domingo, maio 03, 2026

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O Canto e as Armas


MANUEL ALEGRE

s.l., 1970
[Poesia Nosso Tempo]
2.ª edição
185 mm x 116 mm
144 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Deste livro pode dizer-se que as armas estavam em boas mãos. A única apreciação, nada literária, que o regime fascista dele fez resume-se a uma folha de Almaço azul timbrada Polícia Internacional e de Defesa do Estado, que se encontra na Torre do Tombo (ver Livros Proibidos no Estado Novo, Assembleia da República, Lisboa, 2005), em cuja primeira página reza assim o agente da autoridade:
«Superiormente encarregado de contactar com [...], residente na [...], mãe de Manuel Alegre, autor do livro intitulado “O Canto e as Armas”, o qual se encontra proibido de circular no País, a fim de se saber qual o destino que deu a 5.000 exemplares do livro referido, impresso na Tipografia Camões, na Póvoa de Varzim, cumpre-me informar V. Ex.ª o seguinte:
Na verdade, a referenciada mandou imprimir na Tipografia Camões, na Póvoa de Varzim, 2.000 exemplares do livro intitulado “O Canto e as Armas” e não 5.000.
No espaço de seis dias todos os exemplares foram esgotados, na sua maioria distribuidos a livrarias desta cidade.
Quis ainda esclarecer que de várias partes têm surgido pedidos, o que lamenta não poder satisfazer.
Dada a sua condição de mulher, que não abdica dos seus princípios democráticos e consequentemente da defesa da “liberdade”, tomou a iniciativa de mandar imprimir o citado livro, com algumas alterações de acordo com o filho, tendo-se, para o efeito, deslocado em automóvel a várias partes na companhia de um indivíduo que não divulgou o nome, dado que seu marido, por princípio, não gosta de se meter em tais assuntos, embora respeite as “ideias” do filho. [...]»

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Montedor


J. RENTES DE CARVALHO
pref. António José Saraiva
capa de Pilo da Silva

Lisboa, 1968
Prelo – Soc. Gráfica Editorial, Lda.
1.ª edição
196 mm x 143 mm
224 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse à cabeça da pág. 7
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tornou-se não há muito tempo num desses escritores que, com obra feita, entram, por artes mágicas, na moda. Delírio traiçoeiro. Atrevido, faz parte de um grupo de escribas com lata para se julgarem à altura de estender a boa farinha de que Eça se serviu para criar esse zénite da literatura portuguesa que é Os Maias. Sem desprimor para a sua obra própria e pretérita, que José Saramago reconheceu desde logo na revista Seara Nova (Maio de 1968):
«[...] Não se acredita, e acontece. [...] Com Montedor e Rentes de Carvalho apareceram um romance e um autor inesperadamente sólidos. [...]
Montedor será um romance pícaro, como diz António José Saraiva no prefácio que para ele escreveu. Mas é também um livro que nos deixou uma funda e persistente impressão de tristeza. [...] A gente que povoa este romance não tem futuro. Rentes de Carvalho, sem intervir pessoalmente, como o faria um moralista qualquer, faz obra de moralista algo céptico, despido de ilusões, ciente de que esta vida é uma “magnífica” trituração. Entende que não tem grandes motivos para acreditar nas suas personagens – e não o esconde. O espectáculo é tão pouco reconfortante que de repente nos vem a vontade de propor uma diferente leitura para o título do livro: Monte Dor. Uma dor que não grita nem esbraceja, mas que faz crispar o sorriso em Montedor.»

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Marés

 

ALVES REDOL
[capa de Manuel Ribeiro de Pavia
*]

Lisboa, s.d.
Editorial «Inquérito», L.da
3.ª edição
193 mm x 125 mm
360 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

* A partir da segunda edição (em 1944), e com a transferência de Redol, vindo da Livraria Portugália, para a mais radical «Inquérito», Marés passa a ostentar na capa um desenho de Manuel Ribeiro de Pavia representando uma cena de carga policial a cavalo contra a multidão indefesa, o que constitui excepção na obra gráfica deste artista. (Agradece-se ao designer Jorge Silva a chamada de atenção para este pormenor.)

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O Cavalo Espantado


ALVES REDOL
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1960
Portugália Editora
1.ª edição
193 mm x 132 mm
328 págs.
exemplar estimado, pequena falha de cartolina no topo superior da lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o escritor António Quadros (fichas de leitura para o departamento de aquisições da Fundação Calouste Gulbenkian): «É este um dos melhores, senão o melhor romance de Alves Redol. Afastando-se aqui do neo-realismo, escreveu uma narrativa cujos principais personagens são um casal de refugiados judeus, durante a guerra, e um funcionário português de um consulado sul-americano. Romance de tipo psicológico; põe em relevo a estrutural seriedade de espírito do português, que não conhece racismos e é humano e compreensivo no seu trato com estrangeiros. Livro francamente recomendável.»

