA e portes incluídos)

É preciso sublinhar que o vertente “estudo” teve por fonte de “informação” animais mortos em safaris levados a cabo por colonizadores africanistas: os supracitados autores da obra. A profusão e a diversidade das espécies “estudadas” dá-nos uma pálida ideia, não da fauna que existia então em África, mas sim daquilo que caminhava a passos largos para a irremediável extinção. Por muito menos, ainda recentemente se viu o rei de Espanha obrigado a retirar-se para os bastidores.

* Este volume extra-série já só indica Henrique Galvão como autor.

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O Império


HENRIQUE GALVÃO

Lisboa, s.d. [Verão de 1939]
Edições SPN
1.ª edição
20 cm x 14,8 cm
56 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

De forma muito resumida, faz Galvão o inventário da administração colonial, quer do território, quer da população, quer das riquezas disponíveis, as naturais e as indústrias criadas pelo homem. Galvão ainda era, então, um agente do Estado Novo, ainda não tinha entrado em rota de colisão com Salazar. O fomento económico é uma das suas preocupações, e ele deixa deste a caracterização necessária, ou (conforme o ponto de vista) o apontamento daquilo que pode ser considerado como a maior debilidade de Portugal perante a imensidão de território que teve que administrar:
«[...] O critério português em matéria de apetrechamento económico das colónias não se filia no mesmo espírito que nos últimos anos elaborou grandes planos (aliás irrealizados ou inacabados) de valorização maciça dos territórios coloniais [...].
A forma da nossa política de apetrechamento não está na intensidade ou grandeza com que se ocuparam os pontos estratégicos da economia de cada colónia, mas sim na qualidade e na extensão da ocupação.
Desta forma não construiremos cidades grandiosas, nem portos ultra-perfeitos, nem sociedades cosmopolitas – mas construiremos uma ocupação densa, de malhas apertadas, homogénea, capaz de abranger todos os territórios e de levar os agentes portugueses de civilização dos povos nativos a tôda a parte [...].»
Mas, de facto, os únicos “agentes de civilização dos povos nativos” que Salazar conseguiu insinuar por toda a parte, foram os agentes policiais e militares, as sombras à escuta da vida pública e da vida privada... O que nem lhe serviu para evitar o curso natural da libertação dos povos!

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Revolução



HENRIQUE GALVÃO

Lisboa, 1933
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
16,6 cm x 12,2 cm
192 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, capa manchada e com pequenos defeitos na lombada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Comédia dramática representada no Teatro Nacional Almeida Garrett no ano anterior à sua publicação em livro, numa época em que o oficial do exército Henrique Carlos da Malta Galvão não havia ainda – longe disso, antes pelo contrário – declarado guerra ao regime saído da ditadura implantada a 28 de Maio de 1926.

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O Velo d’Oiro


HENRIQUE GALVÃO
SILVA TAVARES
[maquettes de Eduardo Malta*]

Lisboa, 1936
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
2 págs. + 134 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita de Silva Tavares
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da adaptação teatral do romance homónimo de Galvão.

* Os referidos esquiços do pintor Eduardo Malta não se encontram reproduzidos no livro.

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O Vélo d’Oiro


HENRIQUE GALVÃO

Lisboa, 1933
Depositária Parceria António Maria Pereira
2.ª edição
17,1 cm x 13 cm
292 págs.
subtítulo: Romance Colonial
capa impressa frente e verso
exemplar estimado, contracapa e últimas folhas com duas manchas de estearina; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o canhoto da Livraria, Papelaria, Tipografia e Encadernação Minerva Central de Lourenço Marques
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Antropofagos


HENRIQUE GALVÃO
ilust. José de Moura

Lisboa, 1947
Editorial “Jornal de Notícias”
1.ª edição
23,1 cm x 17,3 cm
332 págs. + 2 folhas em extra-texto
exemplar estimado, capa gasta; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Castelos em África


ELAINE SANCEAU
trad. José Francisco dos Santos

Porto, 1961
Livraria Civilização
1.ª edição
22,1 cm x 15,1 cm
446 págs. + 18 págs. em extra-texto
ilustrado em separado
impresso sobre papel superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Historiadora inglesa radicada no Porto após 1930, especialista na área dos Descobrimentos, Elaine Sanceau (1896-1978) contribuiu largamente para a difusão e o conhecimento do papel mercantil, mas também científico, de Portugal no mundo durante o Renascimento.

