quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Caminho de Sombras


CARMINÉ NOBRE

Lisboa, 1939
[ed. Autor]
1.ª edição
24,2 cm x 18,6 cm
40 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carminé Nobre (1909-1949) nos poucos anos de vida que teve, antes de falecer num acidente de viação, exerceu o jornalismo no Diário de Coimbra, tendo mesmo chegado a ser aí director. Mais do que o vertente livro de versos, a sua obra de memórias – Coimbra de Capa e Batina (1945-1946) – conta-se entre as muitas que os mais destacados estudantes em Coimbra costumam legar à posteridade, dando notícia de colegas cuja importância, de algum modo, reverte em seu próprio prestígio; dando notícia, sobretudo, de uma juventude tacitamente rebelde.

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terça-feira, fevereiro 25, 2014

Enciclopédia do Lar – Leitura para todos



Lisboa, s.d. [1931-1932]
dir. liter. A. Victor Machado
Editor Henrique [Bregante] Torres
1.ª edição [única]
25 números (15 + 10) encadernados em 2 volumes (completo), ambos com os índices remissivos
[24 cm x 17 cm] + [23,2 cm x 16 cm]
472 págs. (numeração contínua) + 342 págs. (numeração contínua)
profusamente ilustrados, impressos a sépia
encadernação rudimentar em tela encerada, sem qualquer gravação ou rótulo
muito pouco aparados, conservam todas as capas e contracapas dos fascículos
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
215,00 eur (IVA e portes incluídos)

Espírito e pedagogia desempoeirados de uma burguesia moderna em ascenção, que vinha oferecendo resistência ao Portugal agrário repartido entre o clero e a nobreza. Os anos de vigência da República foram os últimos propícios a uma educação de cariz enciclopédico popular. O estilo é o da diversidade de almanaque, essa diversidade que tão bem serviu para colmatar, em conhecimentos práticos, as carências escolares.
O editor Henrique Bregante Torres, filho do conhecido João Romano Torres, cumpre o destino de uma dinastia familiar ligada aos livros, que teve início no seu avô Lucas Evangelista Torres. Das edições que promoveu, contam-se, por exemplo, Vultos Republicanos, em 1910, A Mulher em Sua Casa, 1909-1910, e, em 1921, e semanário de humor Barrabás.

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segunda-feira, fevereiro 24, 2014

Primavera e Morte na Costa do Malabar


AMÂNDIO CÉSAR
epígrafe de Fausto José

Lisboa, 1966
Agência-Geral do Ultramar (separata do «Boletim Geral do Ultramar»)
1.ª edição
21 cm x 15,1 cm
48 págs.
ilustrado
acabamento com dois ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao jornalista Guedes de Amorim
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Dez anos depois, comemorando efemérides, angustiosamente sagradas, podemos dizer que o pândita Nehru mentiu: mentiu ao mundo e diante do mundo; mentiu à opinião pública da União Indiana e do Portugal-pluricontinemtal; enganou todos os homens de boa fé quando anunciou que não imporia a força, nem usaria da força, contra anseios dos Goeses; [...] finalmente, os eventos históricos demonstraram que os herdeiros do pândita nem garantiram a religião do povo de Goa nem as duas línguas em que eles se expressavam indistintamente: o português e o concani. [...]» E o escritor – poeta, prosador, ensaísta, tradutor de Curzio Malaparte – continua discorrendo acerca da traiçoeira invasão, e dos seus próprios pressentimentos de que algo corria mal nessas paragens aquando da sua visita ao território poucos meses antes do fatídico dia 18 de Dezembro de 1961.

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Embates Judiciais



GONÇALVES PEREIRA

Nova Goa, 1924
Edição do Govêrno Geral do Estado da India / Imprensa Nacional
1.ª edição (tiragem comum)
23,6 cm x 13 cm
4 págs. + 166 págs.
subtítulo: Delitos de Imprensa
capa impressa a duas cores sobre papel Almaço–Prado, papel que será também utilizado no miolo da respectiva tiragem especial
exemplar estimado, com discreto restauro na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao «ilustre deputado e vogal do Conselho Colonial dr. Delfim Costa, homenagem de muito apreço e reconhecimento»
PEÇA DE COLECÇÃO
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição de grande interesse por tratar-se de rara proveniência, a Índia sob administração portuguesa, e, no caso vertente, sob o regime republicano numa fase em que os documentos oficiais eram rematados com o assinalável «Saúde e fraternidade» maçónico. No que diz respeito ao conteúdo da publicação, enferma dos limites do tema: uma contenda judicial a propósito de alegados delitos de imprensa cometidos pelo jornal O Heraldo. Leitura que, apesar disso, não deixa de ser proveitosa.