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A Jangada de Pedra [junto com cartaz da adaptação cinematográfica]



JOSÉ SARAMAGO
George Sluizer, realizador

Lisboa – Portugal | Índia, 1986 (livro) e 2002 (filme)
Editorial Caminho | MGS Film
1.ª edição
[21 cm x 13,5 cm (livro)] + [97 cm x 68 cm (cartaz)]
332 págs. + 1 cartaz
cartaz impresso em offset
exemplares estimados; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do discurso pronunciado na Academia Sueca por altura da atribuição do Prémio Nobel:
«[...] Fruto imediato do ressentimento colectivo português pelos desdéns históricos da Europa (mais exacto seria dizer fruto de um meu ressentimento pessoal...), o romance que então escrevi – A Jangada de Pedra – separou do continente europeu toda a Península Ibérica para a transformar numa grande ilha flutuante, movendo-se sem remos, nem velas, nem hélices[,] em direcção ao Sul do mundo, “massa de pedra e terra, coberta de cidades, aldeias, rios, bosques, fábricas, matos bravios, campos cultivados, com a sua gente e os seus animais”, a caminho de uma utopia nova: o encontro cultural dos povos peninsulares com os povos do outro lado do Atlântico, desafiando assim, a tanto a minha estratégia se atreveu, o domínio sufocante que os Estados Unidos da América do Norte vêm exercendo naquelas paragens... [...]»
A versão cinematográfica, entregue ao realizador alemão George Sluizer (1932-2014), foi produzida pela MGS Film, uma fábrica desses filmes indianos que inundam o mercado oriental (e por todo o mundo onde aterrem hindus), esse género xaroposo cor-de-rosa conhecido por bollywood.

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O Som de Martin Codax


MANUEL PEDRO FERREIRA
pref. Celso Ferreira da Cunha
índice analítico de Clara Castro
desenho da notação musical de José António Batata
grafismo de Vasco Rosa

Lisboa, 1986
Unisys / Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª edição
bilingue português-inglês
[300 mm x 217 mm] + Ø 173 mm
[XX págs. + 226 págs. + 8 págs. e 1 desdobrável em extra-textos] + 1 vinil
subtítulo: Sobre a dimensão musical da lírica galego-portuguesa (séculos XII-XIV)
ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, disco como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

O disco inclui seis temas musicais interpretados pela soprano Helena Afonso, acompanhada por José Peixoto no alaúde.

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O Nosso Amargo Cancioneiro

 

JOSÉ VIALE MOUTINHO
capa de Marco

Porto, 1973
Livraria Paisagem, Editora
2.ª edição («revista e actualizada»)
200 mm x 127 mm
224 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acertadamente refere Viale Moutinho, no seu prefácio, «um caminho – o da amargura», ao caracterizar o «momento fecundo da primeira metade de 1972» na intervenção continuada dos cantores sociais, em que um Zeca Afonso, ou um Adriano Correia de Oliveira, ou um Luís Cília, ou um José Mário Branco, ou um Sérgio Godinho foram pontos de referência à navegação de assalto às mentiras do Estado Novo. Num substancial resumo da enorme diversidade de poemas cantados nessa época, vamos encontrar a escrita directa de poetas como Afonso Duarte, Alexandre O’Neill, António Borges Coelho, António Cabral, António Gedeão, António Rebordão Navarro, Carlos de Oliveira, Daniel Filipe, Eduardo Valente da Fonseca, Fernando Assis Pacheco, Fiama Hasse Pais Brandão, João Apolinário, Ary dos Santos, José Gomes Ferreira, Saramago, Manuel Alegre, Maria Teresa Horta, Natália Correia, Orlando da Costa, Raul de Carvalho, Reinaldo Ferreira, Sophia de Mello Breyner, Urbano Tavares Rodrigues, etc.
Outros tempos, estes em que cantores cantavam poetas de referência, em vez de gargarejarem umas coisas que lhes ocorrem no banheiro.

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Trovas


D. DINIS
org. e pref. Natália Correia
capa de Duarte Chaparreiro

Alfragide – Damaia, 1970
Galeria Panorama | Tertúlia do Livro
s.i.
206 mm x 145 mm
2 págs. + 168 págs. + 16 folhas em extra-texto
ilustrado
encadernação editorial em sintético impresso na pasta anterior
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da História da Literatura Portuguesa de António José Saraiva / Óscar Lopes (15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989):
«[...] Conhecem-se três Cancioneiros ou colectâneas, aliás estreitamente aparentadas entre si, de poemas de autores diversos em língua galego-portuguesa. O mais antigo, o Cancioneiro da Ajuda, foi provavelmente compilado ou copiado na corte de Afonso X, o Sábio, em fins do século XIII. Os outros dois, o Cancioneiro da Biblioteca Nacional (antigo Colocci-Brancutti) e o Cancioneiro da Vaticana são apógrafos ou cópias, realizadas em Itália no século XVI sobre originais que datam provavelmente do século XIV. [...] É bem possível que estejamos em presença de sucessivas cópias de uma e a mesma colecção, que se iria talvez encorpando pouco a pouco [...].»
O nosso rei D. Dinis (1261-1325) figura aí com o maior acervo de criações poéticas, génio literário que terá herdado do seu avô, o referido Afonso X de Castela.

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Casa e Ducado de Aveiro e Sua Representação Actual


J. T. [JOSÉ TIMÓTEO] MONTALVÃO MACHADO

Lisboa, 1971
s.e. [ed. autor ?]
1.ª edição
260 mm x 195 mm
88 págs. + 6 desdobráveis em extra-texto
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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