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Os Portugueses em Marrocos


ELAINE SANCEAU
capa e ilust. António Lucena [pseud. António Quadros]

Porto, 1964
Livraria Civilização – Editora
1.ª edição
18,5 cm x 12,7 cm
220 págs.
ilustrado
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da adaptação, para a juventude, dos livros da autora D. Henrique, o Navegador e Castelos em África.

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Os Portugueses na Etiópia


ELAINE SANCEAU
capa e ilust. António Lucena [pseud. António Quadros]

Porto, 1961
Livraria Civilização – Editora
1.ª edição
18,4 cm x 12,8 cm
232 págs.
ilustrado
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da adaptação, para a juventude, do livro de Sanceau Em Demanda do Preste João, aqui com singelas ilustrações do pintor António Quadros.

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D. Henrique, o Navegador


ELAINE SANCEAU
trad. José Francisco dos Santos

Porto – Lisboa – Rio de Janeiro, 1942
Livraria Civilização – Editora / Casa do Livro / Livros de Portugal, L.da
1.ª edição
20 cm x 13,4 cm
482 págs. + 14 folhas em extra-texto + 3 desdobráveis em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Monarchicos e Republicanos

HOMEM CHRISTO
capa de Octavio Sergio

Porto, 1928
Livraria Escolar Progrédior
1.ª edição
18,6 cm x 12,2 cm
412 págs.
subtítulo: Apontamentos para a Historia Contemporanea
composto manualmente
exemplar no geral muito limpo; capa com subtil restauro no pé da lombada, que apresenta sinais da presença continuada da luz
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante livro de memória política de uma época. «Abrangem o periodo decorrido desde a morte de D. Luiz até o 31 de Janeiro», diz o autor na sua Advertência. «O que se vae ler é extrahido em grande parte do Banditismo Politico, publicado em 1912, em Hespanha, volume que não chegou a circular em Portugal. [...]»
Já nesse Banditismo Politico – A Anarchia em Portugal (Madrid, Imp. de Gabriel López del Horno) expressara Homem Christo o seu descontentamento, quer pela sua realização tipográfica quer pela feitura literária propriamente dita: «[...] é um livro escripto á pressa, muito á pressa, como, de resto, tudo quanto tenho escripto na minha vida. D’isso se ha de resentir na forma, sob todos os pontos de vista, e na essencia. Comtudo, creio bem que, já como obra de pamphletario já como obra de doutrinario, alguma coisa haverá n’elle de aproveitavel.» E para colmatar tal desgosto, na vertente obra ele revê e resume.

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Cartas de Longe


HOMEM CHRISTO

Aveiro, 1915
Typographia de Antonio Conceição Rocha – Editor (Antiga typographia do Povo de Aveiro)
1.ª edição
18,6 cm x 13,8 cm
572 págs.
subtítulo: A Instrucção Secundaria em Portugal e em França
exemplar manuseado mas aceitável, restauro tosco na lombada; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Diário da Pátria


CÉSAR ANJO

Porto, 1932
Tipografia Civilização [ed. Autor]
1.ª edição
19,5 cm x 13,2 cm
376 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra construída à maneira de um almanaque, em que para cada dia do mês, ao longo de um ano, compilou o autor as mais variadas efemérides históricas nacionais, conferindo a cada dia uma outra importância.
«César Augusto Anjo de Deus (1890-1959), usualmente conhecido apenas por César Anjo, foi jornalista, escritor e pedagogo. [...] Filiado no Partido Republicano, em 1918, durante o regime de Sidónio Pais esteve preso na Penitenciária de Coimbra, juntamente com outros republicanos de Santa Comba Dão e de Mortágua. Mais tarde, as suas posições políticas de oposição ao regime da Ditadura Militar levariam à suspensão do exercício das suas funções de Inspector Escolar, em 1931, sendo aposentado em 1934. [...] Publicou diversos livros, entre ensaios sobre questões de educação, romances e contos [...].» (Fonte: Fundação Mário Soares, página electrónica)

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O Espelho Poliédrico


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS

Lisboa, 1972 (aliás, Janeiro de 1973)
Editorial Estúdios Cor, SARL
1.ª edição
20,4 cm x 12,5 cm
340 págs.
capa impressa a uma cor e relevo seco com sobrecapa a três cores directas
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, sem qualquer sinal de quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de crónicas publicadas pelo autor nas páginas da imprensa periódica, a que juntou «uma ou duas [que] estavam inéditas».