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sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Mar Alto


ANTONIO FERRO
prefácio do Autor

Lisboa, 1924
Livraria Portvgalia Editora
1.º milhar
19,5 cm x 13,1 cm
208 págs.
subtítulo: Peça em 3 actos
impresso sobre papel avergoado
exemplar muito estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Peça inicialmente representada sem contratempos no Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) no ano anterior à proibição da encenação lisboeta, a 10 de Julho de 1923, com escândalo e repúdios, por desabrida imoralidade a que a então popular actriz Lucília Simões dera voz. Ferro conta com pormenor, num longo Prefácio, o sucedido, tendo acrescentado no fim do livro não só uma carta de desculpas à referida mulher de teatro, como também o texto do protesto público a que se associaram, entre outros, os seguintes homens de letras: Raul Brandão, António Sérgio e Fernando Pessoa. Resta sublinhar que este manifesto perdeu ab initio o seu efeito, dado, entretanto, o levantamento da proibição.
Mas nem todos os “homens de letras” foram na época consensuais neste apoio; Victor Falcão, por exemplo, numa sua colectânea de artigos para a imprensa periódica, Páginas de Crítica (Casa do Globo Editora, Braga, 1927), exibe uma opinião independente acima de qualquer suspeita:
«[...] Se venho hoje colocar mais algumas letras no cartaz espalhafatoso de António ferro, é porque estou farto de ouvir dizer asnidades àcêrca da sua peça Mar alto, sôbre a qual caíu, provadamente, o mau olhado de todos os ciganos da crítica. O que na mór parte dos jornais se escreveu sôbre essa peça ingènuamente imoral, onde a perversidade tirita aqui e àlém, envergonhada, não é justo nem injusto – é ridículo. Rimbombam ainda os clamores contra o Mar alto, considerado uma obra libertina, com indecências psicológicas abomináveis, e eu aposto que os protestantes ficam em palpos de aranha se eu lhes pedir para me indicarem que bitola usaram para a classificação. Neste país excêntrico, habitado por um povo que adora o pagode; neste país sem igual, onde a obscenidade é alimentada nos salões; num país, como o nosso, onde o deboche asfixia impunemente as energias individuais; num país assim, sem uma élite capaz de o arrancar do lôdo, ¿quem tem o direito de considerar imoral a peça de António Ferro? Ninguém, nem mesmo o próprio António Ferro... [...]
¿É a peça de António Ferro uma obra de Arte? Não é. O Mar alto não passa de uma asneira literária, rufada inconscientemente no tambor do escândalo. As personagens são inverosímeis e devem ter sido inventadas num momento de loucura do autor. A trama da peça, feita de côres berrantes, não resiste à traça da análise do mais obscuro sapateiro de escada. A acção é uma espécie de foguetes de três respostas, com chuva de lágrimas luminosas nos intervalos. O desfecho é de uma ingenuïdade infantil, imprevista e risonha. [...]
A cultura literária de António Ferro é totalmente boulevardière. D’Annunzio deslumbrou-o, não pela sua formidável potência criadora, não pela sua assombrosa interpretação do belo e do trágico, não pelo seu saber tão feiticeiramente diluído na sua prosa principesca, mas pelo esplendor, pelo inèditismo, pela boa-fortuna dos seus processos de reclamo. Entre D’Annunzio e Colette – entre um homem de génio e uma mulher fútil – António Ferro não hesita – segue na peugada de Colette. É mais fácil e cansa menos. Colette pára muitas vezes no caminho a pôr pó de arroz na cara e carmim nos lábios. Gabriel D’Annunzio é um touriste insaciável de beleza; procura-a por toda a parte, quási sem descanso. É muito difícil acompanhá-lo, porque anda muito depressa. Por isso, António Ferro prefere seguir Colette, que dá passos miüdinhos, pára diante das montras e assobia, de vez-em-quando, para que os transeuntes a observem com espanto... De resto, António Ferro seguiu o seu caminho – instintivamente. Não sendo um combativo, não sendo um estudioso, não sendo mesmo um homem de audácia (porque a sua audácia é tão artificial como a sua imoralidade), êle só podia ser o que é realmente – uma pessoa de bom-humor, pachorrenta e teimosa, que faz paciências com as palavras, como os vèlhotes, aos serões, as fazem com as cartas de jogar... [...]»

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Praça da Concórdia


ANTÓNIO FERRO
capa de Bernardo Marques

Lisboa, 1929
Edição da Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
19,4 cm x 13,2 cm
4 págs. + 236 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
muito discreta rubrica de posse no canto superior direito da capa
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de crónicas colhidas em viagem a Paris. Os lugares, os costumes e os homens são aqui tratados com o fulgor que lhe era habitual. O desenho de Bernardo Marques é particularmente expressivo, multifacetado, servindo um género literário que se caracteriza por falar de tudo e de nada: o jornalismo.

