MANUEL ALEGRE
s.l., 1970
[Poesia Nosso Tempo]
2.ª edição
185 mm x 116 mm
144 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)
Deste livro pode dizer-se que as armas estavam em boas mãos. A única apreciação, nada literária, que o regime fascista dele fez resume-se a uma folha de Almaço azul timbrada Polícia Internacional e de Defesa do Estado, que se encontra na Torre do Tombo (ver
Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa, 2005), em cuja primeira página reza assim o agente da autoridade:
«Superiormente encarregado de contactar com [...], residente na [...], mãe de Manuel Alegre, autor do livro intitulado “O Canto e as Armas”, o qual se encontra proibido de circular no País, a fim de se saber qual o destino que deu a 5.000 exemplares do livro referido, impresso na Tipografia Camões, na Póvoa de Varzim, cumpre-me informar V. Ex.ª o seguinte:
Na verdade, a referenciada mandou imprimir na Tipografia Camões, na Póvoa de Varzim, 2.000 exemplares do livro intitulado “O Canto e as Armas” e não 5.000.
No espaço de seis dias todos os exemplares foram esgotados, na sua maioria distribuidos a livrarias desta cidade.
Quis ainda esclarecer que de várias partes têm surgido pedidos, o que lamenta não poder satisfazer.
Dada a sua condição de mulher, que não abdica dos seus princípios democráticos e consequentemente da defesa da “liberdade”, tomou a iniciativa de mandar imprimir o citado livro, com algumas alterações de acordo com o filho, tendo-se, para o efeito, deslocado em automóvel a várias partes na companhia de um indivíduo que não divulgou o nome, dado que seu marido, por princípio, não gosta de se meter em tais assuntos, embora respeite as “ideias” do filho. [...]»
pedidos para:pcd.frenesi@gmail.comtelemóvel: 919 746 089 [chamada para rede móvel nacional]