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Um Homem Sorri à Morte com Meia Cara



JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS

Lisboa, 1959
Editorial Estúdios Cor, Lda.
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
156 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
tratamento gráfico de uma foto do Autor na dupla página de abertura
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem da abertura:
«[...] Sim, foi para os hipocondríacos – os aterrados da doença, os obcecados do fim – que eu, sobretudo, escrevi estas páginas de jornal: para os que queiram saber como se reage num leito de hospital, quando a morte ronda. E talvez também para aqueles médicos a quem interesse saber como os vêem os seus doentes.
Procurei pintar um ambiente real: o dos hospitais duma grande metrópole moderna, onde a dor e a brutalidade, a doçura e o humor, e em particular a devoção de médicos e enfermeiras põem traços de tragédia e de epopeia, diante dos quais o caso pessoal se apaga e some. [...]»

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Uma Aventura Inquietante


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
capa de Infante do Carmo

Lisboa, 1958
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
19,3 cm x 14,9 cm
324 págs.
exemplar como novo, por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Das notáveis notas finais do Autor:
«[...] Não tencionava reformar o mundo nem sublevar as almas. Queria, a par disso, e fugindo às tintas sombrias da Páscoa [Feliz], fazer a sátira do burguês solitário, comodista e misógino (que dormita no fundo de tantos homens), procurando levá-lo a tirar-se das dificuldades e contradições do seu carácter específico, sem o aniquilar. É sempre este “burguês” que eu persigo implacàvelmente, com riso e simpatia, através das minhas Reflexões.
Mordeu-me, desde logo, um escrúpulo: Eu era um universitário classificado, ex-bolseiro lá fora, de pedagogias e psicologias, orador conhecido, colaborador de revistas de doutrina e crítica, homem de “ideias” convicto, desinteressado e sem temor, ungido de renúncia, impermeável às tentações do Baal, e como tal condenado a subir risonhamente o meu calvário, para edificação e gozo da plateia. Um mártir em perspectiva, digamos. E além disso, uma promessa literária.
Como podia eu oxidar uma tão bela reputação de homem grave e responsável, com planos de reforma e salvação nos bolsos, voluntário da auto-imolação indispensável à tranquilidade geral das consciências, – rebaixando-me a escrever uma novela de imaginação sem qualquer “mensagem” visível, sem programa nem panfleto, e ainda por cima com um Fim Feliz?... Na nossa sociedade não pode haver um Fim Feliz, nem mesmo para um burguês da raça de Zacarias.
Não haveria nisso uma quase traição ou deserção, o renegar duma vida, duma vocação, duma responsabilidade? uma fatal contradição comigo mesmo e com os meus leitores? Iria eu, também, lançar ópio nos miolos das gentes, servir-lhes gato por lebre? cooperar na Grande Burla?... Cavar enfim a minha própria ruína, e atrasar o relógio da História por sete­centos escudos, um prato de lentilhas?...
Não era, decerto, uma novela policial ou de amor que esperavam de mim a meia dúzia de leitores sequiosos de mais intensos estímulos intelectuais. [...]»

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A Amargura dos Contrastes


JOSÉ RODRIGUES MIGUÉIS
edição de Vasco Rosa
capa de André Carrilho

Lisboa, 2004
O Independente
1.ª edição (em livro)
22,1 cm x 15,8 cm
176 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

O trabalho editorial de escolha de textos representativos de um Autor e o seu alinhamento e respectivo enquadramento gráfico são um trabalho de respeito pela História passada, e precisão, em tudo similar ao de um relojoeiro: há que encaixar entre si todas as peças, sem atritos, sob pena de ficarmos perante um amontoado de tralha disfuncional. Vasco Rosa – por assim dizer, o compilador – é um caso no cumprimento de tais requisitos... e não unicamente no vertente livro, mas em todas as intervenções que dele conhecemos no vasto universo da edição literária por ele já tocado. Temos aqui, por exemplo, e para exemplo, uma recolha de materiais avulsos no lugar e no tempo deixados por Rodrigues Miguéis ao longo dos imensos anos de colaborações regulares ou pontuais, nas múltiplas publicações periódicas que lhe abriram as portas. Temos aqui algo que funciona como uma peça única linguística... de «amargura».