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Batalha de Flores



ANTONIO FERRO
capa de António Soares

Rio de Janeiro, 1923
H. Antunes & C.ª – Editores
1.ª edição
17,4 cm x 13 cm
168 págs.
impresso sobre papel avergoado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
discreta rubrica no canto superior direito da capa
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Recolha de crónicas anteriormente publicadas na imprensa diária de Lisboa.

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Intervenção Modernista



ANTONIO FERRO
pref. António Rodrigues
capa de Sebastião Rodrigues
desenho de Mário Eloy

Lisboa, 1987
Verbo
1.ª edição
vol. 1 das Obras de António Ferro [único publicado]
21,5 cm x 15,5 cm
XXVI págs. + 410 págs.
subtítulo: Teoria do Gosto
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne os conhecidos livros Teoria da Indiferença, Batalha de Flores, Nós, A Arte de Bem Morrer e A Idade do Jazz-Band; assim como os importantes inéditos em livro Cartas do Martinho, O Elogio das Horas, Uma Hora Com Asas e Ilustração Portuguesa. Sendo o muito breve Cartas do Martinho um dos mais gostosos nacos de prosa que, a propósito dos cafés de Lisboa na época (1918), poderia, quiçá, ter sido escrito.

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A Amadora dos Fenómenos



ANTONIO FERRO

Porto, 1925
Livraria e Imprensa Civilização – Editora
1.ª edição
20 cm x 12,9 cm
208 págs.
encadernação recente de amador com rótulo gravado a ouro na lombada
por aparar, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

A propósito da ligeireza de estilo na primeira fase da obra literária de António Ferro escreveu, em 1987, Guilherme Castilho (ver fichas de leitura do serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, «Intervenção Modernista: Teoria do Gosto – Obras de António Ferro, 1»):
«[...] não se poderá afirmar que a obra de Ferro ultrapasse um certo superficialismo, um notório sensacionalismo, o gosto gratuito de aderir a uma epidérmica modernidade supostamente futurista. Mas o que é certo é que com todos estes “handicaps”, ela é representante de um momento, de uma determinada vertente que existiu na nossa literatura – um documento, em suma, que importa não ignorar. Além do que, não obstante destas facetas negativas que lhe possamos apontar, ela possui, por outro lado, uma inegável originalidade, um vivo poder de criatividade, um humor bastante pessoal e um virtuosismo verbal e conceptual que lhe emprestam, por vezes, um atractivo que torna gratificante e deleitável a leitura de certos trechos desta primeira fase. [...]»

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Prefácio da República Espanhola



ANTÓNIO FERRO
[capa de Bernardo Marques]

Lisboa, 1933
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
2 págs. + XXXII págs. + 224 págs.
exemplar bem conservado, contracapa suja; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do «Prefácio dum Prefácio»:
«[...] Se a República Espanhola, que vinha a caminho, trazia a aspiração, mesmo distante, de se transformar, um dia, na república federal da Península, o meu dever de jornalista e de jornalista português, era denunciar êsse sonho e de matá-lo à nascença. [...]»

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Homens e Multidões


ANTÓNIO FERRO

Lisboa, s.d. [1941]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
XX págs. + 300 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de textos com diversas proveniências, em que avulta, no fim, uma entrevista a Salazar datada de Setembro de 1938. Passagem significativa:
«[...] Vamos descendo agora a Calçada da Ajuda. Passam, formadas, algumas centenas de legionários que reconhecem Salazar e erguem os braços na clássica saüdação romana. Homens desempenados, rostos morenos, pintados pelo sol português, de tôdas as classes e idades, o operário ombro a ombro com o patrão, mas todos com vinte anos na luz dos seus olhos, na sua marcha irrepreensível.
– Quem vive? – pregunta, em voz clara, sonora, o comandante da “lança”.
– Portugal! Portugal! Portugal! – respondem todos.
– Quem manda? – pregunta a mesma voz.
– Salazar! Salazar! Salazar! – gritam os legionários, alegremente, afastando-se, descendo a calçada em passos cadenciados e certos.
– Como estamos longe – observo – dos primeiros tempos, quando o Chefe do Govêerno português reconhecia, numa das entrevistas que me concedeu, que um dos perigos mais sérios do regime era a frieza dos que o serviam. “Durar, eis o segrêdo”, disse-me um dia, Mussolini. E tinha razão.
Salazar concorda:
A formação da “Legião” e, com alcance longínquo, talvez ainda mais a da “Mocidade Portuguesa”, tem contribuído poderosamente para modificar a mentalidade geral, para restituir aos portugueses o que parece que tinham perdido: a consciência cívica. Ao português corajoso, mas indisciplinado, com horror atávico ao serviço militar, habituado à guerra, sim, mas à guerra civil, já não repugna fardar-se e está disposto a obedecer na hora própria. A “Legião” e a “Mocidade” têm-lhes dado ao mesmo tempo um sentimento mais profundo de solidariedade social aproximando as classes, quebrando as distâncias entre os ricos e os pobres. Ensinou-os igualmente a ser tolerantes, a respeitar as crenças de cada um, grande conquista no nosso País. [...]»
De facto, não há como os coveiros para manter a ordem nos cemitérios!...

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D. Manuel II, o Desventurado





ANTÓNIO FERRO

Lisboa, 1954
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
232 págs. + 13 folhas extra-textos com reproduções fotográficas
encadernação em meia-inglesa com cantos em pele e gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do autor, que, como se sabe, foi o vigilante mentor cultural da ditadura do Estado Novo através do Secretariado da Propaganda Nacional, e notório impulsionador das ideias de Mussolini, Gabriel d’Annunzio, Primo de Rivera, et alli:
«[...] figura portuguesíssima, insinuante, de D. Manuel II. Se houve um rei luso que se perdeu na bruma, esse foi, sem dúvida, o triste exilado de Fullwell Park, o Desejado de muitos portugueses, outro D. Sebastião teimosamente aguardado numa manhã de nevoeiro. Mas nem os próprios, que tanto ansiavam por ele, conheciam bem, como eu pude conhecer, a esbelteza da sua alma, a sua doce melancolia de português saudoso, distante. Viam nele apenas o Rei, o símbolo ainda vivo do seu ideal, a esperança do regresso, mas não conheciam o homem, o seu encanto pessoal, a distinção e a graça das suas maneiras, não sabiam, por exemplo, que D. Manuel fingia viver em Inglaterra, mas que continuava, de facto, a ser rei na nossa maior possessão: na saudade. [...]»

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domingo, fevereiro 16, 2014

Manual Completo do Jogo do Voltarete [...] com o Tratado do Jogo do Sólo



[ANÓNIMO]

Lisboa, 1890
Editor – Joaquim José Bordalo
6.ª edição («correcta e augmentada»)
17 cm x 12,3 cm
2 págs. + 192 págs.
subtítulo: Contendo as Leis Geraes do Jogo
modesta e recente encadernação de amador em tela e papel de fantasia
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Arraial de Aldeia


SANTOS CRAVINA

Coimbra, 1948
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
19,2 cm x 13,7 cm
106 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ao mesmo tempo que dava a conhecer a fina flor do neo-realismo literário na colecção Novos Prosadores, a Coimbra Editora – que contava com Salazar entre os seus sócios – fazia sair pela mesma porta o tronco em flor do fascismo nacional...

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De Betania ao Golgota


SANTOS CRAVINA

Lisboa, s.d. [circa 1930]
Livraria Portuguêsa de Ferreira & Franco Ltd.
1.ª edição
17,7 cm x 13,7 cm
64 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A JOSÉ FERNANDO DE SOUSA (NEMO)
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve núcleo de sonetos que poetizam a Paixão de Cristo.

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terça-feira, fevereiro 11, 2014

O Retrato do Semeador


VITORINO NEMÉSIO

Lisboa, s.d. [1957]
Livraria Bertrand
1.ª edição
18,9 cm x 12,3 cm
244 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Isabel de Aragão, Rainha Santa



VITORINO NEMÉSIO

Lisboa, 1960
Edições Panorama – S. N. I.
2.ª edição
18,4 cm x 13 cm
144 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Infanta aragonesa, rainha consorte de Portugal por escolha do rei D. Dinis.

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Sob os Signos de Agora



VITORINO NEMÉSIO

Coimbra, 1932
Imprensa da Universidade
1.ª edição
19,4 cm x 12,3 cm
XII págs. + 360 págs.
subtítulo: Temas Portugueses e Brasileiros
exemplar manuseado mas muito estimado, apenas a lombada apresenta fortes sinais da acção da luz; contracapa ligeiramente suja
COM DEDICATÓRIA AO «DISTINTO JORNALISTA E BIBLIÓGRAFO» ERNESTO DONATO ASSINADA E DATADA PELO AUTOR
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de ensaios em que tanto a cultura do ilheu açoreano como Raúl Brandão e o «erotismo» em João de Deus, ou uma tentativa de dar a conhecer o «âmago» do Brasil, são desfiados coloquialmente, naquele estilo de aula ao vivo que lhe permitirá levar depois esse belíssimo exercício de narratividade para dentro dos seus versos.
Do prefácio do Autor, uma significativa passagem (... e dizemos significativa dado Nemésio contar na sua bibliografia com o melhor romance do século XIX escrito a meio do século XX):
«[...] os signos de agora não são pròpriamente os do meridiano europeu, mas os signos particulares de uma cultura embebida no século XIX e ainda a braços com a pouco brilhante tarefa de o assimilar ou remover. [...]»