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domingo, julho 24, 2016

Memoria sobre Chafarizes, Bicas, Fontes, e Poços Públicos de Lisboa, Belem, e Muitos Logares do Termo


JOSÉ SERGIO VELLOSO D’ANDRADE

Lisboa, 1851
Na Imprensa Silviana
1.ª edição
24 cm x 16,7 cm
8 págs. + 398 págs. + 5 desdobráveis (4 dos quais em extra-texto)
modesta encadernação antiga em tela e papel de fantasia com rótulos na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
peça de colecção
230,00 eur (IVA e portes incluídos)

«José Sergio Velloso de Andrade, Official arquivista da Camara Municipal de Lisboa, e hoje Administrador das obras das Aguas-livres, nomeado em 27 de Outubro de 1851. – N. em 1783, ao que pude colligir [...]
Esta Memoria, fruto de louvaveis e curiosas investigações, e abundante de noticias historicas e archeologicas, foi mandada imprimir á custa e por deliberação da Camara, sendo os exemplares entregues ao auctor, para d’elles dispor como lhe aprouvesse.
Segundo o que ouvi a pessoa conspicua e bem informada, o auctor aproveitou-se para ella em grande parte de subsidios que deixára preparados e dispostos o anterior archivista da Camara Joaquim Antonio Lucio dos Sanctos, que tivera primeiro o pensamento de colligir taes especies; e foi ainda coadjuvado pelo seu collega, empregado no archivo, Francisco Xavier da Rosa.» (Fonte: Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo V, Imprensa Nacional, 1860)

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Os Novos Messias


LUÍS CEBOLA

Lisboa, 1945
Edição da Emprêsa Nacional de Publicidade
1.ª edição
19,2 cm x 13,5 cm
212 págs.
subtítulo: Análise Psicopatológica de Hitler e Mussolini
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma significativa passagem do texto:
«[...] Que faltava, porém?
A vontade inquebrantável de um homem que se apaixonasse loucamente pela Idéia concebida e a prègasse com energia e sedução às massas populares, prometendo-lhes a certeza das suas reivindicações e aos religiosos o respeito pelas suas crenças.
Entretanto, o verbo anónimo, anunciando a vinda do Messias, irradiava, alastrava por tôdas as camadas sociais, galgava as fronteiras, corria sôbre as ondas dos mares, abalava os continentes, ultrapassava as montanhas e, aninhando-se nos corações desalentados, assegurava-lhes as próximas bem-aventuranças, de essência divina: e logo os fracos se tornaram fortes e os pusilânimes, corajosos.
Os magnates das indústrias de guerra transbordavam de entusiasmo, antevendo a chegada do Messias. [...]»

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Projecto e Instrucções para o Estabelecimento de Pombaes Militares no Continente de Portugal



AUGUSTO C. [CÉSAR] BON DE SOUSA

Lisboa, 1888
Imprensa Nacional
1.ª edição
22,5 cm x 14,7 cm
VIII págs. + 158 págs. + 2 desdobráveis (grande formato)
encadernação modesta em meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
exemplar estimado, sinais de traça na base do festo; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de João Paulo de Abreu e Lima
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto César Bon de Sousa (1832-1905), militar de carreira, atingiu o posto de general. Especialista em transmissões militares, foi pelo então Ministério da Guerra incumbido de dar destino a alguns casais de pombos de raça apropriada, oferecidos a Portugal, o qual, tratando logo de se instruir nas muitas publicações que sobre o assunto se haviam feito no estrangeiro, reconhecendo que se tornava preciso ensinar também o pessoal inerente à instituição na forma de proceder durante as diferentes fases por que passam os pombos-correios, resolveu-se a escrever o vertente livro, não só para haver uma maior uniformidade no ensino, mas para lhes servir de guia por onde se pudessem regular sem auxílio estranho. A estação dos pombos-correios foi, na altura, instalada no antigo convento da Penha de França. (Fonte: Esteves Pereira / Guilherme Rodrigues, Portugal – Diccionario Historico, Biographico, Bibliographico, Heraldico, Chorographico, Numismatico e Artistico, vol. II, João Romano Torres – Editor, Lisboa, 1906)

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Diccionario Cryptographico


[ANÓNIMO]

Lisboa, s.d.
Portugal – Brasil, Sociedade Editora
10.ª edição
19,5 cm x 13 cm
10 págs. + 238 págs.
encadernação editorial em tela encerada com gravação a prata nas pastas e na lombada
exemplar estimado, apresenta trabalho de traça no topo das últimas três folhas e no correspondente verso da pasta posterior sem afectar o texto; miolo limpo
assinatura de posse na primeira folha-de-guarda
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Música Militar Através dos Tempos


MANUEL JOAQUIM
pref. A. dos Santos Pereira

Viseu, 1937
Tipografia Arte Musical (Lisboa)
1.ª edição
21,3 cm x 15,5 cm
32 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do autor a José Coelho, «bom amigo e douto arqueólogo»
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência proferida no Teatro Viriato, em Viseu, pelo referido autor, que era tenente chefe da banda de musical do Regimento de Infantaria n.º 14.