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Ondas Médias


VITORINO NEMÉSIO

Lisboa, s.d. [1945]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
362 págs.
subtítulo: Biografia e Literatura
TIRAGEM COM A CHANCELA DO AUTOR
exemplar manuseado mas muito limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Palestras escritas para a Emissora Nacional, ao sabor do tempo, como diz o Autor: «[...] um livrinho à Montaigne, “ondulante e diverso” [...]». Claro que nada ali é tão ocasional como isso, a cultura histórico-literária constitui o seu tema forte, que numa cuidadosa onda terá atravessado os referidos programas radiofónicos. Da Fénix Renascida a Cavaleiro de Oliveira, ou a Correia Garção, ou a Nicolau Tolentino, ou a Tomás António Gonzaga, etc., poetas, historiadores, memorialistas, são verdadeiramente difundidos – como nunca mais nem com tal elevação voltou a fazer-se na cultura nacional.

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O Mistério do Paço do Milhafre



VITORINO NEMÉSIO
vinheta da capa por Eva Aggerholm

Lisboa, 1949
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,2 cm x 12,3 cm
328 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos David Mourão-Ferreira no seu texto «Para o Perfil de Vitorino Nemésio» (ver Críticas Sobre Vitorino Nemésio, Livraria Bertrand, Lisboa, Março de 1974):
«[...] são [...] os contos de O Mistério do Paço do Milhafre, além de modelos insuperáveis da arte de narrar, testemunhos também, entre muitas outras coisas, do modo de resolver, em termos de ficção, a velha dicotomia do regional e do universal, tão persistente na nossa novelística [...]».

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Mau Tempo no Canal


VITORINO NEMÉSIO
desenho de Bernardo Marques

Lisboa, s.d. [1944 ?]
Livraria Bertrand
2.ª edição
19 cm x 12,7 cm
480 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
selo de posse colado no bordo superior da folha-de-rosto
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma obra-prima do romance oitocentista... escrita a meio do século XX.

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Jornal do Observador


VITORINO NEMÉSIO

Lisboa, Setembro de 1974
Editorial Verbo
1.ª edição
20,8 cm x 15,1 cm
448 págs.
exemplar estimado; miolo limpo com defeito no papel das últimas quatro folhas sem afectar a legibilidade do texto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Mais um punhado de crónicas – notas de viagem, artigos, pequenos ensaios [...]», assim no-lo apresenta Nemésio. «[...] Quem tenha, como o autor, o sentimento de viver o fim ou o declínio de uma cultura escrita que assentava no pressuposto “criador” da personalidade e, portanto, no apreço e respeito dela, só com melancolia pode assistir à largada destas folhas de papel a caminho da deterrioração, e finalmente da entropia... [...]»

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Jornal do Observador



VITORINO NEMÉSIO

Lisboa, Setembro de 1974
Editorial Verbo
1.ª edição
20,8 cm x 15,1 cm
448 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao escritor Pedro da Silveira
95,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Exilados (1828-1832)


VITORINO NEMÉSIO

Lisboa, s.d. [1947 ? (segundo a BN)]
Livraria Bertrand
1.ª edição
18,5 cm x 11,8 cm
8 págs. + 328 págs.
subtítulo: História Sentimental e Política do Liberalismo na Emigração
exemplar manuseado mas aceitável, manchado no canto inferior esquerdo; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Advertência:
«Este livro foi a “segunda parte” de um trabalho universitário – A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio – onde tinha por título A Experiência do Exílio, reconstituída, para se atingir a de Herculano, através de memórias, autobiografias, cartas, poemas, ordens do dia, papeis vários, que depunham sobre as esperanças e os desenganos de um bando de proscritos. [...]
Relendo-o agora, ajeitando-o, reduzindo o retrato de Herculano na composição de conjunto, vejo que lhe não pude tirar o aspecto (digamos) micro-histórico com que nasceu da minha lupa. Modo de investigar e estilo de escrever, tudo era então, no autor, minudente, prolixo, laborioso. A matéria dos últimos capítulos, incidindo no terreno obscuro e confinado mas querido e familiar das minhas ilhas, só agravou o defeito. Não posso fazer melhor, e custa-me... Mas mais me custaria, como pai deste filho de papel, deixá-lo enterrado numa dissertação universitária onde só o Mocho o lê, e fora da qual, crismado e emancipado, pode servir de remember (demasiado anedótico!) dos anos de aventura e risco de um punhado de portugueses atrevidos e generosos. Pelo menos a parte frágil – e por isso bem humana – de uma grande empresa histórica fica esboçada aqui. [...]»