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Portugal Militar


CARLOS SELVAGEM

Lisboa, 1931
Imprensa Nacional
1.ª edição
24,3 cm x 16,8 cm
XL págs. + 688 págs.
subtítulo: Compêndio de História Militar e Naval de Portugal desde as origens do Estado Portucalense até ao fim da dinastia de Bragança
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma obra de militária, nascida «[...] da necessidade instante de fornecer às gerações novas de oficiais um compêndio de estudo que abrangesse na mesma clara síntese a visão panorâmica do génio militar dos portugueses, quer no tipo tradicional das suas instituïções orgânicas, quer na história integral da sua actividade combativa [...]» O seu autor, o capitão de cavalaria Carlos Tavares de Andrade Afonso dos Santos (1890-1973), que o mundo literário conheceu sob o pseudónimo Carlos Selvagem, notabilizou-se como dramaturgo.

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Desvio da Agulha Magnetica a Bordo



J. [JOÃO] C. [CARLOS] DE BRITO CAPELLO

Lisboa, 1867
Imprensa Nacional
1.ª edição
23 cm x 16 cm
300 págs. + 9 desdobráveis (grande formato)
ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação antiga em meia-francesa gravada a ouro na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Brito Capelo (1831-1901), irmão do explorador africano Hermenegildo Capelo, foi oficial da Marinha, tendo-se destacado como engenheiro hidrográfico e meteorologista. Os seus estudos acerca do campo magnético da Terra são reconhecidos como pioneiros.

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sexta-feira, julho 22, 2016

Sol Nascente – Quinzenário de ciência, arte e crítica



Porto, 30 de Janeiro de 1937 a 15 de Abril de 1940
dir. Carlos F. Barroso
ed. e proprietário Dilermando Marinho
43 números*
34 cm x 25,5 cm (estojo)
[41 x 16 págs.] + 24 págs. (n.º duplo 43-44)
exemplares muito estimados; miolo limpo
fascículos acondicionados num moderno estojo próprio em tela preta com o título impresso na tampa
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
800,00 eur (IVA e portes incluídos)

Periódico de oposição ao Estado Novo, vastamente colaborado, entre muitos outros, por escritores e artistas plásticos como Abel Salazar, Castelo Branco Chaves, Agostinho da Silva, Dórdio Gomes, Dominguez Alvarez, Afonso Ribeiro, Adolfo Casais Monteiro, Alberto de Serpa, Vicente Campinas, Mário Dionísio, João Pedro de Andrade, João Falco (Irene Lisboa), José Régio, Jorge Barradas, João José Cochofel, Fernando Namora, Mário Sacramento, Alves Redol, Dias Lourenço, Ruy Luís Gomes, Fernando Piteira Santos, Álvaro Cunhal, Manuel da Fonseca, etc. Tendo começado com alguns intelectuais ligados aos ideários republicano e presencista, acaba por, num violento confronto verbal entre as partes em disputa, deixar emergir um tom de combate revolucionário afecto ao neo-realismo e ao Partido Comunista, que, dentro do possível cavalgando a triagem da censura oficial, se estenderá até ao fecho da publicação.

* Com falta dos números 3 e 38.

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Collecção Patricia



dir. ALBINO FORJAZ DE SAMPAIO
desenhos de Saavedra Machado
capa de Jorge Barradas