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Caatinga e Terra Caída


VITORINO NEMÉSIO

Venda Nova – Amadora, s.d. [1968]
Livraria Bertrand
[1.ª edição]
19 cm x 12 cm
360 págs.
subtítulo: Viagens no Nordeste e no Amazonas
exemplar em bom estado, apenas a capa apresenta algum desgaste superficial na impressão
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de badana:
«[...] A identificação do autor com paisagens e gentes brasileiras vai desde o saber histórico e sociológico à intimidade dos costumes e à apropriação da linguagem. [...]
Estes cadernos de viagem ao Nordeste e ao Amazonas completam, com um fio romanesco e um impressionismo flagrante de fauna, flora e gentes, largamente informado de cidades, engenhos, fazendas de gado, postos e cocais do “aranhol”, o largo itinerário [...]»

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domingo, fevereiro 09, 2014

Tecnologia Tradicional Agrícola dos Açores


ERNESTO VEIGA DE OLIVEIRA
BENJAMIN PEREIRA

desenhos de Fernando Galhano

Lisboa, 1987
INIC – Instituto Nacional de Investigação Científica
1.ª edição
23,1 cm x 16,3 cm
96 págs. + 80 págs. em extra-texto (reproduções fotográficas)
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
assinatura de posse na folha de rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Complemento de anteriores obras publicadas pelos três Autores, a saber: Moinhos de Vento – Açores e Porto Santo (1965) e Instrumentos Musicais Populares dos Açores (1986). Profundos trabalhos de investigação etnológica e recolha no terreno.

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O Algodão


E.[RNESTO] DE QUEIROZ RIBEIRO

Porto, 1946
Imprensa Portuguesa
1.ª edição
22,8 cm x 17,3 cm
XVI págs. + 376 págs.
subtítulo: Da Colheita à Industrialização
ilustrado
exemplar como novo; miolo por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio:
«[...] Até agora, quem entre nós quisesse estudar o algodão sob qualquer daqueles aspectos [classificação, propriedades das fibras, tipos mundiais de algodão], seria obrigado a folhear inúmeros tratados, normalmente escritos em inglês, ou as suas traduções, em espanhol, para, por fim, não conseguir reunir mais do que ideias gerais sobre o tema desejado.
Procurando remediar, em parte, estas dificuldades, resolvi agrupar e coligir, num só volume, os assuntos mais palpitantes e necessários, apresentando-os e discutindo-os sob o aspecto que interessa, especialmente, à produção colonial e à indústria têxtil portuguesa. [...]»


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O Leite em Lisboa

FERNANDO VIEIRA DE SÁ
prólogo de António de Sousa

Lisboa, 1992
Clássica Editora
1.ª edição
28,5 cm x 20,3 cm
184 págs.
subtítulo: História do Seu Abastecimento
ilustrado
exemplar novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo da autoria de um licenciado em Medicina Veterinária e especialista em Medicina Sanitária.

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Pequeno Tratado de Encenação


ANTÓNIO PEDRO
ilust. Eduardo Calvet de Magalhães

Porto, 1976
INATEL – Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores
2.ª edição
18,2 cm x 10,8 cm
226 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos mais completos livros de estudo portugueses para quem se interesse pela arte teatral. O seu autor foi, na génese do projecto, em 1950, director do Teatro Experimental do Porto, a pedido de Manuel Breda Simões e do arquitecto Luís Praça. Diz-nos Tomaz Ribas, em nota de contracapa da edição original: «Depois de através da pintura, da poesia, da prosa, do ensaio, de cerâmica, do jornalismo e da rádio nos ter dado sobejas provas para o admirarmos e inscrevermos o seu nome entre os mais distintos do panorama intelectual e artístico do país, António Pedro revelou-se através do teatro um artista de forte personalidade, um encenador moderno, consciente e culto, uma das mais distintas e brilhantes organizações teatrais [o referido TEP] que nos tem surgido nos últimos tempos. A chegada de António Pedro ao teatro e a sua acção nele como director, encenador, mestre e orientador é, talvez, o mais notável facto do teatro português do nosso tempo.»

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O Teatro e a Técnica do Actor




ANTÓNIO PEDRO

Lisboa, 1975
F. A. O. J. – Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis
Ministério da Educação e Cultura
[2.ª edição]
20,6 cm x 14,5 cm
68 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reedição conjunta de apenas três fascículos (3, 4 e 5) dos Cadernos dum Amador de Teatro – Antologia de Iniciação Teatral, originários do Porto (anos 40-50), em que António Pedro não só assinou textos de crucial importância para o entendimento do teatro e da função social do actor e para a formação técnica deste, mas acrescentou ainda, antologicamente, o que de melhor outros haviam escrito acerca da matéria. Assim é que, no vertente, pode ler-se também textos de Hegel, Charles Dullin e do genial Stanislawsky.