Lisboa, 1924 a 1927, 1931, 1936-1937 e 1941
Empreza do Diario de Noticias
1.ª edição [excepto o primeiro e o terceiro fasc.]
colecção completa (52 volumes)
20,7 cm x 13,5 cm
52 x 16 págs.
profusamente ilustrados
exemplares no geral em muito bom estado de conservação; miolo limpo
dois dos fascículos (Sonetos Contemporâneos e João de Deus) ostentam o ex-libris do escritor Octaviano Sá, um terceiro (Fialho d'Almeida) tem o ex-libris de Casimiro de Souza Fontes Junior
inclui o raro fascículo Osvaldo Orico
voluminhos acondicionados num estojo moderno próprio em tela
peça de colecção e de estudo
210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Porque a direcção do Diário de Notícias desde muito cedo entendeu que a sua função jornalística deveria ir mais longe na formação do pensamento dos leitores, cedo apostou em edições em livro paralelas e complementares, logo aplaudidas com «o agrado com que o público recebeu os primeiros fascículos da “Colecção Patrícia”, dirigida por Albino Forjaz de Sampaio e louvada pelo Ministério da Instrução Pública» (vd. João Paulo Freire, O Diario de Noticias – Da Sua Fundação às Suas Bodas de Diamante, vol. 2, Lisboa, 1939). Cada voluminho é uma sucinta monografia, agrupando-se por temas artísticos diversos, tais como «Os Escriptores» (16), «As Antologias» (5), «Os Poetas» (13), «Os Contemporaneos» (4), «Os Monumentos» (1), «O Teatro» (3), «Musa Feminina» (3), «O Livro» (2), «Arte Portuguêsa» (2) e «Pintura Portuguêsa» (3), com os seguintes títulos:
Camillo Castello Branco; Fialho d’Almeida; Os Melhores Sonetos Brazileiros; Alexandre Herculano; Gomes Leal; Eça de Queiroz; Guerra Junqueiro; Eugenio de Castro; Os Eternos Sonetos de Portugal; A Batalha; Bocage; Marcelino Mesquita; As Mais Lindas Quadras Populares; Antonio Nobre; Marqueza d’Alorna; Gil Vicente; Camillo e o Centenário; Julio Diniz; Julio Dantas; Ex-libris; Sonetos Contemporâneos; Sá de Miranda; Nicolau Tolentino; Garcia de Resende; Latino Coelho; Sóror Mariana; Ramalho Ortigão; D. João da Câmara; Henrique Lopes de Mendonça; A Ceramica; Oliveira Martins; Julio Cesar Machado; As Cartas de Amor de Sóror Marianna; Manuel Bernardes; Gonçalves Crespo; Fernão Lopes; Silva Pinto; Augusto Gil; História Trágico-Marítima; Poetisas de Hoje; André Brun; Cerâmica Portuguêsa; Thomaz Ribeiro; António Feijó; Guilherme de Azevedo; Abel Botelho; João de Deus; Carlos Reis; José Malhoa; Delfim Guimarães; Alberto Sousa; Osvaldo Orico.

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Portugal | Timor



Porto, s.d. [circa 1930]
s.i. (Lito. Nacional)
[1.ª edição]
texto em francês
22 cm x 11,1 cm
8 págs.
ilustrado
impresso a sanguínea e policromia
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Folheto de teor histórico e geo-humano destinado a dar a conhecer entre estrangeiros a colónia de Timor. Inclui o respectivo mapa e reportagem fotográfica significativa.

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Album Etnográfico – Portugal-Angola



JOSÉ REDINHA

Luanda, s.d. [1971]
Edição do C. I. T. A. [Centro de Informação e Turismo de Angola]
2.ª edição
28,6 cm x 21,1 cm
128 págs.
profusamente ilustrado
tiragem em papel couché e encadernação editorial em sintético gravado a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de José Pedro Duarte Domingues (1905-1983), etnólogo e antropólogo, José Redinha notabilizou-se pelos seus estudos acerca dos povos da Lunda (nordeste de Angola).

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Distribuição Étnica da Província de Angola



JOSÉ REDINHA

Luanda, 1965
Centro de Informação e Turismo de Angola
3.ª edição [aliás, 2.ª edição]
25,8 cm x 19,1 cm
22 págs. + 1 desdobrável (mapa, em grande formato)
subtítulo: Kikongo, Kimbundu, Lunda-Kioko, Umbundu, Ganguela, Nhaneka-Humbe, Ambó, Herero, Xindonga, Hotentote-Bosquímano, Vatua
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além da bibliografia de que Redinha se socorreu, o mapa por ele elaborado ainda se revela hoje de extrema utilidade... Até porque o historial das modernas guerras partidárias na Angola pós-1974 é, de certo modo, um prolongamento das antigas guerras tribais entre os grupos aqui mostrados.

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Negros



CARLOS ESTERMANN, padre
ELMANO DA CUNHA E COSTA
pref. Ramada Curto
capa de Júlio de Sousa

Lisboa, s.d. [circa 1941]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,6 cm x 13 cm
XVI págs. + 208 págs. + 10 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
ilustrações impressas em rotogravura
impresso sobre papel superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante documento etnográfico e fotográfico recolhido em Angola.

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