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Grandeza e Virtudes da Arte Moderna


ANTONIO PEDRO

Lisboa, Abril de 1939
[ed. Autor]
1.ª edição
17,4 cm x 11,5 cm
2 págs. + 26 págs.
subtítulo: Resposta à agressão do Sr. Ressano Garcia
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O caricaturista, professor doutor e coronel Arnaldo Cardoso Ressano Garcia é aqui tratado como cavalgadura perniciosa. Aquando dos preparativos para a Exposição do Mundo Português a opção estética tomada pelos responsáveis do regime para as comemorações – António Ferro à cabeça – suscitou nefastas críticas por parte dos artistas académicos, liderados pelo à data presidente da Sociedade Nacional de Belas-Artes, o dito coronel. Proferindo este duas conferências locais, em que, entre outros dislates, apodava os artistas modernos de comunistas merecedores de procedimento à Hitler, que – aplaude Ressano Garcia –, varrendo os museus de todas as imundícies artísticas, «[...] [mandou queimar] na praça pública com indignação da Europa civilizada, as obras que fazem engulhos à sua incompreensão. [...]» Numa fase do regime ditatorial português, em que as artes eram descaradamente postas ao serviço da propaganda política, os académicos ficariam definitivamente postos fora da ribalta cultural; e por académicos entenda-se os cultores de um decorativismo «[...] sem significado nem grandeza – máquinas de fazer pêssegos e tijelas, os mesmos pêssegos e tijelas internacionais de todos os falecidos academistas do mundo [...]» (António Pedro) Após discorrer acerca das linhas mestras do vanguardismo artístico europeu da altura, António Pedro contra-ataca:
«[...] Se S. Ex.ª o Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Arnaldo Ressano Garcia, Ilustríssimo Presidente da Ilustríssima Sociedade dita nacional e de Belas Artes, não fôsse além de mal intencionado, tão profundamente ignorante daquilo que o Estado Português, ou um dos seus organismos, lhe pagou para aprender, não devia desconhecer o que acabo de deixar ao simples comentário do leitor. [...]
A conferência do Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Arnaldo Ressano Garcia durou dois dias e teve duas partes, desiguais nos insultos por via do susto, iguais na intenção por via da encomenda, semelhantes na estupidez por via do autor.
Pela primeira e pela segunda parte correram as aleivosias que acabo de demonstrar. Na primeira, em especial, pretendeu o insultador fazer doutrina. Na segunda, em particular, contou anedotas. [...]»
O vertente livrinho é constituído pela conferência que António Pedro se viu impedido de proferir no mesmo sítio onde o coronel fizera de tribuno.

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sexta-feira, fevereiro 07, 2014

O Jardim das Mestras


MANOEL DE SOUSA PINTO
capa e portada de Mily Possoz

Paris–Lisboa / Rio de Janeiro, 1914
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Francisco Alves
2.º milhar
18,7 cm x 12 cm
VIII págs. + 250 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sousa Pinto, de certo modo cobriu quase todos os géneros literários, mas foi como crítico de arte que se destacou. O seu Raphael Bordallo Pinheiro – O Caricaturista ainda hoje nos é útil e agradável de ler. Para Fernando Pessoa, era Sousa Pinto exemplo de velharia literária... o que mais evidencia a modernidade da capista. Cabe, portanto, a Mily Possoz a responsabilidade pelo interesse que o vertente livro possa ter ainda hoje.

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Poesias


FAUSTINO XAVIER DE NOVAES

Porto / Braga, 1879
Livraria Internacional de Ernesto Chardron e Eugenio Chardron
[3.ª edição]
21,5 cm x 13,8 cm
352 págs.
subtítulo: Publicadas por Antonio Moutinho de Sousa
discreta encadernção editorial em tela com ferros a ouro, ao espírito da época
composto manualmente, com todas as aberturas de poema encabeçadas por elegante vinheta; ante-rosto e rosto impressos a duas cores
exemplar em bom estado, com raras e ligeiras manchas de envelhecimento do papel; assinatura de posse na folha de rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta romântico, que no quadro desta corrente literária fundou no Porto a folha de poesia O Bardo. Cultivou a sátira – o que constitui uma raridade entre congéneres –, e isto de tal maneira que até Camilo Castelo Branco, intelectual nada mesmo de boa boca, o elogiou em Carta que figura, de abertura, num outro volume da obra do vate:
«[...] Ha oito annos que te vi entrar no inferno das letras: já eu cá estava, quando vieste todo encolhido, e como que arrependido de haver pactuado com o demonio a troca d’uma perspectiva de commendador pelo alvará de poeta satyrico, que te fôra lavrado por Nicolau Tolentino, secretario perpetuo da academia infernal, onde fôras proposto socio pelo inimigo do deão de Evora, que está no céo (o deão) e mais o seu hyssope.
Quando te vi assim tranzido de susto, balbuciando a medo as primeiras imprecações satânicas contra os barões, e algumas até contra o genero humano, cuidei em te animar com não sei que ameigadoras esperanças de conseguires um dia o teu resgate, como S. Gil de Santarém.
Este S. Gil era um bruxo, que comprára a preço de sua alma philtros com que enfeitiçava as moças.
Tu, peor que o santo do Riba-Tejo, embruxavas as moças com certos versos que nunca publicaste, e atenazavas as velhas arreitadas com a galhofenta satyra, e punhas causticos nos peitos dos velhos opilados de coração, e obrigavas a fallar as baronezas menos correctamente que o Casti fizera fallar as tartarugas, e enfiavas a cabeça dos condignos maridos, afóra as orelhas – que isso não eras tu capaz de encarapuçar – em barretes com o nome da victima, e demais a mais com um fartum a raposinho que não podia falhar.
Eras o diabo! [...]
Dize ao seculo XXII o que era esta gente, que eu faço por cá em prosa um arremedo da tua poesia.
Se disserem que havemos de assistir aos funeraes da nossa reputação, deixa fallar os despeitados e os tolos illuminados.
Antes de assistirmos aos responsorios funebres que nos agouram os praguentos, havemos de enterrar muito lorpa, se Deus quizer. [...]»

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Nicolau Tolentino ou o Cabrion da Litteratura de Hoje



[ANÓNIMO]

Lisboa, 1867
Typographia de J. G. de Sousa Neves
[1.ª edição]
17,2 cm x 11,5 cm
2 págs. + IV págs. + 154 págs.
subtítulo: Almanach para 1868 – 1.º anno – contendo 103 artigos de critica litteraria. Redigidos por alguns socios da Academia dos Humildes e Ignorantes e offerecidos aos collegas da Academia das Sciencias
encadernação modesta da época, meia-inglesa com ferros a ouro na lombada, onde pode ler-se o nome do antigo proprietário «M. L. [?] Barboza»
sem capas de brochura
exemplar muito estimado, miolo como novo
ostenta o ex libris de Manuel de Mello Corrêa no verso da pasta anterior, desenhado por J. P. Abreu e Lima em 1954 e gravado por Paes Ferreira
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além das secções de informação útil sobre festejos eclesiásticos, marés, calendário, tabelas dos toques de incêndio, estações telegráficas, etc., etc., tanto a abertura, em forma de carta dirigida ao «Ill.mo e ex.mo sr. In Hoc Signo Vincis» e assinada mordazmente pelo pseudónimo «Nicolau Tolentino», como as mais de cem páginas dos artigos de crítica literária são corrosivas dos narizes de cera que então pululavam nas artes, nas letras e nas ciências do século. Teófilo Braga, por exemplo, Gomes de Amorim, Fonseca Benevides, Camilo Castelo Branco, Arnaldo Gama, Manuel Roussado, Bulhão Pato, Luz Soriano, Guilherme de Azevedo, Rangel de Lima e imensos outros surgem ali tratados como devem sempre ser tratados os narizes de cera: a pontapés de sarcasmo.
Damos especial relevo a mais um texto, volvidos cerca de dois anos, que pode ainda acrescentar pontos à polémica da denominada Questão Coimbrã.

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The Poetical Works of Edward Young



EDWARD YOUNG

Londres, s.d.
Ward, Lock, & Co., Warwick House
[ed. (ilustrada) ?]
19 cm x 13,5 cm
XX págs. + 600 págs.
colecção Moxon’s Popular Poets
com 1 retrato do Autor em extra-texto junto do frontispício + 7 ilustrações finamente gravadas, em extra-textos distribuídos ao longo do volume
todas as páginas com cercadura de filete rematada nos cantos por vinheta em cruz, impressos a vermelho; entradas de poema com barras decorativas de florália
encadernação com lombada e cantos em pele, nervuras e gravação a ouro no lombo
corte das folhas marmoreado a toda a volta
exemplar estimado, embora apresente sinais de antiga humidade nas 4 primeiras e nas 3 últimas folhas, e nas págs. 521 a 530
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui, deste poeta setecentista inglês, o célebre poema «Night Thoughts», longa meditação sobre a morte, e cuja influência literária foi determinante para o eclodir do romantismo português.

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